Eu, mangá

Nem todos os leitores estão satisfeitos com o traço convencional dos mangás de sucesso no Brasil – limpo, delicado e preciso, como nos títulos da Clamp [Sakura Card Captors, X/1999, Chobits etc.]. Apostando nos que preferem linhas tortas, riscos em excesso e sujeira no traço, foi lançado o mangá Ooru, de Jun Hanyunyuu, cujo estilo expressionista e esteticamente feio é incomum em gibis japoneses. A história também foge do básico. Nada de meninas ganhando superpoderes, samurais se enfrentando com golpes fantásticos ou animais de estimação que podem falar. Um dos protagonistas é Kozou Sanou, mangaká [quem desenha mangás] aposentado que decide se tornar mafioso. O outro é Takeshi Antai, editor que, ao não conseguir convencer Kozou a voltar a desenhar, decide entrar também para o crime organizado. >> Folha de S. Paulo – 12/05/2008 – por Diogo Bercito