
O consagrado animador e diretor Hayao Miyazaki não suporta a animação atual, de acordo com uma manchete do Straits Times de Cingapura. Durante uma entrevista sobre o filme “Ponyo on the Cliff by the Sea”, Miyazaki voltou a criticar o excesso de aparelhos eletrônicos na vida dos jovens. Disse ainda que a animação atual é repleta de imagens estranhas e excêntricas.
Os animadores de seu estúdio são testados em ambiente em que celulares, iPods e outros aparelhos do gênero são proibidos. “Jovens estão cercados de coisas virtuais. Eles têm falta de experiência real de vida e perdem a imaginação. Animadores só pode desenhar de suas próprias experiências emotivas, dores e choque”, conclui Miyazaki. O diretor diz que ainda que seu atual filme seja 100% tradicional (feito a mão), não rejeita a idéia de trabalhar utilizando outras técnicas.
Frank Marshall, Kathleen Kennedy and John Lasseter estão atualmente trabalhando na dublagem em inglês para os EUA tendo nas vozes Matt Damon, Tina Fey, Cate Blanchett, Liam Neeson, Lily Tomlin e Cloris Leachman.

O Castelo de Cagliostro foi o primeiro longa-metragem dirigido por Hayao Miyazaki,
O Castelo de Cagliostro
Falando em Miyazaki, gostaria de indicar este texto do blog do crítico João Solimeo sobre “O Castelo de Cagliostro”, o primeiro longa-metragem do diretor japonês, que ficou mais conhecido no ocidente por produções primorosas como “A Viagem de Chihiro” e “O Castelo Animado”. Se ainda não viu nenhum deles, faça isso o quanto antes! Publico trecho da crítica do João a seguir:
O roteiro acompanha um ladrão boa pinta chamado Lupin III (Lupin Terceiro, ou Lupin Neto) que salva a vida de uma princesa, apenas para vê-la ser seqüestrada novamente por vilões não identificados. Na fuga, a princesa deixa para trás um misterioso anel. Lupin e um companheiro de aventuras vão até o país de Cagliostro atrás da origem de umas notas falsificadas e para tentar salvar a princesa. A trama é complicada e envolve um conde falsário, uma espiã que pode ser tanto aliada quanto inimiga de Lupin, um personagem misterioso que parece um samurai e vários guardas com garras mortais.
O personagem Arséne Lupin foi criado por Maurice Leblanc no início do século XX, sendo contemporâneo do Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle. O que um personagem francês do início do século XX está fazendo em um filme animado japonês feito em 1979?
A animação japonesa (e a cultura japonesa em geral, na verdade) tem a característica de se apropriar da cultura estrangeira, lhe dar uma roupagem nova, bem japonesa, e colocar de volta no mundo. É frequente a influência européia nas animações de Hayao Miyazaki; mesmo que, no fundo, elas permaneçam inequivocadamente japonesas.
Em “Láputa, Castelo no Céu” (Tenkuu no Shiro Laputa, 1986), por exemplo, Miyazaki pegou “emprestada” a cidade flutuante de “Láputa”, criada por Jonathan Swift em “As Viagens de Gulliver”, para criar sua própria cidade aérea. O personagem principal de “O Castelo de Cagliostro”, Lupin Terceiro, foi protagonista de duas séries animadas da televisão japonesa (a primeira co-dirigida pelo próprio Miyazaki em 1971) e um longa metragem.
A influência de Miyazaki pode ser notada em vários momentos do filme. Seu amor por máquinas (principalmente máquinas voadoras) pode ser visto no helicóptero que o vilão usa para chegar ao castelo. As engrenagens do relógio da torre também lembram muito o estilo que Miyazaki usaria em “Láputa” ou “Naushika” (“Naushika do Vale do Vento” é a obra prima de Hayao Miyazaki, produzido em 1984).
Há uma longa seqüência de perseguição entre estas engrenagens que é sem dúvida um feito para a animação da época, toda feita à mão e sem o uso de computadores. O DVD contém uma entrevista muito interessante com o diretor de animação do filme, Yasuo Ohtsuka. Ele conta que o filme foi produzido em apenas quatro meses e meio, com os animadores trabalhando dia e noite. Ele diz que hoje isso seria impossível, pois é tudo muito mais “fácil” e “rico”. Ohtsuka diz que da “pobreza” se tira muito mais criatividade.
>> ANIMATION ANIMAGIC – por Celbi Pegoraro
Escrito por Silvio Alexandre 



Segundo o site da revista norte-americana 




Tom profético
Séries de sucesso como “O Senhor dos Anéis”, de Tolkien, e “Harry Potter”, de J. K. Rowling, deram o mote para que tivesse florescido um género literário, que de menor consideração, se elevou ao sucesso comercial, contando hoje com um amplo mercado mundial e nacional. (Não é despicienda a projecção de algumas obras no grande ecrán!).
Responda sem pensar: quais os contos mais famosos de Edgar Allan Poe? (Não vale ler o post abaixo). Ou, melhor: quais os contos de Edgar Allan Poe que você já leu?
Certa vez, o poeta catalão Carlos Barral disse, com venenosa ironia, que acreditava ser o escritor colombiano Gabriel García Márquez nada mais que um narrador oral do norte da África. É realmente curioso notar como o nome do escritor prêmio Nobel de 1983 acabou se tornando motivo de antipáticas controvérsias, principalmente entre alguns autores mais novos que o acusam às claras de criar obras folclóricas que acabam por diminuir e caricaturizar a imagem dos latino-americanos no mundo, reduzindo-os aos estereótipos que a mentalidade preconceituosa e simplista do leitor médio europeu deseja encontrar neles.
Segundo o site
O diretor Guilhermo del Toro revelou em entrevista recente que sua equipe, junto da Weta (empresa de efeitos especiais responsável pela trilogia do Senhor dos Anéis), começou a trabalhar no design de produção de The Hobbit. Segundo Del Toro, “Mike Mignola vai chegar em breve. Ele irá participar da equipe de designers”.
Nos próximos dias, chega às livrarias de todo país o álbum O Curioso Caso de Benjamin Button, que adapta para os quadrinhos o conto homônimo do romancista F. Scott Fitzgerald.

Sobre o autor




A estética dos gibis, como se tem comentado muito, é mangá, o estilo anime japonês que saltou dos quadrinhos para os desenhos de televisão até quase a exaustão. Mais alinhado ao público jovem, traz ilustrações grandes (algumas de página inteira), cenários mais elaborados, impressão em preto e branco e mais de uma centena de páginas. Esteticamente a adaptação não foi traumática, pelo contrário, atualizou a linguagem simples da Turma da Mônica para uma geração muito acostumada a imagens. A dúvida é se esse alinhamento com o mangá irá provocar também uma mudança de conteúdo.
E isso não porque a Turma de antes era melhor que a de agora ou porque os adolescentes precisam de algumas lições. Não! Apenas porque um grupo de personagens que sobreviveu a Mickey, Pateta, Pato Donald, Jaspion, Power Rangers, Chaves, Shrek não pode levar surra do Pokémon, não pode se transformar sob o risco de perder a essência que o trouxe até os anos 2000.






Isso casa com a declaração de Uma Thurman em abril passado, quando disse que Tarantino está criando novos animês para ligar os dois volumes. Para quem não se lembra, o trecho animado de Kill Bill enfoca a infância sangrenta de O-Ren Ishii, vivida adulta em live-action por Lucy Liu.
Anjos da Noite 3: A Revolução, terceiro filme da série, teve divulgado seu primeiro clipe. Assista abaixo, Sonja enfrentando vampiros com sua espada – até que Viktor, seu pai, surge.










A nova edição do gibi Saiba Mais! Turma da Mônica traz uma aventura na qual os principais personagens de Mauricio de Sousa explicam tudo sobre a reforma ortográfica que, desde o dia 1º de janeiro de 2009, está valendo para todos os países de língua portuguesa.







