‘HARRY POTTER A AS RELÍQUIAS DA MORTE’: RHYS IFANS SE JUNTA AO ELENCO DO FILME

terça-feira | 31 | março | 2009

Mais um ator acaba de se juntar ao elenco de Harry Potter e As Relíquias da Morte, sétimo filme do bruxinho criado por J.K. Rowling. Trata-se do irlandês Rhys Ifans, de filmes como Um Lugar Chamado Notting Hill, Hannibal – A Origem do Mal e Elizabeth – A Era de Ouro.

Ifans revelou sua participação durante uma entrevista a um programa de TV. Entretanto, o ator não informou qual personagem viverá.

O sétimo filme da série será dividido em duas partes. A primeira tem estreia prevista para 19 de novembro de 2010 e a segunda, para maio de 2011.

A direção está novamente a cargo de David Yates, mesmo diretor do quinto e sexto filmes do personagem. Harry Potter e o Enigma do Príncipe, o sexto filme, tem estreia marcada para 17 de julho.

Harry Potter é filho de dois bruxos poderosos, assassinados por Lorde Voldemort quando Harry ainda era bebê. O órfão Harry é criado por parentes não-bruxos, mas aos 11 anos descobre sua história e recebe o convite para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Seu primeiro livro, Harry Potter e A Pedra Filosofal, foi publicado em 1997. Desde então, a série alcançou grande popularidade no mundo inteiro, ganhando adaptações para o cinema, videogames, bonecos, estatuetas e diversos outros itens. Graças a esse sucesso, sua criadora, J.K. Rowling, tornou-se a mulher mais rica da história da literatura.
>> HQ MANIACS – por Andréa Pereira


SELOS DE MONSTROS: SUSTOS NA CAIXA POSTAL

terça-feira | 31 | março | 2009

selos_monstrosa

O desenhista americano Adam McCauley acredita que monstros são uma preferência mundial – tanto de crianças quanto de adultos. Mas ainda mais quando vêm acompanhados de uma boa dose de ironia, como no caso de uma de suas mais recentes criações, a série de Monsters Stamps, que recebeu em fevereiro medalha de ouro na premiação anual concedida pela Sociedade Americana dos Ilustradores, e que vem encartada no livro The Monsterologist: A memoir in rhyme, com textos do escritor Bobbi Katz e ilustrações brincalhonas de McCauley, a ser lançado até setembro pela Sterling Publications.

Além dos poemas atribuídos a um personagem que estuda monstros e das ilustrações de McCauley, o livro traz encartado seu premiado trabalho, no qual cria selos de correios em que países e cidades comemoram suas criações mais aterrorizantes. Todas pinçadas ora do imaginário popular, ora da literatura ou do cinema.

– Quem não gosta de monstros, não é mesmo? Mas acho que eles podem até servir de reflexão sobre a vida – diz McCauley ao Jornal do Brasil, reparando que seu trabalho fala de selos postais numa época em que se resolve quase tudo por e-mail. – Quis, quando fiz as ilustrações, envolver detalhes de tempos idos mesmo. O trabalho tem até uma certa aura da era vitoriana (Inglaterra, século 19). Em agosto, a gente vai pôr um vídeo sobre o livro no YouTube para todos conhecerem o trabalho.

monsterologist_capa1Entre os monstros escolhidos por McCauley estão a andróide Maria, que aparece ilustrando o selo da cidade fictícia de Metropolis (do filme homônimo de Fritz Lang). Já na estampa dedicada à cidade de Salem, em Massachussets, aparece uma das famosas bruxas que, dizem, teriam dominado a cidade americana no século 17 – tematizadas na peça As bruxas de Salem, do dramaturgo Arthur Miller. Também há uma múmia representando o templo de Karnak, no Egito. Outro dos selos traz uma criatura monstruosa da Floresta Amazônica. Mas o artista diz que ainda não conhece os monstros brasileiros.

– Na verdade, eu me inspirei no filme O monstro da lagoa negra, do diretor Jack Arnold (1954). A personagem do filme aparece num lugar não especificado da Floresta Amazônica – conta.

A obsessão de McCauley por monstros é tão grande que boa parte do seu trabalho como ilustrador e desenhista de história em quadrinhos (exposto em seu site www.adammccauley.com) é dedicado às criaturas fantásticas, feitas com humor adulto ou infantil – como num dos livros que ajudou a conceber recentemente, Oh, no! No ghosts!, assinado com o escritor Richard Michelson, que traz um poema ilustrado que mostra duas crianças assustadas com as sombras de seu quarto de noite. Ele ainda ilustrou livros de terror infantil como The Lima bean monster (com Dan Yaccarino) e Halloween night (com Charles Gigna), além de ter assinado sozinho My friend chicken, que fala sobre uma menina que tem em seu único amigo uma grande galinha rosa.

Com 20 anos de carreira como ilustrador, acumula também trabalhos para a Apple (chegou a desenhar um site para a empresa), para a MTV e para a revista National Geographic, além de capas de CDs.

– Na verdade, muitas vezes, eu costumo achar graça no lado ridículo da civilização. É isso que me inspira na hora de criar monstros, ou até de imaginar o que os seres humanos podem fazer com o mundo – diz ele, que também é autor de uma série inspirada no gélido Darth Vader, de Guerra nas estrelas, com caricaturas-trocadilho com o cantor country Garth Brooks e o personagem Bart Simpson, que disponibilizou em seu site. – Minha ideia foi criar um riff, uma coisa leve e engraçada, em cima do personagem. Não tive problemas com os direitos autorais do Darth Vader porque as leis americanas de copyright têm uma cláusula que permite sátiras. Isso não é ilegal por aqui.
>> JORNAL DO BRASIL – por Ricardo Schott


‘THE VAMPIRE DIARES’ RECEBE ATOR DE LOST

terça-feira | 31 | março | 2009

Ian Somerhalder, ator que viveu o personagem Boone em Lost, entrou para o elenco de outra série, The Vampire Diaries.

Ele viverá Damon, descrito pela Variety como “um vampiro afetado que pode mudar de amigável para maligno em menos de um segundo”.

Também entraram para o elenco Zach Roerig (de Friday Night Lights) e Kayla Ewell (de Entourage). Anteriormente já haviam sido confirmados Nina Dobrev e Steven R. McQueen, neto do grande Steve McQueen.

A série de livros The Vampire Diaries, escrita por LJane Smith e muito popular nos EUA, conta a história da colegial Elena Gilbert, cuja paixão pelo vampiro Stefan Salvatore causa seu envolvimento em uma batalha entre dois vampiros com séculos de idade.

O piloto de série do canal CW foi escrito por Kevin Williamson (da série de filmes Pânico) e Julie Plec (do seriado Kyle XY).
>> HQ MANIACS – por Leonardo Vicente Di Sessa


AS NOVAS AVENTURAS DE MAURÍCIO DE SOUSA

terça-feira | 31 | março | 2009

Na liderança do mercado de quadrinhos brasileiros desde os anos 70, Mauricio de Sousa agradece, até hoje, o período em que, na década de 60, atuou como repórter policial. Graças a isso, diz, virou mais um escritor de quadrinhos do que um desenhistas de HQs. É com essa disposição que ele encara o universo do desenho animado com o humor da Turma da Mônica Jovem – versão teen de seu clássico e atual menina dos olhos da Mauricio de Sousa Produções, com vendagens estimadas entre 300 e 500 mil exemplares mensais – e da Turma do Penadinho.

Este deve ir ao ar em episódios de 11 minutos ainda este ano, pela TV Cultura, com quem já vem conversando. Até agora já há 13 episódios da turma do cemitério feitos em parceria com a empresa Digital 21 – entre eles E o Capitão Pitoco bateu as botas, Natureza morta, Uau! É a Dona Morte com um novo visual e O horroroso Fredi Cruga.

– Imagina se eu fosse prolixo na hora de fazer um balão, e escrevesse umas cinco, seis linhas de diálogo? Não ia dar certo, né? Hoje estou transportando todo esse aprendizado dos quadrinhos para os desenhos animados – diz Mauricio.

Apesar do sucesso com desenhos animados – filmes como A princesa e o robô (1983) e Uma aventura no tempo (2008) bateram recordes de bilheterias – é a primeira vez que Mauricio investe num projeto deste tipo.

– Está em nossos planos criar um desenho do Astronauta, que vai ser em 4D. Não apresentamos esse projeto para a TV Cultura ainda, mas ela é uma boa plataforma, até para colocarmos as redes educativas no jogo do Ibope. Além disso, o Horácio vai ganhar um longa-metragem ainda este ano, a ser exibido nos cinemas – conta o desenhista. – O mais difícil num lançamento desses, que é bolar a estrutura dos personagens e do cenário, já está feito na Turma do Penadinho. Agora é só escolher quem vai fazer as vozes e bolar novas histórias. As trilhas sonoras também sairão de nossos estúdios. Para a Turma da Mônica Jovem, faremos com antecedência de seis meses de revistas, pois nos inspiraremos nos textos já feitos.

Predileção por Horácio
A escolha de personagens como Penadinho e Horácio não é ao acaso. A turma do cemitério já deu as caras em projetos especiais. E Horácio é um de seus personagens preferidos – o próprio Mauricio se encarrega dos textos.

– Toda criança adora histórias de monstrinhos e dinossauros – atesta. – Isso nunca deixa de fazer sucesso. E são personagens que se encaixam nesse perfil. O licenciamento dos personagens, além da exibição do nosso acervo em alguns países do mundo, são o que me permite criar mão de obra e investir nos filmes sem depender de verbas governamentais. Ou mesmo de investidores que me exigiriam uma desnacionalização de tudo. Mesmo com a situação econômica ruim na década de 90, continuei produzindo graças a isso. E hoje ainda posso esperar melhores resultados de pouco em pouco.

Levar a Turma da Mônica Jovem, que insere novas linguagens de comportamento nas antigas aventuras da galera da menina dentuça, para a televisão, requer um pouco mais de trabalho. Logo nos primeiros números, a revista inovou ao trazer, pela primeira vez, um beijo entre Mônica e Cebolinha, já adolescentes. Ainda que os personagens, crianças, tivessem até seus namoricos, é a primeira vez que as relações entre adolescentes estão tematizadas em revistas do autor. Um desafio com o qual a equipe de Mauricio, habituada ao universo infantil, se depara diariamente

A Turma Jovem tem muito público infantil. Chegamos a nos perguntar se o êxito da revista não canibalizaria nossas publicações infantis, inclusive. Mas depois vimos que não aconteceria – constata Mauricio. – Dá um trabalho danado porque pela primeira vez a gente tem que tratar de assuntos como primeiro beijo, namoros, ciúmes. Mas procuramos introduzir nisso muita ação e um terrorzinho, de leve.

monicaApós um longo período sendo editado por empresas como Abril (responsável pelo primeiro gibi da Mônica, em 1970, e pelos debutes de personagens como Cebolinha e Cascão) e Globo, Mauricio iniciou uma parceria de sua empresa com a editora Panini, especializada em HQs. Para a Bienal do Livro, o autor lança vários produtos por editoras diferentes. Pela Editora Globo, por exemplo, prossegue a coleção Contos de Mauricio de Sousa, iniciada em 2006, que tem livros com texto, sem quadrinhos, e é ilustrada por desenhistas convidados, de fora da MSP. Os dois volumes já planejados são Vendo sem enxergar, com desenhos de Anderson Pimentel Luiz, e Falando com os bichos, ilustrado por Thalita Dol.

– São experiências. O desenhista pode inclusive colocar seu próprio estilo. Quero formar uma equipe de parceiros de fora, que inclusive tenham participação nas vendagens – idealiza Mauricio, sem tirar os olhos de um de seus produtos mais rentáveis. – Agora estamos estudando o lançamento da Turma da Mônica Jovem na China. É uma possibilidade.
>> JORNAL DO BRASIL- por Ricardo Schott


OFICINAS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS EM SAMPA

terça-feira | 31 | março | 2009

FANZINES NAS ZONAS DE SAMPA 2009

As oficinas de Histórias em Quadrinhosfazem parte do projeto “FanZines nas Zonas de Sampa”, que em seu terceiro ano retoma suas atividades em várias bibliotecas. Terá início em abril e vai até julho.

A idéia é ensinar técnicas básicas das HQs, orientar os iniciantes a elaborarem suas próprias histórias e em conjunto produzirem um fanzine. Para o público em geral.

Biblioteca José Paulo Paes
Com Alexandre Nagado
As 5ª feiras – de 16 de abril a 16 de julho, das 13h30 às 16h30

Biblioteca Paulo Setúbal
Com Edson Policer
As 3ª feiras – dias 14 e 28 de abril, das 13h30 às 16h30 

Biblioteca Viriato Corrêa
Com Edu Mendes
As 4ª feiras – dias 15, 22 e 29 de abril, das 14h às 17h

Biblioteca Roberto Santos
Com Edu Mendes
As 2ª feiras – dias 13, 20 e 27 de abril, das 14h às 17hBiblioteca Lenyra Fraccaroli
Com Ezê
As 4ª feiras – de 14 de abril a 14 de julho, das 13h30 às 16h30

Biblioteca Belmonte
Com Ezê
Nesta biblioteca, as oficinas serão oferecidas em período maior, possibilitando o ingresso de novas turmas ao longo do ano, sempre para iniciantes.
Aos sábados – de 18 de abril a 28 de novembro, das 9h às 12h

Biblioteca Sylvia Orthof
Com Jozz
As 5ª feiras – de 16 de abril a 16 de julho, das 13h30 às 16h30

Biblioteca Gilberto Freyre
Com Jozz
As 3ª feiras – de 14 de abril a 14 de julho, das 9h às 12h

Biblioteca Érico Veríssimo
Com Rodrigo Bueno
As 6ª feiras – de 3 de abril a 10 de julho, das 13h30 às 16h30

Biblioteca Rubens Borba de Morais
Com Weberson Santiago
As 5ª feiras – de 9 de abril a 16 de julho, das 9h às 12h

CURSO AVANÇADO DE HQ
        
Biblioteca Paulo Duarte
Com Edu Mendes, Sam Hart e Nobu (Nobuyoshi Chinen).
Serão abordados e aprofundados temas como: Introdução e teoria, processos narrativos, roteiro, personagens, desenho a lápis, história e mercado, diagramação e arte-final  e montagem de Fanzine. Para interessados que tenham conhecimento básico das técnicas.
As  4ª feiras – de 15 de abril a 13 de julho das 9h às 12h  

IV ENCONTRO FANZINES

Biblioteca Paulo Duarte
IV Encontro Fanzines nas Zonas de Sampa
Como todo ano, promovemos um encontro entre todos os participantes, para que se conheçam e troquem experiências. Os trabalhos ficarão expostos e os fanzines produzidos serão entregues aos autores.
Dia 25 de julho a partir das 13h

Coordenadora do projeto: Doroty Rojas (Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas) – setor de Programas e Projetos – Tel.: (11) 3675-6727.

 


TARDI: DE VOLTA ÀS TRINCHEIRAS

segunda-feira | 30 | março | 2009

Putain de Guerre! 1914-1915-1916, de Jacques Tardi

O desenhista francês Jacques Tardi está de volta com um álbum abordando uma de suas obsessões e que já foi tema de diversas HQs: a Primeira Guerra Mundial. Em Putain de Guerre! 1914-1915-1916, que poderia ser traduzido para Guerra Maldita!, ele utiliza o texto do escritor Jean-Pierre Verney, para nos fazer sentir todo o horror e absurdo do conflito.

A história em quadrinhos, colorida, está dividida em três capítulos, dedicados a cada um dos três primeiros anos da guerra. Chamar a atenção para ela ser colorida é necessário, pois as cores desempenham um papel importante, conforme a luta fica pior e mais sangrenta ao passar dos anos.

No começo, quase como indo a um passeio no campo, os soldados franceses portando um uniforme nada discreto, com casaco azul e calças vermelhas, partem marchando rumo ao front. Depois de meses de batalha, as cores vão sumindo, os campos verdes se transformam em trincheiras e buracos lamacentos ou cheios de neve, o céu azul cede lugar ao cinza esfumaçado e os uniformes espalhafatosos são finalmente substituídos por um novo, cinza azulado, mais de acordo com a paleta de cores da guerra. Ao fim do terceiro ano, apenas um pouco de vermelho, do sangue ou das explosões, consegue quebrar a monotonia do cinza agora dominante.

Conforme o tempo passa, o soldado, que é o narrador e do qual vamos lendo o que passa por sua cabeça, pois não há diálogos, vai vendo o conflito se aprofundar, embora as autoridades prenunciem para breve o final da guerra. Ele também vai observando a evolução da tecnologia da morte: tanques de guerra, aviões de combate, lançachamas, canhões gigantescos.

Com um texto irônico, Verney nos mostra essa guerra que tirou o mundo da era da inocência e introduziu o implacável Século XX em nossas vidas. O autor é um especialista em Primeira Guerra, já tendo escrito muitos livros sobre o tema e trabalhado como consultor de diversos filmes, como Eterno Amor (Un Long Dimanche de Fiançailles), de Jean-Pierre Jeunet e Capitão Conan, de Bertrand Tavernier.

É também de Verney um texto de vinte páginas ao final do livro, com muitas fotos e informações sobre a guerra, e onde também podemos reconhecer as imagens que serviram de referência para os desenhos de Tardi.

Em diversas partes da história, como que em um espelho, Tardi contrapõe as imagens das páginas esquerda e direita: quando compara as tropas francesas e alemãs marchando e embarcando para a batalha, quando mostra as duas tropas oponentes em posição de ataque, quando desenha as trincheiras no inverno, com os canhões bombardeando e enviando aos céus pedaços de soldados. E aí entra o texto de Verney, na mente do soldado preso naquele inferno: “Era ali, no meio daquela fogueira, que eu queria ver todos os grandes espertalhões: o Presidente, o Kaiser, os ministros, os padres, todos os generais, e minha mãe por ter me colocado no mundo!”.

Este livro, a exemplo de Le Secret de L’Étrangleur, de 2006, também foi pré-publicado no formato tablóide como um folhetim em três partes. Uma ideia que deu muito certo, pois permite ao autor ir publicando seu trabalho em partes, sem ser necessário esperar ter a obra toda terminada e aos leitores irem acompanhando o desenvolvimento da mesma. Quem quer economizar pode ter a HQ pela metade do preço do livro e quem é fã vai querer ter as duas versões. Enfim, acabou agradando o artista, o editor e os leitores.

Na última página, dividida em três quadrinhos horizontais como quase todo o livro, Tardi mostra três momentos da guerra: uma fábrica com pilhas de obuses prontos para ir para o front, montanhas de cartuchos já vazios no campo de batalha e, como resultado, um campo todo esburacado com o texto: “E a guerra continuava…”.

O próximo tablóide, que traz a guerra no ano de 1917, será publicado em breve na França.
>> TERRA MAGAZINE – por Claudio Martini


‘HOW TO TRAIN YOUR DRAGON’: IMAGEM DA NOVA ANIMAÇÃO DA DREAMWORKS

segunda-feira | 30 | março | 2009
how-to-train-your-dragon
 

A DreamWorks liberou a primeira imagem promocional de sua nova animação, How To Train Your Dragon.

How To Train Your Dragon é baseado no livro de Cressida Cowel e conta a história de um adolescente magricela que vive na ilha de Berk, onde lutar contra dragões é um estilo de vida. O período de iniciação está para começar e agora é a hora desse garoto mostrar para sua tribo e para o seu pai que ele será um homem de valor. As coisas mudam de figura quando ele se encontra e torna-se amigo de um dragão machucado.

A direção é de Chris Sanders e Dean DeBlois. No elenco de vozes estão Gerard Butler, America Ferrara, Jonah Hill, Christopher Mintz-Plasse, Craig Ferguson, Kristen Wiig e T.J. Mille. O filme tem estreia prevista para o dia 26 de março de 2010 nos EUA.
>> HQ MANIACS – por Leandro Damasceno


‘SANGRI-LA’: VEJA AS PRIMEIRAS IMAGENS

segunda-feira | 30 | março | 2009
Shangri-La

 
Shangri-La é uma das apostas da Gonzo para sair da crise financeira que a fez ser adquirida pela GDH. É uma história de ficção científica baseada em uma série homônima de romances de Eichi Ikegami, e conta com o design e artes de divulgação de Range Murata, o mesmo de Last Exile. E ter Murata no cast de produção não é pouca coisa.

O primeiro episódio foi veiculado brevemente e quase às escondidas pela internet – provavelmente para causar boca-a-boca e não dar tempo para que a pirataria entrasse em ação. Mas o pessoal da Dengeki Online recuperou uma série de screenshots desse capítulo – sem falar que o blog oficial da série apresentou uma pequena leva de imagens extraídas do episódio. Essas imagens podem ser vistas aqui.

A história se passa no século 21, quando o aquecimento global alterou a face da Terra e estimulou o crescimento desordenado da vegetação, cobrindo metrópoles inteiras de mato e forçando os seres humanos a viver em cidades isoladas entre si. Quando surge um plano ambicioso para tornar a Terra habitável novamente, as consequências sociais são desastrosas – porque nessas horas, são os mais pobres que acabam pagando o pato – e uma rebelião é gerada.
A série estréia oficialmente em Abril de 2009.
>> MAXIMUM COSMO – por Lancaster


PEDOFILIA GRÁFICA

domingo | 29 | março | 2009

Polêmica lei contra abuso infantil no Reino Unido
pode tornar ilegais “Lost Girls” e outras HQs

lost-girlsO Parlamento britânico discute um novo projeto de lei que pretende tornar crime a posse de gibis que retratem certas formas de abuso infantil. Se o projeto de lei permanecer inalterado, passará a ser ilegal possuir qualquer imagem de crianças tomando parte em atividades sexuais ou presentes durante atividades sexuais.

O Ministério da Justiça britânico afirma que a lei é necessária para reprimir a quantidade crescente de pornografia pedófila em quadrinhos hoje disponível na internet, especialmente vinda do Japão. Mas os críticos da legislação dizem que as definições atuais são tão abrangentes que correm o risco de sufocar a expressão artística mais geral, além de converter em potenciais infratores sexuais milhares de fãs de quadrinhos que se pautam pelas leis.

Uma coleção de livros que provavelmente será atingida é “Lost Girls”, com roteiro de Alan Moore. O renomado autor britânico é o criador de histórias em quadrinhos aclamadas pela crítica como “Watchmen” e “V de Vingança” e é visto como um dos melhores escritores de sua geração.

Trata-se de um romance gráfico erótico que imagina o despertar sexual adolescente de três famosas personagens de ficção. No livro, Alice, de “Alice no País das Maravilhas”, Dorothy Gale, de “O Mágico de Oz”, e Wendy Darling, de “Peter Pan”, se encontram, quando são mulheres na casa dos 30 anos, e descobrem terem impulsos sexuais fortes. Algumas páginas dos livros poderiam cair nas malhas da nova lei, que atualmente define como crianças as pessoas com menos de 18 anos.

Isso é problemático porque muitas das experiências sexuais das mulheres em “The Lost Girls” ocorrem no final da adolescência, quando ainda não chegaram aos 18.

Aliança contra a lei
Teme-se que até “Watchmen”, um dos mais aclamados romances gráficos, possa correr o risco de ser proibido, pois um dos principais super-heróis da história vê sua mãe transando quando ele é criança. Autores e editoras de quadrinhos -incluindo a filha de Alan Moore, Leah, ela própria artista gráfica aclamada- criaram a Aliança dos Livros de Quadrinhos para assegurar que a legislação seja usada apenas contra gibis abertamente pedófilos e pornográficos, e não contra obras eróticas artísticas.

“Não somos contra nenhuma legislação que proteja crianças contra abusos, mas algumas partes do projeto precisam ser reformuladas e esclarecidas”, disse um porta-voz da Aliança. “Essa nova legislação poderia ser utilizada pela razão errada, e milhares de pessoas podem virar criminosas da noite para o dia”, completou.

A campanha ganhou o apoio de vários autores respeitados de livros de quadrinhos, entre eles Bryan Talbot, John Reppion e o britânico Neil Gaiman, autor de “O Mistério da Estrela – Stardust” e de “Sandman”.

Gaiman escreveu em seu blog que reprimir a pornografia em quadrinhos invariavelmente significa que os governos aprovam leis demasiado abrangentes que sufocam a expressão artística e criminalizam pessoas inocentes.

Ministério rebate
O Ministério da Justiça rejeita as sugestões de que o setor britânico de livros de quadrinhos possa ser prejudicado pela lei. Um porta-voz do ministério disse: “Não é nossa intenção criminalizar a posse de materiais que não infrinjam a Lei de Publicações Obscenas nem criminalizar o setor do entretenimento legal, o setor da arte ou as HQs pornográficas.”

O projeto de lei submetido ao Parlamento no momento segue de perto o modelo de uma legislação australiana semelhante que provocou várias polêmicas desde que foi promulgada. No início do mês, um australiano foi condenado por posse de pornografia infantil porque descarregou, como brincadeira, seis imagens de personagens de “Os Simpsons” fazendo atos sexuais uns com os outros.
>> FOLHA DE SÃO PAULO – do INDEPENDENT – por Jerome Taylor Tradução de Clara Allain


JASPION GANHA CAIXA COM 23 AVENTURAS

domingo | 29 | março | 2009

Caçador de monstros japonês foi febre nos anos 80
na extinta rede Manchete

Série originou gibis, álbum de figurinhas, discos e até um circo itinerante
que viajava por todo o Brasil; no Japão, foi um fracasso

Eis o grande mistério de Jaspion: fracasso absoluto no Japão, onde só teve uma temporada com 46 episódios e foi logo arquivado, o caçador de monstros espaciais superou as expectativas ao estrear no Brasil. Aqui, tornou-se a primeira febre japonesa pop moderna, se você entender por “moderno” um sucesso que extrapola os suportes no qual foi concebido: ele sai da TV e vira boneco, revista, figurinhas, chiclete, caderno, jogo de tabuleiro, etc.

“Jaspion”, em 1985, nada mais fazia do que captar os ensinamentos de “Guerra nas Estrelas” (1977) e os traduzir para a cultura oriental dos monstros gigantes. O fato de ser bem colorido e bastante barulhento -ao contrário dos antigos Ultramen- certamente ajudou. Outra boa ajuda foi o fato de a Rede Manchete escalar o programa para o fim da tarde, logo depois da escola da criançada.

Mas a razão que fez Jaspion fracassar lá fora -e virar sinônimo de série japonesa no Brasil- ainda não tem resposta. Talvez essa caixa com as 23 primeiras aventuras ajude a explicar (o segundo e último volume está previsto para agosto). Entre os diversos subgêneros dos seriados de ação japoneses (família Ultra, filmes de monstrengos tipo Godzilla, esquadrões com cinco heróis e outros), este se insere no chamado heróis de metal.

A ideia era fazer ficção científica. Jaspion (cujo nome vem da primeira sílaba de “justice” e da última de “champion”) é um órfão cósmico, criado por um sábio e treinado para se tornar o guerreiro que vai destruir o mal criado por Satan Goss.

“O Fantástico Jaspion” estreou no Brasil em 1988, junto com o esquadrão Changeman. Seus primeiros episódios se passavam em outros planetas, até que a Toei Company exigiu menos gastos. Dessa forma, Jaspion aterrissa no Japão e passa a combater os inimigos dentro de um enorme robô de metal chamado Daileon.

Conta-se que lá pelo décimo capítulo a Toei fez outra exigência, ainda mais marcante: que o herói tirasse o permanente do cabelo. Por sorte, os manda-chuvas decidiram manter a camisa de leopardo albino.

Hu, he, ha
O dublador de Jaspion é o ator Carlos Takeshi, 48, hoje famoso após fazer algumas novelas e passar 12 anos no canal Polishop, vendendo computadores e videogames. Ele ainda estava na faculdade quando a Álamo estava procurando novas vozes para dublagens. “”Jaspion” foi meu primeiro trabalho que durou mais do que um ou dois dias”, diz o ator. “Mas, logo no começo, vi que ia sofrer pra caramba. É muito grito. É “hu, he, ha” pra todo lado. A garganta sofria”, conta Takeshi, que entende japonês e logo pegou o jeitão da coisa: “Não precisava nem assistir antes a movimentação labial. Era só sair gritando”.
>> FOLHA DE SÃO PAULO – por Ivan Finotti


O FANTÁSTICO JASPION – 1
Lançamento: Focus Filmes
Quanto: R$ 24,90 (avulso), R$ 99 (5 DVDs) ou R$ 149,90 (lata com 5 DVDs, cards e boneco)
Classificação: Livre


ZÉ DO CAIXÃO PARA CRIANÇAS

domingo | 29 | março | 2009

A ressurreição do mito das sombras brasileiro continua. Depois do filme e da HQ, é a vez de um livro direcionado um público-alvo pouco usual considerando seu malévolo autor: as crianças. O livro horripilante de Zé do Caixão (Panda Books, 48 pags.), ilustrado por Laurent Cardon, é uma coletanea de sete contos escritos por aquele cujo nome não deve ser dito. José Mojica Marins, um nome mais conhecido por suas contribuições no cinema, traz sua visão do horror nosso de cada dia para o universo infantil e entrega um livro que conquista pela aparente simplicidade e a sofisticação com que trabalha assuntos de sua temática adulta no universo infantil.

As histórias são, como as tramas originais de horror e/ou de contos-de-fadas (que, para muitos, tem mais em comum do que se pensa), avisos em formato de narrativa. Os contos seguem uma linha moralista: se você fizer coisas ruins, será punido. Mas, se for bonzinho, todos gostarão de você. Apesar de soar repetitivo em alguns momentos, conserva o interesse. A brevidade das narrativas é faz parte da principal característica do livro, uma compilação de fábulas urbanas. No entanto, ele é direto ao ponto. O texto de Marins é direto, quase objetivo. Dentro disso, usa o humor e situações comuns ao universo infantil para seduzir o leitor. Ao mesmo tempo, comprova a intenção do autor de se aproximar deste imaginário, no lugar de querer levar seu público para um local desconhecido.

Mesmo assim, chama a atenção como Marins utiliza esta linguagem e cenários para inserir tópicos sombrios. Elementos inesperados como um protagonista que morre de leucemia e se torna um fantasma, um garoto que termina paralítico, uma menina espancada pelos colegas e racismo estão presentes. No entanto, conforme dito, o contexto em que o autor trabalha as tramas suaviza as imagens fortes. Como pode ser notado na idade dos personagens, Marins busca uma faixa etária mais velha, em torno de 8 a 10 anos. Logo, são leitores que, de uma forma ou outra, estão familiares com conceitos como doença e violencia.

Conforme dito, o contexto realista que seu autor, mais conhecido pelas imagens surreais, utiliza, aproxima o autor das crianças. Apenas duas histórias utilizam personagens sobrenaturais e, mesmo assim, dentro de um cenário terreno. Os contos se passam em locais mundanos, como escolas e clubes de natação. Os personagens também são construídos como arquétipos do universo escolar (os garotos malvados, a menina gorda, a mentirosa, …). Esta opção é acertada, pois permite a identificação por parte do público-alvo e promove um senso de renovação na literatura de horror infanto-juvenil. Todo o terror surge como uma forma de punição e, sempre, se volta contra tanto a vítima quanto o agressor. Marins, de forma, conta de outra forma a mensagem presente em toda sua obra: O verdadeiro horror vem do ser humano. Com este livro, Marins mostra que a melhor opção é calar estes demônios desde jovem, quando a inocência ainda pode consertar os erros e trazer a compreensão e felicidade.

É um excelente livro e mostra a mão dautor em outras mídias. Assim, Marins prova porque é uma das vozes mais originais na cultura brasileira.
>> ALMANAQUE VIRTUAL – por Daniel Russell Ribas


“CONTOS FATAIS/AS FORÇAS ESTRANHAS”: LITERATURA FANTÁSTICA ARGENTINA

domingo | 29 | março | 2009

CONTOS FATAIS / AS FORÇAS ESTRANHASAs forças estranhas / Contos fatais, de Leopoldo Lugones (Globo, 305 págs), oferece ao leitor brasileiro a oportunidade de entrar em contato com um dos maiores escritores argentinos, que, no Brasil, é seguramente mais conhecido de nome do que propriamente lido. Trata-se de dois livros importantes reunidos em um só volume, e traduzidos, respectivamente, por André de Oliveira Lima e Maria Paula Gurgel Ribeiro, e prefaciados por Miguel Dalmanori.

Leopoldo Lugones foi um polígrafo que escreveu poemas, contos, ensaios, panfletos, romance. Um dos nomes centrais do modernismo argentino, em que se destacou principalmente como poeta, esse precursor de Borges foi também um importante contista, cujos textos foram reunidos a primeira vez em 1906 (As forças estranhas) e a segunda em 1924 (Contos fatais). E enquanto o primeiro está mais próximo do que se convencionou chamar de literatura fantástica (da qual Lugones é considerado o iniciador na literatura hispano-americana), o segundo pertence mais claramente à ficção científica.

O que têm em comum é, em primeiro lugar, conterem algumas das histórias consideradas hoje entre as mais originais e mais clássicas de seus respectivos gêneros (como “Yzur”, em que um pedagogo tenta fazer falar um chimpanzé partindo do princípio de que os macacos são descendentes involuidos dos homens); e em segundo lugar, certa temática lugoninana: “Os contos lugonianos recorrem sobretudo a duas classes de materiais. Por um lado, o interesse cultural por certas descobertas, fenômenos e novas teorias então em voga: os atrevimentos das ciências naturais e das investigações psiquiátricas, a divulgação da teoria evolucionista, as fantasias desorbitadas das ‘ciências ocultas’, a difusão romanceada que os jornais davam às descobertas arqueológicas no Egito e outros rincões do Oriente. Por outro lado, e como o faziam todos os modernistas, Lugones utilizou mitos gregos, bíblicos ou lendários. Em conjunto, esses tópicos se tramam em uma narrativa que inventa novas e efetivas formas do acidente, quase sempre tensionando a intriga em torno da ominosa e ameaçante transgressão de um tabu”.

O resultado, conclui o prefaciador do volume, é que “os relatos de As forças estranhas e dos Contos fatais situam Lugones entre os escritores de sua época que sem dúvida ainda interpelam o leitor contemporâneo e conseguem capturar suas expectativas”. Que o leitor contemporâneo brasileiro seja, portanto, devidamente capturado.
>> TRAVESSA


STEAMPUNK E APOCALIPSE

domingo | 29 | março | 2009
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Steampunk parece ser um sub-género outra vez na moda: histórias decorridas por volta do século XIX, mas com acesso a desenvolvimentos tecnológicos típicos da actualidade. Dentro deste sub-género pode-se enquadrar a série The League of Extraordinary Gentlemen, The Difference Engine (Bruce Sterling e William Gibson).

Em FlashLight Worhty podem ver uma pequena lista de 10 clássicos do Steampunk, por Cheryl Morgan.

Mas a época vitoriana não entusiasmou só o género literário, mas ajudou na fundação de um estilo real que linhas vitorianas com mobiliário e tecnologia actual, originando peças espectaculares, algumas das quais podem ser visualizadas no The Definitive Guide To Steampunk Gadgets.

Sem tecnologia à mistura e completamente vitoriano, os circos de pulgas humanas são algo que nunca me teriam passado pela cabeça.

Temas apocalípticos são muito frequentes, principalmente em livros de Ficção Científica. No site Exit Mundi podem encontrar várias imagens do Fim do Mundo:

Some people collect postal stamps; Exit Mundi collects scenarios of what could go wrong with the world.

Se em Exit Mundi se coleccionam imagens, em Dark Roasted Blend reuniram, explicaram e ilustraram 10 apocalipses provocados por experiências científicas.

Finalmente, no blog de Gerry Canavan aparece uma pequena banda desenhada, ilustrando uma comparação entre um Mundo Pré-apocalíptico e  o Mundo real em crise económica. Já agora, aproveitem para explorar o blog, que possui posts com títulos  como “Another round of Star Wars in classic art” ou “Kill Bill in one minute and one take”.
>> RASCUNHOS – por Cristina Alves


APRENDIZ DE FEITICEIRO: NICOLAS CAGE NAS PRIMEIRAS IMAGENS

domingo | 29 | março | 2009

Disney começa a produzir o seu novo
The Sorcerer’s Apprentice em Nova York

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A Disney começou nesta semana, em Nova York, as filmagens do longa em live-action The Sorcerer’s Apprentice, e as primeiras fotos caíram na rede, via JustJared. Veja na galeria Nicolas Cage como o feiticeiro e Jay Baruchel (Trovão Tropical) como o aprendiz.

Jerry Bruckheimer (Piratas do Caribe) produz o filme, que terá direção de Jon Turteltaub (A Lenda do Tesouro Perdido). Na história – escrita por Lawrence Konner e Mark Rosenthal, sem ligação com a clássica animação do Mickey, um feiticeiro procura na Nova York dos dias de hoje um sucessor.

Alfred Molina faz o feiticeiro do mal e Teresa Palmer vive o interesse romântico de Baruchel. O filme estreia em 16 de julho de 2010 nos EUA.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel

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TINTIN: AOS 80 ANOS, TERÁ VISUAL TECHNO NO CINEMA

domingo | 29 | março | 2009
poster do filme Tintin

O ano de 2009 começou favorável para os quadrinhos na Europa, em especial para um jovem repórter e seu inseparável cachorro. No tradicional Festival Internacional de BD de Angoulême, que aconteceu entre janeiro e fevereiro, Tintin foi o grande homenageado. O evento celebrou os 80 anos de criação do personagem e a abertura do Museu Hergé, em alusão ao artista Remi George, o RG (“hergé”). Na ocasião, o diretor Steven Spielberg e o produtor Peter Jackson anunciaram a produção do filme “As Aventuras de Tintin: o segredo do Unicórnio”, cujas filmagens começaram pela cidade de Los Angeles.

O grande diferencial do novo longa metragem está no uso da tecnologia “motion capture”, ou seja, 3D com captura de movimento, a mesma usada por Jackson para criar o Gollum em “O Senhor dos Anéis” e o Kong em “King Kong”. O processo é simples: basicamente os atores usam pontos verdes em seus rostos e um tipo de roupa de banho, e o computador lê cada movimento e expressão facial para ser posteriormente manipulada, explicou Spielberg ao Los Angeles Times. Este recurso foi utilizado em filmes como “A Casa Monstro”, “Beowulf” e “O Expresso Polar”. Após a filmagem e a digitalização, o material seguirá para o WETA, o estúdio de efeitos de Jackson na Nova Zelândia.

A participação do diretor americano se deu a partir de uma identificação de Indiana Jones com Tintin. No filme, Tintin parte numa aventura em busca do tesouro escondido do pirata Red Rackham, que será vivido pelo ator Daniel Craig. Por sua vez Jamie Bell (do filme “Billy Elliot”) será o repórter e Andy Serkis o alcoólatra Capitão Haddock. Simon Pegg e Nick Frost farão os papéis dos detetives Thompson e Thomson (no original, Dupond e Dupont). A dupla conhecida pelo chapéu coco e os guarda-chuvas foi a inspiração para um vídeo promocional do filme com os próprios Jackson & Spielberg. Com orçamento de US$ 135 milhões, o filme tem previsão de estréia para 2011.

Tintin e o segredo do Unicornio

 

Spielberg e Peter Jackson

Claro que os tintinófilos sabem que este não é a primeira experiência do topetudo nas telonas. Nos anos 60, Jean-Pierre Talbot viveu o jornalista em “Tintin e o Mistério do Tosão de Ouro” (1961) e “Tintin e as Laranjas Azuis” (1964). Isso sem falar nos desenhos animados, com destaque para o box já comentado aqui. O que causa apreensão é saber se o público vai aprovar um filme com estética de videogame ao invés do tradicional, com pessoas de carne e osso na tela. Até por que o público do Tintin não se renovou tanto assim ao longo destas oito décadas. Ao menos aqui no Brasil.
>> JORNAL DO BRASIL – por Pedro de Luna

Tintin no set de cinema


MARVELMAN E A RECRIAÇÃO GENIAL DOS SUPER-HERÓIS

domingo | 29 | março | 2009

A história do personagem britânico Marvelman (que seria mais tarde rebatizado como Miracleman) começa nos Estados Unidos, no início dos anos 50. Na época a Fawcett Comics, editora responsável pelas aventuras do Capitão Marvel e sua “Família”, enfrentava um infame processo judicial movido pela National Periodical / DC Comics. No processo, a editora do Super-Homem acusava a concorrente de ter infringido os direitos autorais de seu personagem. A verdade, no entanto, era que em várias ocasiões as revistas do Capitão Marvel haviam superado as vendas das publicações do Homem de Aço, o que motivou a ação judicial baseada numa infundada acusação de plágio (afinal, o Capitão Marvel original é muito diferente do Super-Homem e até mesmo mais interessante que seu predecessor). No fim, o maior poder econômico da DC prevaleceu e a Fawcett, além de pagar uma indenização vultuosa, foi obrigada a suspender definitivamente a publicação do Capitão Marvel.

Acontece que o simpático herói da palavra mágica “Shazam!” também fazia sucesso na Grã-Bretanha, onde era reeditado por L. Miller & Son. Mas, com a suspensão da publicação do personagem nos Estados Unidos, Len Miller logo veria uma importante fonte de renda desaparecer. O sagaz editor não pensou duas vezes: contratou o estúdio do roteirista e desenhista Mick Anglo para produzir uma cópia mal-disfarçada do Capitão Marvel. Nas palavras do próprio Anglo (reproduzidas pelo editor Dez Skinn em seu texto especial sobre Marvelman, para a Warrior n°1): “Um dia Len me ligou e disse que queria me ver com urgência. Seu suprimento de material americano para a série Capitão Marvel havia sido repentinamente cortado. [Ele me perguntou:] Você tem alguma idéia? [...] Eu rapidamente respondi a ele que tinha um monte de idéias, e acabei recebendo uma demanda regular de trabalho pelos próximos seis anos”. Assim, por um artifício editorial, em fevereiro de 1954 nascia Marvelman, o mais popular super-herói britânico de todos os tempos.

No processo de transformação do Capitão Marvel em Marvelman, a capa foi deixada de lado e no lugar da roupa vermelha surgiu uma azul. Em vez de moreno, o novo personagem era loiro, trocando a identidade secreta de Billy Batson por Mike Moran. O herói britânico não deixaria de ter uma palavra mágica, substituindo a popular “Shazam!” pela bombástica “Kimota!”. Os demais membros da Família Marvel não foram esquecidos: Capitão Marvel Junior e Mary Marvel deram lugar a Young Marvelman e Kid Marvelman, originando a Família Marvelman. E para não quebrar a ligação dos leitores com as publicações, a numeração das revistas não foi zerada (a despeito da mudança de nome). Além disso, as HQs produzidas pelos roteiristas e desenhistas britânicos mergulhavam em elementos da fantasia e da ficção científica, sendo até mais ingênuas que as similares norte-americanas. O trabalho agradou em cheio, e segundo Anglo: “Os novos títulos foram recebidos com vendas crescentes e uma chuva de cartas de garotos entusiasmados”.

Publicadas entre 1954 e 1963, as revistas (inicialmente) semanais Marvelman e Young Marvelman somaram quase trezentas e cinquenta edições cada uma, tendo ainda a companhia mensal de Marvelman Family que somou trinta edições (isso sem falar em duas dezenas de anuais e álbuns especiais, livros para colorir, brinquedos, jogos e até mesmo uma carteirinha do fã-clube do herói). Em suma, um sucesso mercadológico! Contudo, na virada para os anos 60, nem todos os garotos britânicos eram fãs das revistas de Marvelman & Cia., com seus miolos em P&B e sua impressão em papel-jornal de baixa qualidade. Muitos preferiam mesmo os super-heróis das coloridas revistas da DC e Marvel, saídas do outro lado do Atlântico. Entre os meninos que prestigiavam as HQs do Flash ou do recém-lançado Quarteto Fantástico, estava um certo Alan Moore. Um dia, porém, não encontrando uma de suas revistas preferidas, o garoto resolveu dar uma chance a Mavelman. Por algum motivo, daquela vez as histórias do herói britânico conseguiram lhe agradar bastante.

Mais ou menos na mesma época, Moore leu uma reedição da revista de humor norte-americana Mad, que trazia a história “Superduperman”. Uma criação do genial Harvey Kurtzman e do talentoso Wally Wood, a HQ era uma inteligente sátira ao Super-Homem. Para Moore, o que Kurtzman fez naquele trabalho foi aplicar uma “lógica do mundo real” aos super-heróis, buscando alcançar o máximo de efeito cômico. Inspirado por “Superduperman”, o jovem fã de quadrinhos imaginou então uma história no estilo: o que aconteceria se Marvelman esquecesse sua palavra mágica? (e aquilo que na época não passou dos devaneios de um leitor, tempos depois se tornaria a semente de uma revolução). O que acabou caindo no quase total esquecimento foi o próprio Marvelman, depois que a L. Miller & Son foi à falência em 1963. Mas, passado o tempo, o promissor autor de quadrinhos Alan Moore disse, numa entrevista em 1981, que gostaria que alguém relançasse Marvelman para que ele pudesse escrevê-lo, pois tinha uma idéia “absolutamente brilhante” de como fazer isso.

Numa feliz coincidência, o editor Dez Skinn leu a entrevista e estava justamente pensando em resgatar Marvelman para uma antologia de quadrinhos que planejava lançar. Skinn entrou então em contato com Moore, que redigiu uma proposta para a reformulação do herói. Empregando uma técnica de desconstrução e partindo de seu devaneio juvenil, o roteirista criou uma história na qual um Mike Moran de meia-idade segue a vida, tendo se esquecido de que fôra o herói Marvelman (apenas “um sonho sobre voar” recorrente lhe dá alguma pista sobre aquele passado). Para completar, Moore inspirou-se na HQ “Superduperman” para aplicar uma “lógica do mundo real” aos super-heróis, voltada nesse caso a um efeito dramático (e não cômico, como no trabalho de Kurtzman). Dessa forma, é um incidente com terroristas numa usina nuclear que faz o personagem se lembrar da palavra mágica “Kimota!” (atomic de trás para frente). E assim, em março de 1982 nas páginas da Warrior n°1, ressurgia Marvelman e começava também uma revolução nos quadrinhos de super-heróis!

Com periodicidade mensal, a Warrior era publicada em P&B, formato magazine (21cm x 30cm), trazendo séries divididas em capítulos de cinco a oito páginas. A maior parte dos direitos autorais sobre personagens e histórias permanecia com os roteiristas e desenhistas, que se sentiam assim motivados a produzir seus melhores trabalhos. Inovadora, a revista chegava aos pontos de venda com bons desenhos e uma incomum mistura de terror, aventura, suspense e ficção científica (incluindo aí a originalíssima V for Vendetta, criada por Moore em parceria com David Lloyd). Logo de saída, Marvelman tornou-se a principal atração da Warrior, enquanto a genialidade dos roteiros era notada por autores de quadrinhos na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Nos capítulos iniciais, a série contou com o minucioso traço de Garry Leach (que acumulava o cargo de diretor de arte da revista). A partir do sexto capítulo, Marvelman passou a ter os dinâmicos desenhos de Alan Davis (que na época também passava a colaborar com Moore nas séries Captain Britain para a Marvel UK e D.R. and Quinch para a 2000 AD).

Com o sucesso da nova versão, Skinn decidiu lançar Marvelman Special n°1, que trazia basicamente reimpressões de HQs dos anos 50, produzidas pela equipe de Mike Anglo. Mas, devido à utilização do nome do personagem no título da revista, a Marvel Comics (que se considera dona da palavra marvel no ramo dos quadrinhos) interferiu judicialmente. É interessante notar, porém, que o nome Marvelman (surgido em 1954 na revista que lançou o personagem) antecede a utilização do nome Marvel Comics, o que tornaria infundadas as alegações da editora norte-americana (não fosse seu maior poderio econômico). O fato é que a disputa judicial dificultou a continuação da série, causando também desavenças entre Skinn e Moore, o que resultou na suspensão de Marvelman no número 21 da Warrior (deixando incompleto o “Livro II” da série). Sem seu personagem mais popular e não sendo uma campeã de vendas, a revista chegou ao fim no número 26, em janeiro de 1985. De qualquer forma, sua contribuição para a história dos quadrinhos ocidentais já estava assegurada.

Desde o início, exemplares da Warrior chegavam aos Estados Unidos, sendo apreciados por novos artistas, que viam ali exemplos a serem seguidos. Marvelman em especial teve grande influência, por ser uma obra inovadora no gênero predominante naquele mercado. Os desenhos impecáveis criados por Leach e Davis já valiam uma olhada mais atenta. No entanto, o diferencial eram mesmo os roteiros de Moore, com sua aplicação de uma “lógica do mundo real” aos super-heróis. Trazendo textos marcantes e uma trama inteligente e contemporânea, Marvelman mistura História e ficção científica, maravilhamento e vida cotidiana, não faltando elementos intertextuais e metalinguísticos (que explicam o desaparecimento do herói por quase vinte anos e até mesmo como ele veio a ser um plágio do Capitão Marvel). Brilhante e original, a série foi a primeira recriação racionalista de um super-herói clássico, abrindo caminho para a reformulação dos heróis da DC Comics, para o Novo Universo Marvel e para obras revolucionárias como O Cavaleiro das Trevas e Watchmen. Enfim, um clássico genial e imperdível!

>> MAIS QUADRINHOS – por Wellington Srbek


BRASILEIRO FAZ SUCESSO COMO DESENHISTA DE MANGÁ NO JAPÃO

domingo | 29 | março | 2009

Thiago Lucas já está em seu segundo mangá no Japão

Thiago Furukawa Lucas (foto Ewerthon Tobace)A rotina de Thiago Furukawa Lucas, de 24 anos, é tão corrida quanto a dos imigrantes brasileiros que estão nas fábricas japonesas. Ele trabalha cerca de 12 horas por dia, inclusive nos finais de semana. Mas o jovem não reclama. Está feliz, pois realizou o sonho de ser desenhista profissional de mangá, profissão almejada por muitos japoneses e também estrangeiros.

Escondido sob o pseudônimo de Kamiya Yuu, o brasileiro está no seu segundo trabalho, intitulado Greed Packet Unlimited. A história é publicada mensalmente pela Ascii Media Works, uma das principais editoras do país. “Ele tem muitos fãs”, entrega a editora-chefe Michiko Doi.

O roteiro de Greed Packet Unlimited é bastante curioso. Fala de um mundo em que jovens usam o celular para ter acesso a poderes especiais, mas precisam dar um jeitinho para pagar as bilionárias contas de telefone. Cada magia consome “packets” e vem daí o nome do mangá: algo como “Desejo por packets ilimitados” em tradução livre.

Futuro promissor
O mangá anterior de Lucas, chamado Earise (Earth), durou três anos e foi também um sucesso. “Ele tem talento e seu trabalho tem potencial para crescer muito mais”, elogia Michiko.

Entre os profissionais que trabalham para a revista Dengeki Maoh – são cerca de 20 desenhistas -, onde os trabalhos de Thiago são publicados, ele é o 5º mais popular. Com um japonês afiado, o paulistano diz, no entanto, que ainda é um aprendiz da arte. “Tenho muito para melhorar”, fala. “Hoje vejo que meu primeiro trabalho não está bom. Se pudesse, desenharia tudo de novo”, afirmou.

Descoberto por um “olheiro” numa feira de mangá, Lucas começou fazendo bicos. Isso foi há quase quatro anos. Hoje, para dar conta de entregar os capítulos no prazo, ele tem a ajuda de três funcionários. “Quando entra muito serviço, chego a ficar até dois meses sem sair de casa”, diz.

No começo, como não tinha experiência, Lucas chegou a dormir apenas três horas por dia para conseguir terminar os desenhos.

“Greed Packet Unlimited” fala sobre um mundo de celulares poderosos. “É uma profissão muito estressante e a cobrança é grande”, entrega o rapaz. “Mas estou muito feliz com essa profissão”, ressalva.

Greed Packet Unlimited (foto: Ewerthon Tobace)

‘Desenhos irreverentes’
A palavra mangá significa “desenhos irreverentes”. Surgiu em 1814, primeiramente como ilustrações e caricaturas sobre a cultura japonesa.Em 1947, o primeiro mangá publicado foi o Shin Takarajima (A Nova Ilha do Tesouro), de Osamu Tezuka, chamado no Japão de “Deus Mangá”. Foi Tezuka quem definiu as características dos quadrinhos japoneses, como expressões faciais exageradas, elementos metalinguísticos – como as onomatopéias – e enquadramentos que dão um impacto emocional maior.

No Japão, a indústria do mangá representa cerca de 40% do que é impresso no Japão. Por ano, as editoras movimentam mais de 5 bilhões de dólares, com a venda de perto de 750 milhões de exemplares. Os maiores consumidores no exterior são os Estados Unidos, França e Alemanha. Mas o Brasil também tem se mostrado um grande filão para o segmento.

“Desde 2001, quando os mangás começaram a ser publicados no Brasil, o crescimento do mercado foi incrível”, atesta Marcelo Del Greco, da editora JBC, uma das pioneiras no Brasil. “Considerando todas as concorrentes que trabalham com o segmento no país, pode-se dizer que o número de editoras quadruplicou desde que começamos”, compara.

Ele conta que a editora começou publicando quatro títulos, há oito anos, e hoje possui quase 40 mangás no mercado. Entre os sucessos editoriais estão Samurai X, Sakura Card Captors, Death Note, Nana, Cavaleiros do Zodíaco – The Lost Canvas, Negima, entre outros. “Por mês a JBC coloca cerca de 500 mil exemplares de mangás nas bancas”, conta Del Greco.
>> BBC BRASIL – Ewerthon Tobace


SAGA DE HARRY POTTER ESTIMULA LEITURA E AQUECE MERCADO LITERÁRIO

sábado | 28 | março | 2009

A inglesa J.K. Rowling não merece os parabéns somente por ter criado um universo encantador para contar a história de um menino que, de repente, se descobre bruxo. Foi através da autora inglesa – e por seu Harry Potter – que milhões de crianças e adolescentes de todo o mundo descobriram a literatura feita especialmente para eles, devorando não só os sete livros da série, como os filmes adaptados.

O melhor é que não pararam por aí: viraram leitores também das dezenas de outros títulos lançados no vácuo, numa prova definitiva que a fantasia pode ser um nicho de mercado bastante rentável. “Não tínhamos muitas opções de livros que atingissem tanto as crianças quanto os adolescentes.Ou era para um, ou para outro. Isso realmente começou a mudar como fenômeno Harry Potter, que já não vende como antes, mas é um clássico da literatura”, afirma Linen Martins, 34, responsável pelo setor infanto-juvenil da Saraiva Mega Store.


Na trilha de Harry Potter

Hoje, basta olhar nas prateleiras para ver que os “seguidores” de Harry estão em todos os lugares. Os exemplo mais concorridos do momento? Dá para citar, pelo menos, três: O ladrão dos raios, de Rick Riordan, Magya-Primeiro livro,de Angie Sagie, e Coração de tinta, de Cornelia Funke.

Assuntos mágicos
Como na obra que os inspirou, todos têm relação com a magia. Agora, há pequenas diferenças. EmOladrão de raios, Percy Jackson é um menino de 12 anos que descobre que as esquisitices de sua vida não acontecemà toa, já que é filho de Poseidon, o deus do mar. Com mais de um milhão de cópias vendidas nos EUA e tradução para 28 idiomas, Magya conta a história do aprendiz de feiticeiro Septimus Heap. Vertido para o cinema por Iain Softley, Coração de tinta trata de um mundo encantado de onde escapam sem querer personagens mágicos.

“Não dá para deixar de citar a saga Luz e escuridão, de Stephenie Meyer, que está bombando nas livrarias”, completa Linen. Não por acaso, Crepúsculo, que já vendeu 25 milhões de cópias em todo o mundo, é o primeiro da lista dos mais vendidos da Saraiva, seguido de Eclipse, o segundo volume da série. “Sempre gostei de literatura de fantasia. Comecei com a coleção Monteiro Lobato que ganhei de minha avó e continuei com HarryPotter, Senhor dos anéis e Crepúsculo. O que me atrai é o mundo paralelo, com toda aquela mitologia inserida”, justifica a engenheira química Carol Azeredo, 25, que disseminou o gosto entre as primas mais jovens.

É justamente a possibilidade de viajar na trama o que encanta a estudante Andréa Motta, 16. “Sou especialmente fascinada pelo mundo dos elfos de O senhor dos anéis, mas gosto demais daqueles animais agindo como anjos da guarda em As crônicas de Nárnia”, diz. Mas o fio condutor entre tudo isso foi mesmo Harry Potter. “Cresci com ele. Quando era menor, queria estudar em Hogwarts. Agora estou lendo Magya e adorando”, diverte-se Andréa.

Mal aprendeu a ler, a esperta Luísa Gonçalves, 8 anos, já escolheu sua série favorita. “É A casa da árvore mágica”, conta. Curiosa, já começa a se interessar pelos filmes de Harry Potter, que vê, aos pedaços, no You Tube.

‘O senhor dos anéis’: início de tudo
Antes da inglesa J.K. Rowling construir seu castelo dourado sobre os pilares da Escola de Hogwarts, já havia a obra do filólogo J.R.R. Tolkien, autor da trilogia O senhor dos anéis, o pilar de toda a literatura de fantasia contemporânea. Lançados entre 1954 e 1955, os livros, que foram escritos ao longo de 12 anos, apresentavam um mundo completamente diferente do que a juventude da época estava acostumada, repleto de anões, elfos, guerreiros, magos, seres elementais.


Hobbits na visão de Peter Jackson

Tanto que virou um clássico imediato nos EUA, popularizado no mundo décadas depois no cinema por Peter Jackson, que deu a deixa para que começasse a febre em torno da saga, que inclui ainda O hobbit, O silmarilion e As aventuras de Tom Bombadil.

Biblioteca básica da fantasia
Quem gosta de literatura fantástica sabe que a saga criada porJ.K.Rowling não é a única do segmento. Há títulos preciosos, que merecem estar na estante de qualquer admirador do gênero. A lista é grande, por isso optamos por destacar os mais hypados. Há clássicos eternos, como O senhor dos anéis e obras recém- lançadas, como Magya. Confira:

O senhor dos anéis
A Sociedade do Anel, As duas torres e O retorno do rei – J.R.R. Tolkien 


 Coleção Harry Potter J.K.Rowling – sete livros 

Crônicas de Nárnia C.S. Lewis – são sete livros

Discworld Terry Prachett – a série é composta de 28 títulos


Coração de tinta Cornelia Funke 

As crônicas de Spiderwick Holly Black -a série é composta por cinco volumes
Coleção A casa da árvore mágica Mary Pope Osborne 

Fronteiras do universo (A bússola de ouro, A faca sutil e A luneta âmbar) – Philip Pullman 

Desventuras em série 12 livros – Lemony Snicket


Magya – Primeiro livro Angie Sagie – a saga será composta por sete volumes ao todo 

Artemis Fowl, Uma aventura no Ártico e O código eterno – Eoin Colfer 

A história sem fim Michael Ende


O ladrão de raios, o primeiro volume da série Percy Jackson e os olimpianos – Rick Riordan 

Alice no país das maravilhas Lewis Carroll

Livros da magia Neil Gaiman

Shanara Terry Brooks—quatro livros


Saga Luz e escuridão (Crecúsculo, Lua Nova e Eclipse) – Stephenie Meyer 

Ciclo da herança (Eragon, Eldest e Brisingr) – Christopher Paolini

>> CORREIO – por Doris Miranda


HARRY HOUDINI: MÁGICO VAI VIRAR FILME DE AÇÃO

sábado | 28 | março | 2009

Estúdio vai filmar longa baseado em biografia.
A ideia é transformar ilusionista em franquia internacional.

A capa do livro 'The secret life of                 Houdini'. (Foto: Divulgação)

O estúdio Summit Entertaiment anunciou que vai filmar um longa baseado no livro “The secret life of Houdini: The making of America’s first superhero” (“A vida secreta de Houdini: A invenção do primeiro super-herói da América”, em inglês), biografia controversa do ilusionista e escapista Harry Houdini.

O livro, escrito por William Kalush e Larry Sloman, afirma, entre outras coisas, que Houdini serviu como espião para a Inglaterra e foi convidade a ser conselheiro do czar russo Nicolau II.

O estúdio diz não querer uma cinebiografia, mas sim um filme de ação, parte Indiana Jones e parte Sherlock Holmes, com a ideia de lançar posteriormente uma franquia internacional. O projeto ainda não tem roteirista, e será produzido por Eric Feig, Geoff Shaevitz e Ashley Schlaifer.
>> G1 em São Paulo


LUA NOVA: ROBERT PATTINSON PREPARA FÃS PARA SEQUÊNCIA DE “CREPUSCULO”

sábado | 28 | março | 2009

Para os fãs do filme “Crepúsculo” que estão ansiosamente aguardando a sequência mas ainda não leram o segundo livro da série sobre vampiros, “Lua Nova“, o astro do filme, Robert Pattinson, oferece um conselho: estejam preparados para algo diferente, talvez um pouco estranho.

Pattinson virou sensação da noite para o dia representando um vampiro apaixonado no sucesso estrondoso que sugou 373,4 milhões de dólares das bilheterias mundiais. Ele está em Vancouver, Canadá, esta semana, iniciando a produção da versão para os cinemas de “Lua Nova“.

Antes de a sequência chegar aos cinemas, em novembro, Pattinson será visto no papel do excêntrico pintor Salvador Dali em “Little Ashes”, que estreia nos cinemas norte-americanos em 8 de maio e narra um caso de amor homossexual entre Dali e o poeta Federico Garcia Lorca.

Por enquanto, porém, sua atuação como o vampiro imortal Edward Cullen, que se apaixona pela colegial Bella Swan (Kristen Stewart) em “Crepúsulo”, o projetou para a fama, e os fãs estão ansiosos por mais informações sobre “Lua Nova“.

Demonstrando cautela, Pattinson disse à Reuters: “A maior parte de ‘Lua Nova’, o livro, é incrivelmente deprimente. Obviamente ‘Crepúsculo‘ foi sobre o primeiro amor e suas dificuldades, mas ‘Lua Nova’ é sobre perdas e reconciliações, só que as reconciliações não são totais”. “É uma história estranha para oferecer a um mercado que eu acho que quer ver uma história de amor”, acrescentou.

Apesar disso, o ator, natural de Londres, disse que todos os envolvidos estão trabalhando para fazer do filme “Lua Nova” um sucesso tão grande quanto “Crepúsculo“.

A ascensão de Pattinson converteu o ex-modelo num dos alvos favoritos dos paparazzi. Ainda no ano passado ele era um ator relativamente desconhecido, cujos maiores créditos no cinema eram papéis coadjuvantes em dois filmes “Harry Potter“. “Isso está virando uma situação louca”, disse Pattinson. “Virou uma espécie de fenômeno, uma coisa que eu realmente não previa.”

Para fugir de tudo isso, ele frequentemente se volta a um de seus primeiros amores, a música. Pattinson toca violão e piano, e sua canção “Never Think” chegou à trilha sonora de “Crepúsculo”. Por enquanto, ele disse que não há planos para colocar música sua em “Lua Nova”, mas ficou “obcecado” por compor.

Pattinson disse que seu ídolo, como ator, é o premiado com o Oscar Jack Nicholson, e que seu trabalho ideal seria algo distante dos holofotes da mídia. “Qualquer trabalho em que fosse possível me isolar de todo o mundo”, disse ele. “Lua Nova”, dirigido por Chris Weitz, está previsto para estrear em 20 de novembro.
>> AUMANACK – por Alan Azhiel


LOVECRAFT DA IMAGE TERÁ FILME

sábado | 28 | março | 2009

A Universal Pictures anunciou nesta quinta-feira que lançará uma adaptação cinematográfica da HQ The Strange Adventures of H. P. Lovecraft. A revista sai pela Image Comics no mês que vem, e a expectativa é que o filme seja parte integrante da revitalização da franquia de monstros da produtora cinematográfica, que nos anos 30 fez históricos filmes com Drácula e Frankenstein. Ambos os personagens também ganharão novas produções.

De acordo com o jornal especializado em cinema Variety, a produção pode ficar por conta de Ron Howard, diretor de O Código Da Vinci e de Anjos e Demônios, que sai ainda este ano.

A história da HQ leva o escritor H. P. Lovecraft a aventuras bizarras, derivadas de seus sonhos e loucuras mais profundas, as mesmas que o fizeram criar histórias como a do mitológico Cthulhu.
>> HQ MANIACS – por Artur Tavares


HOMEM DE FERRO: SÉRIE ANIMADA TEM NOVO TRAILER

sábado | 28 | março | 2009

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Acaba de ser divulgado um novo spot de TV da nova animação do Homem de Ferro, intitulada Iron Man: Armored Adventures.

Iron Man: Armored Adventures tem estreia prevista para abril nos EUA. A primeira temporada terá 26 episódios.

Na nova série animada do Homem de Ferro, o jovem Tony Stark é o herdeiro de uma corporação bilionária, vivendo uma vida de luxos e criando inventos miraculosos. Quando um trágico acidente mata seu pai e quase tira sua vida, ele passa a depender da tecnologia para sobreviver e combater a corrupção. Tony deve conciliar a vida adolescente com os deveres de um super-herói, usando sua invenção memorável, a armadura que o transforma no Homem de Ferro.
>> HQ MANIACS – por Willian Matos


BREVES APONTAMENTOS A RESPEITO DOS ESTUDOS SOBRE FÃS E FANDOM

sábado | 28 | março | 2009

Faz um bom tempo que desejo compartilhar alguns pensamentos acerca dos estudos sobre fãs e fandom, em especial a partir de uma análise das audiências em relação às narrativas, culturas e códigos que se formam em torno dos produtos e processos midiáticos. O campo dos fan studies é herdeiro da tradição dos estudos culturais mas também pode ser encontrado em trabalhos da área da comunicação, da história, da antropologia e, mais recentemente da cibercultura – ok, ainda há questionamentos e dúvidas se a cibercultura é um campo ou se devemos mudar a nomenclatura para estudos sobre culturas digitais, mídias digitais ou softwares sociais/ software studies (como propõe o Manovich), todavia esse seria um outro post.

Os estudos sobre fãs e fandom tiveram um início relacionando a temática a questões nitidamente de ordem psicológica – sendo esse comportamento apontado enquanto uma patologia, obsessão, etc – e lentamente foram transitando para o domínio dos estudos sobre o cotidiano, as mídias e as audiências, limpando um pouco do estigma dessa figura, o fã, cujo conhecimento e/ou saber é constituído em outras esferas que não as das instituições legitimidas pela sociedade como a escola por exemplo. O próprio Jenkins, cujo livro Convergence Culture – que foi lançado em português ano passado – tem chamado atenção de marketeiros e virou um certo hype foi um dos pioneiros nesse tipo de estudo, tendo pesquisado a fundo os fandoms de ficção-científica, como o de Star Trek. Em relação ao Brasil, parece que, aos poucos, algumas pesquisas começam a ser desenvolvidas nesse sentido e tenho visto alguns trabalhos em congressos e revistas, muitos deles com estudos de caso (fãs de Avril Lavigne, do Big Brother, cosplayers, fãs de Lost, etc) ou mesmo teorizando sobre comportamento/consumo/práticas sociais dos fãs em relação à materialidade dos eventos/artistas/produtos culturais (bastante centrado nos estudos de cenas musicais ou dos games por ex). Estou organizando uma lista que compartilharei em breve. 

Nos últimos dias, dois posts em blogs de autores dessa área (Nancy Baym e Henry Jenkins) fizeram com que eu amplificasse diversas questões que venho tentando organizar sobre isso a partir de minha pesquisa sobre as plataformas de música. Primeiramente veio o post Music Fandom vs. Narrative Fandom de Nancy Baym, onde ela expôs preliminarmente algumas diferenças no consumo e no comportamento entre os fandoms de música e os fandoms de narrativas como seriados, filmes, livros etc; indicando que os primeiros tendem a uma relação maior com os aspectos informativos – info sobre turnês, álbuns, etc – e o segundo com uma apropriação criativa que inclui as fanfics, entre outros materiais. Obviamente que existem os remixes, mashups, etc que são sim apropriações criativas, mas em geral o aspecto informativo tende a sobressair e não é à toa que a maior parte das editorias de música de jornais, revistas e sites se utilizam disso até mesmo para a construção dos hypes. Vejam o caso do show do Radiohead, no qual nas últimas semanas temos tido um bombardeio de entrevistas e programas especiais na MTV, e em revistas, rádios e jornais que talvez até um tempo atrás ignorassem a banda. Ainda em relação à questão relacionamento entre fandom de música e fãs, aproveitando a cobertura do evento SXSW que rolou ao longo da semana, a Wired fez uma interessante matéria sobre como as bandas e artistas têm utilizado ou não os sites de redes sociais no relacionamento com a base de fãs e suas estratégias de visibilidade. Vale a pena conferir.

Já o post History and Fan Studies: A Conversation Between Barbara Ryan and Daniel Cavicchi (Part I) discutiu algumas questões de ordem teórico-metodológico descrevendo um diálogo entre dois pesquisadores da área da história tecendo observações de como é possível compreender os fan studies a partir de diferentes conceitos mas sendo incorporados aos estudos de micro-história, indo além da questão da documentação e trazendo de volta as vozes dos estudados. Cavicchi desconstrói a ideia de fandom como mídia, mas sim como “a degree of audiencing, a realm of marked cultural participation that is always relative to, and defined against, “normal” or unmarked cultural participation. These degrees of audiencing might manifest themselves in all sorts of ways in different historical and social contexts“. Outra importante discussão do texto trata da relação reflexiva de proximidade ou não entre o pesquisador e o objeto e discutem bastante a questão da autoetnografia, assunto polêmico que abordei em meu artigo da Compós do ano passado – Autonetnografia e inserção online – e que em breve deve ser publicado com algumas ampliações na Revista Fronteiras (Unisinos). Depois da leitura desses textos, me peguei pensando em alguns casos. O primeiro trata da repercussão da discussão via twitter entre Trent Reznor e Chris Cornell, onde Reznor escrachou sua opinião negativa sobre o álbum de Cornell, produzido pelo Timbaland e Cornell replicou. Rapidamente ao retwittar a informação, percebi a reação mais efusiva do fãs ou admiradores de Reznor, já bastante conhecido por seu uso de social media como ARGS, blogs, flickr, etc para se comunicar com os fãs – o que certamente repercutiu nas vendas sem intermediação do último álbum do NIN e mesmo uma grande curiosidade, inclusive de fãs de Cornell que também afirmaram não terem gostado do álbum. autenticidade, ou seja, é aceitável Madonna ter um álbum produzido por Timbaland; porém para Cornell cuja trajetória mítica estava ligada ao rock alternativo dos anos 90 (o movimento grunge do qual fez parte com sua ex-banda Soundgarden) esse fato gera um outro tipo de expectativa. apropriação criativa pela própria atitude de adicionar/seguir expressando sua opinião favorável ou contrária através dos sites de relacionamento e comentando em blogs, perfis, etc. Tenho mais alguns exemplos desse domínio “marcado da participação cultural das audiências”, mas comento com mais tempo em outro post, afinal pretendo voltar bastante a essa temática já que está no cerne dos trabalhos que tenho desenvolvido de 2007 em diante.
>> AS PALAVRAS E AS COISAS – por Adriana Amaral

 

Temos aqui também uma questão tipicamente relacionada à

Talvez nesse exemplo, possamos observar que os fãs de música se articulam sim em torno de práticas mais ligadas à disseminação e à troca de informações e ao mesmo tempo mostre a


BERNARD CORNEWELL NO BRASIL

sexta-feira | 27 | março | 2009

O escritor inglês Bernard Cornewell, que já vendeu mais de 20 milhões de livros no mundo todo, vem para a Bienal do Rio, de 10 a 20 de setembro. Lançará pela Record seu novo romance, Azincurt, com direitos já vendidos para o cinema.

“Agincourt (Azincourt, em Francês) é uma das batalhas mais famosas já travadas: a vitória de um exército pequeno, desprezado, doente e faminto sobre um inimigo que o excedia em números muito maiores. Azincurt, o livro que será lançado, conta a história daquele pequeno exército; como ele partiu da Inglaterra, confiante na vitória, mas foi trucidado e enfraquecido terrivelmente pela obstinada defesa francesa de Harfleur.

Ao final do cerco, o bom senso mandava que o exército voltasse para casa, mas Henrique V estava convencido de que Deus estava do seu lado e insistiu em marchar de Harfleur para Calais, a fim de provar que poderia desafiar o grande exército francês que estava sendo reunido para destruí-lo. Ele acreditava que poderia escapar daquele exército, mas a marcha, assim como o cerco, deu tremendamente errado e os ingleses terminaram encurralados e forçados a lutar contra um inimigo que o excedia em seis para um.

Azincurt é a história de Nicholas Hook, um arqueiro que começa o livro se alistando na guarnição de Soissons, uma cidade cujos santos padroeiros eram São Crispim e São Crispiniano. O que aconteceu em Soissons chocou toda a cristandade, mas no ano seguinte, Hook se vê fazendo parte daquele pequeno exército encurralado em Azincourt. O livro é a história dos arqueiros que ajudaram a vencer uma batalha que se tornou lendária, mas a verdade nesse conto, como Sir John Keegan diria, é apenas “o comportamento sanguinário e a atrocidade absoluta do homem”.


ANJOS E DEMÔNIOS: NOVOS PÔSTERES E TRAILER

sexta-feira | 27 | março | 2009

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Sairam dois novos pôsteres bacanas do filme Anjos e Demônios. Baseado no livro de mesmo nome do escritor Dan Brown, a trama mostra o prof. Robert Langdon em uma nova investigação. Desta vez a história se passa em Roma e envolve o Vaticano e o ressurgimento de uma sociedade secreta chamada Illuminati.

No cinema, Anjos e Demônios vai se passar depois dos eventos mostrados em O Código da Vinci, diferentemente do que aconteceu com os livros, que tinham a ordem inversa.

O lançamento está previsto para 15 de maio. Veja o trailer aqui.
>> HEROI – por Cassius Medauar

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Anjos e Demônios (Angels & Demons), a continuação de O Código Da Vinci, ganhou um novo comercial de TV. Mais uma vez o foco é nos mistérios criptografados.


OS TRÊS PATETAS: SEAN PENN, JIM CARREY E BENÍCIO DEL TORO COTADOS PARA A NOVA VERSÃO PARA O CINEMA

sexta-feira | 27 | março | 2009

tres-patetas_3O estúdio MGM e os Irmãos Farrelly estão na etapa final para fechar o elenco da aguardada nova versão de “Os Três Patetas” para o cinema. De acordo com a revista “Variety”, Sean Penn estaria confirmado como Larry e Jim Carrey estaria em negociação para viver Curly, com o ator tendo que engordar 20 quilos para se aproximar do físico de Jerome “Curly” Howard. Os produtores também estaria de olho em Benicio Del Toro para interpretar Moe.

O filme não é uma cinebiografia, mas uma comédia feita nos moldes dos curtas-metragens da Columbia Pictures estrelados por Moe Howard, Larry Fine e Jerome Howard.

A saga de Peter e Bobby Farrelly para tirar o projeto do papel já dura mais de dez anos, tendo passado por três estúdios. Primeiro, eles tentaram a Columbia, de pois a Warner Bros., e finalmente a MGM, que comprou a ideia e adquiriu os roteiros da WB.

A produção do longa deve começar no segundo semestre deste ano e o lançamento está previsto para 2010. As filmagens começam depois que Penn concluir sua participação no drama “Cartel”, de Asger Leth. O vencedor do Oscar de melhor ator deste ano não faz uma comédia desde “Não somos anjos”, de 1989.

Os Irmãos Farrelly estão há muito tempo de olho em Del Toro para interpretar Moe. O ator demonstrou talento para a comédia em “Snath – Porcos e diamantes”, de Guy Ritchie. A surpresa fica por conta da escolha de Carrey para viver Curly.
>> O GLOBO

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PRÊMIO HUGO: BRASILEIRO É INDICADO AO MAIS IMPORTANTE PRÊMIO DA FICÇÃO CIENTÍFICA

sexta-feira | 27 | março | 2009

Will Conrad concorre
como melhor história gráfica por Serenity: Better Days

Que o Hugo Awards, o mais importante prêmio de ficção científica dos Estados Unidos, acabou de criar uma categoria dedicada especialmente aos quadrinhos você já leu aqui no Omelete. Outra novidade é que tem um brasileiro concorrendo na recém-criada categoria.

O desenhista Will Conrad concorre na categoria Best Graphic Story (“melhor história gráfica”) ao lado de Joss Whedon, Brett Matthews, Michelle Madsen e Jo Chen por Serenity: Better Days, da Dark Horse. A série, sucessora de Serenity: Those Left Behind é um prelúdio do cultuado filme de Serenity – que, por sua vez, é a sequência da subestimada série Firefly, criada por Whedom.

O desenhista falou ao Omelete sobre o prêmio:

“Ser indicado para o Hugo Awards foi, ao mesmo tempo, uma surpresa e uma grande alegria. Eu não esperava ser indicado, e a novidade chegou por um e-mail recebido do meu editor em Serenity, Scott Allie. O prêmio do Hugo Awards é extremamente prestigioso, e considerando alguns trabalhos que já o receberam no passado – entre eles Watchmen – acho que só o fato de ser indicado já é um motivo de muito orgulho e prazer. Trabalhar em Serenity: Better Days, com Brett, Josh e toda a equipe envolvida foi realmente incrível. Não é a primeira vez que trabalho com Josh, e sempre me divirto muito com as experiências. Não só as histórias são muito interessantes, como o roteiro é sempre muito bem amarrado, os diálogos divertidos e os personagens bem construídos. Acho que esta minissérie foi um dos pontos altos em minha carreira, e independente de conquistar o prêmio ou não fico feliz que tenha tido resultados tão positivos.”

Atualmente Will Conrad está finalizando uma minissérie de Kull (personagem de Robert E.Howard, a exemplo de Conan) para a Dark Horse.

Os Hugo Awards são uma tradição dos fãs de ficção científica e fantasia nos EUA, concedendo prêmios à literatura do gênero desde 1955. Eles lembram o editor Hugo Gernsback, que fundou a pioneira revista Amazing Stories, e são entregues todo ano na World Science Fiction Convention, ou Worldcon. O resultado da premiação será anunciado em agosto, na 67a. Worldcon
>> OMELETE – por Rodrigo “Piolho” Monteiro


‘DARK ENTRIES’: CONSTANTINE EM NOVA REVISTA DA VERTIGO

sexta-feira | 27 | março | 2009

A Vertigo – selo adulto da DC Comics – divulgou novidades da graphic novel Dark Entries, um dos primeiros lançamentos de sua linha Vertigo Crime.

Anteriormente, foi divulgado que John Constantine era o personagem principal, já que a trama havia sido bolada para a revista Hellblazer. Quando a ideia da Vertigo Crime surgiu, isso mudou, com o personagem principal se tornando um detetive bem parecido com Constante, e agora, com a divulgação oficial tendo início, Constantine se tornou novamente o protagonista.

Os desenhos são de Werther Dell´Edera, e o roteiro é de Ian Rankin, um novelista de crimes que criou o personagem Inspetor Rebus, protagonista de uma série de livros que já foram publicado em mais de 20 países, inclusive no Brasil. Ele conversou com o website Newsarama sobre a HQ.

Ele explicou que vendeu uma série de ideias à Vertigo, algumas com personagens que havia criado, algumas com personagens já existentes no universo da editora: “a história com Constantine foi a que eles gostaram mais”. Rankin disse ainda que a intenção era lançar a HQ como minissérie, mas que optou por graphic novel por não ter experiência na divisão de uma história em quadrinhos.

O autor também tratou de tranquilizar os fãs, explicando que por mais que a graphic novel seja lançada em uma linha especialmente dedicada à mistérios de crime, ainda assim haverá elementos sobrenaturais para manter a natureza do personagem.

A graphic novel sai no mesmo dia de Flithy Rich, por Brian Azzarello e Victor Santos, em 19 de agosto. Ambas tratam de inaugurar a linha Vertigo Crime.

Hellblazer é a revista solo do personagem John Constantine, famoso mago da DC Comics. A série começou a ser publicada em 1988, alguns anos após o surgimento de Constantine nas páginas da revista Monstro do Pântano, quando essa era escrita por Alan Moore. Originalmente, Hellblazer foi escrita por Jamie Delano e desenhada por John Ridway, com capas de Dave McKean. Em 1993, a revista passou para o selo adulto Vertigo, onde permanece até hoje. Como curiosidade, vale destacar que o visual do personagem foi baseado no cantor Sting.
>> HQ MANIACS – por Artur Tavares


GARFIELD GIGANTE E OBRIGATÓRIO

sexta-feira | 27 | março | 2009

O gato gordo, laranja, folgado, que odeia segundas-feiras e adora lasanha acaba de ganhar um livrão pela editora L&PM com 624 páginas e 2582 tiras chamado simplesmente de ”Garfield” (L&PM, pb, 624 pgs., R$ 85). Assim, ele fica ainda mais metido e seu dono, Jon, tá lascado. 

A edição, que reúne todos os dez livros da série pocket já lançados, não deixa de ser um presentão de aniversário – sim, um pouco atrasado – para o gato que fez 30 anos no ano passado. A série foi criada pelo americano Jim Davis em junho de 1978 em homenagem ao teimoso avô do autor: James Garfield Davis. 

Para não correr o risco de devorar o livro em segundos e causar indigestão, recomendo digerir com cuidado, com parcimônia. O único porém é que, infelizmente, ao contrário do divulgado, as tiras não estão em ordem cronológica.
>> GIBIZADA – por Télio Navega


ONDE VIVEM OS MONSTROS: ASSISTA AO TRAILER DO NOVO FILME DE SPIKE JONZE

quinta-feira | 26 | março | 2009

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Arcade Fire embala a prévia, em ritmo de sonho e contraluz

Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are), novo trabalho do diretor Spike Jonze (Adaptação, Quero Ser John Malkovich), ganhou o seu primeiro trailer. Como havíamos adiantado, o vídeo é embalado por trechos de “Wake Up”, do Arcade Fire, numa versão ligeiramente diferente da original. E tem a voz inigualável de James “Tony Soprano” Gandolfini dublando um dos monstros.

A produção infantil é uma adaptação de Where The Wild Things Are, de Maurice Sendak. Publicado originalmente em 1963, o livro acompanha Max, um garoto malcriado mandado para a cama sem jantar. No quarto, ele começa a imaginar um mundo exótico, a terra de Wild Things, povoado por criaturas selvagens estranhas, que recebem o menino como seu regente.

A Warner Bros. lança o filme em 16 de outubro.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel

Assista ao trailer oficial:


ASTRO BOY: NOVO TRAILER

quinta-feira | 26 | março | 2009

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Acaba de ser divulgado um novo trailer de Astro Boy, animação baseada no mangá de mesmo nome, criado por Osamu Tezuka.

O trailer apresenta o personagem principal, um pequeno robô-menino e como ele foi criado, além de algumas cenas de ação e outros personagens.

O filme conta com as vozes de Nicolas Cage, Donald Sutherland, Nathan Lane, Bill Nighy, Eugene Levy, Kristen Bell, Matt Lucas e Freddie Highmore.

Astro Boy é um garoto robô criado por Osamu Tezuka em 1952 para os mangás, mas que também ficou famoso por suas ótimas séries animadas.

Sua adaptação cinematográfica, uma animação computadorizada produzida pelo Imagi Animation Studios, conta com direção de David Bowers e roteiro de Timothy Harris. A estreia está prevista para 23 de outubro de 2009.
>> HQ MANIACS – por Willian Matos


TURMA DA MÔNICA COLEÇÃO HISTÓRICA: PANINI REGULARIZA PUBLICAÇÃO

quinta-feira | 26 | março | 2009

Décimo volume da coleção, lançado nesta semana,
é o primeiro da série publicado sem atraso

Crédito: reprodução

A se pautar pelas bancas de jornal, a série “Turma da Mônica – Coleção Histórica” encontrou o rumo. O décimo volume começou a ser vendido neste meio de semana (R$ 19,90). É a primeira vez que o pacote com as revistas é lançado no mesmo mês indicado nas edições.

O número anterior havia sido publicado no começo de fevereiro. A data na última página das revistas do pacote registrava o mês de janeiro. A série reedita as primeiras revistas da Turma da Mônica. Cada pacote traz cinco títulos: “Mônica”, “Cebolinha”, “Cascão”, “Magali” e “Chico Bento”.

A coleção começou a ser vendida no segundo semestre de 2007. Deveria ser mensal. Mas, desde o início, passou por uma série de vai-e-vens. Os primeiros números atrasaram. O pacote, depois, sumiu das bancas. Quando voltou, o expediente final registrava que a publicação era “especial”, não mais mensal.

A editora não informou aos leitores sobre a mudança. Uma nota foi colocada no site da Panini somente após o assunto ser noticiado. O texto dizia que os atrasos seriam consequência do processo de adaptação editorial das revistas antigas e que a periodicidade seria regularizada. Não foi o que ocorreu.

A coleção teve novo sumiço. Os volumes sete e oito foram lançados em outubro e novembro do ano passado. As revistas registravam data de meses anteriores. Neste ano, a Panini incluiu a série no pacote de assinatura da revista ”Turma da Mônica Jovem”, lançada desde a metade de 2008. O plano de assinatura oferece 12 edições da versão jovem dos personagens de Mauricio de Sousa e seis da coleção histórica. Embora a editora não tenha informado isso de forma explícita ao leitor, subentende-se que a série passou a ser bimestral. As bancas têm confirmado isso.

Nota: merece registro uma das histórias deste décimo volume. É a que abre a revista de Chico Bento. É uma crônica sobre a chuva, que ganhou um Prêmio Abril em 1982.
>> BLOG DOS QUADRINHOS – por Paulo Ramos


STAR TREK (JORNADA NAS ESTRELAS): VEJA O NOVO SPOT

quarta-feira | 25 | março | 2009

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Saiu mais um comercial de TV do novo Star Trek (Jornada nas Estrelas) e ele é emocionante. Praticamente só vemos cenas de ação, cortes rápidos e muito movimento.

O filme tentará dar uma nova roupagem a série clássica, mostrando como Kirk e companhia entraram para a tropa estelar e mostrando o que se passou antes do primeiro seriado.

O elenco conta com Chris Pine, Zachary Quinto, John Cho, Ben Cross, Bruce Greenwood, Simon Pegg, Winona Ryder, Zoe Saldana, Karl Urban, Anton Yelchin, Eric Bana e Leonard Nimoy.

A estréia está prevista para oito de maio e com certeza veremos muitas imagens e cenas novas até lá. Está parecendo que depois de muito tempo teremos um ótimo filme de Jornada nas Estrelas. Será?  
>> HEROI – por Cassius Medauar
 


‘LUA NOVA’: CONTINUAÇÃO DE ‘CREPUSCULO’ CONTRATA SUA MATILHA DE LOBISOMENS

quarta-feira | 25 | março | 2009

Chaske Spencer, Alex Meraz, Kiowa Gordon e Tyson Houseman
estão dentro do novo filme

Bronson Pelletier

 Taylor Lautner

Na história, os lobos defendem os humanos dos vampiros, mas possuem uma história tribal relacionada com a da família Cullen. A Summit contratou apenas atores com traços indígenas no sangue para os papéis.

As filmagens começam em Vancouver este mês com o diretor Chris Weitz (A Bússola de Ouro). O longa sai no Brasil pela Paris Filmes simultaneamente ao lançamento nos EUA, em 20 de novembro. Os demais filmes começarão a ser rodados sem intervalo.

Lua Nova (New Moon), a continuação de Crepúsculo, escalou o seu grupo de lobisomens. Chaske Spencer, Alex Meraz, Kiowa Gordon e Tyson Houseman se juntam ao anteriormente confirmado Bronson Pelletier e a Taylor Lautner, presente já no primeiro filme.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


PENSE COMO O SUPER-HOMEM E MUDE SUA VIDA

quarta-feira | 25 | março | 2009

superman_rossO escritor norte-americano Dan Robey, famoso autor de livros de autoajuda e meditação (sua obra O Poder dos Hábitos Positivos foi publicada em 22 países) e cursos sobre o tema, escreveu um artigo no site Article Addict, no qual diz que as pessoas devem imaginar serem como o Super-Homem – e a Supergirl, no caso das mulheres – para imunizar o corpo contra doenças e energias negativas.

No texto intitulado Think like Superman (Pense como o Super-Homem), Robey afirma que praticar o que ele sugere mudará a vida de quem o fizer. “Isso é baseado na ciência da física quântica”, garante.

O autor explica, citando outro best-seller, o médico indiano Deepak Chopra – radicado nos Estados Unidos e guru de celebridades do mundo pop -, que o corpo humano possui substâncias químicas chamadas de neuropeptídeos, células inteligentes responsáveis pela emoção do corpo.

“Essas moléculas da emoção não se encontram apenas no seu cérebro, mas circulam por todo o seu corpo”, diz Robey. “Deepak nos diz que o espetacular dessas células é que elas são pensantes! (…) Ele também nos diz que elas protegem contra as doenças e extraem informações das conversas que você tem consigo mesmo”.

Por isso, prescreve o escritor, qualquer pessoa estará imune a doenças e negativismos se, diariamente, formular os seguintes pensamentos: “Sou indestrutível”; “Os desafios que enfrento todos os dias são facilmente vencidos, pois, afinal de contas, eu sou o (a) Super-Homem/Supergirl”; “Tenho poderes extraordinários”; “Tenho uma saúde incrível”; “Nada pode me deter… nada”.

Para ele, a partir do momento em que alguém pensa ser o Super-Homem ou sua parenta do planeta Krypton, as células pensantes acreditam que aquele corpo não pode adoecer.

Mas Dan Robey só se esqueceu de advertir que, a fim de testar os resultados desse mantra, não é nada aconselhável tentar parar um trem em movimento.
>> UNIVERSO HQ – por Marcus Ramone


‘FANTASMA’: NOVA MINISSÉRIE NO CANAL SYFY

quarta-feira | 25 | março | 2009

Foi anunciado que o Sci Fi Channel (que logo será chamado SyFy), autorizou a produção de um novo filme do Fantasma, personagem dos quadrinhos criado por Lee Falk em 1936. O projeto será um especial de 4 horas de duração, apresentado em duas noites distintas (ou seja, está mais para uma minissérie do que para um filme, embora a emissora siga o tratando deste modo), produzido pela Muse Entertainment.

A continuação como uma série de TV está sendo considerada, dependendo da resposta da audiência. Daniel Knauf e Charles Knauf (os roteiristas da revista mensal dos Eternos, da Marvel Comics) estão escrevendo o filme. A emissora informou que o personagem será adaptado para os dias atuais e que a produção começará a ser filmada em abril, na cidade de Montreal. Paolo Barzman será o diretor.

Lee Falk criou o Fantasma após o sucesso do Mandrake. O personagem foi o primeiro super-herói a usar um uniforme, composto por uma máscara preta e um colante roxo. Ao contrário de outros super-heróis, ele não tem superpoderes, apenas habilidade física e perícia com armas. Nas florestas de Bengala onde atua, o herói é tido como imortal e indestrutível, mas na verdade, vários membros da mesma família assumem sua identidade. O Fantasma tem dois anéis: um com a marca do bem, que aplica nas pessoas que quer proteger, e o outro com a marca da caveira, que usa para marcar criminosos. Anda sempre na companhia do lobo Capeto, do cavalo Herói e, ocasionalmente, de um falcão treinado chamado Fraka.

Em 1978, ele casou com Diana Palmer, com quem teve os gêmeos Kit e Heloise. O personagem ganhou uma versão cinematográfica em 1996, estrelada por Billy Zane, além participar de duas séries animadas (Defensores da Terra e Fantasma 2040) e protagonizar um seriado para os cinemas nos anos 40.
>> HQ MANIACS – por Leandro Damasceno


“ANJOS E DEMÔNIOS”: VATICANO VAI BOICOTAR O FILME

terça-feira | 24 | março | 2009

O Vaticano supostamente planeja autorizar um boicote do filme “Anjos e Demônios“, baseado no livro homônimo de Dan Brown, autor de “O Código Da Vinci“, informou o “The Hollywood Reporter”.

O longa mostra a primeira aventura do simbologista Robert Langdon, interpretado por Tom Hanks, antes de “O Código Da Vinci” (2006), que foi sucesso editorial no mundo todo.

Oficiais do Vaticano já haviam feito campanha para boicotar o primeiro filme da série dirigida por Ron Howard, que sugeria que Jesus Cristo teria tido filhos com Maria Madalena. A postura da Igreja católica com relação ao segundo longa da franquia também não deve ser diferente, segundo o jornal oficial do Vaticano, “Avvenire”.

Capas de 'Anjos e Demônios': em sentido horário, a mais recente, a mais conhecida, a da versão ilustrada e a de uma edição portuguesaEm reportagem publicada na última sexta-feira (20), o jornal defendia que a Igreja católica “não pode aprovar” o filme. O Vaticano ainda descreveu a obra como “uma ofensa contra Deus”. No primeiro livro de Robert Langdon, há um misterioso grupo chamado de Illuminati que pretende nomear um dos seus membros como Papa e explodir o Vaticano.

A história de “Anjos e Demônios” se passa em Roma, mas as filmagens atrasaram quando o Vaticano não permitiu que algumas cenas do longa fossem rodadas no local religioso.
>> FOLHA DE SÃO PAULO


O FIM DOS QUADRINHOS DISNEY NOS ESTADOS UNIDOS

terça-feira | 24 | março | 2009

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O que era ruim ficou pior para os fãs dos quadrinhos Disney nos Estados Unidos.

Depois de vários cancelamentos que reduziram os gibis da turma de Patópolis naquele país a apenas dois títulos mensais e dois anuais, a Gemstone Publishing anunciou a suspensão temporária da publicação das revistas remanescentes e de coleções especiais anteriormente prometidas – como The Carl Barks Collection e The Don Rosa Library -, além da interrupção das assinaturas.

A julgar por outros anúncios eufemísticos da editora, isso significa o cancelamento das HQs Disney em seu país de origem.

Mas o problema, longe de ser creditado apenas à pouca popularidade que Mickey, Pato Donald e companhia parecem ter entre os leitores das novas gerações, está associado à crise financeira pela qual passa a Gemstone, cujas dívidas e demissões de funcionários se agravaram (ou foram provocadas) pelo caos econômico que o mundo está vivendo desde o ano passado. Um dos dois escritórios da empresa foi fechado há poucas semanas.

As dificuldades se espalham pelos dois braços fortes do grupo empresarial a que a editora pertence: a distribuidora Diamond e o Geppi’s Entertainment Museum. Somente a um banco, o conglomerado estaria devendo mais de 16 milhões de dólares, de acordo com o colunista Rich Johnston, do site CBR News.

A tímida e risível campanha de captação de anunciantes que a empresa lançou recentemente para manter os gibis Uncle Scrooge e Walt Disney’s Comics & Stories ganha ares ainda mais constrangedores diante dessas cifras. E mostra que a Gemstone é talvez a ramificação mais frágil da Geppi.

Opiniões colhidas pela internet são unânimes em afirmar que as HQs Disney, pelo menos em um futuro próximo, jamais voltarão a ser publicadas nos Estados Unidos se a editora fechar as portas.

Em maio, na próxima edição do Free Comic Book Day, tradicional evento norte-americano no qual as editoras oferecem gratuitamente algumas de suas revistas em quadrinhos – na maioria das vezes produzidas exclusivamente para esse fim -, não haverá nenhuma publicação da Gemstone disponível, algo que nunca aconteceu em sua história.

O Universo HQ fez diversos contatos com a editora, solicitando mais informações sobre a situação das revistas Disney, mas até o fechamento desta nota não houve respostas.

É possível que o canto do cisne já tenha sido executado
>> UNIVERSO HQ – por Marcus Ramone


MAURICIO DE SOUSA: ‘PITECO’ E ‘HORÁCIO’ ESTRELAM ALMANAQUE ESPECIAL

terça-feira | 24 | março | 2009

[04b.jpg] Os diferentes núcleos de personagens de Mauricio de Sousa continuam ganhando sua própria série de almanaques especiais.

Neste mês, os pré-históricos Piteco e Horácio estrelam pela primeira vez um gibi periódico e apresentam no mesmo título uma seleção de suas melhores histórias.

Almanaque Piteco e Horácio # 1 tem 72 páginas, ao preço de R$ 3,80, e é uma publicação semestral da Panini Comics.
>> UNIVERSO HQ – por Marcus Ramone


SCI FI PREPARA TRÊS MINISSÉRIES: “ALICE NO PAIS DAS MARAVILHAS”, “FANTASMA” E “RIVERWORLD

segunda-feira | 23 | março | 2009

O canal Sci Fi americano encomendou a produção de três minisséries, das quais duas serão avaliadas como pilotos de novas séries, segundo o The Hollywood Reporter. Cada uma das minisséries terá quatro episódios cada produzidos pela RHI Entertainment.
Alice no País das Maravilhas“, clássico de Lewis Carroll (que terá uma versão cinematográfica estrelada por Johnny Depp), será dirigida por Nick Willing. Esta será a sétima versão para a TV da história de Carroll nos EUA.

Na terra do Tio Sam, Alice foi versada pela primeira vez em 1955 como teleteatro, voltou em 1966 como versão animada e formato musical pela Hanna-Barbera (“O que você faz aqui, sozinha num lugar assim” – lembram?) A personagem e sua aventura retornaria em formato telefilme em 1982 e em 1999. Em 1985, Irwin Allen produziu uma minissérie que trouxe um grande elenco de famosos da época.

Outro clássico, desta vez dos quadrinhos, é o herói “Fantasma“, também já levado às telas de cinema nos anos 40 e nos anos 90. Criado por Lee Falk, o personagem chegou a ser cogitado para uma série de TV em 1961, quando um piloto foi produzido pela King Features para ser exibido em syndication. No entanto, a série não chegou a vingar. O piloto foi estrelado por Roger Creed, e ainda contou com Paulette Goddard, Lon Chaney Jr. e Richard Kiel, entre outros, no elenco. A minissérie do Sci Fi está a cargo de Daniel Knauf, responsável por “Carnivàle”, e seu filho, Charles Knauf.

Já “Riverworld” tem como base uma série de cinco livros escritos por Philip Jose Farmer. A história gira em torno de um jornalista fotográfico que é transportado para o mundo misterioso de Riverworld, local para o qual as pessoas que já viveram na Terra são levados, em uma espécie de ressurreição. Em Riverworld as pessoas acordam mais jovens, na faixa dos 25 anos, livres de qualquer doença ou problemas genéticos. Sem envelhecer, as pessoas que vivem em Riverworld são capazes de se auto regenerar. É neste local que o personagem central interage com várias figuras históricas em sua juventude.

Esta é a segunda vez que o Sci Fi tenta produzir uma série/minissérie com base nos livros de Farmer. A primeira foi em 2001 quando o canal produziu o piloto “Riverworld“, lançado em DVD nos EUA (foto acima), estrelado por Brad Johnson. A história também ganhou um jogo para PC em 1998. O tema da reencarnação também está presente em um piloto da Fox, “Reincarnationist”, criado por David Hudgins, de “Friday Night Lights”.

Tanto “Fantasma” quanto “Riverworld” poderão ser transformados em séries a exemplo de produções como “Família” nos anos 70, “V”, nos anos 80 e mais recentemente, “Battlestar Galactica”. As duas produções estão programadas para 2010. “Alice no País das Maravilhas” deve estrear ainda este ano.
>> TV SERIES – por Fernanda Furquim


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