‘FORMATURAS INFERNAIS’ E ‘THE HOST’: LANÇAMENTO NO BRASIL DE LIVROS DE STEPHENIE MEYER

quinta-feira | 30 | abril | 2009

Os fãs da autora podem se preparar!
Tem mais livros da Stephenie Meyer
com data de
lançamento prevista no Brasil.
 formaturas-infernais_capaPrimeiro vou falar sobre “Formaturas Infernais” (Prom Nights from Hell). Este livro reúne emocionante coleção de contos de terror escritos pelas autoras best seller Stephenie Meyer (Crepúsculo), Meg Cabot (O Diário da Princesa), Kim Harrison, Michele Jaffe e Lauren Myracle.

Conheça mais um pouco sobre as autoras:

Stephenie Meyer (que com certeza você já conhece) é autora da Saga best seller “Crepúsculo”. Formada em Literatura Inglesa pela Brigham Young University, ela vive com o marido e três filhos no Arizona.

Meg Cabot é autora da série best seller “O Diário da Princesa”, adaptada para o cinema pela Disney. É autora também de “A garota americana”, “Rainha da fofoca”, “Pegando fogo!” e da série “A Mediadora”. Ela divide seu tempo entre Flórida e Nova York, com o marido e uma gata de um olho só chamada Henrietta.

Michele Jaffe é autora de “Bad Kitty”, assim como de romances como “Bad Girl” e “Loverboy”. Nascida em Los Angeles, Michele mora em Lãs Vegas com o marido, seu globo de discoteca e um carpete enorme imitando pele de zebra.

Kim Harrison nasceu e foi criada no Meio- Oeste americano. Depois de se formar em Ciências, ela se mudou para a Carolina do Sul, onde vive desde então. É autora de “Dead Witch Walking”, “The Good, The Bad, and The Undead”, “Every Which Way but Dead” e “A Fistful of Charm”s.

Lauren Myracle é autora de vários romances para jovens leitores, como “Rhymes with Witches” e os best sellers “TTYL” e “TTFN”. Ela vive com a família no Colorado.

“Formaturas Infernais” será lançado traduzido no Brasil pela editora Record, com lançamento previsto para o dia 30 de abril de 2009.

Você já pode conferir o Hotsite Oficial do livro e conferir as promoções e também já pode garantir a sua cópia na pré-venda do site Submarino, clicando aqui!

Outra boa notícia é que o livro “The Host” (sem título traduzido ainda) de Stephenie Meyer será traduzido pela editora Intrínseca, que tem previsão para ser lançado no segundo semestre deste ano.

Para quem não conhece, “The Host” é um romance diferente do que lemos na Saga Crepúsculo.  É um romance voltado para o público adulto, misturado com ficção científica, onde o foco sobrenatural são aliens.

Sinopse:

Uma espécie de parasitas pacificamente altruístas tem assumido o controle de mentes e corpos da maioria dos seres humanos, mas Melanie Stryder não vai entregar sua mente para a alienígena chamada Wanderer. Impressionada com as memórias de Melanie do colega Jared, Wanderer vai ao deserto para encontrá-lo. Provavelmente o primeiro triângulo amoroso envolvendo apenas dois corpos, é incrivelmente romântico, e os personagens (humanos e alienígenas) genuinamente simpáticos.”

>> MIXTOTAL – por Roberta Mix


‘DYLAN DOG – DEAD OF NIGHT’: LOBISOMENS NA ADAPTAÇÃO DO FILME

quinta-feira | 30 | abril | 2009

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O ator Peter Stormare (à dirteita, na foto acima) e o lutador medalhista olímpico Kurt Angle (à esquerda) foram contratados para viver lobisomens em Dead of Night, adaptação para o cinema do quadrinho italiano Dylan Dog. O filme atualmente está sendo rodado em Nova Orleans, sob o comando do diretor Kevin Munroe. Stormare e Angle se unem a um elenco que já conta com Brandon Routh, Sam Huntington, Anita Briem e Taye Diggs.

O roteiro de Dead of Night é de Joshua Oppenheimer e Thomas Dean Donnelly.

Criado pelo italiano Tiziano Sclavi, Dylan Dog é um detetive particular que investiga casos sobrenaturais ocorridos em Londres. O Detetive do Pesadelo, como é conhecido, conta com seu fiel ajudante Groucho, representação exata do genial comediante Groucho Marx. Suas aventuras foram publicadas no Brasil pelas editoras Record, Conrad e Mythos.
>> HQ MANIACS – por Leandro Damasceno


FRINGE: LEONARD NIMOY FARÁ PARTICIPAÇÃO ESPECIAL NA SÉRIE

quinta-feira | 30 | abril | 2009

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O ator fará participação no final desta temporada da série “Fringe”,
no episódio “There’s More Than One of Everything”,
retornando na segunda temporada como personagem semi-regular.
Ele interpretará William Bell, fundador da Massive Dynamics.

J.J. Abrams aproveitou sua interação recente com o universo de Jornada nas Estrelas e contratou Leonard Nimoy para um papel especial em Fringe, série que Abrams produz. O ator vai interpretar William Bell, o fundador da poderosa corporação Massive Dynamic.

William Bell deve aparecer no episódio final da temporada, que será exibido nos Estados Unidos em 12 de maio.

Segundo o roteiro da série, o personagem foi colega de trabalho de Walter Bishop (John Noble).

Além do final da temporada, William Bell aparecerá numa sequência de episódios da segunda temporada, mas não deve se tornar regular na série. Atualmente, aos 78 anos, Nimoy dedica seu tempo à carreira de fotógrafo, organizando exposições e a publicação de livros, como Shekhina.

A primeira temporada de Fringe começou a ser exibida no Brasil pelo Warner Channel no mês passado.
>> OMELETE – por Ederli Fortunato


‘SURROGATES’: PRIMEIRO PÔSTER DA FICÇÃO CIENTÍFICA COM BRUCE WILLIS

quinta-feira | 30 | abril | 2009

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Arte faz parte da campanha viral
da fictícia Virtual Self Industries

Estrelada por Bruce Willis, a adaptação ao cinema da HQ The Surrogates - de Robert Venditti e Brett Weldele, publicada nos EUA pela Top Shelf em 2005 – teve o seu primeiro pôster divulgado.

Trata-se de uma arte da ação viral da organização fictícia Virtual Self Industries. “Divida você”, diz o cartaz. Confira ao lado e na galeria.

Na trama, ambientada em 2054, quase todo mundo trocou sua vida normal por androides substitutos da Virtual Self, que fazem tudo sem que você tenha que sair de casa. Um terrorista tecnológico, porém, quer sabotar esse novo mundo perfeito, e começa a assassinar os androides. Cabe a dois policiais impedi-lo – um homem de verdade (Willis), que evidentemente cuida do caso à distância, e a sua cópia-androide, que fica com todo o trabalho pesado.

Ving Rhames interpreta um guru carismático que prega o fim do uso dos androides. Radha Mitchell (Silent Hill), uma parceira do personagem de Willis. Rosamund Pike (007 – Um Novo Dia para Morrer) faz a mulher dele. Ned Vaughn também está no elenco.

Os roteiristas Michael Ferris e John Brancanato e o diretor Jonathan Mostow, mesmo time de Exterminador do Futuro 3, são os responsáveis por The Surrogates. A estreia acontece no Brasil em 16 de outubro.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


FALLEN ANGEL E ILLYRIA: CROSSOVER JÁ TEM DATA

quinta-feira | 30 | abril | 2009

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No final do ano passado, o escritor Peter David revelou seu novo trabalho – Fallen Angel: Reborn, um encontro entre as personagens Fallen Angel (criação sua) e Illyria, do seriado Angel. A história, que será publicada em uma minissérie de quatro edições, já tem data para começar, em julho nos EUA. A arte é de J.K. Woodard.

Na última vez que os leitores viram Lee (a Fallen Angel), ela chegou o mais perto que jamais esteve de um final feliz. Mas como todos sabem, finais felizes não são fáceis de obter, ainda mais quando Illyria entra na equação.

Segundo o autor, o encontro entre as duas personagens se dará, cronologicamente, durante a quinta temporada do seriado Angel, um pouco depois de Illyria perder boa parte de seus poderes. A perda de suas capacidades será um elemento-chave na história da minissérie.

A protagonista de Fallen Angel é Lee (ou Liandra), literalmente um anjo caído. Após desobedecer às ordens de Deus e fazer justiça com suas próprias mãos, ela é sentenciada a uma vida terrena. Mas Lee encontra um novo propósito na vida ao tornar-se a protetora da cidade de Bete Noire, onde a corrupção e o sobrenatural emergem todas as noites. A série mensal fez uma pausa a partir da edição #33, em dezembro do ano passado.

Já Illyria é uma entidade ancestral e poderosa. Na quinta temporada do seriado Angel, ela se apossa do corpo de Fred Burckle (vivida por Amy Acker). A extensão de seus poderes é desconhecida. Ela é mais forte que vampiros e demônios comuns, e quase invulnerável. Embora mantenha a aparência de Fred, Illyria pouco compreende o que é ser humana.
>> HQ MANIACS – por Andréa Pereira


CHARLES SCHULZ: BIOGRAFIA DO CRIADOR DE CHARLIE BROWN E SNOOPY TERÁ EDIÇÃO BRASILEIRA

quinta-feira | 30 | abril | 2009

A celebrada – e polêmica – biografia Schulz and Peanuts, do jornalista norte-americano David Michaelis, vai ganhar uma edição brasileira. A responsável pela publicação é a paulistana Seoman.

Lançada originalmente em 2007, Schulz and Peanuts traça um paralelo entre a vida do quadrinhista e as tiras de Charlie Brown e Snoopy.

A previsão é que o livro, que está em processo de tradução, chegue às livrarias no segundo semestre do ano.
>> UNIVERSO HQ – por Eduardo Nasi


‘ANTICRISTO’: ASSISTA AO SEGUNDO TRAILER DO TERROR DO DIRETOR LARS VON TRIER

quarta-feira | 29 | abril | 2009

Vídeo começa mais intimista, mas do meio pro fim é só pavor 

Depois do primeiro trailer, o terror Antichrist, novo trabalho do cineasta dinamarquês Lars von Trier, ganha agora mais um. O segundo vídeo parte mais intimista, mas logo o pavor recomeça. Confira abaixo.

Charlotte Gainsbourg (A Noiva Perfeita, 21 Gramas) e Willem Dafoe (Homem-Aranha 2, Manderlay) vivem um casal que se muda para uma cabana isolada depois da morte de seu filho. Lá eles deparam com forças sinistras em ação. A produção europeia é falada em inglês. O roteiro é de Von Trier e Anders Thomas Jensen.

A premiére mundial acontece em maio no Festival de Cannes. O filme sai no Brasil, com o título Anticristo, em agosto.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


‘TRÊS DEDOS: UM ESCÂNDALO ANIMADO’

quarta-feira | 29 | abril | 2009

 

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Vencedor do prêmio Ignatz de melhor graphic novel de 2002, a HQ “Três Dedos: Um Escândalo Animado”, de Rich Koslowski, vai sair no Brasil no mês que vem pela Gal Editora, a mesma de “Filósofos em ação”.

Veja, abaixo, o trailer de divulgação do livro, lançado nos EUA, há sete anos, pela Top Shelf. Qualquer semelhança com um certo rato preto de orelhas redondas não será mera coincidência nesta HQ com pinta de documentário e definida assim pelo roteirista Warren Ellis: “‘Três Dedos’ é o que teríamos se ‘Uma cilada para Roger Rabbit’ fosse dirigido por Oliver Stone”.
>> GIBIZADA – por Telio Navega


PRESENÇA DE ROBIN HUMANIZA BATMAN EM HISTÓRIAS DE 1940

quarta-feira | 29 | abril | 2009

Primeiras parcerias da dupla de heróis são relançadas em álbum,
que começa a ser vendido neste fim de mêsCrédito: divulgação

Havia um quê do perfil sombrio do Batman de hoje nas primeiras histórias do homem-morcego, de 1939. Mas, no ano seguinte, ele já começava a perder esse ar misterioso. O motivo foi a criação de Robin, seu parceiro-mirim. A transição do ethos do personagem fica mais evidente quando se leem as aventuras em sequência.

Isso pode ser comprovado no segundo volume de “Batman Crônicas”, álbum de luxo que começa a ser comercializado neste fim de mês (Panini, 228 págs., R$ 54). Em lojas especializadas em quadrinhos de São Paulo, a obra já está à venda.

A mudança do modo de agir de Batman já podia ser percebida no volume anterior, lançado em outubro de 2007. O álbum terminava com a estreia de Robin, o menino-prodígio. Até então, prevalecia o silêncio e a frieza com que o herói enfrentava o crime.

Numa das aventuras, ele dizia que o vilão, após ter caído num tanque de ácido, tivera um fim perfeito para a laia dele. A presença de Robin, nas tramas seguintes, começou a exercer um efeito humanizante no personagem-título, criado por Bob Kane.

Há dois bons sinais dessa transição de composição do herói. Um é observar o texto de abertura das histórias que iniciam este segundo álbum, com material de 1940. Na primeira aventura, de maio daquele ano, Batman é apresentado ao leitor como uma “intrépida figura sombria”. Nas duas tramas seguintes, o adjetivo muda para “poderoso”.

Seguiu-se um destemido no início de outra história. Até que fosse apresentada somente como Batman, acompanhado de seu parceiro Robin. Sem adjetivos. O lado sombrio se tornava paulatinamente iluminado. E, com a luz, vinha o bom humor, expresso no rosto sorridente dele.

Nas histórias de estreia de Batman, imperava o silêncio. Nas lutas, ele pouco conversava. Já nas aventuras compiladas neste segundo número de “Batman Crônicas”, ele dialoga com os vilões, enaltecendo seus feitos. “Este é o fim da linha para vocês! Feliz Aterrissagem!”, diz o herói após chutar dois capangas para fora de um trem. E se diverte sozinho também. Em outro trecho, de outra aventura, grita um “Iupii! Não faço isso desde que era criança!” ao escorregar por corrimão.

Há um inegável valor histórico nessas histórias. São os primórdios de um dos personagens dos quadrinhos mais populares no mundo. Há muita ingenuidade nas aventuras, extraídas das revistas ”Detective Comics”, “Batman” e “New York World´s Fair Comics”, lançadas entre maio e novembro de 1940. 

Pode-se observar que é o início da trajetória da composição do personagem, que culminaria, décadas depois, na forma como foi levado para a TV em seriado próprio. A versão interpretada por Adam West foi combatida nos quadrinhos nos anos seguintes. Buscou-se, de novo, o lado sombrio de 1939. É o perfil que tem predominado desde então.
>> BLOG DOS QUADRINHOS – por Paulo Ramos


‘BATTLE FOR TERRA’: DOIS VÍDEOS DA ANIMAÇÃO

quarta-feira | 29 | abril | 2009

Battle for Terra, nova animação da Lionsgate, ganhou um novo clipe e um spot para TV bem movimentado, que mostra um ataque dos invasores espaciais.

Assista clicando aqui e aqui, cortesia do site Movie Web.

Dirigido por Aristomenis Tsirba, o filme conta com as vozes de Brian Cox, Justin Long, Danny Glover, Chis Evans, Luke Wilson, Dennis Quaid, Evan Rachel Woods e Rosanna Arquette, entre outros. Battle for Terra tem previsão de estreia nos EUA para 1º de maio.

O filme narra as aventuras de Senn (Long) e Mala (Woods), dois aliens adolescentes rebeldes que vivem em um belo planeta chamado Terra (mas não é a “nossa” Terra), um lugar que promove paz e tolerância e que rejeitou faz tempo todos os tipos de guerras e armas de destruição em massa. Uma invasão de seres humanos dá início a uma guerra civil e a uma catástrofe ambiental que levam o planeta ao caos total. Mala faz amizade com um piloto humano ferido (Wilson) e os dois aprendem que as duas raças não são tão diferentes assim. Juntos, eles devem confrontar a ideia de que, num mundo de recursos escassos, apenas uma raça pode sobreviver.
>> HQ MANIACS – por Alexandre D´Assumpção


BATTLESTAR GALACTICA: A SÉRIE COMPLETA EM DVD

quarta-feira | 29 | abril | 2009

Battlestar Galactica: The Complete Series DVD Blu-ray #1

O Universal Studios Home Entertainment lança dia 28 de julho nos EUA um box em DVD e Blu-ray capaz de enlouquecer qualquer fã. Battlestar Galactica: The Complete Series contém todos os episódios do seriado de mesmo nome, além de bônus variados.

A caixa contém 25 DVDs ou 20 Blu-rays com a série do Sci-Fi Channel, com idiomas em inglês e espanhol.

Na mesma data, a distribuidora lança Battlestar Galactica: Season 4.5, com a quarta temporada do programa. São treze horas de extras, com três episódios expandidos, cenas deletadas, documentários e um final que nunca foi ao ar na televisão.

Lançada originalmente em 1978, a série Battlestar Galactica (cuja versão original foi rebatizada no Brasil como Galactica: Astronave de Combate) conta a história dos últimos sobreviventes das doze colônias, liderados pela nave militar Galactica. As colônias foram dizimadas pelos Cylons, uma raça de andróides criados pelos humanos das colônias, mas que se tornaram sapientes, revoltando-se contra seus criadores. Todos buscam a lendária décima terceira colônia, a Terra.

Em 2003, um remake da série teve início, chegando ao seu final em 2009. Tanto a série original quando a atual têm HQs publicadas pela Dynamite Entertainment. A nova versão em breve terá um prelúdio chamado Caprica.
>> HQ MANIACS – por Andréa Pereira


‘CREPUSCULO’: DVD EM PRÉ-VENDA NO BRASIL

terça-feira | 28 | abril | 2009

Pré-Venda: Crepúsculo- Duplo

Já está em pré-venda o DVD duplo de Crepúsculo (Twilight), o primeiro de uma série de filmes baseados nos romances góticos produzidos pela escritora Stephenie Meyer.

O filme, lançado no Brasil pela Paris Filmes, vem com opção de áudio e legendas em português e inglês, formato de tela widescreen e anamórfico, com 122 minutos de duração. Já os extras trazem o trailer para cinema, clipes musicais, comentários em áudio, making of, bastidores e cenas estendidas. O preço sugerido é de R$ 49,90 com entrega a partir do dia 2 de julho.

Crepúsculo se baseia no primeiro romance de uma série escrita por Stephenie Meyer, que narra as aventuras da adolescente Bella (Kristen Stewart), que se muda para uma cidade pequena para morar com seu pai. No novo colégio, sua atenção é atraída por um pálido e misterioso colega de classe (Robert Pattinson), que vem de uma família de vampiros. O romance tem duas continuações já publicadas, Lua Nova e Eclipse, além de mais dois livros a caminho.
>> HQ MANIACS – por Carlos Costa


‘PREDATORS’: ROBERT RODRIGUEZ EXPLICA SUAS IDÉIAS

terça-feira | 28 | abril | 2009

Cineasta quer repetir caminho que James Cameron
fez com Aliens depois de Ridley Scott

Semana passada Robert Rodriguez confirmou que vai produzir e dirigir para a 20th Century Fox um remake do Predador de 1987. Ele fala agora ao site AICN sobre suas ideias para Predators.

“Predador é uma obra-prima do gênero de ação e ficção científica. Já foi fonte de ideias de tantos outros filmes e videogames, acho que podemos até fazer Predators relativamente rápido. Eu gostaria de expandir ideias com as quais eu sonhava quando li o roteiro original”, disse.

Que ideias seriam essas? “Expandir tanto o universo dos predadores quanto de outras espécies. Conceber mais criaturas do espaço, sem desviar do conceito do predador. Uma das razões de chamar o filme Predadores é para marcá-lo como um projeto que deve ser levado a sério como uma continuação do clássico, assim como o Aliens de [James] Cameron foi uma obra arrebatadora do seu jeito, depois do Alien de Ridley Scott.”

Não se trata, portanto, de uma refilmagem, mas aparentemente de um projeto para tentar apagar da mente dos fãs o desastre que foram os encontros recentes dos Predadores com os Aliens no cinema. Um projeto ambicioso, aliás, já que Rodriguez está basicamente se comparando a James Cameron…

Ainda não há informações sobre roteiristas ou cronograma de produção.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


‘LIGA EXTRAORDINÁRIA’: ALAN MOORE EXPLICA TERCEIRO VOLUME

terça-feira | 28 | abril | 2009

O autor britânico Alan Moore concedeu entrevista ao website Newsarama neste fim de semana para falar do terceiro volume de A Liga Extraordinária, chamado Century: 1910, inspirado na clássica obra A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht.

“Estou usando personagens ficcionais e a geografia de 1910. A partir deste ponto da história, haverá muito de teatro surgindo também, assim como o cinema. Naquela época, pelo menos, já havia filmes mudos”, começou a explicar Moore.

O autor também explicou que Century é uma HQ em três partes, sendo que as duas subsequentes serão ambientadas em 1969 e 2009. Mesmo assim, as músicas da obra de Brecht serão utilizadas por Moore para compor as histórias, ainda que adaptadas.

Century: 1910 foi lançada recentemente pela Top Shelf. Os outros dois volumes da saga ainda não têm data para sair.

A Liga Extraordinária é escrita pelo genial roteirista Alan Moore e desenhada por Kevin O´Neill, primeiramente publicada pela editora DC Comics sob a marca America´s Best Comics, do selo Wildstorm. As aventuras do grupo atualmente são publicadas pela Top Shelf e Knockabout Comics. O conceito é baseado nas superequipes de heróis, mas situado em uma Inglaterra Vitoriana na qual todos os personagens da literatura fantástica coexistem (absolutamente todos os personagens da série fazem parte de romances que se passavam na época, ou são ancestrais de personagens da literatura moderna).

A equipe protagonista inicial (reunida pela Coroa Britânica para conter ameaças extremas) é formada por Mina Murray (Drácula, de Bram Stoker), Capitão Nemo (20 Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne), Allan Quatermain (As Minas do Rei Salomão, de H. Rider Haggard), Dr. Jekyll e Mr. Hyde (O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson) e Hawley Griffin (O Homem Invisível, de H.G. Wells). Uma versão cinematográfica esquecível foi lançada em 2003. No Brasil, a Liga teve seu primeiro volume publicado pela Pandora Books, mais tarde reeditado pela Devir, que também publicou o segundo volume.
>> HQ MANIACS – por Artur Tavares


A INFLUÊNCIA DOS HERÓIS NA VIDA DAS CRIANÇAS

terça-feira | 28 | abril | 2009

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Estudo revela que os eles estimulam as crianças a defender ideais,
proteger os mais fracos e combater o inaceitável.
Entenda como esses personagens podem influenciar
a formação da personalidade do seu filho

Super-Homem, Homem-Aranha, Batman. Branca de Neve, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho. Os super-heróis dos desenhos e histórias em quadrinhos e os heróis e heroínas dos contos de fadas são muito presentes na vida das crianças, assim como foram na sua infância. Mas, afinal, qual é o poder desses heróis na vida dos pequenos? Um estudo realizado pela fábrica de brinquedos Mattel do Brasil, em parceria com o Instituto GFK Indicator, revela que eles não só influenciam o dia a dia das crianças como são essenciais para a formação da personalidade do seu filho.

Segundo Lidia Aratangy, psicóloga e consultora da pesquisa, é nessa relação da criança com os super-heróis que são plantadas as sementes de valores, como ética, coragem, humildade. “Nos contos de fadas, os heróis são os mais humildes e bondosos da família ou da aldeia. São os que aceitam enfrentar a perigosa tarefa que irá salvar o reino, o rei, o pai”, diz.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores observaram um grupo de meninos de 6 a 10 anos, estimulado a construir uma história de encontro com seu super-homem, com etapas que vão até o momento em que o garoto se transforma em herói. No enredo inventado, não aparece somente o poderoso, mas aquele que tem seus momentos de fraqueza e medos. “Essas fragilidades abrem a brecha para o processo de identificação [da criança com o personagem]. Na maioria das histórias, é o garoto que tira o herói da dificuldade, para então se tornar seu aprendiz”, afirma a especialista.

E os vilões, que seriam o lado do mal da história, valorizam ainda mais a razão de ser do herói. Eles são importantes para que a criança saiba que o mal também existe. “Porém, ao final de uma história, quando os heróis são agraciados ou recompensados, é uma demonstração de que o bem pode triunfar”, diz. E a pesquisa foi além: as crianças que participaram do estudo demonstraram compreender que as características dos vilões são inerentes a qualquer pessoa. Segundo Lidia, as crianças reconhecem seu lado invejoso, ciumento, vaidoso e a capacidade destrutiva de cada um. Ou seja, por meio das histórias, são capazes de entender que somos todos contraditórios.

Se você tem receio de como as lutas entre o bem e o mal que habitam as histórias podem incentivar a violência, saiba que elas são benéficas ao ensinar que até mesmo num conflito é possível ser ético. “O incentivo à violência vem de uma cultura violenta, e de pais que perdem o controle e podem ficar violentos”, afirma Lidia.

O papel dos pais no imaginário infantil
Não se assuste se um dia o seu filho resolver que só vai atender a um chamado seu se você se referir a ele como Batman. “Essa fuga [da realidade], esse exercício da fantasia, é inevitável, faz parte do desenvolvimento humano – e pode ser benéfica. É uma forma de ele se aproximar do ídolo, no processo de identificação”, afirma Lidia.

A presença dos pais, no entanto, é fundamental no mundo imaginário da criança. “Qualquer personagem, real ou imaginário, pode ser positivo ou negativo, dependendo da leitura que se faz. Por isso, é importante a presença dos pais (ou avós) junto da criança, ajudando-a a fazer uma interpretação correta do que vê”, afirma a especialista.

No estudo também foi analisada a visão dos pais sobre o imaginário da criança, e o resultado revelou como as brincadeiras com bonecos representando heróis no contexto da família aproximam filhos e pais, além de ser instrumentos de educação.

E você, também gosta de super-heróis? Há uma explicação para que as salas de cinema de filmes com esses personagens estejam sempre lotadas de adultos. “Continuamos a precisar de heróis pela vida afora. Precisamos que nos reassegurem que existe a possibilidade de vencer o mal. E que ele pode ser combatido eticamente”, diz Lidia.
>> REVISTA CRESCER – por Ana Paula Pontes


ANIMAL’Z: O TRÁGICO MUNDO FUTURO DE BILAL

terça-feira | 28 | abril | 2009

Relato em quadrinhos perturbador e inspirador
mescla a ficção-científica e a política global

Coup de Sang” (que se traduziria como ataque de apoplexia, derrame) é o nome do desarranjo climático brutal e geral que se abateu sobre a Terra. O planeta está totalmente desorientado, devastado, despedaçado por catástrofes naturais anormais.

Em algumas semanas, o mundo perdeu toda aparência de coerência. A natureza expeliu sua cólera.

Mais do que nunca, a sobrevivência é um assunto individual. A busca por água doce potável se transformou na principal preocupação, e é cada um por si. Apenas alguns Eldorados, reunindo todas as condições para a sobrevivência, ainda subsistem (locais geográficos improváveis, poupados pelos acontecimentos). Ali, os homens estariam tentando se reorganizar.

Comunicações confusas, transportes terrestres perigosos, transportes aéreos raros, somente o mar oferece a poucos o meio para se chegar a esses lugares.”

É com este prólogo que começa mais uma incursão de Enki Bilal a um possível sombrio destino que nos aguarda, em um futuro não muito distante.

Animal’z, lançado em março na França, um relato em quadrinhos perturbador e inspirado deste grande autor nascido em Belgrado e radicado na França, mais uma vez mescla a ficção-científica e a política global (aqui em um sentido mais amplo), que já vimos nos trabalhos anteriores do desenhista: a Trilogia Nikopol e a Tetralogia do Monstro.

Em Animal’z desfilam uma infinidade de personagens improváveis: híbridos humanos-animais que podem se transformar em golfinhos, robôs voadores em forma de lagostas e cavalos-marinhos, mutantes que trazem barbatanas de tubarões nos pés ou uma visão extremamente aguçada, famílias canibais, animais metade cavalo – metade zebra, tartarugas voadoras e ursos polares sociáveis.

Em um mundo glacial com uma tonalidade cinzenta eterna, onde as temperaturas mudam constantemente e as cadeias de montanhas aparentemente se movem de um hemisfério para outro, os estranhos protagonistas se locomovem em barcos ou a cavalo, como zumbis ou sonâmbulos à procura de alguma coisa indefinível e diferente para cada pessoa. Será a segurança do Eldorado ou o último duelo com seu clone? Será continuar a se comportar como humano ou aceitar sua contraparte animal, que vem à tona com o hibridismo?

Com um texto sério e carregado de citações de autores como Shakespeare, Flaubert, Nietzsche, mas que também traz humor e ironia, Bilal nos leva para dentro deste pesadelo/sonho futuro como um grande mestre construtor de mundos que é. Uma obra de destaque e importância nesse começo de ano que promete muitas coisas boas nos quadrinhos mundiais.

South Park Lula

Uma pequena nota: o presidente Lula fez sua estréia na semana passada como personagem da série de animação South Park. No episódio Pinewood Derby, que foi ao ar dia 15 de abril nos Estados Unidos, Lula aparece, junto com outros chefes de estado do mundo, em conferência telefônica para decidir que atitude tomar quando a população da pequena cidade faz contato com extraterrestres.

Junto com outros episódios das 13 temporadas da série, este também pode ser visto no site www.southparkstudios.com. Mas, como de costume, ele pode ser assistido durante apenas uma semana após sua estréia, voltando a ficar disponível depois de um mês.


‘JORNADA NAS ESTRELAS’ (‘STAR TREK’): SOMOS TODOS TREKKERS AGORA

segunda-feira | 27 | abril | 2009

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A edição de 25 de abril da Newsweek tem uma reportagem dedicada ao novo filme da franquia, Star Trek, e que também faz uma retomada da história de Jornada nas Estrelas. Acompanhe a seguir alguns dos trechos da matéria de autoria de Steve Daly para a revista, além de mais alguns artigos e crítica.

O autor inicia seu artigo já citando sobre suas lembranças de ir em convenções já desde 1974, quando tinha 11 anos de idade, e também comenta a respeito da história da franquia, colocando especial foco na interação do fandom ao longo dos anos, tanto pré como pós-Internet.

Em um final de semana de fevereiro de 1974, quando tinha 11 anos, eu peguei a mais feliz onda que eu jamais participei. Era chamada de Convenção Internacional de Jornada nas Estrelas. (….) Era uma charmosa, amadorística e colegial celebração — uma das mais antigas naquilo que viria a se tornar uma torrente de convenções de Jornada através dos anos seguintes. (….) Eu não podia perceber isto na época, mas nós fomos os pioneiros na meritocracia tecno-nerd que pessoas como Bill Gates viriam a representar. Nós testemunhamos a gestação de uma nova cultura de fãs, e nos colocamos em um paradigman que viria a redefinir geek como algo chic.

Disto, o autor segue para descrever de forma básica as intenções do novo filme produzido por JJ Abrams, e quais podem ser algumas das temáticas e alegorias que o filme e sua nova tomada do mito de Jornada nas Estrelas se relaciona com os novos tempos em que é produzido. Disto, ele conclui sua matéria com o parágrafo seguinte.

O público adolescente pode não dar a mínima para os tons cerebrais [do filme]. Trekkies da velha guarda, alguns dos quais dizem online que estão ofendidos pela recente publicidade “Esta não é a Jornada nas Estrelas de seu pai” — feita claramente para atrair o público mais novo e aqueles que não dão a mínima sobre como um tricorder funciona — talvez não se importem tanto quanto anteriormente para manter o fiel ritual de perigrinação aos cinemas. Eu posso garantir pela minha própria satisfação pessoal de ver um velho favorito renascer, e ao descobrir que isto remete tão diretamente aos nossos tempos. Um filme feito para celebrar a diversidade, compreensão e esperança é com toda a certeza algo audacioso. É o suficiente para fazer qualquer um sentir que aqui na Terra e lá na fronteira final, nós finalmente decolamos.

E nestes últimos dias, além da Newsweek, tanto o Boston Globe quanto o The Times da Inglaterra estão com reportagens dedicadas sobre o novo filme da franquia, e a expectativa que está gerando tanto no público em geral quanto no fandom de Jornada nas Estrelas — e certamente muitas outras ainda irão ser publicadas durante as próximas duas semanas.

E para complementar os artigos, mais uma crítica em campo, de uma rádio na Inglaterra, por Max Gindi.

O QUÊ? JORNADA NAS ESTRELAS É LEGAL AGORA?
Por toda a minha vida, eu sempre olhei com desdenho para Trekkies, com os seus uniformes bobos muito justos, orelhas de elfos e estranhos gestos com as mãos. Eu sempre fui um fã de Star Wars, e orgulhoso disto. Eu pensava, com uma trilogia tão boa (estou falando dos antigos, é claro) quem precisa de mais aventuras espaciais e estranhas garotas aliens verdes? Eu retiro tudo o que já disse. O novo, visualmente espetacular Star Trek do diretor J.J. Abrams muda tudo.
(….)
A história é cativante e inovadora, os efeitos visuais são incríveis, e as performances são todas boas. A escolha do elenco para cada um dos papéis funciona perfeitamente — os personagens são reconhecíveis e irresistíveis. Meu favorito foi o Scotty de Simon Pegg, que não aparece no filme antes dos primeiros 70 minutos, mas que rouba todas as cenas em que está dali em diante.

Eu odeio ter que admitir, mas eu adorei Star Trek. J.J. Abrams, você me fez um Trekkie e eu vou assitir qualquer sequencia que você dirija. Você não pode me ver agora, mas eu estou fazendo o V com a mão agora.
Nota: A

>> TREKBRASILIS – por Leandro Martins


‘STAR TREK’: SAUDAÇÃO VULCANA DE “JORNADA NAS ESTRELAS”

segunda-feira | 27 | abril | 2009

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O que significa:
Uma vida longa e próspera. A saudação vulcana do seriado “Jornada nas Estrelas” (“Star Trek“) apareceu pela primeira vez no episódio “Amok Time” (1967). De lá para cá, o gesto virou símbolo da cultura Trekker e de afirmação nerd. Se você nunca viu “Star Trek”, mas tem certeza de já ter visto isto antes, não se assuste. “Toy Story”, “The Simpsons”, “Futurama”, “De Volta para o Futuro”, “A Era do Gelo” e os seriados “Heroes” e “The Big Bang Theory” foram alguns de muitos e muitos que homenagearam a saudação.

Como nasceu:
A saudação é, na verdade, o símbolo da primeira letra do alfabeto hebraico (Shin). O ator Leonard Nimoy, que interpretava Spock, vinha de uma família judaica ortodoxa e tinha visto um rabino fazer o gesto durante uma bênção. Quando os roteiristas lhe apresentaram o episódio em que a Enterprise fazia uma visita ao planeta Vulcan, terra natal de seu personagem, ele sugeriu que fosse incluído algum traço cultural do local. Optou-se pela saudação, que seria o equivalente ao aperto de mão dos humanos. Abaixo, o ator conta como teve a ideia na convenção “Frota Estelar Brasil”, em 2003.
>> UOL JOGOS – Forum


AS NARRATIVAS MARAVILHOSAS DO CINEMA E DA LITERATURA

domingo | 26 | abril | 2009

Poéticas do maravilhoso no cinema e na literaturaDesde a literatura mitológica até a contemporaneidade os aspectos extraordinários, mágicos, maravilhosos fazem parte da cultura humana. As primeiras manifestações desse universo do maravilhoso ocorreram em sociedades ágrafas, nas quais a literatura, através de contos, circulava oralmente entre os povos, divertindo-os, assustando-os, causando fascínio. Esses contos passaram de geração a geração, se imortalizaram e foram registrados pela escrita e, posteriormente, pelo cinema. Para estudar o conceito do maravilhoso como gênero narrativo na literatura e no cinema, a professora Carolina Marinho produziu “Poéticas do maravilhoso no cinema e na literatura”, livro que chega ao mercado através de parceria pelas editoras PUC Minas e Autêntica.

Carolina mostra como a estrutura narrativa do cinema de ficção científica está próxima da estrutura mitológica e dos contos populares de tradição oral, de cunho maravilhoso. Partindo dessa comparação, a autora aplica suas reflexões nos clássicos Matrix, no cinema, e na literatura, com o conto “A Bela e a Fera”, partindo de sua matriz “Eros e Psique”. Esse estudo comparativo de Carolina Marinho passa pela Semiótica, pela Antropologia, pela Psicologia Junguiana e também pela Filosofia.

Segundo a autora, apesar da distância entre o cinema e a literatura, o conceito do maravilhoso está presente de forma muito similar nas duas áreas: “Embora literatura e cinema estejam inscritos em sistemas de signos muito diferentes, caracterizados por linguagens distintas, procuramos demonstrar que, apesar das singularidades que especificam cada um dos substratos nos quais as histórias são fixadas, podemos notar uma grande proximidade que as une pelo viés do maravilhoso”.

O livro, inspirado no pensamento do linguista e filósofo búlgaro Tzvetan Todorov, que considera o maravilhoso, o estranho e o fantástico como gêneros literários, investiga o maravilhoso não apenas no cinema e na literatura, mas também nos relatos de viagem, nas artes plásticas e em outros importantes registros. Essa incursão ao conceito do maravilhoso em outras áreas contribui para entender de que forma ocorreu essa migração da literatura ágrafa ao cinema.

Carolina Marinho é formada em Letras pela UFMG e em Desenho e Plástica pela UEMG. Cursou o mestrado em Comunicação e Semiótica na PUC-SP e o doutorado em Literatura Comparada na Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo. Foi apreciadora literária do Círculo do Livro e crítica literária do Caderno 2 do jornal Estado de S. Paulo e da revista IstoÉ. Atualmente é professora de Semiótica no curso de Comunicação da PUC Minas. 
>> DIARIO DE CUIABA


FICÇAO DE GÊNERO COMO DEGRAU: A CRÍTICA DE J. PAES

domingo | 26 | abril | 2009

O crítico, poeta e tradutor José Paulo Paes (1926-1998) é conhecido por ser um dos poucos intelectuais brasileiros de peso no jornalismo cultural a voltar seus olhos para a ficção científica. Mas vamos ver que tipo de argumento ele tem levantado sobre o gênero…

O que é ficção de gênero? Ficção científica, fantasia, horror, suspense, mistério, faroeste, histórias da amor, histórias de guerra, etc. Aquelas formas de ficção que em geral são consideradas como “literatura de entretenimento” ou literatura comercial.

Nos ensaios “As Dimensões da Aventura” e “Por Uma Literatura Brasileira de Entretenimento” (In A Aventura Literária, José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, págs. 11-38.), José Paulo Paes parece ter um ponto de vista bastante razoável em muitas das suas afirmativas e propostas com respeito à literatura de entretenimento ou ao romance de aventuras, mas não evita expressar seus preconceitos.

Em “As Dimensões da Aventura” ele faz um histórico dos antecedentes do romance de aventuras: o poema épico (Homero), o conto maravilhoso (contos-de-fadas, etc), as narrativas de viagens, a novela de cavalaria, etc. Para ele, o herói do romance de aventuras nunca é especialmente profundo, e Paes então nos lembra das “personagens planas X personagens redondas” (na teoria de E. M Forster), mas expressa seus preconceito limitador quando recorre a um velho clichê crítico, ao escrever que (citando Tzvetan Todorov), quando se tenta “embelezar” o romance policial, ele deixa de ser romance policial e passa a ser “literatura”.

No campo da FC é comum se ouvir que, se é bom, não pode ser FC. O preconceito institucionalizado aparece ainda quando Paes afirma que “a crítica bem-pensante (sic) costuma relegar ao plano da subliteratura … a ficção aventureira, tão popular no século 19 e nos primeiros decênios do nosso século, mas hoje definitivamente suplantada pelos seus sucessores naturais – as histórias de espionagem e de ficção científica.”

Mas 1984 de Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Huxley, obras “respeitáveis”, raramente são chamadas de ficção científica (embora o sejam), e nunca pela “crítica bem-pensante”. Nisso se revela a questão do estatuto literário, conforme definido por Bernard Mouralis, no livro As Contra-Literaturas – a posição, o status que uma determinada literatura possui.

Para Paes, é esse aspecto o valor dominante, e não as características estruturais e inerentes da FC ou outros gêneros. Por mais que eu me esforce, fica difícil entender como é que um romance de FC, possa se “sublimar” e assumir um lugar dentro de um discurso canônico que em geral desconsidera o valor de qualquer obra de gênero, sem deixar de valorizar o gênero ao qual pertence.

Parece um pouco com um filme de Charles Chaplin: o sujeito é um vagabundo que todos desprezam, para o qual as mulheres não dão a melhor bola, e que a polícia persegue o tempo todo. Aí o sujeito vai para o Alasca e faz uma fortuna em ouro. Quando volta, é convidado para se associar a todos os country-clubs de milionários – só que agora ele não pode nunca restabelecer os contatos com os amigos do tempo de vagabundagem. Agora, ele pertence à elite.

É espantoso até onde vai o intelectual para salvar as aparências dos seus valores, diante do que percebe ser a “ameaça” representada por gêneros como a FC. Vale, inclusive, recordar a famosa polêmica entre o escritor André Carneiro e Otto Maria Carpeaux, renomado crítico literário e intelectual alemão radicado no Brasil, e já falecido. Carpeaux afirma: “Tenho lido, gemendo, várias dúzias desses livros (de ficção científica).”

Bem, na minha conta, “várias dúzias” são pelo menos três dúzias, porque uma ou duas dúzias a gente fala normalmente. Três dúzias são 36 livros. Lendo um por semana, que é uma boa média, mas levando em conta ainda que ele não leria todos os 36 um atrás do outro, me parece que Carpeaux levaria em torno um ano ou um ano e meio lendo – “gemendo” – toda essa biblioteca de FC, até chegar à conclusão de que nenhum deles prestou. Agora, depois da primeira dúzia de porcarias, quem é que teria saco de ler as outras 24? É muito excesso de zelo. Talvez Carpeaux tenha simplesmente usado uma figura de linguagem, e ele mesmo leu dois ou três romances e concluiu que o gênero todo e os seus milhares de livros eram pura porcaria.

Mas o próprio André Carneiro reconhece outras contradições em Carpeaux, como os momentos em que ele elogia enfaticamente romances de FC escritos por Olaf Stapledon ou Walter M. Miller Jr., mas que por uma razão ou outra não foram comercializados como FC. É justo concluir que o problema de Carpeaux era com o rótulo FC, e não com as obras. Outra possibilidade, mais irônica, é a de que Carpeaux leu aquelas “várias dúzias” de livros de FC porque gostava, mas só se sentia livre para elogiar livros do gênero não comercializados como tais. Afinal, ele tinha uma imagem de crítico e intelectual a proteger.

Paes lembra a introdução de autores de aventura no Brasil por meio das coleções Terramarear e Paratodos, da Companhia Editora Nacional, e já dá conta da divisão (que não existia tão expressamente no século 19) entre “literatura” e “literatura popular”.

Paes associa a FC a um impulso saudosista que recupera o exotismo que não mais existe em nosso mundo “encolhido”, projetando esse exotismo para o espaço. Em primeiro lugar isso aliena toda aquela parte substancial, senão dominante da FC, que não é ambientada no espaço. Além disso, a associação aí com a literatura exótica (de viagens e explorações e tratando do mundo colonial) é superficial e redutora.

Mouralis coloca a literatura exótica como uma primeira tentativa do “eu” europeu em comunicar-se, em tentar compreender o “outro” que aparece, a partir do século 16, como o não-europeu dos mundos em recém descobertos e em processo de colonização. A FC se associa à literatura exótica nessa chave de comunicação “eu-outro”, porque ela investiga um “outro” virtual, na forma da criatura alienígena, do mutante, do homem do futuro, etc. Mas essa exploração pode tanto conduzir a um exótico vinculado ao saudosismo, quanto a especulações instigantes sobre o relacionamento “eu/outro”.

Paes entende que a continuidade do exótico do romance de aventuras na FC é rompida quando a adesão ao mundo geográfico e físico compreendido não é mais determinante na FC, que passa a especular sobre a geografia e a física de um universo ainda não conhecido. Esse rompimento conduziria a um “tédio da fantasia” (segundo Koestler), o que é outra concepção problemática, mas que acabou se fixando como um clichê crítico limitador – a idéia de que na FC tudo seria possível, desse modo desobrigando o leitor de qualquer esforço intelectual e conduzindo a leitura do gênero a uma atividade tediosa. Toda a boa FC é capaz de desviar-se dos fatos conhecidos substituindo-o por uma “lógica alternativa” que deve operar dentro do universo ficcional. Mesmo a literatura de fantasia, baseada em mundos mágicos, também se obriga à construção de uma lógica alternativa. Por fim, é possível até mesmo recorrer às teorias pós-modernistas na questão, pois elas consideram que qualquer texto ficcional, mesmo os que pretendam ser realistas, são basicamente construções alternativas, arbitrárias, de uma realidade que não pode ser apreendida.

Em “Por uma Literatura Brasileira de Entretenimento”, Paes defende a produção local de uma literatura popular como modo de conquistar para a literatura brasileira um público leitor mais numeroso. Cita Umberto Eco e sua teoria de Apocalípticos x Integrados, mas afirma: “Talvez cause estranheza ter-se falado até agora só de um nível popular e de um nível médio na literatura de entretenimento, deixando de fora um eventual nível superior. Este já seria o da literatura erudita ou de proposta, onde há de igual modo um propósito de entretenimento, embora de natureza mais sutil e menos ‘fisiológica’, se assim se pode dizer…” “Fisiológica” aqui deve significar “concebido como um produto para a venda”.

Paes acredita que a literatura de entretenimento de nível médio pode ser um degrau de acesso ao patamar da literatura “séria”, da “alta literatura” e outras bobagens. A proposta em si é razoável e a tarefa de conquistar leitores e conduzi-los a uma literatura de apreciação mais sofisticada é também honrosa, mas o seu engano está em achar que esse patamar mais alto está fora do âmbito da própria literatura popular ou de gênero.

A idéia de que os escritores de ficção de gênero seriam subservientes ao extremo de acreditarem que sua maior função seria a de servir de degrau para os verdadeiros aristocratas da palavra é enfurecedora em sua presunção de que eles já teriam, nos aspectos comerciais do ofício, recompensa suficiente, e que não estariam interessados nas “glórias do panteão literário” e em qualquer reconhecimento intelectual e artístico. Sem dúvida, se os autores populares ou de gênero pretendem conquistar leitores, será para as formas em que militam, e não para a literatura elitista que costuma esnobá-los. Se há algum tipo de glória envolvida, a queremos para nós, e não para entregá-la aos literatos, que esperam sentados em seus tronos de marfim, que ela seja despejada a seus pés.
>> TERRA MAGAZINE – por Roberto Causo


‘O PROFESSOR DE BOTÂNICA’: TRISTEZA NÃO TEM FIM

domingo | 26 | abril | 2009

professordebotanica by verbeat blogs.

Um homem em busca de um passado que não viveu e de um futuro breve porém brilhante. Vocês já leram isso muitas vezes. Entre outros autores, os alemães Patrick Süskind e Thomas Bernhard escreveram narrativas densas e tristes a respeito (o tragicômico O Contrabaixo, de Süskind, e o fúnebre Extinção, de Bernhard, são bons exemplos disso).

No Brasil, acaba de ser lançado um romance que, sem imitar os alemães, segue no mesmo tom: é O Professor de Botânica, de Samir Machado de Machado (Não Editora).

O livro quase lembra Thomas Bernhard, com a diferença fundamental da juventude. Bernhard era irônico, cínico e cruel (até consigo mesmo). Samir não consegue (e isso é bom): ele é jovem, tem a maturidade “além de seus anos”, como alguém já disse, mas o frescor de sua escrita não dá margem aos sofrimentos (fake ou não) tão comuns à sua geração, que começou em blogs e se agarrou desesperadamente a uma tentativa (vã) de se tornarem grandes escritores falando apenas do que sabiam, como mandavam Hemingway e Faulkner (e Bukowski e Fante obedeciam). A diferença é que esses jovens escritores não tinham a maturidade e a experiência nem de Bukowski nem de Fante (e muito menos de Hemingway ou Faulkner).

Samir também não tem. Mas O Professor de Botânica não trata de jovens que bebem, se drogam, fazem sexo e vivem noites vazias que Walter Hugo Khoury já havia explorado muito melhor num (ótimo) filme de quarenta anos atrás. O Professor… é uma extrapolação para o futuro: Samir olha para a velhice e suas conseqüências.

O protagonista é Eduardo Rotgeller, um professor universitário na casa dos sessenta anos, viúvo e sem filhos, e que só tem suas flores e sua cadeira na universidade como referência de vida. Uma referência que pode estar prestes a acabar por causa de manobras políticas dentro da universidade, e da intrusão de uma nova figura no jogo acadêmico: o mais jovem e politicamente bem-relacionado Rogério Mourão (nenhuma relação com o famoso astrônomo carioca).

A única pessoa que o acompanha (mas não o entende) é seu bolsista Guilherme, abertamente inspirado no amigo e sócio de Samir, Guilherme Smee. Guilherme não narra o livro, mas é através de suas observações mentais que ficamos sabendo como o mundo vê Rotgeller – e não é com bons olhos.

No entanto, a vida segue para os dois e para o resto do mundo. E numa dessas viradas que o mundo acadêmico dá (e quem o habita sabe), Rotgeller é obrigado a dividir uma pesquisa com Mourão – pesquisa essa que ele vem fazendo há anos, e que tem certeza de que o acadêmico mais jovem plagiou, embora não possa prová-lo. Juntos, os dois (com seus respectivos bolsistas, Guilherme e uma garota cujo nome não sabemos) viajam até uma reserva florestal no interior do Rio Grande do Sul, onde coletarão plantas para a pesquisa. E lá, entre vegetação densa (a descrição do território da floresta onde Rotgeller e seus companheiros penetram é precisa e seca – e por isso mesmo mais perigosa) e uma chuva súbita e violenta, Rotgeller e Mourão confrontarão um ao outro.
O Professor de Botânica adentra pouco o território do estereótipo – é difícil trabalhar um personagem muito mais velho, com um histórico diferente. Mas não é este o objetivo da ficção? Sair de você e buscar um outro?

É o que Samir faz com seu protagonista. Ao contrário de Flaubert com sua Madame Bovary, Eduardo Rotgeller não é Samir Machado. Mas um ponto que não foi totalmente solucionado está nos diálogos, que em vários momentos soam artificiais, principalmente no começo. Mas, no decorrer da narrativa, no calor dos acontecimentos, Samir vai se soltando, dando às personagens suas devidas vozes, e eles tomam as rédeas.
Até chegar a um dos momentos mais memoráveis do livro, a frase que Rotgeller profere no confronto entre Rotgeller e sua nêmese, o professor Mourão:

“Eu tenho exata noção da minha mediocridade.”

Essa frase é o ponto de convergência de todos os conflitos que se assumem como tais a partir daí, mudando o ritmo do romance a uma velocidade vertiginosa, ou tão vertiginosa quanto a densidade daquele trecho de Mata Atlântica permite. Rotgeller tem a exata noção de sua mediocridade, e é isso o que o motiva a um último gesto dentro da reserva, um gesto que não o redime da tragédia que virá em seguida.

O Professor de Botânica é um romance de estréia que se lê de uma sentada – até porque não resta alternativa para o leitor, que se percebe tão emaranhado nas lianas e raízes da narrativa como as personagens que se perdem na reserva florestal. Samir é um escritor que prende a atenção, e só isso é motivo de sobra para se prestar atenção nele no futuro.
>> PÓS-ESTRANHO – por Fábio Fernandes


SAMIR MACHADO DE MACHADO E ANTÔNIO XERXENESKY: RETRATO DOS ARTISTAS QUANDO JOVENS

domingo | 26 | abril | 2009

Samir Machado de Machado e Antônio Xerxenesky
demonstram que existe qualidade na nova produção

Não me resta dúvida de que a literatura brasileira contemporânea viveu um péssimo momento nos últimos anos. No entanto, também me parece claro que aos poucos a situação tem melhorado e, resta-nos torcer, se o ritmo for mantido talvez em alguns anos tenhamos novamente um conjunto de autores menos preocupados com o marketing e a imagem pessoal, ocupando-se sobretudo com a literatura.

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Samir Machado de Machado, autor de O Professor de Botânica

Um bom argumento para demonstrar esse ressurgimento da qualidade (e com ela da nossa esperança) é a publicação recente de livros de autores ou inéditos ou afastados do mainstream. Em Porto Alegre, a Não Editora, recém-criada, tem colocado nas livrarias algumas surpresas bastante agradáveis. Duas delas, dos últimos meses, são os livros O Professor de Botânica, de Samir Machado de Machado, e Areia nos Dentes, de Antônio Xerxenesky. Os dois estão afastados completamente da publicidade e seus textos não deixam entrever a enorme concessão técnica e ideológica que começou a ser feita na nossa literatura. Ao contrário, Machado e Xerxenesky demonstram preocupações formais concretas, lutam a cada página para compor um estilo particular e representativo e ambos têm uma boa noção de linguagem.

O enredo dos dois livros, muito diferentes entre si, é matreiro, com uma sagacidade surpreendente e muita inteligência. Sutileza, por outro lado, não é uma característica que exclui as outras que citei, aparecendo no fim de tudo para compor um cenário muito atraente e novo. Os dois livros articulam diversos clichês de uma maneira surpreendente e, sem exagero, pode-se dizer que rearranjam a sátira de uma forma muito original: Machado, deslocando a narratividade do chamado “romance de campus” para uma discussão das ferramentas literárias, e Xerxenesky, tentando encontrar a validade contemporânea de um gênero muito trabalhado, o faroeste.

O Professor de Botânica descreve a atividade acadêmica de um biólogo meio misantropo e muito carente, com dificuldade de convivência, muita vaidade e certa incompreensão pela vida. Professor universitário, ele resolve empreender uma excursão a uma reserva ecológica. Ele, outro docente (portanto, um inimigo) e dois alunos partem atrás de espécies desconhecidas, quando uma chuva os surpreende e acaba causando uma previsível tragédia.

A novidade de Machado fica por conta da articulação dos elementos de previsibilidade: somos apresentados de imediato ao resultado final da aventura e mesmo assim ela nos surpreende. A engenharia que compõe o romance coloca a surpresa antes do fato e com isso joga os acontecimentos para o primeiro plano, deixando a narrativa toda embasada nessa inversão habilidosa.

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Antônio Xerxenesky, autor de Areia no Dentes

Areia nos Dentes é um livro que mistura uma dor nostálgica e amarga a um humor contido e, ao mesmo tempo, irrequieto. Algumas cenas, como o duelo que deve ser o mais fora de lugar do mundo, confundem ao causar riso enquanto é fácil compor na imaginação o rosto sofrido das personagens. Com uma linguagem a caminho da desestruturação, o leitor aguarda apenas a morte tão presente nos faroestes, quando uma brusca inversão propõe um novo destino. Da violência o enredo parte para uma espécie de nova busca e a solução final é bastante lírica. Emociona.

Xerxenesky recompõe o gênero através de um tipo de ressurreição transtornada e muito divertida, tanto da linguagem quanto das personagens que ela compõe. E, assim, o faroeste retorna como se fosse novo, tão velho como o gênero romanesco, tão viçoso como a boa literatura.

Vale torcer para que o bom momento continue. A pressão marqueteira das grandes editoras produz um tipo de autor muito concessivo e convencional. Até há bem pouco tempo, muitos dos nossos “novos escritores” eram assim. Isso parece estar mudando. O leitor exigente só tem a ganhar.
>> O ESTAD DE SÃO PAULO – por Ricardo Lísias


‘FUNDAÇÃO’: ISAAC ASIMOV EM BOX DA EDITORA ALEPH

domingo | 26 | abril | 2009

fundacao_asimovA trilogia Fundação, escrita por Isaac Asimov (1920-1992) no início dos anos 1950 e premiada como a melhor série de ficção científica e fantasia de todos os tempos, está de volta ao Brasil pela Editora Aleph, com nova tradução e edições reunidas em um box de luxo.

Desta vez, os livros Fundação (R$ 39,00, 240 páginas), Fundação e Império (R$ 39,00, 248 páginas) e Segunda Fundação (R$ 39,00, 240 páginas), traduzidos por Fábio Fernandes e Marcelo Barbão, retornam ao País com a versão inédita modificada por Asimov em 1980, quando o autor alterou as três histórias para integrá-las em uma mesma continuidade temporal.

Na trilogia ambientada em um futuro muito distante, a raça humana está prestes a se extinguir e, junto a ela, o conhecimento acumulado em milênios. Hari Seldon, um cientista que prevê a tragédia, arquiteta um incrível e ousado plano para impedir que isso aconteça.

Para marcar a volta de Fundação, a Editora Aleph oferece aos leitores a opção de adquirir a caixa especial com todos os volumes da série, ao custo de R$ 117,00.

O lançamento dos livros está previsto para o próximo dia 12 de maio.
>> UNIVERSO HQ – por Marcus Ramone

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‘ECLIPSE’: SANGUE E SEXO ADOLESCENTE NA CONTINUAÇÃO DE ‘CREPUSCULO’

sábado | 25 | abril | 2009

Poster Eclipse

Puritano ao extremo, Eclipse, novo volume da série Crepúsculo
se destaca pela boa narrativa

Isabella Swan (ou, simplesmente, Bella), para quem ainda não a conhece, é a heroína às avessas da série ‘Crepúsculo’, de autoria da norte-americana Stephenie Meyer que versa sobre um universo onde lobisomens e vampiros são mais do que reais. Podem ser seus melhores amigos, seus amantes, seus namorados ou eventualmente noivos.

A narrativa de Meyer é intrigante: apesar da pouca profundidade das discussões ou mesmo do enredo, ela consegue vestir de novas cores alguns paradigmas da mitologia como aquele que dita que os vampiros não podem sair à luz do dia. Entretanto, parece missão árdua largar o livro antes de terminar mais uma etapa da saga (sim, são cinco capítulos ao todo).

Publicado este ano no Brasil, Eclipse (Intrínseca, 464 págs, R$ 39,90) vem a ser o terceiro episódio da série que tem ocupado o vácuo dos leitores órfãos de Harry Potter. Leitura descompromissada, por puro prazer, nada de refletir sobre o mundo que nos cerca. Aqui, a atmosfera fantasiosa e romântica leva a protagonista Bella Swann a caminhos tortuosos e a escolhas difíceis no que poderia ser um enredo simples, que trata de escolhas. Muitas delas. Seja um melhor amigo, uma condição (humana ou não-humana), a sua própria sexualidade (ser ou não apenas mais uma virgem) e assim sucessivamente. É bom lembrar que a saga soa puritanista ao extremo ao pregar a preservação da virgindade.

É neste enredo de diversas opções que são oferecidas ou impostas à Bella que acredito que a trama tenha se comprometido: não soa razoável deixar a personagem principal confusa em relação a seus sentimentos por Edward Cullen, único motivo que dá sustentação real à série. Em relação a Jacob Black – fiel amigo de Bella e que suportou sua dor ao ser abandonada pelo vampiro no segundo livro da série, Lua Nova – Meyer o transforma em um adulto rápido demais. E neste contexto ele se torna um adulto viril, sexy, sensual e praticamente irresistível, assim como ela pinta o próprio Cullen.

Ao evocar os personagens principais de ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ em diversos trechos de Eclipse, fica cada vez mais nítida a veia romântica e exagerada da autora. O ser e não ser. O querer e não ter. O ter e não usufruir. Os dilemas da impossibilidade de concretização dos grandes amores, no melhor estilo folhetinesco que se poderia imprimir em pleno Século 21. Para os amantes da série, recomenda-se: leiam com cautela. Algumas situações embaraçosas pelas quais Bella passa não fazem sequer sentido. Aos que não se iniciaram ainda nestas searas, recomendamos a trilogia Fronteiras do Universo, de Phillip Pullmann, esta sim, sem meias conversas e direta ao ponto em todas as perspectivas: amizade, religião, família e, sobretudo, sexo.
>> O GRITO!


O AVÔ DOS CASTELOS MAL-ASSOMBRADOS

sábado | 25 | abril | 2009

De forma geral, a emergência do gótico no Século das Luzes
tem sido associada como uma rebelião
contra um ideal estético neoclassicista de ordem e unidade.
Uma ressurreição da necessidade do sagrado e da transcendência
em um mundo Iluminista secular
que nega a existência das forças sobrenaturais,
ou uma rebelião da imaginação contra a tirania da razão.
Prof. M. A. Alexander Meireles da Silva. 1

O Terror é um dos subgêneros mais populares dentro dos vários que são rotulados como “Fantástico”. E, no leque que esse subgênero nos abre, temos a presença perene da que se convencionou chamar Literatura Gótica. Diz-nos o professor da USP Ariovaldo José Vidal que o romance gótico é uma espécie de patriarca, forma inaugural do que hoje conhecemos genericamente como história sobrenatural ou de terror. É certo que o gótico, como muitos outros gêneros, conheceu os primeiros cultivadores, logo em seguida um momento de apogeu, para finalmente transformar-se ou se desdobrar em outras formas literárias que, no entanto, guardam, mesmo após tantos anos, traços do velho estilo. 2

De fato, podemos imaginar um livro feito para aterrorizar (ou um filme, já que o cinema se tornou o mais comum sucedâneo da literatura nestes dias) que não apresente um castelo ou uma casa mal assombrados, com corredores ou subterrâneos sinistros onde antagonistas sombrios aparecem para ameaçar protagonistas desavisados?

Na epígrafe deste artigo, o professor Meireles da Silva explica a emergência do gótico no mundo iluminista como uma forma de protesto contra a ordem excessiva, a placidez que vemos na arte neoclássica. Diante de uma estética (seja escrita ou visual) que prima pela organização e a beleza serena, sempre surgem obras que acabam com toda ordem e desafiam a razão. São as forças sobrenaturais voltando a atacar quando se acreditava que tudo estava resolvido, racional, estabelecido. De súbito, vêm à tona os feios, os obscuros, os sujos, os repugnantes. Temos então espectros, duendes, vampiros, lobisomens, trolls e toda a série de seres malévolos ou simplesmente assustadores que a imaginação humana faz emergir na literatura desde tempos imemoriais – desde que, lá para os idos do Neolítico, os povos da Mesopotâmia conceberam monstros como Tiamat ou Humbaba, para atacar deuses e mortais.3

Tal alternância entre uma arte mais racional e uma arte mais instintiva marca todo e qualquer estudo das correntes literárias e artísticas da civilização ocidental. O exemplo óbvio dessa tendência cíclica é o Barroco sucedendo ao Renascimento nas artes visuais, ou o Simbolismo sucedendo (ou mesmo sobrepondo-se) ao Realismo na literatura. Parece que, toda vez que o ser humano encontra uma forma de explicar tudo pela razão, eliminando a emoção, as forças da imaginação reprimida contra-atacam causando um transbordamento emocional – e isso traz de volta os tais monstros primevos para saciar nossa sede por esse tipo de enredo sobrenatural. Para atender ao nosso fascínio pelo fantástico e brincar com nossos medos.

Como já mencionamos antes, alguns autores acreditam que a primeira novela de terror propriamente dita seja o Castelo de Otranto, de Horace Walpole. Publicado em 1764, consta que essa obra teria inspirado nomes como Edgar Allan Poe e Bram Stoker. Já que Walpole foi um aristocrata e sua novela fez muito sucesso, é bem possível que tais autores o tenham lido e que o tom da novela os tenha, sim, influenciado.

A verdade é que dificilmente leremos qualquer novela de terror que não utilize pelo menos um dos elementos que aparecem – pela primeira vez na história da literatura? Talvez… – na história do Castelo de Otranto. Vamos conferir um trecho, em que a personagem Isabela tenta escapar a um óbvio destino nas mãos do vilão da novela.

Firmemente decidida, tomou uma tocha que queimava ao pé da escada e rumou correndo para a passagem secreta. A parte subterrânea do castelo era escavada numa série de vários claustros interligados e não era fácil para alguém em tal estado de ansiedade encontrar a porta que abria para a caverna. Um silêncio assustador reinava nessas regiões subterrâneas, exceto quando, vez por outra, algumas rajadas de vento sacudiam as portas pelas quais ela havia passado e os gongos de ferro ecoavam através daquele longo labirinto de trevas.

 

    Soa familiar? Na cena, Isabela, filha do Marquês de Vicenza, está fugindo do nefando Príncipe Manfredo. Este detém ilegalmente o Principado de Otranto e quer forçar a união de seu filho Conrado com a moça, uma típica donzela virgem e sofredora que se torna joguete nas mãos do malvado. Porém, na própria noite em que se realizaria o casamento, forças estranhas entram em ação e um antigo e imenso elmo de ferro com plumas negras desaba sobre o noivo, matando-o. Manfredo, então, planeja repudiar a própria esposa, Hipólita, para casar-se ele mesmo com Isabela. Através dessa união, o vilão deseja impedir o cumprimento de uma antiga profecia e se manter na posse da propriedade que usurpou. Segue-se uma trama cheia de mais estereótipos, além do castelo sombrio cheio de corredores escuros e passagens secretas e da sempre presente profecia que anuncia o fim dos desmandos cometidos (mas que nunca pode ser impedida). Encontraremos florestas assustadoras propícias à aparição de fantasmas, mocinhas virginais e rapazes heróicos, estátuas que vertem sangue, padres que guardam segredos, herdeiros perdidos e criaturas inocentes condenadas à morte por um tirano…

Devemos, porém, lembrar que provavelmente conhecemos os filhos antes de conhecer o avô! O mesmo acontece com quem leu qualquer obra de fantasia antes de ler J. R. R. Tolkien, e acha estranho encontrar tantos clichês reunidos em O Senhor dos Anéis. Contudo, se hoje nós, autores, brincamos de colocar nossos personagens esgueirando-se por corredores escuros de castelos e casarões, enquanto uma tempestade ruge lá fora e espectros desencarnados se agitam para evitar que vilões consumam seus planos nefastos contra jovens puras, estamos prestando homenagem a quem nos indicou esse caminho: um nobre inglês de vida controversa, filho de um Primeiro Ministro, que deixou como herança uma gráfica própria, inúmeras cartas e uma propriedade tão gótica quanto seus escritos: Strawberry Hill, nos arredores de Londres.
Existe uma boa tradução da obra em português, pela editora Nova Alexandria, em: http://www.novaalexandria.com.br/materias.php?cd_materias=129&codant=41&hl=Otranto&cd_secao=43&busca=1#129 .

E, como nos diz o já citado prefaciador dessa edição, se o gênero persiste até hoje, fazendo tanto sucesso com autores que se tornaram quase que uma indústria cultural (…) é porque o dia-a-dia do leitor moderno continua cinzento tanto ou mais como no tempo de Walpole, mas também pelo fato de que a imaginação não conhece limites, fazendo-se mais forte justamente no desejo de transpor a realidade conhecida.

    Convido-os, então, a transpor a “realidade conhecida” transpondo as grandes portas deste castelo mal-assombrado que assustou muitos leitores nos últimos séculos.

 Leituras sugeridas:

  • Coelho, Nelly Novaes. Literatura e Linguagem. São Paulo: Vozes, 1994.
  • Walpole, Horace. O Castelo de Otranto. São Paulo: Nova Alexandria, 1996.
  • Meireles da Silva, Prof. M. A. A. Artigo O Barba azul: conto de fadas ou conto gótico? In: http://www.unigranrio.br/unidades_acad/ihm/graduacao/letras/revista/numero9/textoalexanderm.html

 Notas:
1 Meireles da Silva, Prof. M. A. A. Artigo “O Barba Azul”: Conto de Fadas ou Conto Gótico?”
2 Vidal, Ariovaldo José. Apresentação. In: Walpole, Horace, “O Castelo de Otranto”.

3 Tiamat era o ser primordial da mitologia da Babilônia, às vezes descrito como um dragão, às vezes como uma deusa que deu à luz serpentes e monstros. Foi vencido por Marduk, e de seu corpo se fez o mundo. Já Humbaba era um gigante cujo rosto era feito de entranhas, e que possuía o olhar da morte.
>> VALINOR – por Rosana Rios


“ROMAN À CLEF”

sábado | 25 | abril | 2009

Coelho Neto

Esta expressão (que se pronuncia “romanaclê”) significa “romance com chave”, e se aplica a certa obras literárias que usam pessoas reais ocultas sob nomes fictícios. Escritores recorrem a isto por diferentes motivos. Às vezes o cara quer descrever o espírito de uma época, os tipos humanos que a caracterizaram, e quer utilizar episódios reais; mas ao mesmo tempo quer ter liberdade suficiente para dar uma ajeitadinha nos fatos, fazer com que ocorram de uma maneira mais interessante do que realmente ocorreram; em suma, copidescar a História. Aí, em vez de um relato autobiográfico, faz um romance-com-chave onde personagens e fatos são alternadamente reais e inventados.

Um dos meus exemplos preferidos é a obra-prima A Conquista, de Coelho Neto, onde ele mostra a vida boêmia e literária do Rio de Janeiro durante a Campanha da Abolição. Alguns personagens históricos aparecem sob seu próprio nome, como José do Patrocínio. Outros, sob nomes mal disfarçados: “Otávio Bivar” é Olavo Bilac, “Paulo Neiva” é Paula Nei, e assim por diante. Outros, como “Anselmo Ribas” e “Ruy Vaz”, são pseudônimos que o próprio Coelho Neto usou na vida literária, e parecem corresponder a diferentes facetas do próprio autor.

Pode ocorrer que o autor queira fugir a eventuais processos jurídicos por estar descrevendo pessoas reais de forma pouco lisonjeira. Contar os milagres e trocar os nomes dos santos passa a ser uma manobra lícita para escapar a um processo (embora nem sempre o autor escape de vinganças por meios não-oficiais). Outras vezes, o autor faz uma alegoria totalmente distanciada da realidade que está descrevendo, mas ainda assim quer deixar claro quem é quem: um exemplo disto é A Revolução dos Bichos de George Orwell, uma sátira à Revolução Russa, onde “Napoleão” é Stálin, “Bola de Neve” é Trotsky, e assim por diante.

Autores que descrevem um ambiente social repleto de gente famosa sabem que bastam dois ou três traços para dar ao leitor a pista sobre quem é quem, como ocorre com obras como as de F. Scott Fitzgerald ou Marcel Proust. Faz parte do espírito da coisa que um “roman à clef” não dê nenhuma pista explícita sobre esse tipo de correspondência, deixando que os críticos literários e as colunas de fofocas (dois círculos que muitas vezes se interseccionam) se encarreguem de montar o quebra-cabeças.

O perigo de um “roman à clef” é permitir que este jogo de identificações e substituições se torne mais importante que a obra literária. Hoje, não precisamos saber a quem correspondem os personagens de Fitzgerald. Seus livros se sustentam sozinhos, sem o álibi da vida real para lhes conferir substância de forma indireta. Sustentam-se enquanto histórias, e seus personagens valem porque são personagens antes de serem ecos ou referências a pessoas que existiram um dia. Infelizmente, na maioria dos romances com chave, se tirarmos a chave não fica quase nada para sustentar o romance.
>> MUNDO FANTASMO – por Bráulio Tavares


‘O FIM DA ETERNIDADADE’: ADAPTAÇÃO DO LIVRO DE ISAAC ASIMOV CONTRATA DIRETOR

sábado | 25 | abril | 2009

fim-da-eternidadeKevin Macdonald assume projeto da New Regency

Em 2003, a Paramount Pictures e a Cruise/Wagner Productions contrataram o escritor e diretor Keith Gordon (Amor maior que a vida) para roteirizar o romance de ficção científica O Fim da Eternidade, de Isaac Asimov. O projeto nunca saiu do chão e, cinco anos depois, os direitos passaram à New Regency – que agora contrata um diretor.

E dos bons. Kevin Macdonald, diretor de O Último Rei da Escócia que tem conseguido elogios com State of Play, fechou com a produtora – cuja ideia era achar um diretor e só depois contratar um novo roteirista.

A história do livro mostra Andrew Harlan, operário de uma organização encarregada de manter a ordem na história da humanidade. Faz parte do trabalho dos Eternos o processamento de pequenas mudanças no Tempo para equilibrar eventos históricos. Entretanto, numa missão de rotina, Harlan se apaixona por uma mortal, Noys. O sentimento é proibido aos Eternos e ele terá que aplicar todo o seu conhecimento e treinamento para preservar seu amor, mesmo que isso signifique a ruína de tudo no que acredita.

Antes de se embrenhar em Asimov, Macdonald dirige para a Focus Features o misto de drama e ação Eagle of the Ninth, com Jamie Bell e Channing Tatum, ambientado nos tempos do Império Romano.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


‘FRONTEIRAS DO UNIVERSO’: CHEGOU ‘O ESPANTALHO E SEU CRIADO’, DE PHILIP PULLMAN

sábado | 25 | abril | 2009

Quando citamos o nome de Philip Pullman, notamos o impacto que suas narrativas tem em seus leitores. Criador da trilogia Fronteiras do Universo (A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar), Pullman criou uma fantasia clássica, dinâmica, que aborda e discute temas conflitantes, como é o caso da Religião, colocada na trilogia como um mal, numa leitura crítica que marcou e continuará marcando gerações. Agora, com O Espantalho e seu Criado (The Scarecrow and his Servant, tradução de Daniel Estill, Objetiva, 220 págs., R$ 29,90), publicado originalmente em 2004 e que chegou recentemente ao Brasil, o aclamado autor cria um moderno conto de fadas, onde mistura numa divertida narrativa O Mágico de Oz com Dom Quixote de Cervantes.

A história apresenta um espantalho que ganha vida após ser atingido por um raio e decide ganhar a vida, embarcando numa jornada, cheia de aventuras, ao lado do esperto garoto Jack. O convite que o espantalho faz ao jovem é de uma simplicidade cômica, que seria difícil o jovem não aceitar participar de uma viagem com tão incrível mestre. Assim, o excêntrico, para não dizer acerebrado, parte para suas pândegas aventuras, cheias de escaramuças, piratas, e até um tesouro perdido. Com a principal missão de ter uma vida de glórias e emoções nunca sentitas antes, os dois tentarão aprender a viver e achar um lugar para escapar das garras da terrível família Buffaloni, os vilões da história. O quixotesco Espantalho procura encontrar a sua tão sonhada terra, um lugar chamado Spring Valley, gravado no coração do Espantalho… o lugar ao qual ele pertence, seu verdadeiro lar.

O clímax da história está no momento em que o vilão leva ao tribunal a liberdade do nobre Espantalho, querendo privá-lo de sua tão sonhada terra. É aqui que teremos o excepcional talento de Pullman para ser apreciado, neste capitulo que emociona e alegra, sem esquecer de como é hilário, cabendo a Jack, o bom criado, salvá-lo com sua imaginação e inteligência. As ilustrações do “cabeça de nabo” são responsabilidade de Peter Bailey e, ao longo das páginas, ajudam muito a ver as engraçadas cenas que o Espantalho e Jack vivem.

Vale lembrar que não comparem a linguagem da trilogia, com suas complexidades, com a narrativa do Espantalho e seu Criado, uma fábula, um conto de fadas construído para as crianças de hoje e para os adultos, numa inteligente e evasiva história para se deleitarem numa tardinha. Uma leitura que com toda certeza agradará crianças e adultos. Já clássico pelo seus personagens.
>> BIGORNA – por Cadorno Teles


‘TINTIM’: ÚLTIMAS NOVIDADES

sábado | 25 | abril | 2009

tintim_claquete Depois de publicar a primeira imagem do set de gravações de The Adventures of Tintin: Secret of the Unicorn, a revista Empire – que teve sua edição de 20 anos editada por Steven Spielberg – traz notícias exclusivas sobre a adaptação de Tintim para o cinema. Confira:

.: O Caranguejo das Tenazes de Ouro

Ao contrário do que se tinha confirmado, a primeira aventura de Tintim em motion-capture não será adaptada de O Segredo do Licorne e O Tesouro de Rackham, o Terrível. De acordo com declarações de Peter Jackson, o longa apresentará trechos de O Caranguejo das Tenazes de Ouro – e possivelmente até de outros álbuns – além, é claro, de O Segredo do Licorne, história que servirá de tema.

Isso já era de se esperar, pois como confirmamos aqui antes, o longa mostraria o primeiro encontro de Tintim e Haddock, que acontecem justamente em Caranguejo.

.: A sequência

Na entrevista à Empire, Peter Jackson também falou sobre o segundo filme. O produtor afirmou que o primeiro filme ainda passará por uma semana de refilmagens, que acontecerá em junho deste ano, nos estúdios Weta, na Nova Zelândia. Segundo ele, neste mesmo mês ficarão prontos os animatrônicos que serão usados na continuação.

Jackson afirmou que o plano inicial era produzir os três filmes ao mesmo tempo, em locais diferentes – e é provável que isso realmente aconteça. O produtor também comprova: o segundo filme da trilogia já está em fase de pré-produção e, apesar da crise, já encontrou financiador. Assim, pode ser que vejamos os dois filmes de Tintim nas telonas no mesmo ano – 2011!

A sequência de Secret of the Unicorn será baseada no álbum O Tesouro de Rackham, o Terrível, sendo assim uma continuação direta. E como o primeiro filme, elementos de outros álbuns devem estar presentes – quem sabe até preparando terreno para o terceiro (e último?) longa da franquia…

.: Rumores

Um boato sobre o terceiro filme de Tintim surgiu nos últimos dias. Uma atualização no perfil do diretor e roteirista Edgar Wright (foto – Todo Mundo Quase Morto, Hott Fuzz), no site IMDb, gerou a dúvida: será ele o diretor do terceiro longa de Tintim? Quando questionado pelo site Slash Film, Wright foi claro: “Não que eu saiba. Mas ei, rumores são divertidos”.

Edgar Wright participou do roteiro do primeiro filme, ao lado de Steve Moffar e Joe Cornish. Mas a notícia não passou de um boato, visto o terceiro filme ainda nem é planejado.

.: Novo nome

Segundo o California Chronicle, o ator escocês Tony Curran (foto – Underworld: Evolution) foi confirmado no elenco de Secret of the Unicorn. Convidado por Spielberg, o ator dará vida ao Tenente Delcourt, que ajuda Tintim e Haddock no deserto, no álbum O Caranguejo das Tenazes de Ouro.
>> ANIMATION ANIMAGIC – por Celbi Pegoraro


‘ALMANAQUE JORNADA NAS ESTRELAS’: LANÇAMENTO NA BIBLIOTECA TEMÁTICA DE LITERATURA FANTÁSTICA VIRIATO CORRÊA (SP)

sexta-feira | 24 | abril | 2009

jornada-startreka


‘ECLIPSE’: DIRETOR DE “30 DIAS DE NOITE” DIRIGIRÁ SEQUÊNCIA DE “CREPUSCULO”

sexta-feira | 24 | abril | 2009

David Slade, de "30 Dias de Noite", vai dirigir "Eclipse"

David Slade, responsável por “MeninaMá.com” e “30 Dias de Noite“, assinou contrato para dirigir o terceiro longa da saga de “Crepúsculo“, filme sobre vampiros que foi sucesso de bilheteria no ano passado, informou a “Entertainment Weekly”.

Slade assume a direção de “Eclipse” depois de Chris Weitz (de “A Bússola Dourada“) terminar seu trabalho em “Lua Nova”, segundo longa da franquia, que chega aos cinemas ainda neste ano.

O diretor não é estranho ao mundo dos vampiros, uma vez que “30 Dias de Noite” mostra um grupo de vampiros cercando uma cidade do Alasca.

“Crepúsculo”, que foi dirigido por Catherine Hardwicke, é uma adaptação cinematográfica do livro homônimo escrito por Stephenie Meyer e que conta a história de amor entre a mortal Bella Swan e o vampiro Edward Cullen.

A atriz Drew Barrymore, o espanhol Juan Antonio Bayona (de “O Orfanato”), entre outros, foram alguns dos nomes cotados para dirigir “Eclipse“.
>> FOLHA DE SÃO PAULO


‘ANJOS E DEMÔNIO’: ESTÚDIO JÁ ESTÁ TRABALHANDO EM VERSÃO DE ‘THE LOST SYMBOL’, NOVO LIVRO DE DAN BROWN

sexta-feira | 24 | abril | 2009

Cena do filme "O Código Da Vinci", com Tom Hanks e Audrey Tatou; estúdio já pensa na nova sequência da obraEnquanto se prepara para lançar, no dia 15 de maio, a versão para os cinemas de “Anjos e Demônios”, a Columbia Pictures já providencia os trabalhos para levar às telas o terceiro livro da franquia do autor de “O Código Da Vinci”. A informação é da revista especializada em entretenimento “Variety”.

O escritor Dan Brown anunciou, nesta segunda-feira (20), que o próximo livro da série se chamará “The Lost Symbol” (o símbolo perdido, em tradução livre), e chegará às livrarias dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido no dia 15 de setembro.

O livro será lançado com tiragem inicial de 5 milhões de cópias.

De acordo com fontes ouvidas pela “Variety”, Brown já tem o roteiro da obra completo. A Sony é quem tem os diretos do personagem principal da obra, Robert Langon, o que dá ao estúdio o direito de negociar um acordo para o novo título.

O filme de “O Código Da Vinci” arrecadou US$ 758 milhões pelo mundo em 2006 e a Columbia tem grandes expectativas com a sequência que será lançada em maio.
>> FOLHA DE SÃO PAULO


NEIL GAIMAN FALA SOBRE BATMAN NA WIRED

quinta-feira | 23 | abril | 2009

Gaiman_sophiaquatch_2 A revista Wired realizou uma boa entrevista com o escritor Neil Gaiman, que pode ser lida, em inglês, aqui.

O tema central da conversa são as edições Batman # 686 e Detective Comics # 853, que juntas recebem o nome de Whatever Happened to the Caped Crusader?, e são o epílogo de Neil Gaiman e Andy Kubert, para a saga do Batman de Grant Morrison.

Gaiman explicou que gosta muito do Batman e que Whatever Happened to the Caped Crusader? é como uma carta de amor ao personagem, uma homenagem similar à que Alan Moore realizou em O que aconteceu com o Homem de Aço?.

O interesse por Batman começou com o seriado de TV, passou pelas tiras do personagem (republicadas na Inglaterra na revista Smash!), pela fase de Neal Adams, e se consolidou com O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller.

Foi Dan Didio quem convidou Gaiman para escrever este material, citando especificamente a história de Alan Moore mencionada acima. Whatever Happened to the Caped Crusader? será publicado num encadernado juntamente com Batman R.I.P..

batman_gaiman2a1Outro assunto interessante da entrevista são as dificuldades das possíveis adaptações de Sandman para o cinema, ou como minissérie da HBO.

Gaiman relata uma viagem a Hollywood para fazer uma apresentação sobre Sandman a dois executivos dos estúdios, que termina com a pergunta “Sandman possuiu um vilão claramente definido?”. O roteirista responde “Não”. E o encontro se encerra.

O escritor também fala de Coraline, Alan Moore, Watchmen, da relação complicada entre as HQs e o cinema, e da “Lei de Sturgeon”, criada pelo escritor de ficção científica Theodore Sturgeon, que basicamente afirma que 90% de tudo que é produzido é porcaria.
>> UNIVERSO HQ – por Sérgio Codespoti


CREPUSCULO: LOBISOMENS EM IMAGEM DE ‘LUA NOVA’

quinta-feira | 23 | abril | 2009

crepusculo_new-moon_lobisomensa
O USA Today divulgou uma nova imagem de Lua Nova, sequência de Crepúsculo, desta vez mostrando os lobisomens da franquia. Confira ao lado ou clique aqui para ver na galeria de imagens.

Na foto estão quatro atores de descendência nativo norte-americana: Chaske Spencer, Alex Meraz, Kiowa Gordon e Bronson Pelletier. A razão para a falta de vestimentas é devido à alta temperatura corporal dos lobisomens da história, de aproximadamente 42 graus, como nos romances góticos de Stephenie Meyer.

Segundo o diretor Chris Weitz, não é nada agradável para os atores atuarem seminus (sem camisetas). Eles tiveram que suportar todo o clima, incluindo chuvas frias, nas filmagens que estão acontecendo em Vancouver, no Canadá.

Lua Nova tem estreia prevista para o dia 20 de novembro nos EUA.

Crepúsculo segue o romance entre a adolescente Bella e o vampiro Edward Cullen. Em sua continuação, Edward, temendo pela segurança da amada, decide partir. Triste, a jovem busca consolo em Jacob Black, um amigo da família.
>> HQ MANIACS – por Carlos Costa


‘BLOOD – THE LAST VAMPIRE’: NOVO VÍDEO

quinta-feira | 23 | abril | 2009

Blood: The Last Vampire (2009) Quad Movie Poster

Um novo vídeo foi revelado, com cenas da premiére do filme Blood: The Last Vampire no Japão. Além de imagens do elenco e equipe, é possível ver também trechos inéditos. Confira abaixo.

Blood: The Last Vampire surgiu como um anime em 2000, alcançando grande sucesso e logo se tornando também um mangá, publicado no Brasil pela Panini Comics.

A história acompanha uma garota chamada Saya, uma meio-vampira caçadora de demônios, que trabalha para uma organização secreta, sempre usando sua katana. No Japão pós-Segunda Guerra, ela deve se infiltrar numa escola militar para descobrir se uma das estudantes é um demônio disfarçado.

A direção do filme é de Chris Nahon (O Beijo do Dragão) e Gianna Jun interpreta a personagem principal. A estreia está marcada para dia 29 de maio no Japão e 12 de junho no Reino Unido. Ainda não há data marcada para o Brasil e EUA.
>> HQ MANIACS – por Andréa Pereira


‘PONYO’ E ‘ASTROBOY’: COM DATAS NOS CINEMAS BRASILEIROS

quinta-feira | 23 | abril | 2009

ponyo

No fim do ano passado a PlayArte adquiriu os direitos do filme Gake no Ue Ponyo (algo como Ponyo no Rochedo à Beira-mar), o mais recente trabalho de Hayao Miyazaki, que (previsivelmente) arrebentou a boca do balão nas bilheterias japonesas ficando no topo durante o ano de 2008. Depois de muitas especulações sobre o lançamento direto pra DVD e mesmo nos cinemas em julho deste ano, a distribuidora já bateu o martelo: Ponyo (ainda sem título em português) está programado para chegar à telona no dia 09 de outubro deste ano. Lembrando que os planos podem mudar até lá.

Astroboy, animação em CG da Imagi e que estréia em outubro nos EUA (e em grande parte do mundo) também já tem data pra desembarcar no Brasil. A Sony marcou para dia 25 de dezembro (sim, sexta-feira de natal) a chegada dos robozinho em território tupiniquim. É claro que isso só será possível se o longa conseguir uma boa bilheteria mundo afora, caso contrário periga sair direto em DVD.
>> JBOX – por Tio Cloud

astro-boya


MANGÁ VOLTADO PARA JOVENS EXECUTIVOS CHEGA AO BRASIL

quinta-feira | 23 | abril | 2009

jovem-executivoA editora Campus acaba de lançar no Brasil o álbum As intrépidas aventuras de um jovem executivo, HQ no estilo mangá escrita pelo consultor de carreira Daniel H. Pink, com arte de Rob Ten Pas.

Quando foi lançado nos Estados Unidos no ano passado, The adventures of Johnny Bunko teve boa repercussão por usar a linguagem dos quadrinhos para abordar o sucesso na vida no escritório.

Na história, o jovem Johnny Bunko recebe a ajuda de uma “gênia” para prosperar.

As intrépidas aventuras de um jovem executivo tem 160 páginas, formato 14 x 21 centímetros e custa R$ 33,00.
>> UNIVERSO HQ – por Eduardo Nasi


CAVALEIROS DO ZODIACO: ASSISTA AO TRAILER

quinta-feira | 23 | abril | 2009

The Lost Canvas: O Mito de Hades é o novo mangá da série Cavaleiros do Zodíaco e começou a sair no Japão em 2006. O mangá narra as histórias e as batalhas entre os Cavaleiros de Atena e as Estrelas Malignas de Hades na época em que os lendários Dohko de Libra e Shion de Áries possuíam 17 anos, ou seja, em 1743.

No final de 2008 a revista Shonen Jump, responsável pela publicação dos capítulos de Saint Seiya – The Lost Canvas, anunciou que o criador dos Cavaleiros, Masami Kurumada, em parceria com a Tokyo Movie Shinsha, tinha começado a produção dos episódios animados baseados no mangá. Este animê será lançado diretamente em DVD em junho de 2009 e os episódios terão o formato de OVA’s (Original Video Animation).

Outro detalhe é que os traços dos personagens de Saint Seiya não mais serão baseados nos mangás de Kurumada, e sim da própria Shiori Teshirogi, fazendo assim, pela primeira vez, com que Saint Seiya ganhe uma nova roupagem em relação aos traços.

Agora, o site japonês do animê Saint Seiya – The Lost Canvas liberou o trailer em alta resolução, e que anteriormente só podia ser visto através de uma gravação em baixa qualidade. A série deverá ser lançada no Brasil no segundo semestre pela Focus Filmes. Veja o trailer abaixo.
>> HERÓI – por Cassius Medauar


‘O CRISTAL ENCANTADO’: CLÁSSICO DA FANTASIA GANHARÁ CONTINUAÇÃO

quinta-feira | 23 | abril | 2009

O cineasta Genndy Tartakovsky, projetado para o sucesso com as séries de desenhos animados “O laboratório de Dexter” e “Samurai Jack”, está preparando uma sequência de um clássico dos filmes de fantasia: “O cristal encantado” (1982).

Tartakovsky já iniciou a produção de “The power of the Dark Crystal“, previsto para chegar as telas em 2011, em formato de longa-metragem de animação. Na trama, uma menina cujo corpo é feito de chamas tenta salvar o sol da extinção.
>> O GLOBO – por Rodrigo Fonseca


‘ANJOS E DEMÔNIOS’: VÍDEOS E PRÓXIMO FILME

quarta-feira | 22 | abril | 2009

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Já estão disponíveis oito clipes do filme Anjos e Demônios, prelúdio das aventuras de Robert Langdon. Para assisti-los, basta clicar aqui.

Enquanto isso, a Columbia Pictures já começa a se preparar para produzir o terceiro filme protagonizado por Langdon. Recentemente, o escritor Dan Brown anunciou que seu próximo livro, The Lost Symbol, será lançado nos EUA e no Canadá pela editora Doubleday, no dia 15 de maio. Toda a história ocorre durante um período de 12 horas.

O roteiro de Anjos e Demônios é de Akiva Goldsman, com direção de Ron Howard, e a estreia está marcada para 15 de maio. Tom Hanks retorna ao papel de Robert Langdon. No elenco também estão Ayelet Zurer, Ewan McGregor, Pierfrancesco Favino e August Fredrik.

Anjos e Demônios é um livro escrito por Dan Brown em 2000. É o primeiro livro do autor protagonizado pelo personagem Robert Langdon, o especialista em iconografia e arte religiosa de Harvard. No Brasil, foi publicado pela Sextante.
>> HQ MANIACS – por Alexandre D´Assumpção


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