‘O QUE O OLHO VÊ’: CATECISMOS CIENTÍFICOS

domingo | 16 | agosto | 2009

OLHO QUE VE_Carlos OrsiQuando chegou à minha caixa de correspondência o mais recente livro de Carlos Orsi não pude deixar de pensar nos catecismos pornográficos que Alcides Caminha assinava com o pseudônimo Carlos Zéfiro durante a década de 60 no Rio de Janeiro. O saudosismo foi despertado pela forma como foi produzida a novela O que o olho vê, pela Scarium, editora mantida pelo carioca Marco Bourguingnon. Responsável pela mais longeva publicação em papel dedicada à ficção fantástica no país – um zine com o mesmo nome da editora por onde já publicaram os melhores escritores de ficção científica, horror e fantasia brasileiros que já está indo para a edição de número 26, com chamada para submissão de contos de FC – a empresa mantém sua loja virtual desde 2002. Mesmo com esse pé na tecnologia, não perde o status artesanal de seus impressos, como os livros de sua coleção Scarium Fantástica, da qual a nova obra do jundiaiense que já foi assunto do Overmundo por três vezes – primeira, segunda e terceira – é o terceiro volume.

Editada em um formato de bolso, com 13 cm por 18,5 cm, 48 páginas, encadernação grampeada e a capa, monocromática roxa, colada por cima, a novela tem o charme das primeiras publicações do gênero, na época pioneira das pulp magazine. Só faltou o papel já vir amarelado para dar ainda mais o clima de folhetim, que já começa com a citação escolhida pelo autor, de Iam Fleming, no original, na língua de James Bond: “Nunca mande um homem quando puder mandar uma bala”. Uma citação muito adequada, já que a trama é também de espionagem e de intriga internacional. Mas se fosse apenas isso que fizesse parte da receita, O que o olho vê não seria uma representante da literatura fantástica. O que a insere nesta vertente é que a novela também é uma ótima história alternativa, subgênero dos mais respeitados da ficção científica.

A história alternativa, ou HA, é um meio furtivo de levar a ficção científica a quem tem reservas com o meio. Mesmo editoras que são declaradamente restritivas à FC já publicaram este gênero que faz especulações com a História e, portanto, é, sim, conceitualmente, ficção científica. Caso da Cia. das Letras que durante muito tempo informou em sua página na Internet que não aceitava receber originais deste ramo da literatura. Felizmente, tal decisão editorial não a impediu de publicar os excelentes livros Associação Judaica de Polícia – no qual o consagrado Michael Chabon especula um mundo em que Israel foi varrido do mapa e os EUA cedem o Alasca provisoriamente como lar para os judeus do mundo –, ou Complô contra a América – do ainda mais consagrado Philip Roth, que com falsas memórias de sua infância imagina um pró-nazista Charles Lindbergh chegando à presidência dos Estados Unidos nos beligerantes anos 40.

Editoras voltadas ao gênero também lançaram sua cota de HA, como a Aleph que republicou no Brasil a obra de outro Philp, o K. Dick, autor de um dos primeiros e mais famosos romances do gênero, O homem do Castelo Alto, no qual, sempre consultando o oráculo do I Ching, escreveu sobre um mundo no qual os países do Eixo venceram a II Guerra Mundial, o que levou alemães e japoneses a dividirem o território americano entre si. Mesmo assim, o maior astro do gênero, Harry Turtledove, ainda não é muito conhecido no Brasil, mas conta com tradução para nossa língua ao menos em Portugal, onde foi lançado recentemente, pela editora Saída de Emergência, O dilema de Shakespeare, livro robusto no qual o dramaturgo é convocado a escrever uma peça que sirva de inspiração à resistência dos ingleses que tiveram seu país dominado pela Espanha católica e inquisitorial do rei Filipe e sua Armada Invencível.

O Brasil não é apenas consumidor, mas também produz história alternativa. O maior incentivador e um dos pioneiros no gênero em nosso país é o carioca Gerson Lodi-Ribeiro. Apesar de o veterano J. J. Veiga ter escrito antes uma história em que Antonio Conselheiro sobrevivera ao cerco de Canudos, é uma noveleta de Lodi-Ribeiro a mais citada como precursora das HAs em nosso país. “A ética da traição”, publicada na Isac Asimov Magazine brasileira, falava de um Brasil que havia perdido a Guerra do Paraguai, mas, em compensação, se tornara um país mais desenvolvido. Este texto e outros de uma segunda linha de especulação do autor, na qual os holandeses não foram expulsos, mas se aliaram aos quilombolas e se mantiveram em Recife, foram compilados em forma de livro: Outros Brasis, da Mercuryo, em 2006. Antes disso, quando se comemoravam os 500 anos da descoberta do Brasil, ele já havia organizado uma coletânea inteira do gênero, chamada Phantastica Brasiliana, pela editora Ano-Luz, da qual participou Carlos Orsi, como coeditor e um dos autores.

Após o intervalo explicativo, vamos voltar a O que o olho vê. Esta novela de Carlos Orsi já estava escrita há tempos, foi concluída logo após sua participação em Phantastica Brasiliana, portanto, antes dos atentados de 11 de Setembro e muito antes desta pandemia de gripe suína que preocupa o mundo. Tudo isso torna ainda mais saborosa a sinopse com que o editor Marco Bourguingnon descreve o livro: “Um estudante brasileiro de Cosmologia vivendo nos Estados Unidos da América, ou melhor, nos Estados Cristãos da América, acaba se envolvendo em uma emaranhada trama de espionagem internacional. Ele parte para uma missão importante, recuperar os códigos do vírus da gripe suína escondido artificialmente dentro de um olho.”

Este é um bom resumo da trama, narrada em primeira pessoa pelo brasileiro que nunca tem seu verdadeiro nome revelado. O que torna o livro uma história alternativa é uma diferença básica entre aquela linha do tempo e a nossa, algo que no jargão do meio é chamado de ponto de divergência. No universo elaborado por Orsi, os Estados Unidos foram atingidos por uma epidemia de gripe tão forte em 1915 que o país se viu impedido de entrar no que seria a Primeira Guerra Mundial para auxiliar a Inglaterra. Sem essa participação, o Império Britânico caiu, o mundo islâmico de alguma forma se tornou o maior produtor de tecnologia e quanto aos EUA… Como escreveu Bourguingnon eles se tornaram uma república fundamentalista e substituíram o United por Christian, em apenas um exemplo das diferenças entre este mundo e o nosso. Parte da brincadeira é ver o novo significado de siglas como MIT ou da expressão que substitui a nossa conhecida Cortina de Ferro. Fora as apropriações bíblicas e do Alcorão para explicar termos científicos da cosmologia, como a explicação para a radiação de fundo ou o novo nome do Big Bem, os melhores achados do livro, verdadeiros exemplos de catecismos científicos propriamente ditos.

É curioso que o autor tenha se contido para evitar falar mais, detalhar, exemplificar mostrar mais exemplos dessas novas sociedades imaginadas por ele. Como ficou, O que o lho vê é uma ótima novela, evocando conceitos de inteligência artificial, nanotecnologia, fisiologia humana, física de partículas entre outros temas que o autor, jornalista especializado em divulgação científica, sabe lidar como ninguém no Brasil. Mas dá o que pensar no que poderia ser um romance sobre este mundo em que a guerra fria se mistura à guerra santa dando origem a um mundo ao mesmo tempo novo e tão reconhecível. Resta torcer para que Carlos Orsi volte ao tema e aprofunde os detalhes dos quais só nos deixou espiar a superfície. A impressão é de que é possível trazer muito mais à tona.

E nesses tempos de crise e de vários lançamentos imperdíveis para quem acompanha a FC nacional (dê uma olhada na lista compilada por Fernando Trevisan em seu blog) uma ótima notícia é o preço deste lançamento. Na loja virtual da Scarium, a novela pode ser adquirida de qualquer parte do país por apenas oito reais. Não se pense que pelo preço ou pela produção artesanal vai se estar levando um produto mal-acabado. Apesar de a proposta de capa não ter me agradado e muito pouco ter a ver com o conteúdo da obra – há algo vagamente citado bem ao final do livro – esta novela está muito bem produzida e com um índice de erros de revisão aceitável mesmo se comparado ao de editoras maiores. Além de alguma confusão com o uso de itálico para diferenciar a fala do narrador da de uma inteligência artificial presente na história, percebi apenas cinco deslizes. Na página 18, aparece “tranaformá-la” no lugar de “transformá-la”; na 26, “quer” no lugar de “que” e “quatro” no de “quarto”; na 33, “batias” no lugar de “batia”; e a repetição da palavra “dentro”, na 36. Ou seja, o catecismo científico da Scarium é tão bom e barato e satisfaz tanto quanto os do Carlos Zéfiro.
>> PONTO DE CONVERGÊNCIA – por Romeu Martins


“CHÁ COM BISCOITOS”: A MELHOR DEFESA É O ATAQUE EM EARTH vs. THE FLYING SAUCERS (1956)

domingo | 16 | agosto | 2009

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Dirigido por Fred F. Sears (talvez mais conhecido por seu trabalho em westerns), Earth vs. The Flying Saucers (1956) abre com uma certa retórica documentária costumeira no cinema de ficção científica dos anos 1950, em que a “voz de Deus” contextualiza a fábula e define as regras do jogo. No filme de Sears, aparições de discos voadores têm sido reportadas ultimamente em diversos pontos do planeta, mas os casos não estão sendo levados muito a sério pelas autoridades. O recém-casado Dr. Russell A. Marvin (Hugh Marlowe), cientista do programa espacial americano, acaba testemunhando, juntamente com sua mulher (Joan Taylor no papel de Carol Marvin), a aparição de um desses objetos voadores não-identificados. Ficaremos sabendo depois que essa aparição fora, na verdade, uma tentativa de comunicação por meio de mensagem sonora codificada. Como de praxe, o contato mais importante entre os ETs e a humanidade se dará por meio de um cientista de renome, rara mente privilegiada capaz de compreender propostas superiores. Pouco depois desse flagrante de um disco-voador pelo Dr. Marvin, os foguetes americanos enviados ao espaço vão sendo abatidos um a um. O cientista vê relação entre os OVNIs e o fracasso da missão espacial, embora os militares não dêem muito crédito à sua hipótese. Até que um disco-voador pousa pela primeira vez em área militar e, ao desembarcarem, os alienígenas são recebidos a bala (sem a menor cerimônia) pelo exército americano.

Senhores de uma tecnologia superior, os discos alienígenas são invulneráveis aos ataques humanos e suas armas têm poder devastador. Um fabuloso sistema de banco de dados armazena todas as experiências contidas na mente de cada terráqueo abduzido, o que dá grande vantagem estratégica aos invasores. O figurino dos ETs os deixa muito parecidos com robôs, mas na verdade os aliens são seres atrofiados, criaturas decrépitas que dependem da tecnologia para sobreviver, trajando armaduras que viabilizam sua movimentação e amplificam seus sentidos. Ressentidos com a recepção deselegante dos terráqueos, os ETs partem agora de vez para a ofensiva. Imagens de arquivo – algumas delas mescladas às animações em stop motion – descrevem os ataques alienígenas, como no caso do abate dos aviões – na verdade o registro de uma colisão durante um show aéreo. Antes disso, as cenas de lançamento dos foguetes americanos correspondem a filmagens de operações dos foguetes Viking – e até mesmo de alguns V-2 alemães, conforme informação publicada em http://www.imdb.com.

De negociador, o Dr. Martin passa a cabeça da resistência, inventando um aparelho capaz de derrubar os até então virtualmente invulneráveis discos voadores. O choque de civilizações se intensifica e os ETs irradiam uma advertência em diversas línguas (inclusive português) ao redor do mundo, anunciando um ataque ao Sol como demonstração de seu poderio bélico. Imagens documentárias ilustram a instabilidade meteorológica causada pelo ataque alienígena à estrela. O mesmo recurso a imagens de arquivo, mescladas a filmagens em stop motion, ilustra os ataques dos discos, como no caso do abate de alguns aviões.

A humanidade passa por maus bocados, mas o exército americano multiplica o invento do Dr. Martin e, graças a essa tecnologia, os discos voadores começam a ser derrubados. Washington termina razoavelmente destruída, com alguns de seus mais famosos monumentos ou construções arruinados pela queda das naves.

O roteiro de Earth vs. The Flying Saucers, assinado por George Worthing Yates e Bernard Gordon, baseia-se numa adaptação, feita pelo alemão Curt Siodmak, do livro de não-ficção Flying Saucers from Outer Space, escrito pelo major aposentado da Marinha americana Donald E. Keyhoe. Siodmak é conhecido por fãs e pesquisadores de ficção científica por sua obra na literatura do gênero e criação de inúmeros roteiros, dentre eles o de F.P.1, filme alemão (1933) dirigido por Karl Hartl, e Frankenstein Meets the Wolfman (1943), produção da Universal dirigida por Roy William Neill. Nos EUA, Siodmak também foi responsável pela direção de filmes como O Monstro Magnético (1953) e Curussú, A Besta do Amazonas (1956). Assim como o “keep watching the skies!” do final de The Thing from Another World (dir.: Christian Nyby / Howard Hawks, 1951), ao menos uma frase proferida em Earth vs. The Flying Saucers tornou-se famosa e ilustrativa de uma atitude nacionalista americana nos anos 50: “Se eles pousarem sem convite na nossa capital, nós não iremos encontrá-los com chá e biscoitos” (“If they land in our nation’s capital uninvited, we won’t meet them with tea and cookies”). Variação sobre o tema do clássico de H. G. Wells, o roteiro de Earth vs. The Flying Saucers antecipa filmes patrioteiros menos engenhosos como Independence Day (1996), abacaxi assinado por Roland Emmerich, o mais americano dos diretores alemães.

Mas bem que Earth vs. The Flying Saucers tem lá seus altos e baixos. O filme repete sonsamente algumas cenas e sua narrativa é irregular. Determinadas passagens são, na verdade, imagens tomadas de empréstimo de outros filmes, como Rocketship X-M (dir.: Kurt Neumann, 1950), O Dia em que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still, dir.: Robert Wise, 1951) e Guerra dos Mundos (The War of the Worlds, dir.: Byron Haskin, 1953) Todavia, pelo menos dois aspectos do filme chamam positivamente a atenção: o design de produção elegante (conforme se verifica na aparência externa dos discos e no décor de seu interior) e os efeitos visuais de qualidade, assinados pelo mestre Ray Harryhausen, o mago da animação em stop motion por trás de Mighty Joe Young (dir.: Ernest B. Schoedsack, 1949), The Beast from 20.000 Fathoms (dir.: Eugène Lourié, 1953), The 7th Voyage of Sinbad (dir.: Nathan Juran, 1958) e Fúria de Titãs (Clash of the Titans, dir.: Desmond Davis, 1981), entre outros títulos. Grosso modo, a técnica do stop motion consiste na captura de diversas etapas do movimento de um modelo. Projetadas à velocidade de 24 frames por segundo, o conjunto das imagens estáticas simula a movimentação do modelo filmado. Harryhausen começou a trabalhar com animação inspirado pela façanha de Willis H. O’Brien e demais artistas dos efeitos visuais em King Kong (dir.: Merian Cooper e Ernest B. Schoedsack, 1933). Nascido em Los Angeles, EUA, em 1920, e desde jovem interessado por ficção científica (especialmente “mundos perdidos” e dinossauros), Harryhausen tornou-se grande amigo do escritor Ray Bradbury, do qual veio a receber um Oscar pelo conjunto da obra em 1992. Em Earth vs. The Flying Saucers, a arte de Harryhausen torna as cenas de destruição ou dos discos em ação deliciosamente convincentes. Devido ao orçamento reduzido, que não permitia o uso de câmeras mais adequadas, as cenas de destruição de prédios e monumentos de Washington tiveram de ser totalmente animadas. Para essas tomadas, cada fragmento das maquetes a ser deslocado pela colisão com os discos era preso por fio de arame e filmado em stop motion. Earth vs. The Flying Saucers, bem como outras produções em que Harryhausen trabalhou, constituem um vasto laboratório de experimentações no entroncamento do cinema de animação com o chamado live action (ou cinema convencional, dos atores de carne e osso). Pode-se dizer que o interesse por Earth vs. The Flying Saucers no decorrer do tempo tem sido mantido, em grande medida, pelo encanto perene do trabalho de Harryhausen.

Exemplo de um cinema de FC nacionalista americano, típico dos anos 1950, Earth vs. The Flying Saucers traz imagens interessantes ainda hoje, não só pela qualidade dos efeitos e beleza visual, mas também pelo substrato político que evocam. Afinal, após o 11/9, as colisões dos discos voadores contra monumentos-símbolo, no coração da América, parecem investidas de caráter premonitório e trágica atualidade.
>> CRONÓPIOS – por Alfredo Suppia

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JON HEDER VAI ESTRELAR ADAPTAÇÃO PARA CINEMA DE COMÉDIA SCI-FI

domingo | 16 | agosto | 2009

Buddy Holly
Alive and Well será uma produção indie com alienígenas e Buddy Holly

Jon Heder, o eterno Napoleon Dynamite, vai estrelar a adaptação para cinema do romance de humor e de ficção científica Buddy Holly Is Alive and Well on Ganymede, escrito por Bradley Denton.

O filme terá direção e roteiro de Robert Rugan (Alice’s Misadventures in Wonderland) e seu título será provavelmente encurtado para Alive and Well, segundo declaração do próprio diretor em seu Twitter.

No longa, Heder interpretará Oliver Vale, um geek padrão cuja vida tediosa muda quando Buddy Holly, famoso cantor considerado o precursor do rock e falecido em 1959, aparece em todos os canais de televisão e declara que Vale é o único que sabe por que isto está acontecendo. Essa declaração faz com que Vale comece a ser perseguido por uma multidão de alienígenas disfarçados.

Molly Mayeux fará a produção pela Dahlia Street Films, juntamnete com Michael Hennessy. Brian Bullock, da Caspian Pictures, será o produtor-executivo. O livro foi originalmente publicado em 1991.
>> OMELETE – por Carina Toledo


‘THE WALKING DEAD’ VIRA SÉRIE DE TV

domingo | 16 | agosto | 2009

Walking Dead_HQ
Frank Darabont será o responsável para levar para a TV as histórias de “The Walking Dead“, HQ criada por Robert Kirkman e publicada pela Image Comics.

O projeto é do canal a cabo AMC que tem em sua grade “Mad Men” e “Breaking Bad“, e em breve a minissérie “O Prisioneiro”, remake da produção dos anos 60.

Darbont será o roteirista e diretor, Gale Anne Hurd e David Alpert serão os produtores executivos.

A HQ estreou em 2003 e conta a história de um grupo de zumbis que sobreviveram ao apocalipse. Comandados por um policial do interior do Kentucky, Rick Grimes e sua família, eles buscam por um lugar seguro para viver. A idéia da série é manter a trama o mais próxima do original.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


“MINHOCAS” SERÁ O PRIMEIRO LONGA-METRAGEM EM STOP-MOTION DO BRASIL

domingo | 16 | agosto | 2009

Minhocas

Já se publicou muita coisa sobre o projeto, e há 15 dias eu estava conferindo o blog sobre a produção (parada obrigatória para quem deseja mais informações). A verdade é que “Minhocas” (Worms) tem uma excelente qualidade de produção e será o primeiro longa-metragem em animação stop-motion do Brasil. Confira abaixo mais informações sobre o filme em produção:

“Minhocas” é o novo projeto cinematográfico da produtora ANIMAKING, um longa-metragem em animação stop-motion com foco no público infantil, atraente e divertido para todas as idades.

Inspirado no curta homônimo, vencedor do prêmio Júri infantil do AnimaMundi 2006 nas etapas do Rio de Janeiro e de São Paulo, e do prêmio de excelência do JVC Tokyo Video Festival de 2007, o filme é pioneiro no país ao utilizar a técnica stop-motion em longa-metragem.

Conta a história de júnior, um menino minhocas de 11 anos que está tentando se encontrar na turma do condomínio em que vive, e quando é escavado acidentalmente para o mundo extraterreno, vive uma série de aventuras em uma terra comandada por um terrível vilão megalomaníaco!

A ANIMAKING, localizada em Florianópolis, Santa Catarina, é hoje o maior estúdio de animação na área de stop-motion no Brasil. “Minhocas” está sendo realizado em parceria com a GLAZ ENTRETENIMENTO e conta com a co-produção da GLOBO FILMES, FOX FILMES e da canadense WIZZ FILMS.
>> ANIMATION ANIMAGIC – por Jack Starman – 3/04/2008

Teaser de “Minhocas”, longa-metragem em stop-motion da produtora brasileira Animaking:


‘ONE PIECE – STRONG WORLD’: NOVO TRAILER

domingo | 16 | agosto | 2009

One Piece

O mais recente trailer do novo longa animado de One Piece, Strong World, está no ar. Ele vem sendo aguardado com ansiedade por um motivo: diferentemente dos demais longa-metragens da franquia, ele teve a participação do próprio autor Eichiro Oda na produção da história e dos designs da série.

Por tudo isso, há uma grande expectativa quanto ao desempenho desse material. Por ora, vamos apenas deixar que as imagens falem por si só e esperar.
>> MAXIMUM COSMO – por Lancaster


MAFALDA É REMASTERIZADA

sábado | 15 | agosto | 2009

Mafalda

Quem cresceu lendo tirinhas de jornal com certeza lembra da Mafalda, a garotinha filósofa que tentava entender o caos que é o mundo. Politizada, defensora dos direitos humanos e odiando sopas, a menina de seis anos foi criada por Joaquín Salvador Lavado, sob o nome de Quino. Ela surgiu na Argentina em 1964 e correu mundo.

Nunca ganhou uma versão para o cinema porque o autor não autorizou, mas chegou a ganhar duas versões para a TV, uma das quais foi compilada e exibida nos cinemas. A primeira foi em 1972 produzida por Daniel Mallo com um total de 260 episódios com 1 minuto e 30 segundos de duração.

Esta é a versão que foi exibida na TV no Brasil durante os anos 70 nos intervalos de programação da TV Globo. Também foi esta produção que chegou aos cinemas, com episódios compilados por Carlos Márquez em 1979, mas somente exibida em 1981. A segunda produção animada é de 1993, produzida pelo cubano Juan Padrón, com 104 episódios, já lançados em DVD na Europa.

Agora Rafael Fusaro, presidente da APA International Film, com sede na Austrália, anuncinou que estão digitalizando a primeira versão animada de Mafalda para disponibilizá-la nos mercados europeu e asiático.

A produção está em fase de sincronia de áudio, música e efeitos, devendo estar pronto para sua estréia no MIPCOM em Cannes, evento que apresenta as últimas novidades no mercado de audiovisual e que será realizado entre os dias 5 e 9 de outubro. A APA adquiriu os direitos de “Mafalda” para exibição em TV aberta e fechada, mídia móveis, Internet e outros.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


LOBISOMENS NA LUA VERSUS VAMPIROS!

sábado | 15 | agosto | 2009

Lobisomens versus VampirosA

Você sabe que uma HQ é boa quando no título existe um “versus” e dois estilos de personagens que você gosta. Com o sucesso de Crepúsculo nada mais justo que rolasse um embate envolvendo vampiros e seus inimigos clássicos…

Essa obra prima foi escrita a seis mãos por Dave Land, Matt e Shawn Fillbach, que também assinam os desenhos e lançada pela Dark Horse Comics. Conta a história de três amigos lobisomens (na minha rua tinha uma galera assim também) que cansados de só terem poderes nas noites de lua cheia resolvem viajar para a Lua (na minha rua tinha um que fez isso também) e serem reis em solo lunar (cara, isso faz sentido). Contudo Maggie Pilgrim (aposto que vão lançar isso bem na época do filme do Scott Pilgrim), capitã da patrulha lunar, tem outros planos para a área. Afinal, vampiros já vivem por ali (pô, isso também faz sentido).

O melhor de tudo é que o Newsarama disponibilizou a primeira parte desse baluarte da nona arte de graça em seu site. Eu li e minha vida mudou. Nem mesmo se comesse a Geléia de banana Santa Gertrudes me sentiria tão bem. Mal posso esperar pelos próximos…
>> MELHORES DO MUNDO – por Bugman


SHERLOCK HOLMES ZUMBI: WILDSTORM DIVULGOU SÉRIE DE FAMOSOS INGLESES VITORIANOS COMO MORTOS-VIVOS

sábado | 15 | agosto | 2009

SHERLOCK_ZUMBIa
A Wildstorm divulgou em seu blog oficial, o The Bleed, a primeira capa de Victorian Undead, série que aparentemente mostrará famosos ingleses da era Vitoriana como zumbis. O selo da DC Comics não deu mais notícias sobre o projeto, afirmando apenas que a HQ sai em novembro.

Ao lado você confere a imagem, que mostra Sherlock Holmes como um morto-vivo. A arte é de Tony Moore (de Os Mortos-Vivos).

Fãs especulam que este é um projeto escrito por Peter Milligan e desenhado por Karl Kerschl, mas ainda não há confirmação oficial.

O selo Wildstorm foi originalmente criado por Jim Lee para a Image Comics, em 1992. Em 1999, o selo foi vendido para a DC Comics, porém Lee continuou em sua direção. Seus títulos mais famosos incluem Wildcats, The Authority, Stormwatch e Gen 13.
>> HQ MANIACS – por Artur Tavares


ROBERT DOWNEY JR. PODE SER O PRÓXIMO VAMPIRO LESTAT DO CINEMA

sábado | 15 | agosto | 2009

Anne Rice_rainha dos condenadosUniversal quer recomeçar nas telas as Crônicas Vampíricas de Anne Rice

Já faz algum tempo que Hollywood pensa em voltar às telas com os escritos vampíricos de Anne Rice, autora das histórias que deram origem aos filmes Entrevista com o Vampiro e A Rainha dos Condenados. Depois de ser interpretado nas telas por Tom Cruise e Stuart Townsend, o vampiro Lestat pode ser vivido agora por Robert Downey Jr.

Segundo o Bloody-Disgusting, a Universal está em negociações finais com o ator. Já que os vampiros voltaram à moda com Crepúsculo, o plano do estúdio é recomeçar no cinema a adaptação da franquia de livros The Vampire Chronicles tendo Downey Jr. como chamariz.

Dentre os livros de Rice que abordam as Crônicas, apenas Entrevista com o Vampiro (o livro é de 1976) e A Rainha dos Condenados (originalmente publicado em 1988) já foram levados às telas, então o espaço para trabalhar o aristocrático vampiro francês do século 18 no cinema ainda é amplo.

Ainda não há mais detalhes sobre o recomeço da franquia.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


MEGAN FOX CONCLAMA ADOLESCENTES A MATAR E DEVORAR SEUS COLEGAS

quinta-feira | 13 | agosto | 2009

Comédia de terror Jennifer’s Body tem primeiro vídeo viral

Para promover a comédia de terror Jennifer’s Body, os produtores lançaram um vídeo viral estrelado por Megan Fox. Nele, a atriz faz um “serviço de utilidade pública”, chamando as milhares de adolescentes que são anualmente atormentadas pelos veteranos e valentões a “matar e devorar” os garotos da escola. “Nada é mais importante do que ser quem você é”. Confira:

Na história, uma líder-de-torcida perfeitinha – interpretada por Fox – é possuída e começa a matar todos os garotos da cidadezinha onde mora. Amanda Seyfried vive a melhor amiga dela, que tenta fazer de tudo para salvar a cidade. Adam Brody (The O.C.) e J.K. Simmons (o J.J.J. da trilogia Homem-Aranha) também estão no elenco.

A produção da Fox Atomic comprou a ideia de Diablo Cody, a roteirista de Juno. Karyn Kusama (Girlfight, Aeon Flux) dirige o filme, que estreia em 18 de setembro nos EUA.
>> OMELETE – por Érico Borgo


‘ECLIPSE’: JACK HUSTON NA SÉRIE ‘CREPÚSCULO’

quinta-feira | 13 | agosto | 2009

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De acordo com o site The Hollywood Reporter, Jack Huston (Outlander) participará de Eclipse, o terceiro filme da saga Crepúsculo. O ator fará o papel de Royce King II, o noivo de Rosalie, um homem que viveu durante os tempos da Grande Depressão.

O ator, sobrinho da atriz Anjelica Huston e neto do diretor John Huston, também está no elenco da série Eastwick, produzida pela rede ABC, marcada para estrear em setembro.

Aproveite para conferir uma prévia do novo trailer de Lua Nova, o segundo filme da saga. Veja o novo teaser legendado abaixo.

Eclipse terá direção de David Slade, com roteiro de Melissa Rosenberg. A trama é focada na decisão que Bella terá de tomar entre o vampiro Edward (Robert Pattinson) e o lobisomem Jacob (Taylor Lautner). A estreia é prevista para 30 de junho de 2010.

Lua Nova, segundo filme da série, tem estreia prevista para o dia 20 de novembro deste ano.

A saga Crepúsculo, originária dos livros escritos por Stephenie Meyer, segue o romance adolescente entre os dois jovens protagonistas, vividos por Kristen Stewart e Robert Pattinson. Ela é uma mortal, ele é um vampiro, e o romance dos dois enfrenta a oposição de outros vampiros e também de lobisomens.
>> HQ MANIACS – por Diego Vignon


CHARLES VESS ADAPTA ‘INSTRUCTIONS’, DE NEIL GAIMAN

quinta-feira | 13 | agosto | 2009

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O ilustrador Charles Vess, de Stardust, está adaptando para os quadrinhos o poema Instructions, de Neil Gaiman. A informação foi divulgado por Gaiman, que também postou a imagem, em seu Twitter.
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Instructions foi lançado no CD Speaking In Tongues, que também contém as faixas Daughter of the Owls, The Price, The Sea Change e The Facts in the Case of the Disappearance of Miss Finch.

O poema dá instruções sobre como se comportar caso você se encontre repentinamente dentro de um conto de fadas. Um trecho do poema pode ser ouvido aqui (formato mp3).
>> UNIVERSO HQ – por Sérgio Codespoti


‘I, FRANKENSTEIN’: ARTES CONCEITUAIS SÃO DIVULGADAS

quinta-feira | 13 | agosto | 2009

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Os sites Ain´t It Cool News, Bloody Disgusting, ShockTillYouDrop e IESB divulgaram quatro imagens conceituais de I, Frankenstein, adaptação da HQ escrita por Kevin Grevioux, de Anjos da Noite, com produção de Grevioux, de Patrick Tatopoulos, especialista em efeitos especiais e diretor de Anjos da Noite: A Rebelião, e da Death Ray Films.
Frankenstein1_avatarA história, escrita por Grevioux, será publicada em breve nos EUA pela Darkstorm Comics. Grevioux foi um dos roteiristas de Anjos da Noite, e também atuou na franquia, como o lobisomem Raze. Nos quadrinhos, já trabalhou com os Novos Guerreiros e na minissérie Adam: Legend of the Blue Marvel para a Marvel, e também criou ZMD: Zombies of Mass Destruction para a Red 5 Comics – a HQ é outra com um filme a caminho.

A trama de I, Frankenstein leva monstros clássicos como Frankenstein, o Homem Invisível, o Lobisomem, Drácula e o Corcunda de Notre-Dame aos dias de hoje, em um cenário noir. Frankenstein aprendeu a controlar seus demônios internos e atua como detetive particular; Drácula é um chefão do crime e o Homem Invisível é seu agente secreto.

Grevioux vai adaptar a história para os cinemas, enquanto Tatopoulos cuida da direção. A intenção da Death Ray Films é dar início a uma franquia baseada na história. A adaptação deve chegar aos cinemas em 2011.
>> HQ MANIACS – por Carlos Costa

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JUBIABÁ DE JORGE AMADO EM QUADRINHOS: LANÇAMENTO EM SÃO PAULO

quinta-feira | 13 | agosto | 2009

é hoje!
lançamento de JUBIABÁ EM QUADRINHOS
na LIVRARIA HQMIX!
praça Roosevelt 142 – centro – São Paulo – SP
a partir de 19h30

com SORTEIO DE ORIGINAIS!

Spacca_Jubiaba


‘JUBIABÁ DE JORGE AMADO’: DA REALIDADE PARA A FICÇÃO

quinta-feira | 13 | agosto | 2009

Jubiaba_capaA
Depois de um aviador, um monarca e um artista plástico, Spacca decidiu levar para os quadrinhos um personagem de ficção tão interessante quanto Santos Dumont, D. João e Debret: Antônio Balduíno, protagonista do livro “Jubiabá” (Quadrinhos na Cia., cor, 96 pgs., R$ 33), um dos mais famosos de Jorge Amado.

Já disponível em livrarias desde junho, o álbum de Spacca tem lançamento em São Paulo nesta quinta e, em Salvador, cenário da HQ, no dia 28. O primeiro acontece na Livraria HQ Mix (Praça Roosevelt 142, tel.: 11 3258 7740), e o segundo, na LDM Multicamp (Rua Direita da Piedade 20, tel.: 71 2101 8000). O autor bateu um papo, por email, com o Gibizada.

Por que, dos livros de Jorge Amado, “Jubiabá”?
SPACCA: Inicialmente, foi sem pensar muito. A Lilia Schwarcz (antropóloga, parceira de Spacca no álbum “D. João Carioca – A corte portuguesa chega ao Brasil” e coordenadora do selo de quadrinhos da editora) sugeriu alguns para eu escolher, e escolhi esse apenas para fazer um layout para a família de Jorge. Depois, a escolha revelou-se boa por mostrar muitos cenários dos livros futuros de Jorge Amado, como se fosse um passeio por sua obra.

Como foi a pesquisa? No final do livro há muitos esboços…
Teve muito livro de texto e de imagem, guias de Salvador, fotos antigas, e uma breve estadia na cidade para conferir a teoria na prática – para ver de perto os lugares, para ver as pessoas e para sentir o clima. O que tem no livro de pesquisa não é quase nada. Eu fiz um caderno de fotocópias das pesquisas (de personagens, roupas, casas etc) para ficar à mão para consultas.

A ideia é adaptar para os quadrinhos outros livros de Jorge Amado?
Não tenho planos. E se voltar a fazer, é bom que demore, para eu me reciclar.

Qual é o seu próximo trabalho?
Será a adaptação do livro de Lília “As Barbas do Imperador”, que trata de D.Pedro II e do seu tempo. Será para 2011.

E seu livro sobre Monteiro Lobato?
Foi para a gaveta por enquanto.
>> GIBIZADA – por Télio Navega


‘CANÇÃO DOS NIBELUNGOS’ É DECLARADA PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

quarta-feira | 12 | agosto | 2009

A epopeia medieval anônima inspirou artistas durante séculos – entre os quais o compositor Richard Wagner e o cineasta Fritz Lang – e agora passa a pertencer ao catálogo do patrimônio documental da humanidade

Nibelungos_manuscrito
O mais antigo manuscrito, do século 13, é conservado em Karlsruhe

A Canção dos Nibelungos passa a fazer parte do patrimônio documental da humanidade. Isso foi o que decidiu esta semana o comitê internacional do programa Memory of the World (Memória do Mundo), segundo informações da representação da Unesco em Bonn.

Este é o oitavo registro histórico e cultural da Alemanha a constar da lista do órgão das Nações Unidas. A meta do programa criado pela Unesco em 1992 é registrar em mídia digital testemunhos-chave da memória da humanidade e torná-los acessíveis através da internet.

Amor e guerra, com fundo histórico
A Canção dos Nibelungos é um notável exemplar da épica européia, comparável às epopeias de Homero na Grécia antiga, comentou o comitê. Esse poema heróico medieval narra o amor do subjugador de dragões Siegfried à princesa burgúndia Kriemhild, a morte de Siegfried por Hagen e a vingança de Kriemhild com auxílio do rei dos hunos, Etzel, causa do declínio do Reino da Burgúndia.

A Canção do Nibelungos foi escrita em torno de 1200 por um poeta hoje desconhecido, por encomenda do então bispo de Passau, Wolfger von Erla. A saga consiste de 2.400 estrofes. O fundo histórico da epopeia é a vitória dos hunos sobre os burgúndios no ano de 436.

Os três mais importantes e mais completos manuscritos do poema estão guardados na Biblioteca Estatal da Baviera, em Munique, na Biblioteca Estadual de Baden, em Karlsruhe, e na biblioteca do Mosteiro de Sankt Gallen, na Suíça. O chamado Manuscrito C, conservado em Karlsruhe e considerado o mais antigo registro da Canção dos Nibelungos, data do século 13.

Séculos de inspiração épica
Esse poema heróico escrito em alto alemão médio caiu em esquecimento no século 16 e só voltou a ser objeto de apreciação cultural a partir de 1755, com a redescoberta de um de seus manuscritos na região austríaca de Vorarlberg

No século 19, o poema adquiriu grande importância como epopéia nacional. Richard Wagner transformou a saga em ópera, compondo a tetralogia O Anel do Nibelungo. O texto também inspirou inúmeras adaptações para o cinema, inclusive o filme mudo Os Nibelungos, rodado pelo diretor Fritz Lang entre 1922 e 1924.

Do códice asteca ao Solidarnosc
Entre os testemunhos culturais eleitos para fazer parte do catálogo Memory of the World estão valiosos livros, manuscritos, partituras, imagens, filmes e documentos sonoros de todo o mundo.

A lista inclui, por exemplo, as 21 teses do movimento sindical polonês Solidarnosc, os arquivos coloniais de Benin, do Senegal e da Tanzânia, o códice asteca no México e os arquivos do Gueto de Varsóvia, entre outros.

As contribuições alemãs para o catálogo da Unesco são a Bíblia de Gutenberg conservada em Göttingen; o arquivo fonográfico da Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, com importantes registros sonoros de interesse etnológico; o espólio literário de Johann Wolfgang von Goethe; a 9ª Sinfonia de Beethoven; o filme mudo Metrópolis (1927), de Fritz Lang; o chamado Codex Egberti, um evangelho manufaturado na Ilha de Reichenau, no Lago de Constança, entre 980-993, e dedicado ao arcebispo Egbert de Trier.
>> DEUTSCHE WELLE


‘KAORI – PERFUME DE VAMPIRA’: ENTREVISTA COM GIULIA MOON

quarta-feira | 12 | agosto | 2009

A escritora Giulia Moon fala falo um pouco sobre o seu novo livro “Kaori: Perfume de Vampira“. A entrevista acima foi feita com Alexandra Lopes, pelo pessoal do Madame Livro.

Giulia fala como foi a experiência de escrever o primeiro romance, após publicar 3 livros de contos, e as pesquisas feitas para a parte japonesa da trama.

Kaori – Perfume de Vampira

Século XV: Kaori, uma bela garota com o perfume da sedução, trilha caminhos perigosos entre samurais, senhores feudais, prostitutas e criaturas mágicas do folclore japonês. No seu caminho, surge José Calixto, um artista sensível e apaixonado, capaz de tudo para dar vida a uma obra imortal.

Século XXI: na fervilhante Avenida Paulista, coração de São Paulo, Samuel Jouza tem uma profissão peculiar. Ele observa vampiros para um misterioso instituto de pesquisas. Mas o olheiro percebe que a sua profissão é muito mais perigosa do que imaginava, ao salvar um menino das garras dos sanguessugas.

De um lado, a magia das sagas heróicas de samurais, o mistério das antigas lendas do Japão. Do outro, uma aventura ágil e atual, que tem como cenário o Brasil. Dois universos se entrelaçam e se cruzam neste novo romance de vampiros escrita por Giulia Moon.


AREIA NOS DENTES LITERÁRIOS

quarta-feira | 12 | agosto | 2009

Areia nos Dentes_Xerxe
Não à toa, Julio Cortázar, um frasista por excelência, disse: “Todo mundo tem uma história para contar, duro é saber contá-las.”. Na literatura brasileira contemporânea, em especial aquela surgida dos primórdios da Internet, nada poderia ser mais verdade. Uma profusão de livros personalistas e referenciais tomou a linha de frente da então nova produção.

Histórias pessoais simplórias nunca foram, nem nunca serão literatura razoável. A excelência está na transformação, vide os grandes autores que se aventuraram no tema – Kafka, por exemplo. De sempre pessoal, criou fábulas e textos marcantes, todos de cunho pessoal. Nesta já “consagrada” geração dos anos 00, rock’n’roll, devassidão e Bukowski formam o pano de fundo de uma história qualquer, uma história adolescente, geralmente sofrendo das agruras de uma classe média supostamente desencantada, que basta uma visita a qualquer colégio da cidade e uma rápida entrevista com qualquer aluno para sair com um caderno cheio de anotações e “inspirações”. A banalidade das histórias chega a causar um desalento, de aventurinhas sexuais constrangedoras à idolatria de páginas e páginas de autores com muito mais substância. Se isto basta, a Wikipedia tem muito mais a dizer. Mas não existem culpados nesta história. O crescimento desta geração se deu de forma espontânea ou “viral”, no linguajar de Internet. Outra explicação é que, em terreno fértil, ervas daninhas sempre crescem. Ainda mais quando este terreno não tem plantação alguma. E como diz o ditado, “na falta de tu, vai tu mesmo”.

Passada uma década deste “fenômeno”, as coisas começam a clarear e novas opções começam a surgir aqui e ali. Uma nova geração que também está conectada, mas parece estar interessada em falar um pouco mais e, importante, de maneira diferente. Ainda que a crise de referências ainda seja uma questão em aberto, as coisas parecem caminhar para uma mudança. Um exemplo interessante é a prosa do gaúcho Antônio Xerxenesky, que em Areia nos dentes (144 páginas, Não Editora, R$ 25, em média), parece bem disposto a contar mais, escrever mais do que meramente fazer a típica redação “minhas férias”.

No livro, a improvável história do Velho Oeste e zumbis, onde na pequena cidade de Mavrak, os Ramírez e os Marlowes se digladiam num típico conflito de famílias até que o inesperado acontece. Paralelamente, um escritor mexicano narra a história acima. Confuso? Nem um pouco. Exagerado? Em alguns momentos, sim. Mas Areia nos dentes é um refresco para quem está ansioso para mudanças de paradigmas na literatura nacional.

Numa entrevista concedida por e-mail, o autor comenta a inspiração de sua história. “Veio de dois lugares: cinema de faroeste/horror, porque sou apaixonado por ambos os gêneros, e de um jogo de computador antigo, chamado Alone in the dark 3, que, pasme, era uma história de caubóis e zumbis.”. Com uma temática pop como esta é fácil tentar reduzir o livro a mais um clichê do gênero. Isto seria um erro, afinal nem sempre o pop é raso e estamos falando aqui de um olhar brasileiro, gaúcho, sobre o tema. Xerxenesky está longe da referência pulp que o gênero permitiria: “Minha resposta parecerá arrogante: não gosto de literatura ‘pop’, salvo raras exceções. Fiz um legítimo esforço de fugir do ‘pop’, que geralmente é preocupado demais em parecer ‘cool’ e ‘tendência’ e preocupado de menos em trabalhar uma estética poderosa e incisiva. O ‘pop’ muitas vezes se aproxima do ‘cool’, que é distanciado e que olha tudo de longe com ironia. O ‘pop’ é o que é consumido em massa pela agora emergente ‘cultura hipster’, da qual tenho verdadeira repulsa. Não queria que Areia nos dentes fosse assim. É um livro político e é um livro muito pessoal.”.

Questionado sobre a motivação política de seu livro, Xerxenesky diz: “Quanto à questão política, é ingênuo pensar que qualquer livro é neutro. Meu livro não é político pelas afirmações que faz, não é panfleto para nenhum partido, nem para o posicionamento de esquerda ou de direita. Ele é político, principalmente, acho, por duas coisas: porque propõe uma mescla entre alta e baixa cultura, ao colocar um conflito freudiano no Velho Oeste. Não se trata de banalizar Freud ou de supervalorizar o estereótipo western, mas sim de mostrar que hoje em dia tal separação não é mais possível, de que tudo passa pelo filtro da ética e da estética. O segundo ponto onde ele é político: escrever o que se convencionou chamar de “metaliteratura”, termo que aplicam o tempo todo ao Bolaño e ao Coetzee, é adotar uma postura política de fazer a pergunta sobre o lugar do intelectual na sociedade. Pelo menos é o que penso.”.

Seria então Xerxenesky um braveteiro pop como Chuck Palahniuk? Ainda que a comparação seja altamente descabida, serve de exemplo para dizer que o autor ruma para um caminho pouco explorado na literatura brasileira criando algo que flerta com as referências pop, mas ainda assim vai além. E quando surge algo assim, em geral, a Academia torce o nariz, afinal para a grande massa acrítica da crítica nacional, o que vale é “alta literatura”. Sobre isso, ele afirma: “Palahniuk é um sujeito interessante. Li muitos livros dele aos 18 anos, precisaria reler para formular uma opinião sobre ele. Quanto à cobrança desmedida que a literatura seja foda, experimental, intelectual? Embora eu não cobre experimentalismos ou demonstração de conhecimento, poxa vida, eu pessoalmente QUERO LER uma literatura assim! É o que busco nos autores que gosto, em Roberto Bolaño, em Enrique Vila-Matas, em David Foster Wallace… Mas isso não quer dizer que não deva existir uma literatura pop sem esses atributos, claro que deve. A graça do século XXI é que tem espaço para todo mundo. Se alguém quiser uma leitura mais tranquila, um pop engraçado e espertinho, fico feliz que tenha gente escrevendo para esse público leitor, como o Nick Hornby, por exemplo.”.

Xerxenesky parece ser também um atento consumidor da teoria literária, já que seu livro tem uma tradicional forma narrativa de divisão de narradores. Enquanto a história principal, digamos assim, se desenrola no Velho Oeste, na Cidade do México, o escritor mexicano serve como válvula de escape para um Xerxenesky filosófico. “Só através da metalinguagem foi possível trabalhar alguns conceitos que queria, o mais óbvio dele a questão de “matar o pai”, muito trabalhada por Freud e por Jacques Derrida, dois pensadores pelos quais tenho grande respeito. Porém não quis fazer uma metalinguagem gratuita e estabanada, tentei traçar ligações o tempo todo entre os dois eixos narrativos. Se fui bem sucedido, o leitor que decida.”, responde.

Ainda sobre o tema do livro, areia nos dentes é uma belíssima metáfora sobre o incômodo insuportável. E este incômodo parece ser um tema de Xerxenesky, já que também aparece em seu livro anterior, Entre. “Areia nos dentes é o que mais detesto quando vou à praia.”, brinca. “Não sei ao certo quais são os temas principais da minha obra. Tem gente que fala que é “morte”, tem gente que fala que é “a própria literatura”. Realmente não sei dizer, não tenho o distanciamento necessário.”, responde sobre a questão do incômodo como tema.

Então, é hora de questionar o autor sobre o que citei acima, na abertura desta entrevista. Então se a “nova” literatura brasileira, em especial da safra do final da década de 90 e início dos anos 00, o Eu em tom biográfico, repleto de referências, é uma constante, Areia nos dentes parece fugir bastante deste legado ou maldição, por assim dizer. A literatura de Xerxenesky não tem espaço para confissões? “Publiquei quando jovem demais, um livro de contos chamado Entre que é totalmente confessional. Hoje em dia acho ele um desastre. Mas se engana quem pensa que Areia nos dentes não é um livro pessoal. Ele é, só de uma maneira bastante indireta e disfarçada. Não sou, por exemplo, a figura do narrador ou do protagonista. O que tem de pessoal está na maneira de trabalhar certos conceitos. De resto, não acho que o ‘confessional’ seja necessariamente ruim, desde que feito com inteligência, que é mais ou menos o que J.M. Coetzee e Enrique Vila-Matas fazem: uma auto-ficção de recordações inventadas que chega a lugares que, até agora, só a literatura consegue chegar. Acho esse esforço muito válido.”.

E o excesso de referências não mata a obra? “Eu fujo de obras que são montadas exclusivamente em cima de referências. Como aquele horrendo filme feito para indies chamado Juno. Quantos diálogos irritantes! Eu queria entrar dentro do filme e estrangular a personagem principal, para ver se ela fazia algum comentário que não fosse uma frase espertinha com referência à cultura pop! Claro, Areia nos dentes também tem um monte de referências e sei que muitos me odeiam por isso. Acho que não caio no extremo que descrevi acima. Se falhei, bom, tarde demais. E se um leitor não vai ler o Areia porque tem muitas referências à ‘baixa cultura’ (uhhh, zumbis), bom, que este leitor fique sentado em sua poltrona ouvindo Mozart.”.

Sem tréguas, afinal todos sabemos que há livros adoidados por aí que citam os ‘clássicos’. Clarah Averbuck é uma que fez sua fama em cima disso, ou seja, a relação é a mesma. Teria, então, Xerxenesky uma implicância com o “pop referencial” (o grande Godzilla da literatura brasileira – sim, eu tinha de fazer uma referência). “Acabo de notar que estou quase caindo em contradição, então tentarei ser claro. Tenho uma implicância maior com o gênero ‘pop referencial’ sim, um incômodo que pode derivar do excesso que não ocorre com referências clássicas. Eu costumava me irritar quando os críticos do chamado ‘pós-modernismo’ acusavam as obras de superficiais. Hoje em dia acho que eles tem um pouco de razão quando vejo um filme que se calca exclusivamente nas referências. Porém a questão é muito mais complexa do que isso: depende do uso que é feito das citações, se estão ali para impressionar o leitor/espectador, para que ele se sinta inteligente e culto por ter captado as referências (basta lembrar o frisson que Os sonhadores causou no meio intelectual), ou se o autor dialoga com elas, como Vila-Matas faz, reconstruindo, alterando, mentindo, analisando todas aquelas menções a escritores… Acho que o Areia nos dentes não exige que o leitor conheça as referências. Gosto de pensar que não. Talvez me arrependa de algumas coisas nele daqui a alguns anos. Se um dia sair uma segunda edição, mudaria certas coisas. Quanto à Clarah, nunca li nenhum livro dela, nem sei direito como é a prosa da moça. Acho que não é meu tipo de coisa.”.

O que o seria mudado então em Areia nos dentes? “A maior dificuldade é balancear o explícito e o implícito na literatura. Deixaria algumas coisas mais “na sombra” e explicaria melhor outras, como o fato de que no fim da parte um o narrador erra as letras por estar bêbado.”, diz.

Areia nos Dentes_capaXerxenesky é um entusiasta de Enrique Vila-Matas, um criador de citações de outra natureza, mais intelectuais, mais envolventes, mesmo que em alguns momentos sua obra seja enfadonha. Assim sendo, isto esbarra numa arrogância intelectual forte, que também parece ser uma estrada pavimentada dos novos autores nacionais. Teria a literatura brasileira uma inclinação Vila-Matas ao invés de um Nick Hornby? Xerxenesky responde: “Outra vez: não vou tentar traçar nenhuma generalização acerca da produção brasileira contemporânea. Mas pelo que vejo na Não Editora, pelos originais que recebemos, e, em certo sentido, pelos livros que publicamos, há leveza e arrogância em partes mais ou menos iguais. Sobre a prosa do Vila-Matas, não sinto esse enfado, e pretensão, para mim, sempre foi uma característica positiva. Prefiro um livro que tenta ser uma obra-prima e mudar o mundo do que um livro que só busca ser agradável. Um bom livro estraga a vida do leitor, puxa o tapete dele. E se a erudição leva à arrogância? Talvez leve, sei lá. Eu prefiro ler um monstro arrogante do que um bobo sorridente.”.

E todo este papo sobre referências, sobre eus confessionais também tem um origem, que vem lá do Rio Grande do Sul, estado que deu ao Brasil o maior número de escritores desta nova geração e que já está preparado para revelar mais alguns que agora parecem falar uma língua diferente em termos literários. Xerxenesky está ai para provar. Seriam então os gaúchos mais leitores e mais escritores do que a média? Já apareceu até o rótulo Geração 80 para defini-los. “Não estou familiarizado com as historiografias mais recentes. O Zero Hora usou esse termo para falar de autores gaúchos, mas foi uma retrospectiva feita por um jornal gaúcho sobre escritores gaúchos. Era algo diferente. Não acho que gaúchos leiam ou escrevam mais. Para ser sincero, não acho que nosso estado tenha nada de muito especial, a não ser uma valorização extrema por uma cerveja horrível. Somos muito bairristas.”, diz.

Mas se por um lado há a celebração, há o outro da infâmia. Há quem desdenhe desta geração justamente por verem uma emulação cínica e forçada de um Bukowski, fruto de uma incapacidade de tentar algo mais ambicioso ou mais popular. Então… “Realmente tem escritores que sugam Bukowski e Fante o tempo todo, mas cedo ou tarde vão cansar deles. Caramba, acho que até eles já cansaram de puxar sempre as mesmas pessoas. O que eu penso sobre isso? Cada um com suas influências. Mas também penso que a crítica é injustamente veloz em rotular novos escritores como derivados de Bukowski e Fante. Daniel Galera sofria o estereótipo o tempo todo, e se alguém se prestar a ler os livros dele nota que é preconceito sem fundamentos da mídia. O que é compreensível, porque a mídia precisa vender o peixe de alguma forma. Imagino que cedo ou tarde vão tentar me vender como “o escritor nerd” ou alguma asneira assim.”.

Deixando rótulos de lado, Xerxenesky também fala sobre alguns autores nacionais que devem ser lidos. “Esse tipo de pergunta é cruel, sabia? Muita gente de ego muito alto vai ficar puto de “ah, não acredito que você não me citou, seu desgraçado”. Farei uma lista, mesmo assim. Daniel Galera, em especial o seu Mãos de cavalo, mas me acusarão de puxa-saco porque ele é meu amigo. Samir Machado de Machado, mas vão me xingar porque ele é da mesma editora que eu. Carol Bensimon, nossa, que garota fabulosa. Também serei criticado pelo fator amigo-editora. Por fim, gosto muito do Amílcar Bettega e do Michel Laub, mas esses não são meus amigos pessoalmente, estou livre dos ataques.

E de leitura atual? “Como sou bolsista na graduação Letras, estou terminando uma releitura do Gravity’s rainbow do Thomas Pynchon para um trabalho que tenho que apresentar. Paralelamente, estou apanhando para a Carta sobre o humanismo do Heidegger. Nossa, que sujeito complicado.”.

Claro que não tem nada a ver, mas entrevistando um gaúcho, a pergunta não poderia ficar de fora. Inter ou Grêmio? “Tecnicamente Inter, mas não acompanho futebol. Não porque seja um daqueles intelectuais de boina que fazem cara feia quando escutam a palavra, só porque sei lá, nunca vi muita graça mesmo. Mas quando jogo Winning eleven ou Fifa 2008 escolho o Inter.”, responde. Isso dá uma amostra simples de como uma pergunta capciosa é respondida por um autor completamente honesto.

É aí, a honestidade, que mora a grande virtude de Areia nos dentes. Um livro que tem suas falhas sim – e, em minha opinião a brincadeira da metalinguagem não funciona tão bem, além de pequenos equívocos que seriam resolvidos com uma pesquisa mais aprofundada (como usar aztecas ou invés de mexicas, como os mexicanos se referem). Mas são coisas tão pequenas que não estragam a honestidade do livro e o talento de Xerxenesky. Oxalá o que venha daqui para frente, tanto do autor como da literatura nacional, tenha esta vontade honesta de ter uma história e saber contá-las, da maneira que for, erudito ou não. Porque de resto, a Internet já dá conta.
>> SPECULUM – por Danilo Corci


‘STARGATE UNIVERSE’ GANHA WEBSÉRIE

quarta-feira | 12 | agosto | 2009

Stargate Universe_Logo
A nova série da franquia também terá um websérie que será disponibilizada na Internet em paralelo aos episódios exibidos na TV. Mas diferentemente do que ocorreu com “Stargate SG-1” que suas cenas cortadas exibidas em websódios, esta terá uma produção própria.

A idéia é que a websérie acompanhe cada episódio exibido semanalmente. O personagem central, se é que se pode dizer assim, é Kino, uma esfera que flutua pelos corredores da nave Destiny observando e espionando as pessoas que nela vivem. Desta forma, a websérie apresentará as imagens captadas pela Kino. Resumindo, um Big Brother dos personagens de “Stargate Universe“.

Na série, este dispositivo será utilizado pela tripulação em visitas a planetas, tal qual o M.A.L.P. na série original que atravessava os portais para checar a situação de um planeta.

A princípio a websérie acompanhará apenas a primeira temporada. Dependendo da receptividade do público, poderá continuar. Os webisódios serão disponibilizados nos sites do canal SyFy ou no site oficial da série.

A estréia de “Stargate Universe” está marcada para o dia 2 de outubro nos EUA. Os websódios começam a ser disponibilizados pouco depois.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


‘METRÓPOLIS’: CENAS REENCONTRADAS MUDAM FORMA DE VER O FILME DE FRITZ LANG, DIZ RESTAURADORA

quarta-feira | 12 | agosto | 2009

Meia hora de metragem do clássico de Fritz Lang, reencontrada na Argentina, será restaurada e acrescentada à versão conhecida. Restauradora Anke Wilkening fala do conteúdo das cenas e dos desafios da restauração digital.

Metropolis

Deutsche Welle: Uma versão completa de Metrópolis, de Fritz Lang, foi descoberta em 2008 na Argentina. Você trabalhará na restauração digital do filme, na Fundação Friedrich-Wilhelm Murnau de Wiesbaden. O que é tão importante assim nessa versão longa?
Anke Wilkening: Todas as versões que conhecemos hoje são consideravelmente mais curtas. O filme foi originalmente cortado em aproximadamente 30 minutos pela Paramount, e os estúdios UFA [Universum Film AG] igualmente o abreviaram de forma semelhante para a distribuição na Alemanha e exportação, cerca de quatro meses após a estreia alemã. Os distribuidores decidiram que ele era longo demais por razões econômicas. A restauração da meia hora que falta mudará completamente o filme em relação à forma como o conhecemos até agora.
Quando se encurta uma película, é mais fácil eliminar cenas envolvendo personagens secundárias do que protagonistas, e foi precisamente isso o que ocorreu com Metrópolis. Neste caso, três coadjuvantes masculinos – muito importantes para a obra por sua relação com uma das personagens principais, Freder – foram quase eliminados, reduzidos à figuração. Em todas as versões anteriores a relação ficara sempre obscura.
Metrópolis é muito bem documentado, temos o roteirosde Thea von Harbou, a partitura de Gottfried Huppertz, temos numerosas fotografias, as críticas da estreia. Portanto era fácil imaginar como essas cenas teriam sido. Mas ter a metragem original é bem diferente.

Metropolis_robotAUma das cenas antológicas da película

De que forma a versão editada modificou a mensagem de Lang?
Metrópolis parecera sempre um filme muito bombástico, uma estranha mistura de ficção científica e outras coisas. Agora toda a estrutura narrativa mudará. Fritz Lang aborda aqui seu tema favorito: a amizade entre homens e como ela fracassa.

Como ocorre a restauração digital? Pode explicar a técnica?
Em 2001, a Fundação Murnau já realizara uma restauração digital de Metrópolis, baseada nos negativos de câmera remanescentes. Na época, não era possível restaurar o filme completo, claro. Os negativos foram escaneados em resolução de 2K [2.048 pixels na horizontal], e esses arquivos serão a base para a nova restauração. Escanearemos as duplicatas em 60 mm que se encontram agora em Wiesbaden, as restauraremos o máximo possível e as integraremos nos arquivos digitais de 2001.

Então, restaurar o filme significa escanear e armazenar no computador?
Esse é o primeiro passo para tudo o que seja novo na versão da Argentina. O seguinte, e mais difícil, é a correção digital dos estragos. A cópia está em péssimo estado, e é só uma duplicata. Após a distribuição na Argentina, o original fora exibido em cinematecas por um colecionador particular, até a década de 1960. Como pode imaginar, ele estava realmente gasto, após mais de 35 anos de projeções.
Todos os defeitos no material foram copiados na duplicata de 60 mm, o que significa que são agora parte da imagem. É muito difícil, mesmo na restauração digital, lidar com esse tipo de dano. O problema mais sério são linhas que atravessam todo o quadro, da esquerda para a direita. E temos problemas de estabilidade de imagem. Toda a sujeira da cópia foi também reproduzida.
Também enfrentamos alguns problemas de contraste. A cada nova geração de um elemento fílmico, há sempre perda de nitidez e contraste e um aumento de granulação.

Metropolis_Fritz LangCineasta austríaco Fritz Lang

Mas há programas de computador capazes de corrigir esses defeitos?
Esperamos poder melhorar o contraste, aumentar a estabilidade e provavelmente eliminar parte da sujeira. Mas contamos que o dano sério, as linhas horizontais, permanecerão mais ou menos. Estão sendo realizados testes em diferentes laboratórios, para ver o que se pode alcançar no campo digital. Aí temos que decidir, antes de tudo, qual deles será encarregado da restauração, em segundo lugar, até que ponto vamos interferir no filme.

Metrópolis é considerado um clássico, e muitos estudantes de cinema têm que assisti-lo. Qual é a sua relevância para o ensino?
Por um lado, Fritz Lang é um dos mais importantes diretores alemães (austríacos), mesmo internacionais, da era do cinema mudo. Metrópolis é muito típico de sua época. A UFA estava tentando competir com os Estados Unidos, ostentando a técnica elaborada que tinha à disposição. É também uma mescla dos problemas mais cruciais daquele tempo: questões políticas e ideológicas se misturam e se fundem nessa película. Encontram-se elementos de ficção científica, romance, combinados à tecnologia avançada dos estúdios da UFA.
Ele foi um modelo cinematográfico por longo tempo. Há elementos de Metrópolis em muitos filmes de ação, como Blade Runner e O quinto elemento; mesmo em videoclipes como Express yourself da Madonna, ou Radio Gaga do Queen. Ou a ideia do cientista louco, que foi um modelo para os filmes de terror da Universal na década de 30.
O outro motivo é que essas cenas preciosas estiveram perdidas por tanto tempo. E tantas pessoas diferentes reviraram arquivos por todo o mundo, procurando seriamente esses 30 minutos, por razões científicas, sensacionalismo, ou por mera curiosidade. Sempre houve especulações sobre essa cena, e como ela poderia modificar o filme. E esta é uma razão importante por que Metrópolis é tão famoso.
>> Deutsche Welle – por Louisa Schaefer


‘CREPÚSCULO’ ARREBATA 11 TROFÉUS NO TEEN CHOICE AWARDS

terça-feira | 11 | agosto | 2009

Crepusculo_Teen ChoiceA
O drama adolescente de vampiros ”Crepúsculo” dominou a cerimônia deste domingo da premiação Teen Choice Awards com 11 troféus, incluindo melhor drama, romance, beijo, briga e trilha sonora. Kristen Stewart venceu na categoria de melhor atriz de drama, enquanto Robert Pattinson levou dois prêmios em forma de prancha de surf – um de melhor ator de drama e outro de homem mais atraente.

- Nos vemos nos cinemas no dia 20 de novembro – disse o companheiro de cena da dupla Taylor Lautner para uma multidão de adolescentes histéricos.

Lautner e Ashley Greene, que aparecem ao lado de Stewart e Pattinson na sequência de ”Crepúsculo”, o filme ”Lua nova”, foram premiados com os troféus de ator e atriz revelação, enquanto Cam Gigandet foi coroado como melhor vilão. A diretora de ”Crepúsculo”, Catherine Hardwicke, juntou-se ao elenco no palco para agradecer à leva de prêmios para a adaptação do best seller para os cinemas.

O Teen Choice Awards, que contou com mais de 83 milhões de votos pela internet, premia celebridades da TV, do cinema, da música e dos esportes. Vários vencedores – incluindo a cantora Miley Cyrus e os mestres de cerimônia Jonas Brothers – levaram para casa múltiplos troféus na 11ª edição do evento, que aconteceu no Anfiteatro Gibson do Universal Studios em Hollywood.

Cyrus levou seis prêmios, vencendo por melhor programa de TV de comédia e atriz de TV por ”Hannah Montana”; melhor atriz de musical e atriz mais birrenta por ”Hannah Montana: O filme”; melhor canção por ”The climb” e melhor canção de verão por ”Before the storm” com os Jonas Brothers. Cyrus também apresentou o prêmio de conjunto da obra para Britney Spears.

- Sou uma grande fã dela – disse Cyrus antes de chamar Spears para receber sua prancha de surf.

O trio Jonas Brothers levou cinco troféus, incluindo o de ícones masculinos dos tapetes vermelhos. Eles abriram a cerimônia se apresentando em um pequeno palco que se movia pela platéia. No decorrer da cerimônia, que estava sendo gravada, o grupo cumpria desafios sugeridos por fãs. Em um determinado momento, o integrante mais novo, Nick, foi desafiado a abraçar uma fila de fãs.

- São só abraços. Vocês não vão conseguir um relacionamento sério aqui, garotas – avisou Joe.

Outros grandes vencedores foram a série ”Gossip Girl” e o ator Zac Efron. Chace Crawford, Leighton Meester e Ed Westwick levaram os prêmios de melhor ator, atriz e vilão de uma série de TV dramática, enquanto Efron ganhou por ator de musicais em ”High School Musical 3″, além de ator de comédia e momento rockstar por ”17 outra vez”.
>> O GLOBO – por Associated Press


AS TREVAS E OUTROS POEMAS DE LORDE BYRON

terça-feira | 11 | agosto | 2009

TREVAS_ByronSe já é, em si, louvável a iniciativa de se apresentar ao público brasileiro um importante autor esquecido por nossas editoras, merece ainda mais elogios a publicação, na coleção Clássicos Saraiva, de uma impecável antologia de um dos mais importantes autores da poesia universal. As trevas e outros poemas, organizado por Cid Vale Ferreira, reúne mais de duas dezenas de poesias de Lorde Byron, em traduções assinadas por alguns dos maiores autores da literatura brasileira, como Álvares de Azevedo, Castro Alves e Fagundes Varela. Além disso, o volume traz também traduções nunca antes reeditadas de Frederico Correia e J. Luz – essa última, “O monge negro”, de qualidade particularmente notável.

O valor de As trevas e outros poemas reside, sobretudo, no fato de que é impossível compreender aspectos fundamentais do Romantismo brasileiro sem se levar em consideração o influxo do estro byroniano sobre os nossos poetas. No Brasil, como em inúmeros outros países europeus e americanos, o byronismo penetrou como uma torrente, deixando em seu rastro um sem-número de poetas assombrados pela imagem do “herói byroniano” – o altivo e torturado nobre cujo inabalável porte fascina as mulheres e atemoriza os varões. Seria na obra de Byron, aliás, que assomaria a figura, hoje arquetípica, de Don Juan.

Como os outros volumes da coleção Clássicos Saraiva, o volume traz, como leitura de apoio, diversas seções que contextualizam a obra e trazem mais informações sobre o autor em questão. Merecem destaque, aliás, os diversos documentos, de inestimável valor histórico, resgatados e aqui publicados pelo organizador do volume: há trechos de artigos de periódicos como a Revista da Academia e o Forum Litterario, de meados do século 19, época em que as sombras do byronismo ainda eram vivamente sentidas nas letras brasileiras.

A escassez de traduções de Byron publicadas no Brasil e a necessidade de se compreender uma das principais fontes do Romantismo brasileiro fazem de As trevas e outros poemas uma leitura obrigatória, não apenas para o público escolar, mas para todos os verdadeiros leitores da boa poesia. Resta esperar que essa obra seja a primeira de outras dedicadas a resgatar, para o público brasileiro, autores injustamente esquecidos, cuja influência é, entre nós, ainda mais presente do que somos capazes de perceber.
>> SPECULUM – por Henrique Marques-Samyn


‘ADMIRÁVEL MUNDO NOVO’: FILME SERÁ DIRIGIDO POR RIDLEY SCOTT

terça-feira | 11 | agosto | 2009

Admiravel Mundo Novo_capaRidley Scott (Blade Runner: O Caçador de Andróides) vai dirigir a adaptação do romance Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, para a Universal Pictures. Leonardo DiCaprio produzirá o filme e também pode estrelá-lo. Farhad Safinia, que já escreveu Apocalypto, está escrevendo o roteiro.

Scott já havia mencionado em entrevistas que estava interessado em transformar o livro em um filme.

A trama se passa no século 26, em um mundo que encontrou harmonia no controle de natalidade. Cinco castas povoam o mundo e todas as pessoas conhecem o seu lugar, controladas por meios químicos pelo governo.

O personagem principal da história é Bernard. Ele é um membro de uma casta baixa, que se apaixona por Lenina. As coisas complicam quando os líderes da sociedade classificam seu comportamento como anti-social.
>> HQ MANIACS – por Émerson Vasconcelos


MAURÍCIO DE SOUSA: CASCÃO PORKER, MAICO JECA E MAIS NOVIDADES

terça-feira | 11 | agosto | 2009

Mauricio de Sousa__cascao pokerMauricio de Sousa, o pai da Turma da Mônica, que está completando 50 anos de carreira em 2009, divulgou em sua galeria de imagens do Twitter, algumas novidades que chegam em breve às bancas e livrarias.

Mauricio de Sousa__maico jecaPara as bancas, a Panini Comics lançará o especial Maico Jeca, dedicado a Michael Jackson. A edição trará republicações de histórias que de alguma forma homenagearam o Rei do Pop. Mauricio divulgou também um preview de 10 páginas de uma história inédita da Turma do Penadinho em homenagem ao cantor, com roteiro de Paulo Back. Clique aqui para ver o preview e outras imagens da Turma da Mônica.

Outra novidade é a edição #15 da série Clássicos do Cinema, desta vez trazendo Cascão Porker, em uma paródia de Harry Potter, criação de J.K. Rowling, que teve o sexto filme lançado recentemente nos cinemas. Em ambas as edições, os preços impressos nas capas são de R$ 5,50.

Mauricio de Sousa_falando com os bichosPara as livrarias, o autor anuncia dois novos livros da coleção Contos de Mauricio de Sousa, lançada pela Editora Globo. Ambos com roteiros de Mauricio, Falando com os Bichos tem arte de Thalita Dol e Vendo sem Enxergar… é ilustrado por Anderson Mahanski. As duas obras são no formato 21,5 x 21,5 cm, com 32 páginas e custam R$ 23,90 cada. Já foram lançados na mesma coleção os livros O Ratinho Curioso, Eu Vejo e O Pelicano Mentiroso, todos desenhados por Mauro Souza.

Além de todas essas novidades, mais uma boa notícia para os fãs da Turma da Mônica. Em recente entrevista a um programa de TV, Mauricio disse que o personagem Chico Bento também ganhará uma versão jovem, no entanto, não deverá seguir a linha oriental utilizada em Turma da Mônica Jovem. Mais novidades sobre o projeto deverão ser divulgadas em breve.
Mauricio de Sousa_vendo sem enxergar
A Turma da Mônica foi criada por Mauricio de Sousa na década de 1960 e fez sua estréia pela Editora Continental, passando pela Editora Abril de 1970 a 1986, pela Editora Globo de 1987 a 2006 e a partir de 2007 sendo publicada pela Panini Comics. Além de fazer sucesso nos quadrinhos, a Turma da Mônica já rendeu filmes, desenhos animados e uma grande variedade de produtos licenciados, conquistando não só o Brasil como também diversos outros países.
>> HQ MANIACS – por Carlos Costa


MASTURBANDO BATMAN E ROBIN

segunda-feira | 10 | agosto | 2009

Masturbando Batma e Robin
Quem seria o homem latino-americano deste novo milênio? Um homem cercado pela violência urbana, onde seus ícones nacionais já não valem porcaria nenhuma, o tal fantástico do continente virou pó, o fracasso é seu companheiro mais fiel, a lobotomia pop está enraizada nos seu subconsciente mais profundo. Emerge então, um novo homem (mulher também), totalmente reformado, libertário. Sua alcunha agora é cínico latino-americano.

Um ser auto-irônico, ultra-arrogante, cerebral e de limites frouxos. Assim é o latino-americano do colombiano Efraim Medina Reyes em seu pungente livro Técnicas de Masturbação Entre Batman e Robin (Editora Planeta, 296 págs, R$ 37, em média). Há motivos de sobra para prestar atenção no que Reyes escreve e na maneira como escreve.

Roteiros de cinema
Sérgio Bocamole é o alter-ego do autor. Um aspirante a escritor que vive na Cidade Imóvel (Cartagena), uma anti-Macondo de García Márquez – aliás, um dos alvos da fúria do autor. A vida de Bocamole gira em torno de mulheres, muita violência, drogas, rock, cultura pop e muita filosofia – de Pavese a Cioran, o maior punheteiro deprimido segundo a óptica de Reyes. Da banda dos amigos (a 7 Torpes) ao seu livro que vendeu apenas seis exemplares, Bocamole está envolvido na Fracasso Ltda, uma empresa cultural que tem editora, gravadora, estúdio cinematográfico. Como bom representante de um país de periferia mundial, quase tudo é um fracasso.

Reyes é um negador por excelência. Renega tudo e todos, em especial o Realismo Fantástico, fato que já lhe rendeu o rótulo de Realista Urbano. Mas sua literatura vai além desta simplificação. É de um pessimismo exemplar e cruel. Técnicas de Masturbação entre Batman e Robin é apenas uma ponta de iceberg. Sua narrativa fragmentada – sem cronologia, com inclusões de roteiros de cinema, manuais de auto-ajuda – traçam um perfil deste cínico irônico e arrogante.

Bala na perna direita
Como seus conterrâneos Mario Mendoza e Jorge Franco e o chileno Alberto Fuguet, Reyes retrata o sufoco urbano da América do Sul, de pessoas presas a um ritmo insano, mal pagas e fudidas. Sergio Bocamole, o protagonista, não sofre dos complexos com pai e mãe, típicos da literatura latino-americana. Há, sim, uma margem de relacionamento que beira o desprezo, mas não como resultado psicológico, mas sim de simples falta de vontade.

Reyes credita ao pop, às novelas trash, sua formação literária. Diz: “As canções de Prince e os livros de Truman Capote, filmes como Paris, Texas, de Wim Wenders, a música de Pixies e Nirvana, as propostas de John Galliano, a comida da minha mãe, as lutas de Cassius Clay e Sugar Ray Leonard. As mulheres que me despedaçaram o coração quando tudo parecia perfeito. Os medos da minha infância, que ainda me assolam certas noites. A poesia de Emily Dickinson e Cesare Pavese. As feridas de bala que tenho na perna direita e na barriga, a de faca que tenho no lábio e as milhares que não se vêem por estarem lá dentro”.

Assim respondeu à pergunta sobre influências feita pelo caderno Mais!, da Folha de S.Paulo, numa entrevista realizada em maio de 2004. Reyes é um cínico deslavado, um escritor que sabe que ninguém está ao seu lado e isto não é certo. Assim, funde a alta literatura com a literatura popular para tentar descobrir de onde vem este desencanto. Flerta com a paródia, mas cria um estrangulamento intelectual benéfico.

Somos cínicos e chorões
Batman e Robin, heróis por excelência, são mulheres e tem uma relação lésbica. Seu ícone e amigo poeta, músico, faz, no máximo, um tributo à demolição de um banquinho no porto. Aponta para nosso cinismo e fracasso. Quase sem saída, aponta um rumo bizarro para seu personagem, num fecho épico para o romance. Pela primeira vez, brilha o texto de um escritor que aponta nossa falta de saída, nossa vocação derrotista através de ícones comuns.

Efraim Medina Reyes surge como uma das vozes mais interessantes da literatura da parte americana abaixo do equador. Seu livro já pode ser incluído no rol de clássicos da década 00. Afinal, é sem rodeios, sem fantasias, sem mística. Como diz, nestas bandas, na Colômbia, em especial, as pessoas não somem por esconjuro – como em Márquez – mas sim por uma bomba do narcotráfico. Somos reais, somos frutos de uma cultura liquidificada. Somos cínicos e chorões. Somos todos da Fracasso Ltda. Somos todos Sergio Bocamole.
>> SPECULUM – por Danilo Corci


‘THE IMAGINARIUM OF DOCTOR PARNASSUS’: A MAIS NOVA AVENTURA DE ARQUETÍPICA DE TERRY GILLIAM

segunda-feira | 10 | agosto | 2009

Doutor ParnassusA
The Imaginarium of Doctor Parnassus está pronto e faltam alguns grandes executivos comprarem o filme para que seja distribuído. Como qualquer outro filme de Terry Gilliam, este também causa desconforto. Não se sabe exatamente por que as obras deste diretor incomodam tanto, pois não há nada de tão aterrorizante, nem degradante em seus filmes. As pessoas que se “amedrontam” com eles não parecem ter argumentos sólidos que justifiquem tal postura.
Nunca se ouviu dizer que Gilliam seja um cara entojado (como se ouve de James Cameron) ou excêntrico (como foi Kubrick) ou intragável (como foi Hitchcock). Gilliam sempre é descrito como bem humorado, uma língua afiada que às vezes solta demais (não é à toa, pois participou do grupo mais perturbador do mundo, o Monty Python), mas sempre o tal “boa praça”.

Vou arriscar um palpite: os filmes de Gilliam são sempre incômodos, mas num nível bastante individual. Eles tocam as pessoas de uma maneira profunda e sutil, mexem com o imaginário, mas não somente de maneira lúdica. Há algo em sua maneira de dirigir um filme que vem a revolver águas profundas do inconsciente do espectador. E o máximo que os executivos insensíveis da indústria cinematográfica conseguem como justificativa é: “Esse tipo de filme vai ser difícil de vender! É… estranho demais!” Foi assim com seus filmes anteriores: Jabberwocky, um herói por acaso, Bandidos do tempo, As aventuras do barão de Münchausen, O pescador de ilusões, Medo e delírio em Las Vegas, 12 macacos e Os irmãos Grimm, para citar os mais conhecidos e que tiveram certa divulgação mediana.

Gilliam é um dos diretores mais criativos da nossa era. Tem como mestre inspirador Orson Welles e gosta de investir naquela aura de sonho em seus filmes. Acredita na alegoria, nas metáforas, na simbologia, na literatura e bem pouco em efeitos especiais. Usa efeitos, mas prefere se cercar de ótimos atores com feições fortes, quase como personagens em quadrinhos. Prima para que os atores passem toda a carga simbólica na interpretação e os efeitos são apenas um toque a mais, não o contrário. Tem uma assinatura muito clara e por isso seus filmes são rotulados de auteur cinema, ou seja, filmes autorais, em que o diretor tem presença marcante.

A influência de Orson Welles se nota na marca registrada de Gilliam: filmar algumas cenas com a câmera de baixo para cima, ou em diagonal, fazer closes ousados da face dos atores e usar cenários gigantescos.

Claro, seu humor sarcástico e cruel está sempre lá, em todos os filmes sem exceção, e acho que muitas vezes suas piadas não são entendidas. Um humor tipicamente “inglês”, apesar de seu autor ser americano – aliás, ele foi o único não-inglês aceito no grupo Monty Python. Gilliam fazia participações especiais no programa de TV do Python e desenhou as famosas charges e caricaturas de abertura e links do programa. Depois dirigiu um dos filmes do Python (junto com Terry Jones – Monty Python e o Cálice Sagrado) e seguiu fazendo alguns personagens e roteiros aqui e ali. Quando o grupo se separou, o humor (às vezes incompreensível) de Gilliam, já era crônico.

Através de seus filmes é possível notar sua perspectiva de vida: a preocupação com a evolução simbólica do homem; por isso suas estórias voltam sempre a momentos históricos muito importantes para o inconsciente coletivo ocidental, a saber: Idade Média, a Renascença, o Romantismo (e muitas vezes o Gótico). Quando menciona o momento atual, seus personagens estão nesse limiar de resgate do passado, e o futuro, quando aparece, é quase sempre caótico e/ou pessimista.

Vejamos brevemente. Em Jabberwocky, um rapaz totalmente medíocre vai sendo empurrado pela força da ignorância e da hipocrisia da Idade Média a uma situação que ele jamais procurou e da qual não sabe como sair. Ali, Gilliam expõe as mazelas do iniciante e futuro comerciante burguês: o personagem parece ser um visionário, mas da futura idiotice capitalista.

Bandidos do tempo é praticamente a versão masculina de Alice no País das Maravilhas e, acho, todo pai poderia apresentá-lo ao filho. E dizem as línguas realistas que só não fez tanto sucesso porque foi lançado muito próximo ao meloso E.T. – O extraterrestre, pois já tinha um menininho cativante como protagonista… Assim é também As aventuras do barão de Münchausen, um filme lindíssimo, um roteiro comovente, muito bem costurado, cenários, figurino e atores impecáveis. E de uma poesia e sofisticação imensas. Não sei explicar até hoje porque não foi um mega sucesso.

Brasil, o filme, diz Gilliam, foi uma versão satírica do 1984 de Orwell. E ele teria usado “Brazil” simplesmente por gostar da música de Ari Barroso, “Aquarela do Brasil”, que aparece na trilha. Sabemos que não foi só por isso, mas abafa o caso. Um futuro caótico, uma sociedade capitalista, “democrática”, mas totalmente sem saída para o personagem. Uma estória circular. Um filme que arrancou “Ohs!” da crítica, sucesso razoável.

Já em O pescador de ilusões, Gilliam se rendeu um pouco e colocou dois atores americanos nos papéis principais. Tentou fazê-lo um tanto mais pop e funcionou. Jeff Bridges e Robin Williams tiveram uma química ótima juntos; o tema da Idade Média (baseada na lenda arturiana de “O rei pescador”) e resgate da alma perdida comoveram os espectadores e críticos. Medo e delírio em Las Vegas? Viche!, foi mais do que estranho. Porém, era uma estória de drogados paranóicos numa sociedade degradada, pessimista e sarcástica – e tudo fez sentido…

Em Doze macacos, talvez seu filme mais conhecido do grande público, ele repete o tema futuro caótico, acrescentando manipulação genética, doenças mentais e uma carga extra de pessimismo. Também é uma estória circular: ela termina onde começou, dando a sensação de que para o autor o mundo não tem jeito. Os irmãos Grimm sofreu facadas de alguns por aí, pois se esperava que contasse a vida dos Grimm, quando na verdade Gilliam imagina que os maravilhosos irmãos realmente viviam o que escreviam. Foi uma divagação e não uma biografia.

Agora em The imaginarium of doctor Parnassus, o diretor retoma esse gancho e vai um pouco além: os personagens são atores de teatro mambembe e fazem seus espectadores realmente sentirem o que estão vendo. Mas tudo isso tem uma motivação secreta que só vendo o filme para saber mais. O cenário novamente é majestoso, os atores são impecáveis e a estória é uma “fábula moralizante” (palavras de Gilliam). Se seu inglês está em dia, visite o site Dreams: The Terry Gilliam Fanzine.

E há algo muito comovente nesse filme: por ter adorado trabalhar com Heath Ledger em Os irmãos Grimm, Gilliam o convidou de novo para Doctor Parnassus. Porém, Ledger faleceu no meio das gravações, sendo sua última aparição em um filme. Gilliam, mesmo desolado, teve uma grande idéia: contratou mais três atores (Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law) para continuar o papel de Ledger, insinuando que seu personagem era tão bom em interpretar que podia realmente se transformar em outra pessoa.

Gilliam agora parece que vai coçar as mentes artísticas, ultra sensíveis, mais do que antes. Novamente, não será um filme nem fácil, nem rentável, nem comum. Só, mais uma vez, estranho e bonito
>> AMALGAMA – por Ana Al Izdihar


‘ECLIPSE’: JODELLE FERLAND NO ELENCO DO TERCEIRO FILME DE ‘CREPÚSCULO’

segunda-feira | 10 | agosto | 2009

ECLIPSE_Jodelle FerlandJodelle Ferland (Terror em Silent Hill) estará em Eclipse, terceiro filme da saga Crepúsculo. A atriz mirim fará o papel de uma garota que acabou de se tornar vampira. As filmagens começarão em 17 de agosto.

Eclipse terá direção de David Slade, com roteiro de Melissa Rosenberg. A trama é focada na decisão que Bella terá de tomar entre o vampiro Edward (Robert Pattinson) e o lobisomem Jacob (Taylor Lautner). A estreia é prevista para 30 de junho de 2010.

Lua Nova, segundo filme da série, tem estreia prevista para o dia 20 de novembro deste ano.

A saga Crepúsculo, originária dos livros escritos por Stephenie Meyer, segue o romance adolescente entre os dois jovens protagonistas, vividos por Kristen Stewart e Robert Pattinson. Ela é uma mortal, ele é um vampiro, e o romance dos dois enfrenta a oposição de outros vampiros e também de lobisomens.
>> HQ MANIACS – por Diego Vignon


‘CTHULHU’: A OBRA DE LOVECRAFT COMO PARÓDIA DO CRISTIANISMO

sábado | 8 | agosto | 2009

Cthulhu_and_R'lyehUm ser dotado de poder ilimitado promete trazer a realidade como a conhecemos ao fim, em meio a uma série de pragas e sofrimentos, e criar outro mundo em seu lugar, onde esse ser reinará absoluto, e seus adoradores fiéis, principalmente os que sofreram agruras e perseguições em seu nome, terão uma vida eterna de delícias. Já seus adversários serão condenados a um sofrimento indescritível e infindável.

Responda rápido: estou falando de Jesus Cristo ou do Grande Cthulhu?

A vida e o trabalho do escritor americano H(oward) P(hilips) Lovecraft, criador do supracitado Cthulhu – monstro alienígena que dá nome ao conto O Chamado de Cthulhu – , foram analisados sob as mais diversas chaves, desde a psicanalítica (onde o desapreço do autor por frutos do mar, explícito na concepção de monstros sob a forma de lulas, peixes e crustáceos, já foi interpretada como sinal de repugnância pela genitália feminina) à política (onde os críticos costumam chamar atenção para o posicionamento racista e elitista que transparece em várias obras lovecraftianas). Menos conhecidas, no entanto, são as análises filosóficas e teológicas do trabalho de Lovecraft – e que, no entanto, existem.

As melhores dentre essas análises, principalmente por parte do biógrafo ST Joshi e do escritor, editor, crítico (e teólogo protestante!) Robert M. Price, apontam para um forte senso de humor subjacente ao trabalho desse escritor, que foi uma das vigas mestras da literatura de horror em língua inglesa no século passado.

Até hoje a indústria cultural, por meio de cinema, quadrinhos e livros, não se cansa de reciclar os temas e clichês que estabelecidos por ele, como a ideia de que a mitologia humana não passa de uma distorção da ciência de alienígenas que visitaram a Terra no passado distante (não, isso não foi invenção de Erich Von Däniken).

Esse senso de humor se faz presente, por exemplo, no jogo estabelecido entre Lovecraft e outros escritores do mesmo período, como Robert E. Howard (criador do bárbaro Conan), no qual um autor citava criações do outro – monstros, livros, personagens – dentro de sua obra, dando a impressão de que ambos estavam a se referir a uma fonte comum – uma mitologia obscura, ou algum tipo de iniciação mística.

O melhor exemplo desse jogo é o Necronomicon, livro fictício que conteria a verdadeira história do planeta Terra e de suas interações com raças de outros mundos e de outras dimensões.

Inventado por Lovecraft e logo adotado pelos demais autores de seu círculo – que submetiam a terríveis torturas personagens que ousassem ler o tomo proibido – o livro que nunca existiu acabou sendo levado a sério por ocultistas os mais diversos, e não são poucas as supostas “traduções” do original que circulam no mercado. Ateu, materialista e racionalista, Lovecraft certamente acharia graça disso.

A defesa de uma releitura ampla da obra lovecraftiana sob a chave da paródia não cabe aqui (e eu certamente não tenho a competência para fazê-la: quem se interessar em perseguir o assunto pode começar pelo volume The Weird Tale, de ST Joshi, e então partir para as edições da obra de Lovecraft anotadas pelo mesmo autor), mas o paralelo entre sua mitologia e o cristianismo é forte demais para não ser notado – embora, de fato, não tenha sido, durante muito tempo.

Isso talvez se deva à roupagem popularesca em que as histórias apareceram originalmente (impressas em pulp magazines) e à influência posterior de August Derleth. Principal popularizador da mitologia lovecraftiana, Derleth era católico e, talvez inconscientemente, retrabalhou muito do “mito artificial” deixado por Lovecraft num molde mais palatável de um duelo milenar entre anjos e demônios.

Mas, como escreve Robert M. Price, “os leitores de The Dunwich Horror não demoraram em notar a paródia da narrativa do Evangelho nesse conto”. Na história, uma virgem norte-americana é sexualmente possuída por uma “divindade” e dá à luz um filho que é morto pelas autoridades, depois de manifestar poderes sobrenaturais e pretensões “messiânicas”.

No conto, no entanto, os eventos são narrados fora da ordem clara apresentada nesta sinopse, e toda a trama aparece sob a forma da investigação do roubo de um exemplar do Necronomicon. Isso permite encarar a narrativa como uma simples aventura de terror e investigação, na linha que seria explorada, décadas depois, por séries como Arquivo X (ou, mais recentemente, Fringe).

Mas quando o mote principal da trama é explicitado, o paralelo com os Evangelhos é inegável, e a sugestão de que o “horror de Dunwich” representa a Segunda Vinda torna-se inescapável.

Já em O Chamado de Cthulhu, um monstro alienígena que dorme sob os oceanos reúne, por meio de mensagens telepáticas que surgem sob a forma de sonhos, um culto dedicado a adorá-lo e a preparar o mundo para o seu despertar – depois do qual a Terra será destruída e recriada.

O paralelo com a escatologia cristã – com as aparições do Cristo Ressuscitado, como a que animou Saulo de Tarso a vestir o manto do apostolado, substituídas pelos sonhos de Cthulhu, a igreja cristã pelo culto do monstro, a Nova Jerusalém do Apocalipse substituída pelo Reino de Cthulhu – também é claro.

Uma última curiosidade: The Dunwich Horror foi filmado em 1970, com o papel da virgem condenada a dar à luz o filho do alienígena a cargo de… Sandra Dee.
>> TERRORISTAS DA CONSPIRAÇÃO – por Carlos Orsi


‘DUNA’: NOVO DIRETOR QUER FAZER VERSÃO MAIS ÉPICA DO CLÁSSICO DE FRANK HERBERT

sábado | 8 | agosto | 2009

STINGDuna, de David Lynch, se tornou uma referência para o cinema dos anos 1980 não exatamente por seus méritos narrativos, mas pelo visual surreal tão próprio da filmografia “lynchiana” e, claro, pela indumentária lisérgica de atores como Kyle MacLachlan, Max von Sydow e Sting, sim, o cantor (na foto ao lado, no filme de David Lynch, em 1984). Agora, o clássico de ficção científica escrito por Frank Herbert, que também já foi adaptado em uma série televisiva, vai ganhar uma versão épica e, certamente, com bem menos “licenças poéticas” nas mãos do diretor Peter Berg, o mesmo de Hancock.

A notícia foi divulgada durante a coletiva de imprensa da Television Critics Association, na Califórnia, Estados Unidos. No evento, Berg antecipou: “Acho que minha interpretação será significativamente diferente daquela (a de David Lynch) e da minissérie exibida na TV.”

O diretor destrincha suas distinções. Para ele, a versão de Lynch da história tem conteúdo mais político. A sua interpretação do livro será mais “épica”. “O livro era muito mais muscular e aventureiro, mais violento e possivelmente mais divertido.”
>> REDAÇÃO TERRA


‘STEAMPUNK – HISTÓRIAS DE UM PASSADO EXTRAORDINÁRIO’: DUAS VISÕES DE UM MESMO LIVRO

sábado | 8 | agosto | 2009

Steampunk_historias de um passadoA
Já ouviu falar de steampunk? Se não, a explicação curta: ficção ambientada na era vitoriana, com o uso da tecnologia das máquinas a vapor alçada ao seu maior desenvolvimento possível – isto é: o que poderia acontecer se tivéssemos ido além dos navios e trens a vapor e se as máquinas mecânicas de Babbage tivessem vingado?
Uma explicação mais longa e bem mais detalhada foi feita pela Ana Cristina aqui. Um excelente post para situar os desavisados =)

Esses dias uma coletânea steampunk me surpreendeu. Melhor ainda, uma coletânea brasileira! Algumas histórias são situadas na época do Brasil Império, quando os trens a vapor eram bem comuns por aqui. Mas há também histórias bacanas de outras partes do mundo.
Comentarei rapidinho sobre cada um dos contos:

O Assalto ao Trem Pagador, de Gianpaolo Celli – Apesar de ter achado um pouco confusa algumas descrições de cenas, a história é bem legal e dá uma causa diferente e interessante à Guerra Franco-Prussiana.

Uma Breve História da Maquinidade, de Fábio Fernandes – Fantástico conto steam adaptado de “The Boulton-Watt-Frankenstein Company” (também escrito pelo Fábio), onde ele expande a história de Victor Frankenstein, que não para no primeiro experimento apenas, também se volta às máquinas e não imagina suas consequências futuras.

A Flor do Estrume, de Antônio Luiz M. C. Costa – A história é legal, se passa numa linha alternativa onde o Brasil já é uma potência respeitável, comparável à Inglaterra. A trama se trata basicamente da medicina andando de mãos dadas com o avanço tecnológico a vapor. Eu só achei a linguagem um tanto rebuscada demais e tem vez que a leitura não flui legal. O autor podia ter pegado mais leve na linguagem. Fora essa parte, o conto é bem bacana de se ler.

A Música das Esferas, de Alexandre Lancaster
– Conto leve e bem divertido de se ler. Até se parece com uma HQ bacana ambientada na era do Brasil Imperial. Narra sobre as aventuras e problemas que um adolescente inventor tem que resolver. Soube há um tempinho que está em projeto (ou foi lançado já?) uma HQ justamente sobre o herói e personagem principal do conto.

O Plano de Robida: Un Voyage Extraordinaire, de Roberto de Sousa Causo
– Conto com várias referências a personagens reais e ficcionais, muito bacana de se ler. Eu achei legal ver Landell de Moura e Santos Dumont em ação, coisa raríssima de se ver na ficção. A trama flui bem, com engenhos a là Verne e aprimorados com o máximo que a tecnologia a vapor pudesse oferecer, eu só esperava um pouco mais do final.

O Dobrão de Prata, de Cláudio Villa
– Conto com leves pitadas de suspense/terror. Apesar de eu não ter lido Lovecraft (ainda!), dá para perceber sua influência na trama. Tudo isso em um ambiente steampunk, claro, onde o personagem conta com o auxílio da tecnologia de exploração do mar, já um pouco mais avançada graças ao vapor.

Uma Vida Possível Atrás das Barricadas, de Jacques Barcia
– Não sei porque, mas quando li esse conto, me lembrei de Perdido Street Station. Apesar de ter me estranhado bem no começo, a coisa melhorou no decorrer da leitura, com personagens máquinas-quase-humanas e seres esquisitos metidos em uma revolução. Só achei alguns pontos do conto meio obscuros e podiam ser melhor desenvolvidos e descritos. Mas o final compensa, meio que leva a um clímax.

Cidade Phantástica, de Romeu Martins
– Conto ambientado na época de D. Pedro II (bem mais liberal) e onde não houve a Guerra do Paraguai. É um faroeste brazuca pulp permeado de referências a vários personagens ficcionais e reais, mas sem descambar em clichês típicos. O autor reinventou várias ideias e personagens.

Por um Fio, de Flávio Medeiros
– História de dois grandes homens em tempos de guerra e em lados opostos, na era vitoriana e onde é comum o uso de balões e de submergíveis. A trama é muito bem contada e o autor ainda soube manter um certo suspense no calor da batalha.

Gostei de praticamente todos os contos, apesar dos percalços de alguns. A ilustração da capa ficou ótima e reflete bem o espírito vaporoso. Eu só acho que a revisão de alguns contos meio que deixou a desejar… mas acontece.

Recomendável sua leitura! =D Pode ser adquirida aqui no site da Tarja
>> PENSAMENTOS RANDÔMICOS – por Giseli

Caleidoscópio retro-futurista

Uma coletânea como há muito não se via em termos de coesão e variedade com qualidade. Obviamente facilitou a consecução destas virtudes o fato de existir um fio condutor na forma do tema-estilo do título, que com todo o charme das histórias em futuro do pretérito mostra várias as possibilidades do que poderia ter sido com um estilo que dificilmente se adota hoje em dia.

Todos os autores manifestaram ao jeito de cada um seu caleidoscópio interessante de imagens retro-futuristas. O espanto pessoal quanto ao grau de pesquisa necessária para as escrituras acompanhou cada página lida neste opúsculo, que é também adicionalmente uma mostra que se pode se manter as referências de nossas raízes culturais em quase qualquer estilo ficcional de forma bem feita. Minhas impressões de cada conto vão descritas individualmente como segue:

O Assalto ao Trem Pagador – Gianpaolo Celli
Abrindo a coletânea um conto que é uma verdadeira “traulitada” em termos de construção de cenário. Pesquisa intensiva descendo aos mínimos detalhes de consistência entremeados organicamente num ritmo de aventura e ação fazem deste conto steampunk uma experiência de fruição única para quem também aprecia uma boa pitada de teoria da conspiração. Fica aquele gosto de querer mais histórias com o desdobrar deste pano de fundo sócio-histórico.

Uma Breve Historia da Maquinidade – Fábio Fernandes
Um sintético conto que, mesmo num espaço bem “mignon”, consegue através de uma visão dos “rabota” em largas pinceladas aludir contextualmente aos grandes conflitos sócio-industriais do sec. XIX, ao mesmo tempo em que resgata personagens já bem conhecidos do imaginário coletivo, mas sempre sob um viés originalíssimo, e com o mesmo tom criativo no desembocar do seu final. Um “FF” da melhor qualidade.

A Flor do Estrume – Antônio Luiz M. C. Costa
Esta deliciosa história, recheada de bem urdidas referências de cunho estilístico e literário da nossa cultura para quem já teve oportunidade em algum momento de estabelecer um “primeiro contacto” com esta, é também quase um “must” como potencial ferramenta para alavancar interesses se for usada como atrativo para que nossos jovens se interessem pela produção dos autores nacionais clássicos. E além de apresentar o perfil de uma História Alternativa com nossas cores ainda põe uma criativa abordagem da possibilidade quanto às tecnologias biológicas dentro do estilo steampunk.

A Música das Esferas – Alexandre Lancaster
Os personagens deste conto contém grande eficácia de identificação, sendo tanto convincentes e bem construídas como adequadamente inseridas dentro de uma ação de ritmo jovem e ágil, dada a curta extensão de uma história ainda muito bem situada segundo o tema do livro. Uma também convincente aplicação do conceito operacional de um “mecha a vapor” e um estilo que por vezes perpassa ao “gore”, agregados a um sólido bom humor que coube muito bem no cenário e nos diálogos, faz com que fiquemos expectantes quanto às futuras incursões do autor.

O Plano de Robida: Une Voyage Extraordinaire – Roberto de Sousa Causo
Fantástica exposição de história de aventura num “blend” de tons míticos com tecnológicos, aborda um tema que sempre me foi de interesse, e cuja consecução resultou altamente satisfatória. Condensando o melhor do estilo e tradição dos pulps com um locus histórico mais do que adequado à coletânea, tem aquele tom estimulante que faz falta em muitas histórias mais “reflexivas” da atualidade. Espero ansiosamente a provável continuação deste conto que fecha bem, mas que claramente apresenta um gancho certo para a extensão deste fragoroso embate entre um vilão mais ambicioso que o sherlockiano Moriarty e as forças atlantes, sob a quase impotente e ainda ingênua sociedade da época.
Obs: Foi ótimo ver o Padre Landell de Moura representado de forma tão adequada e respeitosa.

O Dobrão de Prata – Claudio Villa
Esta angustiante história de terror narrada em primeira pessoa não fica nada a dever às dos grandes representantes do gênero. A montagem de um cenário (sub-)aquático entre duas épocas seculares, bem como a sensação de como nem a ingênua confiança advinda dos albores da tecnologia pode ajudar quando confrontada com o incognoscível foram judiciosamente usadas para criar o clima macabro deste conto.

Uma Vida Possível Atrás das Barricadas – Jacques Barcia
A fusão estilística steam-punk-chaotic-weird-science (des-)enquadrada num hipotético cenário de conflagração política semelhante aos gerados pelas grandes confusões ideológicas dos séc. XIX e XX, na forma como obtida pelo autor, conseguiu atingir a dosagem certa dos elementos para a inclusão de uma vida aparentemente impossível mas não obstante invencível. Uma ode à liberdade e tolerância do diferente embutida nestes rasgados e plásticos (ou seriam organo-metálicos?) võos imaginativos.

Cidade Phantástica – Romeu Martins
Esta deliciosa fusão de elementos reais e literários (nacionais e internacionais) absolutamente bem pesquisados e embasados no contexto temático da coletânea teve na sua construção o toque de um estilo de ação policial tipicamente pulp, porém mesclado com sutis e às vezes grandiloquentes toques descricionais que fizeram paradoxalmente acelerar e dar colorido vivo a uma história cuja plausibilidade se estabelece como uma das mais fortemente impactantes desta coletânea.

Por Um Fio – Flávio Medeiros
Um grande otimismo subjacente pela humanidade, mesmo sob as condições mais limítrofes e desesperançosas, perpassa por este claustrofóbico conto que, ao mesmo tempo que resgata o estilo clássico de histórias de confronto entre oponentes valorosos de semelhante brilho, tem um “timing” que prende e nos faz “navegar” sem escalas até o fecho final.

Nota complementar:
Alguns poderiam retrucar que só fui “elogios” no que se refere à resenha dos contos desta surpreendente coletânea. Devo dizer em defesa que uma das principais preocupações foi tentar não levantar informação por demais “spoilerística”, me restringindo mais a uma descrição do clima que expondo os detalhes sobrenadantes que mais me afetaram (mesmo que por vezes falhando neste intento), até pelo fato de não ser propriamente um especialista em teoria literária no geral e no estilo steampunk em particular.

Obviamente que alguns contos me agradaram mais que outros e alguns pouquíssimos deslizes na revisão (atípicamente poucos) ou de referência histórica (mas, ora bolas, se trata ou não de HA?), que no meu entender não comprometeram o prazer das leituras, poderiam ser indicados, mas achei por bem que seria mais construtivo apontar as grandes forças desta seleção de contos (que certamente fica como um marco tanto no estilo de produção como na qualidade gráfica) que pode e deve se consolidar como uma referência até mesmo acadêmica dentro do quadro da FC/HA nacional. Minhas esperanças estão em que seja esta a primeira de muitas outras iniciativas semelhantes.
>> CIDADE PHANTASTICA – por Ricardo França


‘A LUNETA MÁGICA’: LANÇAMENTO NO RIO DE JANEIRO

sexta-feira | 7 | agosto | 2009

Luneta Magica_Convite


‘JUBIABÁ’: LANÇAMENTO EM SÃO PAULO E SALVADOR

sexta-feira | 7 | agosto | 2009

JUBIABA_lancamento


‘OS GUARDIÕES DO TEMPO’: LANÇAMENTO EM SÃO PAULO

sexta-feira | 7 | agosto | 2009

CONVITE OS GUARDIÕES DO TEMPO 1a


ACEITA UMA TRUE BLOOD?

sexta-feira | 7 | agosto | 2009

True Blood_bebidaEm breve, a bebida mais desejada pelos fãs dos vampiros da série “True Blood” chegará ao mercado norte-americano. A notícia foi anunciada durante a Comic-Con, um dos maiores encontros internacionais de quadrinhos.

Segundo o site da empresa responsável pelo produto (www.trubeverage.com), a bebida será levemente forte, azeda e, claro, cor de sangue.

True Blood, a série
Na série, exibida pelo canal a cabo HBO, vampiros e humanos convivem lado a lado. O responsável por esta mudança é um sangue sintético, desenvolvido por cientistas japoneses, que permite que vampiros se tornem cidadãos comuns.

Na Comic-Con foram reveladas novidades sobre a terceira temporada da série, que é baseada nos livros “Sookie Stackhouse”. O produtor Alan Ball informa que pretende trazer lobisomens e quer criar um triângulo amoroso entre Sookie (Anna Paquin), o vampiro Bill (Stephen Moyer) e o vampiro Eric.

No Brasil, a HBO está transmitindo a segunda temporada da série todos os domingos, às 22h.
>> YAHOO – por Tathianna Nunes – Especial para BR Press


‘ZOMBIELAND’: PEQUENA MISS SUNSHINE EXTERMINA ZUMBIS COM ESPINGARDA

sexta-feira | 7 | agosto | 2009

Zombieland_emma stone
Quem se lembra da atriz Abigail Breslin como a atrapalhada e meiga Olive, de “Pequena Miss Sunshine”, vai levar uma susto quando assistir a “Zombieland”. Nesta mistura de filme de terror com comédia, Abigail está crescida e extermina zumbis assassinos sem dó. Nos trecho do filme que a Sony exibiu aos jornalistas em Cancún na terça-feira (4), as cenas era bastante violentas, ainda que misturadas a um boa dose de humor negro.

“Eu tive algumas cenas legais no filme, mas as minhas favoritas as da Abigail. É muito divertido ver uma garota de doze anos matando zumbis com uma espingarda”, disse a atriz Emma Stone em entrevista ao UOL Cinema. No filme, ela interpreta a irmã da personagem de Abigail (na parte de cima da foto), e, ao lado de Woody Harrelson e Jesse Eisenberg, precisa sobreviver em um mundo tomado por zumbis.

Emma Stone já atuou em filmes como “Superbad” e “Casa das Coelhinhas”, sem grande repercussão no Brasil. É mais fácil se lembrar dela no recente “Minhas Adoráveis Ex-Namoradas”, em que roubou a cena como a mocréia Allison Vandermeersh, uma das fantasmas que atormenta a vida do mulherengo Matthew McConaughey (na parte de baixo da foto, ao lado do ator). Em “Zombieland”, ao contrário, ela faz o estilo gostosa e perigosa. O filme deve estrear no Brasil em dezembro.
>> UARÉVAA – por Eduardo Tardin

Assista ao trailer:


EDGAR ALAN POE: FANTÁSTICA JORNADA NOITE ADENTRO EM SÃO PAULO

quinta-feira | 6 | agosto | 2009

POE_jornada viriato correa

Encontro que atravessa a madrugada apresentando esquetes de teatro, bate-papo e exibição de filmes sobre o escritor norte-americano Edgar Allan Poe, em comemoração aos 200 anos de seu nascimento.

•TEATRO: Sepultamento Prematuro (Dia 28, às 22h)
Narração de cinco episódios de ficção nos quais pessoas que pareciam mortas, voltaram à vida. Cia. Em Cena Ser. Adaptação e interpretação: Cristiana Gimenes. Dir.: Andreza Domingues.

•TEATRO: Poe, Edgar (Dia 28, às 22h15)
O espetáculo intercala momentos de ficção sobre o autor Edgar Allan Poe, com a encenação dos contos Assassinatos na Rua Morgue e O gato preto e da poesia O corvo. Cia. O Grito. Dir. Eduardo Parisi, Roberto Morettho e Lilih Curi. Com Abel Xavier, Alessandro Hernandez, Leia Raposo e Perla Frenda.

•ENCONTRO: 200 Anos de Edgar Allan Poe (Dia 28, às 23h)
Bate-papo com o pesquisador e tradutor Humberto Moura Neto e com a escritora Martha Argel. A mediação é de Silvio Alexandre, organizador do Fantasticon (Simpósio de Literatura Fantástica).

•FILME: Exibição de filme surpresa (Dia 28, às 24h)

•FILME: O homem que não estava lá (Dia 29, às 2h)
Após descobrir que sua esposa o está traindo, barbeiro arma um plano para dar-lhe uma lição. As coisas saem do controle e trazem terríveis consequências. (Estados Unidos, 2001, 116 min, DVD). Dir.: Joel Coen e Ethan Coen. Com Billy Bob Thornton, Frances McDormand, Michael Badalucco e outros. 14 anos.

•FILME: Old boy (Dia 29, às 4h)
Após ficar confinado em um quarto por 15 anos sem saber a razão, homem ganha a liberdade e parte em busca de vingança. (Coréia do Sul, 2003, 120 min, DVD). Dir.: Park Chan Wook. Com Choi Min-sik, Yoo Ji-tae, Gang Hye-jung e outros. 16 anos.

•RPG LIVE-ACTION – Contos Extraordinários – Edgar Allan Poe (Dia 29, das 24h às 6h)
Durante a madrugada, ocorrem jogos de interpretação com o tema serial killers, inspirados no universo de Poe. Coord.: Confraria das Idéias.

É necessário fazer inscrição entre os dias 4 e 20 na própria Biblioteca ou pelos telefones: 11 5573-4017 e 11 5574-0389. Andar térreo. Dia 29, das 24h às 6h.
Informações também pelo site http://www.confrariadasideias.com.br

•ENCERRAMENTO (Dia 29, às 6h)
Os participantes da Jornada se servem de um café-da-manhã.

O Que: Fantástica Jornada Noite Adentro – Edgar Allan Poe
Quando: Sex 28/08 às 22:00
Quanto: Livre
Onde: Biblioteca Pública Viriato Corrêa
Endereço: R. Sena Madureira, 298. Vila Mariana, zona sul. Telefone: (11) 5573-4017.
Obs: Classificação: 16 anos. É necessário retirar ingresso, sujeito à lotação da sala (101 lugares), no dia 28, a partir das 21h. Durante os intervalos das projeções, ocorrem esquetes teatrais. Paralelamente à Jornada, acontece, no andar térreo, um jogo de RPG.


‘CREPÚSCULO’: IMAGENS E MUITA POLÊMICA DOS NOVOS FILMES

quinta-feira | 6 | agosto | 2009

CREPUSCULO_bryce_dallas_howardNa semana passada, a Summit Entertainment anunciou a contratação da atriz Bryce Dallas Howard, a Gwen Stacy de Homem-Aranha 3, para ser a intérprete de Victoria no filme Eclipse, substituindo Rachelle Lefevre, que interpretou a personagem no primeiro filme da saga, Crepúsculo, e na segunda parte, Lua Nova. O motivo alegado para a saída de Lefevre foi conflito de agenda.

Agora, a própria atriz se pronunciou sobre o assunto: “Estou pasma com a decisão da Summit. Estava totalmente comprometida com os filmes da saga Crepúsculo e com o papel de Victoria. Desisti de vários outros papéis, cumprindo meu contrato, aceitando apenas papéis que envolviam curtos períodos de filmagem”.

Nada feliz, a atriz afirma que, embora as filmagens de Eclipse só comecem em torno de 3 meses, a Summit alegou que haveria um conflito de agendas, pois ela gravará por apenas 10 dias o filme Barney´s Version. Lefevre declarou que nunca imaginou que haveria tal conflito, muito menos que perderia o papel por isso.

A Summit, por sua vez, disse estar desapontada com as declarações da atriz, alegando que ela tenta jogar a culpa no estúdio, quando na verdade se tratam apenas das decisões de carreira que ela mesma tomou.

A empresa ainda disse que Lefevre e seus representantes simplesmente não incluíram a Summit em suas decisões, ignorando os conflitos de filmagens. E mais, a Summit só teria sido informada da filmagem paralela de Lefevre quase no final de julho, quando o combinado era que ela avisasse se aceitaria ou não o papel em Barney´s Version em junho.

Por fim, a Summit afirmou que os 10 dias de filmagens da atriz em Barney´s Version se passarão exatamente no meio das filmagens principais de Eclipse. Uma mudança nas datas de Eclipse prejudicaria as agendas de todo o elenco.

Mesmo fora de Eclipse, Rachelle Lefevre será vista na segunda parte da saga, Lua Nova, que teve novas imagens divulgadas como o lobisomem Jacob Black, visto abaixo.

Em Lua Nova, Bella Swan (Kristen Stewart) está devastada com a partida repentina de seu amor, Edward Cullen (Robert Pattinson), após um incidente durante sua festa de aniversário. Mas seu espírito é reanimado pela crescente amizade com o irresistível Jacob Black (Taylor Lautner). De repente, ela se vê atraída pelo mundo dos lobisomens, inimigos ancestrais dos vampiros, e vê sua lealdade e sua verdadeira paixão sendo testadas. Dirigido por Chris Weitz o filme estreia no dia 20 de novembro
>> HQ MANIACS – por Leonardo Vicente Di Sessa
CREPUSCULO_New Moon_Jacob Black


‘UM OLHAR DO PARAÍSO’: ASSISTA AGORA AO TRAILER DO NOVO FILME DE PETER JACKSON

quinta-feira | 6 | agosto | 2009

OLHAR DO PARAISO_Peter JacksonA
Um Olhar no Paraíso ganha também um site oficial

O trailer de Um Olhar do Paraíso (The Lovely Bones), o novo filme de Peter Jackson, adaptação do romance Uma Vida Interrompida – Memórias de um Anjo Assassinado, de Alice Sebold, já esta no ar.

O vídeo começa com uma introdução do próprio cineasta e segue mostrando um pouco da história de Susie Salmon (Saoirse Ronan), uma menina de 14 anos que foi estuprada e assassinada por Harvey (Stanley Tucci), vizinho da família. No céu, a garota começa a acompanhar como os seus parentes, amigos e o próprio assassino continuam suas vidas após a tragédia. Seguindo a lógica do trailer, o filme vai ter, além do suspense e do drama, um lindo tom fantástico.

Aproveitando a data, entrou no ar também o site oficial, que por enquanto só tem o trailer para ser visto em diversos tamanhos e links para ferramentas de compartilhamento e mídias sociais… enfim, todos os ingredientes necessários para “viralizar” o filme, que foi feito com baixo orçamento.

Jackson dirige o filme a partir de um roteiro que ele adaptou juntamente com Philippa Boyens e Fran Walsh, suas sócias, com quem também escreveu O Senhor dos Anéis. O filme chega ao Brasil em 22 de janeiro de 2010.
>> OMELETE – por Marcelo Forlani

Assista ao trailer:


‘KAORI – PERFUME DE VAMPIRA’: LANÇAMENTO CONFIRMADO EM SÃO PAULO

terça-feira | 4 | agosto | 2009

Giulia Moon
O lançamento vai acontecer em 3 de setembro de 2009, na Saraiva Megastore do shopping Pátio Paulista (Rua 13 de Maio 1947), perto das estações Paraíso ou Brigadeiro do Metrô, às 19h30.

O que parece especialmente excitante neste lançamento é a abordagem original que a nipo-brasileira Giulia Moon imprimiu a este romance sobre vampiros: a ação é divida entre períodos muitos distintos da História, o século 15 no Japão, e o século 21 em São Paulo – traçando a trajetória de uma irresistível vampira oriental. Segundo a editora, de um lado temos “a magia das sagas heróicas de samurais, o mistério das antigas lendas do Japão. Do outro, uma aventura ágil e atual, que tem como cenário o Brasil contemporâneo. Dois universos se entrelaçam e se cruzam neste novo romance de vampiros escrito por Giulia Moon”.

Século 15: Kaori, uma bela garota com o perfume da sedução, trilha caminhos perigosos entre samurais, senhores feudais, prostitutas e criaturas mágicas do folclore japonês. No seu caminho, surge José Calixto, um artista sensível e apaixonado, capaz de tudo para dar vida a uma obra imortal.

Século 21: Na fervilhante Avenida Paulista, coração de São Paulo, Samuel Jouza tem uma profissão peculiar: ele observa vampiros para um misterioso instituto de pesquisas. Mas o olheiro percebe que a sua profissão é muito mais perigosa do que imaginava, ao salvar um menino das garras dos bebedores de sangue.

“A narrativa de Giulia Moon é arrebatadora, misturando tudo o que há de melhor na literatura de terror e suspense. Kaori não pode ser chamado de um ‘sopro’ de talento e diversão para os leitores mais exigentes, Kaori é um ‘ciclone extratropical’ dos grandes, avassalador e intenso.” — André Vianco

Kaori_convite


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