‘A VIAGEM DO PEREGRINO DA ALVORADA’: NOVAS IMAGENS DO TERCEIRO “CRÔNICAS DE NÁRNIA”

segunda-feira | 30 | novembro | 2009

O site NarniaFans divulgou esta semana o primeiro blog da produção do filme. Nós traduzimos todo o texto e o reproduzimos aqui para vocês, juntamente com três novas imagens, as primeiras oficiais do filme.

Caros amigos:

Temos o prazer de oferecer o primeiro de uma série planejada de relatos vindos diretamente do set de As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada. Estes não serão o tipo de artigos enlatados geralmente encontrados em mídias tradicionais. Não, vocês receberão relatos diretos e sem filtros dos produtores e sobre eles, enquanto eles trabalham incansavelmente para trazer toda a mágica da amada história de C.S. Lewis e de seus personagens para a tela grande:

“Dedicado Àqueles que Ele Ama”, por Ernie Malik

“Todos os narnianos, com corações cheios de gratidão, que possamos agradecer à tripulação do Peregrino da Alvorada por suas mentes decididas e mãos de artesãos”

Essa é a dedicatória gravada na base do mastro do Peregrino da Alvorada, o set poderoso e majestoso do design de produção Barry Robinson para o próximo filme de Nárnia. O navio esteve na Península em Cleveland Point, a cerca de 30km a leste de Brisbane, Australia, e abrigou elenco e equipe de filmagem durante 17 dias no mês de setembro.

O que isso significa?

É bem possível que navios mercantes de outrora carregassem os nomes de sua tripulação, honrando aqueles cujas mãos ajudaram a construir a embarcação. Ou para citar uma morte inesperada no mar.

Na história do filme, foi ideia do Barry fazer com que o mastro principal do navio fosse uma dedicatória de Caspian à sua fiel tripulação narniana que construiu a embarcação para seu rei. O público [que assistirá o filme] nunca verá os nomes no mastro de perto, mas eles representam, na história, aqueles marinheiros telmarinos na jornada com Caspian e os Pevensies.

Entretanto, abaixo da inscrição poética de Barry no Peregrino da Alvorada (que, a propósito, foi modelado ligeiramente à semelhança do Endeavour de James Cook, que navegou pelos mares do Sul em 1768, e cuja réplica hoje está no porto de Sydney), estão os verdadeiros nomes de cada pessoa da equipe de filmagem que deu uma mãozinha para trazer à vida esta fragata real.

Independente de seus países, sejam EUA, México, Inglaterra, Nova Zelândia ou Austrália. A lista homenageia aqueles carpinteiros, ilustradores, moldadores, pintores e o pessoal do departamento de arte que contribuiram com este verdadeiro monumento aos cenários de filmes. Robinson estima que haja pelo menos 200 pessoas listadas.

Quando perguntam a ele sobre o navio (sua inspiração, suas dimensões, seja o que for), o veterano artesão do cinema rapidamente menciona os nomes daqueles que ajudaram a trazer à vida sua grande visão. Embora apenas o nome dele vá aparecer na tela do cinema como o único designer de produção do filme, ele reconhece carinhosamente que há dúzias de mentes criativas (e centenas de mãos talentosas) que construíram o régio cenário.

Como o supervisor de direção de arte Ian Gracie, que ocupou o mesmo cargo em “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”. Ou o diretor de arte neo-zelandês Mark Robins, que estava todos os dias em Cleveland Point supervisionando a construção do navio (após vê-lo pela primeira vez em um estúdio). Ou o diretor de arte mexicano Marco Nero, cujo trabalho inicial, quando as filmagens estavam marcadas para Rosarito Beach (o mesmo local onde Titanic foi gravado), se mostrou inestimável. Como o supervisor de construção Sean Ahern. Ou o pintor Matt Connors, sem cujas contribuições o navio seria apenas um modelo sem cor. Como os nomes no mastro, a lista de Barry não tem fim.

No dia em que o barco ficou finalmente pronto na península que avança sobre o Oceano Pacífico Sul, Barry parou ao lado de sua criação, quase chorando ao ver o resultado final do que começou como uma maquete de 90 centímetros, mais de dois anos antes.

Agora, sua obra, e também de seus colegas, podia brilhar diante das câmeras de cinema.

Estas poucas palavras são então dedicadas a este cavalheiro gracioso, artista e talento criativo, cujas contribuições, não apenas para o Peregrino da Alvorada, mas para o filme em si, são um testamento da mágica dos filmes em uma terra cujas paisagens mágicas acompanham os leitores de todo o mundo por mais de meio século. E continuarão acompanhando neste milênio.

>> NARNIANO – por Lucy Pevensie

 


SAM RAIMI CONVIDA O URUGUAIO FEDE ALVAREZ PARA FAZER FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA

segunda-feira | 30 | novembro | 2009

Fede Alvarez só garante que o filme terá robôs. Veja ao final seu ótimo curta: Ataque do Pânico

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Peter Jackson apostou no estrante Neil Blomkamp para a direção de Halo. O filme não deu certo, mas acabou gerando o sucesso de bilheteria Distrito 9. Agora, outro cineasta de renome parece interessado em criar sua própria ficção científica de baixo orçamento (para os padrões de Hollywood, claro).

Sam Raimi convidou o uruguaio Fede Alvarez para um longa-metragem. Será o primeiro do diretor de comerciais e especialista em efeitos. Por enquanto, Alvarez só diz que o filme “terá robôs” e que deve ficar entre 30 e 40 milhões de dólares (quantia próxima à do orçamento de Distrito 9). Originalmente, o projeto custaria mais caro, mas o próprio cineasta disse preferir menos dinheiro, o que significa mais controle sobre o produto.

Robôs gigantes são justamente as criaturas do curta-metragem que revelou o diretor ao mundo, o ótimo Ataque de Pânico. Se você ainda não viu, confira abaixo!
>> OMELETE – por Érico Borgo


‘ALVO HUMANO’: TRAILER DO SERIADO

segunda-feira | 30 | novembro | 2009

O canal Fox americano divulgou um novo trailer de Human Target, o novo seriado baseado na HQ Alvo Humano. Veja abaixo.

O seriado traz o ator Mark Valley no papel título, acompanhado por Chi McBride (como Winston) e Jackie Earle Haley (como Guerrero). McG (As Panteras, O Exterminador do Futuro: A Salvação) e Simon West (Lara Croft: Tomb Raider) são os produtores executivos. O programa estreia nos EUA em 17 de janeiro de 2010. A primeira temporada já tem 13 episódios confirmados.

Criado em 1972 por Len Wein e Carmine Infantino, o Alvo Humano é um detetive e guarda-costas particular que trabalha personificando seus clientes, se fazendo passar por eles. Assim, ele se torna o alvo, e em sua essência, um alvo humano.

O detetive teve suas primeiras aparições na revista Action Comics, e já atuou ao lado do Batman nas revistas The Brave and the Bold e Detective Comics. Christopher Chance (o nome real do Alvo Humano) recentemente teve histórias escritas por Peter Milligan no selo Vertigo, lançadas no Brasil em um encadernado publicado pela Opera Graphica.

Uma série adaptando a HQ foi produzida em 1992 e tinha o cantor Rick Springfield como Christopher Chance. O cantor acabou abandonando a série, pois não pôde acompanhar o ritmo de trabalho imposto por ela, que assim durou apenas sete episódios.
>> HQ MANIACS – por Leonardo Vicente Di Sessa


‘ANJO DA DOR’, DE ROBERTO DE SOUSA CAUSO É O PRIMEIRO LANÇAMENTO DO SELO PENTAGRAMA DA DEVIR

segunda-feira | 30 | novembro | 2009


Acontece no próximo dia 2 de dezembro, quarta-feira, a partir das 18h30, o lançamento do segundo romance de Roberto de Sousa Causo, Anjo de Dor (pela Devir), na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista (N.º 509, loja 28). A livraria fica em uma galeria próximo ao cruzamento da Av. Paulsita com a Av. Brigadeiro Luiz Antonio, e nas proximidades da Estação Brigadeiro do Metrô.

Anjo de Dor é um livro de horror, que inaugura o selo Pentagrama da Devir, dedicado a esse gênero. Esse romance foi finalista do Projeto Nascente da USP, e a edição da Devir tem arte de capa de Vagner Vargas, texto de orelha de Braulio Tavares, e introdução de Rubens Teixeira Scavone.


SEREIAS DE DOIS MUNDOS

sábado | 28 | novembro | 2009

Novelas de Mempo Giardinelli e Giuseppe Tomasi di Lampedusa são narrativas sobre a relação com o mito.

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O canto das sereias é a sedução impositiva do mito, o chamamento ancestral que leva a criatura para o abismo de suas próprias origens, para a negação da sua individualidade e razão. A sereia encarna esse sequestro do humano para os confins do não-ser, ou do ser-um, o caos primordial que indiferencia todos os que foram criados. Fazer parte dessa humanidade primordial, misturar-se a essa água infinita, entregar-se a esse mar que desorienta o navegador é renunciar ao esclarecimento, pois no mito a sabedoria é cifrada e o enigma pertence aos que estão acima do humano (1).

Para se livrar desse laço mortal e enxergar sua identidade, o herói pede que o amarrem ao mastro, para que não caia na tentação de ouvir o ímã que o puxa para o fundo. Ele precisa insistir na busca de si mesmo, na rota que deve levá-lo de volta ao seu ego. Precisa se autoimolar, para se desprender das raízes e empreender uma busca completa de autoconhecimento. Consegue, assim, seu intento e aporta na realidade. Mas quem o espera é mais uma armadilha: seu entendimento é tão triunfante e completo que se transforma numa nova mitologia. Ele descobre, então, que o esclarecimento estava implícito nos velhos mitos e o que fez foi seguir um ciclo de volta ao seu início. O saber racional vira mito e o mito ancestral encerra a sabedoria.

A sereia habita as profundezas do mar primordial e busca na superfície as vítimas do seu encanto. Se for tomada como símbolo do que foi formatado na proto-História, o que regula e influencia a História humana posterior, ela assume não só essa dupla maldição, a de demônio que rouba a alma por meio da voz, ou de divindade que se interpõe no destino. Ela é mulher, e aí está o terceiro vetor do tridente. A parábola, o poema épico, a filosofia e a literatura se encarregam desse triângulo mortal, as três faces da sereia como construção do imaginário.

Dois ficcionistas de gênio abordam o mito da sereia de maneira oposta. Ambos compartilham ambientes parecidos: o sufoco da Sicília, no caso de Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896–1957), ou do Chaco, região noroeste da Argentina, no caso de Mempo Giardinelli (1947). A lua, o deserto, o calor envolvem o protagonista siciliano de O Senador e a Sereia e o argentino de Luna Caliente, no embate dessa busca de si mesmo, encarnada no encontro libertador (em Lampedusa) e fatal (em Giardinelli) com as sereias (2). São narrativas sobre a relação com o mito. Em Lampedusa, há o heroísmo da entrega e da redenção. Em Giardinelli, há voragem, em que o anti-herói quer devorar o que pretende evitar, sem reconhecer que está sendo engolido. A volta à origem é feita de maneira consciente no siciliano e por meio da ruptura e da tragédia no argentino. Ambos precisam aprender a lidar com a Outra, o gênero feminino.

Lampedusa traça o perfil do senador e catedrático Rosário de La Curcia, hiperespecialista em cultura grega, arrogante e misantropo, que tortura o narrador, um jovem jornalista decepcionado com seus amores e que acaba conquistando a amizade do helenista célebre. O motivo principal do desprezo que nutre pelos outros, especialmente os de pouca idade, são as ilusões do amor. O velho é um abstêmio sexual porque na juventude se satisfez com o amor tórrido com uma sereia, de verdade, daquelas que até falavam grego. O senador alcançou a imortalidade ao fazer sexo com a sereia, que o espera em qualquer quadra da vida, de volta, quando cansar do mundo. Sua segurança vem dessa promessa, que, afinal, se cumpre.

Giardinelli coloca na roda um trintão alienado politicamente, que volta de Paris formado, pronto para ascender socialmente numa Argentina dominada pela ditadura e pelo mito da pátria. É, então, seduzido pela visão da sereia adolescente e conduzido, por instinto e covardia, ao estupro e ao assassinato. Mas a ninfa imortal sempre volta para atormentá-lo, por mais que ele se esforce em assassiná-la. Ao contrário do senador, que se entrega às certezas do mito, o carreirista tenta, em vão, destruí-lo.

Giardinelli, um dos mais notórios escritores do seu país, destacado autor da literatura das democracias restauradas, como ele gosta de frisar, e que hoje vive no cenário de Luna Caliente, a cidade de Resistência, no Chaco, aparentemente trabalha o medo do anti-herói diante da mulher. Mas sua narrativa pega mais fundo. O personagem descobre que a Argentina vive uma época de destruição de identidade nacional e de imposição de uma mitologia obscura, fundada na ideia fascista de uma pátria madrasta. É tarde demais para escapar, pois já está comprometido com a cátedra da universidade local. É então seduzido pelo canto de sereia, o chamamento para as delícias da falta de razão e identidade, para o caos primordial, para a fuga. O sexo tórrido é a saída para suas amarras, sua decepção, sua solidão.

Ele cai na tentação e tenta se livrar da culpa, mas os novos verdugos, a ditadura argentina, o perseguem. O poder acena com um acordo: ele assume a culpa, se mantém, assim, preso ao regime e continua fora da cadeia. Ou, então, será desmascarado e encarcerado por décadas. Prefere escapar pela fronteira, mas é alcançado por quem, aparentemente, tinha sido eliminada. É o canto da sereia, que o leva de volta para suas origens no Chaco castrador, de onde fugiu para se salvar e voltou porque estava convicto da vitória da sua razão sobre as verdades impostas pelo clima, a paisagem, os laços familiares, o regime político instável e perverso.

Da mesma forma, Lampedusa reproduz o ambiente fascista da Itália, com seus intelectuais supérfluos, seus jornalistas vendidos, seus costumes amarrados. Tanto o jovem narrador quanto o velho sábio remam contra a corrente dessas imposições. Estão apartados da Sicília, vivem no norte do país, lugar considerado frio demais pelos habitantes do sul. Mas a condição de conterrâneos os aproxima, para que compartilhem de um segredo: a relação prazerosa com o mito, a salvação da vida medíocre por meio da entrega pessoal a tudo o que representa as origens, a terra, o mar ignoto. Desde que, claro, esses elementos sejam intermediados pela alta cultura.

É uma releitura do que pode fazer uma sereia, que, assim, perde o caráter demoníaco, tão presente em Giardinelli. O sufoco, em Lampedusa, está no frio, na racionalidade, na capital. A lua, a água do mar que geme de prazer sob o sol a pino, o sopé do vulcão em repouso, as tempestades, tudo o que é primordial e siciliano faz parte dessa mitologia particular dos migrantes que sonham com as delícias da terra natal.

É mais uma sintonia com Giardinelli, que escreveu sua novela no México, para onde emigrou depois da perseguição da ditadura. No exílio, ele cria a história do argentino que volta para suas raízes para impor a identidade e a razão e acaba sucumbindo diante da força da irracionalidade mitológica. Lampedusa tece a trama do siciliano que volta para os braços da sereia para escapar da aridez da sua vida, cercada pela irracionalidade e incompetência. Giardinelli não fala em sereia, mas em uma chaquense de 13 anos insaciável, incapaz de morrer diante do seu algoz. Mas é o mesmo mito. Senão como explicar sua imortalidade, sua reaparição constante depois de sofrer o atentado do amante?

As duas novelas são puro cinema. Luna Caliente foi filmada pela Casa de Cinema de Porto Alegre e veiculado pela Rede Globo em 1999. O Senador e a Sereia já nasce como sessão das quatro, aquela das tardes de verão em que nada se podia fazer além de fugir do calorão sentando numa poltrona para ver um filme inesquecível.
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Notas: 1. Sobre o mito e a sereia, me baseei na leitura de Jürgen Habermas, que no volume O Discurso Filosófico da Modernidade, capítulo 5 (Martins Fontes, 2000, 540 págs.), comenta A Dialética do Esclarecimento, famoso texto de Horkheimer e Adorno de 1944.

2. Luna Caliente – Três noites de Paixão e O Senador e a Sereia foram editados pela L&PM, em 1985 e 1980, com traduções de Sergio Faraco e José Antônio Pinheiro Machado, respectivamente.

>> CRONÓPIOS – por Nei Duclós


TAIKODOM: ETERNO RETORNO VOL. 2 DOS QUADRINHOS TRAZ EVENTO-CHAVE DO UNIVERSO DO GAME

sábado | 28 | novembro | 2009

Desfecho da minissérie em quadrinhos conduz personagens até um dos acontecimentos mais importantes da cronologia do Universo Taikodom e que nunca havia sido descrito em uma obra. Lançamento será no dia 30 de novembro, em São Paulo (SP). Álbum traz extras.

Os leitores do segundo volume da minissérie Taikodom: Eterno Retorno vol. 2 , de Roctavio de Castro e Eduardo Ferrara (Devir, 88 págs., R$ 28,50 – Inclui CD de instalação do game Taikodom) vão descobrir que a saga de Gao Jung ainda reserva muitas surpresas. Se antes ele tinha uma missão clara a cumprir, agora vai perceber que a sua vida de terráqueo despertado no futuro não é o que parece ser. Gao terá de confiar em fantasmas de seu passado, alguns de procedência bastante duvidosa.

A obra será lançada na próxima segunda-feira (30), na livraria Fnac Paulista, em São Paulo (SP), pela editora Devir e Hoplon Infotainment, empresa desenvolvedora do jogo online Taikodom. No dia 1o de dezembro, o lançamento acontece em Florianópolis, na Livrarias Catarinense do Beiramar Shopping. Publicado menos de dois meses depois do primeiro volume, este segundo número traz extras como glossário, páginas com esboços e parte do roteiro, e ainda o trecho de um conto de Gerson Lodi-Ribeiro explicando a terraformização de Marte, um dos conceitos apresentados na minissérie em quadrinhos.

Logo no primeiro dos três capítulos, o rebelde e irascível Gao Jung é visto tendo esperanças quanto à sua vida pós-despertar. “Pela primeira vez na história, Gao enxerga a possibilidade de construir algo de que gosta em sua vida no futuro, em seu novo mundo, mesmo que à custa do sacrifício de muita gente”, explica o roteirista Roctavio de Castro, que também é editor de universo ficcional na Hoplon Infotainment. Mas a alegria dura pouco. Castro propõe um pacto de credulidade com o leitor, plantando dúvidas e desconfianças sobre as intenções e a realidade dos personagens e ainda questiona crenças, misticismos e a existência do sobrenatural num mundo cético e hipertecnológico. “Quis mostrar que esses temas também podem existir no Taikodom, mas também que tudo pode ter uma explicação científica por trás… Ou não”, brinca Castro.

A arte de Eduardo Ferrara, que tem em seu currículo trabalhos para Marvel Comics, uma das maiores produtoras de quadrinhos do mundo, preserva o dinamismo do traço a lápis e é valorizada pelo trabalho da equipe de coloristas, com efeitos que destacam a arte original e enfatizam a atmosfera e a narrativa.

Lançamento em São Paulo (SP):
30 de novembro de 2009, segunda-feira, às 18h
Livraria FNAC/Paulista. Avenida Paulista, 901
Estacionamento pela Alameda Santos, 960. Tel. (11) 2123 2000

Lançamento em Florianópolis (SC):
1o de dezembro de 2009, terça-feira, às 18h
Livrarias Catarinense do Beiramar Shopping
Rua Bocaiúva, 2.468, Centro. Tel. (48) 3271 6001


‘LUA NOVA’: CONTINUAÇÃO DA SAGA ‘CREPUSCULO’ TEM ESTRÉIA COM MAIS DE 14 MILHÕES DE PESSOAS

sábado | 28 | novembro | 2009

Com investimentos de R$ 5 milhões em ações de divulgação, o fime teve mais de 14 milhões de espectadores em sua estreia

Filme teve investimento de marketing superior a R$ 5 mi e tornou-se uma das maiores bilheterias da história

O segundo filme da Saga Crepúsculo, Lua Nova, que estreou no último fim de semana no Brasil, teve investimentos da ordem de R$ 5 milhões em campanhas de divulgação para anunciar a estreia. A ação foi coordenada pela Paris Filmes e incluiu veiculação de peças em TV aberta, internet, rádio – todas incluindo promoções. Além disso, a distribuidora do filme promoveu uma campanha especial no metrô de São Paulo com um totem eletrônico sobre o filme.

Como resultado do reforço, a estreia alcançou a marca de mais de 14 milhões de pessoas nas mais de 600 salas de cinemas que exibiram o filme. Isto significa 60,8% do market share dos ingressos vendidos, sendo responsável por um aumento de 211% na frequência em relação a mesma semana do ano passado. Esta já é considerada a maior estreia em cinemas brasileiros na década.

Nos últimos anos, o cinema vem se consolidando como uma mídia atrativa para os anunciantes. Em um momento em que, de acordo com dados do Ibope, o número de televisores desligados bate recorde no Brasil. Segundo André Porto Alegre, diretor comercial da Circuito Digital, quando um filme tem um desempenho excelente em seus primeiros dias – como foi o caso de Lua Nova – bom público e renda nas próximas semanas são certos. “Será uma das três maiores bilheterias de 2009, perdendo só para A Era do Gelo 3 e Se Eu Fosse Você 2″, conta Porto Alegre. A Circuito Digital realiza o gerenciamento publicitário das 257 salas das redes Severiano Ribeiro, CineSystem e Playarte.
>> MEIO & MENSAGEM


HAKIM BEY, TAZ, ANARQUISMOS, ONTOLÓGICO E OUTROS NOMES

sexta-feira | 27 | novembro | 2009

À primeira vista, nada indica que o senhor da foto ao lado, em trajes e barba que faria um mais desavisado crer que se está diante de um mendigo errante, é um dos mais brilhantes e polêmicos pensadores da atualidade. Mas em questão de conhecimento aparência não significa rigorosamente nada, não?

Hakim Bey é o (codi) nome em questão usado pelo senhor de alcunha Peter Lamborn Wilson, nascido em Baltimore, Estados Unidos, em 1945, que após estudar na tradicional Universidade de Columbia, em Nova Iorque, fez uma longa viagem à Ásia e Oriente Médio  em busca das raízes e dos templos do sufismo. Peter (ou Hakim) veio a se fixar por algum tempo no Irã, onde atuou como consultor e pesquisador do sufi, ainda nos anos da década de 1970 pré-Revolução Islâmica, que, quando chegou em 1979, levou o Aiatolá Khomeini ao poder e Hakim Bey de volta aos Estados Unidos.

É em sua américa natal que Hakim se vê picado pelo mosquito revolucionário do anarquismo. Une seus novos conhecimentos aos já consolidados em relação ao sufismo e daí surge uma estranha e originalíssima liga, auto-nomeada de anarquismo ontológico, uma, digamos, corrente de anarquismo criticada até mesmo pelos anarquistas, que a visualizam de modo pejorativo como um anarquismo individualista e apolítico, que mistura elementos (misticismo, obscurantismo) que não caem nada bem aos anarquistas tradicionais.

A partir da inusitada mistura de elementos culturais/ideológicos distintos é que a lenda de Hakim Bey ganha força, na mesma proporção que os seus textos – sobre assuntos tão distintos quanto máfias chinesas descentralizadas conhecidas (tongs), comunalismo experimental de Charles Fourier, conexões entre o sufismo e a antiga cultura Celta, tecnologia e internet, terrorismo poético, ludismo, turismo e o uso ritualizado de substâncias alteradoras da consciência, dentre outros – vão sendo difundidos pelos submundos deste planeta, especialmente em meados dos anos 80 e 90.
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Tudo isso sobre Hakim Bey seria por demais estranho em estar neste local se o senhor da foto que abre esta postagem não tivesse escrito o simpático livrinho da capa acima. Taz, Zona Autônoma Temporária, editado (e já esgotado) no Brasil pela Conrad, é nitroglicerina sequencialmente explosiva, e não somente para os (algo) deslocados/escondidos anarquistas, comunistas ou simpatizantes de ambas (?) ideologias. Seu poder de comunicação e sua verborragia explicativa e revolucionária chegou aos altos (e baixos) escalões da Cibercultura como uma tentativa de explicação pertinente ao mundo atual, ou pelo menos a uma parte dele, a que diz mais respeito a chamada rede (ou The Net, nas palavras de Hakim). Sua relativa aceitação por parte de pesquisadores de comunicação não deixa de ser surpreendente, ainda mais quando se constata o quanto a exótica figura de Hakim em nada se parece com tantos outros teóricos/pensadores adotados pela rigorosa academia.

Já a adoção dos textos de Hakim Bey – principalmente de Taz – entre os  frequentadores de raves e adeptos do que se convenciona chamar de cultura rave não é de todo surpreendente e até mereceu uma típica resposta do próprio pensador: “Os frequentadores de raves estão entre meus maiores leitores… Gostaria que eles pudessem repensar toda sua relação com a tecnologia – eles deixaram de lado parte do que escrevi”. (via Wikipédia)

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Mas, afinal, que diabos o misterioso Hakim Bey escreve, e o que teria a tal Zona Autônoma Temporária de especial para que públicos tão distintos quanto ravers e/ou comunicólogos a pensassem como aplicável para suas vidas/estudos?

Bueno, eu não me atreveria a tentar responder estas perguntas em duas frases e/ou um parágrafo, mas posso trazer o primeiro capítulo do dito Taz aqui abaixo, intitulado “Utopias Piratas“,  como uma amostra do que Hakim Bey diz e de como ele diz o que diz.  O trecho é retirado da digitalização do livro, realizada pelo coletivo Sabotagem, e que pode ser lido na íntegra aqui. A tradução para o português é de Patrícia Decia & Renato Resende. Antes da leitura um alerta: tanto o conteúdo quanto o estilo do texto são, digamos, polêmicos, além de algo herméticos. Podem incomodar – o que não duvido que seja a principal ideia do autor para com seus leitores.

UTOPIAS PIRATAS

OS PIRATAS E CORSÁRIOS do século XVIII montaram uma “rede de informações” que se estendia sobre o globo. Mesmo sendo primitiva e voltada basicamente para negócios cruéis, a rede funcionava de forma admirável. Era formada por ilhas, esconderijos remotos onde os navios podiam ser abastecidos com água e comida, e os resultados das pilhagens eram trocados por artigos de luxo e de necessidade. Algumas dessas ilhas hospedavam “comunidades intencionais”, mini-sociedades que conscientemente viviam fora da lei e estavam determinadas a continuar assim, ainda que por uma temporada curta, mas alegre.

Há alguns anos, vasculhei uma grande quantidade de fontes secundárias sobre pirataria esperando encontrar algum estudo sobre esses enclaves – mas parecia que nenhum historiador ainda os havia considerado merecedores de análise. (William Burroughs mencionou o assunto, assim como o anarquista britânico Larry Law – mas nenhuma pesquisa sistemática foi levada adiante.) Fui então em busca das fontes primárias e construí minha própria teoria, da qual discutiremos alguns aspectos neste ensaio. Eu chamei esses assentamentos de Utopias Piratas¹.

Recentemente, Bruce Sterling, um dos principais expoentes da ficção cientifica cyberpunk, publicou um romance ambientado num futuro próximo e tendo como base o pressuposto de que a decadência dos sistemas políticos vai gerar uma proliferação de experiências comunitárias descentralizadas: corporações gigantescas mantidas por seus funcionários, enclaves independentes dedicados à “pirataria de dados”, enclaves verdes e  social-democratas, enclaves de Trabalho-Zero, zonas anarquistas liberadas  etc. A economia de informação que sustenta esta diversidade é chamada de  Rede. Os enclaves (e o título do livro) são Ilhas na Rede.

Os Assassins² medievais fundaram um “Estado” que consistia de  uma rede de remotos castelos em vales montanhosos, separados entre si por  milhares de quilômetros, estrategicamente invulneráveis a qualquer invasão,  conectados por um fluxo de informações conduzidas por agentes secretos,  em guerra com todos os governos, e dedicado apenas ao saber. A tecnologia  moderna, culminando no satélite espião, reduz esse tipo de autonomia a um  sonho romântico. Chega de ilhas piratas! No futuro, essa mesma tecnologia - livre de todo controle político – pode tornar possível um mundo inteiro de  zonas autônomas. Mas, por enquanto, o conceito continua sendo apenas  ficção científica – pura especulação.

Estamos nós, que vivemos no presente, condenados a nunca  experimentar a autonomia, nunca pisarmos, nem que seja por um momento sequer, num pedaço de terra governado apenas pela liberdade? Estamos reduzidos a sentir nostalgia pelo passado, ou pelo futuro? Devemos esperar  até que o mundo inteiro esteja livre do controle político para que pelo menos um de nós possa afirmar que sabe o que é ser livre? Tanto a lógica quanto a  emoção condenam tal suposição. A razão diz que o indivíduo não pode lutar  por aquilo que não conhece. E o coração revolta-se diante de um universo tão cruel a ponto de cometer tais injustiças justamente com a nossa, dentre  todas as gerações da humanidade.

Dizer “só serei livre quando todos os seres humanos (ou todas as  criaturas sensíveis) forem livres”, é simplesmente enfurnar-se numa espécie  de estupor de nirvana, abdicar da nossa própria humanidade, definirmo-nos  como fracassados.

Acredito que, dando consequência ao que aprendemos com  histórias sobre “ilhas na rede”, tanto do passado quanto do futuro, possamos coletar evidências suficientes para sugerir que um certo tipo de “enclave livre” não é apenas possível nos dias de hoje, mas é também real. Toda  minha pesquisa e minhas especulações cristalizaram-se em torno do  conceito de ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA (daqui por diante  abreviada por TAZ). Apesar de sua força sintetizadora para o meu próprio  pensamento, não pretendo, no entanto, que a TAZ seja percebida como algo mais do que um ensaio (“uma tentativa”), uma sugestão, quase que uma  fantasia poética. Apesar do ocasional excesso de entusiasmo da minha linguagem, não estou tentando construir dogmas políticos. Na verdade,  deliberadamente procurei não definir o que é a TAZ – circundo o assunto,  lançando alguns fachos exploratórios. No final, a TAZ é quase  utoexplicativa.Se o termo entrasse em uso seria compreendido sem dificuldades… compreendido em ação.

1: Utopias Piratas: Mouros, hereges e renegados, de Peter Lamborn Wilson. Publicado no Brasil pela Editora Conrad.

2: Assassins: antiga ordem secreta muçulmana do século XI. Seu nome vem da palavra “Hashshashin” (usuários do haxixe).

Em tempo: outro texto que trata da web é o intitulado “Sedução dos Zumbis Cibernéticos“, escrito ainda em 1997 e disponível aqui. E outro livro editado no Brasil de Hakim Bey é o “Caos: Terrorismo Poético e outros Crimes Exemplares, uma coletânea de devaneios filosóficos/poéticos/anarquistas que tem sido responsável por uma certa “febre” Hakim Bey, como bem escreve Cláudio Tognolli. E para saber de mais textos do homem, vá a este blog, em português, ou esta página, em inglês; ambas contém boa parte da obra do autor e permitem o acesso gratuito à ela gratuitamente.
>> BAIXA CULTURA – por Leonardo Foletto


ROBÔ DA FAINCO: FATO, MEMÓRIA E FOLCLORE

quinta-feira | 26 | novembro | 2009

Invasões provocam uma busca incessante de legitimidade local. Os adventícios, as mudanças de hábitos, as transformações do tempo conspiram contra a identidade de um lugar. Os habitantes precisam então cultivar a memória, dar sua versão dos fatos, manter o folclore, intensificar suas certezas. Há uma natureza escorregadia nesse processo: o conflito acontece pela artimanha, a tradição oral, os casos isolados.
O caso do Robô da Fainco é exemplar. Recebi a história pronta, versão hilária da esperteza de um empresário que tentou ludibriar os ilhéus com um robô inspirado na mesma criatura da série televisiva, sucesso na época (anos 60 e 70), Perdidos no Espaço. Foi atração e estrondoso sucesso numa das Fainco, que se realizava todos os anos. A edição número 1 da Veja de 11 de setembro de 1968 informava que na I Feira e Amostras da Indústria e do Comércio, a ser realizada no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (Bairro da Trindade) cem expositores estariam presentes no evento, que era um promoção da Faculdade de Engenharia da UFSC.

Não há um confronto explícito, pois os nativos também estão envolvidos na geração dessa borboleta que sai da casca,a cidade que não é mais a mesma, os personagens que morrem, as anedotas que se perdem e os confortos e problemas que substituem a imagem de uma urbanidade pacata e paradisíaca. Mascarar o dito, aumentar um ponto, apagar os vestígios, celebrar conchavos narrativos e lembrar de vez em quando de algo perdido para sempre são maneiras de, aparentemente, um nativo continuar sendo o que sempre foi, quando todos sabem que ninguém mais é o que costumava ser.

A Fainco, segundo minha pesquisa na internet, “despertou muito a atenção do público, pela forma como foi promovida pelos engenheirandos da 1968. Na oportunidade foi aproveitado o edifício em estado de acabamento da Faculdade de Filosofia, em Trindade, juntamente com a esplanada da Universidade Federal de Santa Catarina, onde se instalou também um parque de diversões. Em 1969 programou-se uma segunda Fainco tendo por local o edifício em acabamento da Assembléia Legislativa”. Nessa segunda edição, a agência AS Propague, de Antunes Severo, lançou mil exemplares de uma gravação do Rancho do Amor à Ilha, composto por Claudio Alvim Barbosa, o Zininho.

Mas vamos voltar ao Robô. Vários fontes se sucedem para contar a história. Uma delas é do filho do repórter que na época escreveu para o jornal “O Estado” sobre a prisão do Robô da Fainco. O escritor e contador de histórias Luiz Aurélio Baptista diz como foi. Quem me enviou a mensagem de Baptista foi o jornalista Paulo Brito. O texto diz o seguinte:

“Corria o início da década de 70, e na pacata e sempre ingênua Florianópolis acontecia todos os anos a Feira da Industria e do Comércio (Fainco – o A é de Amostras e não Anual, como saiu em alguns veículos – Nota do Diário da Fonte). Em determinada ocasião, a Fainco foi realizada na então inacabada obra da Assembléia Legislativa de SC, no centro da cidade.

Uma das atrações era um Robô, parecido com aquele do seriado “Perdidos no Espaço”, coqueluche da época. O tal Robô, dizia o empresário que o trouxera, era totalmente “robótico e inteligente”, ou seja, sem um ser vivo sequer dentro dele…A manezada ingênua pagava ingresso para ver aquela maravilha tecnológica da época, e como a comunicação naqueles idos era difícil, não foi possível saber que “aquela maravilha” já havia sido um fracasso em outras cidades do Brasil, tendo em vista a desconfiança das pessoas, pois achavam que ali dentro havia um ser humano, ou seja, não enganava ninguém!

Pois bem, a Fainco foi inaugurada com toda pompa, banda de música e muita reverência àquela fantástica atração – o Robô da Fainco. Após dois dias de filas intermináveis para ver o Robô, e o “empresário” do monstro já com as bufas cheias de dinheiro da manezada, eis que um singelo vigia noturno da Fainco ficou desconfiado, pois havia sido furtada uma bolsa de uma manezinha, bem no local onde o Robô circulava e ficava “desligado” à noite.

O vigia, já desconfiado que o robô era o larápio resolveu ficar de campana naquela noite, só observando o bicho, de longe, afinal, ele teria que descansar um pouco ou sentar-se, se humano fosse. Aí, pensou o esperto vigia, chamo a polícia e dou o flagrante. Não deu outra: lá por uma hora da madrugada o istepô apoiou o pézinho na parede, como todo ser humano faz, e além disso, deu um espirro… Aí foi demais! O nosso Sherlok Holmes fez um escândalo e chamou a “rapa”, que prontamente prendeu o Robô e o seu dono, ou empresário, como queiram.

Foram todos madrugada adentro para a 1 ª DP explicar-se para o delegado Elói. Mas ninguém tinha coragem de tentar desmontar o bicho e nem sabiam por onde começar, pois a geringonça era bem bolada mesmo, tipo lacrado. Tenta desmontar daqui, desmontar dali, eis que chega proeminente figura do Governo Do Estado com o objetivo de levar as notícias fresquinhas ao governador, tendo em vista que o escândalo já tomava conta da madrugada. O figurão, meio afeminado que era, chegou perto do robô, olhou, olhou, tocou no bicho, não se conteve e fez a pergunta:
- Robô, tu falas? E o Robô respondeu
- Falar falo, mas com veado não!!!”

Vamos a mais um capítulo da história. No blog do Dogman, ela é um pouco diferente:

“Aconteceu no ano de 1968 em Florianópolis, mas eu só soube agora. Numa feira de invenções ou inovações industriais (ou coisa parecida) chamada Fainco, promoção do Departamento de Engenharia da UFSC, surgiu um robô de lata, no melhor estilo Perdidos no Espaço. Os estudantes, os pesquisadores, o público, a imprensa, enfim, todos os freqüentadores do evento ficaram boquiabertos com tamanha tecnologia, até então só vista na ficção do cinema e das histórias em quadrinho. O robô era articulado, movimentava-se com agilidade, só faltava falar.

A polícia foi chamada para conter o tumulto provocado pela novidade, afinal, era coisa de outro mundo. Um dos investigadores já avaliava a situação e, astutamente, percebeu quando o homem de lata se dirigiu ao banheiro. Por uma fresta da porta, viu claramente um anão sair de dentro da fantasia e correr, apurado, para fazer um pipizinho. Esclarecido o mistério, o detetive deu voz de prisão a ambos. O anão, dias depois, foi solto e se mandou pra São Paulo. O robô, que fizera sucesso no programa Flávio Cavalcanti semanas antes e fora contratado para animar a feira, continuou preso na capital.”

Outra fonte, Aldírio Simões, conta do seu jeito:

“A prisão do robô da Fainco, por exemplo, não poderia ter sido mais burlesca, pois o policial prendeu o robô e soltou o sujeito que estava dentro da armadura. O meliante, conhecido como Sapo, protagonizou uma fuga espetacular, dessas de cinema, e aos olhos da imprensa. Sapo era um arrombador respeitado, abria as fechaduras mais sofisticadas na época e isso intrigava a polícia. Ao ser preso, o radialista Jorge Salum foi entrevistá-lo no porão de uma delegacia e o delegado, um pavão de penacho, porém incrédulo diante da especialidade de Sapo, determinou que mostrasse ao repórter a sua habilidade em abrir uma fechadura. Ele aceitou, pediu que o delegado e Salum entrassem na cela, o que foi atendido, e, do lado de fora, Sapo trancou a porta e ganhou a liberdade.”

O colunista da RBS e do Diário Catarinense, Cacau Menezes, comentou o acontecimento em janeiro deste ano:

“Morreu domingo, em Los Angeles, o ator e dublê Bob May, que interpretou o robô no seriado Perdidos no Espaço. “Perigo, perigo”, alertava ele com uma voz metálica. Já outro robô também muito famoso, o da Fainco, deve estar “mocozado” em algum canto desta Ilha rara. O robô da Fainco (uma feira da indústria e do comércio local) movimentava-se e até falava, foi atração na cidade. Daí um policial desconfiou e descobriu um anão dentro do robô, que foi preso. Governador Luiz Henrique, que trabalhava no Dops, era o escrivão da época. Os detalhes desta passagem estão fazendo falta na literatura folclórica da Ilha.”

Mas há ainda outra versão, a do filho do empresário do robô, que se assina Lima no blog do Dogman e é de São Paulo:

“É claro que o robô possuía alguém dentro. Vcs não assistiam perdidos no espaço?? em plenos anos 60 vc esperava robo eletrônico?? aquilo é como magico que tira coelho da cartola é para atrair pessoas e deu certo O robô não respondia perguntas decoradas, como o cidadão citou. Existia um sistema de radio intercomunicador dentro do robo Como já disse, aquilo atraiu publico e deu dinheiro para fainco. as crianças gostam os adultos tambem. Meu pai não tinha que ser alvo de mentiras subjetivas aquilo é o que todo mundo esperava. quem assistia perdidos no espaço sabia que tinha um homem dentro, nem poriço deixei de gostar dele e gosto de assistir a serie ate hoje. Se a nasa em 1969 levou quase 40 anos para produzir um robô, porque o motivo do alarde na epoca isso é ridículo, tanto é que ganhou na justiça. foi um trabalho bonito, atraiu o publico, deu dinheiro para os stands todo mundo ganhou…”

Eis um rodízio de ingenuidade e esperteza, a revelar a mudança da capital catarinense, de pacata e bucólica, num centro de indústria e comércio, com feira importante de tecnologia. O choque foi inevitável. O perfil da cidade mudava, o robô, que deveria ser um exemplar futurista, se transformou, ou foi transformado num caso de polícia. A desconfiança em relação às mudanças, o folclore em cima da modernidade, a piada substituindo a importância do evento, tudo isso serve para “colocar as coisas no lugar”. Ou seja: não venham tentar transformar esse lugar em algo diferente que nós não permitimos. Hoje, as histórias deitam e rolam em cima da ingenuidade da ilha, numa auto-punição consentida, fonte de todo humor, pois “só nós temos direito de rir de nós mesmos”.

Ou talvez nada tenha essa seriedade toda. E foi apenas um fato folclórico, lembrado às gargalhadas. E que merecia um registro aqui no Diário da Fonte, que acaba de colocar vários links permanentes para blogs de Santa Catarina e Porto Alegre, basta ver aí ao lado.
>> OUTUBRO – por Nei Duclós


STEAMPUNK

quarta-feira | 25 | novembro | 2009


Com a crescente aparição de livros, quadrinhos, animações, filmes e sites dedicados a divulgação do gênero SteamPunk, faz-se necessária a existência de uma referência em língua portuguesa, não só para agregar todo o conteúdo produzido fora do Brasil a respeito da Era Vitoriana, mas também para divulgar o movimento no país, reavivando assim a memória brasileira.

SteamPunk
É um sub-gênero da Ficção Científica passado em uma realidade alternativa cuja proposta estética remete ao Século XIX, como se a Era Vitoriana tivesse sido de tal forma bem sucedida que seus costumes, tecnologia e cultura tivessem perdurado por muito mais do que de fato perduraram. O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado num universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época.

Nesta realidade retrofuturista, conquistas magníficas foram alcançadas pela tecnologia graças a constantes Físicas que favorecem a eficiência da mecânica e o poder da eletricidade em dar origem a máquinas capazes do impensável. (Diga-se de passagem o Nautilus, de 20.000 Léguas Submarinas e também aparece no em “A Liga Extraordin) Sim,isso Funciona de Verdade!!!!!

Quem quer tocar????

Dá conta da banda larga sim!!!

O fascínio pelo progresso tecnológico e por tudo que o Homem alcançou, contudo, convive com uma ignorada, mas constante degradação ambiental, profundas diferenças sociais e com a iminência da desgraça que vai se tornando cada vez mais difícil de ser evitada.

Uma Distopia travestida de Utopia, a sociedade retratada no gênero Steampunk é uma caricatura do mundo em que vivemos, onde a tecnologia convive grotesca e intrusivamente com os interesses sociais, interrompendo a passagem com os trilhos de um progresso desmedido e tortuoso, mal planejado e orientado por motivações que têm muito menos relação com as necessidades humanas que com interesses corporativos.

A origem do termo SteamPunk é recente, tendo surgido em meados da década de 80, quando Kevin Wayne Jeter tentava rotular seus trabalhos e os de seus colegas escritores Tim Powers e James Blaylock, que escreveram uma série de romances entre 1979 e 1986 cuja característica mais marcante eram as histórias de Ficção Científica passada na época Vitoriana (1837-1901), com tecnologia “retrô” e claras influências em clássicos da literatura de Ficção Científica.

A ficção steampunk se foca mais sobre a tecnologia real, teórica ou cinemática da era vitoriana, inclusive motores a vapor, aparelhos mecânico, e motores de diferença. Apesar de muitas obras steampunk serem ambientadas em cenários vitorianos, o gênero tem se expandido até para cenários medievais e geralmente passeia pelos domínios do terror e da fantasia. Várias sociedades secretas e teorias conspiratórias são geralmente apresentadas, e alguns steampunks incluem elementos significativos de fantasia.

Além disso, há frequentemente influências lovecraftianas, ocultistas e góticas. Constantes inspirações no gênero SteamPunk, os romances de Ficção Científica do século XIX, como “20.000 Léguas Submarinas” e “Da Terra à Lua”,Volta ao Mundo em 80 Dias” de Julio Verne; “A Máquina do Tempo” e “Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells; “Frankenstein”, de Mary Shelley; e “A Connecticut Yankee in King Arthur’s Court”( Um Yankee de Connecticut na Corte do Rei Arthur, deve ser muito interessante!), de Mark Twain, não escapam, hoje, de ser associados ao novo gênero.

Esta resignificação dos subgêneros da Ficção Científica se estende a várias mídias, incluindo o Cinema e, quem aprecia a cultura SteamPunk, começa a identificar a estética do novo gênero – seja ela intencional ou não – em filmes como “Metropolis”, “1984″, “Brazil – o Filme”, “Delicatessen”, “Jovem Sherlock Holmes”, “De Volta para o Futuro”, “A Cidade das Crianças Perdidas”, “As Aventuras do Barão de Munchausen( um cara muito mentiroso por sinal…)”, “Wild West”, “Pacto dos Lobos”, “SteamBoy”, “O Cavaleiro sem Cabeça”, “Liga Extraordinária”, “Van Hensing”, “Hellboy”, “O Grande Truque”, “A Bússola Dourada”, “As Incríveis Aventuras de James West” e tantos outros.

Tal é a popularidade da cultura SteamPunk que é possível identificar e classificar diferentes sub-categorias, determinadas a produção de subjetividade que façam diferentes cortes do gênero, sejam eles Históricos, e que façam uso de personagens, locações e fatos – fictícios ou não – que tiveram lugar no passado; de Fantasia, que se passem em realidades completamente alternativas ou em um futuro norteado pelo desenvolvimento da cultura SteamPunk; ou Variantes do Conceito, que misturam gêneros, tempos, personagens, alienígenas e planetas de forma a torná-los peças que tenham como fim contar uma história sem compromisso com linhas de tempo ou com abordagens clássicas.

Com sua estética por vezes bela, por vezes inusitada e por vezes grotesca, o SteamPunk conquistou o público Goth, Cyber, Industrial e Punk sem dificuldade, bem como todos os que apreciam a riqueza de detalhes que é fruto da colisão entre a tecnologia moderna e os recursos e a estética Vitoriana, repleta de Bronze, Couro, Cobre, Pano, Vapor e Eletricidade. Falando em pano, pode se dizer que a moda SteamPunk chega a ser bem interessante,para quem já aprecia o gótico, tente colocar em suas roupas armações de arame, engrenagens, combinado com renda, óculos de aviador, cartolas, relógios,fivelas, argolas e todo tipo de Modernidades Vitorianas. Pode-se arranjar muitos desses acessórios em relojoarias, brechós,lugares que vendam coisas usadas, acrescente criatividade e voilà! Temos um novo membro Steampunk.
>> ArtRockNerdCandies – por Jack Starman – 3/04/2008


Lady Aradya, que também customiza suas roupas e faz acessórios Steampunk…


STEAMPUNK: ENTREVISTA COM BRUNO ACCIOLY

quarta-feira | 25 | novembro | 2009

O que aconteceria se as tecnologias baseadas no vapor do século XIX tivessem sido ainda mais poderosas que em nossa realidade? E se, a exemplo do que podemos ver nos livros de Verne e Wells, os vitorianos tivessem conquistado o espaço, viajado no tempo? Essa pergunta está por trás de um subgênero da ficção científica chamado steampunk que já foi tema de um artigo aqui no Overmundo.

No Brasil, a cultura steamer ganha cada vez mais força a ponto de, ainda este mês, acontecer em São Paulo um encontro que deve reunir fãs das diversas vertentes possíveis desse estilo em forma literária, cinematográfica, teatral, ligada a moda e acessórios, jogos e o que mais a imaginação permitir. O evento vai acontecer ao longo da madrugada de 27 de novembro, na Biblioteca Pública Viriato Corrêa, durante a III Fantástica Jornada Madrugada Adentro.

Graças aos esforços de um grupo de entusiastas, os steampunkers brasileiros contam com uma invejável estrutura virtual para trocar ideias, se manterem informados e organizar reuniões presenciais como essa. O Conselho Steampunk é uma organização de fãs sem fins lucrativos que se divide em iniciativas regionais – denominadas de Lojas – e que põe à disposição dos interessados uma variedade de projetos e ferramentas da web. O grau de profissionalismo é tão grande que chamou a atenção, entre outros, de Bruce Sterling, o escritor americano que, ao lado de William Gibson, criou as bases tanto do cyberpunk quanto do steampunk. Um empresário da área de informática morador do Rio de Janeiro está por trás de todo esse movimento nacional de cybervitorianismo: Bruno Accioly, um dos fundadores do Conselho Steampunk, que nos concedeu a entrevista a seguir.

De onde veio seu interesse pessoal na cultura steamer? Que obras steampunk, seja no cinema, na literatura, nos quadrinhos, nos games o atraíram para esse subgênero?
Uma coisa curiosa acerca do SteamPunk é que ele ganhou nome muito tarde. Muita gente já era fascinada, como eu, pelos livros e versões cinematográficas das obras de HG Wells e, particularmente, de Julio Verne. Posso dizer que foram estes dois autores que mais me chamaram a atenção – como referência de extrapolação e exagero da tecnologia e da sociedade da Era Vitoriana.
Havia contudo uma pletora de outras obras, como filmes antigos de Sherlock Holmes – e mesmo O Enigma da Pirâmide – a série As Aventuras de James West e a animação Viagem ao Centro da Terra, por exemplo, que estavam carregadas de elementos SteamPunk.
Creio que a primeira vez que tomei conhecimento do termo foi em fins da década de 1980, quando me chegou às mãos o Gurps SteamPunk e o Gurps Steam-Tech. Imediatamente me senti à vontade com o termo e… “entendi a piada”.
Escrever obras no estilo de Verne, no Século XX e XI é obviamente anacrônico, mas exerce um fascínio inegável sobre muita gente. É bom lembrar que apesar de A Máquina Diferencial [de Bruce Sterling e William Gibson] ser o primeiro romance consagrado do gênero, foi com K.W.Jeter, tentando descrever sua obra e as de Blaylock e Powers que surgiu pela primeira vez o termo.

Como exatamente surgiu a ideia para o Conselho Steampunk? De que forma aconteceram os primeiros contatos e a formatação dos diversos grupos abrigados nele?
Em meados de 2007 eu comecei a desenvolver um blog para falar de SteamPunk e, como queria fazer algo um pouco mais profissional para homenagear o gênero – que era muito menos conhecido no país – acabei adquirindo o domínio www.steampunk.com.br


Quando descobri o blog do Raul Cândido sobre o assunto, entrei em contato com ele assim que pude. O Conselho SteamPunk nasceu por telefone, quando percebemos que tanto o meu interesse quanto o dele eram grandes o suficiente para fazer algo pelo gênero e para começar a engendrar um movimento entorno dele.
A quantidade de pessoas e os grupos que se formaram ao redor do Conselho SteamPunk é uma função do conceito por trás da organização. Sabíamos que não seria possível tentar centralizar tudo e, portanto, resolvemos criar uma estrutura colaborativa, na qual qualquer pessoa, em qualquer estado, poderia criar sua Loja do Conselho SteamPunk e, com isso, poderia fazer uso da infraestrutura de Internet que elaboramos sem custo algum.
Quando uma Loja é formada ela é responsável pela promoção do gênero e pelo arrebanhar de mais entusiastas. No caso de um outro grupo na mesma região aparecer este passa a ser mais um núcleo daquela mesma Loja, o que aconteceu, por exemplo, com o núcleo SteamPunk de Bragança Paulista, que agregou-se a Loja São Paulo, e que é cheia de gente talentosa e interessada no futuro do movimento no país.

As representações regionais do Conselho são chamadas de Lojas a exemplo do que é feito na mais famosa das sociedades secretas. Essa terminologia chamou a atenção e arrancou elogios de ninguém menos que Bruce Sterling, um dos principais criadores da vertente literária Steampunk. Como surgiram os conceitos que batizam as várias iniciativas do Conselho? Foram ideias suas ou propostas do grupo?
Não foi nada difícil, na verdade. Acontece que tanto eu quanto o Raul, o Karl e tantos outros entusiastas que fazem parte do Conselho SteamPunk estamos imersos em vários aspectos da cultura Vitoriana e do gênero SteamPunk, e sempre que precisamos trabalhar algum conceito para uma nova iniciativa, acaba que alguém tem uma ideia interessante.
O espírito por trás da ideia do Conselho é de colaboração e generosidade e, portanto, não há muito espaço para líderes ou algo assim. Todos nutrimos profunda admiração uns pelos outros e pelos talentos e conhecimentos de cada um.
Acreditamos que a capacidade de cada Loja seja uma consequência direta do talento de cada um dos envolvidos no Conselho e estamos sempre buscando pessoas disponíveis, diligentes e interessadas em fazer mais pelo gênero e pelo movimento.

Atualmente quantas pessoas estão ligadas direta ou indiretamente ao Conselho Nacional e às lojas regionais? Entre membros que participam ativamente e pessoas que acompanham os diversos sites, blogs e dos eventos já organizados qual é o público estimado hoje do Conselho Steampunk?
Está aí algo difícil de dizer. O que se pode dizer é que existem quase 400 pessoas na comunidade do Orkut do Conselho, cerca de 250 pessoas na comunidade da Loja São Paulo e mais umas 100 pessoas nas comunidades das demais Lojas. Há ainda, claro, quase 800 pessoas na comunidade SteamPunk do Fábio Ori, que surgiu antes mesmo do Conselho SteamPunk existir.
Muitos entusiastas presentes nestas comunidades se repetem, logicamente, mas considerando-se as 200 pessoas cadastradas no Registro SteamPunk (precursor do SteamBook) – e as mais de 100 pessoas que entraram no SteamBook, a Rede Social SteamPunk, nas primeiras 3 semanas, nos parece possível que haja cerca de 1000 entusiastas declarados e muitos outros simpatizantes por aí.

Você poderia enumerar quais iniciativas existem atualmente com a chancela do Conselho, deixar os endereços e comentar brevemente cada uma?
Não são poucas… Como sou empresário e minha firma trabalha com Comunicação Digital e Mídias Sociais, acaba que boa parte destas iniciativas tem uma manifestação bem clara na Internet.

SteamPunk.com.br
Este é o site do Conselho SteamPunk, que costuma falar do gênero e do movimento em nível nacional.
Cada Loja tem seu próprio site:

http://rj.steampunk.com.br/

http://rs.steampunk.com.br/

http://sp.steampunk.com.br/

http://mg.steampunk.com.br/


E 3 outros estão para ser colocados no ar – quando da conclusão das Lojas:
http://pa.steampunk.com.br/

http://pr.steampunk.com.br/

http://df.steampunk.com.br/

SteamCon -

www.steamcon.com.br

Site dedicado a avisar os entusiastas dos eventos SteamPunk no país. O site é alimentado por cada uma das lojas e é também o lar da Virtual SteamCon, um evento de nível nacional que acontece via Internet.

SteamGirls -

www.steamgirls.com.br

Site que dá lugar a sessões de fotos femininas de praticantes de SteamPlay e que divulga o trabalho de quem faz acessórios e trajes SteamPunk/Vitorianos.

SteamPedia -

www.steampedia.com.br

A proposta da SteamPedia é ser como a WikiPedia, um enciclopédia alimentada por quem se interessa pelo assunto. Trata-se de uma iniciativa nova e poucos já se inscreveram de fato, mas qualquer um pode participar.

SteamBook -

www.steambook.com.br

Rede Social SteamPunk, a melhor forma de participar do movimento e fazer diferença nele sem fazer parte efetivamente do Conselho SteamPunk. É possível construir ali seu blog a respeito do gênero e do movimento.

RetroFuturista -

www.retrofuturista.com.br

Este site é uma proposta experimental de produção não-linear de ficção SteamPunk. A idéia é produzir um universo SteamPunk com licença Creative Commons que possa ser usado por outros autores como base para suas narrativas.

Temos ainda perfis nas seguintes mídias sociais:
Facebook -

http://www.facebook.com/group.php?gid=38039372045

Orkut -

http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=fpp&uid=2382475252867688827

Comunidade no Orkut -

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=72139589

Twitter -

http://twitter.com/consteampunk

SteamFeed -

http://feeds.feedburner.com/steamfeed

Sobre o SteamFeed -

http://www.steampunk.com.br/o-que-e-o-steamfeed/

E para o futuro próximo, quais são as expectativas de novos projetos e de criação de novas Lojas ligadas a seu grupo?
O grupo não é exatamente meu. Digo… ele foi fundado de forma a, se algo acontecer com qualquer um de nós, ele continue existindo. Na verdade, uma vez que a infraestrutura de hospedagem, messenger, e-mails e sites é montada pela minha empresa eu tomei o cuidado de deixar tudo esquematizado e pago por alguns anos, deixando o Conselho SteamPunk sadio mesmo no advento de batermos em um iceberg.
O futuro nos reserva algumas coisas interessantes, dentre elas a Liga de Artífices SteamPunk – que vai se manifestar no SteamCon.com.br como uma galeria de artistas e produtos; um PodCast convencional sobre o tema; um VidCast bem diferente do que já se viu; um RPG que lançará as bases para um trabalho de LARP (Live Action Role Playing) no Brasil; alguns SteamCamps – reuniões de pauta para colher os interesses dos entusiastas em cada estado; e uma SteamCon presencial, que deve acontecer em São Paulo, pelo que estamos vendo.

Na estreia da edição on line da RPG Magazine havia um conto seu chamado “Rota de fuga”. Foi seu primeiro conto steampunk? Vamos ver mais produção literária sua e de outros membros do Conselho?
Não foi meu primeiro conto SteamPunk. O primeiro foi sobre uma sociedade marciana baseada em vapor, que se passa antes do nascimento da raça humana e o segundo foi uma experiência literária pessoal na qual o vapor e a eletricidade eram entidades escravizadas pela raça humana no século XIX.
Estou trabalhando há alguns anos em duas histórias com temática SteamPunk e me preparando para lançar mais alguns contos.
Eu e alguns outros membros do Conselho estamos preparando algumas surpresas para os entusiastas, no sentido de produção literária SteamPunk e, creio, todos vão gostar muito do resultado.
Sempre fui um apaixonado pela ficção científica de um modo geral, independente do SteamPunk, e sou um fã incondicional de Arthur C.Clarke, ávido leitor de Isaac Asimov e admirador do trabalho de Carl Sagan, o que me levou a escrever muitos outros contos.
Tenho conhecido muita gente interessante e importante no meio, o que me fez perceber que o Conselho SteamPunk pode retribuir o carinho da comunidade de produção literária de Ficção Científica através das ferramentas que vem desenvolvendo para promoção do sub-gênero que tanto estimamos.
A nova iniciativa do Conselho SteamPunk, como resultado, não será endereçada a entusiastas de nicho, mas a toda comunidade de escritores e leitores de literatura fantástica.
O que ninguém ouviu até agora é o nome desta iniciativa, que foi batizada por nós de: aoLimiar.
Se o leitor tiver alguma dúvida, interesse em estreitar relações com o Conselho SteamPunk ou colaborar de alguma forma, basta enviar um e-mail para conselho@steampunk.com.br

>> OVERMUNDO – por Romeu Martins


“DARK VOID”: BRAD PITT PRODUZ E ATUA EM ADAPTAÇÃO DO GAME

quarta-feira | 25 | novembro | 2009

O ator está desenvolvendo o projeto de adaptação do game, que será lançado em janeiro do ano que vem.

Brad PittO ator Brad Pitt (“Bastardos Inglórios”) vai desenvolver e produzir um longa inspirado no jogo “Dark Void” com a sua produtora Plan B. As informações foram divulgadas pelo site da revista Variety.

Depois de ser vampiro, personagem imaginário, detetive, ladrão, semi-deus, instrutor de academia, espião, portador de uma doença misteriosa e caçador de nazistas, Pitt poderá viver agora um piloto de avião perdido no Triângulo das Bermudas.

No ainda inédito jogo “Dark Void”, o piloto Will sofre uma queda de avião e, perdido, entra em um universo paralelo, onde humanos têm que lutar contra uma raça de alienígenas que imaginava-se já estar extinta há anos. Com um número limitado de poderes e armas, Will se junta aos outros humanos para tentar impedir a invasão de extraterrestres.

De acordo com a Capcom, o jogo “Dark Void” chegará às lojas em 16 de janeiro do próximo ano e vai estar disponível para as plataformas PlayStation 3, Xbox 360 e PC.
>> CINEMA COM RAPADURA – por Fellype Alberto

Confira uma foto do personagem que será interpretado pelo ator:


FLASHFORWARD EM PRECÁRIA SITUAÇÃO

quarta-feira | 25 | novembro | 2009

Anunciada como a “8ª maravilha do mundo”, a série tornou-se a queridinha da mídia em função de uma promessa a qual não foi cumprida. Assim que o departamento de marketing da ABC começou a divulgar “FlashFoward” como sendo a “próxima Lost”, a imprensa e fãs mais afoitos correram a abraçar a informação como verdadeira, sem nem se preocuparem em conferir o produto.

Canais do mundo inteiro correram para comprar a série antes mesmo dela estrear na TV americana. Foram mais de 100 países que confiaram no marketing, o qual vem, nos últimos anos, forçando sua presença na mídia, tentando se transformar em ferramenta formadora de opinião para garantir a venda do produto que anuncia. Isto em qualquer área, não apenas na TV ou cinema.

Ao estrear, “FlashForward” provou que se apoiou demais na fama conquistada antes da hora, dedicando-se muito pouco ao desenvolvimento de seus roteiros e personagens. A ABC já estava preocupada com o desenvolvimento de “V” (que tem se saído melhor), a ponto de suspender a produção para dar tempo dos roteiros serem melhores desenvolvidos. Esta semana, o canal decidiu dar à “FlashForward” o mesmo tratamento, tendo em vista os milhões gasto com sua produção e divulgação.

A audiência da série cai vertiginosamente a cada semana, correndo o risco de ser cancelada ainda na primeira temporada. Tendo estreado com uma média de 14 milhões de telespectadores, a exibição do episódio mais recente marcou uma média de 8 milhões. Para evitar o vexame de cancelar “a próxima Lost”, a produção terá um prazo de seis dias, durante os quais terão que dar um jeito nos roteiros.

Em nota oficial o canal diz que “a parada é para dar uma oportunidade para que os roteiristas possam manter a alta qualidade alcançada pela série”… e o marketing continua; é claro, é preciso defender o produto, garantindo-lhe a venda. Resta saber se todos os problemas de mau desenvolvimento de roteiro e personagens poderão ser corrigidos em seis dias.

A paralisação não afetará a exibição da série que tem uma temporada completa encomendada. A exibição continuará até o dia 3 de dezembro, quando entra em recesso na grade do canal em função dos especiais de natal. O retorno para a exibição de novos episódios da primeira temporada está previsto para o dia 14 de janeiro de 2010.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


‘AVATAR’: GUILHERME BRIGGS DIRIGE DUBLAGEM BRASILEIRA

quarta-feira | 25 | novembro | 2009

Avatar e Briggs
O dublador comanda todo o processo de dublagem no Brasil.

Avatar” promete ser um dos maiores lançamentos e investimentos em marketing de todos os tempos. Com um orçamento gigantesco (mais de 300 milhões de dólares), todo cuidado com a obra é pouco. Pensando assim, a dublagem que irá chegar aos cinemas brasileiros já tem direção confirmada. Guilherme Briggs está no comando do processo de dublagem que está ocorrendo nos estúdios da Delart. Quem confirmou foi uma fonte da Fox. O filme promete ter o maior lançamento nacional dos últimos anos e a Fox Brasil não está medindo esforços para tal.

Briggs é o principal diretor de dublagem (e dublador) atualmente no Brasil. Ele dirigiu, só este ano de 2009, filmes como  “Sexta-feira 13”, “Watchmen”, “Star Trek”, “Uma Noite no Museu 2”, “Transformers: A Vingança dos Derrotados” e “G.I. Joe: A Origem de Cobra”. Como dublador, ele fez a voz, também este ano, do Billy Crudup (o Dr. Manhattan de “Watchmen”), Zachary Quinto (o Spock de “Star Trek”), Brendan Fraser (o Gung-Ho de “G.I. Joe”) e Jim Carrey (o Ebenezer Scrooge de “Os Fantasmas de Scrooge”).

No épico de ação e aventura, James Cameron, diretor de “Titanic”, nos leva a um mundo espetacular, além da nossa imaginação. Na distante lua Pandora, um herói relutante embarca em uma jornada de redenção e descoberta, liderando uma batalha heroica para salvar a civilização. O filme foi idealizado por Cameron há 14 anos, quando ainda não existiam meios para concretizar suas ideias. Agora, após quatro anos do trabalho de produção real, “Avatar” nos proporciona uma inovadora experiência de imersão total no cinema, em que a tecnologia revolucionária que foi inventada para realizar o filme se dilui na emoção dos personagens e na história arrebatadora.

O elenco conta com a participação de Sam Worthington, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Sigourney Weaver. Com exibição em 3D, a estreia mundial será em 18 de dezembro de 2009.
>> CINEMA COM RAPADURA – por Arthur Yoffe


BRASIL TERÁ “BOOM” DE ANIMAÇÕES A PARTIR DE 2010

quarta-feira | 25 | novembro | 2009

Brasil terá

A animação nacional passa por um “boom” de novas produções, e começaremos ver as novidades em 2010. O Animagic publicará uma análise mais profunda sobre os prós e contras do processo de produção brasileiro, mas no fim de semana a Folha de S. Paulo publicou uma matéria de Fernanda Ezabella que vale a pena ser destacada. Logo após vem a lista das animações previstas a partir de 2010.

Enquanto mais de uma dúzia de filmes norte-americanos de animação encheram as salas de cinema dos Estados Unidos e do mundo desde janeiro, o Brasil passou o ano com apenas uma estreia nacional do gênero em cartaz, e outra em 2008.

Mas isso pode mudar, ainda que timidamente, a partir de 2011. Afinal, sete longas brasileiros animados estão em pleno vapor de produção, incluindo um em “stop motion” e outro em 3D, os primeiros do país.

“Minhocas”, com orçamento de R$ 10 milhões, usa bonecos de resina para contar as aventuras de uma jovem minhoca, com a mesma técnica utilizada em obras como “A Noiva Cadáver”. Já o 3D (com óculos) é “Brasil Animado”, de R$ 2 milhões, que mistura desenho com imagem real de regiões turísticas do país. Ambos têm coprodução da Globo Filmes.

A animação “Lutas” (imagem acima), que terá voz de um dos personagens principais dubladas por Selton Mello

As outras animações variam de infantis a temas mais adultos, com diretores veteranos do gênero, como Otto Guerra (“Wood & Stock”), e estreantes, como o roteirista Luiz Bolognesi (“Chega de Saudade”).

Todos se beneficiam da revolução tecnológica, que barateou muito os custos de produção na última década, e das boas bilheterias dos americanos, que empolgam investidores. Além disso, há incentivos do governo (leia mais abaixo) e uma certa tradição brasileira, produtora de 20 longas desde 1953, contra um de Portugal, por exemplo.

“Há oito anos, parecia um sonho impossível, ninguém acreditava em animação. Ainda é difícil, mas está melhorando”, diz Bolognesi, que estreia na direção de ficção com o desenho “Lutas”. “Os projetos começaram a bombar no Brasil, e a mão de obra passou a ser disputada. Tive que aumentar honorários para manter a equipe.”

Sobrevida
Para Cesar Coelho, um dos fundadores do festival AnimaMundi, pode ser que a maior parte dessas produções não ganhe espaço nobre nos cinemas. “Mas com certeza conseguem se pagar na venda para TV, no DVD ou licenciamento de produtos”, diz Coelho.

De fato, há sobrevida para os infantis. “Brichos”, longa de Paulo Munhoz lançado em 2007 e até hoje em cartaz em cinemas do interior de SP, deu origem à série de TV, livro e uma continuação, “A Floresta É Nossa”, prevista para 2011.

Outro infantil para o mesmo período é “As Aventuras do Avião Vermelho”, com voz de Lázaro Ramos. E “Peixonauta”, série de TV exportada para dezenas de países, faz caminho inverso, em direção a um longa em 3D, ainda em pré-produção.

A maioria das obras, no entanto, quer deixar de ser restrita às crianças e alcançar público mais abrangente. É o caso de “Fuga em Ré Menor para Kraunus e Pletskaya”, de Guerra, baseado no espetáculo “Tangos&Tragédias”, e “Nautilus”, uma histórica épica com Cristóvão Colombo criança.
Eles seguem a linha das animações “para toda a família” de estúdios como a Disney Pixar, cujo “Up – Altas Aventuras” está cotado como forte concorrente a uma das dez vagas para o Oscar de melhor filme. Já na categoria do gênero, houve recorde de inscrições, 20 longas.

“A influência [americana] tem um lado positivo, populariza a animação. Mas tem o negativo: nunca teremos a grana da Pixar, e o público em geral não entende. Isso pode ser comprometedor”, diz Marta Machado, presidente da Associação Brasileira de Cinema de Animação.

Filmes de animação em produção

- Minhocas – Primeiro stop motion nacional. Coprodução Globo Filmes e distribuição Fox Film do Brasil.

- Brasil Animado – Mistura desenho com live action. Coprodução Globo Filmes. Exibição em 3D, com óculos.

- Lutas – Personagem vivo há 600 anos conta episódios sobre a história do Brasil, desde a chegada dos europeus até 2080. Estréia de Luiz Bolognesi, roteirista premiado em direção de filme de ficcção. Com a voz de Selton Mello. Distribuição da Europa Filmes.

- A Floresta é Nossa – Continuação de Brichos. Diretor Paulo Munhoz promete um longa mais sofisticado em digital e com equipe de 60 pessoas, em Curitiba.

- As Aventuras do Avião Vermelho – Garotinho estrela história de Erico Veríssimo. Com voz de Lázaro Ramos.

- Peixonauta – Série irá ganhar longa, em 3D, ainda em pré-produção.

- Fuga em Ré Menor para Kraunus e Pletskaya – Depois de “Wood e Stock”, “Tangos e Tragédias”. Animação de Otto Guerra narra acontecimentos após queda acidental do muro que isolava a Sbórnia do continente.

- Nautilus – Distribuição Paris Filmes.

- Ivete Stellar – Diretor Renato Barreto trabalha há dois anos na pré-produção do filme. Longa da Ivete Sangalo. Em 3D, com óculos.

- Gato 3D – Do Start Anima, estúdio de O Grilo Feliz, o diretor Rafela Ribas prepara longa em 3D, com óculos, sobre animador de festas preso na fantasia do mascote. Previsto para 2013.

- Astronauta – Do estúdio de Maurício de Souza. Em 3D, com óculos.

- Historietas Assombradas – Da equipe de Minhocas. Em 3D, com óculos.

>> ANIMATION-ANIMAGIC – por Celbi Pegoraro


‘CLÁSSICOS DA ANIMAÇÃO DOS ANOS 60′: AS MUITAS IDEIAS POR TRÁS DAS RISADAS

quarta-feira | 25 | novembro | 2009

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Existem duas maneiras diferentes de assistir ao DVD duplo “Sessão de Desenhos vol. 1” (Warner), com mais de quatro horas de desenhos animados clássicos dos anos 60. Uma, com olhar saudosista, relembrando aqueles momentos gostosos de comer biscoito assistindo TV, e compartilhar isso com os filhos e sobrinhos de hoje em dia. A outra, com a visão de um pesquisador, interessado em analisar o que diziam os desenhos da época.

Eu me propus às duas coisas. Afinal, para quem gosta do tema é importante saber um pouco mais sobre os americanos William Hanna e Joseph Barbera. Com a decadência dos desenhos animados para exibição em salas de cinema, os dois perceberam que o novo mercado estava na TV e investiram numa produtora. Começaram com Jambo & Ruivão, Don Pixote e Pepe Legal (de 1959), aproveitando a imensa oferta de programas de faroeste naquele período. O resto é história conhecida, como a capacidade de fabricar frases marcantes e gritos de guerra como “iabadabadoo” ou “scooby dooby doo”.

BICHOS
Praticamente todos os desenhos de Hannah−Barbera tinham bichos como personagens. Lula Lelé, Peter Potamus (hipopótamo), Esquilo Sem Grilo, Matraca Trica (urso) & Fofoquinha (foca), Pepe Legal (cavalo), Formiga Atômica e Coelho Ricochete são apenas alguns dos vários exemplos. O que me intrigou é que cachorros como o Precioso (do desenho Xodó da Vovó) e Rafeiro (do Pepe Legal) contém elementos do boxer Mutley. O primeiro ri igualzinho, o segundo pede biscoitos caninos para fazer alguma coisa (assim como Mutley que, no desenho da Esquadrilha Abutre pedia “medalha, medalha, medalha” para o Dick Vigarista).

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CHEFES E MILITARISMO
Também é interessante notar a quantidade de personagens que são subordinados a chefes, sejam coronéis de polícia ou militares, e se dividem entre super−heróis com poderes especiais ou detetives. Para citar alguns: Coronel Mandragão comanda o Campo Frostbite, no Pólo Norte, o Capitão que gerencia o parque do “marinheiro” Lula Lelé e o chefe dos detetives Olho−Vivo e Faro−Fino.

Há também inúmeros desenhos utilizando mísseis, tanques, aviões, navios, submarinos e todos os vilões querem conquistar o mundo. É bem possível que isso seja um reflexo da paranóia que se instalou no pós−guerra, quando a Terra viveu uma guerra fria entre EUA e URSS. Não por acaso, no excelente episódio dos Jetsons deste DVD, em determinado momento Jane Jetson recomenda ao filho Elroy que “não brigue com os meninos russos” durante uma excursão às minas de sal na Sibéria.

Militarismo hannah-barbera

POLITICAMENTE INCORRETO
Há críticas veladas ao sistema em diversos desenhos, seja em referência a mídia, ao caos da cidade grande em desenvolvimento (poluída para o camponês Gaguinho) e, surpresa, ao próprio capitalismo e a pobreza causada por ele, onde temos o gato Manda−Chuva como o ícone principal. Aliás, “Chequemate”, desenho do gato que abre o DVD é o melhor de todos. Retomando o raciocínio, nos dois desenhos do “Bob pai, Bob filho” não há qualquer referência a figura materna. Não se fala em morte ou divórcio, seria então Bob Pai um pai solteiro em plenos anos 60?

gaguinho e manda-chuva

O que dizer de personagens que fumam? No desenho em que vive um detetive, Patolino não só fuma o tempo todo, como sofre assédio sexual da cliente. No episódio dos ratos Hal e Morton fica subentendido que ambos são alcóolatras. E o que dizer de Peter Potamus que ajuda o gigante quando João do Pé de Feijão quer pegar de volta a galinha dos ovos de ouro? Mas extremo é o desenho da Feiticeira Faceira que encontra uma Branca de Neve loira, de cabelos compridos, que vive como empregada de sete anões gêmeos idênticos.

SONS E CENÁRIOS
Numa década onde a psicodelia estava em alta, isso se refletia nos cenários dos desenhos, com cores e formas alucinantes. Árvores coloridas e tortas, texturas diversas e móveis da época dão um charme a mais quando se assiste aos desenhos sessentistas nos dias de hoje. O que dizer do jazz de alto nível nos desenhos do Manda−Chuva? As trilhas e as músicas de orquestra são um ponto forte, bem como os temas marcantes, como o composto para o “Porky Pig Show”, do porco Gaguinho.

OS HERCULÓIDES
Outro detalhe importante do DVD duplo “Sessão de Desenhos vol. 1” está nos Extras. Especialistas do meio explicam que os monstros estavam em alta nos anos 60 e o desenho dos Herculóides virou um grande sucesso por misturar naves espaciais com dinossauros. Mas, também, por ser pioneiro em usar personagens com fisionomias e corpos humanos, ao invés de personagens cômicos ou animais engraçados.

Os Herculoides

Por fim, não é preciso dizer muito mais sobre Hannah−Barbera. A biografia deles está em diversos sites da internet, bem como um portal brasileiro onde um fã disponibiliza mais informações, temas musicais, etc. William Hanna morreu em 2001 e Barbera em 2006, seu estúdio foi adquirido pela Cartoon Network e, numa fusão de empresas, hoje pertence a Warner, sua outrora concorrente.

Sobre o DVD, é mais que recomendado. Um ou outro desenho está com o som mais baixo, mas as dublagens em português são originais, e bem diferentes das versões originais em inglês, que, inclusive, vem com aquelas risadas do público gravadas aos finais das piadas, para fazer o espectador rir também. A Warner informa que em dezembro sairá o primeiro volume dos anos 70. Mas ainda não tem previsão para o lançamento do segundo volume dos anos 60. Taí duas ótimas dicas para presentes de natal.
>> JORNAL DO BRASIL – por Pedro de Luna


‘O SEGREDO DA GUERRA’: A FANTASIA BRASILEIRA DE ESTUS DAHERI

quarta-feira | 25 | novembro | 2009

É o ano de 1707 e Breasal respira fundo antes da grande batalha que acontecerá no Sul. Anões e Elfos estão frente a frente nos Campos Férteis, esperando por um sutil sinal que dirá o momento exato para o embate começar. Uma guerra construída por mentiras, traições, ódio e assassinato. Uma guerra falsa.

Uma tentativa de roubo frustrada a uma biblioteca apresenta os Basiliscos, um grupo renomado de heróis. Que em meio a tudo isto tenta a todo custo desvendar os mistérios que circundam o conflito. Seus caminhos são diferentes, porém paralelos. Cada um encontra o motivo necessário para ter interesse e marchar para a batalha. Porém com os Basiliscos a surpresa está sempre presente e o final é uma dúvida que só será revelada nas últimas páginas.

Uma enigmática elfa se envolve na trama e sua missão, entregar a mensagem de seu pai assassinado, terá um enorme impacto no caminho de nossos heróis. Caminho que segue por muitas curvas e atalhos, mas ao final todos estão presentes quando elfos descem correndo das colinas para atacar os anões.

Esta é a história de O Segredo da Guerra, de Estus Daheri (Editora Arte & Letra, 314 págs. R$ 34,00). A proposta do livro foi quebrar com o formato de Fantasia que se é esperado aqui no Brasil. As influências do autor se aproximam do épico histórico e da Fantasia conhecida no exterior. Uma Fantasia que não subestima o leitor e transforma o mundo fantástico em algo passível de uma história como a de qualquer outro gênero literário.

A forma que o livro foi concebida levou a um resultado final muito interessante. Originalmente a história consistia em apenas um capítulo, um conto. Mas a curiosidade levou o autor a escrever novos contos, narrados por personagens diferentes. Desta maneira os 22 capítulos do livro acabaram sendo contados por 7 narradores. Cada capítulo revela uma nova peça, uma informação preciosa, para o leitor ao final montar um intrincado quebra-cabeça. Esta é a proposta, cada personagem narra um evento sob seu ponto de vista, a sua maneira, com informações que só ele poderia transmitir. Lendo estes vários relatos o leitor, de sua posição privilegiada, poderá raciocinar e desvendar informações que para os personagens ainda estão ocultas. O Segredo da Guerra é um quebra-cabeça literário.

A concepção do livro levou em conta uma das maiores preocupações do autor. O leitor precisa “entrar” dentro do universo para vivenciar a história em sua plenitude. Isto foi feito pelo autor através de um trabalho cuidadoso para que Breasal, o mundo onde se ambienta a história, existisse não apenas para esta história, mas para que O Segredo da Guerra estivesse inserido em seu contexto histórico. Ao final o leitor pode encontrar mapas, textos que explicam sobre aspectos da língua, datas importantes, calendário e um glossário com nomes e termos usados durante o livro.

Isto revelou a direção que a edição do livro deveria tomar, o livro teria que ser publicado como se estivesse sendo feito em Breasal. Quem assina o livro é Estus Daheri, um dos Basiliscos, e os textos adicionais são todos assinados por personagens de Breasal que se referem aos fatos como se eles fossem a realidade e não se tratasse de estória, mas de História.
>> MUNDO DE FANTAS – por Celly Borges


NATÉRCIA CAMPOS: ENIGMAS DE ILUMINURAS

quarta-feira | 25 | novembro | 2009

Clique para Ampliar

Em 1988, Natércia Campos (1938-2004) publicou Iluminuras e, em novembro de 2003, reeditou-a. Tal obra é composta de contos que expõem um universo mítico e místico repleto de personagens extraordinários que vivenciam dramas em meio a um ambiente lendário com muitas superstições e crenças do Nordeste e da cultura Ibérica. Percorrer-lhe a escritura é o motivo central dessa edição

O caráter fantástico da obra já foi relevado por inúmeros analistas. Pinto (2002, p. 165), também escritor, não titubeia em inscrever o livro de contos Iluminuras no âmbito do Realismo Mágico: “lIuminuras se inscreve, com grande propriedade, no chamado realismo mágico, no fantástico, ou ainda na literatura do terror. Há sempre uma corrida em busca da fatalidade, do destino”.

Até mesmo os críticos literários que não consideram a inscrição de Iluminuras no campo Fantástico não deixam de cooperar com essa ideia. Isso é perceptível em relação a Rodrigues, G. (2002, p. 157), que, embora acrescente que Natércia Campos não “bebe do Realismo Mágico tão em evidência”, declara, então, em seguida, que: (Texto I)

Um depoimento
A propósito, é importante destacar que a própria Natércia Campos (, no lançamento de Iluminuras, mostra a criação do ambiente de magia que domina as narrativas da obra focalizada. O princípio deste é a coerente simbiose das experiências de seus ancestrais portugueses e nordestinos, cada um cooperando intensamente com a formação do esplêndido imaginário da escritora: (Texto II)

As personagens mais realçadas, nos contos de Iluminuras escolhidos, são os velhos como representantes de uma sabedoria armazenada no decorrer de várias gerações, as crianças como símbolos e as mulheres. Existem velhas rezadeiras, visionários, encantados, loucos, deformados, portanto, personagens muito estranhos que vivenciam situações que se afastam do domínio do real.

Uma atmosfera densa é criada no espaço onde sucedem as histórias. Este é abrangido em um clima de mistério, normalmente, em ambientes bem antigos, às vezes, em ruínas.

Tanto em espaços rurais quanto marítimos, acontecem as histórias. Elas ocorrem em mosteiros, cemitérios, dunas, praia, mar, casas e também em meio a matas. As narrativas se diversificam dos grandes aos pequenos ambientes Do mesmo modo que os ambientes, as personagens participantes de suas narrativas também exibem características antigas como se aparentassem algo que já não existe ou já não são tão permanentes ou não integram o cotidiano da modernidade: os monges, o fazedor de ex-votos, os penitentes, os peregrinos, , por exemplo.

As marcas do longe
No que diz respeito às personagens que Natércia destaca, notamos tipos atormentados que rodeiam entre a solidão e o medo e um universo semelhante, repleto de encantamento, superstições.

Quanto à linguagem utilizada nos contos de Iluminuras, verificamos o emprego de palavras um pouco desvalorizadas pelos autores da literatura contemporânea, especialmente, verbos e adjetivos. Estes fazem com que as narrativas de Natércia Campos sejam intensamente descritivas. É impressionante: a linguagem é um personagem à parte. Assemelham-se a poemas em prosa.

A base dos enredos é o dia-a-dia das personagens. A realidade e a irrealidade são incorporadas a partir deles. Ao descrever a paisagem e o homem em sua obra, Natércia Campos é autêntica.

Professora de Língua Portuguesa
Trechos

TEXTO I

lIuminuras é um livro que nos conduz à confluência de mundos paralelos e universos misteriosos e insondáveis.
Transpondo o cotidiano com a vidência que alcança os segredos não revelados.
A apuradíssima literatura de Natércia Campos traz reflexos profundos dos ensinamentos iniciáticos, místicos e esotéricos.
São contos de fadas e gnomos, às avessas.
Essa tautologia literária é mais que compaixão e ternura pelas coisas que ficam ao abandono, a natureza humana se desgraça, mas merece perdão.

TEXTO II

Escrevi estes contos com singular emoção, sentindo o encadeamento, o entrelaçar de mundos paralelos: os descobertos pela imaginação, instigada e povoada por leituras de autores que narravam tempos idos e vividos e os da minha memória ancestral, povoada por minhas bisavós e avós portuguesas, casadas com homens andejos, descobridores dos caminhos do ar e desbravadores de terras.
Estes a deixavam sozinhas, cercadas de filhos na Península Ibérica. Tais mulheres ficavam nas suas aldeias à mercê de Deus e da Virgem, das meizinhas, superstições que davam alento à sua força interior. Tão iguais às minhas bisavós e após nordestinas, com suas lutasneste sertão belo e trágico, de distâncias infinitas – um Fim de Mundo ­que superavam trabalhando (CARVALHO, 2002, p. 12-13).

As marcas da literatura fantástica
A ambiguidade é a marca central do Fantástico, destacando-se a tensão existente entre o mistério e a realidade. Essa essência ambígua é oriunda do fato de que a narrativa fantástica põe à prova o axioma racional e metafísico. Por conseguinte, temos a ocorrência de acontecimentos inadequados à realidade e outros relacionados a essa.

Como característica do texto fantástico, a asserção da ambiguidade é destacada por Tomachevski, um dos teóricos do Formalismo Russo. Os relatos fantásticos, para ele, permitem sempre uma dupla interpretação, causando no leitor a dúvida sobre a realidade ou não dos fatos descritos: “No verdadeiro fantástico, guarda-se sempre a possibilidade exterior formal de uma explicação simples dos fenômenos, mas, ao mesmo tempo, essa explicação é completamente privada de probabilidade interna.

Também para Todorov (2004, p. 30-1), em Introdução à Literatura Fantástica, a ambiguidade representa o suporte para o Fantástico, tendo em vista que a literatura fantástica põe em descrença a relação com o real: “A ambiguidade se mantém até o fim da aventura: realidade ou sonho? Verdade ou ilusão? Somos assim transportados ao âmago do fantástico. Num mundo que é exatamente o nosso, aquele que conhecemos, sem diabos, sílfides nem vampiros, produz-se um acontecimento que não pode ser explicado pelas leis deste mesmo mundo familiar.” Desse modo, aquele que o percebe deve optar por uma das duas soluções possíveis: ou se trata de uma ilusão dos sentidos, de um produto da imaginação e, nesse caso, as leis do mundo continuam a ser o que são; ou, então, o acontecimento realmente ocorreu, é parte integrante da realidade, mas, nesse caso, esta realidade é regida por leis desconhecidas para nós. Ou o diabo é uma ilusão, um ser imaginário; ou, então, existe, realmente, exatamente como os outros seres vivos: com a ressalva de que raramente o encontramos.

O fantástico ocorre nesta incerteza; ao escolher uma ou outra resposta, deixa-se o fantástico para se entrar num gênero vizinho, o estranho ou o maravilhoso. O fantástico é a hesitação experimentada por um ser que só conhece as leis naturais, face a um acontecimento aparentemente sobrenatural. O conceito de fantástico se define, pois com relação aos de real e de imaginário: e estes últimos merecem mais do que uma simples menção.
>> DIÁRIO DO NORDESTE


‘CONTOS IMEDIATOS’: LANÇAMENTO EM SÃO PAULO

quarta-feira | 25 | novembro | 2009


‘LUA NOVA’: PARA OS ROMÂNTICOS

terça-feira | 24 | novembro | 2009

Ao transpor a fantasia como realidade na exposição das inquietações, sentimentos e desejos que fervilham na mente e no corpo dos adolescentes, “Lua Nova” estabelece, como sua melhor qualidade, uma romântica comunicação direta com o seu público

Lua nova: história de amor com vampiros agrada aos fãs adolescentes, mesmo sem a mesma elegância da primeira parte da saga, “Crepúsculo”, e em meio a acusações de plágio contra sua autora

Através da fantasia, se expressa a realidade. Através dessa ótica, estão vívidas e palpitantes, na saga “Crepúsculo”, da escritora norte-americana Stephanie Meyer, 35, como principal argumento, as inquietações existenciais dos adolescentes. Esse mesmo processo também se encontra nos últimos livros de outra saga, a do adolescente Harry Potter, da inglesa J. K. Rowling, 44. A relação objetiva lembrar obras literárias que, criadas em tom de fantasia, se tornaram fenômeno junto ao público juvenil-adolescente.

Curiosamente, ambas as autoras sofreram acusações idênticas, quando do lançamento de suas primeiras obras. No caso de Meyer, de escrever sob linguagem tosca, falta de talento, racismo, e até plágio. Por sua vez, alguns psicólogos americanos apontaram como “doentia” a relação entre Bella e Edward.

No entanto, duas questões se sobressaem. Primeiro, a “Bristish Fantasy Society” acusa Meyer – e outras autoras do gênero -, de escrever açucaradas e vazias histórias de terror, o que estaria causando um esvaziamento da qualidade do gênero com a assinatura de mulheres – uma tradição que se mantém desde que Mary Shelley escreveu “Frankenstein”, em 1918, aos 19 anos.

É de se perguntar: quais são as antigas – e famosas ou “cults” – escritoras de histórias de terror? Doris Lessing e Ursula K. LeGuin não valem – são autoras de ficção científica.

A segunda acusação, a mais grave, aponta o plágio. Tudo começou com Stephen King, considerado o mestre do gênero, o qual disse peremptoriamente que “nada do que Stephenie Meyer escreve presta, pois tudo é cópia dos trabalhos de diversos escritores”. King também é visto, por grande parte da crítica, como um mau escritor.

Quanto à acusação de plágio, Meyer enfrenta, atualmente, três processos, movidos por Jordan Scott, a obscura autora de “The Nocturne”, lançado em 2006 e inédito no Brasil; Heidi Stanton, sua antiga colega de quarto à época da universidade que a acusa de ter se apropriado das ideias que ela desenvolveu num texto; e de L. J. Smith, a criadora da bem sucedida série literária sobre vampiros adolescentes, “Diários do Vampiro” – lançada em 1991 e adaptada no ano passado para uma tele-série, atualmente em exibição no Warner Channel.

A saga “Crepúsculo” é, na verdade, o resultado de um processo de mutação que vem reformulando o gênero terror – com vampiros – desde 1992, quando Joss Wheldon conseguiu transformar em “cult” um pequeno filme intitulado “Buffy, a Caça Vampiros”. Buffy (Kristin Swanson) era uma estudante adolescente que, à noite, caçava vampiros. Entre 1997 e 2002, Buffy, transportada para a TV, fez imenso sucesso entre o público jovem numa série que revelou Sarah Michelle Gellar.

De lá para cá, o gênero foi ganhando o público adolescente com as vampirescas séries de TV como “Angel”, “Blood Ties”, “Moonlight”, “True Blood” e a já citada “Diários do Vampiro” (cujos personagens são vampiros adolescentes). Na literatura, o ritmo dos vampiros tem sido o mesmo.

História de amor entre vampiro e humana volta a empolgar o público adolescente, devendo arrecadar milhões de dólares ao redor do mundo.

Mundo adolescente
O que faz da saga “Crepúsculo” uma série de sucesso? Ter adolescentes como principais personagens. Pequeno detalhe: os adolescentes, especialmente as meninas, vislumbram ali, naqueles personagens com as suas idades, todas as suas inquietações – da ebulição dos hormônios às dezenas de questionamentos emocionais, amorosos, éticos, morais, religiosos, familiares e por aí vai. Resumindo: se vêm em Edward, Bella e Jacob.

Bella, que já era uma menina triste, está tristíssima em “Lua Nova”. E não é para menos. O homem que ama a abandona dizendo ser para o seu bem. Uma decepção amorosa da qual ela não desiste. Ele é de um outro mundo, bem diferente do dela – mas isso não faz a menor diferença. Ou faz, talvez seja isso mesmo em que ela se identifica. Algo maior: o amor. E em nome desse amor, o persegue como pode. Na síntese, a mulher lutando por aquilo no que acredita – e deseja.

Edward resolve se afastar dela quando, inadvertidamente, Bella se fere ao abrir um presente. O sangue desperta os instintos animalescos nesse outro mundo, do qual ela quer fazer parte. O sangue, no entanto, é a metáfora de uma questão espiritual: Edward perdeu a alma. E como aceitar que ela também a perca?

Assim, o seu mundo não é o dela e, se adentrar nele, estará condenado pela resto da vida. Por isso, rejeita-a, distancia-se. Mas, o amor, esse sentimento mutável – pois pode transformar-se em indiferença, desprezo ou ódio -, puro dentro de si, não o deixa longe. Daí ele estar onipresente na vida dela, como um espectro.

É essa “onipresença” de Edward e a determinação de Bella em estar com ele que tornam “Lua Nova” um espetáculo essencialmente romântico. Melhor, vampirescamente romântico. O vampiresco, no sentido do desejo. E o desejo se transborda, jorra, no filme.

Aliás, o primeiro, “Crepúsculo”, era mais bonito, elegante e romântico. Talvez a diferença entre este e “Lua Nova” esteja no estilo de Catherine Hardwicke, 54, a sensível e brilhante realizadora de “Aos 13″. Por ser mulher, entender melhor o íntimo de Bella. Daí, Hardwicke ter feito, como se diz, um filme lindo sobre a descoberta do amor entre diferentes.

Mas houve críticas a Hardwicke por ter se afastado um pouco do romance, procurado mais o caráter da realidade e o estudo das questões pessoais dos personagens. Chris Weitz, 40, o sensível realizador de “Um Grande Garoto” (2002), ao contrário de Harwicke, encontrou o roteiro de Melissa Rosenberg já pronto para ser filmado.

Indiscutivelmente, o roteiro de “Lua Nova”, mais fiel ao romance, agrada sobremaneira aos fãs. O romantismo, expresso no amor em processo de transição da inocência para a maturidade, comanda as ações dos jovens personagens, tendo como suporte o tom da fantasia puxado para a tela com um caráter de realidade. Neste contexto, vale repetir: estão lá os problemas do coração vividos por Bella (Kristin Stewart), Edward (Robert Pattinson) e Jacob Black (Taylor Lautner) – os mesmo dos meninos e meninas do lado de cá da tela.

Mas a história desenvolve-se na temática da convivência das diferenças. Os três vivem em mundos diferentes. Humanos, vampiros e lobisomens. Não importa, expressa o filme, os sentimentos em ebulição dos jovens são os mesmos. De particularidade, o sistema de proteção que tanto Edward quanto Jacob armam em torno de Bella. Eles a disputam, mas a protegem. Por fim, resta sempre a decisão final. E, caprichosamente, ela é determinada pela mulher.

“Lua Nova” tem como maior virtude a sua comunicação direta com o público. Não apenas adolescente. Assim sendo, trata-se de uma ótima oportunidade para os pais, que foram românticos um dia, reviverem esse passado, agora com a família. Uma ação rápida porque, sem dúvida, as meninas arrastarão seus namorados para se verem na romântica “Lua Nova”.

Fique por dentro
Os livros e os filmes em números

A saga “Crepúsculo” é o atual fenômeno literário mundial. O livro de estreia vendeu 42 milhões de cópias em 37 traduções. Os últimos dados informam que os quatro romances da escritora norte-americana Stephanie Meyer (que incluem “Lua Nova”, “Eclipse” e “Amanhecer”) já atingiram a vendagem de 82 milhões de exemplares em 72 países. A produtora Summit, que comprou os direitos de filmagem quando a Warner, desistiu do projeto, acertou em cheio. “Crepúsculo”, que custou US$ 37 milhões, arrecadou US$ 351,4 milhões nas bilheterias de todo o planeta. “Lua Nova”, cujo custo foi de US$ 50 milhões, estimam os especialistas de Hollywood, deverá abocanhar, apenas nos quatro primeiros dias de exibição (quinta feira a domingo) no mercado norte-americano (EUA e Canadá), cerca de US$ 100 milhões. O filme estreou em mais 21 países, incluindo o Brasil, Itália, Reino Unido e Argentina. É aguardar o “Ranking”, a ser divulgado hoje.
>> DIÁRIO DO NORDESTE – por Pedro Martisn freire


‘SUPER-HERÓIS NO CINEMA’: 150 FILMES BASEADOS EM QUADRINHOS

terça-feira | 24 | novembro | 2009

Os estúdios de Hollywood parecem ter descoberto uma fonte de renda muito grande ainda a ser explorada. Esse lugar é o mundo dos quadrinhos, que cada vez mais vem ganhando adaptações para as telonas.

Sucessos como “Batman: O Cavaleiro das Trevas” faturaram mais de 1 bilhão de dólares, outros nem tanto, mas ainda assim é um mercado muito lucrativo.

De olho nessa crescente produção de filmes baseados em quadrinhos, o jornalista e crítico de cinema André Morelli reuniu 150 adaptações em seu livro “Super-heróis no cinema e nos longa-metragens da TV”, com resenhas, fichas técnicas, curiosidades e mais de 1.000 fotos.

“O critério foi indicar filmes que se inspiraram em HQs. Essa regra só foi quebrada em histórias que brincam com os clichês dos super-heróis, caso da comédia Heróis muito Loucos ou outros que não são exatamente super-heróis, mas aventureiros”, explica o autor.

André é leitor de quadrinhos desde os cinco anos de idade e “Batman” (1989), de Tim Burton, foi seu primiero filme adaptado de quadrinhos que assistiu. O autor é formado em História e repórter da revista Mundo dos Super-heróis. “O livro é uma extensão do nosso trabalho na Mundo dos Super-Heróis”, diz Manoel de Souza, editor da revista e do livro. “Nosso desafio foi reunir todas estas produções e transmitir as informações mais importantes de forma didática e divertida. É um livro voltado tanto para fãs de HQs quanto de cinema”.

O livro é uma publicação da editora Europa, tem 148 páginas, formato de 20,2 x 26,6 cn e custa R$ 39,90. Pode ser adquirido nas livrarias ou diretamente pela editora Europa, pelos telefones (11) 3038-5050 (grande SP) ou 0800 55 7667 (outros estados), ou ainda pela internet na loja virtual da editora.
>> OHAYO – por Tom Marques


A BÍBLIA DE UM LOUCO

terça-feira | 24 | novembro | 2009

Don Martin possui um estilo original e inconfundível que ele refinou em seus mais de trinta anos de colaborador da MAD.

Crumb acabou de fazer o lançamento mundial de sua visão pessoal da Bíblia, mas existe outra bíblia de um autor ícone das HQs norte-americanas que está circulando por aí há uns bons dois anos. É uma bíblia no sentido figurado, um livro importante que traz tudo (sim, tudo) o que o genial e maluco Don Martin publicou na revista MAD durante 33 anos, e da qual ele era figura principal e colaborador constante. Junto com Alfred E. Neuman, o garoto sardento, com orelhas de abano e sorriso estúpido, os personagens de Don Martin ajudaram a criar a imagem da revista de humor em seus mais de cinquenta anos de vida. Uma curiosidade é que Alfred Neuman não foi criado para a MAD, mas simplesmente adotado pela revista: era um personagem popular de origem desconhecida e que já existia no século XIX.

Os dois enormes volumes com um total de 1.000 páginas de Completely MAD Don Martin vendidos em uma caixa, com capa dura com dorso revestido com tecido e letras douradas, pesam cerca de 8 quilos, e embora o preço normal seja de 150 dólares, podem ser encontrados em livrarias na internet com um bom desconto. Na verdade, pelo volume e peso, The Completely… poderia muito bem substituir um dos cofres que teimam em cair do alto dos edifícios nova-iorquinos na cabeça dos desafortunados e perplexos transeuntes das HQs do autor.

Don Martin possui um estilo original e inconfundível que ele refinou em seus mais de trinta anos de colaborador da MAD. Embora a principal vítima seja o cidadão comum vivendo situações inusitadas, cômicas e geralmente violentas, há também um desfile de personagens de contos de fadas, o fatídico náufrago na ilha deserta, gorilas gigantes, pelotões de fuzilamento em ditaduras latino-americanas, o prisioneiro na masmorra medieval, homens pré-históricos. Os atores dessa comédia alucinada são facilmente reconhecidos, pois geralmente são donos de narizes e queixos enormes, pés gigantes que se dobram de uma maneira estranha e longos dedos das mãos com vida própria. Sem contar a expressão de surpresa idiota e alienada com que terminam a gag.

Mais duas coisas que identificam e funcionam como bordão do quadrinhista: a infinidade de onomatopéias criadas para as situações estapafúrdias (há até uma página dedicada a elas na internet: http://www.madcoversite.com/index-dmd.html) e os títulos das histórias criadas para a MAD, geralmente com uma ou duas páginas:

- Uma noite na estação rodoviária
- Um dia quente na rua principal
- Uma bela tarde no dentista
- Um dia ensolarado na masmorra

Estão compiladas nos dois volumes também as sátiras a filmes – à maneira da e para a MAD – na época do seu lançamento, como Star Wars e Conan; assim como posters com a interpretação de pinturas, personagens de ficção famosos e celebridades: Mona Lisa, The Beatles, Sherlock Holmes, Robin Hood, O Nascimento da Vênus de Botticelli.

É interessante poder acompanhar a evolução do traço do artista, o refinamento dos personagens e das gags, até ele estabelecer seu estilo definitivo no início dos anos 1960. Os livros trazem as histórias curtas e desenhos feitos para a MAD entre 1956 e 1988, mas não apresentam outros trabalhos que saíram diretamente em uma dúzia de livros, como por exemplo, As Aventuras do Capitão Klutz. Talvez estejam reservados para uma próxima compilação.

Enquanto isso, podemos mergulhar num mundo hilariante e maluco que percorre, analisa e disseca a cultura popular ocidental e norte-americana e nos dá bons motivos para rir desse estranho animal que é o ser humano.
>> TERRA MAGAZINE – por Cláudio Martini


VERMELHO PARA ATIVAR

terça-feira | 24 | novembro | 2009

Vermelho é uma cor de significados fortes. Não importa em qual esfera ela se encontre, sempre que o vermelho aparece, você sabe que tem de ficar atento ao que vai aparecer. Muitas vezes essa condição não quer dizer que os próximos acontecimentos serão bons, mas bom ou ruim depende somente da sua interpretação. Eu mesmo quando fui apresentado à Red, sabia que deveria ficar com os olhos atentos e ficar concentrado no que estava por vir em cada virada de página.

O plot dessa HQ não é o que podemos chamar de “o” mais original. A história gira em torno do ex-agente secreto Paul Moses, que depois de anos em código “verde” (desativado) se vê ameaçado pela entrada de um novo diretor na CIA. O problema é que toda vez que um diretor novo é posto dentro de seu cargo, deve ser informado de todas as operações importantes que já foram executas, ou seja, ele fica ciente de todos os podres da agência.

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No universo dessa HQ, todos os assassinatos importantes que ocorreram dentro do mundo político internacional foram realizados por um único agente. É justamente de Moses que estamos falando. Ele foi o responsável pelos maiores e mais importantes assassinatos e por isso, vivo, representa um grande risco para a agência. Se Moses resolver escrever um livro de suas memórias ou contar para qualquer um as missões que executou, pode por o governo em maus lençóis. Com medo da ameaça representada pelo agente, o novo diretor dá ordens para sua execução.

A parte mais empolgante dessa história toda é que Moses, mesmo estando numa idade avançada, ainda é um bom combatente e só desejava ser deixado em paz para viver suas férias. Tudo isso muda quando ele percebe que o governo nunca o deixará em tranquilo pelo que ele sabe. É nesse momento que temos Moses de volta à ativa, agora em código vermelho.

redInicialmente pode parecer que Red seja só mais uma daquelas HQs que são historyboard para futuros filmes. As cenas de ação são construídas para dar fluidez aos movimentos dos personagens, usando ângulos mais explorados pelas lentes. Porém esses elementos não destroem o âmbito mais filosófico da história. Paul Moses é o típico homem máquina, treinado para matar e executar as ordens sem raciocinar, enquanto vive dentro da contradição de ser extremamente inteligente, provando que o conhecimento acadêmico não está ligado a sabedoria. Quando o mesmo governo, que ele servil ser questionar, começou a prejudicar sua vida de forma direta, a sabedoria dos anos mostrou que a melhor coisa a fazer era confrontar seu contratante.

O roteiro é assinado por Warren Ellis, nome que garante uma qualidade indiscutível a qualquer HQ. Claro que nem de longe é o melhor trabalho dele, mas uma obra desprendida e construída dentro de um ciclo fechado e sem possibilidades de continuações claras, pode ser a forma mais ilimitada de um autor expor seu talento. A arte de Cully Hamner também dá um sabor especial, porque lembra muito desenhos dos anos 90 e cai bem com o texto do Ellis, fazendo da HQ um corpo fechado e não uma desconexa junção de elementos estranhos entre si.

O mais legal é que Red chega aos cinemas em 2010 e com participações de Bruce Willis e Morgan Freeman. Moses parece ter sido construído para o Bruce Willis, o que pode fazer desse filme uma das poucas boas adaptações de filmes. Red foi editado pela primeira vez em 2003 pela Homage Comics nos E.U.A.
>> MEIA PALAVRA – por Breno Cavalcante de Souza


‘UNDER THE DOME’: STEVEN SPIELBERG E STEPHEN KING EM SÉRIE DE TV

segunda-feira | 23 | novembro | 2009

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Os ícones do entretenimento Steven Spielberg e Stephen King vão trabalhar juntos em uma série de televisão.

A dupla está desenvolvendo um programa baseado no mais recente livro de King, Under the Dome. A trama é centrada em uma pequena cidade-balneário no Maine que é isolada do mundo quando um misterioso campo de força cerca o outrora pacato local.

A DreamWorks TV produz a série, que está atualmente em busca de escritores. Não há cronograma ainda.
>> OMELETE – por Érico Borgo

Confira abaixo um trailer do livro:


‘DAYBREAKERS’: NOVO SPOT DE TV E MAIS UM PÔSTER

segunda-feira | 23 | novembro | 2009

A Lionsgate revelou o primeiro spot de TV de Daybreakers, filme que será lançado nos EUA no próximo dia 8 de janeiro.

Assista abaixo ao vídeo, apresentado no formato de uma propaganda de uma empresa que cultiva humanos.

Daybreakers conta a história de Edward Dalton (Ethan Hawke), um pesquisador que vive no ano de 2019, em um mundo onde um misterioso vírus transformou quase toda a humanidade em vampiros. Com os humanos normais à beira da extinção, os vampiros têm que capturar e cultivar todos eles ou encontrar um substituto para o sangue que tanto desejam. No entanto, um grupo secreto de vampiros faz uma descoberta incrível, que pode salvar toda a humanidade.

A direção é de Peter e Michael Spierig e, além de Ethan Hawke, o elenco ainda conta com Willem Dafoe, Sam Neill, Isabel Lucas, Michael Dorman e Vince Colosimo.

A estreia está marcada para 8 de janeiro de 2010 nos EUA, ainda sem previsão no Brasil.
>> HQ MANIACS – por Leandro Damasceno


U.F.O.: JOSHUA JACKSON ESTRELA VERSÃO PARA O CINEMA

segunda-feira | 23 | novembro | 2009

A idéia de levar a série inglesa, clássico dos anos 70, para o cinema vem sendo desenvolvida há anos. Mas, somente no último mês de maio que ela começou a tomar forma quando a ITV Global adquiriu os direitos de produção. Agora chegou a fase de escalação de elenco.

O escolhido para estrelar o filme é Joshua Jackson, atualmente no elenco de “Fringe”. Ele irá interpretar Paul Foster, um piloto de testes que une-se à S.H.A.D.O., organização de defesa de invasão alienígena.

O roteiro é assinado por Ryan Gaudet e Joseph Kanarek, com direção de Matthew Gratzner em seu primeiro trabalho na área; até agora ele vinha se dedicando aos efeitos visuais. A produção será de Henri M. Kessler, Avi Haas e Robert Evans, como já divulgado aqui.

Ed Bishop

A série “U.F.O.” teve 26 episódios estrelados por Ed Bishop, que interpretava o Comandante Ed Straker. Ele trabalhava para a S.H.A.D.O., localizada abaixo de um estúdio de cinema, uma organização militar que lutava contra a invasão alienígena, que seqüestrava os humanos e roubavam-lhes os órgãos.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim – 3/04/2008


KULL GANHARÁ NOVA ADAPTAÇÃO PARA OS CINEMAS

segunda-feira | 23 | novembro | 2009

Dark Horse Comics

O site francês Fantasy.fr divulgou que o CEO da Paradox Entertainment, Fredrik Malmberg, anunciou uma nova adaptação de Kull para os cinemas. Mais detalhes serão divulgados em breve.

Kull é um dos mais célebres personagens criados por Robert E. Howard. Ele era um jovem bárbaro, nascido na Atlântida antes desta ter sido encoberta pelo mar. Abandonado pelos pais, foi criado por tigres selvagens e, mais tarde, adotado por uma tribo. Ao longo de sua vida, foi escravo, pirata, gladiador, soldado e por fim comandante da tropa de elite do Rei Borna, da Valúsia.

Posteriormente, Kull mata o rei e assume o trono, mas seus súditos o consideram um bárbaro indigno de governar. Seu maior aliado é o lanceiro picto Brule, que mantém uma fiel amizade com o atlante, apesar da inimizade entre seus povos. Durante seu reinado, Kull teve que defender seu trono dos Homens-Serpente e do maligno feiticeiro Thulsa Doom, sem contar os inimigos humanos.

O personagem foi de vital importância para a idealização de outro bárbaro: Conan. Em 1997, Kull ganhou um filme, estrelado por Kevin Sorbo, mais conhecido por protagonizar a série de TV Hércules.
>> HQ MANIACS – por Will Costa


CONAN DE FRAZETTA FOI VENDIDO POR UM MILHÃO DE DÓLARES

segunda-feira | 23 | novembro | 2009

Uma pintura do renomado ilustrador Frank Frazetta foi vendida recentemente por um milhão de dólares, para um colecionador que permanece anônimo.

A ilustração em questão foi criada como capa do romance Conan the Conqueror (Conan, O Conquistador) de Robert E. Howard, publicado pela editora Lancer.

Anteriormente, o maior valor obtido em leilão por uma pintura de Frazetta era de 251 mil dólares, pagos em 2008 pela arte da capa de Escape on Venus, um livro de Edgar Rice Burroughs.

As pinturas de Conan, de Frazetta, são raras, pois o autor, em 40 anos, nunca as colocou à venda. A única exceção é a arte feita para a capa de Conan of Aquilonia, que foi roubada do escritório da Lancer quando a editora faliu.

Para quem gosta da arte de Frank Frazetta, existe uma opção para ver estas capas de perto. Todas elas já foram expostas, nos últimos dez anos, no Museu Frazetta, em East Stroudsburg, Estados Unidos.

Na Europa, leilões de páginas (e ilustrações) relativas às histórias em quadrinhos são frequentes e alcançam valores impressionantes.
>> UNIVERSO HQ – por Sérgio Codespoti

Frank Frazetta


‘THE BIG BANG THEORY’: ENTREVISTA COM O CRIADOR DA SÉRIE, CHUCK LORRE E JIM PARSONS, O SHELDON

segunda-feira | 23 | novembro | 2009

Leis da física, fórmulas químicas e brincadeiras que, até então, eram consideradas restritas ao mundo nerd podem garantir o sucesso de um seriado de TV? Sim, podem. O roteiro de The Big Bang Theory, exibido no Brasil pelo Warner Channel, comprova que as matérias comumente odiadas na escola podem virar uma comédia de primeira. Para entender esse sucesso, nosso correspondente internacional conversou com Chuck Lorre, criador da série, e Jim Parsons,que dá vida ao incrível Sheldon Cooper. Confira!

O set de The Big Bang Theory é um verdadeiro parque de diversões. Jogos, quadrinhos, colecionáveis e, nos bastidores, uma mesa de pingue-pongue. Tudo isso garante o bom-humor de Johnny Galecki, Jim Parsons, Kaley Cuoco, Simon Helberg e Kunal Nayyar, um grupo dedicado a mostrar o lado humano de gênios científicos, causar gargalhadas e, no meio do caminho, quebrar – ou aumentar – preconceitos em torno dos nerds, geeks, fanboys e outros segmentos de aficionados pela cultura pop e tecnologia.

MOVIE: Suas comédias sempre dão certo, qual o segredo?
Chuck Lorre: Eu uso esteróides! (garalhadas) Precisa ser engraçado para a equipe, se não for, não vale a pena ser feito. Mas The Big Bang Theory tem um elemento fundamental: o elenco. Demos tanta sorte ao encontrar esse pessoal, que devo atribuir o sucesso ao que eles conseguem fazer coletivamente.

Deve ser um delírio trabalhar num set tão divertido como esse! Vocês têm até uma cópia da Máquina do Tempo, de H.G. Wells!
Jim Parsons: Fiquei com muito medo de quebrá-la! Aquela coisa chegou com seguranças e eu juro que tinha um campo de força ao redor dela, caso a gente resolvesse usá-la além do permitido. O melhor é o torneio de pingue-pong, pena que já fui eliminado da competição atual. É eliminatório, então o pessoal pega pesado. (risos).

Sheldon é irritante ao extremo, porém, em vez de afastar as pessoas, ele atrai mais público. Como é possível?
CL: A resposta está no charme e doçura que Jim dá ao personagem, isso permite que façamos as coisas mais horríveis sem prejudicar a história ou o personagem. Há inocência ali, de alguém que não faz por mal.
JP: Há uma colaboração muito grande entre Chuck, eu e os roteiristas para sabermos os limites ali. Houve momentos em que precisamos corrigir o tom, especialmente no modo como ele fala com Penny. O segredo é não ser malicioso. Sheldon não tem segundas intenções, ele diz o que sente pura e simplesmente. Além de tudo, escolhemos bem cada palavra para evitar confusões e sempre respeitá-la.  Penny é sempre uma preocupação.

Mas depois do episódio de Natal as coisas mudaram, não? (Neste episódio, Sheldon tem uma grande aproximação com Penny graças a um presente que recebeu da vizinha)
JP: Totalmente! A seu modo, Sheldon aceitou Penny em sua vida e tem uma nova relação com ela. Continua sendo pura e não maliciosa, mas mudou. Sheldon ficou sem reação, sem ter o que dizer, o que é algo muito raro. Foi muito especial para mim.
CL:
Kaley [Cuoco] ficou perplexa quando contei a ela sobre a cena. Ela não acreditava naquilo e quase chorou. É isso que digo sobre o elenco: eles se importam uns com os outros, transmitem isso aos personagens, e celebram cada momento marcante. O episódio de Natal é um dos meus prediletos.
JP: Confesso ter ficado emocionado ao saber dessa história. Sheldon se expressando fisicamente? Um abraço? Parecia um conto de fadas, de verdade. Sempre preciso me concentrar nos diálogos e em todo o jargão, então um abraço me surpreendeu. [Parsons decora cada linha de roteiro e grava tudo de forma ininterrupta, claro que refaz as cenas várias vezes até acertar tudo].

O elenco foi acertado desde o princípio ou demorou para encontrar o grupo certo?
CL: Precisamos repensar a personagem feminina. Não ficou bom no piloto, o conceito era outro, então remodelamos tudo e concentramos em Penny. Mesmo assim, fizemos o piloto duas vezes. Mantivemos apenas Johnny Galecki e Jim Parsons do primeiro grupo, e aí criamos os personagens Howard e Rajesh. Houve muita tentativa e erro, para ser bem sincero. Algumas coisas não faziam sentido, não ficaram boas na tela e não podíamos correr aqueles riscos, então remodelamos tudo até estarmos totalmente satisfeitos.
JP: Lembro do primeiro teste, quando conheci Johnny, e perguntei a ele: “Quer ensaiar?”, e ele respondeu: “Não”. Gostei dele na hora! Tudo que vocês vêem nasceu dessa confiança e pensamento próximo. Às vezes me surpreendo com isso.

Toda essa preocupação com nerdices, cultura pop e, claro, a parte científica é resultado do trabalho de algum consultor especializado?
CL: [gargalhadas] É só visitar a sala dos roteiristas e você vai entender de onde tudo isso saí! [gargalhadas] Mas isso no aspecto de referências culturais, já na parte de ciência, temos um consultor específico sim. Posso dizer com orgulho que somos a única série cujo consultor lê nossos roteiros na Antártida! Ele é um professor da UCLA [Dr. David Saltzberg, professor de astrofísica e pesquisador de aceleração de partículas] e está envolvido em pesquisas de campo, mas sempre lendo nossos roteiros.
JP: Dá para imaginar que um cara desses, enviado na Antártida, só consegue mandar fotos dos equipamentos deles para a gente? Nada de gelo, pingüins ou algo surpreendente, apenas equipamentos! Entende por que ele é o consultor? É a vida dele!
>> REVISTA MOVIE – por Fábio M. Barreto, de Los Angeles


UM FATO FANTÁSTICO

domingo | 22 | novembro | 2009

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H. G. Wells afirmou certa vez que uma história sobre um porco capaz de voar por cima das cercas era fantasia, mas se todos os porcos pudessem fazer o mesmo passava a ser outra coisa.  Wells não definiu (pelo menos na citação que li) que outra coisa seria essa, mas talvez sua frase tenha sugerido a Anthony Boucher, um dos melhores críticos norte-americanos de FC (responsável pela primeira tradução de Borges nos EUA, em 1948) uma importante recomendação: “O autor tem direito a uma única premissa fantástica, que dará origem a toda a sua história.  Ele pode usar uma pessoa capaz de atravessar paredes, mas não pode usar na mesma história outra pessoa que é invisível”.  Um conselho perceptivo e sensato, embora grande parte da FC e da Fantasia contemporâneas se obstine em desobedecer a ele. 

Wells escreveu romances sobre um homem invisível, uma máquina do tempo, marcianos invadindo a Terra, um médico que tenta transformar animais em seres humanos.  Qualquer um desses livros é um primor de narrativa.  Fico imaginando que salada seriam se o autor tivesse tentado escrever sobre um médico que tenta transformar animais em seres humanos invisíveis, ou sobre marcianos que invadem a Terra utilizando máquinas do tempo.  Cada premissa fantástica estabelece uma “quebra” com o realismo narrativo.  Cada uma propõe um mundo semelhante ao nosso com exceção de um aspecto, e apenas um.  Quando os aceitamos, o restante da narrativa decorre numa espécie de comparação constante entre o mundo como o conhecemos e essa outra direção narrativa sugerida por aquele detalhe.  Postular dois deles ao mesmo tempo é bifurcar a atenção do leitor, pedindo-lhe que vire ao mesmo tempo duas esquinas opostas, que aceite a existência de dois elementos improváveis e, mais do que isto, heterogêneos.  É pedir-lhe que olhe em duas direções ao mesmo tempo.

Pego como exemplo um livro que tem esse defeito (não obstante ser um bom livro, envolvente, bem escrito), um dos meus preferidos na adolescência: “O Dia das Trífides” de John Wyndham (1951), que tem dois elementos fantásticos.  O primeiro é a existência das trífides, plantas inteligentes, capazes de se mover sobre três “pernas” e dotadas de um aguilhão venenoso, que são uma ameaça para os seres humanos.  Por sorte as trífides não enxergam.  O segundo elemento fantástico é a ocorrência de uma chuva de meteoros que dura uma noite inteira.  Na manhã seguinte, todas as pessoas que os contemplaram estão cegas.  E então os seres humanos e as trífides ficam em igualdade de condições. 

Duvido que José Saramago não tenha lido a mesma edição que li (Colecção Argonauta, Lisboa), nos anos 1960, e que o livro de Wyndham não tenha inspirado seu “Ensaio sobre a cegueira”.  “O Dia das Trífides” é um ótimo romance de FC sob vários critérios, e seu único defeito é a ocorrência de duas premissas fantásticas tão distantes (plantas inteligentes, cegueira coletiva) e tão convenientes para o autor.  Bastaria uma.
>> MUNDO FANTASMO – por Bráulio Tavares


FICÇÃO CIENTÍFICA E RASTROS DIGITAIS

domingo | 22 | novembro | 2009

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Privacidade agora só nos livros de ficção científica

Não é apenas na internet onde as corporações conhecem seus movimentos. A cada passo que você dá, seja com seu celular ou GPS, empresas coletam essas informações. Quem decide o bom uso desses dados?

Há mais de 67 anos, Isaac Asimov posicionou a Fundação, sua principal obra, em um futuro longínquo ao ponto de as personagens não se lembrarem mais da existência da Terra. Talvez porque parecesse impensável, para o próprio autor, a ideia de uma ciência ligada à matemática capaz de prever o futuro.

Asimov construiu toda a Trilogia da Fundação sob a previsão terrível de que o Império Galático seria aniquilado, feita por Hari Seldon, criador fictício da psico-história, uma espécie de ciência estatística extremamente apurada, que analisa as ações no presente e estabelece, com elevado grau de certeza, acontecimentos futuros.

Mas muita coisa mudou de 1942 para cá. E o que parecia uma ideia absurda e infundada já começa ao menos a fazer sentido.

Se pararmos para pensar, por alguns minutos, para a quantidade avassaladora de registros sobre atividades humanas armazenados em bancos de dados, ou seja, nossos rastros digitais, começamos a enxergar o que seria a fonte de informação primária de Hari Seldon.

Hoje fazemos compras online, que ficam devidamente registradas; utilizamos nossos cartões de crédito, que também registram com precisão o que, quando e onde compramos.

Usamos aparelhos de GPS e estas informações também podem ficar registradas; fazemos viagens aéreas, alugamos carros, nos registramos em hotéis, fazemos reservas em restaurantes, compramos ingressos para shows pela Internet.

Trocamos e armazenamos e-mails; navegamos na web, onde registramos nossos dados pessoais, damos nossa opinião e agora, com as redes sociais, fazemos isso em tempo real.

À primeira vista, tudo é muito assustador. De certa forma até é, mas o fato é que isso já acontece.  Existe uma “energia informacional” que jogamos diariamente na rede e que agora, com ferramentas como o Twitter e com a busca em tempo real, começa a ser percebida.

Hoje, empresas realmente preocupadas em atender aos desejos de seus clientes investem parte do tempo de seus executivos e dos recursos de seus orçamentos para criar ferramentas que utilizam esta energia.

Antever os desejos do consumidor pode parecer prepotente e arrogante, mas aqui também, se analisarmos a forma como pensamos comunicação durante todo o século XX, vemos que é exatamente o contrário.

Por todo século passado tentamos criar mecanismos para que marcas e corporações definissem o que seria e o que não seria consumido. Era o poder na mão de poucos. Hoje acontece exatamente o contrário. É a vitória da maioria que já fala alto o suficiente para ser ouvida e, principalmente, para ser atendida.

Viva Hari Seldon.
>> WEBINSIDER – por Gustavo Camargo


PÓS-HUMANO: CIBERARTE E PERSPECTIVAS PÓS-BIOLÓGICAS

sábado | 21 | novembro | 2009

O termo pós-humano tem ganhado espaço nos meios intelectuais e acadêmicos nos últimos tempos, ele parece vir substituir, de certo modo, o já desgastado termo pós-moderno e passou a tornar-se uma constante nos cadernos de cultura, nas discussões filosóficas e sócio-culturais ditas de ponta. Segundo Jair Ferreira dos Santos (2002:58), ele foi inventado pelo intelectual norte americano de ascendência egípcia Ihab Hassan em um ensaio publicado em 1977 na Georgia Review intitulado Prometeus as Performer: Toward a Posthumanist Culture, o autor acreditava que esse neologismo poderia ser usado como mais uma “imagem do recorrente ódio do homem por si mesmo”.

O termo hibernou durante alguns anos e voltou fortalecido na década de 90, desta vez adotado por filósofos, cientistas e artistas ligados ao avanço tecnológico e às proposições de hibridização entre homem e máquina, carne e silício, no sentido de transposição da ontologia tradicional, dos limites físicos e culturais que definiram historicamente o conceito de humano. Mas ele ainda é motivo de visões controversas, como a dos adeptos do movimento The Extropy, que entre outras coisas acreditam na possibilidade de perpetuação infinita a partir do upload da consciência humana em um chip de computador, eles adotaram o termo como uma espécie de renovação do conceito Nietzchiano de Super-Homem, ou seja, a superação absoluta de todos os valores humanos em um pretenso estágio superior de humanidade. O Extropy Institute fundado por Max More no início dos anos 90 acaba de ser fechado com o objetivo de unir-se a outras instituições transhumanistas e fortalecer o movimento em direção aos seus objetivos pós-humanos.

A visão dos extropianos implica na adoção de uma nova ética, baseada na crença de que o corpo-humano é um hardware em processo de obsolescência, portanto devemos buscar um novo hardware para “habitarmos”, com melhor desempenho e durabilidade. O polêmico pesquisador Ray Kurzweil, um dos conselheiros do The Extropy e autor do livro The Age of Spiritual Machines – When Computers Exceed Human Intelligence (2000), afirma que as máquinas irão tomar consciência e substituir o homem dentro dos próximos 30 anos, essa tomada de consciência por parte das máquinas resultará numa reconfiguração planetária, talvez até no surgimento da nova espécie que irá nos substituir na dominação da Terra. Como o homem evoluiu do australopitecus ao homo-sapiens biologicamente, desta vez estamos literalmente construindo a nova criatura que irá nos substituir nessa escala evolutiva algo como o humanimal-roboticus. Em artigo com o sugestivo título de “Ser Humano Versão 2.0″ Kurzweil diz:

Nossa espécie já aumentou a ordem “natural” de nossas vidas por meio de nossa tecnologia: drogas, suplementos, peças de reposição para virtualmente todos os sistemas corporais e muitas outras invenções. Já temos equipamentos para substituir nossos joelhos, bacias, ombros, cotovelos, pulsos, maxilares, dentes, pele, artérias, veias, válvulas do coração, braços, pernas, pés e dedos. Sistemas para substituir órgãos mais complexos (por exemplo, nossos corações) começam a funcionar. Estamos aprendendo os princípios de operação do corpo e do cérebro humanos e logo poderemos projetar sistemas altamente superiores, que serão mais agradáveis, durarão mais e funcionarão melhor, sem serem suscetíveis a panes, doenças e envelhecimento (KURZWEIL, 2003).

Esta postura extremista dos extropianos gera posições controversas como o seu descaso à questão ecológica por não acreditarem mais no mundo orgânico, baseado no carbono, como única referência para a vida. A Artista Natasha Vita-More, presidente do extinto The Extropy Institute e autora do “Manifesto da Arte Extropiana”, desenvolve atualmente seu projeto de arte conceitual Primo Posthuman, uma proposta para um novo corpo pós-humano, utilizando uma visão prospectiva do avanço tecnológico como arcabouço para a idealização de seu projeto radical para o corpo do futuro. Outros pesquisadores apresentam uma visão menos radical do conceito de pós-humano, como Katheryne Hayles, professora da Universidade da Califórnia e autora de How We Became Posthuman, Virtual Bodies in Cybernetics, Literature and Informatics (1999), onde analisa a nossa atual condição pós-humana como o resultado do fluxo de informações através das redes conectando homens e máquinas, como em um processo acelerado de cibernetização.

Meu sonho é uma versão do pós-humano que abrace as possibilidades das tecnologias da informação sem ser seduzida por fantasias de poder ilimitado e imortalidade descorporificada; que reconheça e celebre a finitude como uma condição do ser humano, e que entenda a vida humana como embebida em um mundo material de grande complexidade, mundo do qual dependemos para continuar sobrevivendo (HAYLES apud FELINTO, 2005:114).

Ainda em 1985, Donna Haraway, em seu “Manifesto Ciborgue” (Apud SILVA, 2000), apontava que nossa crescente conecção com todos os aparatos tecnológicos, da TV aos games, tornava-nos cyborgs, criaturas híbridas muito distintas de nossos antepassados. Ela antecipou o período de ruptura drástico que vivemos atualmente, nas palavras do gnosticista das novas mídias Erik Davis:

Quando você constata que hoje podemos destruir todo o planeta, nos clonarmos, considerar seriamente a eugenia genética, erradicar doenças comuns, alterar o clima, dizimar milhões de espécies, criar proto-inteligência com máquinas, forçar fótons a “diminuírem a sua velocidade”, etc, etc…a verdadeira questão se torna: será que o ser que pode fazer e contemplar tudo isto está realmente ligado ao milênio que a tudo precedeu? Ou há um ponto de ruptura, que justifica ser examinado mais de perto?(…) A condição humana já há muito não significa mais nada, justamente porque muitas das limitações que uma vez definiram esta condição, agora parecem estar prontas para o arrebatamento (DAVIS, 2004).

Ao observarmos a aceleração contemporânea dos avanços tecnológicos, vislumbramos um panorama complexo e dinâmico, onde muitos dos temas caros à ficção científica tornam-se acaloradas discussões entre sociólogos e filósofos. Jean Baudrillard é citado como referência pelos criadores de um dos novos emblemas da cultura pop, a série Matrix, já o sociólogo brasileiro Laymert Garcia dos Santos está interessado em analisar os impactos sócio-culturais e econômicos da informação digital e genética em um novo panorama mundial, onde reinam a linguagem binária e cromossômica. Garcia dedicou inclusive um capítulo de seu mais recente livro, Politizar as Novas Tecnologias: O Impacto Sócio Técnico da Informação Digital e Genética, às relações entre tecnologia e arte no panorama contemporâneo; assim como a conceituada semióloga Lucia Santaella intitulou um de seus recentes livros de Culturas e Artes do Pós-Humano: Da Cultura das Mídias à Cibercultura, e dedica boa parte dele a analisar as ditas “Artes do Pós-Humano”, citando nomes seminais como Roy Ascott, Diana Domingues, Orlan, Gary Hill, Gilbertto Prado, Suzette Venturelli, Tânia Fraga e Eduardo Kac, artistas envolvidos com projetos nas áreas de realidade virtual, telepresença, cibermundos, caves, transe cibernético, transgênica, bio-robótica e nanoengenharia.

A obra desses artistas parece também dialogar com as proposições de alguns cientistas polêmicos como os já citados Ray Kurzweil e Hans Moravec, ambos adeptos da teoria da possível tomada de consciência por parte dos computadores. Moravec é escritor de Robot: Mere Machine to Transcendent Mind (1999), e autor de uma teoria segundo a qual as máquinas evoluirão para a autoconsciência a partir do surgimento dos primeiros robôs multifuncionais. Para ele o processo biológico que levou milhões de anos para produzir o homem levará apenas 30 anos para produzir a primeira máquina autoconsciente, é importante destacar que os robôs multifuncionais já começaram a pulular pelo mundo afora, principalmente no Japão. Esses robôs repletos de dispositivos sensoriais começaram a ser vendidos no ano 2000 como brinquedos – o exemplo maior são os cãezinhos AIBO. O matemático Vernon Vinge é autor de outras reflexões polêmicas no contexto da pós-humanidade, sendo criador da “Teoria da Singularidade”, segundo ele:

A aceleração do progresso tecnológico é uma questão central na história da humanidade. Estamos no limiar de uma mudança comparável ao surgimento da vida humana na Terra, com a criação iminente de entidades com inteligência maior que a humana. Desenvolvimentos que antes pensaríamos só ocorrer em “um milhão de anos”, se ocorressem, acontecerão neste século. Creio ser correto chamar este evento de singularidade. É o ponto em que uma nova realidade passará a governar o mundo (VINGE, 2003).

Vinge propõe três hipóteses para a “singularidade”, na primeira delas a tecnologia produziria computadores avançados com uma inteligência sobre-humana; na segunda, as interfaces entre homem e máquina tornar-se-iam tão íntimas que vamos nos considerar superinteligentes; já na terceira hipótese, a biotecnologia proporcionaria a expansão de nosso intelecto humano. Essas previsões parecem confirmar uma das observações dos ciberartistas Suzete Venturelli & Mario Maciel (2004) ao discorrer sobre suas investigações poéticas a respeito do pós-humano, onde destacam uma progressiva mecanização e eletrificação do humano paralela à crescente humanização e subjetivação da máquina.

Muitos teóricos conceituam o pós-humano como a emergência ontológica relacionada às proposições de hibridização entre homem e máquina, carne e silício, aos avanços gradativos da consciência através da conexão com dispositivos múltiplos e à manipulação gradativa do DNA humano que poderá resultar em mudanças drásticas na estrutura biológica da espécie. Termos semelhantes também são usados com essa mesma intenção, Hans Moravec adotou o termo ex-humans, o artista e teórico inglês das redes telemáticas Roy Ascott fala de uma “era pós-biológica” vislumbrada por ele através dessa fusão entre carne e silício – do mundo seco do silício com o mundo úmido do carbono – e da expansão da consciência pela conexão em rede. Assim como Derrick de Kerchkove acredita que a ligação planetária em rede cria uma mente expandida pela somatória das inteligências conectadas.

O artista australiano Stelarc usa o conceito das artes do “corpo obsoleto” para balizar suas obras estruturadas a partir da conexão com próteses robóticas/biológicas e dispositivos telemáticos de expansão da percepção. Poderia citar outras definições do termo e de seus sinônimos, menos ou mais abrangentes que essas, como a da pesquisadora Lucia Santaella, que acredita que um dos grandes dilemas da noção contemporânea de ser humano está diretamente conectado às mudanças pelas quais o corpo humano está passando em direção a uma possível nova antropomorfia:

O potencial para as combinações entre vida artificial, robótica, redes neurais e manipulação genética é tamanho que nos leva a pensar que estamos nos aproximando de um tempo em que a distinção entre vida natural e artificial não terá mais onde se balizar. De fato, tudo parece indicar que muitas funções vitais serão replicáveis maquinicamente assim como muitas máquinas adquirirão qualidades vitais. O efeito conjunto de todos esses desenvolvimentos tem recebido o nome de pós-humanismo (SANTAELLA, 2003:199).

Com toda certeza o termo pós-humano ainda irá gerar muitas polêmicas, dezenas de teses serão escritas para tentar analisá-lo, dissecá-lo, reinventá-lo, e como sempre pouquíssimos serão os trabalhos sagazes a respeito dele. Como artista eu o adotei em minha obra como termo representativo da ruptura com a noção biológica de vida e de corpo baseado no carbono, das limitações impostas pelas características do DNA humano que definem nossa configuração física, e de consciência pelos limites impostos por nossa percepção do mundo estruturada sobre os cinco sentidos. A maioria dos ciberartistas citados nesse artigo apresentam poéticas que refletem conceitual ou metaforicamente sobre essas rupturas, e por esse motivo chamo seus trabalhos de “arte pós-humana”, considerando o termo como uma das categorias da ciberarte. A arte continua desempenhando o seu papel de força visionária capaz de produzir conhecimento regado de poesia e reflexões prospectivas.

Referências Bibliográficas:

DAVIS, Erik. Interview by Ruy Christopher for the site http://www.frontwhelldrive.com , arquivo capturado em 10/01/2004.
__________. Techgnosis – Myth, Magic and Mysticism in the Age of Information. New York: Harmony Books, 1998.
FELINTO, Erick. A Religião das Máquinas – Ensaios sobre o Imaginário da Cibercultura, Porto Alegre: Sulina, 2005.
_____________. “Transhumanismo e Mito: Notas Sobre o Culto do Ciborgue”, in: Olhares Sobre a Cibercultura (André Lemos & Paulo Cunha orgs.), Porto Alegre: Sulina, 2003, pp.24-36.
FRANCO, Edgar Silveira. “Arte e Novas Tecnologias: O Movimento Pós-Humano”, in Quiosque: Observatório das Mídias, João Pessoa, (Marca de Fantasia: Nº 2), João Pessoa, 2001, pp.11-14.
KURZWEIL, Ray. “Ser Humano Versão 2.0″, in Caderno Mais!, Folha de São Paulo, São Paulo, domingo, 23 de março de 2003.
______________. The Age of Spiritual Machines – When Computer Exceed Human Intelligence, New York: Penguin Books, 2000.
MACIEL, Mario & VENTURELLI, Suzete. “Imagens Pós-humanas: Ciborgues e Robôs”, in Anais do Sigradi (Simpósio de Gráfica Digital -2004) – Projeto, Desenho Comunicação, 2004, pp. 247-248.
MORAVEC, Hans P. Mind Children: The Future of Robot and Human Intelligence, Cambridge: Harvard University Press, 1990.
________________. Robot: Mere Machine to Transcendent Mind, Oxford: Oxford University Press, 1999.
MORE, Max. The Extropian Principles 3.0 – A Transhumanist Declaration, Url: http://www.extropy.org/ideas/princ, arquivo capturado em 08/12/2002.
SANTAELLA, Lucia. Culturas e Artes do Pós-Humano: Da Cultura das Mídias à Cibercultura, São Paulo: Paulus, 2003a.
SANTOS, Jair Ferreira dos. Breve o Pós-Humano: Ensaios Contemporâneos, Curitiba: Francisco Alves & Imprensa Oficial do Paraná, 2002.
SANTOS, Laymert Garcia dos. Politizar as Novas Tecnologias: O Impacto Sócio Técnico da Informação Digital e Genética, São Paulo: Editora 34, 2003.
SILVA, Tomaz Tadeu (Org.). Antropologia do Ciborgue –as vertigens do pós-humano, Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
VINGE, Vernor. True Names: And the Opening of the Cyberspace Frontier, New York: Tor Books, 2001.
____________. “A Ameaça Concreta”, entrevista concedida a Peter Moon. Site da Isto É On-line -http://www.terra.com.br/cgi-in/index_frame/istoe/1753/ciencia/1753_especial_refens_tecnologia_01.htm – arquivo capturado em 07/05/2003
VITA-MORE, Natasha. CREATE/RECREATE: The 3rd Millennial Culture, Los Angeles: Extropy Institute, 2000
>> TIPOS – por Edgar Franco


A MUSA PÓS-HUMANA

sábado | 21 | novembro | 2009

Os Dias da Peste - Fábio FernandesE eis que aporta às livrarias Os Dias da Peste, primeiro – mas, espera-se, não o último – romance do escritor, crítico e teórico da cybercultura Fábio Fernandes. Um dos melhores contistas da ficção científica brasileira, introdutor do movimento cyberpunk no Brasil e veterano das antigas guerras de trincheiras travadas pelo fandom tupiniquim, Fábio Fernandes devia(-se) um romance que lhe desse espaço suficiente para expandir sua verve e inventividade de um modo que a forma concentrada do conto nem sempre permite. Publicado pela Tarja Editorial, que vem se firmando como um dos principais nichos da literatura de gênero no Brasil, Os Dias da Peste é esse romance.

Dividida em três partes, a história começa nos dias de hoje (mais exatamente, no dia 06 de abril de 2010) e segue até 2016, acompanhando – pelos olhos do técnico de computadores Artur Mattos – o que começa como uma série de panes nos equipamentos do mundo todo, apelidada pela imprensa de infodemia (e, dado o ouvido de Fernandes para trocadilhos, o cacófato é certamente intencional), e acaba desembocando na maior transformação de toda a história da humanidade.

O livro é composto pelos diários de Arthur, sob a forma de entradas de blogs, anotações e podcasts escritos no calor da catástrofe, que aqui deve ser entendida em seu sentido aristotélico original, como uma guinada de 180 graus nos acontecimentos, fazendo com que situações positivas se transformem em negativas (por exemplo, a dependência humana de tecnologias facilitadoras desembocando no caos da infodemia) – e vice-versa.

Encontrados no século XXII, os diários de Artur são editados e exibidos para o público no Museu Líquido de Nova Copacabana, em comemoração aos cem anos da Convergência NeuroDigital, espécie de versão brazuca da Singularidade Tecnológica prevista pelo escritor Vernor Vinge e abraçada com entusiasmo pelo futurólogo Ray Kurzweil (cujo livro A Era das Máquinas Espirituais, por sinal, foi traduzido pelo próprio Fábio Fernandes).

A introdução escrita pela curadora do museu (e esc-ape artist, num jogo de palavras genial, que condensa toda a temática do livro), bem como as notas de rodapé que acompanham o texto, formam a moldura do romance. Aliás, as notas de rodapé são, com trocadilho, uma nota à parte. Seu objetivo é tornar os diários de Artur mais compreensíveis para os leitores de 2109, explicando alusões, expressões e referências do passado distante – isto é, o nosso presente. Mas como a própria editora não tem essas referências, suas tentativas de adivinhar o sentido das frases são, frequentemente, de rolar de rir, como por exemplo na nota 7, em que ela tenta entender a expressão “tirar a inhaca do corpo”:

Segundo a BioWeb, Inhaca é o nome de uma ilha na costa leste do antigo continente da África, ao sul de um país chamado Moçambique. Impossível entender como ele conseguiu tirar essa ilha do corpo. Não há registro de que a tecnologia do século XXI dominasse a miniaturização.

A função das notas, no entanto, não se esgota na piada. Pelo contrário, é através do que a pós-humanidade futura ignora, e de referências crípticas a entidades como a BioWeb, ao Panteão Terrestre de Consciências Downloadadas (do qual o escritor Arthur C. Clarke, com o nome de Ser Clarke, participa como Hipermestre Grau 12) ou à extinta Igreja Católica Renovada Humana (que considera as celebridades da cultura pop como santos), que vamos aprendendo em filigrana como é a civilização futura e quão cognitivamente estranhada ela se encontra do nosso presente.

Uma curiosidade final: em hebraico, dabar significa ao mesmo tempo “peste” e “palavra ou assunto” – ou seja, no sentido amplo: informação. Como verbo, dabar também quer dizer “gerar descendência”. Por uma estranha coincidência cabalística, essas três acepções resumem bem o que é, do que trata e para onde aponta o romance de Fábio Fernandes.
>> EPISTEMONIKE PHANTASIA – por Jack Starman – 3/04/2008


ROBERT PATTINSON: O NERD QUE DEU CERTO

sábado | 21 | novembro | 2009

Robert Pattinson, o Edward Cullen da saga Crepúsculo que volta às telas nesta sexta (20/11), com a estreia Lua Nova (The Twilight Saga: New Moon, EUA, 2009) e status de pop star, é o nerd que deu certo. É como ele mesmo se define, numa entrevista à revista Vanity Fair, da qual é capa da edição de dezembro.

“The Pattz”, como o vampiro é conhecido no fã clube de Crepúsculo, se mostra um cara tímido e com tendências a intelectual, sempre com um livro na mão, querendo conversar sobre música e/ou cinema. Trata-se, enfim, de um jovem europeu – sim, Pattinson é mais inglês do que muita gente pensa. “Não sou um tipo muito sociável”, adverte o “novo Leo” – como a revista se refere ao jovem galã da vez. “Então, me ressinto de não dar aquele retorno que os fãs gostariam”.

Na vida real, Pattinson se define como sendo um cara “muito mais comum e sem os apelos” de seu personagem faltal em Crepúsculo – um sujeito culto, misterioso, perigoso e charmoso de 108 anos, que terá a eterna aparência de alguém de 17 anos. Na vida real ele tem 23, trabalhou como modelo (“era medonho”, diz), estudou teatro, foi cantor de banda de rock e, antes de Crepúsculo, fez uma ponta em Harry Potter (como Cedric Diggory, em Cálice de Fogo), além de peça The Woman Before, na qual foi substituído antes da estreia, levando Pattinson a realmente repensar sobre sua carreira de ator.

(BR Press) - É como o ator Robert Pattinson, o Edward Cullen da saga Crepúsculo que volta às telas nesta sexta (20/11), com a estreia Lua Nova e status de pop star, se define, numa entrevista à revista Vanity Fair, da qual é capa da edição de dezembro.

Música
Londrino, filho de um comerciante de carros e de uma secretária de agência de modelos, Pattinson sempre gostou de música. Aos 15, começou a tocar guitarra, ouvindo muito soul, como James Brown e Wilson Pickett, além de Van Morrisson. Também aprendeu a tocar piano quando garoto. Totalmente despretensioso no quesito atuação, além de cultivar o look “byroniano”, como definiu o produtor de Crepúsculo Erik Feig, talvez tenho sido isso que o tornou atraente para diretores com alma independente como Catherine Hardwicke.

O escolhido
Ela estava tendo muito trabalho para escolher que faria Edward Cullen. Um dia, cansada de testar caras errados, sugeriu ao produtor: “Cheque todos os atores britânicos de 15 a 25 anos no IMDb, quem fez os Harry Potter, ect”. Bingo. A sorte grande de Pattinson estava lançada. Ele, pessoalmente, já tinha ouvido falar que estavam abrindo testes para algo chamado Crepúsculo, em LA, Londres, Chicago e NY, em 2007. “Cheguei a gravar um vídeo caseiro, mas me achei tão ridículo que sequer enviei”, conta.

Quando Feig mostrou a foto de Pattinson a Catherine, com um inseguro ´O que acha desse cara?´, os olhos da diretora de Crepúsculo brilharam: “Ótimo!”. Depois, assistindo a cenas de Cálice de Fogo diversas vezes, já não tinha tanta certeza. Mas agendou um teste dele com Kristen Stewart (Bella, em Crepúsculo), que já havia sido escolhida para o papel, com muita convicção pela diretora.

“Aparência horrível”
Pattinson, mais uma vez, parecia predestinado a bancar o esquisitão: agora um vampiro “vegetariano”. Ele não tinha ideia no que estava se metendo. “Eu estava somente trabalhando com minha banda, cultivando uma aparência horrível, nada saudável, praticamente ficando bêbado toda noite quando a oportunidade desse teste apareceu”, diz o ator.

O resultado? Ele detestou, claro. Mas Catherine pôde ver uma boa química entre ambos e Kristen decretou: “Ele foi o melhor, até agora”. Os executivos da Summit Entertaiment, no entanto, não estavam tão convencidos assim de que um inglês obscuro funcionaria na pele de um sexy jovem americano. “Catherine, você tem certeza de que consegue fazer esse cara ficar bonito?”, um deles inquiriu. “Meu diretor de fotografia trabalha muito bem com a luz e eu prometo: vou fazer esse cara ficar muito charmoso”, garantiu.

Intensidade rara
Embora tenha sido substituída e criticada, a diretora de Crespúsculo prometeu e cumpriu, dando vida ao par romântico mais interessante desde Kate Winslet e Leornado Di Caprio, em Titanic. “Eles trabalham muito seus personagens juntos – intensamente”, conta Catherine, negando que tenha havido algo sexual entre os dois na vida real. Mas, como a própria história do filme mostra, quem precisa de ir para as vias de fato quando o assunto é desejo e amor?

“Rob e Kris têm profundos e complexos sentimentos mútuos – o que inclui uma intensa fascinação”, diz a diretora. Os atores realmente passaram a viver como Bella e Edward. Kristen tinha um outro namorado à época da filmagem (o também ator Michael Angarano), mas ficava tanto com Pattinson que parece que o romance desandou.

O sucesso e magnetismo de Crepúsculo foi instantâneo e graças ao dark casal: em três dias, o filme faturou US$ 70 milhões. “É claro que jovens atores sabem da importância de estar numa franquia de sucesso”, diz o diretor de Lua Nova, Chris Weitz . Pattinson, dizem os contadores de Hollywood, assinou com a franquia por US$ 10 milhões. “Esse dois [Stewart e Pattinson] estão dispostos a tudo para tornar seus personagens críveis”, elogia Weitz.

Filmando Lua Nova na Itália, Pattinson não podia sair do quarto do hotel. Hordas de adolescentes o seguiam em todo canto. E o frisson eestá apenas começando. Ele está trabalhando no terceiro episódio, Eclipse, e já se prepara para o quarto.

Pós-Crepúsculo
Como será a vida após Crepúsculo? “Não tenho grandes planos nem desejos materiais – e, afinal, raramente saio!, brinca. Ele já optou por um western de baixo orçamento, Bel-Ami, adaptação de um romance de Guy de Maupassant, em que ele vive “um cara que pensa – e age – como um animal”.

Mais um esquisitão para a coleção de Robert Pattinson.
>> YAHOO – por BR Press


‘ANJO DE DOR’: LANÇAMENTO DA DEVIR COMEÇA COLEÇÃO DESTINADA À FICÇÃO DE HORROR

sábado | 21 | novembro | 2009

Anjo de Dor (Devir, 207págs., R$ 25,)  o novo livro de Roberto de Sousa Causo, é um romance de horror que foi finalista do Projeto Nascente (da Pró-Reitoria de Cultura da Universidade de São Paulo e do Grupo Abril de Comunicações).

A história é ambientada em uma cidade do interior de São Paulo, igual a tantas pequenas cidades próximas a uma grande capital. Ricardo Conte, o protagonista masculino, um jovem artista sem perspectivas, sobrevive de pequenos empregos até que precisa usar o seu talento de pintor para exorcizar demônios que sequer sonhava conceber. Ele encontra em Sheila Fernandes — a cantora que veio da Capital para se apresentar em uma boate da cidade — uma mulher madura de passado violento, e desenvolve por ela uma paixão irresistível. Sheila, porém, é seguida por um homem do seu passado, o sádico Ferreirinha, disposto a tudo para exercer sua vingança.

O encontro de Sheila com Ricardo mobiliza reações em muitas esferas, neste e no outro mundo, e põe em ação mecanismos que ambos vão lutar para deter. A paixão deles pela vida e de um pelo outro não vai permitir que o leitor abandone a leitura nem por um instante.

Esta história, que poderia acontecer em qualquer tempo ou lugar, se distorce e se complica com a entrada insidiosa do sobrenatural que vem transformar tudo.

Ação, violência, sensualidade, terror — elementos que se entrelaçam e se completam em uma narrativa ágil, ambientação sólida e realista, personagens consistentes em suas melhores qualidades e aterradoras deficiências. Todos são vítimas e algozes diante de monstros de pesadelo que se tornam reais. Uma história cinematográfica de arte que ultrapassa as fronteiras da vida e da morte.

A literatura de horror — ou numa definição mais abrangente, a “fantasia sombria” — ganha com este romance um representante original, à altura dos mestres do gênero em qualquer tempo ou idioma.

Com introdução de Rubens Teixeira Scavone (da Academia Paulista de Letras) e texto de orelha de Braulio Tavares.

O lançamento de Anjo de Dor acontece no dia 2 de dezembro de 2009, uma quarta-feira, na livraria Martins Fontes da Av. Paulista — Av. Paulista, 509, 01420-002 – São Paulo – SP, tel.: (11) 3082.8042. A partir das 18h30.

Endossos a Anjo de Dor, por importantes personalidades da literatura fantástica brasileira:

“Roberto de Sousa Causo manipula as doses certas de terror e erotismo para empurrar seus personagens, de modo quase hipnótico, na direção de um desenlace fatal. A eficiência de seu controle narrativo demonstra que a literatura de terror, nos moldes daquela praticada por autores best-sellers como Stephen King e Peter Straub, tem amplas possibilidades de se desenvolver no Brasil, como uma ampliação legítima do leque temático de nossa literatura. … Um escritor desse gênero, como de qualquer outro, obtém sucesso quando se entrega todo à obra que escreve, na plena medida de seu envolvimento emocional e de sua habilidade técnica, como se dá no caso de Anjo de Dor.” — Braulio Tavares (autor de A Máquina Voadora e A Espinha Dorsal da Memória)

“Difícil caracterizar com segurança o gênero do enredo: novela policial, argumento de terror, repositário de erotismo, incursão pelo fantástico? … Mas uma coisa é certa, Causo domina qualquer dos gêneros e consegue certa amálgama de situações que subjuga o leitor da primeira à última linha.” — Rubens Teixeira Scavone (autor de Clube de Campo (Prêmio Jabuti)

“Quando a narrativa dá mostras de ter estabelecido uma trilha convencional, magistralmente novos ingredientes vão sendo acrescentados, como se o autor assumisse seu papel de bruxo e no caldeirão mágico fosse depositando um a um… Causo consegue o que parecia ser impossível: dar às cores provincianas de uma cidadezinha do interior uma dimensão universal, mostrando o quão perto estamos de uma realidade cuja existência preferimos não admitir.” — R.F.Lucchetti (autor de O Crime da Gaiola Dourada e roteirista de Ivan Cardoso e José Mojica Marins)

Anjo de Dor é o primeiro título do novo selo da Devir destinado à literatura de horror: Pentagrama.

foto.jpgSobre o autor:
Roberto de Sousa Causo cresceu em Sumaré, interior de São Paulo. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo. Seus mais de cinquenta contos e novelas apareceram em revistas e livros na Argentina, Brasil, Canadá, China, Finlândia, França, Grécia, Portugal (com o livro de contos A Dança das Sombras, 1999), República Tcheca e Rússia. Foi um dos classificados no Prêmio Jerônimo Monteiro, da Isaac Asimov Magazine, e no III Festival Universitário de Literatura, com a novela Terra Verde (2001); foi o ganhador do Projeto Nascente 11 de Melhor Texto com O Par: Uma Novela Amazônica (2008). Escreveu para o Jornal da Tarde, Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil, para as revistas Cult, Ciência Hoje e Palavra, etc. Mantém coluna no Terra Magazine (http://terramagazine.terra.com.br), a revista eletrônica do Portal Terra. Seu primeiro romance foi A Corrida do Rinoceronte, publicado em 2006 pela Devir, que também lançou o seu segundo livro de contos, A Sombra dos Homens (2004).


MOON: EM BLU-RAY NO BRASIL COM TÍTULO DE LUNAR

sexta-feira | 20 | novembro | 2009

Surpresa: tido por muitos como o melhor filme de ficção científica dos últimos anos, Moon, do diretor Duncan Jones e estrelado por Sam Rockwell, já está com o lançamento em Blu-ray no Brasil agendado para 7 de janeiro de 2010 – com o título de Lunar

A Sony lançaria o filme nos cinemas daqui dia 27 de novembro, mas pelo jeito ele vai chegar diretamente em alta definição. Ainda não há previsão de lançamento em DVD. Confira os detalhes do Blu-ray no site da DVD World.
>> SCI FI DO BRASIL


LEGIÃO ALIEN EM FILME PELA WALT DISNEY PICTURES

sexta-feira | 20 | novembro | 2009

Jerry Bruckheimer quer agora um Piratas do Caribe no espaço

A série de quadrinhos de ficção científica Legião Alien (Alien Legion), criada pelo quadrinista Carl Potts em 1984, é conhecida dos leitores veteranos pelas duas histórias publicadas no Brasil nas extintas revistas Epic Marvel e Graphic Novel, ambas da Editora Abril; além de uma edição especial pela Brainstore Editora lançada em 2003. A série tratava de uma espécie de “Legião Francesa” espacial, a Legião Nômade, uma força intergalática militar.

O interessante título ganhou um republicação de luxo essa semana nos EUA e promete voltar a partir do ano que vem em uma nova minissérie em quadrinhos pela Dark Horse Comics.

Melhor ainda, terá um longa-metragem de ação misturando atores reais e personagens em computação gráfica pela Walt Disney Pictures. O produtor será ninguém menos que o midas do gênero, Jerry Bruckheimer – sempre buscando seu próximo Piratas do Caribe.

Potts confirmou a novidade ao USA Today e informou que o roteiro já está em seu terceiro tratamento. “Bruckheimer nunca fez uma ficção científica antes. O desafio o está interessando bastante. O sucesso que eles tiveram misturando CGI e live-action em Piratas do Caribe pode facilmente ser traduzido em um filme de Legião Alien“, disse.

Derek Haas (O Procurado) e Michael Brandt (Os Indomáveis) estão atualmente cuidando do texto. Não há diretor contratado ou cronograma divulgado do filme.
>> OMELETE – por Érico Borgo


‘LEGENDS – THE ENCHANTED’: CONHEÇA MAIS SOBRE OS CONTOS DE FADAS NA ESTÉTICA STEAMPUNK E PÓS-APOCALÍPTICA

sexta-feira | 20 | novembro | 2009

O artista Nick Percival e a Radical Comics vão fazer uma nova releitura dos contos de fada e personagens folclóricos em Legends: The Enchanted..
Nesse universo, “os encantados”, como são conhecidos os personagens fantásticos, são desprezados pelas pessoas normais e por suas contrapartes sombrias, conhecidas como The Wicked. A maioria dos encantados atua à margem da lei, tentando sobreviver em um mundo onde eles não são mais bem vindos.

“O mundo desses seres é abalado quando eles descobrem que alguém descobriu uma maneira de acabar com o encanto que os torna imortais”, explicou Percival. “Esse inimigo começa então a matá-los, a começar pelo guerreiro Pinóquio”.

A versão do escritor para os personagens que conhecemos dos contos de fadas é bem mais adulta, bastante inspirada em ficção-científica e na estética steampunk e pós-apocalíptica. A Chapeuzinho Vermelho, por exemplo, vive com sua filha em uma floresta biônica, onde árvores biomecânicas crescem desordenadamente e criAturas lupinas mutantes são abundantes. Jack, o matador de gigantes, é um bêbado que anda por aí na sua moto que usa sangue de gigante como combustível. O resto do elenco ainda traz Hansel e Gretel, que são irmãos videntes; Cachinhos Dourados e Bear, seu namorado meio homem, meio urso; e Humpty Dumpty and the Billy Goats Gruff Biker Gang.

“Entre esses ainda teremos aparições de Rapunzel, do Flautista de Hamelin, Rumpelstiltskin, entre vários outros”, disse o artista. “Estamos criando um mundo que, ao menos visualmente, é bem diferente de tudo o que já foi feito com esses personagens antes”.

Para tirar a prova, basta clicar aqui e conferir algumas páginas e clique aqui para artes conceituais da HQ.

A Radical lançará um preview com preço especial de US$1.00 em janeiro, sendo que a graphic novel completa será lançada nos EUA em abril.

A Radical Publishing foi fundada por Barry Levine, Jesse Berger e o escritor David Elliot, com o propósito de trazer o melhor em narrativa e arte, com talentos famosos como Yoshitaka Amano, John Bolton, Luis Royo, Jim Steranko, Steve Niles, Ian Edginton, Steve Moore, Sam Sarkar, Dan Abnett, Stjepan Sejic, Dave Wilkins, Steve Pugh, James Heffron, Nick Percival, Bryan Edward Hill, Nelson Blake, Glenn Fabry, Bill Sienkiewicz, WETA, Imaginary Friends Studios, entre outros.
>> HQ MANIACS – por Leandro Damasceno


STEAMPUNK: 3ª FANTÁSTICA JORNADA NOITE ADENTRO

sexta-feira | 20 | novembro | 2009

steampunk fantastica jornada steampunk SteamPunk   Fantástica Jornada Noite Adentro III

SteamCon: Vem sendo veiculado que vai ocorrer um evento SteamPunk nos dias 27 e 28 de Novembro de 2009? Quem organizou o evento?

Karl: O evento é organizado pela Biblioteca Viriato Corrêa, em conjunto com Silvio Alexandre e é a terceira edição de um evento que costuma ser organizado com temas diferenciados.

Raul: A Viriato Corrêa é uma biblioteca temática de literatura fantástica. Recentemente chegou a promover eventos do bicentenário de Edgar Alan Poe, ao qual atendemos prontamente.

SteamCon: Qual o envolvimento do Conselho SteamPunk na promoção do evento?

Raul: Silvio se aproximou de nós com a proposta da Fantástica Jornada e o nosso envolvimento foi colaborar com a produção do evento, além do fornecimento de recursos e contatos com artífices e pessoas chave ligadas a produção cultural SteamPunk.

Karl: Perguntou-se o que poderíamos oferecer para o evento, de forma a enriquecê-lo e prontamente nos dispusemos a ajudar.

Que outras instituições estão envolvidas na organização?

Raul: Além da Biblioteca Viriato Correa está participando a Confraria de Idéias, que é um grupo que admiramos muito pelo empenho em atividades ligadas a RPG.

Karl: A Confraria de Idéias vai organizar um Live Action RPG com efeitos especiais, luzes, fumaça, sonoplastia e uma série de recursos destinados especificamente para o Live.

SteamCon: Recentemente, em outra Jornada, ocorreu uma “mesa” sobre SteamPunk. Foi daí que surgiu a idéia do evento?

Raul: Segundo o Silvio Alexandre a idéia foi consequência direta da ocasião deste outro evento e a uma conversa com Bruno Accioly, co-fundador do Conselho SteamPunk.

SteamCon: Quais atrações mais importantes do evento do dia 27 e 28?

Raul: Estão programados um Live Action RPG, um Desfile performático com peças de Lili Angélica, da FetishFurrys, máscaras Vitorianas de Susie Hervatin e acessórios SteamPunk de Naná Hayne, todas já inscritas na Liga de Artífices SteamPunk.

Karl: Vai haver ainda um debate aberto sobre o gênero e sobre o movimento; uma exposição de peças que fazem referência ao estilo; uma apresentação da companhia de teatro Em Cena Ser, de Cristina Gimenezes, com textos selecionados pelo Conselho SteamPunk.

SteamCon: De onde surgiram estas pessoas que produzem cultura SteamPunk?

Raul: A maior parte delas já era interessada pela proposta estética SteamPunk ou conheceram o movimento através do próprio Conselho SteamPunk. Eventualmente todos eles acabaram sendo convidados para a Liga de Artífices SteamPunk.

SteamCon: Qual a importância de eventos como este para a popularização do gênero SteamPunk?

Karl: Creio que principalmente para popularizar, pois ainda existe muita discussão sobre o que é o SteamPunk. Mesmo as pessoas envolvidas com ficção científica ficam confusas acerca de definições e significados. Eventos como este são importante para que as pessoas se sintam compelidas a se envolver.

SteamCon: O evento então vai ser importante para quem não conhece o gênero, o que é muito bom. E quem já é entusiasta de SteamPunk e procura mais do que vem encontrando por aí?

Raul: Para quem já é entusiasta o evento será ainda mais interessante porque teremos mostras de filmes, apresentação teatral, desfile de modelos trajadas com roupas Vitorianas e acessórios SteamPunk, exposições de objetos e jóias dentro da proposta estética do gênero, RPG, livros e o pessoal do Conselho SteamPunk disponível para discutir vários assuntos.

Karl: Vamos ainda levar HQs que fazem alusão ao gênero. Gotham by Gas Light, Master of the Future, Liga Extraordinária. A coletânea de contos SteamPunk – Histórias de um Passado Extraordinários será também vendida por lá. É bom lembrar ainda do lançamento de “Ano Drácula”, livro de Kim Newmam que será lançado no evento. Nem todo mundo considera um livro SteamPunk, invocando o termo romance gaslight, mas se trata de uma obra de referência com certeza.

SteamCon: O Conselho SteamPunk pretende, daqui para diante, essencialmente promover o gênero SteamPunk ou existem outros objetivos ainda não divulgados?

Karl: Com certeza há muito mais. Pretendemos promover não apenas o SteamPunk, mas todo um conjunto de valores e ideais que acreditamos que precisam ser resgatados. Invocar nossa história, nossa cultura e as raízes Brasileiras são prioridade para o Conselho SteamPunk.

Raul: Pretendemos abrir as portas do Conselho SteamPunk para muito mais que os entusiastas de gênero, mas provocar uma revolução na qual os interessados nos demais gêneros literários se sintam a vontade para fazer uso da infra-estrutura e da plataforma cultural desenvolvida pelo conselho.

Karl: Não deixem de aparecer por lá!

Serviço

Biblioteca Pública Viriato Corrêa
Local: R. Sena Madureira, 298. Vila Mariana, zona sul.
Telefone: (11) 5573-4017
Data: Sexta-Feira, dia 27 de Novembro de 2009, com início às 22h
Entrada Franca
Exibir mapa ampliado

Programação

Desfile performático (Dia 27, às 22h)
Um desfile de moda Steampunk composto por modelos feitos a partir de tecidos antigos que quase não se usam mais como o morin, cambraia de linho, juta, fibras vegetais, sendo alguns de seda misturados com alguns elementos feitos artesanalmente como luvas e chapéus.
A estilista Lili Angelika busca a união do romantismo com elementos de uma realidade pós-apocalíptica, inspirado em filmes Cyberpunks, Steampunks e de Fantasia como “Van Helsing”, “Blade Runner”, “Cavaleiro sem Cabeça”, “Stardust”, “A Liga Extraordinária”, entre outros.

Apresentação Teatral (Dia 27, às 22h30)
A atriz Cristiana Gimenes, da Cia Em Cena Ser, apresenta textos Steampunk, selecionados por Karl F.

Bate-papo: Saiba tudo sobre Steampunk (Dia 27, às 23h)
Gerson Lodi-Ribeiro, Bruno Accioly e Karl F. falam sobre os princípios, e o que é Steampunk, sua presença na literatura, no cinema e como sub-cultura. A mediação será de Silvio Alexandre.

Lançamento de livro: “Anno Dracula”, de Kim Newman (Editora Aleph)

Exibição de filmes (dia 27, às 24h; dia 28, às 2h e 4h)

RPG live-action: “Steam-live” (dia 27, a partir da meia-noite)
Durante a madrugada acontecerá o RPG live-action, “Steam-live”. Em breve, mais informações sobre a história e cenário. Coord.: Confraria das Idéias.

Obs.: Para as atividades do teatro é necessário retirar ingresso, sujeito à lotação da sala (101 lugares), no dia 27, a partir das 21h. Durante os intervalos das projeções, ocorrem esquetes teatrais. Após a meia-noite, você pode assistir aos filmes no auditório ou acompanhar o jogo de RPG /Live-action no andar térreo. Para participar do jogo é preciso se inscrever antecipadamente.

>> STEAMCON””’ – por Jack Starman – 3/04/2008


‘MARCAS NA PAREDE’: LANÇAMENTO EM SÃO PAULO

sexta-feira | 20 | novembro | 2009


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