“ACADEMIA DE VAMPIROS” RUMO AOS CINEMAS

quarta-feira | 30 | junho | 2010

Preger Entertainment comprou os direitos de adaptação para o cinema de Vampire Academy, série de livros escrita por Richelle Mead que no Brasil é publicada pela editora Nova Fronteira com o nome Academia de Vampiros.

A série infanto-juvenil, um best-seller am vários países, lida com o crescimento de seus personagens em meio a aventuras e romances paranormais. Além de vampiros, o elenco traz elementos de fantasia, alquimia e magia.

A personagem principal é Rose Hathaway, uma Dhampir, meio humana e meio vampiro. Ela é a guardiã dos Moroi, uma raça de vampiros mágicos, mas pacífica e mortal. Os Moroi se alimentam de doadores voluntários de sangue, podem se locomover de dia, envelhecer e morrer quase normalmente.

Escondida nas floresta de Montana está a Academia São Vladimir, onde os Moroi e Dhampirs aprendem seus lugares na sociedade. Rose tem que dominar suas habilidades como Dhampir e conseguir a aprovação do Conselho Real como guardiã daPrincesa Lissa. Rose e Lissa são melhores amigas e essa última é a única herdeira de uma das doze famílias reais dos Moroi. Fora da Academia está o maior perigo de todos: os Strigoi, uma raça de vampiros imortais, sedentos de sangue e predadores dos Moroi.
>> HQ MANIACS – por Leandro Damasceno


“CACHALOTE” FAZ APROXIMAÇÃO ENTRE QUADRINHOS E LITERATURA

quarta-feira | 30 | junho | 2010

Uma das mudanças mais sensíveis na adaptação de um romance para os quadrinhos é a perda da profundidade dos personagens. Na troca de linguagem, há a tendência de fixação nas cenas mais relevantes da trama. A imagem tende a suprir ou resumir muitos das descrições ou reflexões feitas pelo narrador.

“Cachalote”, que começou a ser vendido neste fim de mês (Quadrinhos na Cia, 280 págs., R$ 45), navega contra essa corrente. Consegue levar para os quadrinhos justamente o que as adaptações deixam de lado: a minuciosa construção dos personagens, elemento caro à linguagem literária.

O ethos dos protagonistas é formado devagar, ao longo das páginas, muitas delas silenciosas, levando o leitor a inferir por meio da imagem o momento vivido pela pessoa. De tão trabalhada, essa forma de narrar é o que desponta do álbum, mais até do que as histórias em si, criadas pelo escritor Daniel Galera e pelo desenhista Rafael Coutinho.

“Cachalote” conta paralelamente seis histórias ao longo de três capítulos. A que abre e fecha a obra, enigmática, envolve uma senhora idosa. As demais têm homens como protagonistas. Apesar de não se cruzarem, as tramas têm em comum o fato de os personagens lidarem com distintas formas de decadência pessoal. Cada um procura, então, encontrar um rumo para a vida.

O ator chinês beberrão e relapso, acusado do assassinato de um colega. O escultor que vê no cinema uma válvula de escape para o marasmo. O escritor deprimido que mantém uma relação de amizade com a ex-esposa. O funcionário de uma loja de ferragens que se apaixona e tem pudores de fazer com a namorada o mesmo sexo masoquista de antes. O playboy que deixa de viver às custas do dinheiro do tio.

A parceria entre Galera e Coutinho funciona. As imagens falam por si, são autônomas às palavras em vários momentos, fruto do minucioso trabalho do desenhista, que se dedicou à tarefa por dois anos e meio. Coutinho deixa sua marca na obra e dissocia de vez sua imagem profiisional da do pai – é filho do cartunista Laerte. A leitura sugere que ele pensou com cuidado cada um dos quadrinhos das quase 300 páginas, muitos com bons resultados de experimentação narrativa.

A dupla procurou fazer finais abertos a cada um dos seis contos. Isso cria uma sensação de incompletude, uma não-correspondência à expectativa do leitor, que passou páginas e páginas acompanhando a construção e o desenrolar dos personagens. O mesmo vale para a baleia que intitula a obra. Aparece em poucos momentos, mais sugerindo do que articulando sua presença no título.

“Cachalote” teve um primeiro lançamento no sábado passado, em São Paulo, na loja que tem o mesmo nome do álbum e que tem o desenhista como um dos sócios. Os autores farão outros dois lançamentos nesta semana, um no Rio de Janeiro e outro em Porto Alegre (leia serviço no fim da postagem).

O lançamento, enfim, diz a que veio a obra. O eficiente marketing da Companhia das Letras ajudou a construir uma expectativa em torno do álbum, que teve matérias de destaque em mais de um veículo de imprensa e uma prévia na revista “Piauí”. Houve até quem rotulasse o trabalho como o “lançamento do ano”, burburinho que a editora sabiamente soube alimentar. Exagero (até porque estamos apenas no meio do ano).

“Cachalote” tem qualidades, muitas delas em torno do trabalho ímpar de Rafael Coutinho. Mas não é a obra revolucionária que se apregoa. Mesmo a apropriação da forma de narrativa literária já foi vista em outros projetos quadrinísticos.

O que é revolucionário, isso sim, é a proposta da RT Features, empresa que bancou a parceria entre Galera e Coutinho. A proposta é dar a prioridade do projeto à Companhia das Letras. Se aceito, a editora publica e a RT fica com os direitos de adaptação para outras mídias.

A empresa já patrocina outras parcerias de escritores e quadrinhistas, como as de Angélica Freitas e Odyr Bernardi, em ”Guadalupe”, e Ronaldo Bressane e Fabio Cobiaco, em “V.I.S.H.N.U.”, para ficar em dois exemplos já noticiados por este blog.

A se pautar por “Cachalote”, o resultado tende a dialogar com um público não leitor de quadrinhos e ajuda a construir um novo mercado para a produção nacional. É algo novo, que pode render bons resultados.
>> BLOG DOS QUADRINHOS – por Paulo Ramos


FERNANDA FURQUIM: A MAIS NOVA COLUNISTA DA REVISTA “VEJA” FALA TUDO SOBRE SÉRIES DE TV

terça-feira | 29 | junho | 2010

Jornalista especializada em séries traz informações, comentários e curiosidades sobre a produção de seriados de todas as épocas.

Clique aqui para acompanhar a jornalista Fernanda Furquim,
ou copie e cole a linha abaixo:

http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/
 

Uma Breve Apresentação

Bem vindos à minha nova casa! A partir de hoje passo a escrever para o site da Veja, da Editora Abril, falando do fantástico universo das séries, seriados e minisséries da TV. O foco será dado à TV americana, inglesa, canadense e brasileira, mas, de tempos em tempos, também darei ‘uma olhada’ na produção de outros países.

Quem sou eu? Sou a fã que chegou aos 42 anos de idade dos quais pelo menos 32 foram passados em frente à TV. Não (respondendo a alguns), não foi um desperdício de tempo, pois transformei minha paixão por séries em profissão, a qual eu exerço desde 1995. De fato, não me recordo quando comecei a acompanhar as séries de TV, ou qual foi a primeira que vi. Lembro que minha família ganhou seu primeiro aparelho de TV no dia em que foi ao ar o último capítulo da novela “Mulheres de Areia”, nos anos 70. Mas, muito antes disso, ‘já exercia a função de televizinha’.

Entre 1995 e 1997, publiquei o fanzine TV Land, o qual foi transformado na revista TV Séries. A publicação encerrou em 2001, ano em que publiquei meu primeiro livro, “Sitcom: Definição e História”, pela FCF. Entre 2002 e 2006 me dediquei a outras atividades, retornando com o blog Revista TV Séries o qual foi mantido até ontem, dia 24 de junho de 2010. Seu conteúdo foi transferido para cá, tornando-se um arquivo de pesquisas com mais de 5 mil postagens publicadas entre 2006 e 2010. Em 2008 comecei a ministrar oficinas sobre a história e a evolução das séries de TV americanas; no mesmo ano publiquei meu segundo livro, “As Maravilhosas Mulheres das Séries de TV”, pela Panda Books.

Muitos devem se perguntar o porquê de gostar tanto de séries de TV a ponto de dedicar a maior parte de minha vida ao estudo do formato, à sua história e sua transformação ao longo das décadas. Faço parte da geração que teve a TV como babá eletrônica, e com ela criei um vínculo afetivo, o qual foi sendo moldado e lapidado ao longo dos anos. Já não é qualquer programa que vejo, também não acompanho todas as séries; fiz isso na época em que era possível mas, hoje em dia, com o volume de produções seriadas sendo exibidas na TV, é preciso selecionar. Tem séries que não passo do piloto; de outras, confiro a primeira temporada, se achar a série boa continuo, se não, encerro por aí.

Algumas são boas, outras ruins, algumas maravilhosas, outras sofríveis, mas todas se resumem a uma única estrutura: personagens e roteiros, nessa ordem. As séries são primeiro personagens e depois roteiros, é por isso que existem tantas propostas parecidas, mas igualmente interessantes de se acompanhar. É a forma como o personagem, dentro das características propostas, irá se desenvolver e se relacionar em uma determinada situação. Algumas produções seriadas conseguem colocar desenvolvimento de personagens e de roteiro no mesmo nível; são aquelas que estão acima da média, pois isto é algo difícil de alcançar.

As transformações estéticas e narrativas pelas quais as séries passaram as elevam ao mesmo nível das produções cinematográficas, nos dias atuais. O futuro é promissor, visto que a tendência da TV americana, e mundial, é adotar cada vez mais a co-produção internacional. O resultado irá se refletir na transformação narrativa do formato que terá uma abordagem cultural bem mais rica. Afinal, as séries refletem o retrato cultural de um país em suas respectivas décadas.

Gostaria de aproveitar e agradecer à Veja pelo convite para fazer parte da equipe de colunistas do site. Abrir um espaço fixo dedicado às séries de TV é, em minha opinião, um grande passo para estabelecer um contato importante com um público que não tem idade e que, a cada dia, torna-se maior e mais participativo.

Estarei atualizando diariamente esse blog, trazendo informações, curiosidades e opiniões sobre as séries e seus atores, de todas as décadas. Para conhecer um pouco mais minha linha de trabalho, faça uma pesquisa nas postagens em arquivo em especial na seção Opinião, que se encontra na coluna à direita. O número de postagem por dia é indefinido, sendo que será menor nos finais de semana e feriados, que ninguém é de ferro, muito menos eu!

Então, vamos começar!

Conheça o Novo Elenco de Primeval

O canal inglês ITV divulgou a primeira foto do novo elenco de “Primeval”, série que tinha sido cancelada em junho de 2009, mas que em setembro foi resgatada, graças a uma parceria do canal com a BBC America, Pro7 (canal alemão), Impossible Pictures e a UKTV.

O retorno da série marca a mudança de elenco: da esquerda para a direita temos a volta de Abby ( Hannah Spearritt) e Connor (Andrew-Lee Potts), a entrada do novo líder das operações de campo, Matt (Ciarán McMenamin), o retorno de Becker (Ben Mansfield) e a entrada de Jess ( Ruth Kearney).

Quem não está na foto é Alexander Siddig, de “Star Trek: Deep Space Nine/Jornada nas Estrelas: A Nova Missão”, que entra para o elenco interpretando o cientista Philip Burton.

A série foi resgatada para mais duas temporadas: a quarta, com sete episódios, está agendada para estrear na Inglaterra no dia 11 de janeiro. A quinta, com seis episódios, ainda não tem previsão de estreia.

Agora o Arc é administrado parte pelo governo e parte por uma empresa privada, que envia o cientista Philip Burton (Siddig) para representá-los. Lester teria sido substituído porque o governador perdeu a confiança de que ele seja capaz de comandar as operações. Matt (McMenamun), um soldado e zoologista que guarda um segredo de seu passado, se torna o novo líder de equipe; e Jess (Kearney) comanda as operações no centro de controle do Arc. Ao longo da história, ela deverá se apaixonar por Becker.

“Primeval” narra as aventuras de uma equipe de cinco cientistas que enfrentam uma anomalia do tempo a qual permite que animais pré-históricos e criaturas do futuro invadam a Inglaterra no tempo presente.
>> VEJA – por Fernanda Furquim


“RELAÇÕES DE SANGUE”, DE MARTHA ARGEL: CLÁSSICO DA LITERATURA BRASILEIRA DE VAMPIRO É LANÇADO EM NOVA EDIÇÃO

segunda-feira | 28 | junho | 2010


Maria Clara Baumgarten levava uma vida bem normal, até conhecer a vampira Lucila, cujos olhos castanhos grandes e inocentes enganariam até o mais desconfiado dos humanos, quanto mais a pobre Clarinha.

Um vampiro traz o outro, e logo ela está às voltas com Daniel, um inescrupuloso vampiro de programa. Moreno, alto, bonito e sensual, ele precisa da ajuda das duas para encontrar o assassino em série que está atacando suas “clientes”.

Mas… e se o assassino encontrar Clara primeiro?

Relações de Sangue é um clássico da literatura vampírica brasileira. Publicado originalmente muito antes da recente febre de vampiros, o romance de estreia deMartha Argel ainda é adorado por uma legião de fãs.

Num estilo ágil e bem humorado, Relações de Sangue traz uma história de mistério, suspense e sedução ambientada na São Paulo dos dias de hoje, capaz de prender a atenção do início ao fim.

Com esta nova edição, uma vez mais a Giz Editorial brinda os leitores com a prosa elegante e tão característica de Martha Argel, que já há algum tempo firmou-se como um dos nomes mais importantes da Literatura Fantástica nacional.
>> CRIANDO TRESTÁLIOS – por Cristiano Rosa

E não deixe de acompanhar o blog da autora.


“QUADRINHOS SACANAS” É O PRIMEIRO LANÇAMENTO DA EDITORA PEIXE GRANDE

domingo | 27 | junho | 2010

Quadrinhos Sacanas - Os Herdeiros de Carlos Zéfiro

Nova editora faz sua estreia no próximo mês de julho.

É a Peixe Grande, sob a tutela de Toninho Mendes, responsável pela cultuada editora Circo,que publicou, entre outros sucessos, a revista Chiclete com Banana, com Angeli, Laerte e Glauco, na década de 1980.

O primeiro lançamento da Peixe Grande seráQuadrinhos Sacanas – Os Herdeiros de Carlos Zéfiro, uma caixa com quatro livrinhos trazendo 12 histórias pornográficas desenhadas entre os anos 1950 e 1980 por autores anônimos, publicadas originalmente nos famosos “catecismos”, as revistinhas de sacanagem de outrora.

A intenção é mostrar que a produção das HQs desse gênero foi além do trabalho de Zéfiro. Cada livrinho traz um tema, que envolve viajantes espaciais, noites de núpcias, casais fora dos padrões normais e outros personagens e situações não muito usuais. O preço da caixa será de R$ 69,00.

Quadrinhos Sacanas terá evento de lançamento no dia 5 de julho, das 18h às 23h, na Comix Book Shop, em São Paulo/SP.

Na sequência, a editora lança Maria Erótica e o Clamor do Sexo, livro do jornalista Gonçalo Júnior que dá continuidade ao ótimo A Guerra dos Gibis, cobrindo agora o período de 1964 a 1985, os 21 anos da ditadura militar.

Quadrinhos Sacanas - Os Herdeiros de Carlos Zéfiro

O livro, um calhamaço de 500 páginas, conta a história da censura aos quadrinhos e às revistas de sexo, a partir das publicações das editoras Edrel e Grafipar e da trajetória de seus editores, Minami Keizi e Claudio Seto.

Maria Erótica e o Clamor do Sexo seria publicado originalmente em dois volumes, o que chegou a ser informado por Gonçalo Júnior no Twitter, porém, para evitar que o valor final ficasse muito elevado para o leitor, foi decidido que sairia num livro apenas.

A editora também tem intenção de publicar a antologiaQuadrinhos Sujos #2, com HQs de sacanagem estrangeiras, dando continuidade ao primeiro volume, que foi publicado pela extinta Opera Graphica e encontra-se esgotado.

De acordo com o editor Toninho Mendes, a expectativa é trabalhar muito com recuperação histórica. “A Peixe Grande não é uma editora de quadrinhos, ela também edita quadrinhos. O intuito é o resgate sistemático do que aconteceu na imprensa brasileira, de uma maneira geral, com foco grande na pornografia, no erotismo e na sacanagem”, informou Toninho ao Universo HQ.

E a Peixe Grande não deve parar por aí, prometendo novidades para breve.
>> UNIVERSO HQ – por Marcelo Naranjo

Quadrinhos Sacanas - Os Herdeiros de Carlos Zéfiro
Quadrinhos Sacanas - Os Herdeiros de Carlos Zéfiro

“ELYSIUM” SERÁ O NOME DO NOVO FILME DO DIRETOR DE “DISTRITO 9″

domingo | 27 | junho | 2010

Longa será ficção científica diferente do filme
que tornou diretor conhecido.
Agentes do cineasta negam direção de ‘O Hobbit’,
abandonado por Del Toro

.Cena de ‘Distrito 9′: ficção científica sobre aliens presos
na África foi hit de 2009.

O cineasta Neill Blomkamp, indicado ao prêmio Bafta pela ficção científica “Distrito 9″, fará um novo filme do gênero. O nome, segundo o site /Film, será “Elysium”.

De acordo com a reportagem, Blomkamp descreve o novo filme como “único e muito coerente” com seu trabalho. “Será totalmente diferente de ‘Distrito 9′, mas terá a mesma mistura de gêneros e tom que o marcou”, disse ele.

O site também esclarece que agentes ligados ao cineasta negaram veementemente a ida dele para o set de “O Hobbit”.

“Distrito 9″ foi um dos filmes que mais deram o que falar em 2009. Seu enredo aborda uma nave alienígena que enguiça em Joanesburgo, na África do Sul, e tem seus tripulantes presos pelo governo em uma área especial.
que foi abandonado pelo diretor Guillermo Del Toro após atrasos em sua produção.
>> G1, de São Paulo


“O HOBBIT”: PETER JACKSON NEGOCIA DIRIGIR AS DUAS PARTES DO FILME

domingo | 27 | junho | 2010

Depois que o mexicano Guillermo del Toro desistiu da ideia de dirigir as duas partes de “O Hobbit”, Peter Jackson negocia a vaga atualmente, informou a imprensa americana. Jackson, diretor das três partes da saga “O Senhor dos Anéis”, já tinha avisado que não descartava tomar as rédeas também deste projeto.

“Se é o que tenho que fazer para proteger os investimentos da Warner Bros, então obviamente é um ângulo que explorarei”, disse ao jornal neozelandês “Dominion Post”, ao qual declarou que, por enquanto, estão intactas as datas de estreia dos dois filmes, em dezembro de 2012 e no mesmo mês em 2013.

No entanto a MGM e a New Line ainda não deram seu sinal verde para o início das filmagens. No dia 30 de maio, Del Toro anunciou a decisão dando como motivo os constantes atrasos na produção, provocados pelos problemas financeiros da MGM. Os estúdios enfrentam uma situação crítica, com uma dívida de US$ 3,7 bilhões.

As duas partes de “O Hobbit” serão inspiradas no livro homônimo de J. R. R. Tolkien, que precede a saga “O Senhor dos Anéis”, protagonizado por Bilbo Bolseiro, interpretado por Ian Holm nos três primeiro filmes.

Del Toro, que tinha se comprometido a dirigir “O Hobbit” em 2008 e que dedicou dois anos a escrever o roteiro e a preparar a filmagem, disse que os cenários, o figurino, a animação e as sequências de batalhas estão completamente preparados.
>> YAHOO – EFE


DANIEL RADCLIFFE VAI À GUERRA PARA SUPERAR FINAL DE HARRY POTTER

sexta-feira | 25 | junho | 2010

As filmages do último “Harry Potter” já terminaram e o protagonista da franquia, Daniel Radcliffe, também já decidiu qual será o seu próximo filme. O ator inglês será o protagonista do drama de guerra “Nada de Novo no Front” (All Quiet on the Western Front), baseado no romance homônimo de Erich Maria Remarque. O livro já foi adaptado para o cinema em 1930, com direção de Lewis Milestone, e ganhou o Oscar de Melhor Filme.

O livro conta a história de um jovem idealista alemão que, instigado pelo patriotismo de seus professores, alista-se para lutar pelo país durante a 1ª Guerra Mundial. Mas, em vez de glórias, encontra o despreparo, a violência e a loucura no front. A trama foi criada a partir da própria experiência vivida por Remarque.

O filme será produzido e escrito por Ian Stokell e Lesley Paterson, que comentaram a escolha de Radcliffe para o papel principal: “Ele traz vulnerabilidade e inocência a Paul. Quando percebemos o quanto Daniel adorou o roteiro ficamos muito empolgados, porque sabemos que ele pode caminhar delicadamente entre a intensidade e o realismo que são necessários para o personagem
>> PIPOCA MODERNA – por Caio Arroyo


LEITORES FINANCIAM EDITORA BELGA

sexta-feira | 25 | junho | 2010

SandaweA editora belga Sandawe foi criada por Patrick Pinchart, que foi editor-chefe da revista Spirou de 1987 a 1993.

O que diferencia a Sandawe das outras editoras é a sua proposta de financiamento para publicação de novas HQs. A Sandawe está financiando suas publicações com dinheiro dos leitores, usando o conceito de crowdfunding.

Crowdfunding é um conceito no qual um grupo – geralmente grande – de interessados, neste caso os leitores de HQs, financiam projetos que de outra forma não se tornariam realidade, com quantias pequenas.

No caso da Sandawe, os autores de uma história em quadrinhos propõem sua publicação aos “investidores” anunciando o resumo do enredo e divulgando imagens das páginas. À medida que o projeto gera interesse, os leitores anunciam sua intenção de investir € 10,00 (R$ 22,00) na HQ.

No mercado francófono, esse valor está próximo do preço de um álbum. Um volume de Asterix, por exemplo, custa aproximadamente € 8,50 (R$ 18,70) por exemplar. Tintim custa € 10,50 (R$ 23,10). Alguns álbuns estão um pouco acima desta faixa e são vendidos a € 13,50 (R$ 29,70).

A primeira HQ financiada por este esquema será Il Pennello, de Allais e Serge Perrotin, que conseguiu arrecadar 36 mil euros (R$ 79.200,00) depois de cinco meses de financiamento. O álbum terá 80 páginas.

Outros dez projetos estão com financiamento em curso usando este esquema. Outras vantagens do crowdfunding é a possibilidade imediata de ver o interesse do público no álbum; e a divulgação da HQ feita pelos “investidores”, que participam ativamente do “boca a boca”.
>> UNIVERSO HQ – por Sérgio Codespoti

Um preview de Il Pennello pode ser visto abaixo


ACORDA CASTELO

sexta-feira | 25 | junho | 2010

O que aconteceu depois que a bela princesa, adormecida, foi despertada por um príncipe, com um beijo, se casou com ele e os dois foram felizes para sempre? Em ”O Castelo Adormecido – Volume 1: A Maldição do Espinheiro” (Via Lettera, PB, 216 pgs., R$ 39), a americana Linda Medley conta um pouco desta história, em quadrinhos.

A série, que ganhou dois prêmios Eisner (Melhor Série e Talento Merecedor de Maior Reconhecimento) e chegou a ser selecionada para o prestigiado Festival de Angoulême, tem o mérito de reunir personagens tão heterogêneos quanto um homem-cavalo, bruxas, duendes e outras criaturas estranhas num mesmo ambiente, convivendo, na maioria das vezes, de forma harmônica, mas não vai muito além disso.

A personagem principal, Jaina, é uma jovem grávida, que se diz Condessa de Carabás, e está sozinha, em busca de abrigo no castelo do título, de onde partiu, há muitos anos, a tal bela adormecida citada no início. Acolhida pelos esquisitos habitantes do lugar, Jaina faz mistério de onde veio. Mas não demora muito para que alguém descubra seu passado, o que pode fazer com que a história, futuramente, tenha alguma surpresa.

Apesar de bem contada e muito bem desenhada, a HQ tem um ritmo tão devagar quanto a vida dos moradores do castelo adormecido, que se contentam em plantar e cozinhar. O maior abalo na rotina deles é a chegada da jovem grávida. Resta saber se Jaina vai, um dia, acordar o tal castelo. A editora promete o segundo volume para o ano que vem


“OS SOUSA”, DE MAURÍCIO DE SOUSA RECUPERA MEMÓRIAS DE UMA INFÂNCIA NÃO ESQUECIDA

sexta-feira | 25 | junho | 2010

Capa do livro de bolso da série de Mauricio de Sousa, que há anos não era reeditada no Brasil

Difícil manter a objetividade jornalística em se tratando de Os Sousa, série criada por Mauricio de Sousa e agora resgatada em uma coletânea (L&PM, 144 págs., R$ 11).A dificuldade é pelo fato de as tiras estarem umbilicalmente ligadas a recordações de outros tempos, que guardo com carinho na memória. Lembranças que a (re)leitura automaticamente ativou.

Na infância, quando tinha meus oito anos, mais ou menos, meu pai costumava comprar todos os domingos o jornal da região, o “Diário do Grande ABC” – nasci e ainda moro no “C”, São Caetano do Sul. Era o dia em que saía o “Diarinho”, suplemento infantil do jornal, com brincadeiras e quadrinhos. E, no caderno de cultura, podia ler as histórias de Os Sousa, há muito não reeditados e agora relembrados.

A série tinha um quê mais adulto, que destoava com o que Mauricio de Sousa produzia até então. Mostrava cenas – o formato da tira não permitia muito mais que isso – entre dois irmãos, os tais Sousa. As piadas giravam em torno deles, ora em dupla, ora individualmente. Mano, o irmão folgado, solteirão e mulherengo, não raras vezes tornava-se o centro das atenções do leitor.Os Sousa. Crédito: editora L&PM

Naquele início dos anos 1980 – a série foi publicada até o final daquela década -, não tinha noção de alguns detalhes, agora mais claros na releitura. A começar pelo sobrenome dos protagonista, o mesmo de Mauricio. O empresário e desenhista inicialmente se baseou em sua própria realidade para constituir as histórias, segundo informa o texto da contracapa do livro de bolso da L&PM.

Outro dado que não tinha como perceber à época é que a tira, mesmo que não fosse intencional, dialogava fortemente com a Família Trapo, programa de TV protagonizado por Golias na década de 1960. A série em quadrinhos, criada em 1969, é contemporânea. E também tinha em Mano o seu Carlos Bronco Dinossauro, papel interpretado por Ronald Golias (1929-2005).

O que também não tinha como saber à época era o poder que essas tiras teriam na memória décadas depois. Lembranças que estavam adormecidas desde que a série deixou de ser publicada. A reedição de parte das tiras traz à tona aqueles momentos da infância em família. Acredito que papai, hoje falecido, também teria gostado de (re)ler algumas dessas piadas.
>> BLOG DOS QUADRINHOS – por Paulo Ramos


ANNE RICE ENGROSSA LISTA DE AUTORAS COM BIOGRAFIA EM QUADRINHOS

sexta-feira | 25 | junho | 2010
Anne Rice é a nova autora homenageada pela série em quadrinhos “Female Force

Anne Rice se junta a Stephenie Meyer, J. K. Rowling e Charlaine Harris como escritora a receber uma biografia em quadrinhos. A norte-americana será a próxima homenageada da coleção “Female Force”.

A história promete abordar seus anos em Nova Orleans, as tragédias que influenciaram suas obras mais famosas e seu reencontro com a fé católica.

Rice foi responsável pela roupagem sexy que os vampiros adotaram, especialmente após a adaptação de seu primeiro livro, “Entrevista com o Vampiro”.

Ela escreveu o primeiro volume de suas “Crônicas Vampirescas” em 1976, mas foi em 1992 que Brad Pitt, Tom Cruise e Antonio Banderas imortalizaram os imortais Louis, Lestat e Armand.

Em 2002, com a morte de seu marido, a autora decidiu abandonar as criaturas sobrenaturais e voltou o tema de seus livros para Jesus Cristo.

Nascida em uma família católica, havia abandonado a religião, mas a perda do familiar fez com que se entendesse novamente com sua fé.

Com o sucesso da “Saga Crepúsculo”, Rice foi apontada como a escritora que abriu caminho para os vampiros românticos de Stephenie Meyer. E, apesar de tê-los abandonado, foi muito procurada para comentar o feito de Meyer.

A criadora de Edward e Bella foi responsável pela edição de maior sucesso de “Female Force”, chegando a ganhar uma nova impressão ampliada. Esta versão, foi a única traduzida até agora para o português e foi lançada este mês pela Gal Editora.
>> FOLHA DE SÃO PAULO – Livraria da Folha

A HQ de Anne Rice teve capa e algumas páginas divulgadas pela MTV:


STEPHENIE MEYER: BIOGRAFIA EM QUADRINHOS DA CRIADORA DE “CREPÚSCULO”

quinta-feira | 24 | junho | 2010

Gal Editora lança o selo Gal Pop, cujo primeiro livro éStephenie Meyer e a Origem de Crepúsculo (formato 16,5 x 24 cm, 48 páginas, R$ 24,00), um álbum que traz a biografia em quadrinhos da escritora da sérieCrepúsculo.

Qual a inspiração por trás da saga? O que levou Stephenie Meyer a criá-la? De um estranho sonho até uma série de livros de sucesso e um fenômeno cinematográfico, Meyer capturou a imaginação das pessoas com suas histórias sobre uma garota normal e o vampiro que ama.

Agora, a própria autora torna-se o foco das atenções em uma edição ilustrada que examina sua vida e a popularidade dos livros de sua saga, com roteiro de Ryan Burton e arte de Dave MacNeil.

A edição inclui um capítulo sobre a história e as lendas da tribo indígena Quileute e de Forks, a cidade real em Washington onde se passam as histórias de Crepúsculo; um registro fotográfico da influência do mundo criado por Meyer sobre a cidade; curiosidades sobre a produção dos filmes e outros destaques.

Confira aqui o trailer promocional da obra, que terá evento de lançamento no dia 27 de junho, domingo, na Ludus Luderia – Bar e Café (Rua Treze de Maio, 972, São Paulo/SP), a partir das 16h.
>> UNIVERSO HQ – por Marcelo Naranjo


“BESOURO VERDE”: O PRIMEIRO TRAILER

quinta-feira | 24 | junho | 2010

download imagens Besouro Verde

Sony Pictures divulgou no talk show Jimmy Kimmel Live, nos EUA, o primeiro trailer da adaptação de Besouro Verde (Green Hornet) para as telas.

Na trama, Britt Reid (Seth Rogen) é o milionário que combate o crime usando a máscara verde do Besouro, ao lado de seu chofer, Kato (Jay Chou). Cameron Diaz vive Lenore Case, secretária de Reid. Christoph Waltz (Bastardos Inglórios), Edward James Olmos (Battlestar Galactica), Tom Wilkinson (Batman Begins) e David Harbour (Quantum of Solace) também estão no elenco.

Convertido para 3-D, com direção de Michel GondryBesouro Verde estreia em 14 de janeiro de 2011 nos EUA. No Brasil, em 25 de fevereiro.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


“CAPITÃO VIDEO”: SÉRIE QUE INAUGUROU A FICÇÃO CIENTÍFICA NA TV

quinta-feira | 24 | junho | 2010


A série Capitão Vídeo inaugurou a ficção científica na televisão e abriu as portas para produções mais elaboradas.

Segundo os pesquisadores, Capitão Vídeo (Captain Vídeo and His Video Rangers. 1949) foi primeiro seriado de ficção científica a ser apresentado na televisão. Certamente, era bastante ingênuo, visto de uma distância de mais de meio século. Mas os historiadores da FC são quase unânimes em apontar sua importância, uma vez que a audiência que atingiu possibilitou novas aventuras do gênero na TV.

A produção era da DuMont, uma empresa sediada em Nova York, e os episódios foram apresentados ao vivo a partir de 1949, com a série estendendo-se até 1955. O nome surgiu porque video era a palavra mais comum para televisão, na época. O ator Richard Coogan foi o Capitão em 1949 e 50, sendo substituído por Al Hodge até 1955, sendo que em 1953 a série passou a se chamar The Secret Files of Captain Video.

As histórias se situavam no ano 2.254, com o capitão heroico tendo mantendo um laboratório escondido nas montanhas. Tinha dois ajudantes e a nave Galáxia para ajudá-lo a combater uma série de inimigos e enfrentar situações perigosas, salvando a Terra inúmeras vezes.

Para compor os cenários e construir as naves, os produtores contavam com a verba sensacional de 25 dólares por semana, o que já dá para ter uma ideia de como eram. O crítico John Brosnan disse que o uniforme do Capitão Vídeo parecia uma mistura de marinheiro com motorista de ônibus. Os vilões não diferiam muito do básico da época, com nomes como dr. Clysmok, Dahoumie, Heng Foo Sing, Mook o Homem Lua, Nargola e outros. Mas o maior rival era o dr. Pauli, interpretado por Hal Conklin. As armas e aparelhos eram igualmente ingênuos: rifle atômico, o discatron, o cilômetro óptico, o rádio cilógrafo ou o vibrador de raios cósmicos. O dr. Pauli também tinha seus trunfos: a barreira de silêncio – que, segundo alguns, foi parodiada mais tarde na série Agente 86, com o impraticável “cone do silêncio” – o manto da invisibilidade e o compensador trisônico. Como se tornou comum mais tarde, a DuMont vendia ou dava como prêmio aos jovens telespectadores anéis decodificadores, capacetes espaciais e cópias de plástico das armas utilizadas pelo Capitão Vídeo.

Apesar das histórias serem muito simples e baseadas no esquema de ação e aventura herdado dos seriados do cinema, o grupo de roteiristas incluía alguns grandes escritores de ficção científica como Robert Sheckley, Damon Knight, C.M. Kornbluth, James Blish, Jack Vance e Arthur C. Clarke.

Algumas pessoas juram de pés juntos que o seriado chegou a ser exibido no Brasil, mas pode haver alguma confusão. Em 1951, a Columbia produziu uma série em 15 capítulos para o cinema, baseada na série da TV e com o mesmo título, e esta certamente foi exibida por aqui. Teve a direção de Spencer Gordon Bennett e Wallace A. Grissell, especialistas em seriados do cinema, e diz-se que foi a primeira vez que o cinema adaptou uma produção da televisão. Todo o elenco foi substituído, com Judd Holdren interpretando o Capitão, que voa até o planeta Atoma para enfrentar o dr. Tobor e o malvadíssimo Vultura.
>> VIMANA – por Gilberto Schoereder


ANDRÉ VIANCO: O SENHOR DOS VAMPIROS COMEMORA MAIS DE 500 MIL LIVROS VENDIDOS

terça-feira | 22 | junho | 2010

André Vianco, assina com a Rocco. Impulsionado pela onda “Crepúsculo”, escritor opta por editora 10 anos depois de bancar sua primeira publicação

Nem todo sonho com vampiros assassinos e monstros sanguinários pode ser chamado de pesadelo. Eterno viciado em filmes de terror, o paulista André Vianco sonhava com essas criaturas o tempo todo, dormindo ou acordado, e cismou de levá-las para o papel. Correu atrás e, quando a febre pop de “Crepúsculo” estourou, em 2008, ele já tinha um portfólio de títulos publicados sobre os seres da noite. Hoje, Vianco é o maior escritor brasileiro de terror. Vendeu mais de 500 mil livros em dez anos e acaba de assinar contrato com a Rocco, uma das principais editoras do país.

- Quando comecei a publicar, Bella ainda estava no jardim de infância (risos). Não sou oportunista, mas o sucesso de “Crepúsculo” deu força ao gênero vampiresco e eu vendi muito ano passado. Depois que ficam órfãs de Stephenie (Meyer), as pessoas acabam correndo para os vampiros do titio André – diz o autor, que tem 12 títulos publicados e outros dois quase no prelo, em entrevista por telefone, de sua casa em Osasco, na Grande São Paulo. – Mas os meus personagens não brilham no sol nem são bonzinhos. Não gosto de vampiro light e politicamente correto.

O campeão de vendas de Vianco é justamente seu primeiro livro, “Os sete”, de 2000, cuja primeira edição, de mil $, foi totalmente bancada pelo autor, a duras penas. Mas a saga de Vianco, de 35 anos, começou com o garoto de Osasco atravessando as noites vendo filmes de terror na televisão. “A hora do pesadelo”, “A bolha assassina”, “Drácula”… Tudo o alimentava de referências, e as primeiras vítimas de sua imaginação assustadora foram os primos. Quando o resto da família passava feriados no interior paulista, ele gostava de botar medo na parentada contando histórias de terror.

- Lembro-me de um filme sobre um bandido que perde a mão e é morto. Depois, a mão volta para se vingar. Não me lembro do nome, mas rendeu vários pesadelos – conta ele. – Depois das histórias que eu contava, as tias reclamavam que ninguém mais dormia de luz apagada na casa.

O paulista começou a escrever com uns 15 anos, rabiscando poemas para as meninas da escola. O primeiro projeto de livro veio aos 18 (“Graças a Deus ninguém publicou”, brinca). Aos 20 e poucos, Vianco trabalhava numa firma de cartão de crédito, atendendo a telefonemas de madrugada. A rotina vampiresca, na calada da noite, foi o ambiente perfeito para a proliferação das histórias. Demitido após três anos, ele torrou seu fundo de garantia na publicação de “Os sete”, sobre vampiros com $que espalham terror pelo Brasil.

- Eu tinha um sonho de viver das minhas histórias. Escrevi um livro sobre vampiros porque sempre gostei e porque tem mais apelo comercial. Só que, mesmo assim, ninguém quis editar. Então, publiquei por conta própria. Investi tudo o que tinha – explica o autor. – Eu era um ser da madrugada.

Os mil exemplares de “Os sete” se foram rapidamente, e, em 2001, Vianco assinou com a editora Novo Século, pela qual publicou todos os seus livros seguintes (e as novas edições de “Os sete”). A cada título, o escritor ganhava mais público, e, quando o casal Bella e Edward Cullen chegou ao Brasil, ele já era conhecido como o “vampiro brasileiro”. Aí, foram as grandes editoras que começaram a correr atrás. O escritor analisou várias propostas antes de fechar com a carioca Rocco.

- A jogada se inverteu. A Rocco vai me levar para um público que não me conhece, mas vou continuar publicando livros pela Novo Século também – diz Vianco, que está produzindo o episódio piloto de uma série de TV baseada nos três volumes de seu livro “Turno da noite”.

Para a Rocco, o autor entrega, em breve, o livro “O caso Laura”, um policial de atmosfera dark. Já para sua antiga casa, ele está terminando “A noite maldita”, seu décimo título sobre vampiros.

- Não sou mais da noite. Tenho três filhas, durmo bem e frequento academia. Mas as pessoas acham que eu sou vampiro. Uma menina levou uma ampola de sangue para uma noite de autógrafos, e eu recusei dizendo “já almocei” – conta Vianco, rindo. – Sou um escritor underground porque faço parte de um gênero renegado no Brasil. Mas, ao mesmo tempo, estou despontando como um dos autores que mais vendem no Brasil. Isso tudo só com o apoio dos meus leitores. É um orgulho.

Mito vampiresco e cultura brasileira se misturam na obra de André Vianco

 Mergulhadores retiram uma grande caixa preta de uma caravela naufragada no litoral gaúcho, e dela saem sete vampiros que, com diferentes poderes sobrenaturais, levam pânico ao país. Num dos seus próximos livros, “A noite maldita”, uma índia da Ilha de Marajó lança uma maldição que transforma parte da população mundial em vampiros.

As histórias sobre essas criaturas sanguinárias sempre remeteram a lugares como Europa e, recentemente, graças a “Crepúsculo”, aos EUA. Mas, no trabalho de Vianco, a cultura vampiresca é transferida para o território brasileiro.

- As minhas histórias se relacionam com o Brasil, e meus leitores gostam disso. Os contextos são todos nacionais – diz o autor. – “A noite maldita” vai ser uma pré-história de “Bento” (publicado em 2003).

O escritor de Osasco também adora usar personagens do nosso folclore nas suas histórias. Em “Bento”, tem até um saci pererê, e um curupira aparece em “Turno da noite”, no qual o Exército brasileiro combate uma horda de vampiros.

- Nosso folclore é rico em criaturas interessantes. Por que não usar isso? – argumenta o autor
>> O GLOBO – por William Helal Filho


FÁBIO FERNANDES: “A CIBERCULTURA É A VERDADEIRA CULTURA CONTEMPORÂNEA”

terça-feira | 22 | junho | 2010

Fábio Fernandes, professor dos cursos de Tecnologia e Mídias Digitais e Jogos Digitais da PUC SP/ Foto: Pisco Del Gaiso

O universo fantástico da ficção científica povoa a cabeça do pesquisador de cibercultura Fábio Fernandes. Professor dos cursos de Tecnologia e Mídias Digitais e Jogos Digitais da PUC de São Paulo, em entrevista ao Nós da Comunicação o jornalista e tradutor nos explica como o cinema e a literatura do gênero moldaram nossa visão do futuro. “Os ciberpunks foram os primeiros a transmitir melhor esse conceito”, conta. ”A cibercultura realmente é a verdadeira cultura contemporânea”.

Nossa atual dependência da tecnologia é umas das questões levantadas em seu mais recente livro ‘Os dias da Peste’ (Tarja Editorial, 2009). Após assistir ao filme ‘Matrix’ e incomodado com histórias que apresentavam sempre o ser humano sucumbindo ao poderio das máquinas de inteligência artificial, Fábio lançou a discussão em uma história que explora a possibilidade de existir uma máquina real que pudesse adquirir consciência.

Nós da Comunicação – No livro ‘Futuros Imaginários’, o escritor Richard Barbrook citou William Gibson, autor de ‘Neuromancer’: “os projetistas foram populistas, vejam vocês; procuravam dar ao público o que este queria. E o que o público queria era o futuro”. Como a ficção científica na literatura e no cinema moldaram nossa visão do futuro? 
Fábio Fernandes –
 Essa é uma questão importantíssima. Sempre que falamos das visões de futuro relacionadas à ficção científica o imaginário popular remete ao cinema, porque, em comparação com a literatura, é uma mídia de massa. A literatura, pelo preço, não é tão convidativa, sem considerar que no cinema, na eventualidade de um problema de compreensão do idioma, há o aspecto visual. É possível transformar aquilo em uma linguagem de videoclipe ou de game. Isso não acontece com a literatura, que tem que passar pelo crivo da tradução.

Estamos lidando com dois códigos. O do cinema geralmente apresenta um futuro extremamente expandido visualmente. É exagerado, porque não se consegue atrair a atenção do espectador se não mostrar um carro voador como em ‘Blade Runner’ ou um veículo magnético, como em ‘Minority Report’, por exemplo. A literatura, por sua vez, pode ficar no âmbito do pequeno. O próprio Willian Gibson, em ‘Neuromancer’, mistura cenas que se passam a bordo de uma estação espacial e cenas que falam de implantes nanoscópicos.

A ficção científica, no cinema e na literatura, moldou nossa visão de futuro criando a cibercultura como conhecemos. De modo geral, a ficção científica nunca se propôs a ser profética. No máximo, um autor ou outro, como Arthur C.Clarke, de ‘2001 – Uma odisseia no espaço’, criador do conceito do satélite geoestacionário, que nos permite assistir em todo o mundo os jogos da Copa. Mas esse é um caso isolado.

E qual foi a contribuição dos ciberpunks?
Mais recentemente, William Gibson, Bruce Sterling e todo o pessoal do movimento ciberpunk, exploraram o universo das grandes corporações, do terceiro mundo se rebelando a sua maneira ao sucatear tecnologia, pegar informação sonegada e reaproveitar na ‘pirataria’. Os ciberpunks foram os primeiros a transmitir melhor esse conceito. Isso já existia na década de 70, mas era muito pouco disseminado sendo restrito a uma cultura geek. Os ciberpunks ajudaram a colocar isso na moda. Escrevi um livro – ‘A construção do imaginário Cyber’ (Ed. Anhembi Morumbi, 2006) – sobre a obra de Gibson, que expõe justamente essa questão, a de que graças a ele temos a cibercultura no formato que entendemos hoje. O conceito de uma matriz de dados, que já existia por alto, é mais integrado em seu livro ‘Neuromancer’. O compartilhamento de dados, a cultura hacker - menos como a de cowboys fora da lei, e mais como alguém que pode ser do bem ao se rebelar contra uma corporação - que só quer lucrar e não disponibiliza a informação que eu preciso, parte muito do Gibson e de seu grupo.

Por que nosso presente não é como imaginávamos o futuro no passado? Por que nossa vida não é tão animada e divertida com a da família Jetson e nem tão sombria quanto a Los Angeles de Blade Runner? 
O futuro no estilo Jetsons não veio e talvez não virá porque não foi feito para ser sério, mas criado como uma brincadeira que explora a possibilidade visual que atrai o olhar do espectador. Blade Runner, por exemplo, provocou um impacto tão grande, inclusive nos escritores de ficção científica, porque talvez tenha sido a primeira obra, em anos no cinema, que não apresenta ao espectador um futuro antisséptico, no qual tudo dá certo. No filme, há os replicantes, figuras interessantíssimas, iguais aos humanos, que fazem praticamente o trabalho escravo e que, de repente descobrimos que adquirem consciência, querem status de humanidade e se revoltam. É, de certa forma, uma sociedade fascista, um apartheid.

Um pouco como no filme ‘Distrito 9’?  
Gostei muito desse filme porque retrata isso nos dias de hoje. Cada vez mais são usadas situações semelhantes em que a questão é sempre o outro, não como uma força de coesão, mas com uma tendência sempre negativa: o alienígena que vai nos destruir. No caso de ‘Distrito 9’ é interessante porque os alienígenas retratados estão perdidos na Terra e viraram imigrantes ilegais. Nessa ironia do destino, nós os repelimos porque não são parecidos conosco, são insetos, feios, repulsivos. Vários artigos e ensaios sobre isso já compararam o tratamento dado aos escravizados na África e aos nativos americanos.

Por que, às vezes, temos a impressão de que o futuro na ficção científica é mais militarizado? Foi um cenário inspirado nas tensões da Guerra Fria? 
Há dois motivos básicos. Tem a ver com a Guerra Fria, um reflexo direto de George Orwell, que ao publicar ‘1984’ em 1949, já escreveu vendo o fim da Segunda Guerra Mundial e o totalitarismo stalinista. Outro aspecto que as pessoas falam pouco é uma certa cultura de RPG (role-playing game) que tende a dividir tudo em bloquinhos. Já tinha a bipolarização do mundo, mas que continuou muito existente no cinema. O escritor Nick Mamatas escreveu um artigo sobre o filme ‘Avatar’ dizendo que, em termos de narrativa, está 50 anos atrasado em relação à literatura de ficção científica nos Estados Unidos. Concordo com ele. Os filmes que passam hoje são adaptações de obras do Philip K. Dick, que já morreu há 30 anos.

Há exceções honrosas de filmes que pregam a premissa ciberpunk mais recente como o filme ‘Código 46’, que mostra a divisão entre muito pobres e muito ricos, o uso da tecnologia cibernética por meio de implantes ou vírus e manipulação genética. É um filme excelente, com roteiro original de Michael Winterbottom, mas poderia ter sido escrito por um autor ciberpunk da década de 80 para 90.

Por exemplo, o filme ‘Eu sou a lenda’ é baseado em um romance do Richard Matheson, um dos criadores da série ‘Além da imaginação’. A adaptação está péssima, a história original é bem melhor do que o filme do Will Smith. Nessas histórias de literatura existem mais a questão da polarização, a presença de exércitos. Ou você está de um lado ou de outro, você veste um uniforme ou o outro. Na literatura, as coisas são menos branco e preto, tudo está em tons de cinza. Nesse ponto, ela tem muito a nos ensinar e lamento que, no Brasil, a gente sofra de muito atraso nas traduções. Só nos Estados Unidos são publicados cerca de 300 títulos de ficção científica por ano.

O livro ‘Pós-Humanismo: as relações entre o humano e a técnica na época das redes’, organizado por Massimo Di Felice e Mario Pireddu, acaba de ser lançado. Como você vê a questão do pós-humano?
O pós-humano na ficção científica é uma questão que está sendo discutida há algum tempo. O livro, ‘A construção do imaginário ciborgue’, produto do meu doutorado, trata disso. O ciborgue é aquele ser misto homem-máquina; mas o pós-humano não é necessariamente isso. A gente já advoga que o pós-humano já está entre nós, em termos de geração. Quem hoje tem menos de 20 anos tem uma capacidade cognitiva muito maior. São pessoas que cresceram com internet e games e possuem um aparato cognitivo maior. A ficção científica estuda isso há mais tempo, mas na base da especulação. Estou trabalhando agora em um estudo que propõe o uso da ficção científica como um manual de instruções para o futuro. Nele, analiso a obra de John Scalzi, cuja trilogia tem como personagens principais humanos do século 22 que, em determinado momento da vida, sofrem um processo de rejuvenescimento e viram mais que humanos.

A cibercultura é a nossa verdadeira cultura contemporânea? Ou isso é apenas uma ideia supervalorizada de quem trabalha e vive mais intimamente com questões relacionadas ao ambiente digital?
Sim. A cibercultura realmente é a nossa verdadeira cultura contemporânea e quem postulou isso há mais de dez anos foi o filósofo Pierre Lévy. Em 1994 já era verdade e agora mais do que nunca. A palavra cibercultura, entretanto, serve a dois propósitos: o acadêmico e o mercadológico. Nesse momento, durante a Copa do Mundo, estamos acompanhando uma transmissão via satélite feita por uma mídia que produz material em alta definição, em alguns casos experimenta equipamento em 3D. No mundo todo, pessoas vão assistir aos jogos via web. Um colega seu, que não se sinta inserido na cibercultura, pois não tem Twitter e nem Facebook, por exemplo, tem acesso a um celular, que no mínimo, envia SMS, ou um blackberry, porque ele precisa receber e-mails a toda hora ou corre o risco de perder um caso importante. Ele está imerso na cultura digital quer queira quer não. Talvez ele não seja como eu, que não desligo o celular nem na hora de dormir, mas está inserido.

Mas você não chega ao ponto de estar numa festa, a música rolando, todo mundo dançando e você mandando mensagem pelo seu iPhone para o Twitter, não é? 
Não. Prefiro nem ir à festa (risos). Estou brincando, mas faço isso sim, é normal. Virou moda também você se exibir para seus amigos, assim como tuitar com um amigo mais famoso lhe confere certa reputação. Nesses casos, o pessoal retuita adoidado. Vivemos na cultura digital porque ela nos permeia com seus artefatos o tempo todo. No mundo inteiro vivemos várias culturas ao mesmo tempo. Se eu falo para você que a cultura do momento é a digital, não é apenas uma questão de moda. Vivemos em um planeta em que, de modo geral, nas grandes cidades, há redes de cobertura de celulares e internet. As lan houses nas periferias, por exemplo, são mais um pedaço da cultura digital. Essas pessoas estão totalmente imersas nessa cultura? Talvez não como eu e você, mas as iniciativas de inclusão digital já existem no Brasil há quase 15 anos e estão cada vez mais fortes. É uma rede ainda cheia de buracos, mas é grande.
>> NOS DA COMUNICAÇÃO – por Christina Lima


NEIL GAIMAN E TODD MAcFARLANE: BRIGA JURÍDICA CONTINUA

segunda-feira | 21 | junho | 2010

Discussão sobre personagens de “Spawn”
chega a audiência em tribunal de Winconsin

No mês passado, Neil Gaiman abriu um novo processo judicial contra Todd McFarlane. O escritor britânico reclama os direitos sobre novos personagens que McFarlane criou supostamente para substituir Spawn Medieval Angela - que Gaiman criou e sobre os quais ganhou os direitos em outra briga nos tribunais, entre 2002 e 2004.

Os novos personagens seriam Tiffany e Domina - “anjas letais” como Angela -, bem como a versão Dark Ages de Spawn. Esta semana, segundo reportagem da Associated Press, imagens destes heróis e vilões em disputa foram exibidos no tribunal em Madison, Wisconsin, onde Gaiman entrou com a ação. McFarlane estava lá, acompanhado do roteirista Brian Holguin.

Após apresentar imagens dos novos personagens e os que criou, Gaiman falou de “semelhanças inconfundíveis” entre eles. McFarlane e Holguin se defenderam dizendo que não tinham intenção de copiar a criação de Gaiman. “Estávamos só tentando vender gibi. Poderíamos ter feito o Spawn da Renascença Italiana, mas acho que não teria vendido tanto”, disse Holguin.

Além disso, foi mencionada a mitologia dos quadrinhos de Spawn, que define que só há um personagem do tipo na Terra a cada 400 anos. Dessa forma, não haveria como “Spawn Medieval” e “Spawn Dark Ages” serem personagens diferentes.

O caso ainda aguarda decisão do juiz. Enquanto não chega, Neil Gaiman publicou em seu blog a sua explicação sobre todo o processo. Ele diz que McFarlane ainda lhe deve dinheiro da briga judicial que tiveram entre 2002 e 2004 – McFarlane não pagou porque sua empresa entrou em falência devido ao processo movido pelo jogador de hóquei Tony Twist.

Gaiman diz que a McFarlane Productions já está voltando à saúde financeira e que eles têm um contador apurando quanto a empresa deve ao escritor.

Por fim, o britânico considera absurdas as manchetes que vêm saindo sobre o caso – como a doDaily Telegraph, que fala em “rivais dos quadrinhos”, roubo de super-heróis e personagens que“valem milhões”. Gaiman diz que está apenas complementando o caso que começou no início da década. “Não é uma ‘batalha épica’. A batalha épica ocorreu e chegou ao fim em 2002″, escreve no blog.

Ainda não se sabe a data para a decisão do juiz.
>> OMELETE – por Érico Assis


“MACHETE”: FILME DE ROBERT RODRIGUEZ VAI VIRAR QUADRINHOS

segunda-feira | 21 | junho | 2010

O novo filme do diretor Robert Rodriguez, “Machete”, vai ganhar uma versão em quadrinhos. A história foi escrita pelo próprio Rodriguez, em parceria com coprodutor do filme, Aaron Kaufman, e terá desenhos de Stuart Sayger.

A revista em quadrinhos será lançada em setembro, pela editora IDW. “Machete” #0 vai contar a história de origem do assassino, que no cinema será interpretado por Danny Trejo. Em dezembro, será lançada uma série completa sobre a história do personagem. Ao lado, você confere a capa da primeira edição, inspirada no pôster do filme, que será lançado em 3 de setembro nos EUA e ainda não tem previsão de estreia no Brasil.
>> PIPOCA MODERNA – por Caio Arroyo


“BATMAN – CITY OF SCARS”: CONHEÇA O NOVO FAN FILM

segunda-feira | 21 | junho | 2010

 

O fã e cineasta amador Aaron Schoenke conseguiu levantar 27 mil dólares e filmou um curta- metragem estrelado pelo Batman.

Chamado City of Scars, o curta  tem um visual muito interessante, ainda mais considerando que foi filmado em 21 dias, mas, como é de se esperar, peca um pouco em termos de roteiro e atuação.

Na história, o Coringa foge do Arkham e mata os pais de um garoto, fazendo Batman se lembrar de sua própria história e o levando a um frenesi por vingança. Eventualmente ele é forçado a avaliar o seu proprio perfil psicológico e aceitar as consequências de sua vida para encontrar uma solução.

Vale pela curiosidade e para conhecer o trabalho de Schoenke.

O site Spin Off Online tem o filme e você pode conferí-lo clicando aqui.

O Batman, criado por Bob Kane em 1939, é o milionário Bruce Wayne. Órfão ainda criança, quando seus pais foram assassinados por um assaltante, dedicou a partir daí sua vida e fortuna a treinamentos e equipamentos, até se tornar o guardião uniformizado de Gotham City.
>> HQ MANIACS – por Leandro Damasceno

Veja abaixo a primeira parte de “City of Scars”:


JOSÉ SARAMAGO: ESCRITOR DE FICÇÃO CIENTÍFICA

sábado | 19 | junho | 2010

Causa e Efeito

por Robert Silverberg

tradução de Jorge Candeias
artigo publicado em 24.06.2003

Uma das tentativas mais perspicazes de definir a ficção científica feitas até hoje foi um ensaio intitulado “Social Science Fiction” escrito em 1953 por – quem havia de ser? – Isaac Asimov para o soberbo livro de Reginald Bretnor, Modern Science Fiction. Isaac tinha a dizer o seguinte nessa época:

Suponhamos que estamos em 1880 e que temos um grupo de três escritores interessados em escrever uma história do futuro acerca de um veículo imaginário que se move sem cavalos através de uma qualquer fonte de energia interna; por outras palavras, uma carruagem sem cavalos. Podemos mesmo inventar uma palavra e chamar-lhe automóvel.

O escritor X gasta a maior parte do seu tempo a descrever como trabalharia a máquina, explicando o funcionamento de um motor de combustão interna, pintando em palavras o quadro dos esforços do inventor, o qual, após numerosos falhanços, acaba por criar um modelo bem sucedido. O clímax do enredo é o drama da máquina enquanto vai avançando, aos soluços, à velocidade gigantesca de trinta quilómetros por hora, por entre uma dupla multidão de admiradores ruidosos, possivelmente vencendo um cavalo e charrete que haviam sido desafiados para uma corrida. Isto é ficção científica tecnológica.

O escritor Y inventa o automóvel num instante, mas então aparece um bando de bandidos cruéis com a intenção de roubar a valiosa invenção. Começam por raptar a bela filha do inventor, a qual é ameaçada com todos os horrores menos a violação (nestas histórias de aventuras, as raparigas existem para serem salvas e não têm outros usos). O jovem assistente do inventor lança-se ao salvamento. Só através do uso do recém-inventado automóvel poderá ele alcançar o seu intento. Atira-se para o deserto à inaudita velocidade de trinta quilómetros por hora a fim de recolher a rapariga que teria morrido de sede se ele tivesse confiado num cavalo, por mais rápido e confiável que fosse o seu galope. Isto é ficção científica de aventuras.

O escritor Z já tem o automóvel aperfeiçoado. Existe uma sociedade na qual ele já é um problema. Por causa do automóvel nasceu uma gigantesca indústria petrolífera, foram pavimentadas auto-estradas por toda a nação, a América transformou-se numa terra de viajantes, as cidades estenderam-se até aos subúrbios – e que fazer aos acidentes de viação? Homens, mulheres e crianças são mortos por automóveis mais depressa que pela artilharia ou por bombas lançadas de aviões. Que pode ser feito? Qual a solução? Isto é ficção científica social.

Deixarei ao leitor a decisão sobre qual é o tipo mais maduro e qual (lembre-se de que estamos em 1880) é socialmente mais significativo. Mantenha presente que não é fácil escrever ficção científica social. É fácil prever um automóvel em 1880, mas é muito difícil prever um problema de tráfego. Aquele é apenas uma extrapolação do caminho de ferro. Este é completamente novo e inesperado.

Acabei há pouco tempo de ler um romance espantoso de FC escrito por um escritor cujo trabalho é provavelmente desconhecido para a maioria de vós: o português José Saramago. O romance intitula-se Ensaio Sobre a Cegueira e é um exemplar assombroso da ficção científica social de Asimov: um exame das consequências sociais de um único desvio aterrador da nossa realidade.

Talvez o livro seja na verdade fantasia em vez de ficção científica, uma vez que o ponto de partida de Saramago não é fácil de aceitar ao pé da letra e ele não faz nenhuma tentativa de fornecer uma explicação científica. Limita-se a explaná-lo, solta-o para gerar o enredo e deixa a história seguir o seu curso sem nunca tentar fornecer qualquer tipo de explicação sobre como tal coisa poderia ter ocorrido. Não importa. Mesmo que a situação inicial seja basicamente fantástica, o tratamento que recebe é puramente ciencio-ficcional: o firme e meticuloso exame das consequências - todas elas – de um único e notável afastamento da realidade que conhecemos. Tal como o próprio autor declarou numa entrevista há um par de anos, “Não há muita imaginação noEnsaio Sobre a Cegueira, há apenas a aplicação sistemática das relações de causa e efeito”.

Ele estabelece a sua situação especulativa na primeira página: no meio de um tráfego urbano intenso (a cidade nunca é mencionada; talvez seja Lisboa) o primeiro carro da fila do meio pára no sinal vermelho e permanece parado quando o semáforo muda para verde. Começam a soar buzinas. Condutores saem dos carros para investigar. Algum tipo de colapso? Não. O condutor do carro parado grita “Estou cego, estou cego.” De um momento para o outro perdera a visão. A única coisa que vê é um brilho branco.

“São coisas que acontecem”, diz uma mulher. “Vai passar. Às vezes são nervos”. Um bom samaritano oferece-se para levar o desgraçado para casa, e é o que faz, levando-o para o seu apartamento, próximo dali, e deixando-o lá. (E roubando-lhe o carro quando se vai embora.) O homem percorre o apartamento aos encontrões, em confusão. A mulher chega a casa: ele explica-lhe o seu estado. À pressa, ela folheia a lista telefónica, encontra um oftalmologista, chama um táxi quando descobre que o carro desapareceu, e leva-o para o consultório.

Já lá estão à espera seis ou sete doentes – um velho com cataratas, um rapaz estrábico, uma jovem com conjuntivite e vários outros. Mas o caso do condutor que ficou cego ao volante do seu carro é tão estranho que o médico manda-o entrar de imediato, deixando os outros à espera. Examina os olhos do homem e não encontra nada de organicamente errado. “A sua cegueira neste momento não tem explicação”, diz ao homem. À noite, em casa, conta o caso à mulher e faz uma busca infrutífera nos seus livros.

Pela manhã são relatados vários outros casos do mesmo tipo de cegueira – o brilho branco, não o habitual negrume que a perda de visão traz – por toda a cidade. Começa a parecer que se iniciou uma intrigante epidemia de cegueira.

Chegados aqui, olhemos de novo para as categorias asimovianas. O escritor da ficção científica tecnológica (a escola de FC de Hugo Gernsback) pararia a história depois da situação estar estabelecida para dar uma longa lição sobre a mecânica da visão. O resto do relato mostraria o alastrar contínuo desta inexplicável praga de cegueira e ilustraria a luta, por fim bem-sucedida, de um jovem e brilhante pesquisador médico para encontrar uma cura.

Quanto ao escritor de FC de aventuras (a escola dos Pulpsdos anos 40), dar-nos-ia a saber bastante depressa que a cegueira é o resultado de um feixe que nos é enviado do espaço por um exército de alienígenas invasores. Com a Terra inteira desmoralizada pelo ataque da cegueira instantânea, seria fácil para os monstros do espaço alcançar a sua conquista – não fossem os esforços heróicos de um bando de homens corajosos que por acaso se encontravam numa caverna subterrânea no momento do ataque e que emergem agora, ajudados por escudos contra a cegueira improvisados à pressa, para empreender uma valente guerra de defesa que termina com a completa derrota dos invasores.

Já o escritor de ficção científica social iria examinar com detalhe meticuloso a cadeia de consequências do único acontecimento estranho que põe a história em andamento, olhando para elas com atenção aos efeitos que tal acontecimento teria sobre a sociedade humana.

E é precisamente isto o que faz José Saramago. Porque acontece que as primeiras vítimas da cegueira podem ser todas relacionadas directamente com o primeiro homem, o condutor da hora de ponta. O samaritano que lhe rouba o carro cega. Também cegam o taxista que leva o primeiro cego e a sua mulher ao oftalmologista e a mulher do primeiro cego. Cegam ainda os doentes da sala de espera do oftalmologista, o rapaz estrábico, o homem com o penso no olho e os restantes. O próprio oftalmologista perde a visão. De todos aqueles que têm contacto com o primeiro cego ou o grupo das primeiras vítimas só a mulher do médico, por qualquer razão miraculosa, mantém a visão.

Os responsáveis concluem imediatamente que a cegueira é contagiosa e transmitida por contacto directo. Uma vez que ninguém compreende o que a provoca, essa teoria é tão boa como qualquer uma. Por isso, com base na “segurança pública”, as primeiras vítimas são recolhidas e confinadas, sob vigilância, num hospital psiquiátrico abandonado que acontece estar disponível. Este é o ponto em que Saramago inicia um exame da convergência entre a paranóia e o totalitarismo na civilização moderna. Passo a passo mostra-nos o regresso a um estado de natureza primitiva dentro e fora do campo – o medo da cegueira leva as pessoas, habitualmente civilizadas, a um estado próximo da selvajaria em nome da autodefesa, e só um punhado de líderes inspirados mantém sanidade suficiente para manter juntos alguns farrapos de civilização. E à medida que a cegueira continua a disseminar-se até que a sociedade colapsa por completo, compreendemos que Saramago escreveu não só um romance clássico de fim do mundo mas também uma alegoria sobre as falhas da comunicação humana na vida quotidiana.

É um romance cruel e sem remorso. É-se arrastado de uma situação terrível para a seguinte, todas elas totalmente plausíveisno contexto da situação dada, e descritas num detalhe sem piedade e credível por completo. E quando chega o final – que é mais uma libertação do que um final verdadeiro – fica-se atordoado pelo poder do livro que se acabou de ler.

Mas se o romance é assim tão bom, porque não foi nomeado para o Hugo ou para o Nebula no ano de publicação? Porque estão provavelmente a ouvir falar dele agora pela primeira vez?

Porque José Saramago não é um escritor de ficção científica, é apenas um escritor que se desviou para uma espécie de ficção científica neste romance magnífico. Porém, se bem que não tenha nenhum Hugo ou Nebula que lhe confiram crédito, as suas grandes realizações literárias não ficaram propriamente ignoradas no mundo que há fora dos limites do público leitor de FC. Em Outubro de 1998 – um par de anos após a publicação do Ensaio Sobre a Cegueira- José Saramago recebeu o Prémio Nobel da Literatura.

Publicado no número de Setembro de 2001
da revista norte-americana Asimov’s Science Fiction,
na coluna que Silverberg aí tem,
com o título genérico de 
Reflections.

>> E-NIGMA – por Jorge Candeias


LITERATURA FANTÁSTICA É TEMA DE LIVRO DE CURITIBANOS

quinta-feira | 17 | junho | 2010

Os autores G. Brasman e G. Norris têm colhido
os frutos do trabalho que virou sucesso.

Dois curitibanos fascinados por literatura fantástica. Trabalhando na mesma empresa, os dois possuíam o mesmo costume de escrever por diversão nas horas vagas.

A convivência fez com que eles começassem a trocar ideias sobre histórias e construção de personagens, tendo como inspiração franquias como Senhor dos Anéis e Star Wars.

O resultado foi a criação do projeto Crônicas dos senhores de castelo, cujo volume 1, O poder verdadeiro, foi lançado em novembro do ano passado. Recheado de mitologia, o livro se passa em um passado longínquo, quando um grupo de combate especial chamado Senhores de Castelo venceu uma guerra devastadora. A partir de então, eles tentam manter a paz e a prosperidade nos quatro quadrantes do chamado Multiverso.

Todas as histórias têm como base dois personagens principais, Thagir e Kullat. O primeiro deles foi criado em meio a pistoleiros e tem aparatos mágicos que o permite usar diferenciadas armas, de acordo com suas necessidades. Kullat, dono de um passado sombrio e misterioso, consegue manipular energia. A partir daí tem início uma eletrizante jornada na qual habilidades, magia e tecnologia decidirão o futuro e o destino de todo o planeta.

Desde o lançamento do primeiro livro, os autores G. Brasman e G. Norris têm colhido os frutos do trabalho, que nasceu de forma espontânea e tomou uma dimensão até então não imaginada, com envolvimento dos leitores, ávidos pela continuação da saga.

“Por enquanto, pensamos em uma série de quatro a cinco volumes para os Senhores de Castelo. São histórias que podem ser lidas separadamente, mas que fazem parte de uma outra grande história que une todas elas”, explica Norris, que possui muitas referências de jogos de videogames e RPG.

Num ritmo alucinante, além dos livros, os autores estão em contato com uma produtora de vídeo local e trabalham na elaboração de um roteiro para cinema dos Senhores de Castelo, com um enredo inédito.

“Durante uma conversa na hora do almoço a gente consegue sair com cinco ou seis histórias”, conta Norris. No trabalho dos autores percebe-se um grande cuidado na construção de cada personagem.

Quem já conhece o volume 1 dos Senhores de Castelo vai ter que esperar mais alguns meses para conferir a continuação. Os autores pensam em lançar um novo volume a cada um ano e meio depois de lançado o anterior.

Para que o primeiro volume da série saísse do forno, Brasman e Norris percorreram um longo caminho até encontrar uma editora disposta a bancar o projeto, assim como a maioria absoluta dos novos autores.

“Tentamos fazer por conta e logo vimos que esse não era o caminho. Depois tentamos parcerias, o que hoje não recomendo para novos autores, porque no Brasil isso não funciona”, diz Brasman.

Foram dois anos de conversa com a editora Base, que resolveu bancar o livro com uma tiragem inicial de três mil exemplares, à venda nas Livrarias Curitiba, por R$ 29,90.
>> PARANÁ ONLINE – por Luciana Cristo

Mais informações sobre o projeto dos curitibanos podem ser acessadas por meio do site http://www.srcastelo.com


“UMA PRINCESA DE MARTE”, DE EDGAR RICE BURROUGHS

quinta-feira | 17 | junho | 2010

Embora Edgar Rice Burroughs seja mais lembrado por criar o rei das selvas Tarzan, o autor produziu dezenas de obras em sua carreira, criando mitologias bem vastas, como a do reino de Pellucidar, localizado no centro da Terra; e a saga do planeta Barsoom.

E é essa última que chega agora ao Brasil no livro Uma Princesa de Marte, lançamento da Editora Aleph. Burroughs começou a trabalhar na trama em 1911, publicando-a pela primeira vez em 1912, de forma seriada nas páginas de All-Story. Nesta época, tanto autor quanto livro tinham outros nomes. A história foi originalmente batizada como Under the Moons of Mars (Sob as Luas de Marte), e Burroughs usou o pseudônimo Norman Bean, que deveria ter saído como Normal Bean. A famosa aventura só foi publicada como livro em 1917.

Embora ainda em início de carreira, Burroughs já demonstra em Uma Princesa de Marte grande talento, ao começar pelo modo que apresenta a história. O escritor se coloca no lugar do leitor, retratando toda a aventura como se fosse o diário de John Carter, o personagem principal do livro, que nos é apresentado como tio de Burroughs, que por sua vez está lendo o tal diário.

John Carter é um capitão confederado que, depois do fim da Guerra Civil, tenta junto de um amigo conseguir dinheiro fácil explorando minas. Após entrar em confronto com indígenas, Carter se esconde numa caverna, acabando por ser misteriosamente transportado para Marte.

Já no outro planeta, Carter logo descobre possuir habilidades sobre-humanas, já que a gravidade de Marte é diferente da Terra, permitindo assim que Carter seja capaz de atos de grande destreza física, podendo, por exemplo, saltar vários metros de altura sem esforço algum. Pouco tempo depois que chega a Marte, ele entra em contato com sua população: monstruosas criaturas verdes com quatro braços, dedicadas ao combate.

Com o passar do tempo e a convivência, Carter aprende a língua deste povo e fica a par de vários fatos sobre o planeta. Para começar, seus habitantes não o chamam de Marte, mas sim de Barsoom. Os marcianos verdes não são a única raça presente. Há também os marcianos vermelhos, fisicamente bem parecidos com os terráqueos.

Entre diversas outras coisas, Carter aprende os costumes do povo que o capturou, e é através destes costumes que ele, primeiramente por acidente, ganha uma importante posição entre eles. Com uma cultura totalmente dedicada ao combate, é também deste modo que os marcianos verdes avançam de posto, matando seu rival e tomando seu lugar. Graças a isso, Carter logo se encontra numa estranha posição, sendo ao mesmo tempo cativo e um dos principais guerreiros deste povo.

Enquanto se dá conta de que os marcianos verdes, embora muito honrados, em sua maioria não apresentam praticamente nenhum sentimento mais terno, como amor ou amizade, Carter entra em contato com outra refém: Dejah Thoris, a princesa de Helium, por quem se apaixona perdidamente.

Está montado então o cenário para a verdadeira aventura de John Carter, que fará de tudo para conquistar o coração da mulher que ama e para libertá-los do cativeiro, no processo mudando toda a estrutura de Barsoom para sempre.

Mesmo apresentando diferentes sociedades, até certo ponto bem desenvolvidas, Uma Princesa de Marte não é um livro muito complexo, sendo na verdade um grande romance de aventura, bem fiel ao seu período histórico, quando este gênero foi mais popular.

Ainda assim, Burroughs consegue, nos detalhes de Barsoom, criar uma mitologia bem construída e empolgante, com povos em guerra, animais exóticos e um modo de vida que é claramente uma crítica ao próprio homem, que sempre encontra desculpas para guerrear.

Leitura divertida e agradável, essa primeira aventura de John Carter tem também grande importância histórica para os fãs da ficção, já que as histórias de Barsoom serviram de inspiração para inúmeras outras obras, como o filme Avatar, fato que vem sendo bastante destacado pela editora, e que foi confirmado pelo próprio diretor James Cameron. Assim que lemos as descrições das montarias usadas pelos marcianos verdes, fica clara a influência que o livro teve principalmente na vida animal alienígena apresentada em Avatar.

Mas o impacto de Uma Princesa de Marte na cultura pop vai mais além, incluindo dez outros livros (muitos deles não estrelados por Carter) e adaptações para outras mídias, inclusive o vindouro primeiro filme com atores produzido pela Pixar. John Carter of Mars será lançado nos cinemas em 2012, com Taylor Kitsch (o Gambit de X-Men Origens: Wolverine) no papel de Carter e contando ainda com Willem Dafoe, Lynn Collins, Dominic West, Mark Strong e outros no elenco.

Porém, existe outro filme, Princess of Mars, lançado no ano passado diretamente em DVD, pouco conhecido pelo público em geral. Produção de baixo orçamento, o longa-metragem tem Antonio Sabato Jr. no papel de Carter e a estrela pornô Traci Lords como Dejah Thoris.

Até mesmo o recentemente falecido artista Frank Frazetta se rendeu ao mito de John Carter, produzindo ilustrações usadas nas reedições dos livros. Carter também foi adaptado para os quadrinhos, tendo até encontrado Tarzan em uma minissérie, e aparecendo ainda nas páginas de A Liga Extraordinária. Mas os leitores de quadrinhos prezam o personagem principalmente pela influência que teve na criação do super-herói espacial Adam Strange, obviamente inspirado em Carter, sendo assim como ele um terráqueo transportado para outro planeta, no caso Rann, onde se torna um grande guerreiro e conhece o amor de sua vida.

Fica a torcida para que, depois de quase 100 anos de atraso, possamos acompanhar todas as histórias do planeta Barsoom, um épico que ajudou a definir a ficção científica mundial.
>> HQ MANIACS – por Leonardo Vicente Di Sessa


“I KISSED A VAMPIRE”: SÉRIE MUSICAL ON-LINE QUE VIROU FILME É MISTURA DE “CREPÚSCULO” E “GLEE”

quinta-feira | 17 | junho | 2010

Imagine uma série que mistura o clima vampiresco de “Crepúsculo” ao ritmo musical de “Glee”. O resultado dessa equação responde pelo nome de “I Kissed a Vampire”.

Produzida originalmente para web, a série mostra a luta de um jovem que, mordido por um vampiro, tenta equilibrar a sua sede por sangue com uma descoberta amorosa.

Sucesso na rede, o musical já virou filme (com 17 músicas inéditas) e deve estrear neste mês nos EUA. Veja abaixo o trailer.
>> FOLHA DE SÃO PAULO – da Redação


“SPLIT”: OS VAMPIROS ADOLESCENTES DE ISRAEL CHEGAM À TV PAGA

segunda-feira | 14 | junho | 2010

Na onda de sucessos como a “Saga Crepúsculo” e a série “The Vampire Diaries”, mais uma produção de vampiros desembarca na TV paga brasileira de olho no público adolescente. “Split”, uma série israelense, estreou no canal pago Boomerang.

Amit Farkash, que no ano passado estrelou a versão israelense de “High School Musical”, vive a protagonista Ella, uma jovem confusa, insegura e estranha. Pelo menos é assim que a garota se sente em relação ao mundo que a cerca e às pessoas. Até que, um dia, Ella descobre o porquê de tanta aflição: a menina de 15 anos é meio humana, meio vampira – “Split”, uma “dividida” na tradução nacional. Mas essa descoberta não vai deixar a garota menos confusa.

O seriado fala sobre conflitos entre seres humanos e vampiros. A jovem descobre ser a última sobrevivente de uma raça em extinção, os semi vampiros. Após essa descoberta, ela conhece Leo (Yon Tomerkin), um novo estudante que não está na escola por acaso, e se apaixona por ele. O jovem, claro, é um vampiro com 500 anos de idade, que foi enviado em uma missão para encontrá-la.

Sua recém-descoberta identidade leva Ella a conhecer o mundo obscuro dos vampiros, com o qual costumava sonhar. Mas, num triângulo inevitável, ela ficará ainda dividia entre o amor vampiro e um rapaz da escola.

Apresentada diariamente, como uma novela, a série de 45 episódios tornou-se o maior sucesso teen da TV paga israelense no ano passado. A série terá uma 2ª temporada com novos 45 episódios, que também devem chegar ao Brasil. Para os fãs de vampiros, uma das curiosidades é ver como funciona uma série do gênero sem cruzes ou referências católicas.
>> PIPOCA MODERNA – da Redação


“ANJOS, MUTANTES E DRAGÕES”, DE IVANIR CALADO

segunda-feira | 14 | junho | 2010


Pela primeira vez num único volume, os contos de um dos melhores autores brasileiros de ficção científica e fantasia. Histórias de ficção científica e fantasia, do mesmo autor de Imperatriz no Fim do Mundo: Memórias Dúbias de Amélia de Leuchtenberg, base da minissérie O Quinto dos Infernos.

Anjos, Mutantes e Dragões (Devir, 292 pags. R$ 34,50) é um volume extraordinário em sua variedade, reunindo contos resgatado de uma dúzia de antologias do Brasil e de Portugal. Histórias que da ficção científica pré-histórica a do futuro distante, viagens no tempo, espionagem high-tech e explorações cyberpunk do futuro próximo da violência no Rio de Janeiro. Encontros com dragões em um outro planeta, com a senhora dos destinos nos subúrbios cariocas, seres angelicais em Copacabana, uma espécie alienígena que manipula a conformação dos próprios corpos, e um avatar em crise. E em tudo, extrema competência narrativa e controle do desenrolar das histórias e alternância de efeitos – suspense, humor, drama e especulação intelectual.

Também estão presentes consciência ecológica, fascínio pela mitologia universal e pelo folclore brasileiro, e respeito pela memória em suas manifestações culturais e biológicas. Para Ivanir Calado – mesmo que o seu alcance literário não se limite ao Brasil e à cultura brasileira –, a inserção da brasilidade na ficção científica e na fantasia vem com absoluta naturalidade.

Entre as narrativas de maior interesse estão a noveleta cyberpunk “O Altar dos nossos Corações”, a noveleta de fantasia contemporânea “Tia Moira” (estudada na Universidade da Flórida) e o conto de fantasia religiosa “Avthar”. Textos que merecem se tornar referência párea a ficção científica e fantasia nacionais.

“Experiente, Ivanir Calado sabe que a invisibilidade é o melhor recurso do escritor. Sempre econômico em suas descrições, jamais se rende a floreios estilísticos. Todos os recursos literários devem servir unicamente ao enredo. E o leitor, percebendo isso, mantém olhos atentos a cada palavra e pontuação, jamais se permitindo pular linhas… Ivanir demonstra que sua versatilidade também se traduz numa impressionante latitude de estilos e gêneros.”
Da introdução de Sylvio Gonçalves (roteirista de cinema)

SOBRE O AUTOR
Ivanir Calado nasceu na localidade de Morro Queimado, Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro em 1953, e estudou Artes Plásticas e trabalhou com música e teatro, antes de começar a escrever. Morro Queimado servido de cenário para algumas obras do autor, que escreveu de dois romances de horror, o extraordinário A Mãe do Sonho (1990), que lhe rendeu comparações com Stephen King, e Imperatriz no Fim do Mundo: Memórias Dúbias de Amélia de Leuchtenberg (1992). O escritor de telenovelas Carlos Lombardi baseou-se neste segundo romance, entre outros livros, para compor a minissérie da TV Globo, O Quinto dos Infernos (2002), uma paródia da vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808. Muito ativo também na literatura infanto-juvenil, Calado escreveu para esse público, entre outras obras, as novelas de ficção científica O Lago da Memória (1993) e A Caverna dos Titãs (2002), e o romance de horror Mundo de Sombras: O Nascimento do Vampiro (2007). Ivanir Calado é também um prolífico tradutor e diretor de peças de teatro infanto-juvenil como O Neurônio Apaixonado e Rastros, Faros e Outras Pistas. Vários de seus livros têm o selo de “altamente recomendável” da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.


“FORA DO LUGAR”, DE RODRIGO ROSP: FÁBULAS DE IRONIA E PERTURBAÇÃO

segunda-feira | 14 | junho | 2010

Todorov, em seu já clássico L’introduction au fantastique, define o fantástico, como “a hesitação experimentada por um ser que só conhece as leis naturais, diante de um conhecimento aparentemente sobrenatural”. Seu conceito de fantástico se estabelece, portanto, entre a dicotomia real/imaginário, natural/sobrenatural. Já Ana Maria Barrenechea, em La Literatura Fantástica em Argentina, estabelece como base do fantástico, a existência implícita ou explícita de fatos a-normais, a-naturais ou irreais – quando postos junto a seus contrários. H.P. Lovecraft, por sua vez, considera que o critério do fantástico situa-se não na obra em questão, mas na experiência particular do leitor. Um conto, para Lovecraft, será fantástico se o leitor experimenta profundamente um sentimento de temor e de terror ou “a presença de mundos e poderes insólitos”.

Julio Cortázar, discordando muito especialmente de Todorov, conclui: “Para mim, o fantástico é, simplesmente, a indicação súbita de que, à margem das leis aristotélicas e da nossa mente racional, existem mecanismos perfeitamente válidos, vigentes, que nosso cérebro lógico não capta, mas que em certos momentos irrompem e se fazem sentir.”

Não obstante todas as tentativas de definição, fantásticos – talvez por falta de nome melhor – são como podem ser mais facilmente definidos a maioria dos contos do mais recente livro de Rodrigo RospFora do Lugar (Não Editora, 2009). No entanto, como já denuncio a fragilidade do rótulo, também é fato que, por mais coeso que seja em sua temática, a obra de Rosp consegue agregar outros elementos, dificilmente distanciando-se da linha mestra que se determinou a seguir. E mais: mantendo coerência com argumentos que não são novidades na sua obra – quem leu A virgem que não conhecia Picasso (Não Editora, 2007), sabe que o autor é pródigo no uso tanto da sensualidade e do erotismo quanto do humor, e estes estão presentes também neste livro. E é fato notável a grande evolução que o autor teve de uma obra à outra.

Rosp consegue, em Fora do Lugar, conferir à literatura a investigação e algum experimentalismo que lhe são devidos, mas sem, em momento algum, soar enfadonho ou – o que é já visto como o grande mal da literatura contemporânea – parecer escrever somente para os seus semelhantes. Porque também é entretenimento da mais alta estirpe o que Rosp constrói. Talvez por ter buscado em seus contos, mesmo os mais pretensamente “absurdos”, o que Cortázar (mais uma vez!), considerava como grande efeito em uma obra desta natureza: parecer “uma coisa muito simples, que pode acontecer em plena realidade cotidiana”. Rodrigo Rosp experimenta aqui e ali com a forma, mas sem hermetismos. Ele brinca com a literatura conferindo-lhe uma leveza que é demonstrada através do humor que lhe é peculiar, mas principalmente com fineza e ironia, construindo preciosidades do tipo: “No parapeito da janela, três livros de autoajuda estão prestes a cometer suicídio”, trecho pertencente ao conto que dá título ao livro. Nesta peça, curta, o que parece nonsense logo se elucida como o desbaratino da cabeça atordoada do homem cuja mulher se foi. Quem há de culpá-lo, portanto, se em sua casa tudo parece desarranjado, fora dos prumos?

A coerência que Rosp mantém na obra talvez tenha representação máxima no conto “Sala de espera”. Com um monstro medonho como um dos personagens, o conto faz troça de um clichê anacrônico. E ali estão as armas do autor: ironia, absurdo e muito humor. Em mãos ingênuas, é provável que o bicho acabasse colocado em alguma meseta açoitada pelo vento ou em algum pântano com vapores horripilantes. O que Rosp faz, com falsa displicência de quem observa o cotidiano acontecer como se nada fosse, é instalar o ser na sala de espera de um consultório médico (e, com esta estratégia, conseguindo lançar um olhar ainda mais apurado para o estranho em questão, ou, indo um tanto mais adiante, criando uma metáfora para o absurdo que já não mais enxergamos, entretidos com o carnaval midiático que se coloca à nossa disposição). Mais uma vez é à Cortázar – expoente máximo, a meu ver, da tradição em que Rosp com esta obra se insere – que recorro: ao lidar com o estranhamento de maneira tão banal, Fora do Lugar em alguns momentos aproxima-se ao que já foi alcançado principalmente em “Histórias de Cronópios e Famas”, do autor argentino. Também Cortázar, tal qual Rosp faz agora, nos presenteava com uma horda que poderia incluir os indescritíveis “famas” e “cronópios”, mas também – e simplesmente – um urso que habita os canos e surge pela manhã para acariciar as faces, e os fazia desfilar sem pudor por cenários tão comuns e cotidianos como consultórios médicos.

Em outro paralelo bastante feliz – ainda que, certamente, involuntário – com a obra de Cortázar, Rosp parece justificar a sentença do autor argentino da desgraça que é ser presenteado com um relógio. Em “Funeral dos relógios”, o personagem ilude-se que a destruição de todas estas peças que o rodeiam possa estancar a inexorável passagem do tempo. E sobre ilusão de personagens, é bom que se fale do certo acalanto que Rosp mantém com os seus, quase todos homens iludidos ou perdidos ou atarantados, se não por amor, por sexo, ou qualquer coisa que lhes fuja ao domínio: que o diga o protagonista de “Engolidora de espadas”, outrora “o leão, furioso e arrogante, procurando uma domadora que não tremesse diante do rugido” e que se vê aturdido com a voracidade gastronômica da parceira, revelada em proporções assustadoras.

Se há um anticlímax no livro de Rosp, é provável que este possa ser dado por “Carrasco”, que em seu registro bem mais sério e, por assim dizer, reflexivo, parece destoar da coletânea. Ainda que “Maldito”, “Ideia ideal” e “Agora, a dor se foi” dêem espaço a uma certa elucubração sobre as questões da angústia do autor e realização literária, ainda assim conseguem conter metáforas do absurdo, de maneira irônica ou mais lírica, mantendo um forte vínculo de coesão com a obra. Em “Estranho espelho meu”, Rosp vai um tanto mais adiante do registro rápido que é quase regra dos outros contos, com algumas exceções. Neste, a história se demora um tanto mais sobre o personagem que não reconhece a figura disforme que aparece refletida no espelho do velho casarão a que retorna. De formato mais clássico em sua composição, a trama me deixou com a sensação de ter potencial para extensão de maior fôlego.

Independente do registro final de cada um dos contos, o que é fato é o lirismo indisfarçável com que Rosp escreve. Faz escolha burilada das palavras, compondo períodos belos em si próprios e que se articulam ao texto maior de forma cadenciada, propondo significações que podem remeter – em um primeiro momento – ao enlevo da poesia de amor romântico, embora, na maioria das vezes, escondam arapucas de finais secos e impiedosos. “Poeteiro” é prova máxima disto. Nele, Rosp constrói narrativa que parece se encaminhar para destino sentimental, puro. E somos apunhalados pela conclusão carnal, dura, mas não menos lírica por isto. Esvaziada de sentido, a sexualidade no conto de Rosp se traveste de fábula romântica para nos enganar. E isto requer habilidade. A mesma que pode ser vista em “Coração da Noite”, com seu manejo acertado de repetição estrutural. Brincando com a redundância dos parágrafos, o leitor é conduzido para um fim até previsível, mas não indesejado. É mais um retrato do homem citadino sórdido, em sua busca frenética por prazer – ou uma aventura outrem que o leve para melhor lugar.

Ao final das treze narrativas de Fora do Lugar, sobra perturbação. Talvez porque nosso mundo sólito pré-concebido se mostra abalado, penetrado em sua pretensa congruência. Pontos para Rosp que consegue fazer jus mais uma vez a Cortázar (e a ele voltamos, fechando a “esfera” desta resenha como para ele era fundamental fazer em seus contos) quando este disse: “nada é sólito desde que submetido a um escrutínio secreto e contínuo”.
>> PORTAL LITERAL – por Alessandro Garcia


“NEUROMANCER”: ADAPTAÇÃO PARA O CINEMA JÁ TEM DIRETOR

segunda-feira | 14 | junho | 2010

Capa da edição brasileira mais recente de 'Neuromancer'

Um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, Neuromancer, romance que, entre outros méritos, serviu de base para a criação de filmes como Matrix, vai ser finalmente adaptado para o cinema e foi anunciado nesta sexta-feira que o diretor a assumir tamanha responsabilidade é Vincenzo Natali (um dos diretores de Paris, Eu Te Amo).

O livro de William Gibson é seminal para a história de ficção cientítifica e tratou, pela primeira vez, de uma realidade que se passa dentro de uma rede de computadores que têm inteligência própria. Essa realidade que, no livro, é chamada de Matrix, é navegada e vivida por um hacker chamado Case.

A produção do filme será da Prodigy Pictures e a estreia está agendada para 2011 (ainda sem data definida). Este pode ser o começo de uma série de adaptações de livros de Gibson que fizeram muito sucesso nos livros e nunca chegaram às telas de cinema.
>> TERRA – por Redação


“X-MEN VERSUS VAMPIROS”: MARVEL SOLTA NOVOS TEASERS DA SAGA

segunda-feira | 14 | junho | 2010

Desenhos de Mike Mayhew avisam: “O mal seduz”

Marvel só quer saber de vampiros. A saga da “Morte de Drácula” agora é tudo de que a editora fala, principalmente por estar relacionada ao lançamento de uma nova série dos X-Men.

E são bem X-centrados os novos teasers da editora, com belas imagens do desenhista Mike Mayhew mostrandos os casais mutantes da editora no tradicional cruzamento entre vampirismo e erotismo. As chamadas dizem apenas: “O mal seduz”. Confira na galeria.

X-Men #1, por Victor Gischler e Paco Medina, estreia na semana que vem nos EUA.
>> OMELETE – por Érico Assis

 


“FANTASPOA 2010″: SITE E PROGRAMAÇÃO COMPLETA

domingo | 13 | junho | 2010

O site do VI Fantaspoa está no ar, com toda a sua programação.
Acessem e programem-se para a maratona que se inicia em 2 de julho: www.fantaspoa.com

De 2 a 18 de julho, ocorrerá a sexta edição do Fantaspoa. Serão exibidos 64 curtas e 74 longas-metragens, totalizando 138 obras na programação. Os filmes exibidos são do gênero fantástico (fantasia, ficção-científica, horror e thriller) e o grande objetivo é agradar não somente fãs desses gêneros específicos, mas apreciadores de cinema em geral.

O Fantaspoa tem a honra de trazer à Porto Alegre um total de 11 convidados estrangeiros para realizarem debates com o público. Dessa forma, o público espectador terá a oportunidade de conversar diretamente com profissionais relevantes e promissores da indústria cinematográfica.

A sessão de abertura do VI Fantaspoa será realizada às 19 horas no Cine Bancários, no dia 2 de julho, com exibição do filme “É Preciso Amar a Morte”, com a presença do diretor alemão Andreas Schaap. Nos final de semana dos dias 3 e 4 de julho, serão exibidos somente curtas-metragens, no Cine Bancários. Dos dias 6 a 9 de julho, o Fantaspoa ocupará as salas Cine Santander (O Fantástico Mundo Animado), Sala P.F. Gastal (Mostra de Documentários) e Cine Bancários (Mostra Luigi Cozzi, com filmes desse diretor italiano que será homenageado nesta sexta edição do evento e fará palestras diárias).

A partir 10 de julho, apresentaremos a Mostra Competitiva de Longas-metragens, com 37 filmes de 21 países. Todos os filmes foram lançados há no máximo 4 anos e muitos deles foram bastante premiados em festivais de cinema do mundo inteiro, tendo ótima recepção de público e crítica. Vale sempre ressaltar que todos os filmes da Mostra Competitiva não tiveram lançamento comercial no Brasil e a grande maioria não será lançada em cinemas, acentuando o caráter de exclusividade da programação do Fantaspoa.

O Fantaspoa traz, como atividade paralela, dois cursos teóricos ministrados pelo jornalista, pesquisador e crítico Carlos Primati. Os cursos “O Horror no Cinema Brasileiro” e “A Ficção Científica da Década de 1950”, terão 8 horas cada. Carlos Primati desenvolveu material inédito e exclusivo para apresentar no Fantaspoa. O segundo curso contará com a participação de Marcelo Severo, especialista no tema. Os cursos irão ocorrer na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro, das 10:00 às 14:40, com 40 minutos de intervalo para almoço, nos dias 10, 11, 17 e 18 de julho. O valor individual de cada curso é R$60,00. Caso o interessado queira fazer os 2 cursos, o valor total é de R$110,00. Para informações sobre como realizar sua inscrição, entre em contato pelo e-mail nicolas@fantaspoa.com.

O valor dos ingressos será de R$ 5,00 (cinco reais) para todas as sessões de longas-metragens e R$ 2,00 (dois reais) para as sessões de curtas-metragens.

Fantaspoa no Twitter:
www.fantaspoa.com/twitter

Fantaspoa no Orkut:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=40161183

Fantaspoa no Facebook:

http://www.facebook.com/people/Fantaspoa-VI/100000736974072

Fantaspoa no Myspace:

http://www.myspace.com/341902741


SOBRE O PRÊMIO HQ MIX

sábado | 12 | junho | 2010

Este ano, a comissão o troféu HQ Mix mudou a forma como divulga seu indicados e criou um blog onde, primeiramente, coloca uma seleção de pré-indicados, estando aberta para sugestões, comentários e críticas. Como sempre nos Quadrinhos, as críticas são muitas. Acho que a iniciativa tem pontos positivos e negativos, algumas críticas são pertinentes, mas acho que falta um pouco de imparcialidade, profissionalismo e maturidade em ambos os lados. 

A Comissão.
Existe uma comissão responsável por escolher, dentre tudo que foi publicado no ano passado, os trabalhos ou profissionais que eles acham que mais se destacaram. Mesmo sendo formada por 12 pessoas, é claro que a seleção será restrita e pode ser diferente do que você gostaria. Além disso, claro que muita coisa vai ficar de fora. É ótimo que se esteja produzindo e publicando tanta HQ no Brasil, mas a idéia é premiar o melhor desta produção.

Por mais qualificada que a comissão seja, por mais informada, é impossível lembrar de tudo que saiu ano passado, quanto mais TER tudo que saiu ano passado. Há alguns anos atrás, a então comissão organizadora do HQ Mix pedia aos interessados que mandassem suas produções para ela, pra serem avaliadas e, quem sabe, indicadas ao prêmio. Não sei por que pararam. Acho que deviam continuar com esta prática. Não é só porque tem resenhas na internet de uma publicação que alguém pode julgar sua qualidade. Não é interesse da comissão incluir essa ou aquela publicação, mas dos autores ou da editora.

Usando as premiações americanas como exemplo, os interessados (autores e editoras) enviam suas obras à comissão organizadora do Eisner Award, especificando inclusive a qual categoria acham que poderiam concorrer. Veja que existe um limite de indicações por editora, portanto eles são obrigados a escolher o que eles acham que é o melhor dentre seu catálogo do ano anterior. Já aí vemos uma mostra de profissionalismo na hora de escolher umas e excluir outras. No Harvey Awards, os profissionais da área mandam suas sugestões de indicação em todas as categorias e, assim que reunidas, depois é que sai a lista de indicados realmente. Veja que é de interesse do AUTOR (ou editoras) que sua revista, seu trabalho sejam reconhecidos. Eles têm que garantir que seu trabalho chegue na mão dos organizadores. Não só isso, divulgar seu trabalho da melhor forma possível. Ressalto mais uma vez que é impossível ler tudo que saiu no ano passado, a distribuição dos Quadrinhos no Brasil é muito ruim e a maioria esmagadora dos votantes simplesmente não vai atrás dos títulos, vê muito pouca coisa e acaba votando só no que viu, ou que já conhece. É preciso um esforço maior por parte DOS AUTORES e DAS EDITORAS pra VALORIZAR e DIVULGAR sua HQ. Muitas vezes, quem tem o melhor marketing, faz a melhor campanha, leva o prêmio, mesmo que tenha alguém melhor que não mexeu uma palha pra mostrar seu trabalho. Muitas vezes, basta “fazer barulho” pra ganhar, mesmo que ninguém veja seu trabalho. Não está certo, não é o correto, mas acontece. Reclamar disso ou daquilo, como sempre, não leva a nada.

A exemplo do que acontece no exterior, a comissão podia mudar de ano pra ano, pra não acharem que ela é tendenciosa ou parcial. Ninguém é melhor ou pior porque faz parte da comissão. Ninguém é mais ou menos qualificado pra estar ali. No entanto, muita gente reclama, mas pouca gente se compromete com o trabalho que é organizar e julgar todos estes trabalhos. Eu acho a comissão de hoje bem plural, mas acho que seria melhor se ela mudasse periodicamente, incluindo sempre editores, lojistas, autores e jornalistas.

As categorias.
Elas continuam mudando todos os anos. Assim fica difícil saber até a quê sua revista pode ser indicada. Eu senti falta da categoria de tira, também porque hoje EU faço tiras e me senti excluído. Isso leva a outro problema. Todo mundo leva muito pro lado pessoal. É a melhor qualidade e o maior defeito do brasileiro e isso prejudica muito o profissionalismo. Novamente, acho ótimo que estejamos vendo tantas publicações novas, tantos autores se mexendo pra produzir e publicar, mas não é por isso que temos que indicar todo mundo. Como é de se esperar em um mercado tão plural como o nosso, existe o bom e o ruim. E sempre terá muito mais coisa ruim do que boa. É o afunilamento natural de qualquer trabalho em evolução.

Os independentes.
Somos todos independentes. Pouquíssimos são os profissionais que são contratados pra fazer uma HQ, que recebem uma encomenda de uma editora. Hoje temos as adaptações literárias que se encaixam nesta forma de trabalho, mas o resto é um esforço quase que exclusivo dos autores, independente de ter uma editora que vai publicá-los ou não. Essa é a realidade do Quadrinho Nacional. Mesmo assim, hoje classificamos como independentes, creio eu, quem publica sua HQ sozinho, sem uma editora.

Acho excelente que os autores independentes finalmente acordaram para o o fato de que só depende deles produzir e publicar seu trabalho, o que acarretou nos últimos anos numa crescente quantidade de publicações independentes e, consequentemente, de mais categorias na premiação. Agora, mais uma vez, não estamos aqui pra premiar a quantidade, mas a qualidade. Acho que, no intuito de abarcar uma quantidade maior de publicações, foram instituídas 3 categorias de publicação independente, sendo uma delas a especial. Acho válido separar as publicações feitas por um único autor das que são feitas por vários, mas na minha opinião, é tudo independente e pronto, um não tem nada mais “especial” que o outro. Todo mundo tem acesso à gráficas hoje em dia. Ninguém mais (ou quase ninguém) faz fanzines em xerox, tendo em vista que nem tem mais categorias pra isso. Se uma publicação é mais bem acabada que a outra, vai chamar mais atenção, talvez seja melhor, mas não é o caso de criar uma categoria pra as “bonitas” e uma para as “feias”. 

Conclusão.
Em resumo, somos todos uma comunidade, mas não somos todos amigos – nem inimigos – e não precisamos agradar ninguém com o HQ Mix. Este prêmio deveria servir pra destacar o que de melhor foi produzido o ano passado e isso deveria ser visto com bons olhos pelo público e pelos autores. É preciso fazer um esforço profissional de se inteirar e escolher com juízo os trabalhos que achamos merecedores do prêmio, pois eles vão representar o que de melhor nós temos aqui no Brasil. Se você não foi indicado, ao invés de reclamar, pense se você fez o máximo que pode pra divulgar sua HQ? Pense que o outro trabalho pode ser melhor que o seu sem diminuir o valor do seu. E pense que você ainda pode melhorar muito, sempre.

Sempre existirá alguém melhor que você. Ao invés de reclamar ou falar mal, achar que ele é seu inimigo, se espelhe nesta pessoa e tente melhorar seu trabalho. Não se contente com o que você já tem, porque sempre podemos fazer mais e melhor. Às vezes é melhor perder um prêmio do que ganhar. Você aprende mais e se esforça mais a partir dali.

E é sempre bom lembrar que públicos diferentes vão gostar de coisas diferentes e isso é saudável. Sua HQ independente pode ser indicada a um prêmio em Angoulême e não ao HQ Mix. A mesma revista pode perder o HQ Mix e ganhar o Eisner ou o Jabuti. O que importa não é o prêmio, é garantir que você está fazendo seu melhor trabalho.
>> 10 PAEZINHOS – por Gabriel Bá


LUIS NELSON BRÁS DE OLIVEIRA

sexta-feira | 11 | junho | 2010

Seja como escritor ou como organizador de antologias, Nelson de Oliveira sempre pautou seu trabalho por um equilíbrio entre a experimentação literária formal e uma observação minuciosa e realista do cotidiano. Seu livro mais recente leva a experimentação mais longe, em um romance sombrio e cáustico que flerta abertamente com o gênero da ficção científica.

Poeira: Demônios e Maldições retrata o Brasil em outra realidade – um mundo futurista ou uma dimensão alternativa, o autor não chega a bater o martelo em relação a isso – na qual a publicação e a circulação de livros foram proibidas por decreto presidencial. Como um Brasil alternativo, contudo, ainda será o Brasil, a ordem não é cumprida de imediato. Milhares de livros devem ser cadastrados nas monstruosas bibliotecas construídas para armazenar os volumes. Já que não param de aparecer novos livros mesmo com a interdição, a solução do governo é fazer de conta que nada aconteceu e continuar construindo depósitos para os livros que em tese não deveriam existir.

Organizador das controversas antologias Geração 90 – aquelas mesmas que acabaram por colar em seus participantes o rótulo de “transgressores” que hoje alguns deles renegam – Oliveira conduz sua história pelos pontos de vista de um diretor de biblioteca, Frederico, e dos personagens que gravitam em torno dele: sua mulher, Estela; sua filha, Renata; o genro, Rodrigo, e um investigador chamado Pedro Penna, em obscura missão oficial no  complexo que abriga a biblioteca – onde os títulos ainda não catalogados tomam conta de todas as dependências, como banheiros, refeitórios e até as lajes externas. Em um cenário nonsense e apocalíptico no qual as estrelas incendeiam o céu e o caos urbano é a paisagem cotidiana, os personagens vão gradativamente desaparecendo à medida que mais e mais livros novos, editados depois da interdição, misteriosamente se espalham pela biblioteca – dois mistérios que têm uma resolução sarcástica e com um pé no fantástico.

Embora sua produção literária consagrada pela crítica – e de corte mais afeito ao realismo – aborde temas e conceitos bastante diversos desse universo de fantasia e ficção científica, Oliveira não é um estranho ao meio. Ele organizou, em 2007, a coletânea Futuro Presente (Editora Record) e revistas de um projeto chamado Portal, partindo da premissa de cruzar em um mesmo espaço escritores mais ligados à literatura de gênero e os que praticam a chamada “ficção literária” ou “literatura mainstream” (e aí a questão da dificuldade de nomear os conceitos quando o assunto é ficção científica fica claro, uma vez que há prosa “literária” em ficção científica e o que se entende comercialmente por “mainstream” se ajustaria melhor aos
best-sellers, por exemplo, do que à literatura de viés mais artístico).

O novo livro é, contudo, um dos raros textos de ficção científica escritos por Nelson com seu próprio nome. O autor já ensaiara incursões no gênero com o nome de Luiz Bras – foi assim que assinou seu conto na antologia Futuro Presente, por exemplo. É também o último livro de Nelson de Oliveira – doravante, as obras do autor saem assinadas por sua “persona” Luiz Bras.
>> MUNDO LIVRO – por Carlos André Moreira


“AS VIAGENS DE GULLIVER”: PÔSTER E TRAILER

sexta-feira | 11 | junho | 2010

20th Century Fox revelou os primeiros pôster e trailer  de As Viagens de Gulliver, nova adaptação da clássica história, agora comJack Balck fazendo o papel principal.

O pôster pode ser visto ao lado e em tamanho maior em nossa galeria. Basta clicar aqui.

O trailer mostra o básico da história principal e você pode assisti-lo, no site MovieWebclicando aqui.

A nova versão de As Viagens de Gulliver - adaptação do livro clássico de Jonathan Swift - tem Jack Black no papel do escritorLemuel Gulliver, que em uma viagem chega em Liliput ao invés das Bermudas. Lá encontra criaturas minúsculas e seus governantes, entre eles a Princesa de Liliput, protagonizada por Emily Blunt. Ao que parece, o filme retrata apenas esta primeira viagem do escritor, deixando de lado suas outras aventuras fantásticas. A direção é de Rob Letterman e a estreia está marcada para 22 de dezembro.
>> HQ MANIACS – por Leandro Damasceno


“RANGO”: TEASER MISTERIOSO REVELA DESENHO DO DIRETOR DE “PIRATAS DO CARIBE”

sexta-feira | 11 | junho | 2010

 

A animação “Rango”, dirigida por Gore Verbinski (trilogia “Piratas do Caribe”), ganhou seu primeiro teaser-trailer. O vídeo não mostra praticamente nada, mas serve para deixar o público curioso sobre o peixe de brinquedo que aparece rapidamente.

Na história, Johnny Depp (“Piratas do Caribe”) dubla um camaleão de estimação, que está vivendo uma crise de identidade e parte numa jornada de aventura para conhecer mais sobre si mesmo.

O roteiro foi escrito por John Logan (“Sweeney Todd”, “O Aviador”) e o elenco de dubladores inclui Abigail Breslin (“Zumbilândia”), Alfred Molina (“Príncipe da Pérsia”), Ray Winstone (“Beowulf”), Harry Dean Stanton (“Big Love”), Ned Beatty (“”Homicide: Life on the Street”), Isla Fisher (“Dois Penetras Bons de Bico”) e Bill Nighy (“Anjos da Noite”).
>> PIPOCA MODERNA – por Caio Arroyo


“EL ETERNAUTA”: UM DOS PRINCIPAIS QUADRINHOS DA ARGENTINA, SERÁ PUBLICADO NO BRASIL

quinta-feira | 10 | junho | 2010

El Eternauta”, uma das principais histórias em quadrinhos da Argentina, será publicada no Brasil, informação que o blog antecipa em primeira mão. O contrato já está assinado. A obra será lançada pela Martins Fontes. Tanto a editora quanto a família do autor, o roteirista Héctor Germán Oesterheld, confirmaram o acordo. 

O acerto é para publicar as duas primeiras partes da história, escritas por Oesterheld e desenhadas por Francisco Solano Lopez. Ambas são inéditas no Brasil. A primeira a sair é a que deu início à série, publicada na Argentina entre 1957 e 1959.

“Nós iniciamos a tradução e imagino que consigamos produzir [o álbum] no mais tardar até o fim do primeiro trimestre de 2011″, disse o editor Evandro Martins Fontes, que irá publicar a obra no Brasil. Martins Fontes disse que a edição nacional vai se basear numa versão publicada na Espanha, pela Norma Editorial, em comemoração ao cinquentário da série (capa acima).

O formato será horizontal, o mesmo como a obra foi publicada na década de 1950. Segundo o editor, o contato para a publicação teve início em 2009, quando ele “descobriu” a obra numa visita à Argentina. A Martins Fontes já mantém no catálogo as obras de Quino.

“El Eternauta” é considerada uma das mais importantes obras em quadrinhos da Argentina. Vem sendo sistematicamente reeditada no país, inclusive em algumas versões piratas. A história de ficção científica narra a invasão da Terra por alienígenas. O ataque é contado por meio de um grupo de sobreviventes de Buenos Aires.

A trama – eleita pelo governo argentino um dos cem livros essenciais para os estudantes do país lerem – foi lançado pela primeira vez pela Editoral Frontera, editora de Oesterheld. Ele retomou a série na década de 1960, numa releitura da obra, desenhada por Alberto Breccia. E, depois, na segunda parte, lançada no final da década de 1970.

A continuação de “El Eternauta” é vista por muitos como um trabalho mais politizado e casa com o momento pessoal vivido pelo escritor. Durante os anos 1970, Oesterheld aderiu à Juventude Peronista, movimento de resistência aos governos de então.

Em 27 de abril de 1977, foi sequestrado, preso, torturado e morto pelos militares, que haviam assumido o poder um ano antes. As quatro filhas dele – duas delas grávidas – e os dois genros também tiveram o mesmo destino. Da família, sobraram a viúva e dois netos.

Enquanto isso, “El Eternauta II” continuava sendo publicado normalmente nas bancas, como se o roteirista ainda estivesse vivo aos olhos dos leitores.
>> BLOG DOS QUADRINHOS – por Paulo Ramos


“FIERRO”: REVISTA ARGENTINA SERÁ PUBLICADA NO BRASIL

quarta-feira | 9 | junho | 2010
Fierro Brasil. Crédito: editora Zarabatana

Ilustração de Liniers para a capa da "Fierro Brasil", que será produzida no país pela editora Zarabatana

 

A principal revista em quadrinhos da Argentina, a “Fierro”, será publicada no Brasil pela editora Zarabatana. O número de estreia está programado para o segundo semestre. A informação é noticiada em primeira mão pelo blog.

O contrato foi assinado na virada do mês. A negociação com os responsáveis pela publicação vinha ocorrendo desde o trimestre final de 2009. O acordo prevê o lançamento de uma edição a cada seis meses, com 160 páginas. 

A obra nacional será produzida em formato livro, num tamanho semelhante ao original, 21 cm por 28 cm. A maior parte do conteúdo será uma coletânea de histórias de autores argentinos publicadas na revista. O restante será com histórias de quadrinistas brasileiros

“Creio ser esta a primeira vez que teremos a publicação no Brasil de uma seleção do que há de melhor sendo produzido lá. E esta seleção passa obrigatoriamente pela revista ´Fierro´”, diz Claudio Martini, editor da Zarabatana. “Fierro é uma revista emblemática dos quadrinhos argentinos como, por exemplo, foi a revista ´Metal Hurlant´ para os quadrinhos franceses.”

Na Argentina, a revista é mensal e é vendida no segundo sábado de cada mês com o jornal “Página/12″. Tem tiragem em torno de 15 mil exemplares e, segundo os editores, dá lucro. Uma primeira versão foi publicada no país entre 1984 e 1992. Terminou na centésima edição. O retorno ocorreu em novembro de 2006, por meio da parceria com o jornal.

Com 64 páginas, a “Fierro” mescla histórias de diferentes autores argentinos. A única exceção é o brasileiro Adão Iturrusgarai, que integra o rol de quadrinistas por morar no país. Parte do conteúdo são narrativas curtas, com diferentes temáticas. A outra parte são histórias maiores, em capítulos, um por edição – chamadas de histórias de “continuará”.

Noturno. Crédito: editora Zarabatana

Capa da versão nacional de "Noturno", álbum que inaugura a "Coleção Fierro"

As narrativas em capítulos serão publicadas no Brasil em uma série à parte, batizada por enquanto de “Coleção Fierro”. O primeiro número será “Noturno”, de Salvador Sanz. A história foi lançada em capítulos na “Fierro” durante dois anos e dois meses. Foi compilada em livro no fim de 2009.

“Noturno” é uma trama de mistério permeada por surrealismo, desenhada num traço hiper-realista, característica do autor. Conta a história de enormes aves, que usam os homens como canal de entrada para nossa dimensão.

A Zarabatana planeja vender as obras da coleção e a “Fierro Brasil” de duas maneiras: os dois títulos juntos, possivelmente com desconto, ou separados. A editora já tem em catálogo outros trabalhos de autores argentinos, como as coletâneas de tiras de “Macanudo”, de Liniers.

“Creio que há  público para histórias em quadrinhos de qualidade, não importa o país de origem, mas, no caso da ´Fierro´, temos esta barreira que precisa ser rompida”, diz Martini. “Penso também que isto é um caminho de mão dupla, e os argentinos também se interessarão mais pela produção brasileira.”

Na próxima postagem da série especial “notícias argentinas”: um clássico de lá, finalmente publicado no Brasil.
>> BLOG DOS QUADRINHOS – por Paulo Ramos


REVISTA DIGITAL FANTÁSTICA

quarta-feira | 9 | junho | 2010


Saiu o primeiro número da Fantástica, a revista virtual sobre fantasia e ficção científica. Clique aqui para conhecer o trabalho dos editores Luiz Ehlers, Felipe Pierantoni e Dhyan Shanasa! 

Conteúdo desta edição:
 - FALANDO NO ASSUNTO: escritores expõem suas opiniões sobre a falta de autores brasileiros na lista de livros de ficção mais vendidos. 

- RESENHANDO: Resenhas de Os Guardiões do Tempo, obrade Nelson Magrini, e Bento, livro de André Vianco. 

- TROCA-TROCA: Felipe Pierantoni, autor de O Diário Rubro, e Dhyan Shanasa, autor de O Livro de Tunes, resenham cada um a obra do outro. 

- MATÉRIA DE CAPA: Cobrimos tudo sobre O Senhor das Sombras, a aguardada sequência da saga Legado Goldshine, de Leandro Reis. 

- REPÓRTER MIRIM: Questionamos o jovem escritor e leitor Hugo Fox: Por que a saga Crepúsculo deu tão certo? 

- E SE FOSSE FILME?: Como seria se o livro Filhos de Galagah, de Leandro Reis, se tornasse uma mega-produção cinematográfica? 

- EM FOCO: Cobrimos o lançamento de No Mundo dos Cavaleiros e Dragões, o Concurso de Mini-contos Estronho, e falamos de vampiros. 

- LIDO & ENTREVISTADO: Entrevista com Victor Maduro, autor de Além da Terra do Gelo: A Jornada de Elohim 

- NOVIDADES: Conheça O Desejo de Lilith (Ademir Pascale), Ethernyt – Sob o Domínio das Sombras (Márson Alquati) e Aura de Asíris – A Batalha de Kayabashi (Rafael Lima) 

- TRÍADE DOS IMORTAIS: O trio Celly Borges, Nana B. Poetisa e Nelson Magrini disserta sobre os principais expoentes do terror nacional. 

- CONEXÃO SKOOB: O que há de mais interessante na melhor rede social para aficcionados por livros. 

- CONEXÃO CT: Criando Testrálios, um dos mais famosos blogs sobre fantasia, aborda as principais influências dos escritores brasileiros. 

- CONEXÃO PSYCHOBOOKS: Com um texto alegre e descontraído, a divertida equipe Psychobooks se apresenta e traz o melhor de suas promoções. 

- CORREIO FANTÁSTICA: Respondemos os e-mails e mensagens de nossos leitores 

- ÚLTIMA PÁGINA: O escritor Dhyan Shanasa, autor de O Livro de Tunes, discorre sobre sete dicas para se aprimorar a escrita.

[Para baixar a versão lite da Edição nº1 - abril/maio em PDF, clique aqui]


“O VAMPIRO DA MATA ATLÂNTICA”: LEITORES AJUDAM A PROTEGER A NATUREZA!

quarta-feira | 9 | junho | 2010

A escritora e bióloga Martha Argel decidiu destinar metade dos direitos autorais provenientes da venda de seu romance O Vampiro da Mata Atlântica (Idea Editora, 2009) para a conservação da natureza.

A doação vai ajudar a organização não-governamental WCS Brasil (Wildlife Conservation Society) a iniciar a implantação de um projeto de conservação de primatas na Mata Atlântica do sudeste do Brasil. O projeto terá como principal bandeira a proteção ao muriqui, ou mono-carvoeiro, o maior macaco das Américas. A coordenação do projeto será do Dr. Jean Boubli, biólogo com pós-doutorado em ecologia de primatas, e diretor da WCS Brasil.

No dia 6 de maio de 2010, durante uma reunião da WCS Brasil, realizada no Rio de Janeiro, a escritora entregou a Jean Boubli um primeiro cheque referente aos direitos autorais do livro. Novas doações serão feitas, cada vez que houver acerto dos direitos por parte da editora Idea.

Martha Argel agradece a todos que estão adquirindo, divulgando e recomendando a leitura de O Vampiro da Mata Atlântica. São os leitores e divulgadores que possibilitam esta primeira doação e as seguintes. 

Sobre O Vampiro da Mata Atlântica
O romance O Vampiro da Mata Atlântica traz as aventuras de dois jovens pesquisadores, Xavier Damasceno e Júlio Levereaux, nas matas do Alto Ribeira, no estado de São Paulo. Durante seus estudos eles se deparam com uma natureza exuberante e intacta, espécies animais raras e uma beleza ímpar. Mas de repente topam com uma criatura aterrorizante, e acabam passando por situações que jamais sonhariam enfrentar. O livro combina a trama e a ação ficcional com a experiência de mais de trinta anos da autora em Ecologia de Campo. O livro está à venda nas livrarias de todo o Brasil e também pela internet.
Saiba mais sobre a autora e seu trabalho científico e literário:www.marthaargel.com.br 

Sobre a WCS Brasil
A WCS Brasil é uma organização brasileira sem fins lucrativos, fundada em 2003 e com sede no Rio de Janeiro. Sua estratégia de ação é identificar problemas críticos de conservação e desenvolver soluções científicas, que beneficiem ambientes naturais, fauna nativa e comunidades humanas. Desde sua fundação, a organização conduz projetos de conservação no Pantanal e Amazônia, e desenvolve o Projeto Aves do Brasil, visando conservação do patrimônio natural por meio do fomento ao turismo de observação de aves. Participa, ainda, do projeto internacional Um Mundo, Uma Saúde.
A WCS Brasil está ligada à Wildlife Conservation Society (WCS), organização não-governamental de conservação sediada em Nova York (EUA), que atua em mais de 50 países no mundo todo. Fundada em 1896, sua missão é conservar a fauna silvestre e os ecossistemas, utilizando bases científicas e pesquisas de campo. 
Saiba mais sobre a WCS Brasil e seus projetos: www.wcs.org.br

Você leu O Vampiro da Mata Atlântica? Deu de presente? Divulgou? Gostou e recomendou? Então deixe um comentário e diga: “Eu ajudo a proteger a natureza brasileira”!

http://vampirapaulistana.blogspot.com/2010/06/leitores-de-o-vampiro-da-mata-atlantica.html


“A SAGA CREPÚSCULO – ECLIPSE”: ASSISTA AO CLIPE LEGENDADO DO MOVIE AWARDS

terça-feira | 8 | junho | 2010


Depois da batelada de vídeos do fim de semana, A Saga Crepúsculo: Eclipse, terceiro filme baseado na série de livros de Stephenie Meyer, ganhou mais um clipe, exibido durante o Movie Awards da MTV ontem.

Na cena, com quase dois minutos, Jacob e Edward discutem por Bella. O vídeo termina com relances soltos do filme Veja abaixo.

Com direção de David Slade (MeninaMá.com e 30 Dias de Noite), Eclipse estreia em 30 de junho.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


“FANGLAND”: JOHN CARPENTER E HILARY SWANK ENCONTRAM-SE ENTRE VAMPIROS

terça-feira | 8 | junho | 2010

A febre dos vampiros teve um bom efeito colateral. Segundo o Coming Soon, as produtoras Sriram Das e a Blumhouse Productions contrataram John Carpenter (“Halloween”, “O Enigma de Outro Mundo”, “Vampiros”) para dirigir a adaptação da obra literária “Fangland”. O filme será protagonizado por Hillary Swank, que assim também volta ao mundo dos vampiros, depois de ter estreado nos cinema no filme “Buffy – A Caça-Vampiros” (1992).

O livro de John Marks centra-se em Evangeline Harker, produtora de um noticiário televisivo chamado “The Hour”, que parte para a Transilvânia para realizar uma reportagem sobre um líder de um grupo criminoso do Leste Europeu, chamado Ion Torgu. Enquanto procura por pistas para desenvolver o seu trabalho, Harker acaba por descobrir que a natureza das atividades de Torgu são bem mais monstruosas do que poderia imaginar. No entanto, algo de misterioso acontece e Evangeline desaparece, gerando a comoção geral no canal em que trabalha.

Decorridos vários meses, ela reaparece misteriosamente num mosteiro da Transilvânia e com parte da sua memória apagada. Ao mesmo tempo, uma malévola atmosfera, vinda das profundezas da Antiguidade, ataca a estação televisiva, indo afetar todos os seus funcionários, que terão de confrontar forças que vão muito para além das suas capacidades.

O roteiro do filme ficará a cargo de Mark Wheaton, conhecido pelo seu trabalho em “The Messengers” (2007) e “Sexta-Feira 13″ (2009).
>> PIPOCA MODERNA – por Aníbal Santiago


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 59 outros seguidores