“STAR TREK”: BRANNON BRAGA E A TEMÁTICA GAY NA SÉRIE

quarta-feira | 26 | janeiro | 2011

O tema que uma vez ou outra rola pela internet refere-se a pouca visibilidade de personagens gays em séries e filmes. Uma das franquias que tem recebido críticas desses grupos é justamente Jornada nas Estrelas, uma série humanista que, segundo essas pessoas, deveria mostrar um futuro com liberdade sexual. O site AfterElton.com, que defende a causa homossexual, conversou com o co-produtor e roteirista Brannon Braga sobre o assunto.

Segundo o autor do artigo, apesar de Gene Roddenberry ter dito em 1991 ao The Advocate que a quinta temporada de A Nova Geração mostraria tripulantes gays como parte da vida na nave, isso nunca ocorreu na série e nem nas seguintes.

Em 2008, o fanfilm Star Trek Phase II produziu uma versão online de um episódio com temática gay, inicialmente prevista para A Nova Geração e escrito por David Gerrold.

Durante a  Television Critics Association Press Tour, em Los Angeles, em que Brannon Braga esteve presente, o AfterElton fez uma breve entrevista para extrair a opinião do produtor sobre o assunto, e se sua nova série, Terra Nova, poderia ser mais flexivel quanto ao tema.

Terra Nova possui personagens gays ou qualquer conteúdo gay?
“Agora? Não, a partir de agora não havia nada no piloto. Assumindo que não há nada para impedir isso. Estamos tentando construir uma sociedade, você sabe, construir uma utopia na verdade. Eu acho que nós gostaríamos de retratar um futuro iluminado. Mesmo se fosse um futuro arruinado que viemos, em termos do ambiente e da tecnologia de modo que já é alguma coisa. Estou feliz que você tenha trazido (o tema) até porque é algo que deve estar presente.”

Eu sou muito fã de Jornada, mas infelizmente nenhuma das séries incluiu um personagem gay. Você estava envolvido com os roteiros de dois filmes e produtor ou produtor executivo de A Nova Geração, Voyager e Enterprise. Você pode dizer porque isso nunca aconteceu?
“Foi uma vergonha para muitos de nós … Eu estou falando sobre A Nova Geração, Deep Space Nine e houve um movimento de ida e volta constante sobre o que fazer para retratar o espectro da sexualidade. Havia pessoas que sentiram muito fortemente que deveríamos mostrar casualmente, apenas dois caras juntos no fundo do salão de recreação. Na época, a decisão foi tomada para não fazer isso e acho que essas mesmas pessoas tomariam uma decisão diferente agora, porque eu acho que foi em 1989, bem, sim por volta de 1989, 90, 91. Não tenho dúvidas de que esses mesmos caras criativos não se sentiriam tão hesitantes em serem sensíveis em relação a uma decisão como essa.”

Por que você acha que a ficção científica, uma vez que ela é muito progressista, tenha feito muito pobremente quando se trata de ser incluído (o tema gay) na televisão americana?
“Você sabe o que é engraçado é que foi tratado de forma mais metafórica. A Nova Geração fez alguns episódios que você poderia dizer … Eu trabalhei em um de Deep Space Nine com Dax (“Rejoined”). Eu não sei se posso falar por todo o gênero de ficção científica, certamente da franquia de Jornada, tal como existia na época.”

Você acha que há 20 anos atrás, houve uma certa relutância em fazê-lo porque a ficção científica, de forma errada ou com razão, é percebida como sendo para os jovens do sexo masculino? Vocês ficaram preocupados com isso?
“Eu acho que foi isso, não tanto da discussão sobre o jovem, ela era uma série para família do Syndication, mostrado a seis horas (da tarde), em Salt Lake City, assim você teve que lidar com cada filial separadamente, e não uma rede. E coisas assim.”
Não foi uma decisão pensando a frente. Conhecendo os atores envolvidos, conhecendo os tomadores de decisão, sabendo que eles se sentiam relutantes sobre o assunto, nós não estamos nem dizendo “sim”, e nem dizendo “não”, não estávamos apenas não tocando nisso agora.”

O senhor acha que a próxima iteração da série ou filme não vai ter isso, os fãs gays têm o direito de estarem chateados neste momento? Depois de tudo isso, se isso ainda não vai estar em 2011 0r 2012 …
“Bem, quero dizer, o filme é como um pássaro diferente. Se houvesse uma série de TV, eu concordaria com você. Mas para um filme, eu pessoalmente não faria. Com uma série de TV, você está criando um mundo inteiro, você está criando um todo. Como você estava dizendo, se isto durar cinco anos, e se você não ver isso lá, aí sim você teria algumas questões. Já um filme de duas horas, você está sentado lá e está comendo sua pipoca, se não encaixar … se não é parte da história, não é parte da história. Há muitas coisas que não fazem parte da história, sabe? Essa é minha opinião pessoal.”
>> TREK BRASILIS – por Ralph Pinheiro – TrekToday


“CRIPTA”: CLÁSSICOS DO TERROR EM QUADRINHOS

quarta-feira | 26 | janeiro | 2011

Cripta - Volume 1 (Mythos Editora)Eerie Creepy — provavelmente as revistas de horror mais clássicas de todos os tempos — circularam no Brasil originalmente entre 1976 e 1981, pela revista Kripta. Uma briga, que durou vários anos pelos direitos autorais impediu novas reedições e republicações das HQs.

Passados tantos anos, finalmente os fãs de quadrinhos de terror terão a oportunidade de lerem e relerem as histórias em uma versão digna dos colecionadores mas exigentes.

Mythos Editora finalmente anunciou para esse mês o lançamento de Cripta Volume 1. A edição irá reunir histórias de horror, suspense e ficção científica  em um encadernado de luxo, com 5 edições completas da Eerie, incluindo as capas originais coloridas.

A revista trará figuras como Gray Morrow (Homem-Aranha no final dos anos 60), Frank Frazetta (Conan), Alex Toth, Neal Adams, Steve Ditkoe vários outros.

Cripta – Volume 1 tem 244 páginas e custa em torno de R$ 48,90. Ainda não existe previsão para os próximos volumes.
>> OS ARMÊNIOS


NÃO CONTEM COM O FIM DO LIVRO

segunda-feira | 24 | janeiro | 2011

O primeiro livro interessante de 2011 está sendo esta coletânea de diálogos (Ed. Record, 2010) travados entre Umberto Eco e Jean-Claude Carrière, com intermediação do escritor Jean-Philippe de Tonnac. Gosto de livros de diálogos assim, porque muitas vezes (como no presente caso) temos a sensação de estar na mesma sala, sem direito a voz, mas com direito a testemunhar a troca de idéias e de informações entre dois sujeitos que têm grande quantidade delas. Umberto Eco, autor de O Nome da Rosa é mais conhecido do que Carrière, que os cinéfilos conhecem como roteirista de dezenas de bons filmes, entre os quais alguns dos melhores de Luís Buñuel. O tema das conversas é o Livro, na era das tecnologias eletrônicas, das novas formas de edição e comercialização; e este tema tem um interesse adicional porque os dois, além de escritores, são bibliófilos e colecionadores de obras raras, com grande conhecimento da literatura e do mercado editorial dos últimos séculos.

Eco e Carrière conversam como quem joga frescobol, procurando devolver a bola ao outro da melhor maneira possível para que este abra uma nova vereda no diálogo. Mesmo quando discordam, o fazem com leveza e bom-humor. O fato de um ser italiano e o outro francês os leva a fazer comparações constantes (sem ufanismo, sem bairrismo) entre as artes dos respectivos países. A certa altura, Eco se pergunta por que motivo não havia uma grande pintura inglesa no tempo de Shakespeare, enquanto que no tempo de Dante havia Giotto, e na época de Ariosto havia Rafael. É como se em dado momentos as energias criativas de um país inteiro convergissem para uma única forma de arte, enquanto que em outros, por motivos obscuros, elas florescessem simultaneamente em muitas direções. Carrière cita uma frase meio cruel de François Truffaut, que dizia: “Não existe cinema inglês, não existe teatro francês”.

Com relação ao desaparecimento do livro, os dois observam com razão que as tecnologias digitais ficam obsoletas muito mais rapidamente que o livro impresso. Carrière vai buscar em sua biblioteca um pequeno incunábulo em latim, impresso em Paris em 1498; com exceção de umas poucas palavras obscuras, é perfeitamente legível como linguagem e como tecnologia, cinco séculos depois. E ele cita o caso de um cineasta belga, seu amigo, que tem no porão de casa 18 computadores diferentes, para poder consultar trabalhos antigos, criados em programas de PC que não são mais usados hoje.

Os dois comentam que a possibilidade atual de armazenar quantidades imensas de dados não significa que tudo isto continuará armazenado (e acessível) indefinidamente, e observam que mesmo uma biblioteca gigantesca não passa de uma mera seleção, um filtro de escolha, de prioridades, aplicado a uma cultura. “O que devemos preservar?” – eis a questão, porque é impossível preservar tudo, tanto quanto é impossível consultar tudo quanto foi preservado (e que é necessariamente uma pequena parte desse todo).
>> MUNDO FANTASMO – por Bráulio Tavares


CHAPEUZINHO VERMELHO ENCONTRA O LOBISOMEM MAU EM NOVO TRAILER

segunda-feira | 24 | janeiro | 2011

Quem se importa com a tradição? As distribuidoras de cinema brasileiro é que não. Chapeuzinho Vermelho virou “A Garota da Capa Vermelha” na tradução brasileira. E ganhou um novo trailer.

O vídeo revela muitas cenas inéditas da produção dirigida por Catherine Hardwicke (“Crepúsculo”) e destaca o personagem Padre Solomon (Gary Oldman), um caçador de bruxas, encarregado de matar o lobisomem que aterroriza a vila medieval da trama. O lobo mau aparece rapidamente e o vídeo termina com a jovem heroína (Amanda Seyfried) dizendo a célebre frase “Que Olhos Grandes Você tem”.

A Garota da Capa Vermelha” estreia em 11 de março nos EUA. No Brasil, em 21 de abril.
>> PIPOCA MODERNA – por Caio Arroyo


MULHER MARAVILHA: APROVADA A NOVA SÉRIE

segunda-feira | 24 | janeiro | 2011

Por anos o projeto de um filme da Mulher-Maravilha (Wonder Woman) que seria tocado por Joss Whedon ficou engavetado, e mais recentemente o produtor David E. Kelley (Chicago HopeThe PracticeAlly McBeal) anunciou que pretendia levar a super-heroína de volta à TV, onde ela teve uma série nos anos 1970.

Aparentemente o projeto ia ter o mesmo destino do filme, já que foi recusado pela NBC, porém hoje a emissora voltou atrás e anunciou ter comprado a série, que será o primeiro programa de Kelley baseado nos quadrinhos.

A ideia do produtor, já aprovada pela Warner e a D. C. Comics, é atualizar e tornar mais realista a personagem, que com seus braceletes, laço mágico e o avião invisível, combaterá o crime na noite de Los Angeles, enquanto de dia será uma executiva. Ainda não foram divulgados nomes de equipe ou elenco.

>> SCI-FI DO BRASIL


X-MEN – FIRST CLASS: MATTHEW VAUGHN EXPLICA SUAS IDÉIAS PARA O FILME

segunda-feira | 24 | janeiro | 2011


Depois de parte do elenco comentar X-Men: First Class, o novo filme dos X-Men, chegou a vez do diretor Matthew Vaughn falar sobre a quinta adaptação da franquia mutante dos quadrinhos para as telas. E o que já parecia esquisito aos olhos dos fãs, acaba de ficar ainda mais estranho. “James Bond”? “CIA”?

Confira trechos da entrevista à EW.

Como você descreveria X-Men: First Class aos novatos?

A melhor maneira de descrever é como uma mistura de X-Men com James Bond [...] É ambientado na década de 1960 e eu moldei o jovem Magneto como um jovem Sean Connery. Ele é o espião definitivo. Imagine Bond, mas com superpoderes.

Se Magneto é James Bond, como fica Charles Xavier?

Veremos como Xavier se tornou um professor. Pra mim, Magneto é o bonzinho do filme, mas ele é meio que o mocinho malvado. Ele literalmente começa o filme e Xavier segue correndo atrás, pra tentar entender o que diabos está acontecendo e tentar persuadir Erik [Lensherr, o Magneto] a não matar ninguém.

O que mais você pode dizer sobre o roteiro?

No começo do filme ninguém sabe que mutantes existem. Nem os mutantes sabem que existem outros como eles. Estão todos se escondendo. Kevin Bacon vive um mutante megalomaníaco [Sebastian Shaw] que decide dominar o mundo e que os mutantes são o futuro. Erik e Charles se encontram e, ao lado da CIA, tentam salvar o mundo dessa ameaça e da Terceira Guerra Mundial. Nós descobriremos tudo o que deu errado entre eles.

Veremos flashbacks dos dois como crianças?

Não são flashbacks. O filme começa em 1942 e depois avança 20 anos.

Você está preocupado com as reações dos fãs?

Sim, mas eu posso dizer que eles estão errados. Cada roteirista que assumiu os títulos dos X-Men reinventou aquele universo como quis. Eu fiz minha pesquisa e nada ali faz sentido. Cada escritor mudou tudo para fazer sua ideia funcionar. Então posso afirmar que é parte da franquia X-Men essa reinvenção a favor da trama.

O filme tem relação com as HQs de First Class?

Não. Temos várias referências ao mundo dos quadrinhos e aos filmes dos X-Men anteriores, mas este definitivamente é algo à parte.

A trama mistura o pano de fundo dos anos 1960 com a história do primeiro encontro de Charles Xavier (James McAvoy) com Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), o futuro Magneto, e terá o Clube do Inferno, liderado por Sebastian Shaw (Kevin Bacon), entre os vilões. January Jones(Emma Frost), Lucas Till (Destrutor), Nicholas Hoult (Fera), Caleb Landry Jones (Banshee),Edi Gathegi (Darwin), Oliver Platt (“Homem de Preto”), Rose Byrne (Moira MacTaggert),Jason Flemyng (Azazel), Jennifer Lawrence (Mística), Morgan Lily (Mística criança), Zoe Kravitz (Angel), Álex González (Maré Selvagem) e Bill Milner (jovem Magneto) também estão no elenco.

O lançamento acontece em 3 de junho.
>> OMELETE – por Érico Borgo


ESPAÇO MULTIVERSO HQ REALIZA A 7ª FEIRA DE QUADRINHOS E ARTE

segunda-feira | 24 | janeiro | 2011

Espaço Multiverso HQ

Espaço Multiverso HQ (Rua Cardeal Arcoverde, 422, Pinheiros, São Paulo/SP) realizará, nos dias 29 e 30 de janeiro, a 7ª Feira de Quadrinho e Arte, evento comemorativo ao Dia do Quadrinho Nacional.

A partir das 9h de 29 de janeiro, até as 18h do dia 30, o público visitante poderá assistir a bate-papos com artistas, editores e pesquisadores de quadrinhos, como Mario Cau (Pieces), Flávio Luiz (O Cabra), Jota Silvestre (Papo de Quadrinho), Guilherme Kroll (Balão Editorial) Rodrigo Febrônio (Banca de Quadrinhos), Nochu Chinen e outros.

Nos dois dias acontecerá a nova edição do Contos da Madrugada, atividade em que os quadrinhistas se reúnem para criar HQs ao vivo, durante toda a feira.

Do início da madrugada de 29 de janeiro até as 6h do mesmo dia, o Espaço Multiverso HQ oferecerá desconto de 70% na compra de várias revistas em quadrinhos.

Para mais informações, ligue para 0XX-11- 2361-2201 ou 0XX-11-3682-4989.
>> UNIVERSO HQ – por Marcus Ramone


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 80 outros seguidores