Silvio Alexandre: organizador do maior evento de literatura fantástica do País. Foto Olga Leiria
A literatura fantástica desembarca hoje no ”Londrina Comic Con”, cuja programação tem movimentado os aficionados em histórias em quadrinhos desde o início da semana com lançamentos, exposições, workshops, palestras, mesas-redondas, feira de revistas e exibição de filmes.
O simpósio ”Fantasticon Londrina”, integrado ao Comic Con, debate o gênero no bate-papo ”Um Panorama da Literatura Fantástica no Brasil”, que acontece às 16h na Sala de Espetáculos do Sesc com participação de Silvio Alexandre e Francisco Medina.
O primeiro é o idealizador e organizador do ”Fantasticon”, maior evento nacional do gênero, realizado anualmente desde 2007 em São Paulo. Já Medina é autor do livro ”A Fada e o Bruxo”. O segmento, um sucesso nercadológico no País, abrange narrativas de ficção científica, fantasia e horror.
A seguir, leia trechos da entrevista feita com Silvio Alexandre, que fala sobre o sucesso dessa vertente literária no Brasil, as novas tendências e a criação de um núcleo londrinense da ”Fantasticon”.
Quais são as características da literatura fantástica? O que a diferencia dos outros gêneros literários?
De acordo com os estudos literários, trata-se de um gênero narrativo que lida com a realidade supra-humana, sobrenatural e inexplicável remontando a textos primordiais sobre magia e seres mitológicos, a formas primitivas do medo, a epopeias gregas. Remete também ao gótico do século 18 com seus cenários de labirintos, catapultas, catedrais, ambientes sombrios e noturnos, arcanjos e forças do bem e do mal.
O rótulo engloba sub-gêneros distintos, não?
É difícil definir e delimitar a literatura fantástica. Podemos dizer que ela abrange a ficção científica com suas viagens no espaço e no tempo; a fantasia com sua magia, elfos e dragões; e o horror com seus vampiros, zumbis e lobisomens. Mas hoje em dia existe uma tendência de misturar tudo incorporando outros gêneros de entretenimento como, por exemplo, o policial. O leque ficou mais amplo. Na verdade, rótulo é uma preocupação de mercado. Nossa preocupação é a boa literatura, o texto que faz o leitor viajar por aquela aventura e viver outros tempos e outros mundos.
Quem lê literatura fantástica no Brasil? É possível quantificar esse segmento do público?
É um público grande e cativo de leitores, não só do Brasil como do mundo todo. Basta ver a lista de livros mais vendidos dos últimos anos. Tivemos sucessivos fenômenos de vendas com “Senhor dos Anéis”, “Harry Potter”, “Crepúsculo” e agora “Guerra dos Tronos”, da série “As Crônicas de Gelo e Fogo”, de George R.R. Martin. Aliás, os três primeiros volumes dessa série estão entre os 10 títulos mais vendidos no País.
O curioso é que uma numerosa fatia desse público leitor é formada por jovens, contrariando a idéia de que jovem não lê.
Sim. E são livros grossos lidos por garotos que não se intimidam diante de 500 ou 600 páginas.
Mas os autores nacionais do gênero estão encontrando público para seus livros?
Há alguns fenômenos também nesse segmento, como André Vianco, autor de cerca de 15 títulos sobre vampiros. Seus livros têm grande tiragem e vendem bem correndo por fora do mercado mainstream. Outro é Eduardo Spohr, autor de “Batalha do Apocalipse”, que começou publicando por pequenas editoras e atualmente lança pelo selo Verus, da Record. Há ainda uma série de editoras pequenas e médias investindo em autores nacionais do gênero, como a Tarja, a Draco e a Estronho. O nicho tem crescido acompanhando o aumento da produção. Além das obras individuais, têm sido publicadas antologias, que apesar de não serem homogêneas, revelam material de qualidade de novos escritores.
O “Fantasticon” que você organiza há cinco anos em São Paulo, tem repercutido essas novidades do mercado editorial?
Tivemos, por exemplo, 140 autores dando autógrafos na edição de 2011 para um público de mais de 1.200 pessoas durante três dias de programação. Veja lá no site (www.fantasticon.com.br). As pessoas reclamam que o espaço (uma biblioteca pública na Vila Mariana) já ficou pequeno para abrigar o evento. As próprias editoras já programam seus lançamentos no gênero pensando no “Fantasticon”.
Você pretende criar um núcleo do “Fantasticon” em Londrina?
Com a continuidade do “Londrina Comic Com”, a proposta é manter atividades ao longo do ano na cidade aglutinando pessoas para troca de idéias, informações e divulgação do gênero. Minha presença esta semana é a primeira etapa desse projeto.
Jovens de São Paulo adotam estilo vitoriano
e idolatram tecnologia a vapor
Nos dias atuais, tem muita gente projetando que o eterno país do futuro Brasil emergirá como uma potência do século 21. Mas, alguns brasileiros preferem imaginar que já habitam um império, só que do passado. Eles reverenciam uma Londres do século 19, acham que os mares são ingleses e que o sol nunca se põe nos vastos territórios da rainha Vitória.
E nem só verão tropical atrapalha os nossos vitorianos. “Não avisaram vocês que o Carnaval já acabou?”, faz troça um pândego que passa pela curiosa órbita de donzelas de espartilho e rapagões de fraque se dirigindo para um piquenique no parque Trianon, em plena avenida Paulista.
“O pessoal vive perguntando onde é a peça de teatro. Ou pede para tirar fotos junto”, resigna-se Eduardo Castellini, que também atende pela alcunha de Lord Fire. Ele e sua pequena assembleia adentram no bosque atlântico decorado à maneira europeia, deixando para trás o escarcéu de uma batucada de estudantes na calçada. Ao lado de uma fonte de água, começam o festim.
Essa tribo urbana possui uma vantagem magnífica sobre as outras: a consideração e a estima dos pais pelo modo respeitável de seus hábitos. “Eu era gótica. Minha mãe torcia o nariz e falava que eu parecia um urubu. Descobri o estilo vitoriano, passei a usar corsets, vestidos longos e gargantilhas. Agora minha mãe adora”, folga em dizer Jéssica Nascimento, que dispõe ainda de trajes de milady, aviadora, lolita e governanta.
No tocante à moral vitoriana, Jéssica confessa que é impossível seguir à risca suas manias e seus pudores, mas conserva-se um cavalheirismo dentro do grêmio. “Tratamos as mulheres como damas. A Inglaterra vitoriana era uma época de mais respeito”, opina Lord Fire.
Esse ressurgimento nos últimos anos surgiu no estrangeiro e foi nomeado de steampunk. Decerto esses sujeitos garbosos são mais steam (vapor) do que punk.
Uma explicação se faz necessária: o termo é derivado de cyberpunk, tipo de ficção científica que mostrava o homem dominado pelas máquinas – o livro fundador dessa onda, “Neuromancer” (1984), é do norte-americano William Gibson, autor que cunhou o termo “cyberspace”.
No lugar de pesadelos no mundo virtual e de vilões eletrônicos do cyberpunk, o steampunk é ambientado no começo da Revolução Industrial, quando a energia vinha das nada ecológicas caldeiras a vapor e os mecanismos eram movidos por engrenagens.
Esse subgênero literário privilegia os enredos da chamada “história alternativa”, projetando que a tecnologia daquela época atingiria a criação de computadores de madeira e aviões movidos a vapor. Saindo do universo livresco, o movimento gerou uma subcultura que dispõe de músicas, vestimentas e códigos próprios. O filme preferido é “A Liga Extraordinária” (2003), e as bandas que o representam são Abney Park, Dresden Dolls e Clockwork Quartet.
Esse clube também tem um pé na onda RPG (Role-Playing Game), jogos em que os participantes incorporam personagens e criam coletivamente uma história. Por outro lado, alguns vitorianos participam de eventos de cosplay (mania de se vestir como personagens da TV ou das histórias em quadrinho).
Esses dois fatores mostram a teatralidade que os steampunks cultuam. Durante o piquenique, por exemplo, apareceu uma garota vestida de Alice, portando um coelho de pelúcia. “Perdão, acabei atrasando, mas a culpa é dele”, disse, apontando para o animalzinho e remetendo diretamente ao clássico de Lewis Carroll “Alice no País das Maravilhas”.
“Salve, salve. Junte-se ao grupo”, foi saudada a adolescente por Lord Fire, logo preocupado com a alimentação das moçoilas presentes: “Sugiro às amigas que provem este sanduíche de patê”.
No parque inaugurado em 1892, uma toalha quadriculada recebe um cesto de vime, de onde saem potes de geléia, biscoitos e outras amabilidades. Eles não lembraram do solene chá, e o líquido mais farto por lá é o refrigerante pátrio Diet Dolly. Até uma pizza e um leite de soja deram o ar da graça.
“Saí de casa tão apressada que esqueci de trazer minha xícara de porcelana com flores delicadas”, lastimou Alice, bebericando em copo plástico.
Quando o assunto passa à aclimatação dessa moda vitoriana futurista ao Brasil, não demoram a surgir figuras da história local para justificar a procedência desses fidalgos do século 21. “D. Pedro 2º foi um imperador steampunk”, define Luis Fernando de Oliveira (ou Jack Grave), lembrando que o monarca se encontrou com eminentes personalidades da época, como Nietzsche e Victor Hugo. “Ele tinha muito interesse em ciência e cultura. Mas outros steampunks foram o Barão de Mauá, por ser o primeiro industrial do Brasil, e Santos Dumont, como pai da aviação”, sentencia Lord Fire, cujo ofício é justamente o de técnico de aviação.
Outra matéria querida para eles é a decoração vintage dos dispositivos eletrônicos atuais. Ao contrário do que se possa pensar, as damas e os cavalheiros estão longe do ludismo, movimento do século 19 que preconizava a destruição das máquinas. Eles não renunciam às facilidades modernas, apenas cuidam de revesti-las como se tivessem saído de um antiquário. “Nós vivemos atualmente no mundo que os escritores do século 19 imaginaram. Estamos realizando o que eles fantasiaram”, pondera Lord Fire, que tem um laptop em forma de máquina de escrever. Já Jack Grave se orgulha de um netbook em forma de livro antigo.
Muito tempo atrás a vida era pura / O sexo era sujo e obsceno / Os ricos eram tão mesquinhos / As casas de campo para os lordes / Campos de croquet e gramados / Vitória era minha rainha
Tradução da letra de “Victoria“, canção do grupo de rock inglês dos anos 1960 The Kinks, regravada pelo The Fall na década de 80.
Relógios digitais de bolso e celulares com manivela mostram essa adoção mais decorativa que funcional. Vale também criar a sensação de anacronismo cobrindo com madeira, couro e bronze iPhones e telas de LDC.
Os seguidores nacionais, porém, tem contato tão somente pela internet com objetos steampunks mais notáveis, como uma engenhoca que faz um braço biônico se mover alimentado pela energia gerada por uma caldeira instalada nas costas de seu usuário estado-unidense.
Os vitorianos adoram se aprumar. As mulheres ostentam camafeus sobre os vestidos com cauda e os corsets que afinam a cintura, apertando as carnes e a respiração. Já os lordes brasileiros se deleitam com acessórios, como cartola, monóculos, bengala, colete e cachimbo. O brasão bordado é um opcional.
“Para a gente, é uma imersão. As roupas ajudam a entender como viviam as pessoas da época. Nós escrevemos contos steampunks e temos que saber, por exemplo, como é uma perseguição com fraque”, justifica Lord fire.
Os steampunk preferem Julio Verne a Machado de Assis, e Conan Doyle a José de Alencar. Escrevem ficção até com um certo linguajar desse período, mas esse subgênero pop não combina com o estilo descritivo e por vezes solene de dois séculos atrás. “A gente pode considerar O Xangô de Baker Street, do Jô Soares, como o primeiro livro steampunk do Brasil”, decreta Lord Fire.
Além do piquenique, o programa predileto do grupo é andar de trem Maria Fumaça, visitar lojas de antiguidade e comprar em ferro velho e brechó. “Vejo um brechó e já entro. Adoro comprar espartilhos. Quando visto um, aí sim, me sinto no século 19”, confessa Jéssica. Já Jack Grave prefere ir à rua Santa Ifigênia, centro paulistano de eletrônica, onde adquire toca-fitas quebrados para logo desmontar e aproveitar as engrenagens.
De forma bem vitoriana, os steampunks seguem uma hierarquia. Há um conselho nacional, ligados a lojas (isso mesmo, termo inspirado nas unidades maçônicas, tão típicas daquele século 19) em cada Estado – Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são as “lojas” mais ativas fora de São Paulo. >> UOL Notícias – por Rodrigo Bertolotto
Tecnologia a todo vapor
Teclado de computador retrô ganha botões de máquina de escrever e borda dourada
O celular steampunk tem ponteiro para indicar volume e cartões perfurados para a discagem
O fascínio pelas engrenagens fica claro neste pen drive coberto ainda por madeira e parafusos
Livro e CD "Outubro de 71: Memórias Fantásticas da Guerra dos Mundos".
Uma adaptação radiofônica da obra de ficção científica “A guerra dos mundos” (publicada em 1898 por H. G. Wells) pôs o Exército em alerta, fechou boa parte do comércio e provocou pânico generalizado entre a população.
Não se trata da célebre encenação levada ao ar em 1938 por Orson Welles nos EUA, mas de uma versão que, em 1971, comemorou o aniversário da rádio Difusora, de São Luís (Maranhão), transformando a rotina da cidade – como ocorrera 33 anos antes durante a emissão americana.
“O programa foi interpretado pelos ouvintes não como uma invasão alienígena, conforme seu roteiro, mas como se fosse o próprio fim do mundo”, explica o professor Francisco Gonçalves da Conceição, organizador do livro “Outubro de 71 – Memórias fantásticas da guerra dos mundos”, que reconstitui a histórica transmissão.
Fruto de três anos de trabalho de uma turma de graduação em Jornalismo da Universidade Federal do Maranhão, a obra transformou o então pacato sábado 30 de outubro de 1971 naquele que, para muitos de seus ouvintes, seria seu último dia sobre a Terra.
Reação nas ruas
Os relatos sobre as consequências da transmissão são conflitantes, mas sabe-se com certeza que o comércio do centro histórico de São Luís fechou as portas – as pessoas queriam ir o quanto antes para suas casas a fim de “morrer” ao lado dos familiares. Naquele dia, os motoristas de táxi tiveram trabalho de sobra.
“Não tínhamos o que fazer, era uma brincadeira. Mas não sabíamos o alcance e o poder do veículo que tínhamos nas mãos”, afirma Manoel José Pereira dos Santos, o Pereirinha, 61 anos, responsável pelos efeitos sonoros do programa – fundamentais para ampliar a sensação de pavor dos ouvintes.
Na memória coletiva da cidade há lembranças de pessoas acendendo velas, pregadores reunindo grupos para a leitura do Evangelho, e personagens proeminentes (como políticos) confessando traições amorosas e pedindo perdão de joelhos às mulheres. Enfim, um pandemônio.
Além disso, uma unidade do Corpo de Bombeiros chegou a ser acionada durante o programa, e um oficial do Exército que participava de um churrasco em Pinheiro, a cerca de 90 km de São Luís, fretou um voo (depois pago pela rádio Difusora) para levá-lo à capital, onde constatou que o relato da Difusora não correspondia à realidade.
Por causa disso, e depois de encerrada a transmissão, uma patrulha do Exército invadiu a rádio e exigiu sua lacração – a emissora ficou fechada por três dias.
As consequências para os radialistas (ninguém foi preso ou processado) só não foram maiores porque eles conseguiram enxertar, em dois momentos da gravação que foi analisada à época pela Polícia Federal, o aviso de que o programa era uma obra de ficção, que não foram ao ar na emissão original.
“Quando a ficha caiu, eu acho que as pessoas ficaram com muita vergonha de terem sido enganadas. Isso ajudou também a esfriar o assunto, deixar que ele praticamente ficasse esquecido por quatro décadas”, analisa Pereirinha.
Da ideia à realização
Sérgio Britto, pseudônimo de José de Jesus Brito, hoje aos 72 anos, conta que teve a ideia do programa ao ler, numa edição da revista masculina “Ele&Ela” (publicada na década de 70 pela Bloch Editores), a sinopse da radionovela com a qual Orson Welles eletrizou – e apavorou – audiências em 1938 pela rádio CBS.
O primeiro passo foi a adaptação do roteiro para o Maranhão – na versão de Welles, os fatos se passam apenas nos Estados Unidos. “Acrescentei uma série de coisas que não constam nem no livro de Wells nem no programa de Welles”, conta Britto.
Como a visita de um cientista ao Maranhão e o pouso de um “estranho objeto” no Campo de Perizes, até hoje a única saída terrestre da ilha de São Luís. “Eu tinha medo de uma fuga em massa acontecer, então coloquei uma nave espacial ali”, relembra.
Apesar de o roteiro ter sido aprovado pelo departamento de censura da Polícia Federal, Brito diz que estava debruçado sobre ele horas depois da liberação da PF. “Aprovaram um negócio qualquer lá, sem ter muita noção do que se tratava”, conta. Dissociado dos efeitos sonoros, o programa também perdia muito de seu impacto.
Na época, a rádio Difusora já possuía uma emissora de TV, mas nos primórdios ela ficava no ar apenas algumas horas por dia (sempre entre a tarde e à noite, normalmente a partir das 14h). “É por isso que decidimos que a Guerra dos Mundos precisava ir ao ar pela manhã de qualquer jeito”, diz Brito.
A Guerra dos Mundos maranhense foi ao ar sem nenhum tipo de ensaio: os participantes (entre eles o locutor Rayol Filho, que comandava o “São Luís Hit Parade”, programa musical bastante popular na época) foram recebendo os textos praticamente no momento em que deveriam ser lidos.
Ao mesmo tempo, efeitos sonoros que simulavam interferências e transmissões em ondas curtas – a Difusora chegou a “entrar em cadeia” coma fictícia rádio Repórter, do Rio, que dava informações mais atualizadas dos estranhos fenômenos espaciais que antecederam a invasão marciana relatada na ficção – garantiam o ar dramático à representação.
Diferentemente da versão de Welles, o programa maranhense foi ar transmitido em flashes durante dois programas musicais de bastante sucesso no rádio de São Luís, entre 7h30 e 12h30.
A gravação agora recuperada, porém, começa uma hora e meia depois porque o sonoplasta se atrasou naquele dia (toda a programação das emissoras de rádio e TV do país tinha de ser gravada obrigatoriamente por determinação da Censura Federal – eram os tempos da ditadura militar).
“O que fica desse episódio, antes de mais nada, é a saudade dos meus 21 anos”, brinca Pereirinha. Assim como ele, outros personagens da histórica transmissão acham que um novo mal-entendido por causa da obra de H. G. Wells não seria possível na era da internet. “Hoje, daqui da minha casa, aperto uma tecla no meu computador e consigo checar uma informação. Em 1971, isso era praticamente impossível”, diz Brito. >> VNEWS – da redação
Primeira parte do programa A Guerra dos Mundos que foi ao ar na Rádio Difusora em 30 de outubro de 1971. São Luís – Maranhão.
Segunda parte do programa A Guerra dos Mundos que foi ao ar na Rádio Difusora em 30 de outubro de 1971. São Luís – Maranhão.
Confira abaixo entrevista com Francisco Gonçalves sobre os detalhes da pesquisa que resultou no livro:
O grupo é formado po Francisco Gonçalves, Aline Cristina Ribeiro, Andréia Lima, Elen Mateus, Kamila Mesquita, Karla Miranda, Mariela Carvalho, Romulo Gomes, Sarita Bastos.
Quando iniciou a pesquisa e quantas pessoas participaram do levantamento?
Francisco Gonçalves – A pesquisa tinha como objetivo reunir depoimento dos produtores do programa, reconstituir o roteiro e localizar possíveis registros sonoros. Entre 2005 e 2006, a equipe de pesquisa entrevistou José de Jesus Brito (Sérgio Brito), Manoel José Pereira dos santos (Pereirinha), José de Ribamar Elvas Ribeiro (Parafuso), José Faustinho dos Santos Alves (J. Alves) e José Marinho Raiol Filho (Rayol Filho). Na época, embora tivéssemos tentando, não conseguimos localizar Fernando Melo e Fernando Costa. José Branco não aceitou conceder entrevista sobre o assunto. Além disso, reconstituímos o roteiro a partir de uma gravação do programa cedida por Parafuso. Dessas atividades de pesquisa, participaram, além de mim, Aline Cristina Ribeiro Alves, Andréia de Lima Silva, Elen Barbosa Mateus, Kamila de Mesquita Campos, Karla Maria Silva de Miranda, Mariela Costa Carvalho, Romulo Fernando Lemos Gomes e Sarita Bastos Costa, todos (na época) alunos do Curso de Comunicação Social da UFMA.
Como foi organizado o trabalho? Em quais áreas a pesquisa incidiu?
Focamos em duas áreas: a versão dos produtores e interpretes e a reconstituição do roteiro do programa, já que tratava-se de organizar fontes de pesquisa sobre o programa veiculado pela Rádio Difusora em 1971 e, deste momento, inserir esse acontecimento nos estudos de comunicação no Brasil e no exterior. Embora a Guerra dos Mundos seja um tema recorrente nos estudos de rádio e jornalismo, apenas recentemente o episódio de São Luís começou a ser objeto de discussão nos fóruns científicos do país. Por exemplo, apenas em 2003 foi apresentado um artigo científico sobre o tema, no caso, trabalho do Prof. Ed Wilson no 1º Encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho, intitulado A Guerra dos Mundos em São Luís do Maranhão. Esse foi o primeiro artigo científico apresentado sobre o tema em um fórum de discussão da área de comunicação.
Entre os profissionais que participaram da produção, quais foram entrevistados e que funções cada um exerceu na montagem?
Todos os entrevistados participaram da produção do programa e/ou interpretação dos personagens, embora existam divergências sobre o papel desempenhado por cada um e o personagem que cada um chegou a interpretar. Sérgio Brito, Pereirinha e Parafuso, junto com Fernando Melo, participaram da produção do programa. Especificamente, Sérgio Brito, no roteiro; Pereirinha, nos efeitos especiais, na direção técnica; e Parafuso, na sonoplastia. Sérgio Brito interpretou o locutor da Rádio Repórter do Rio Janeiro (uma emissora fictícia), Pereirinha o controlador de vôo. Sobre o piloto de avião seguido por objeto desconhecido, o relato de Pereirinha diverge do de Sérgio Brito. Sérgio Brito afirma que interpretou esse personagem e Pereirinha atribui a interpretação a Fernando Melo. Sobre os demais entrevistados, J. Alves e Rayol Filho interpretaram a si mesmos. Outros personagens aparecem na história, como dono da Fazenda Santa Marta, interpretado de acordo com Pereirinha por Fernando Melo; o professor Leonardo Galvão e o cientista Mário Corteline, ambos interpretados por Reynaldo Faray. Não obstante as divergências sobre o papel de cada um, o programa A Guerra dos Mundos, como todo produto de mídia, é uma obra coletiva, resultado do esforço de todos.
Quais os cenários de São Luís no início da década de 1970?
Na passagem dos anos 60 para os anos 70, São Luís estava passando por mudanças políticas, urbanísticas, demográficas e midiáticas. De 1960 a 1970, de acordo com o IBGE, a cidade cresceu em mais de cem mil habitantes, passando para 265.486 moradores. Novas vias de acesso foram abertas, com as pontes sobre o Rio Anil, no Caratatiua e São Francisco. No começo da década de 70, a população maranhense ainda vivia o impacto da derrota de Renato Archer (PTB-PSD e vitória de José Sarney (PSP-UDN-PR). No campo das mídias, a televisão ganhava envergadura, por conta das mudanças técnicas, a expansão do consumo de produtos televisuais e aumento do número de telespectadores. Naquela década, a televisão deslocaria, na capital, o lugar social, econômico e político do rádio. Foi exatamente nos anos 70 que o Brasil veio a se constituir em uma sociedade midiática, sobretudo por conta do papel que a televisão viria a ocupar no sistema de comunicação, a partir da organização das redes nacionais. Mas, São Luís também era uma cidade povoada de assombrações, como a Carruagem de Ana Jansen, a serpente do Ribeirão e o Touro Encantado da Ilha dos Lençóis.
Em que aspectos o programa de São Luís mais se aproxima do original de Orson Welles?
De acordo com Sérgio Brito, o roteiro do programa da Difusora levou em consideração do livro de H.G. Wells, A Guerra dos Mundos, e uma sinopse do programa de Orson Welles, veiculado em 1938 pela CBS nos EUA, publicado em uma edição da revista Ele&Ela. Os dois roteiros possuem estrutura narrativa semelhante. Ambos utilizam os recursos do radiojornalismo para contar a famosa história de H.G. Wells. Mais também existem algumas diferenças importantes. Nos Estados Unidos, o programa foi veiculado em uma noite de domingo, em um horário destinado ao radioteatro. Em São Luís, o programa foi veiculado em uma manhã de sábado, ao longo da programação normal da emissora, sem nenhum aviso prévio que se tratava de obra de ficção. Nos Estados Unidos o programa foi interpretado por atores; em São Luís por respeitados e reconhecidos profissionais de rádio e jornalismo. Nos Estados Unidos o foco da invasão foi o território americano; em São Luís, a invasão se espalha pelo mundo e chega ao campo de Perizes, sendo este um momento chave na dramática narrativa da Difusora, para o qual foram fundamentais a música e os efeitos de som.
O que os produtores do programa pretendiam com a veiculação?
Sobre os objetivos dos produtores também existem visões diferentes. Para Sérgio Brito, por exemplo, o objetivo era demonstrar o valor do rádio em um momento que o panorama de comunicação passava por mudanças com o crescimento da audiência de televisão. Para Pereirinha, era uma brincadeira, feita para comemorar o aniversário da emissora. Eu diria que, de certo modo, os dois têm razão. Foi uma brincadeira no aniversário da emissora, mas uma brincadeira que se prestava a expor a importância do rádio, em um momento em que a televisão, institucionalmente falando, provocava uma reestruturação do papel social, econômico, político e cultural do rádio.
No começo da década de 70 como estavam posicionados o rádio e a televisão no cenário midiático de São Luís?
No começo da década de 70, cinco emissoras de rádio disputavam a atenção dos ouvintes na capital do Estado, no caso, Difusora, Timbira, Gurupi (hoje, Rádio São Luís), Educadora e Ribamar (hoje, Rádio Capital). Com a chegada do vídeo-tape em 1966, a televisão superou a sua primeira fase, caracterizada por uma produção local, feita, sobretudo, por profissionais oriundos do rádio e teatro. Essa produção local foi gradativamente substituída por uma programação do sul país. Como observa Aldo Leite, em seu livro sobre o teatro, a criatividade e a improvisação cederam lugar à tecnologia.
Quais os aspectos relevantes na estética do programa que levaram à construção de um efeito de realidade?
Eu diria que o realismo foi fundamental para conferir valor de verdade à narrativa – o programa foi apresentado e interpretado por cronistas, locutores e repórteres respeitados e reconhecidos pelo público; a história de H. G. Wells foi recontextualizada, ou seja, São Luís passou a ser um dos palcos da fictícia invasão; o uso da vinheta de notícias extraordinárias da Rádio Difusora marcou o ritmo do programa; e a trilha sonora, que articulou as músicas mais pedidas da semana, com música clássica (utilizada quando morria alguém importante) e músicas da trilha sonora da novela O homem que deve morrer e do filme 2001: uma odisséia no espaço.
Houve pânico em São Luís durante a veiculação do programa?
Os depoimentos dos produtores e interpretes do programa revelam um aspecto bastante interessante do programa: as pessoas acreditaram mesmo que a Terra estava sendo invadida por naves extraterrestres e que os marcianos estavam chegando em São Luís. Muitos ouvintes interpretaram essa invasão como o próprio anúncio do fim do mundo. Tendo chegado o fim do mundo, a preocupação das pessoas era ir para casa morrer com os seus. Nos últimos dias, temos ouvido muitos relatos que confirmam essa versão. Ao divulgar o lançamento do livro, várias pessoas nos procuram com histórias semelhantes àquelas narradas por Sérgio Brito, Pereirinha, Parafuso, J. Alves e Rayol Filho.
Como foi a repressão à Rádio Difusora após a exibição do programa?
Tropa do exército invadiu e ocupou as dependências da emissora. E em um ato completamente arbitrário, o comandante determinou o fechamento da emissora e da televisão, que deveria entrar no ar a partir das 17h. Nos anos seguintes, a Difusora responderia processo no DENTEL. A situação só não foi pior porque Sérgio Brito, Pereirinha e Parafuso introduziram em dois espaços da gravação uma pequena nota dizendo que se tratava de programa de ficção.
Qual a descoberta mais relevante da pesquisa?
O aspecto mais relevante da pesquisa é que, pela primeira vez, se conseguiu reunir importantes fontes de pesquisa sobre esse programa, agora publicadas em livro. Ou seja, reunimos os depoimentos dos produtores e interpretes do programa, reconstituímos o roteiro e localizamos cópia da gravação com Parafuso e Pereirinha. O livro Outubro de 71: memórias fantásticas da Guerra dos Mundos apresenta esses depoimentos e o roteiro e o áudio do programa. Cada participante do programa apresenta a sua própria versão daquele acontecimento. As convergências e divergências nas narrativas fazem parte da própria dinâmica metodológica adotada na pesquisa, no caso a história oral. Nós estamos convencidos que ao lançar o livro outras histórias e outras lembranças virão a público, do mesmo modo, que as diferentes versões provocarão bons debates sobre o papel dos produtores e interpretes e sobre o próprio programa. Deste modo, teremos condições de ampliar as informações sobre esse importante evento. >> BEQUIMÃO AGORA
Está disponível no YouTube (http://www.youtube.com/serie3porcento), dividido em 3 partes, o programa piloto da série de ficção científica 3%, produção da Maria Bonita Filmes dirigida por Daina Giannecchini, Dani Libardi e Jotagá Crema. Com apoio do programa FICTV/Mais Cultura, do governo federal, a divulgação do piloto visa atrair patrocínio para continuidade da série a ser exibida na TV.
3% foi vencedor da Etapa I do edital de seleção de desenvolvimento e produção de teledramaturgia seriada para TVs Públicas – FicTV / Mais Cultura (MinC), e vencedor da Mostra Competitiva de Pilotos Brasileiros na categoria Séries de Ficção, Festival Internacional de Televisão 2010.
Segundo Jotagá Crema, um dos diretores de 3%, a primeira temporada inteira da série já foi escrita: “estamos espalhando o piloto pela internet na esperança de conseguir um canal de TV interessado em exibir.” Informações detalhadas sobre a série podem ser procuradas no Facebook emhttp://www.facebook.com/3porcento.
A fábula de 3% se passa num futuro próximo cinzento, no qual as pessoas vivem divididas entre duas sociedades muito diferentes. Pressupõe-se que uma sociedade (o “Outrol Lado”), a dos “entrevistadores”, seja sensivelmente desenvolvida, enquanto a outra, dos “entrevistados”, seja extremamente atrasada. Impossível não lembrar da fronteira do México com os EUA ou das antigas Alemanhas Oriental e Ocidental. O “Outro Lado” é a “terra dos sonhos” para os jovens que vivem em condições supostamente subumanas, porém apenas3% dos candidatos à imigração conseguem aprovação após uma série de testes rigorosos, ora bizarros ou simplesmente estúpidos. 97% fracassam, o que pode significar a própria morte no percurso de provações.
O piloto avança inicialmente sob o ponto de vista de uma jovem candidata. É dela a voz over que comenta e instrui o espectador acerca das peculiaridades de seu mundo. Ao fim do episódio-piloto, porém, essa “protagonista preliminar” está morta. Sua narrativa vai introduzir o que se supõe que sejam os protagonistas “verdadeiros”, um rapaz que fraudou seus documentos para conseguir ser aceito no processo de seleção, uma moça e um rapaz paraplégico. O futuro desses personagens vai depender do sucesso na captação de recursos para a continuidade da série.
3% é uma distopia futurista com ecos de 1984 (1948), de George Orwell, e Nós(1932), de Evgueny Zamiatin, além de um toque dos puzzle films ou séries de TV norte-americanas como Lost. A pouca originalidade do eixo temático é compensada pela promessa de um tratamento tipicamente brasileiro e contemporâneo. O piloto demonstra também a acuidade com que a série parece pretender não só tratar de uma longa tradição no universo da ficção científica (a do embate entre o indivíduo e sociedades tecnocráticas totalitárias), mas também urdir uma curiosa alegoria sobre o fantasma da burocracia que assola a sociedade brasileira desde o descobrimento.
Os cenários são essencialmente cinzentos, quase “monocromáticos”. Os figurinos dos candidatos a imigração lembram o dos trabalhadores do filme Metropolis(1927), de Fritz Lang, por sua vez inspirados nos coros expressionistas. Indivíduos massificados, mecanizados e sem identidade. “Números” vestidos em uniformes minimalistas padronizados. 3% aposta no minimalismo dos cenários, figurinos e diálogos, na intimidade das cenas, proximidade dos personagens. Minimalista também são os diálogos e o roteiro. O piloto acena com a possibilidade de uma série de ficção científica genuinamente brasileira e viável, livre da necessidade de efeitos especiais sofisticados que caracterizam os blockbustersamericanos. Nesse sentido, 3% parece corroborar a minha tese de que uma “terceira via” da ficção científica brasileira ainda seja possível, uma alternativa à “primeira” (a do cinema de grande orçamento, pleno de recursos tecnológicos) e à “segunda” via (a dos filmes B ou, por extensão, trash movies). Centrado num roteiro de suspense, 3% investe na mise-en-scène mais intimista dos espaços fechados e da ação baseada em diálogos.
Rodado com câmeras Red One com capacidade de resolução de 4K (aproximadamente 8 milhões de pixels), 3% é parcimonioso nos planos gerais com grande profundidade de campo, privilegiando closes ou planos mais próximos. Uma opção plenamente compreensível numa produção de recursos modestos que pretende lidar com temática fantástica. >> CRONOPIOS – por Alfredo Suppia
“The Fortuitous Meeting of Gerard van Oost e Oludara”, noveleta de fantasia baseada no Brasil colonial, recebeu mais uma honra este ano quando foi escolhida como melhor ficção publicada na revista Realms of Fantasy durante o ano de 2010. A seleção foi feito pelos leitores, e a noveleta empatou a votação com outra noveleta, “Queen of the Kanguellas”, escrita por Scott Dalrymple.
A noveleta é a primeira em uma série intitulada A Bandeira do Elefante e da Arara, ou The Elephant and Macaw Banner, sobre dois aventureiros no Brasil do século XVI. Esta primeira história está disponível no Brasil sob o título de “O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara” no livroDuplo Fantasia Heróica (Devir Livraria), junto com a noveleta “A Travessia” por Roberto de Sousa Causo.
A segunda noveleta da série tem lançamento marcado para agosto, também pela editora Devir Livraria. Mais informação sobre a série pode ser encontrada no site:www.eamb.org/brasil.
Christopher Kastensmidt batendo um papo com escritor premiado Paolo Bacigalupi e artista premiado Barry Deutsch
O projeto “Pensando o futuro de Macaé” da Secretaria de Educação ganhou, nesta quinta-feira, 19 de maio, o Prêmio de Responsabilidade Social da Revista Visão. A cerimônia ocorreu às 19h na Cidade Universitária no último dia da IV Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos com as presenças de Fernanda Falquer (Onip), Rita Bersot (Acim), Aristóteles Riani (Sebrae-RJ), Gustavo Miguelez (Instituto Crescer), Rita Ippolito (consultora) e dos realizadores do Prêmio, os diretores da Revista Visão Socioambiental Bernadete Vasconcellos e Martinho Santafé, além do secretário de Meio-Ambiente, Maxwell Vaz, que entregou o prêmio, e da vice-prefeita, Marilena Garcia.
O projeto foi criado pelo escritor e jornalista Clinton Davisson em 2009 e visa o incentivo da leitura em salas de aula através da ficção científica e propondo conexões interdisciplinares envolvendo língua portuguesa, literatura, ciências, educação artística, geografia e história. Tudo isso a partir de seu livro “Hegemonia – O Herdeiro de Basten”, que é considerado um dos mais importantes do gênero escrito no Brasil. “A idéia veio durante um encontro durante um evento em São Paulo, chamado Fantasticon, onde foi sugerido que o caminho, para os escritores de fantasia e ficção científica no Brasil, estava em buscar uma interação maior com as salas de aula para formar novos leitores. Depois de uma experiência bem sucedida em Rio das Ostras, a idéia cresceu e tomou proporções maiores em Macaé e o livro está em todas as 110 escolas do município. Podemos citar o diretor de cinema, Ed Wood, quando digo que devemos incentivar nossos estudantes a começar desde cedo a pensar no futuro, porque é lá que passarão o resto da vida deles”, conta Clinton que dedicou o prêmio à coordenadora de Leitura da Secretaria de Educação, Maria Georgina de Sousa. “Ela leu o livro e se empolgou muito. Organizou as visitas em sala de aula, falou com professores das bibliotecas escolares e convenceu a todos que era possível. Sem ela, a coisa não decolaria do jeito que decolou”, completa.
Em novembro de 2010, o projeto já havia ganhado em São Paulo o prêmio Mary Shelley por incentivo a leitura de ficção científica em salas de aula. A entrega foi realizada durante o maior encontro nacional de aficionados do gênero. Este ano, o projeto entra em nova fase e lançará um concurso de contos entre os alunos com o tema: “Como será Macaé no futuro”.
O livro mistura fantasia e ficção científica ao contar a história de um jovem que estudou em uma civilização avançada durante anos e depois retorna para seu planeta subdesenvolvido e participa de uma guerra que envolve humanos, sereias, fadas e dragões. O autor afirma ter se baseado na própria vivência em Macaé para criar a obra, que conquistou elogios internacionais e ganhou prêmios em todo o Brasil, incluindo o prêmio Nautilus da revista Scifi-News.
A vice-prefeita, Marilena Garcia, ressaltou a importância de reflexões sobre o futuro do município. “O petróleo é um recurso limitado. Mesmo com as novas descobertas do pré-sal, que propicia uma sobrevida, temos que pensar em alternativas para o futuro de nossa cidade. Isso é obrigação de cada cidadão que vive aqui”, diz. >> PURPLEALIENS – por Equipe Semed
O autor brasileiro Raphael Draccon, 29 anos, da trilogia de fantasia Dragões de Éter (Editora Leya) lançou o livro Espíritos de Gelo, criado exclusivamente para GaiLivro de Portugal.
Raphael é o primeiro autor da nova geração brasileira de ecritores de fantasia a publicar na Europa. A proposta da editora é montar uma série de terror inspirada em lendas urbanas, com livros e preços populares (€ 7.90) e com um design estilo “old school”.
O livro faz parte de uma nova coleção intitulada “Mitos Urbanos” que a editora portuguesa desenvolveu, e foi apresentado na Feira do Livro de Lisboa (http://www.feiradolivrodelisboa.pt/) no espaço LeYa. O evento contou com a presença do autor portugues Fernando Ribeiro, um dos autores portugues dessa coleção. No evento também foi transmitido um vídeo do Raphael contando um pouco sobre o enredo do livro e sua carreira até o momento.
A Gailivro já publicou em Portugal títulos como Crepúsculo e Eragon.
Sobre o livro:
Um homem acorda acorrentado com os braços para cima em uma sala escura, com dois torturadores vestidos com detalhes masoquistas ao lado e um interrogador baixinho, com a cabeça desproporcional ao corpo, vestido com roupas sociais e uma camisa surrada do Black Sabbath.
Eles o informam que ele acordou em uma banheira sem um rim e sofreu um choque amnésico, que o impede de lembrar os detalhes. Assim sendo, eles partem do princípio de que outros choques traumáticos podem desbloquear essas memórias, se necessário. E em meio ao interrogatório, se iniciam as piores partes.
O livro faz referências à lenda urbana da banheira de gelo, às lendas ao redor da história do rock’n roll e até às motivações e psicologia ao redor da própria criação de lendas desse tipo.
Fotonovela Carnivale SteamPunk realizada pela Loja Paraná no intuito de divulgar o movimento SteamPunk no Brasil. A idéia da historieta é ser engraçada e divertir. Todas as personagens foram criadas e idealizadas pelos integrantes da Loja Paraná: http://pr.steampunk.com.br/
Este é o ano em que a franquia Ultra, a mais antiga marca de super-heróis japoneses, completa 45 anos. As comemorações se iniciaram já em 2010, com o lançamento deUltraman Zero The Movie, mas o filme não emplacou nos cinemas, amargando apenas o décimo lugar no lançamento, caindo mais ainda nos dias que se seguiram. Para se ter uma ideia de comparação, o filme Let´s Go Kamen Riders, lançado em primeiro de abril deste ano para comemorar os 40 anos da igualmente famosa franquia dos Kamen Riders, ficou duas semanas em primeiro lugar nas bilheterias japonesas. Obviamente isso não quer dizer que o filme de Ultraman Zero, lançado no último dia 22 de abril em DVD e Blu-ray no Japão, seja ruim ou de baixa qualidade. Ao contrário, todos os trailers mostraram imagens de impacto em uma produção de alto nível, bem à frente da concorrência. Mas teriam os Ultras ficado para trás e a marca está desaparecendo lentamente conforme seus astros do passado envelhecem? É o que veremos analisando as atividades anunciadas para este ano.
Zero Ultimate Force – Fraco nas bilheterias
EVENTOS E ESPECULAÇÕES
Susumu Kurobe, o Hayata (forma humana do primeiro Ultraman), já anunciou várias vezes sua aposentadoria. Em 2007 ele achava que tinha interpretado Hayata pela última vez, em dois episódios de Ultraman Möebius. Voltou atrás e em 2008 atuou em Superior Ultra 8 Brothers, o maior sucesso da Tsuburaya nos cinemas até hoje e anunciou que aquela seria sua despedida oficial, pois já estava com quase 70 anos na época. Diga-se de passagem, estava (e está) mais inteiro do que Koji Moritsugu, o Dan Moroboshi(Ultraseven), que é cinco anos mais jovem.Em 2009, voltou à ação no mais bem produzido filme da franquia, que apresentou pela primeira vez Ultraman Zero, o filho de Ultraseven. No filme de Zero de 2010, Kurobe apenas fez a voz do herói transformado, assim como todos os outros veteranos. Talvez tenha sido esse o grande erro, apostar o filme em personagens e atores desconhecidos do grande público. Três heróis clássicos da Tsuburaya – Fireman, Janborg Ace e Mirrorman – foram repaginados como Glenfire, Janbot e Mirror Knight e dividiram a cena com Zero. Os Ultras originais ficaram relegados a segundo plano na aventura. Depois do fiasco da ideia nos cinemas, fica difícil imaginar que o estúdio não faça uma oferta para que alguns veteranos voltem à ação, não apenas fazendo a voz do herói transformado, mas também suas identidades humanas.
Ultraman Premium: Veteranos de volta à ação ao vivo
A prova de que eles não estão “velhos” demais é que entre primeiro e cinco de maio, em Nagoya, será apresentado o evento Ultraman Premium 2011. Consiste em uma aventura teatral com Susumu Kurobe, Koji Moritsugu e Ryu Manatsu interpretando novamente Hayata, Dan Moroboshi e Gen Ootori (Ultraman Leo), ao lado deShota Minami (Reimon, da sérieUltra Galaxy). Se estivessem mesmo incapazes para rodar um filme, devido à idade, como estão bem para uma peça de teatro, onde tudo é ao vivo, em tempo real? A peça ainda tem Shigeki Kagemaru(o Shinjo da série Ultraman Tiga – na foto, ele está com uma gravata vermelha), com história de Keiichi Hasegawa (Ultraman Dyna, Nexus, Ultraseven X, Kamen Rider W), e a direção é de Hirochika Muraishi, veterano diretor de Ultraman Tiga, Dyna e do clássico Cybercop.
Além da peça, o evento irá apresentar o grupo Voyager, criação da Tsuburaya Pro. para executar os temas de seus personagens. Formado por um rapaz e três garotas, o Voyager atua desde 2009 e tem um ótimo trabalho de harmonias vocais e repertório pop-rock. É absurdamente superior às Kamen Rider Girls, banda formada pela Toei e a gravadora Avex Trax para a trilha do recente Let´s Go Kamen Riders. A performance vocal delas (audivelmente trabalhada em estúdio pra arrumar a desafinação) e o arranjo medonho de rap destruíram a famosa canção tema do primeiro Kamen Rider, regravada para o novo filme.
Voyager: Músicas de qualidade
Falando em filmes, para o final do ano um novo longa será lançado, encerrando a trilogia de batalhas entre Ultraman Zero e o maligno Ultraman Belial. Resta saber se os Ultras irão marcar presença forte no filme ou se novamente serão coadjuvantes. Como o filme anterior lançou um supergrupo, o Zero Ultimate Force, formado por Zero, Janbot, Glenfire e Mirror Knight e deixou a história em aberto para uma conclusão, pode-se dizer que o estúdio terá que conciliar muito bem personagens e interesses comerciais.
E ainda o público japonês verá o tradicional Ultraman Festival, que neste ano acontecerá de 22 de julho a 28 de agosto, em Tokyo, com exposição, performances, vendas de produtos e diversas atrações.
ULTRAMAN RETSUDEN – A NOVA SÉRIE
Como preparação para o novo filme, que deverá ser repleto de Ultras, a Tsuburaya irá lançar uma nova série, na verdade uma coletânea de cenas das séries e filmes, explicando características de heróis e monstros da franquia. O “apresentador” será Ultraman Zero, que irá aprender sobre todos os heróis que o antecederam, reunindo todas os Ultras de diferentes dimensões e linhas cronológicas, uma tendência que tem se fortalecido nos últimos anos.
Zero tem a voz do famoso dublador Mamoru Miyano (Light Yagami emDeath Note), sendo que seu hospedeiro humano, Ran, é vivido por Yu Koyanagi. A presença de nenhum dos dois foi confirmada, mas Miyano deve reprisar seu papel, pois tem gravado a voz de Zero para especiais em DVD e até para a já citada apresentação teatral. Por outro lado, a Tsuburaya já confirmou a presença de alguns convidados ilustres, a saber: Hiroshi Nagano(Daigo, o Ultraman Tiga), Takeshi Tsuruno (Asuka, o Ultraman Dyna),Takeshi Yoshioka (Gamu, o Ultraman Gaia) e Taiyou Sugiura (Musashi, oUltraman Cosmos), que deverão apresentar segmentos do programa. Vários outros convidados irão aparecer, nessa série comemorativa do aniversário da franquia. Indicado para iniciantes no Universo Ultra ou para os colecionadores hardcore, Ultraman Retsuden (Ultraman – Biografias) será exibido toda quarta às 18h00 na TV Tokyo, com início em 6 de maio. Voltando ao campo das especulações, não será surpresa nenhuma se os Tiga, Dyna, Gaia e Cosmos retornarem para “salvar” o próximo filme do risco de novo fiasco. Se isso acontecer, será outro problema de excesso de personagens para o roteirista resolver.
A franquia Ultra tem se renovado, atualizado valores de produção e distanciou-se de padrões que, de tanto serem insistidos, viraram estigmas. Mas uma parcela enorme do público, e mesmo fãs de tokusatsu, sequer tem vontade de assistir, pois esperam já que verão algo batido. Ultra Galaxy, o longa de 2009, apresentou cenários em CG, trilha exuberante de Mike Verta, compositor deHollywood e distribuição da Warner Bros. atestando a qualidade internacional da película. Respeitando o passado e atualizando histórias e efeitos, a Tsuburaya tem produzido um bom material para fãs e para novos públicos, mas enfrenta agora o peso de seus 45 anos de aventuras.
A renovação técnica e estrutural do Universo Ultra aconteceu, mas de tão tardia, pouca gente tem se interessado. Eis o grande desafio do estúdio: fazer da marca Ultraman continuar relevante para os próximos anos e atrair novos fãs sem perder os antigos.
Finalizando, um divertido vídeo lançado em abril pela empresa ABC Housing, que cria casas visando conforto e praticidade, mostra os Ultras relaxando como pessoas normais.
A FUNDAÇÃO ULTRAMAN
A Tsuburaya lançou a Ultraman Foundation, especialmente para ajudar as crianças nas áreas atingidas pelo grande terremoto e tsunami de 11 de março.
Em seu site oficial, a entidade divulga mensagens e presta contas de suas atividades para arrecadação. Mais uma das muitas ações criadas pela mídia japonesa para apoiar seus cidadãos nesse momento difícil. >> SUSHI POP – por Alexandre Nagado
A Comissão Organizadora do Troféu HQMIX está realizando uma campanha para recadastrar todas as pessoas que votam no prêmio, considerado o principal do mercado de quadrinhos. A ideia é ter informações mais detalhadas sobre cada eleitor.
Esse processo servirá também para a inscrição de novos votantes. Assim que o e-mail chegar à Comissão, o eleitor receberá uma resposta da Comissão do HQMIX.
O votante inscrito terá, futuramente, serviços exclusivos, como descontos em livrarias, jornal da Associação dos Cartunistas do Brasil, informações sobre promoções e sorteios de originais de desenhistas e materiais de desenho. Mas o cadastramento é só para profissionais da área.
Para se cadastrar ou recadastrar, é simples. Basta que você preencha as informações a seguir e envie para o e-mail hqmix@yahoo.com.braté o dia 30 de maio de 2011. A ficha é a seguinte:
Nome:
Endereço:
RG:
Telefone de contato, com DDD:
Área de trabalho (anotar uma ou mais em que se enquadra)
( ) roteirista
( ) desenhista
( ) colorista de HQ
( ) editor
( ) jornalista especializado
( ) editor de blog/site de HQ e humor gráfico
( ) pesquisador ou professor da área de quadrinhos e humor gráfico
( ) outros
Blog ou site pessoal:
E-mail para votação (importante: use um endereço que não contenha antispam):
Resumo curricular (de três a dez linhas):
As fichas irão para a Comissão Organizadora e o eleitor (ou candidato a eleitor) receberá uma resposta.
Em paralelo, a Comissão já está divulgado em seu blog alguns do pré-indicados ao prêmio de 2011. Para conferir, click aqui.
"A Terra é azul", disse o soviético Yuri Gagarin em 12 de abril de 1961, em órbita a 300 km da superfície do planeta, inaugurando a história da exploração humana ao espaço
Há 50 anos, no dia 12 de abril de 1961, o soviético Yuri Alekseyevich Gagarin (1934-1968) viu algo que nenhuma outra pessoa na história havia observado: a própria Terra. Nos 108 minutos entre lançamento e retorno à superfície, a Vostok 1 pôs o cosmonauta no espaço e imediatamente na história.
“A Terra é azul”, disse Gagarin de uma altitude de 300 quilômetros ao controle da missão. Quatro anos antes a então União Soviética havia lançado o primeiro satélite, o Sputnik. Depois, o primeiro animal, a cadela Laika. Com o primeiro homem, a corrida espacial parecia ganha logo após ter começado, restando aos Estados Unidos ambicionar chegar primeiro à Lua, o que conseguiram em 1969.
Mas em abril de 1961 a notícia era Gagarin, uma celebridade internacional instantânea, que passou boa parte dos sete anos seguintes – até sua morte em acidente com um caça Mig – em viagens pelo mundo como representante maior do programa espacial soviético.
No Brasil, esteve no mesmo ano, no fim de julho e início de agosto, quando foi recebido por multidões em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na época, não havia relações diplomáticas entre o Brasil e a União Soviética, o que não impediu de ser saudado como herói. O filho de fazendeiros recebeu do então presidente Jânio Quadros a Ordem do Cruzeiro do Sul, concedido a personalidades estrangeiras.
Poucos se lembram de Alan Shepard ou Scott Glenn, que subiram ao espaço em seguida, mas Gagarin foi tão popular a ponto de o nome Yuri ser preferido para batizar legiões de meninos pelo mundo nos anos seguintes, inclusive no Brasil. A imagem do sorridente cosmonauta virou propaganda máxima de um país e um regime que lutava para vencer a pobreza ao mesmo tempo em que disputava a liderança política mundial com os Estados Unidos.
Para celebrar os 50 anos do voo de Gagarin, o escritor e cineasta inglês Christopher Riley, pesquisador visitante na Universidade de Lincoln, no Reino Unido, produziu First Orbit, que pode ser assistido pela internet, pelo endereçowww.firstorbit.org.
O filme usa imagens feitas pelas tripulações da Estação Espacial Internacional e contou com ajuda da Agência Espacial Europeia para recriar a viagem histórica da Vostok 1 e mostrar o planeta de forma como Gagarin pode tê-lo admirado em 1961.
Para comemorar a data, estão previstos outros 444 eventos em 70 países, de acordo com o Yuri’s Night, projeto mantido por um grupo internacional para celebrar o 12 de abril de 1961.
Com o fim da série “Harry Potter” este ano, a Warner e o produtor da franquia, David Heyman, não perderam tempo e compraram os direitos de uma outra série literária de fantasia que eles planejam levar para os cinemas em breve. Segundo o The Wrap, Heyman vai produzir junto com Jeff Clifford (“Sexo Sem Compromisso“) a trilogia literária francesa de Eli Anderson “As Aventuras de Oscar Pill“.
A série já faz um grande sucesso na Europa e já foi inclusive transformada em mangá. Aqui no Brasil, apenas o primeiro volume foi publicado pela editora Agir/Ediouro. A primeira parte é “A Revelação dos Médicus”, seguido por “Os Dois Tronos” e “O Segredo da Eternidade”.
Oscar Pill é um adolescente muito comum até o dia em que descobre que tem o poder de entrar dentro do corpo humano e que pertence à Ordem de Médicus. Sua missão é combater seus inimigos, os Pathologus. Ele vai viajar por cinco mundos fabulosos do corpo humano para encontrar um troféu em cada um e poder seguir para o próximo mundo. Ele também vai tentar encontrar as causas misteriosas da morte de seu pai, um grande Médicus. No primeiro livro da série, Oscar descobre que ele é um Medicus e segue para Cumides Circle para continuar com seu treino, dominar seu poder e se transformar em um dos maiores Médicus de todos os tempos.
A precursora dos livros sobre vampiros românticos, Anne Rice, virá ao Rio de Janeiro em setembro, participar da próxima Bienal do Livro. A informação é da editora Rocco.
A escritora norte-americana, autora de “Entrevista com o Vampiro” e “A Rainha dos Condenados”, ambos adaptados para o cinema, já vendeu mais de 75 milhões de cópias de seus livros em três décadas de carreira.
Detentora dos direitos de publicação dos livros da escritora no Brasil, a Rocco – que desde 2009 vem reeditando a obra completa da autora com novo projeto gráfico – prepara para o segundo semestre o lançamento de “De Amor e Maldade”, continuação do recém-lançado “Tempo dos Anjos”. >> PIPOCA MODERNA – da Redação
Daqui a três meses, no dia 1º de julho, terá início a VII edição do Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre. O festival irá ocorrer até o dia 17 de julho.
O Fantaspoa está com as suas inscrições abertas, para curtas e longas-metragens até o dia 22 de abril. Os interessados em obter maiores informações podem acessar o site http://www.fantaspoa.com.
O convidado homenageado desta edição é o ilustre diretor italiano Lamberto Bava. Lamberto é a terceira geração de cineastas da família Bava. Seu avô, Eugenio Bava, era câmera e especialista em efeitos ópticos nos primórdios do cinema mudo italiano. Seu pai, o renomado Mario Bava, trabalhou como diretor de fotografia, roteirista e diretor, tendo trabalhado em mais de 70 filmes ao longo da sua carreira e é lembrado como um dos grandes nomes da era de ouro do Cinema de Horror Italiano.
Após trabalhar 15 anos com seu pai, como assistente de direção e roteirista em diversos filmes, e tendo colaborado com Dario Argento e Ruggero Deodatto, partiu para a direção de seu primeiro filme Macabro (Macabre), roteirizado por, entre outros, o grande cineasta Pupi Avati, em 1980. Lamberto dirigiu mais de 30 filmes em sua carreira, contando com títulos para o cinema e para a televisão, tendo realizado três novos filmes em 2010 e 2011.
A mostra que será apresentada no Fantaspoa conta com 16 títulos: 8 filmes dirigidos por Lamberto Bava e 8 filmes dirigidos por Mario Bava.
O diretor estará presente em Porto Alegre entre os dias 05 e 08 de julho, participando de debates com o público diariamente.
“Laranja Mecânica” (“A Clockwork Orange”, 1971), de Stanley Kubrick, completa 40 anos em 2011. O filme, que retrata uma sociedade futura onde a violência se generalizou, é uma das obras máximas do diretor americano e ganhará uma edição comemorativa em blu-ray, que chega ao mercado (nos EUA) no final de maio.
O pacote traz dois discos com material inédito sobre a produção, o documentário “Turning Like Clockwork” (25 min.), um longo depoimento do ator Malcom McDowell, protagonista do filme no papel do perturbado Alex DeLarge, o documentário “Still Tickin’: The Return of Clockwork Orange” e um making of.
Baseado em novela homônima de Anthony Burgess, “Laranja Mecânica” traz uma linguagem inventada, o “nadsat”, espécie de gíria que mistura inglês e russo e é utilizada pelas gangues de adolescentes na trama. O livro apresenta ainda o termo “ultraviolence” (“ultraviolência” na tradução brasileira), uma forma extrema de violência gratuita praticada pelo protagonista, sua única fonte de prazer.
O título “A Clockwork Orange” encerra um trocadilho encriptado e intraduzível. A palavra “orange” faz alusão a “órang”, “homem” em malaio (mesma raiz da palavra “orangotango). Segundo o próprio autor explicou em um ensaio, o título evoca “uma entidade orgânica, cheia de caldo e doçura e perfume, que é transformada em um autômato”.
Tanto o livro quanto o filme são uma fonte inesgotável de inspiração para o pop. Artistas tão diversos como David Bowie, Kylie Minogue, Lady Gaga e Cavalera Conspiracy já fizeram menção a personagens ou passagens da obra, em suas músicas e clipes.
E se você é fã de “Laranja Mecânica, não deixe de assitir também ao filme “If….” (assim mesmo, com quatro pontinhos), também estrelado por McDowell e considerado uma referência para Kubrick em sua adaptação cinematográfica.
“A Clockwork Orange 40th Anniversary Edition” chega às lojas dos EUA no dia 31 de maio, por US$ 34,99. >> UOL – por Antonio Farinaci
A partir de agora estão iniciadas oficialmente as atividades do Grupo Polígrafos. Para quem não sabe, o grupo receberá inscrições de interessados em estudar e analisar a literatura policial nacional e internacional, bem como formar novos autores para atuarem com esse gênero.
O primeiro passo será levar para o público o workshop LITERATURA POLICIAL E DETETIVESCA – ESTUDO E DESENVOLVIMENTO DA ESCRITA PROFISSIONAL, com duração de seis sábados e começo confirmado para o dia 26 de março agora.
A oficina tem o objetivo de aproximar o interessado em conhecer mais sobre este que é um dos gêneros mais lidos e discutidos da literatura mundial com o sistema de produção de histórias.
Total de 12 horas, 25 vagas, a partir de 18 anos. Inscrições até 18 de março. Aulas aos sábados, das 14h às 16h, a partir de 26 de março, na Biblioteca Viriato Corrêa (Rua Sena Madureira, 298 – Vila Mariana – 04021-050 – São Paulo, SP / Tel.: 11 5573-4017 e 11 5574-0389).
Lá serão lançadas as inscrições para o grupo, que terá blog oficial, twitter, lista de discussão e encontro a cada seis meses para exibição de vídeos, seriados, mesas redondas e outras atrações.
Os dois melhores alunos serão convidados a publicar seus textos em antologias sem pagar nada por isso. Por isso é importante a frequência às aulas para garantir que consigam o intento.
O próximo volume de Jogos Criminais, da Andross, já será uma co-produção entre a editora e o Polígrafos.
O Polígrafos terá encontros constantes em bibliotecas, centros culturais e livrarias, além de contato com editores e autores e dará todas as orientações para que o inscrito consiga adentrar neste meio.
Assim provamos que não é apenas a literatura fantástica que conquista os leitores. Inclusive no workshop será discutido o chamado “policial fantástico” e os meios para trabalhar esta tendência.
Curioso? Comente aqui neste blog ou mande mensagem no twitter para @spereirac2. Outras surpresas estão para acontecer e serão divulgadas com o tempo. Fique ligado!
As histórias em quadrinhos no Brasil estão deixando de ser vistas apenas como forma de entretenimento e diversão infantil. Cada vez mais estudos acadêmicos abordam o fenômeno das HQ´s sobre várias perspectivas com importância social, cultural e econômica. Monografias, dissertações e teses vêm sendo desenvolvidas nas mais diversas áreas da Comunicação, das Ciências Sociais, da Literatura e Lingüística, Educação, entre outras. Políticas públicas que valorizam e estimulam a aplicação e uso das histórias em quadrinhos na sala de aula são implementadas. O número de Quadrinhos Nacionais ganha mais espaço nas bancas e livrarias. Surgem colunas especializadas nos jornais e revistas, programas de TV, adaptações para o Cinema, a TV e até para o Teatro. Os quadrinhos estão se consolidando como a linguagem deste novo século. Esta importância social tem fornecido muitos objetos de pesquisa que muitas vezes precisam ser adaptados pelos pesquisadores com o intuito de divulgá-los nos congressos, simpósio e colóquios das suas respectivas áreas.
O objetivo do evento é reunir os pesquisadores que se dedicam a estudar o fenômeno das Histórias em Quadrinhos nas mais diversas modalidades e áreas e os temas paralelos como Desenhos Animados, Ilustração, Role Playing Games (RPG), e ainda, os movimentos urbanos como os Cosplays, as práticas de Dublagem, a produção de Fanfics e Fanzines, e as adaptações destas produções para outras linguagens como a TV, Teatro e o Cinema. Com isto em vista e com a carência de espaços de discussão na Região Nordeste, propomos a realização do I Encontro Nacional de Estudos sobre Quadrinhos e Cultura Pop.
O evento estará se realizando no mês de julho dentro do “Super-Con”, a Super Convenção, a maior convenção de Cultura Pop do Estado de Pernambuco e adjacências (também é realizado na Paraíba). O evento reúne os fãs de Animes, Mangás, Quadrinhos de Super-Heróis, Dublagem e outras atividades, no centro de convenções da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. A idéia é permitir aos participantes não só o espaço acadêmico de reflexão e apresentação das pesquisas, mas vivenciar o próprio ambiente de análise.
Todos os interessados em participar, podem propor atividades como Mesas-redondas, Grupos de Trabalho (GT´s) e Comunicações Livres deverão enviar (por email para: encontrohq@gmail.com) a ficha de inscrição e um resumo de sua proposta, conforme os critérios de regulamentação até 14/04/2011, para a avaliação por parte da Comissão Científica e posterior publicação nos Anais do Evento.
Solicitamos gentilmente a todos a divulgação do evento.
O Prêmio Abril de Personagens 2010 foi um sucesso. Foram 603 inscritos de todas as partes do país, com projetos de alto nível de qualidade. A comissão julgadora escolheu quatro finalistas, que vão ter seus trabalhos publicados e abertos à votação na internet, além de destacar seis personagens para receber menção honrosa.
A partir de 4 de abril, os internautas poderão ler no site do Prêmio ABRIL de Personagens uma história de cada finalista por semana e dar sua nota aos quadrinhos. Ao final, o vencedor terá sua HQ publicada pela Editora ABRIL.
Começaram nesta semana as inscrições para as I Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos, congresso que será realizado entre 23 e 26 de agosto na USP, em São Paulo.
Há duas formas de participação. Na primeira, a pessoa inscreve um trabalho para ser apresentado. Nesse caso, a submissão dos resumos vai até o dia 31 deste mês.
A segunda maneira de participar é como ouvinte. Mesmo assim, a pessoa precisa se inscrever. Mas, nesse caso, o prazo é um pouco mais folgado, vai até 31 de julho.
Escritor teve falência múltipla de órgãos
e morreu à 1h de domingo (27).
Desde 2003, Scliar era membro da Academia Brasileira de Letras.
Moacyr Scliar fez a abertura do Fantasticon 2010 - IV Simpósio de Literatura Fantástica com o tema "O Fantástico e a Literatura Brasileira"
O escritor gaúcho Moacyr Scliar, 73 anos, morreu na madrugada deste domingo (27) no Hospital de Clínicas em Porto Alegre, por falência múltipla de órgãos devido às consequências de um acidente vascular cerebral (AVC).
Scliar havia sofrido um AVC na madrugada de 16 de janeiro enquanto se recuperava de uma cirurgia no intestino. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, o escritor morreu à 1h, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele deve ser velado neste domingo na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a partir das 14h. O sepultamento será na segunda-feira (28), em cerimônia reservada a familiares e amigos.
Moacyr Jaime Scliar nasceu em 23 de março de 1937, em Porto Alegre. Era casado com Judith, com quem teve um filho, Roberto. Seus pais, José e Sara Scliar, oriundos da Bessarábia (Rússia), chegaram ao Brasil em 1904. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, era especialista em Saúde Pública e Doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública, tendo exercido a profissão junto ao Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência.
Seu primeiro livro, publicado em 1962, foi “Histórias de médico em formação”, contos baseados em sua experiência como estudante. Em 1968, publicou “O carnaval dos animais”, de contos, que considerava de fato sua primeira obra.
Publicou mais de 70 livros de diversos gêneros literários – entre eles, os romances “O Exército de um homem só”, “A estranha nação de Rafael Mendes” e “O centauro no jardim” – e teve textos adaptados para cinema, televisão, rádio e teatro, inclusive no exterior. Era colaborador dos jornais Zero Hora e Folha de S. Paulo. Desde 2003, era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). Scliar ganhou três vezes o Prêmio Jabuti – a mais recente, em 2009, com o romance “Manual da paixão solitária”. >> Do G1, em São Paulo
Quer saber por que os corsets viraram hype na moda? Por que grupos de pessoas se reúnem para fazer picnics vitorianos em várias capitais do mundo? Ou por que raios a nostalgia do passado se infiltra nas tendências do mercado? Mas, afinal o que é steampunk?
O curso já está na terceira edição e acredito que vai ser uma experiência bem bacana, pois falarei sobre um tema que venho estudando desde 2002, o retrofuturismo e a estética steampunk. Meu enfoque será mostrar como um subgênero da ficção científica sai da literatura e transborda para as mais diversas mídias, a cultura, a moda, etc e como ele entrou em voga em tempos de sites de redes sociais e tecnologias.
Conhecido como o Oscar da literatura fantástica por ser votado pelos profissionais da área, o Prêmio Nebula destaca, anualmente, os melhores trabalhos de ficção científica e fantasia publicados nos Estados Unidos. Na edição 2011, um dos finalistas é conhecido do público-leitor do gênero no Brasil. O norte-americano Christopher Kastensmidt, que vive no País há mais de 10 anos e reside em Porto Alegre (RS), está concorrendo na categoria melhor noveleta do Nebula com a história O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara (Devir, 128 pág., R$ 15,90)
Essa primeira aventura da dupla de heróis criada por Kastensmidt fez sua estreia na revista norte-americana Realms of Fantasy (uma das mais importantes da área) em abril de 2010, com o título The fortuitous meeting of Gerard van Oost and Oludara. No Brasil, O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara foi lançado em São Paulo pela Devir Editora no fim de 2010, no primeiro volume da coleção Duplo Fantasia Heróica. Em Porto Alegre, o lançamento ocorreu em janeiro de 2011. Ao contrário da grande maioria dos lançamentos do gênero, essa história é ambientada em território brasileiro.
A série, que terá continuação, é intitulada A bandeira do elefante e da arara, ou The elephant and macaw banner. Para divulgar a série, o escritor criou um site, onde publica arte, notícias e explicações sobre as referências históricas e culturais da série. O endereço é http://www.eamb.org/brasil/.
Assim como os antigos bandeirantes, O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara também rompe o Tratado de Tordesilhas e abre o território e cultura brasileira para a literatura do tipo espada e feitiçaria — engendrada por escritores como Robert E. Howard (criador de Conan) e Fritz Leiber (criador da dupla Fafhrd e Gatuno) —, que combina aventura e criaturas sobrenaturais e fantásticas.
Na noveleta, Kastensmidt apresenta os personagens Van Oost, um aventureiro e viajante holandês, e Oludara, um guerreiro ioruba tomado como escravo. Eles se encontram em Salvador durante o Brasil Colônia, dispostos a, com muita astúcia e coragem, formar uma dupla de herois como nunca se viu.
Christopher Kastensmidt nasceu nos Estados Unidos, mas vive no Brasil há mais de dez anos, residindo em Porto Alegre. Cursou engenharia de computação na Rice University, em Houston, Texas. No Brasil, foi sócio da empresa Southlogic Studios, que mais tarde foi vendida para a Ubisoft, uma empresa multinacional de videogames junto à qual Kastensmidt se tornou diretor criativo. Criou o conceito original e design do jogo brasileiro mais vendido no exterior, o Casamento dos Sonhos, com mais de um milhão de vendas. Atualmente é professor e consultor, especialista em criação de narrativas e propriedade intelectual. Já publicou ficção em diversos países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Dinamarca, Escócia, Grécia, Polônia e República Checa.
PRÊMIO NEBULA – O Prêmio Nebula é organizado pela Science Fiction and Fantasy Writers of America (SFWA – www. www.sfwa.org). A cerimônia de entrega ocorrerá no final de semana de 19 a 22 de maio de 2011, em Washington – DC. Reconhecidos escritores do gênero fantástico como Isaac Asimov, Arthur C. Clarke e Neil Gaiman já foram premiados no Nebula. O site oficial do prêmio é www.nebulaawards.com. A lista completa de finalistas, divulgada no dia 22/fevereiro, está publicada em http://www.sfwa.org/2011/02/2010-nebula-nominees/.
Duplo Fantasia Heróica – O ENCONTRO FORTUITO DE GERARD VAN OOST E OLUDARA, de Christopher Kastensmidt. A TRAVESSIA, de Roberto de Sousa Causo (que também integra a edição)
Onde: Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP)
Endereço: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Butantã, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.
Proposta: divulgação de avanços científicos relacionados às histórias em quadrinhos nas diversas áreas do conhecimento, de modo a promover o intercâmbio de novos saberes e experiências.
Público-alvo: pesquisadores de histórias em quadrinhos, estudantes (doutorandos, mestrandos, graduandos), profissionais da área e interessados em geral.
Formato: conferências, mesas redondas, apresentação de trabalhos orais.
Formas de participação: comunicação oral, ouvinte
Inscrição: no site do evento, a partir de 1º de março
Quanto:
Até 31.03 – Graduandos (R$ 50), pós-graduandos (R$ 100), pesquisadores e interessados (R$ 150)
Até 31.05 – Graduandos (R$ 75), pós-graduandos (R$ 125), pesquisadores e interessados (R$ 175)
Até 31.07 – Graduandos (R$ 100), pós-graduandos (R$ 150), pesquisadores e interessados (R$ 200)
Envio dos artigos (só para quem teve o resumo aceito): até 31 de maio
Aceite dos artigos: até 30 de junho
Obs.:
só poderá submeter artigo quem já tiver efetuado o pagamento da taxa de inscrição
a avaliação dos resumos e artigos será feita pelo Conselho Científico do congresso
os prazos de submissão não serão prorrogados
Eixos temáticos
1) Quadrinhos e literatura
2) Quadrinhos e cinema
3) Quadrinhos e identidade
4) Quadrinhos e história
5) Quadrinhos e humor
6) Quadrinhos e jornalismo
7) Quadrinhos e linguagem
8) Quadrinhos e mercado
9) Quadrinhos e novas tecnologias
10) Quadrinhos e educação
11) Quadrinhos e cidadania
12) Quadrinhos e arte
13) Quadrinhos e cultura
14) Quadrinhos e sociedade
15) Quadrinhos e gêneros textuais/do discurso
Informações para apresentação de trabalhos orais
Só serão apresentados trabalhos orais cujos resumos tenham sido aprovados pela Comissão Científica e cujos trabalhos tenham sido submetidos aos Anais do evento. As apresentações devem ter a duração máxima de 15 minutos. O apresentador poderá utilizar power point. O arquivo deverá ser entregue com antecedência ao responsável pela sala.
Normas para submissão dos resumos
Cada resumo deverá conter, obrigatoriamente:
Indicação do Eixo Temático
Objetivo
Fundamentação teórica
Metodologia
Resultados parciais/conclusões preliminares
Referências bibliográficas
O resumo deverá ter entre 400 e 500 palavras. O prazo final para envio é 31 de março. A data não será prorrogada.
Normas para Submissão de Trabalhos Científicos para os Anais
Os trabalhos científicos deverão ser enviados exclusivamente por meio da área restrita do participante, disponível no site do evento. Não serão recebidos trabalhos enviados por e-mail ou correio.
O(s) autor(es) deverá(ao) obrigatoriamente se inscrever no evento antes do envio do trabalho. Somente os trabalhos aprovados e com o(s) autor(es) inscritos no evento e com pagamento efetivado serão inseridos na programação e publicação dos anais.
Cada autor poderá submeter no máximo 2 trabalhos, desde que em eixos temáticos diferentes.
Cada trabalho poderá ter um autor e até dez coautores.
A avaliação do trabalho será feita pela Comissão Científica após a aprovação do resumo; o trabalho deverá ter no máximo 12 páginas, incluindo as referências, conforme modelo definido pela Coordenação, a ser divulgado.
Mensagens relacionadas ao status de avaliação/aceitação ou não do trabalho serão enviadas por meio de e-mail informado na ficha de inscrição do(s) autor(es).
Os trabalhos que não estiverem de acordo com as normas de submissão serão automaticamente desconsiderados para os anais.
As normas de padronização dos artigos serão informadas no site do congresso.
Projeto Portal é uma revista de contos de ficção científica com periodicidade semestral, editada no sistema de cooperativa. A pequena tiragem — duzentos exemplares de cada número — será distribuída entre acadêmicos, jornalistas e formadores de opinião. Serão no total seis números (de papel e tinta, não online). Cada número da revista homenageia, no título, uma obra célebre do gênero: Portal Solaris, Portal Neuromancer, Portal Stalker, Portal Fundação, Portal 2001 e Portal Fahrenheit.
O que? Celebração do Projeto Portal de ficção científica brasileira. Quando? 12 de fevereiro, das 15h às 17h Onde? Biblioteca Viriato Corrêa – Espaço de Convivência Como chegar?Por aqui. O que acontecerá?
O escritorNelson de Oliveira é o vencedor nacional da edição deste ano do prêmio Casa de las Américas. Ele concorria com a obra Poeira: Demônios e Maldições na categoria Literatura Brasileira.
“O romance se destaca pela eficácia de sua estrutura, que propõe um diálogo entre o discurso do relato e um discurso de paisagens oníricas e níveis elaborados a partir de jogos radicais com a linguagem. Esta dualidade conduz o livro a uma posição renovadora que pretende mostrar o nuevo caminho da ficção tratando de enfrentar um mundo irreverente e caótico”, diz a justificativa do júri.
“O romance é movido pelo impulso da literatura de pensar a si mesma, de se colocar em uma posição de protagonista, de onde pode contemplar as próprias crises. Isso faz do território do livro uma zona de vertigem capaz de proporcionar ao leitor uma experiência cheia de interrogações e dúvidas”, segue o texto.
O júri é formado por Marcos de Moraes (Brasil); Trinidad Pérez (Cuba) e Ricardo Alberto Pérez (Cuba). Os brasileiros Mariana Ianelli (com o livro de poemas Treva Alvorada) e Orlando Senna (com o romance Os Lençóis e os Sonhos) receberam menção honrosa. >> REVISTA VEJA
Esta chamada que você está preste a ler é uma proposta de parceria para um projeto como nunca houve igual na literatura brasileira. Trata-se da intersecção de duas tendências que têm em comum o fato de terem sido historicamente constituídas como marginais: o universo queer e a literatura fantástica.
A Fantástica Literatura Queer será a primeira coletânea de contos de ficção científica e fantasia brasileira dedicada à diversidade sexual, e esclarecemos que nosso objetivo não é meramente publicar um livro, mas criar um marco para a literatura de gênero e sobre gêneros ao compor uma aliança de escritores fantásticos pela promoção da diversidade sexual na cultura brasileira, incluindo não somente a luta pela cidadania de gays, lésbicas e transgêneros, mas também a derrubada de tabus e preconceitos enferrujados dentro da nossa própria literatura.
Esta é uma proposta que diz especialmente respeito a nós, organizadores, e a você, convidado. Desejamos que A Fantástica Literatura Queer esteja bem representada por excelentes escritores gays e lésbicas assumidos, razão pela qual ficaremos muito honrados com a sua participação!
Vamos agora ao que interessa!
No começo havia uma subcultura tão “sub” que era chamada de gueto. E como ocorre a todo gueto, as pessoas que pertenciam a ele eram rotuladas, apontadas, diminuídas, ridicularizadas… Naturalmente, muitas tinham vergonha de assumir e ficavam de rosto vermelho e pernas bambas cada vez que suas preferências eram submetidas ao escrutínio alheio. Era um período obscuro de ignorância e incompreensão, o preconceito não dava tréguas, e não é de admirar que durante décadas tantos preferiram negar, disfarçar, omitir…
Algumas dessas pessoas descobriram à força a natureza mesquinha dos rótulos, que foram feitos para grudar e nunca mais, nunca mais nos deixar em paz. E quem não teme rótulos tão perigosamente grudentos? E quem não considerou, uma vez que seja, viver livre deles?
Mas os novos tempos encetaram uma reviravolta sem precedentes! E o resultado é que hoje eu, você e muitos de nós vencemos o medo do rótulo e temos orgulho de dizer que somos escritores brasileiros de ficção científica e fantasia!
E independentemente de sexo, cor, idade e outros dados tão meticulosamente registrados em nossas certidões de nascimento, carteiras de identidade, títulos de eleitor e perfis no facebook, todos nós já experimentamos a sensação de pertencer a uma minoria, e é exatamente desse sentimento que trata a proposta que você acaba de receber.
A coletânea “Queer” é uma proposta muito especial: será a primeira coletânea de contos brasileira dedicada à literatura fantástica queer, ou seja, relacionada ao universo de gays, lésbicas, bissexuais, transsexuais e transgêneros. E se você pensa que existe alguma bandeira ideológica por trás deste projeto, saiba que não poderia estar mais redondamente certo! A coletânea “Queer” estará comprometida com a afirmação, a visibilidade e a comemoração da diversidade sexual e literária!
Quem pode participar?
Uma vez que a palavra mágica é “diversidade”, o convite está aberto a todos os autores, independentemente da orientação sexual, identidade de gênero, time do coração, fruta favorita ou praia que gosta de frequentar.
Como você pode participar?
Enviando um conto bem escrito que corresponda de forma interessante à proposta da coletânea e que esteja dentro das especificações do projeto.
Quais os critérios de participação?
As histórias deverão obrigatoriamente aludir à diversidade sexual. A presença de personagens gays e lésbicas é desejável, mas não é compulsória. Destacamos que mais importante que o retratoserá o questionamento – em outras palavras, serão priorizados os textos que induzam a pensar sobre o tema.
Como exemplo, o autor poderá apresentar a intracultura de minorias sexuais em contextos alternativos e/ou explorar sua interface com outras culturas; poderá debater papéis de gênero, preconceito e discriminação; fazer referências e reinvenções históricas; construir e desconstruir paradigmas afetivo-sexuais, etc. O importante é que o conto responda de forma criativa à proposta.
Os contos deverão se enquadrar dentro da literatura fantástica em sua ampla definição: ficção científica, fantasiae terror (e seus inúmeros subgêneros: ficção científica hard, ficção científica soft, space opera, utopia/distopia,cyberpunk, steampunk, weird fiction, new weird, pós-humanidade, slipstream, história alternativa, ficção alternativa/mashup, horror, terror, fantasia mitológica, fantasia medieval, fantasia urbana, dark fantasy, etc). Sem restrições quanto ao conteúdo erótico.
Os contos deverão ser inéditos para o meio impresso, e ter entre 5 e 20 páginas (com fonte 12 e espaçamento simples). Cada autor poderá enviar quantos contos quiser, porém apenas um poderá ser selecionado.
Os textos deverão ser enviados em arquivo .doc ou .docx para o e-mail: queerfiction@tarjaeditorial.com.br até o dia 31 de março de 2011.
Todos os contos serão avaliados e apenas serão aceitos aqueles que alcançarem os critérios de qualidade estabelecidos pelos (exigentes) organizadores.
Quantos contos serão escolhidos?
A composição da coletânea será norteada pela qualidade dos contos recebidos e os organizadores incluirão os textos de maior mérito. A estimativa é publicar cerca de 10 contos, mas reiteramos que o critério qualitativo terá prioridade.
Nada ficará no armário!
A coletânea “Queer” está comprometida com a transparência e a visibilidade, portanto não serão publicados contos sob pseudônimos desconhecidos! Os autores participantes deverão estar dispostos a “mostrar a cara”, o que inclui autorizar a publicação de sua foto na contracapa do livro.
Não serão aceitos:
Contos mal escritos, contos excepcionalmente fora das especificações de tamanho, contos anônimos ou sob pseudônimos desconhecidos, textos em qualquer outro formato que não seja conto, contos que não correspondam à proposta da coletânea “Queer” ou que apresentem conteúdo ofensivo e discriminatório de qualquer natureza.
Como será a publicação?
Os autores estarão isentos de despesas. Todos os custos da publicação (incluindo revisão, diagramação, arte de capa e impressão) serão arcados integralmente pela Tarja Editorial. A coletânea será publicada no formato 14cm X 21cm, com tiragem inicial de 300 exemplares.
Os direitos autorais serão divididos igualmente entre os autores publicados na coletânea “Queer” e cada um poderá escolher a forma na qual deseja receber o pagamento, que poderá ser em dinheiro ou em livros.
Previsão de Lançamento:
A organização tem por objetivo lançar a coletânea “Queer” em junho de 2011, ou seja, no mês do orgulho gay e em data próxima à Parada GLBT de São Paulo, no intuito de inserir o lançamento do livro na agenda de eventos da cidade.
Com a publicação do romance Angela entre dois Mundos, de Jorge Luiz Calife, em dezembro de 2010, o selo Pulsar da Devir chega à marca de dez livros publicados.
É um reforço substancial à publicação de ficção científica no Brasil, com títulos particularmente significativos, como os multipremiados romances de Orson Scott Card, O Jogo do Exterminador e Orador dos Mortos; o quarto livro de contos de André Carneiro, Confissões do Inexplicável, a mais volumosa coletânea de FC brasileira já editada; Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica, a primeira antologia retrospectiva da história do gênero no Brasil, e um sucesso de vendas; Tempo Fechado, do escritor cyberpunk Bruce Sterling, romance que antecipou as mudanças climáticas globais; Trilogia Padrões de Contato, de Jorge Luiz Calife, reunindo pela primeira vez três romances clássicos da FC brasileira em um único volume; Anjos, Mutantes e Dragões, o primeiro livro de contos do destacado autor brasileiro de FC e fantasia, Ivanir Calado; e o quarto romance de Calife, Angela entre dois Mundos.
Os Dez Títulos da Pulsar:
1. O Jogo do Exterminador (Ender’s Game), Orson Scott Card
2. Confissões do Inexplicável, André Carneiro
3. Orador dos Mortos (Speaker for the Dead), Orson Scott Card
4. Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica, Roberto de Sousa Causo, ed.
5. Tempo Fechado (Heavy Weather), Bruce Sterling
6. Trilogia Padrões de Contato, Jorge Luiz Calife
7. Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica: Fronteiras,Roberto de Sousa Causo, ed.
8. Xenocídio (Xenocide), Orson Scott Card
9. Anjos, Mutantes e Dragões, Ivanir Calado
10. Angela entre dois Mundos, Jorge Luiz Calife
Os títulos da Pulsar contam com traduções de especialistas em ficção científica como Carlos Angelo e Sylvio Monteiro Deutsch, e artes de capa de artistas talentosos como Vagner Vargas e Felipe Campos. Para o futuro imediato, a Pulsar promete manter o alto nível e a ousadia editorial que a tem caracterizado até aqui.
Alguns dos Próximos Lançamentos do selo Pulsar:
O Último Teorema (The Last Theorem), de Arthur C. Clarke & Frederik Pohl. Um complexo romance de primeiro contato com inteligências alienígenas e de política internacional, é o último livro escrito por Clarke, o grande mestre da ficção científica, morto em 2008.
Os Filhos da Mente (Children of the Mind), de Orson Scott Card. Romance que fecha o primeiro ciclo de aventuras de Ender Wiggin, iniciado com o multipremiado (Prêmios Hugo e Nebula) O Jogo do Exterminador (Ender’s Game), um best-seller com mais de dois milhões de exemplares vendidos no mundo.
The Windup Girl (ainda sem título em português), de Paolo Bacigalupi. O romance ganhador dos Prêmios Hugo, Nebula e Locus de 2009, é um dos mais premiados livros de estréia de um autor de ficção científica, comparável apenas a Neuromancer (1984), de William Gibson.
A Cidade e as Estrelas (The City and the Stars), de Arthur C. Clarke, marcará o retorno às livrarias brasileiras deste que é o principal romance da melhor fase do mestre inglês da ficção científica, um dos grandes nomes do gênero no século 20 e autor de 2001: Uma Odisséia no Espaço.
Assembléia Estelar: Histórias de Ficção Científica Política, organizada pelo jornalista e cientista político Marcello Simão Branco, é a primeira antologia internacional com esse tema montada no Brasil. Com histórias de André Carneiro, Ataíde Tartari, Bruce Sterling (EUA), Carlos Orsi, Daniel Fresnot, Fernando Bonassi, Flávio Medeiros, Henrique Flory, Luís Filipe Silva (Portugal), Miguel Carqueija, Orson Scott Card (EUA), Roberto de Sousa Causo, Roberval Barcellos e Ursula K. Le Guin (EUA).
As Melhores Novelas Brasileiras de Ficção Científica, antologia organizada por Roberto de Sousa Causo, com novelas e noveletas clássicas da ficção científica nacional: “Zanzalá” (1928), de Afonso Schmidt; “A Escuridão” (1963), de André Carneiro; “O 31.º Peregrino” (1993), de Rubens Teixeira Scavone; e “A nós o Vosso Reino” (1998), de Finisia Fideli.
Trilhas do Tempo, de Jorge Luiz Calife. O segundo livro de contos de Calife, autor da Trilogia Padrões de Contato, o grande clássico da ficção científica hard brasileira.
Conheça os autores que, nos dez títulos do selo Pulsar, alargam os limites de como enxergamos a ficção científica nacional e internacional:
Afonso Schmidt
André Carneiro
Berilo Neves
Braulio Tavares
Bruce Sterling
Cid Fernandez
Domingos Carvalho da Silva
Finisia Fideli
Gastão Cruls
Ivan Carlos Regina
Ivanir Calado
Jorge Luiz Calife
Jerônymo Monteiro
Leonardo Nahoum
Levy Menezes
Lima Barreto
Lygia Fagundes Telles
Machado de Assis
Marien Calixte
Orson Scott Card
Ricardo Teixeira
Roberto de Sousa Causo
Rubens Teixeira Scavone
Devir Livraria: “Líder em ficção científica”
Rua Teodureto Souto, 624 – Cambuci – São Paulo-SP, CEP 01539-000
Fone: (11) 2127-8787 – horário comercial
Mais informações: marialuzia.devir@gmail.com
Visite o nosso site: http://www.devir.com.br/
O Espaço Multiverso HQ (Rua Cardeal Arcoverde, 422, Pinheiros, São Paulo/SP) realizará, nos dias 29 e 30 de janeiro, a 7ª Feira de Quadrinho e Arte, evento comemorativo ao Dia do Quadrinho Nacional.
A partir das 9h de 29 de janeiro, até as 18h do dia 30, o público visitante poderá assistir a bate-papos com artistas, editores e pesquisadores de quadrinhos, como Mario Cau (Pieces), Flávio Luiz (O Cabra), Jota Silvestre (Papo de Quadrinho), Guilherme Kroll (Balão Editorial) Rodrigo Febrônio (Banca de Quadrinhos), Nochu Chinen e outros.
Nos dois dias acontecerá a nova edição do Contos da Madrugada, atividade em que os quadrinhistas se reúnem para criar HQs ao vivo, durante toda a feira.
Do início da madrugada de 29 de janeiro até as 6h do mesmo dia, o Espaço Multiverso HQ oferecerá desconto de 70% na compra de várias revistas em quadrinhos.
Relatos steampunk publicados
sob as ordens de Suas Majestades
Com força mundial, a estética steampunk vem angariando cada vez mais fãs brasileiros e portugueses. Seu apelo visual e o rico conteúdo inspirados no século XIX são o combustível certo para a produção de uma literatura que pode ser intensa, mas também descontraída. Descubra o que oito autores maquinaram nesse intricando conjunto de engrenagens que é a imaginação.
O steampunk nasceu como um gênero literário, mas ganhou vida própria e dominou a moda e as artes plásticas, tornando-se cada vez mais conhecido. Se a cultura da era vitoriana virou inspiração para essa estética, em Vaporpunk – Relatos steampunk publicados sob as ordens de Suas Majestades (Draco, 312 pp. 49,90), os organizadores Gerson Lodi-Ribeiro e Luis Filipe Silva imaginaram essa época tão distinta sob a ótica brasileira e portuguesa, repleta de inovações tecnológicas e acontecimentos inusitados.
Com a presença de renomados autores da ficção especulativa dos dois países, Octavio Aragão, Flávio Medeiros, Eric Novello, Carlos Orsi e o próprio Gerson pelo Brasil; Jorge Candeias, Yves Robert e João Ventura por Portugal; a coletânea traz oito noveletas movidas a vapor, disputas políticas, personagens famosos e armas engenhosas.
Tudo isso regado a muita aventura e surpresas, porque mais do que repensar o gênero, Vaporpunk é um convite para conhecer um mundo alternativo, e o que Brasil e Portugal poderiam ter sido com tamanhas novidades.
Sobre os autores:
Gerson Lodi-Ribeiro
Autor carioca de FC e história alternativa. Publicou Alienígenas Mitológicos e A Ética da Traição na edição brasileira da Asimov’s. Autor do romance Xochiquetzal – uma princesa asteca entre os incas (2009), e participou das coletâneas Outras Histórias… (1997), O Vampiro de Nova Holanda (1998), Outros Brasis (2006), Imaginários v. 1 (2009) e Taikodom: Crônicas (2009). Como editor, organizou as antologias Phantastica Brasiliana (2000) e Como Era Gostosa a Minha Alienígena! (2002). Trabalha desde 2004 como consultor da Hoplon Infotainment, sendo um dos criadores do universo ficcional do jogo online Taikodom.
Luís Filipe Silva
É autor de O Futuro à Janela (prêmio Caminho de Ficção Científica em 1991), dos romances Cidade da Carne e Vinganças, e, com João Barreiros, de Terrarium. Tem contos publicados no Brasil, Imaginários v. 2 (2009), Espanha e Sérvia, na antologia luso-americana Breaking Windows, e na antologia representativa da FC europeia em 2007, Creatures of Glass and Light. O seu trabalho mais recente é Aquele Que Repousa na Eternidade, uma novela lovecraftiana. site TecnoFantasia.com.
Octavio Aragão
Doutor e mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes – EBA, UFRJ (2007 e 2002). É professor Adjunto Nível 1 da Escola de Comunicação – ECO/UFRJ. Autor do romance A Mão que Cria (2006) e editor da antologia de contos Intempol (2000). É co-autor do livro Imaginário Brasileiro e Zonas Periféricas (2005), com a professora doutora Rosza Vel Zoladz, e publicou artigos em revistas como Arte e Ensaios e Nossa História.
Jorge Candeias
É português algarvio e tem desenvolvido nos últimos anos intensa atividade nos meios ligados à FC e ao fantástico dos dois lados do Atlântico (embora mais do lado de lá do que de cá, por óbvias razões logísticas). De momento ganha a vida como tradutor, e já tem no currículo um par de traduções de que se orgulha. Também tem no currículo um pequeno livro, Sally, (2002) e contos espalhados por publicações portuguesas, brasileiras, inglesas e argentinas, em papel e em bits.
Flávio Medeiros Jr.
Nasceu e vive em Belo Horizonte. Escreveu durante toda a infância, por isso joga mal futebol. Um dia entendeu que poderia ser médico e escrever como hobby, ou ser escritor e exercer a medicina como hobby. Como a última opção dá cadeia, optou pela primeira. Formou-se em medicina na UFMG e tornou-se oftalmologista. Autor do romance policial de ficção científica Quintessência (2004). Tem contos publicados nas coletâneas Paradigmas 2 (2009), Imaginários v. 1 (2009) e Steampunk (2009).
Eric Novello
É tradutor, escritor e roteirista. Publicou os romances Dante, o Guardião da Morte (2004), Histórias da Noite Carioca (2004) e Neon Azul (2010). Participou de várias coletâneas e co-organizou os primeiros dois volumes da coleção Imaginários e Meu Amor é um vampiro (2010).
site www.ericnovello.com.br
Carlos Orsi Natural de Jundiaí (SP) é jornalista especializado em cobertura de temas científicos e escritor. Já publicou os volumes de contos Medo, Mistério e Morte (1996) e Tempos de Fúria (2005) e os romances Nômade (2010) e Guerra Justa (2010). Seus trabalhos de ficção aparecem em antologias como a Imaginários v. 1 (2009), revistas e fanzines no Brasil e no exterior.
Yves Robert
É licenciado em informática, tem um mestrado em matemática e é professor assistente no IADE – Instituto Superior de Artes Visuais, Design e Marketing. Para além da sua actividade de docente e programador escreve textos publicitários estando especializado na área do marketing directo. Tem vários contos publicados em antologias brasileiras e portuguesas.
João Ventura
Escreve ficção curta que pode ser lida na internet – E-nigma, Tecnofantasia, Épica, Storm Magazine, Contos Fantásticos, Axxón, Quimicamente Impuro, Breves no tan Breves Bewildering Stories, AntipodeanSF. Tem textos publicados também em fanzines e participou em várias antologias – A Sombra sobre Lisboa (2006), Universe Pathways (2006), Grageas ( 2007), Contos de algibeira (2007) Brinca comigo! e outras estórias fantásticas com brinquedos (2009), Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e Desacreditadas (2006). blogue fromwords.blogspot.com
Lançamento no dia 29 de agosto, Domingo, às 12 horas FANTASTICON 2010 – IV Simpósio de Literatura Fantástica
Biblioteca Viriato Corrêa
Rua Sena Madureira, 298 – Vila Mariana – São Paulo, SP
Tel.: 11 5573-4017 e 11 5574-0389
O que é Ficção Científica? O que há nessa expressão que provoca tanto interesse e fascínio em uns, e ao mesmo tempo mexe com o imaginário popular por meio de toda uma simbologia muito específica veiculada principalmente pelo cinema, como robôs, espaçonaves e alienígenas? O que nem todo mundo sabe é que a Ficção Científica começou como um gênero literário e sua manifestação como tal foi e continua sendo uma verdadeira revolução que move a cultura, mais até que o cinema. As três leis da robótica, o ciberespaço, o Second Life, tudo isso existe no mundo real hoje, mas foi criado pelas mentes de escritores de ficção científica. O curso apresentará um panorama da literatura do gênero desde sua criação “explícita” por Hugo Gernsback em 1926, com um passeio pelos antecessores diretos (Jules Verne, Edgar Allan Poe e H.G.Wells) até os dias de hoje, com autores pós-modernos que advogam uma repaginação da Ficção Científica como um gênero híbrido, como Jeff VanderMeer e China Miéville, que trabalham com vertentes como o Steampunk e o New Weird.
O objetivo do curso é mostrar aos alunos, por meio dos clássicos antigos e modernos da literatura do gênero, as mudanças pelas quais o conceito de ficção científica passou ao longo do tempo e sua influência na cultura, não só no cinema nas adaptações, mas também no cotidiano, graças ao advento da cibercultura, dos games e dos dispositivos móveis.
Fábio Fernandes é Jornalista, tradutor. Escritor, roteirista e dramaturgo. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Traduziu obras como Neuromancer, Fundação e Laranja mecânica. É autor do romance Dias de peste (2009).
A Editora Aleph está lançando Kara e Kmam – Segredos de Alma e Sangue, livro que, como o título já diz, revela segredos da saga de sucesso Alma e Sangue.
A nova obra é uma aventura surgida da saga de sucesso Alma e Sangue, da escritora Nazarethe Fonseca. Neste livro, a autora maranhense, que conquistou milhares de fãs pelo país, apaixonados pelo universo vampiresco, faz um mergulho no universo particular de seus protagonistas.
De um lado está Jan Kmam, um vampiro de 400 anos e muitos poderes; do outro, Kara Ramos, sua jovem, bela e enigmática amada, que acaba descobrindo o mundo vampiro guiada por um mestre e amante sem igual. Para não decepcionar Kmam, Kara precisa abandonar os resquícios da antiga condição humana e assimilar as cobranças e regras próprias do modo vampiresco de ser e existir. Tem de ser a melhor no que faz e conseguir se superar cada vez mais para se adaptar a esse mundo.
Porém, um segredo está prestes a ser revelado e colocará o amor de ambos à prova. Sem que a jovem perceba, tal mistério vai colocá-la diante de Ariel Simon, o rei dos vampiros, que acabará por enredá-la numa teia de sedução e desejos proibidos.
Leitura obrigatória para os fãs de Alma e Sangue, Kara e Kmam é também a chave para desvendar os segredos da série. Assim como nos outros livros da autora, os vampiros são retratados como criaturas bem próximas da realidade dos humanos, com capacidade para amar e sofrer, mas também para odiar.
O terceiro volume da saga, Alma e Sangue – O Pacto dos Vampiros, será lançado pela Aleph na segunda quinzena de outubro. A editora já lançou auteriormente Alma e Sangue – O Despertar do Vampiroe Alma e Sangue – O Império dos Vampiros.
Nazarethe Fonseca nasceu em São Luís, Maranhão. Começou a escrever aos 15 anos, após um sonho que se tornaria seu primeiro livro, uma trama policial. Além da saga Alma e Sangue, também publicou contos nas coletâneas Necrópole: Histórias de Bruxaria eAnno Domini. Mora atualmente em Natal, Rio Grande do Norte.
Lançamento no dia 28 de agosto, Sábado, às 16 horas FANTASTICON 2010 – IV Simpósio de Literatura Fantástica
Biblioteca Viriato Corrêa
Rua Sena Madureira, 298 – Vila Mariana – São Paulo, SP
Tel.: 11 5573-4017 e 11 5574-0389
O escritor Bráulio Tavares organizou “Contos Obscuros de Edgar Allan Poe”, uma antologia de contos pouco conhecidos de Poe.Com narrativas científicas, misteriosas, permeadas de terror, horror, suspense e policialescas.
Edgar Allan Poe (1809-1849) foi adotado, encampado ou dissecado pelo surrealismo, pela psicanálise, pelo estruturalismo, pela semiótica e outros movimentos. Inventou o conto analítico detetivesco e foi um dos precursores da ficção científica, sem esquecer que figura também como um dos mais importantes nomes da literatura de terror. Inspirou notáveis compositores, de Debussy a Beatles e Bob Dylan, e foi admirado por escritores como Fernando Pessoa, Machado de Assis, Julio Córtazar. Mas Poe é, sobretudo, o grande mestre do conto. Um lugar inconteste na história da literatura mundial.
Ao longo de quase dois séculos, seus contos foram consagrados e largamente traduzidos e editados. Porém, há ainda alguns pouco conhecidos, exatamente por não figurarem nas correntes antologias do escritor. E é para trazê-los a público que a editora Casa da Palavra lança Contos obscuros de Edgar Allan Poe, organizado pelo escritor Braulio Tavares, especialista em ficção científica e literatura fantástica, autor de celebradas antologias do gênero.
Ao optar pelos contos menos conhecidos do escritor norte-americano, cujo bicentenário foi celebrado em 2009, Braulio buscou se distanciar dos textos célebres e comumente encontrados em edições em todo o mundo. “A maioria das coletâneas de contos de Poe concentra-se em dez ou 15 textos que fizeram sua fama como autor. Esta antologia pretende deixar de lado esses contos mais famosos e oferecer ao leitor outras histórias que também têm qualidades notáveis, mas que foram pouco traduzidas no Brasil”, explica Braulio.
Os 16 contos selecionados oferecem um painel ampliado da expressão literária de Poe, apresentando os contos “Metzengerstein”, “Manuscrito encontrado em uma garrafa”, “Morella”, “O rei Peste”, “Sombra – Uma parábola”, “Silêncio – Uma fábula”, “Como escrever um artigo à moda Blackwood”, “Uma trapalhada”, “Descida no Maelström”, “Três domingos numa semana”, “A balela do balão”, “Um conto das montanhas Fragosas”, “O Anjo do Bizarro”, “Tu és o homem”, “A milésima segunda história de Sherazade” e “A esfinge”.
Em um alentado posfácio, Braulio oferece uma apresentação sobre a vida e a obra do escritor, fazendo ainda uma análise minuciosa dos 16 contos escolhidos. Ao fim dessa jornada é possível entender por que Edgar Allan Poe continua sendo, 160 anos após sua morte, um dos mais contemporâneos escritores da literatura ocidental.
Ilustrado pelo artista plástico paraibano Romero Cavalcanti, Contos obscuros de Edgar Allan Poe, acaba por atender a busca permanente do próprio Poe: a diversidade. É ele quem diz: “Se todos os meus contos estivessem agora à minha frente e eu tivesse a incumbência de compor uma nova seleção, o critério que primeiro ocuparia minha atenção seria o de diversidade e variedade”.
O autor Braulio Tavares nasceu em 1950, na cidade de Campina Grande, Paraíba. Escritor e compositor, ganhou a premiação portuguesa Caminho da Ficção Científica pelo livro de contos A espinha dorsal da memória (1989). É autor dos livros A máquina voadora (1994), Mundo fantasmo (2002) e ABC de Ariano Suassuna (2007). Publicou as antologias Páginas de sombra: contos fantásticos brasileiros (2003), Contos fantásticos no labirinto de Borges (2005) e Freud e O Estranho – contos fantásticos do inconsciente (2007), todos pela Casa da Palavra e com ilustrações de Romero Cavalcanti.
Lançamento no dia 28 de agosto, Sábado, às 18 horas FANTASTICON 2010 – IV Simpósio de Literatura Fantástica
Biblioteca Viriato Corrêa
Rua Sena Madureira, 298 – Vila Mariana – São Paulo, SP
Tel.: 11 5573-4017 e 11 5574-0389
Conn Iggulden, autor da badalada coleção “O Imperador” e co-autor (com seu irmão Hal Iggulden), do best-seller “O Livro Perigoso Para Garotos”, todos publicados, no Brasil, pela Record, estará na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
No dia 13/08 ele estará presente em palestra sobre Literatura Fantástica, às 17h
No dia 16/08 em palestra sobre o livro “O Livro Perigoso Para Garotos”, às 16h, durante esses dois dias ele se encontrará com os fãs dos seus livros para autografá-los.
Conn Iggulden tornou-se mundialmente conhecido com a série “O Imperador”, na qual recria a vida do grande líder Júlio César, com mais de 55 mil exemplares vendidos no Brasil. A série é composta pelos livros “Os Portões de Roma”, A Morte dos Reis” “e “Campo de Espadas”.
O autor´vem ao Brasil para a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo para lançar “Os Ossos da Colina”, terceiro volume da série “O Conquistador”, que reconstrói a saga do imperador mongol Gêngis Khan e de seus descendentes, e tem alcançado o mesmo sucesso da série anterior. Os dois outros livros da série são: “O Lobo das Planícies” e “Os Senhores do Arco”.
Conheça mais sobre os livros de Conn Iggulden publicados pela Editora Record
21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo:
Av. Olavo Fontoura, 1209 (Santana)
* Transporte gratuito sai do Tietê todos os dias do evento, funcionando das 9h00 até as 23h00, na saída da Estação-Shopping
As lendas e personagens históricos de um Brasil ainda em formação servem como fundo de cena para a narrativa “Cira e o Velho” (232 pp., R$ 29,90), que o ilustrador e publicitário Walter Tierno lança em São Paulo, no próximo dia 22 de julho, na Livraria Martins Fontes. Lobisomens, bandeirantes, reis animais e o Quilombo dos Palmares em seus últimos dias compõem o cenário da história.
Publicado pela Giz Editorial, “Cira e o Velho” é uma história de fantasia. Ou uma fantasia histórica, como prefere o autor. Inspirado por fatos históricos ocorridos no Brasil do final do século XVII e personagens do folclore nacional, o autor mistura fatos e lendas para dar vida a Cira, personagem principal do enredo.
Guerreira e bruxa, amaldiçoada pela morte, parente distante das sereias e filha do cobra Norato, ela busca vingança contra o sertanista Domingos Jorge Velho. Contratado pela irmã de Norato, ele matou a mãe de Cira, a feiticeira Guaracy, e a deixou para morrer, com a garganta cortada.
Valendo-se do seu último suspiro, Guaracy evoca um último encanto para salvar a vida da filha, ainda que isso lhe custe a liberdade. Anos mais tarde, Cira ressurge forte, poderosa e amaldiçoada pela própria Morte, que promete nunca vir para levá-la. Em suas andanças, Cira é acompanhada pela menina Nhá e enfrenta a princesa devoradora de mulheres, o guardião dos pés virados, m’boitatás e lobisomens.
A busca de Cira a leva até Palmares, onde aguarda a chegada do Velho, para o acerto final de contas. Lá, ela lutará ao lado dos palmaristas e verá o grande quilombo ser derrotado pelas forças do Velho. Em um misto de realidade e fantasia, a narrativa tem agilidade e construção consistente, cativando o leitor do começo ao fim.
O livro será lançado em noite de autógrafos na Livraria Martins Fontes Paulista, do dia 22 de julho de 2010, das 18h30min às 21h30min. O livro estará à venda no site da editora, na livraria Martins Fontes, na Bienal do Livro de São Paulo e no Fantasticon. Outros locais serão confirmados em breve.
Uma história de fantasia ou uma fantasia histórica, inspirada no Brasil do final do século XVII. Fatos e lendas se misturam e dão vida a Cira, guerreira e bruxa, amaldiçoada pela morte, parente distante das sereias e filha do cobra Norato. Ela busca vingança contra o sertanista Domingos Jorge Velho, que matou sua mãe e a deixou para morrer. Em seu caminho, reis animais, caraíbas, a princesa devoradora de mulheres, o guardião dos pés virados, mboitatás e a irmã de seu pai, Maria Caninana. Cira e Domingos se encontrarão em Palmares, onde lutarão na guerra que derrubará o grande quilombo.
Clique aqui para fazer o download de trechos do livro “CIRA E O VELHO”.
AGENDA
Lançamento do livro “Cira e o Velho”, de Walter Tierno
Dia 22 de julho de 2010
Livraria Martins Fontes Paulista -
Avenida Paulista, 509 – a partir das 18h30.
Mais informações no site do livro: www.ciraeovelho.com.br
Na próxima sexta-feira ‘A Origem’ estréia lá fora e, segundo as críticas, vem para ser o maior lançamento do verão americano e, talvez, do ano. Estão todos encatados com filme e com o brilhantismo de Christopher Nolan, diretor que já provou seu talento nos últimos filmes do Batman e também nos fenomenais ‘O Grande Truque’ e ‘Amnésia’.
Nós teremos que esperar um pouco mais para poder conferir ‘A Origem’, já que a estréia aqui só acontece no dia 6 de agosto. Ainda assim você pode conferir um pouco mais da história aqui. Se trata de uma história em quadrinhos chamada de ‘The Cobol Job’, que acontece antes do início do filme. Pra quem tem um inglês legal e tá curioso para saber mais sobre o filme, fica a dica ai. >> UOL – da Redação
Um dos maiores sucessos do mercado de quadrinhos brasileiro vai ganhar um espaço na internet só para ele. Nesta sexta, entra no ar o site da Turma da Mônica Jovem, gibi que já passou, há muito, da marca de um milhão de exemplares vendidos e completa, em agosto, dois anos de existência. O novo site trará conteúdo exclusivo como wallpapers, previews de futuras publicações, vídeos, mural de recados e outras surpresas para os leitores.
Escritor André Vianco vendeu mais de 500 mil livros no Brasil; publicou 14 pela Novo Século e agora é autor da Rocco também.
Arrastar uma sequência frenética de acontecimentos para deixar o leitor apaixonado pela história. É desta forma que o escritor André Vianco prende o leitor não só pelo pescoço, com suas tramas vampirescas, mas pela curiosidade.
Vianco já vendeu mais de 500 mil livros no Brasil. É um dos autores mais conhecidos pelo público, que tem apreço pelos seres da noite.
Especialista em narrativas de suspense, o autor agora também publicará seus livros pela editora Rocco, além da Novo Século. O escritor faz questão de honrar os fãs e agradecê-los pela repercussão de seus exemplares.
Seu primeiro livro, “Os Sete”, caiu nas leituras do público graças à sua persistência. Desempregado, chegou a vendê-lo de porta em porta até que conseguiu uma editora. Hoje, tem 14 títulos publicados, dois a caminho e uma trilogia prevista para 2011, além de um piloto para adaptar os volumes de “O Turno da Noite” para a televisão.
Em entrevista à Livraria da Folha, Vianco fala sobre a literatura de horror no Brasil, os vampiros adolescentes que ocupam as prateleiras e a atração que essas criaturas exercem sobre as mulheres.
*
Livraria da Folha: Por que você decidiu escrever sobre vampiros? André Vianco: Eu desde pequeno assistia e lia muitas histórias de terror. O vampiro dividia um espaço ali no panteão das criaturas noturnas, lado a lado com lobisomens, almas penadas e congêneres. Quando cheguei à adolescência, comecei a escrever minhas histórias e aos 23 anos de idade eu escrevi meu primeiro romance pra valer, carregado por anjos e demônios em guerra ["O Senhor da Chuva" ] e, quando terminei esse primeiro livro, pensei, agora quero escrever uma história de vampiros, foi aí que surgiu “Os Sete” em minha cabeça.
Como foi o processo de criação dos seus primeiros livros? Qual foi o primeiro livro de vampiros que você leu? Gostou, se identificou?
O processo de criação dos primeiros livros foi bem espontâneo, aquela coisa de experimentação, de não saber muito bem como é que se faz a coisa, mas tendo dentro de mim uma vontade danada de contar uma história. A primeira coisa que li sobre vampiros nem romance era, foram HQ’s da “Cripta do Terror”, adorava aquilo.
O que você acha da retomada da produção literária de romances com temática de vampiros?
Nem enxergo muito isso como uma retomada, quem gosta de literatura de terror e fantasia nunca passou vontade quando o assunto era vampiro, sempre tem um livro ou outro saindo por aí que aborde os sanguessugas. Meu primeiro livro de vampiros saiu em 2000, “Os Sete”, de lá para cá já bateu os 100 mil livros vendidos.
Você já leu “Crepúsculo”? O que você acha da escrita da Stephenie Meyer?
Li um trecho do primeiro romance. Dá pra ver que ela é uma boa contadora de histórias e acertou em cheio com a saga Crepúsculo.
Como você explica o sucesso desses romances com o público feminino?
No meu entender, creio que isso vem acontecendo desde que o cinema aplicou suas fórmulas comerciais nos filmes com vampiros, aos poucos eles foram deixando de ser os monstros terríveis que eram para passar a disputar a mocinha com mocinho e bem, agora, com os livros da Meyer, encarnaram o próprio mocinho. Toda mulher sonha em ter na vida um parceiro maravilhoso. Edward não é adorado só porque tem super poderes vampíricos, é adorado porque é super parceiro, super romântico e etc.
Concorda com aqueles que acusam esses novos autores de deturparem o mito do vampiro?
Não, não concordo. O mito do vampiro é mutante por natureza e acho que em literatura e cinema vale muito extrapolar, subverter o mito, buscar um jeito diferente de contar a mesma história.
O que você acha da produção de literatura de terror/horror no Brasil?
Acho que está crescendo em volume e qualidade, mas essa produção ainda se ressente de um pouco mais de ousadia. Falta ousar escrever histórias mais piradas. A maioria dos escritores fica olhando demais o que andam fazendo lá fora e tentando emular aqui no Brasil.
Você tem planos de escrever livros que não sejam de temas sobrenaturais?
Sim, tenho. Uma coisa que não me falta é ideia para uma boa história. Da última vez que contei, tinha mais de 70 argumentos para desenvolver uma narrativa. E no meio disso tenho comédias, roteiros de cinema, peças de teatro, séries para TV, romance sertanejo, tem de tudo um pouco.
Você tem contato com outros escritores brasileiros que tratam de vampiros? Se sim, conte-nos como é.
Tenho contato com colegas que escrevem um bocado e escrevem bem, como Kizzy Ysatis, Giulia Moon, Martha Argel, Nelson Magrini e muitos outros. Frequentamos eventos ligados ao terror e fantasia e, vira e mexe, acabamos numa mesa de bar, batendo papo. Escritores de livros de vampiros são bem normais no fundo, no fundo.
Por que decidiu mudar da Novo Século para a Rocco? Perguntamos, porque durante sua palestra na Bienal do Livro do RJ 2009 você declarou que havia recebido várias propostas, mas permaneceria na Novo Século.
Permaneceria e permaneci. Não mudei da Novo Século, primeiro porque tenho uma relação que transcende o mero contato profissional. A Novo Século acolheu meus textos, me orientou no início da carreira e continua fazendo isso até hoje, é uma editora e tanto. A Rocco chegou para ampliar meus horizontes e não tenho a menor dúvida de que será uma parceira de tanto valor quanto a da Novo Século.
Você continuará publicando também pela Novo Século. Gostaríamos de saber se haverá alguma diferença entre os tipos de narrativas publicadas pela Novo Século e pela Rocco?
A Rocco irá trabalhar com meus textos novos de fantasia, romance romântico e contos. Temos um projeto muito interessante que será trabalhado ao longo dos próximos anos, é um projeto grande e desafiador. A Novo Século continuará publicando minhas histórias de terror. Para o leitor, resta a certeza de que tem muita história boa vindo por aí e tratada por boas mãos.
Você está produzindo um episódio piloto de uma série televisiva baseada nos três volumes de “O Turno da Noite”. Será exibido em qual canal? Você teve que realizar muitas mudanças para adaptar a narrativa ao roteiro que lhe foi exigido?
Existem alguns canais interessados, mas a série ainda não foi vendida. Como ainda é um projeto independente, pude trabalhar mudando pouquíssima coisa, mais ajustando para a linguagem e aos meios de produção.
“O Caso Laura” será lançado quando pela Rocco? É um livro policial, certo? Fale um pouco sobre a história.
Exato. “O Caso Laura” é um policial dark, bem misterioso. A história gira justamente ao redor de Laura, que toda tarde, na hora de seu almoço, se encontra com um homem. Quando o investigador particular contratado para flagrar Laura passa a prestar a atenção nesse estranho homem é que a coisa pega fogo. Não posso falar muito mais do que isso, do contrário o mistério perde a graça.
Já “A Noite Maldita”, seu décimo título sobre vampiros para a Novo Século, sai quando?
Passei da metade de “A Noite Maldita”, mas ainda não tenho uma previsão para o lançamento, o que sei é que sai neste ano ainda. >> FOLHA DE SÃO PAULO – por Paula Dume