A FICÇÃO CIENTÍFICA DOS ANOS 60 NO YOUTUBE

sexta-feira | 11 | maio | 2012

A década de 1960 foi uma era de ouro para a ficção científica cinematográfica. A corrida espacial e a Guerra Fria ocupavam as manchetes dos jornais e os cineastas soltavam a imaginação. Agora, alguns dos melhores filmes dessa época podem ser vistos de graça na internet, no site Youtube. São produções que caíram no domínio público e, portanto, podem ser disponibilizadas para download sem qualquer culpa ou acusação de pirataria. São filmes que dão um banho de criatividade em muitas produções de hoje em dia.

Semana passada eu voltei à infância assistindo a dois desses filmes, o italiano “O planeta dos homens mortos” e o americano “Passagem para o futuro”. Quando eu tinha dez anos de idade esses filmes passavam na matinê do cinema Trindade, lá no bairro da Abolição, no Rio de Janeiro. Jamais imaginei que no futuro, em 2012, eu poderia rever esses mesmos filmes na telinha do meu computador. Afinal, em 1960, computador também era coisa de ficção científica.

“O planeta dos homens mortos” está disponível no Youtube na versão em inglês, intitulada “Batlle of the worlds”. O diretor é o italiano Antonio Margueriti, que assinava seus filmes com o pseudônimo Antony Dawson. Quando esteve em Hollywood, Margueriti descobriu que seu sobrenome, em inglês, significava margarida. Cismou que iam pensar que Antonio Margarida era um cineasta gay e mudou de nome. Numa carreira que só terminou com sua morte, em 2002, este italiano dirigiu dezenas de filmes, incluindo faroestes e fitas de terror. Acabou homenageado por Quentin Tarantino que deu seu nome a um personagem do filme “Bastardos inglórios”.

Mas o nome Antonio Margueriti hoje é lembrado pela tetralogia Gamma One, quatro filmes de ficção científica que ele rodou entre 1960 e 1965, usando os mesmos cenários e as mesmas maquetes.

O “Planeta dos homens mortos” é o segundo da tetralogia. Claude Rains (“Casablanca”) é o professor Benson, um cientista excêntrico que vive isolado em uma ilha do mar Mediterrâneo no ano de 2022. Os líderes mundiais buscam sua ajuda quando um estranho planetoide se aproxima da Terra. A humanidade entra em pânico achando que é o fim do mundo, mas Benson suspeita que se trata de uma invasão extraterrestre. Quando naves espaciais são enviadas para pousar no mundo errante são interceptadas por discos voadores e começa uma guerra espacial.

As cenas do combate entre os foguetes da Terra e os discos voadores são mais realistas do que as batalhas de Guerra nas Estrelas. Os foguetes do cineasta italiano obedecem às leis da física e só disparam seus motores na hora de acelerar ou mudar de órbita. No final, os heróis conseguem penetrar no planeta e descobrem que era o lar de uma raça extinta que deixou um super computador controlando tudo. Nada mal para um filme de matinê.

Futuro
“Passagem para o Futuro” (The time travelers” no original) é mais pessimista e reflete os medos da Guerra Fria. Começa com um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia testando uma máquina do tempo. A engenhoca parece uma enorme televisão de tela plana mas, em teoria, será capaz de mostrar cenas do passado e do futuro. Na verdade, a coisa acaba abrindo um portal, uma fenda no tempo entre o ano de 1964 e o ano de 2071. E neste mundo, 107 anos no futuro, a terra é um deserto calcinado, povoado por mutantes, resultado de uma guerra nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética.

Os cientistas atravessam o portal e encontram uma comunidade de humanos vivendo num paraíso tecnológico subterrâneo. As mulheres tomam banho de sol nuas em câmaras ultravioleta, os vegetais crescem instantaneamente em estufas e o teletransporte é uma realidade. Mas a ameaça dos mutantes, que dominam a superfície, leva os homens e mulheres do futuro a buscarem uma solução radical. Eles estão construindo um foguete fotônico e vão se mudar para um planeta da estrela Alfa Centauri.

Já não se fazem mais filmes assim hoje em dia. E nem é preciso. Eles podem ser vistos de graça, na internet.
>> DIÁRIO DO VALE – por Jorge Luiz Calife


ANDREA DEL FUEGO: REALIDADE FANTÁSTICA QUE VIROU LITERATURA REALISTA

segunda-feira | 23 | janeiro | 2012

Vencedora do prestigiado prêmio José Saramago com o livro Os Malaquias, Andréa Del Fuego é hoje um dos nomes mais importantes da nova literatura brasileira.

Ela conta que quando escreveu o conto “Como ganhar um Jabuti”, uma crítica sobre a neurose que envolve as vida dos escritores diante de um prêmio literário, Andréa nem sonhava que viria a ganhar um prêmio e muito menos o prêmio fundado pelo autor que ganhou o Nobel de literatura.

Acostumada com textos curtos, contos e livros infantis, Os Malaquias foi a obra que marcou a sua transição para o romance.

Apesar de trabalhar fortemente com prosa poética a escritora afirma: “Eu gosto de escritores que me dão a realidade, sem metáforas”. Mas ao analisar a história que originou Os Malaquias, aquilo que parecia fantástico passa a ser uma realidade impressionante. Andréa escreveu o livro se baseando na história de seus bisavós que foram vítimas de um raio em um vale no interior de Minas Gerais. Os dois faleceram mas seu filhos tiveram apenas machucados leves.

As crianças que ficaram órfãs acabaram sendo separados: a tia-avó foi adotada por uma família árabe em São Paulo, para ser empregada e não filha e o avô de Andréa foi trabalhar em uma fazenda em um esquema similar ao de trabalho escravo. Já o tio-avô Antônio que é anão, na mente de Andréa por muito tempo havia virado anão por conta do raio.

Com esses personagens na vida da autora não foi difícil transpor a história para as páginas, processo que começou quando a avó de Andréa faleceu. Até então Andréa escrevia apenas contos eróticos. Com a morte, que é inclusive um elemento muito presente no livro, ela percebeu que a sua capacidade de escrever ia muito além.

Outro episódio da realidade fantástica que é a família de Andréa pode ser contado na sua própria versão: “O tio Antônio já era bem velhinho, andava descalço com o chapéu de palha e se enfiava no meio do milharal e todos procuravam por ele. Quando ficou mais idoso ele ficou gordinho e tinha uma lordose bem profunda. Ele se sentava na cozinha perto do fogo e ficava lá por muito tempo, até que o gato subia na lordose dele e dormia. Não é para ser escritora?”.
>> TV CULTURA – por Bárbara Dantine
 


APOCALIPZE: WEBSÉRIE DE FICÇÃO CIENTÍFICA COMEÇA A SER GRAVADA EM BELO HORIZONTE

quinta-feira | 19 | janeiro | 2012

Depois de se aventurar em histórias sobre a Segunda Guerra Mundial com o filme para a internet Heróis da FEB, o cineasta mineiro Guto Aeraphe aposta agora em uma websérie de ficção científica recheda de efeitos especiais. O seriado, dividido em cinco capítulos de oito minutos, mostra os acontecimentos de um desenvolvido Brasil futurista que foi alvo de um ataque terrorista repentino, deixando poucos sobreviventes e diversas dúvidas.

Na trama, praticamente toda a população foi morta vítima de uma contaminação mortal e alguns dizem que os culpados foram os árabes, enquanto outros dizem que foram os americanos. Ninguém sabe ao certo, mas há rumores que vários agentes paramilitares e grupos do tráfico estão atuando em nome do Clube Bilderberg – uma organização conspiratória formada por representantes dos países desenvolvidos, instituições religiosas e grandes empresas.

Em meio ao caos, um professor de Biomedicina sobrevivente se junta a outros que tentam entender o que de fato aconteceu, enquanto tentam fugir de forças que lutam pelo controle das riquezas naturais nacionais – como as jazidas de petróleo do pré-sal. “A websérie vai mexer com o imaginário do público. Vai convidá-lo para uma história e ele terá que ser conduzido por ela. Se ele seguir esse trato, vai ser surpreendido” conta Aeraphe.

“Estamos vivendo a ‘era das telinhas’. As imagens se movimentam em qualquer lugar. No tempo de espera de um dentista, a pessoa consegue assistir a um capítulo de uma websérie com tranquilidade” completa o cineasta independente que vê na internet como uma nova alternativa para se fazer cinema. Audacioso, o projeto de ApocalipZe conta ainda com um jogo  virtual de tiro para computador e uma história em quadrinhos para download.
>> REVISTA RAGGA – por Guilherme Avila

 Veja as fotos do making of da websérie ApocalipZe

Curta a página do Apocalipze no Facebook
www.facebook.com/webserieapocalipze


PERSONAGENS SOBRENATURAIS INVADEM NOVELAS BRASILEIRAS

quinta-feira | 5 | janeiro | 2012

Personagens sobrenaturais estão cada vez mais presentes nas produções brasileiras. Foto: Afonso Carlos/Carta Z/Divulgação

O naturalismo das novelas sempre conviveu com o sobrenatural. Desde a pioneira O Terceiro Pecado, de 1969, que autores como Ivani Ribeiro, Janete Clair e Dias Gomes recorrem a fenômenos que passam ao largo das explicações científicas. Com o entretenimento na ordem do dia, criadores variam estilos e inspirações, que vão das lendas folclóricas ao futurismo da ficção-científica. Além disso, o sobrenatural também está fortemente presente em folhetins com temas religiosos, seja na polêmica discussão sobre a vida após a morte, ou na adaptação de histórias bíblicas. “As pessoas querem ligar a tevê e sonhar. Sempre que posso, coloco personagens com algum dom obscuro em minhas novelas”, diverte-se Aguinaldo Silva, que desde o início da carreira, bebe na fonte do realismo fantástico original de Dias Gomes, autor de clássicos do gênero, como O Bem-Amado, de 1973, e Saramandaia, de 1976.

Aguinaldo já brincou com o sobrenatural em várias de suas novelas. Inclusive, na atual Fina Estampa, o autor vem aumentando cada vez mais a dose de situações inexplicáveis, com as visões sobre o futuro de Luana, de Joana Lerner, e o súbito aparecimento de Enzo, de Júlio Rocha, que supostamente, caiu do céu. Com intensidades diferentes e resultados oscilantes, outras produções recentes apostam em uma injeção de histórias do além em seus roteiros. A abordagem de forças ocultas está fortemente presente na recém-terminada O Astro , na nova das sete, e Aquele Beijo - onde Bruno Garcia faz um vidente. E é a base da atual temporada de Malhação, cheia de referências a séries americanas, que misturam ficção científica e histórias em quadrinhos. “Queria falar da conectividade das pessoas com elas mesmas, com seus sonhos e intuições. O que puxa a trama é o número 1046″, explica a autora Ingrid Zavarezzi, referindo-se ao número que aparece nos sonhos de Alexia, de Bia Arantes.

Embora o tema tenha derrubado a audiência da novelinha da Globo, que patina nos 16 pontos, a inspiração em gibis e “sci-fi” já rendeu à Record bons índices no ibope. No entanto, com a saga mutante de Caminhos do Coração - criada por Tiago Santiago, em 2008 – as referências foram além. No mesmo caldeirão, Tiago misturou vampiros, super-heróis, espiritismo, mitologia grega, entre outras. “A grande viagem da novela foi não se limitar. Essa liberdade foi fundamental para o sucesso dos mutantes”, conta o autor.

Mais recentemente, outra trama que aglutinou inúmeras referências foi o “remake” de O Astro. Baseado na novela original de Janete Clair, exibida em 1978, a adaptação abusou de assombrações, alucinações e ilusionismo. “O Herculano poderia ter ido por vários caminhos, desde a esquizofrenia até o espiritismo”, analisa Rodrigo Lombardi, intérprete do anti-herói, que com seus “poderes”, escapa inúmeras vezes da morte e chega ao comando do grupo Hayalla. Para Thiago Fragoso, que deu vida ao frágil Márcio, a angústia espiritual dos personagens da novela foi o principal chamariz de público. “A levada espírita da novela estava diretamente ligada ao jogo de poder entre os personagens. As cenas do Salomão tentando de se comunicar com o Márcio eram bem assustadoras”, conta Thiago, referindo-se aos ataques sofridos por seu personagem ao se comunicar com o falecido pai, Salomão Hayalla, de Daniel Filho.

A interação entre pessoas em planos espirituais diferentes foi o mote de muitas novelas de Ivani Ribeiro, comoO Sexo dos Anjos e A Viagem. Atualmente, a herdeira direta de tramas com essa temática é a mineira Elizabeth Jhin, autora de Escrito nas Estrelas, novela que abordou a fertilização de uma mulher a partir do sêmen de um homem já morto. “Quis falar como o espírito desse homem lida com esse filho que vai nascer. Para minha sorte, o público embarcou na história”, ressalta a autora, que volta ao ar no primeiro semestre de 2012, com outra trama de tons espirituais, que tem título provisório de Marajó.

Transtornos e delírios
Além do sobrenatural, alguns mistérios da teledramaturgia nacional também têm atestado médico. Seja para destacar a doença ou apenas fazer rir, a esquizofrenia já foi tema de novelas e seriados da tevê. Em Alma Gêmea, de 2005, a personagem Alexandra, de Nívea Stelman, sofria com as vozes e os espíritos que lhe atormentavam. “O problema dela foi crescendo aos poucos, e não poderia ser definido apenas como esquizofrenia. Pois ela conseguia se comunicar com os mortos da trama”, opina a atriz.

Na contramão do drama, o seriado A Mulher Invisível, parte da doença para fazer humor. Baseado no filme homônimo de 2009, a produção acaba de ganhar uma segunda temporada, e conta a história de Pedro, de Selton Mello, um publicitário que encontra a mulher de seus sonhos. Porém, só ele consegue enxergá-la. “É uma comédia sobre esquizofrenia, ou sobre a solidão. Ela só é realmente a mulher ideal porque não existe”, destaca Selton.

Instantâneas
# No ano passado, Selton Mello também protagonizou A Cura, série cheia de mistérios que relacionavam medicina, assassinatos e religiosidade.

# Em Araguaia, de 2010, Solano, de Murilo Rosa, era um homem marcado para morrer por conta de uma maldição indígena que assombrava sua família há muitas gerações. Nela, todos os homens de sua linhagem morrem muito jovens, sempre próximos às margens do rio Araguaia.

# Histórias de lobisomens e vampiros andam em alta nos filmes de Hollywood, e já figuraram em diversas novelas brasileiras, como Roque Santeiro, de 1985, Vamp, de 1991, e O Beijo do Vampiro, de 2002.

# Em Páginas da Vida, de 2006, a jovem Nanda, de Fernanda Vasconcellos, morre logo no início da trama, mas aparece em forma de fantasma para pessoas de sua família.
>> TERRA – da Redação


ESPECULANDO O RETROFUTURISMO DE 2012

terça-feira | 3 | janeiro | 2012

“Turning here, looking back in time”

logos sociais 2011 foi um ano dificílimo e complexo de ser apreendido por uma só ótica. Mobilizações e manifestações de cunho político, social, econômico, cultural, etc (ok, não é possível traçar linhas entre essas categorias ou tampouco delineá-las dados os embates de interesses cada vez maiores) através dos sites de redes sociais ganharam novos contornos e pautaram a mídia de referência (ou massiva ou mainstream, whatever). As guerras entre fandoms de gêneros musicais, bandas ou artistas; o ativismo político foi tudo trend topic. A rua e a tecnologia estiveram cada vez mais entrelaçadas através do fluxo de postagens e produção de conteúdos disponibilizados via celulares, tablets e dispositivos móveis em geral.

Ao contrário das previsões de alguns catastróficos, os blogs não morreram. Eles ganharam outras apropriações, voltadas a nichos cada vez mais específicos e se integraram à circulação e à re-circulação através de práticas como a da re-blogagem. Eis ai o excesso cognitivo e o destaque que o Tumblr ganhou nesse ano, sobretudo no que diz respeito à velocidade do humor e dos memes que “contagiaram” boa parte do que foi postado, sobretudo no Facebook e no Twitter. Curtir, retuitar, timeline, o vocabulário da computação social popularizou de tal forma que esteve presente nos mais diversos lugares como salões de beleza, almoços de família e discussões de bares. O excesso de conteúdo também nos deu momentos de estresse informacional por vezes divertidos e sociais  – como na cobertura de eventos como o Rock in Rio por exemplo – por vezes estúpidos em casos de racismo, homofobia, discriminação, etc. Tudo isso tem muito menos a ver com as plataformas e suas materialidades, mas com as misérias da humanidade. Contudo, O silêncio e a desconexão também são necessários.

Desde sempre visualizei o entrelaçamento dos ambientes, conteúdos, emoções, pessoas, mas em 2011 ficou tudo muito mais explícito com tantos aplicativos que congelam momentos da vida ou nos dão pistas e tracejados dos caminhos escolhidos. A instagramização da vida cotidiana; os amigos encontrados via geolocalização e a constante vigilância 4squareana do todos vêem, todos sabem; os angry birds da vida presencial nos atirando pedras a cada erro. A música e os videoclipes continuaram fluindo através do YouTube e seus comerciais insuportáveis; pelas nuvens cada vez mais populares do SoundCloud e o “modelão” de negócios do iTunes chegou ao final do ano no Brasil. A tensão entre o comércio,  as estratégias de marketing e as liberdades e anonimatos entraram em disputa várias vezes.

ABC

Em termos de cultura pop, 2011 apostou no revival, sobretudo tirando o mofo das camisas xadrezes e coturnos do grunge dos armários e guarda-roupas com os 20 anos de Nevermind, o retorno do Foo Fighters – com um álbum declaradamente nostálgico, Wasting Light – as referências em seriados (como Californication e outros) e filmes. O álbum tributo à Achtung Baby do U2 (1991) fechou um círculo de influenciáveis e influenciados com o Garbage do Butch Vig, o NIN de Trent Reznor e o eterno Depeche Mode (também produzido por Flood em Violator, outro grande álbum noventista).O dubstep virou pop e deu vida aos remixes de Justin Biber a Katy Perry, e o witch-house assombrou a música eletrônica.

A fantasia, ainda bem, retornou em grande estilo ao horário nobre da televisão com Game of Thrones sendo disparado o melhor seriado do ano (na minha opinião, claro). O horror e a bizarrice neo-gótica da América do Norte também teve seu espaço com American Horror Story oscilando entre o riso nervoso e o surrealismo fetichista. O retrô das mais variadas épocas deu a tônica em muitos momentos de 2011. Nunca se falou tanto nas redes  sobre as mais diversas épocas: o neovitorianismo steampunk; o fantástico medieval; os anos 90 nas festas e produções musicais. Até a realeza britância deu os ares de sua graça transformando novamente o ritual de um casamento real em um espetáculo global televisionado ao vivo, tuitado, blogado, etc. A curadoria de informações é um instrumento metodológico cada vez mais relevante, vejam só.

Não tenho bola de cristal, sou apenas uma pesquisadora das culturas emergentes, embora tenha os dons “cayce pollardianos de mediunidade semiótica coolhunting das ruas” (Fabio Fernandes All Rights Reserved). Especulo a partir de todo esse Zeitgeist – no sentido da especulação utilizado pela ficção-científica – que esse iníciozinho dos anos 10 (que começa com mais força agora em 2012) vai ser muito pautado por essa ambivalência experimental de sensações de tempo e espaço. Ainda estamos nos acostumando, enquanto sociedade, a nos apropriar dos meios, a nos estender tecno-social e materialmente pelos territórios, a compreender nossos corpos, desejos, sentimentos e pensamentos dentro desse contexto (re)mediado full-time, o que não é nada fácil, dai o apelo tão forte da nostalgia na construção de um futuro em constante conexão. E é nesse ponto que uma (an)arqueologia midiática se torna tão rica para observamos o presente e vislumbres do futuro dos artefatos e suas trajetórias narrativas, que contam cada um do seu jeito, nossas histórias/estórias.

Nesse sentido, desejo um 2012 repleto de narrativas, de grandes conquistas, de prazeres diários. “Celebrate the life and times of splendor” diz o VNV Nation em Space & Time, uma das melhores faixas de Automatic (2011), não por acaso um álbum conceitual acerca das tecnologias e estéticas dos anos 30, retrô-futurismo indicando até mesmo minha última songpost do ano. Em 2012, mais Victories Not Vengeances!
>> AS PALAVRAS E AS COISAS – por Adriana Amaral

Space & Time

VNV Nation

Tear apart the life and times of familiar faces
And tracing lines to what connects me and binds me to
Images of the remote and never-changing
Grand designs, style and grace
And am i

Lost in thoughts on open seas
Let the currents carry me
If i could would i remain
Another life or another dream

No turning back, face the fact
I am lost in space and time
Turning here, looking back in time

One and all let us celebrate the rise and fall
Celebrate the life and times of splendor
Desire and love constant and never-changing
The flow of times, closed in lines
Can’t tell if i’m just

Lost in thoughts on open seas
Let the currents carry me
If i could would i remain
Another life or another dream

No turning back, face the fact
I am lost in space and time
Turning here, looking back in time


“VIKINGS”: SÉRIE SOBRE OS GUERREIROS NÓRDICOS PELA MGM E OS PRODUTORES DE “TUDORS”

terça-feira | 3 | janeiro | 2012

Programa terá dez episódios e
deve começar a ser gravado neste ano

vikingsAs séries de TV com enfoques medievais continuam em alta com o sucesso de Game of Thrones. Segundo o Deadline, E a ex-falida MGM anunciou que vai produzir junto com os produtores de Os Tudors e Camelot, uma série sobre vikings, os guerreiros nórdicos famosos por suas embarcações, longas tranças, capacetes com chifres e muita destruição.

A ideia de Vikings (título provisório) veio de Sherry Marsh, que a levou para Alan Gasmer. Os dois apresentaram o projeto à MGM TV, que então sugeriu a co-produção internacional de Morgan O’Sullivan, que por sua vez ligou para o seu colaborador habitual e historiador Michael Hirst. Hirts foi o criador de Os Tudors e coproduziu Camelot ao lado de O’Sullivan. Hirst é fanático pela cultura viking e tem um roteiro jamais filmado sobre os bárbaros, por isso já está trabalhando em uma bíblia para a série e deve também escrever a maioria (ou todos) os roteiros. (São deles todos os roteiros de Os Tudors.)

A série vai mostrar os Vikings como exploradores, guerreiros, construtores, mercadores, piratas e mercenários, entre o fim do século 8 e meados do século 11, época conhecida como A Era Escandinava, nas histórias britânica e irlandesa. O personagem principal será Ragnar Lodbrok, um dos mais populares heróis vikings, grande comandante que governou por um tempo a Dinamarca e Suécia e teve relacionamentos com duas mulheres guerreiras e uma rainha.

A produção dos dez episódios da primeira temporada da série deve começar na Irlanda, nos estúdios de Morgan O’Sullivan. A MGM vai financiar 100% dos custos fora do Canadá e Irlanda e distribuirá a série tanto nos Estados Unidos quanto no resto do mundo.
>> OMELETE – por Marcelo Forlani


MARVEL E DC: QUADRINHOS NO SÉCULO ELETRÔNICO

segunda-feira | 13 | junho | 2011


A encruzilhada digital é implacável. Indústrias estabelecidas no século 20 graças à cultura de massas penam, no novo século, para se adaptar a uma realidade que celebra a cultura do nicho. Mais que isso, numa cultura digital, em que tudo pode ser copiado e reproduzido sem que o autor tenha controle da distribuição, fica cada vez mais complicado gerir um negócio que lide com a produção de conteúdo feita para milhões de pessoas. A indústria do disco sentiu isso na pele ao servir de boi de piranha digital quando assumiu o papel de primeiro antagonista da web e processou quem baixava MP3 sem pagar.

Hollywood sente dolorosamente essa mudança, quando o download de filmes via torrent a obrigou a apostar em superproduções e em novas tecnologias, como as salas Imax e 3D. Emissoras de TV do mundo inteiro veem suas programações escoarem para fora da grade rumo ao YouTube. Música, cinema e TV estão sempre nas notícias quando se fala nesse assunto, mas uma indústria que é a cara do século 20 e está quase sempre à margem dessa discussão vem penando para retomar sua importância na era digital: os quadrinhos.

E quando se fala em indústria dos quadrinhos, dois nomes se destacam: Marvel e DC, editoras que criaram o conceito de super-herói moderno. A primeira tem se mexido drasticamente para continuar relevante nos dias de hoje, principalmente longe das revistas. Seu principal feito foi se transformar em estúdio de cinema para levar seus personagens para um público que não lê páginas em papel. A Marvel também pulou no iPad na primeira hora, criando um dos aplicativos mais festejados logo que o tablet apareceu. Mas a conta ainda não fechou – e a Marvel continua em busca de alternativas para fazer suas histórias em quadrinhos sobreviverem no século 21.

Sua principal rival, a DC, começou a se mexer de verdade na semana passada, quando anunciou que iria zerar sua linha de super-heróis e recomeçar a contagem de suas revistas, todas com um novo número 1. Não é a primeira vez que a editora que inventou o Super-Homem e o Batman tenta isso. Nos anos 80, conseguiu reiniciar seu universo com a saga Crise nas Infinitas Terras, em que permitiu que seus heróis pudessem fazer sentido no fim do século passado. O novo reinício mira no digital.

Além dos novos números 1, a editora deverá publicar, digitalmente, as mesmas histórias exatamente no dia em que elas chegam às bancas. O preço deverá ser mais barato que o das versões impressas, pois a editora quer que seu novo público volte para o papel uma vez que sentir o gosto dos novos títulos online. Mas isso pode dar bem errado, já que, assim, eles podem matar um de seus principais redutos, que são as lojas de quadrinho – como a música online fez com as tradicionais lojas de disco. A estratégia trará novos leitores se der certo. Mas se der errado, pode afugentar até os velhos. Ninguém disse que seria fácil.
>> O ESTADO DE SÃO PAULO – por Alexandre Matias


“GAME OF THRONES”: PRODUZINDO “GUERRA DOS TRONOS”

segunda-feira | 9 | maio | 2011

A mais nova superprodução da TV estreou nos EUA e no Brasil pela HBO cercada de muita publicidade e expectativas. Registrando cerca de 2.2 milhões de telespectadores, nos EUA, “Game of Thrones” repetiu o feito de outras séries do canal ao ter sua produção renovada para sua segunda temporada, com a exibição de apenas um episódio. Não que existisse alguma dúvida a respeito de sua continuidade, afinal, dificilmente o canal cancelaria uma série em sua primeira temporada após o investimento de cerca de 60 milhões de dólares para se produzir os primeiros dez episódios.

Desde que foi anunciada em 2008, a produção deixou claro que sua intenção é produzir, pelo menos, quatro temporadas. O equivalente aos quatro primeiros livros de George R.R. Martin, da série “A Song of  Ice and Fire”. O autor já tem o quinto volume pronto para seu lançamento em julho de 2011, sendo que a série literária deverá ter um total de sete volumes.

O reino de Westeros surgiu da vontade de Martin em se afastar da televisão, veículo para o qual escreveu diversos roteiros para séries. O autor foi roteirista e produtor de “Além da Imaginação” e “A Bela e a Fera”, ambas da década de 1980. A primeira apresentava uma nova versão da visão de Rod Serling para as fantásticas possibilidades proporcionadas pela ficção científica, enquanto que a segunda era um conto de fadas moderno, sobre o amor impossível entre uma criatura meio homem meio fera, e uma advogada vivendo em Nova Iorque.

Apesar do sucesso que as duas séries conquistaram na época em que eram exibidas, Martin decidiu se afastar desse meio. O motivo era simples: na TV seu trabalho estava limitado a um orçamento, a um formato de produção e a uma censura. Pensando em criar um universo povoado por diversos personagens, situados em cenários grandiosos, vivenciando uma trama repleta de reviravoltas, Martin escreveu o livro “Game of Thrones” que introduz o leitor ao reino de Westeros.

Publicado em 1996, o livro atraiu o interesse de um público ávido por esse tipo de história. Recebendo prêmios, a obra começou a despertar o interesse de Hollywood, principalmente depois que “O Senhor dos Anéis” fez sucesso. Mas Martin recusava-se a autorizar que sua obra ganhasse uma adaptação cinematográfica. Para ele, um filme não conseguiria reproduzir o conteúdo do livro. Para que Hollywood pudesse adaptar sua obra, os estúdios teriam que se comprometer a produzir, pelo menos, 27 filmes. Algo impensável.

Até que, por volta de 2007, a HBO começou a negociar com o autor uma adaptação de sua obra, com o objetivo de transformá-la em uma série de TV. Buscando investir em produções ousadas, o canal propôs ao autor adaptar cada livro em uma temporada de, inicialmente, 12 episódios (posteriormente foram definidos 10 episódios por temporada). Considerando esse formato mais adequado para contar sua história e levando em consideração a fama conquistada pelo canal com produções como “Deadwood”, “A Família Soprano” ou “Roma”, Martin aceitou a proposta.

Produzido em parceria com a Management 360, o projeto ganhou a encomenda de um episódio piloto para avaliação. Pura formalidade, visto que a decisão de se produzir uma série já estava tomada. No entanto, a produção sofreu um revés. Entre 2007 e 2008 ocorreu uma greve dos roteiristas americanos que paralisou Hollywood ao longo de quatro meses. Com isso, a HBO precisou adiar a produção de “Game of Thrones”, a qual somente teve início em 2009. Em março de 2010, o canal anunciou a encomenda da série.

No entanto, após o anúncio, a produção precisou refilmar boa parte do episódio piloto para poder acomodar a substituição de duas atrizes. Jennifer Ehle (da minissérie inglesa “Orgulho e Preconceito”), contratada para interpretar Catelyn Stark, foi substituída pela irlandesa Michelle Fairley (a sra. Granger dos filmes de “Harry Potter”). O mesmo aconteceu com Tamzin Merchant, que interpretou Daenerys Targaryen no primeiro piloto, sendo substituída por Emilia Clarke. Embora seja comum a troca de atores quando um piloto é transformado em série, nenhuma explicação foi passada à imprensa.

A troca adiou o início da produção do segundo episódio tendo em vista a necessidade de se fazer testes para selecionar as novas atrizes, bem como a refilmagem de várias das cenas do piloto em que as personagens aparecem.

Inicialmente, as filmagens da temporada seriam feitas no Marrocos, mas a produção decidiu se estabelecer na Irlanda com locações na Ilha de Malta. Com o objetivo de desenvolver o idioma Dothraki, a HBO entrou em contato com a Language Creation Society. Vários de seus membros submeteram suas propostas ao canal, que escolheu o trabalho de David J. Peterson. O especialista em línguas desenvolveu um vocabulário com cerca de 1800 palavras tomando como referência os idiomas russo, turco, estoniano, suahili e diversos dialetos inuits falados no Canadá.

Em seu contrato com a HBO, Martin tem o compromisso de escrever um roteiro por temporada. Na primeira, o episódio oito foi escrito por ele. Com o título de “The Pointy End”, ele será exibido nos EUA no dia 5 de junho e, no Brasil, no dia 26 do mesmo mês.

Com apenas quatro episódios exibidos, a série vem conseguindo manter a média de 2.3 milhões de telespectadores em sua primeira exibição. Embora seja uma audiência baixa em relação ao custo, “Game of Thrones” é considerada mais uma série de sucesso da HBO. Além dos EUA e do Brasil, a produção já foi vendida a canais da Inglaterra, Irlanda, Canadá, Noruega, Suécia, Espanha, Austrália, países Árabes e Europa Central.
>> VEJA – por Fernanda Furquim


ULTRAMAN 45 ANOS – DESAFIOS E EXPECTATIVAS

sexta-feira | 29 | abril | 2011

Este é o ano em que a franquia Ultra, a mais antiga marca de super-heróis japoneses, completa 45 anos. As comemorações se iniciaram já em 2010, com o lançamento deUltraman Zero The Movie, mas o filme não emplacou nos cinemas, amargando apenas o décimo lugar no lançamento, caindo mais ainda nos dias que se seguiram. Para se ter uma ideia de comparação, o filme Let´s Go Kamen Riders, lançado em primeiro de abril deste ano para comemorar os 40 anos da igualmente famosa franquia dos Kamen Riders, ficou duas semanas em primeiro lugar nas bilheterias japonesas. Obviamente isso não quer dizer que o filme de Ultraman Zero, lançado no último dia 22 de abril em DVD e Blu-ray no Japão, seja ruim ou de baixa qualidade. Ao contrário, todos os trailers mostraram imagens de impacto em uma produção de alto nível, bem à frente da concorrência. Mas teriam os Ultras ficado para trás e a marca está desaparecendo lentamente conforme seus astros do passado envelhecem? É o que veremos analisando as atividades anunciadas para este ano.
 
Zero Ultimate Force – Fraco nas bilheterias

EVENTOS E ESPECULAÇÕES

Susumu Kurobe, o Hayata (forma humana do primeiro Ultraman), já anunciou várias vezes sua aposentadoria. Em 2007 ele achava que tinha interpretado Hayata pela última vez, em dois episódios de Ultraman Möebius. Voltou atrás e em 2008 atuou em Superior Ultra 8 Brothers, o maior sucesso da Tsuburaya nos cinemas até hoje e anunciou que aquela seria sua despedida oficial, pois já estava com quase 70 anos na época. Diga-se de passagem, estava (e está) mais inteiro do que Koji Moritsugu, o Dan Moroboshi(Ultraseven), que é cinco anos mais jovem.Em 2009, voltou à ação no mais bem produzido filme da franquia, que apresentou pela primeira vez Ultraman Zero, o filho de Ultraseven. No filme de Zero de 2010, Kurobe apenas fez a voz do herói transformado, assim como todos os outros veteranos. Talvez tenha sido esse o grande erro, apostar o filme em personagens e atores desconhecidos do grande público. Três heróis clássicos da Tsuburaya – FiremanJanborg Ace e Mirrorman – foram repaginados como GlenfireJanbot Mirror Knight e dividiram a cena com Zero. Os Ultras originais ficaram relegados a segundo plano na aventura. Depois do fiasco da ideia nos cinemas, fica difícil imaginar que o estúdio não faça uma oferta para que alguns veteranos voltem à ação, não apenas fazendo a voz do herói transformado, mas também suas identidades humanas.

 
Ultraman Premium: Veteranos de volta à ação ao vivo

A prova de que eles não estão “velhos” demais é que entre primeiro e cinco de maio, em Nagoya, será apresentado o evento Ultraman Premium 2011. Consiste em uma aventura teatral com Susumu Kurobe, Koji Moritsugu e Ryu Manatsu interpretando novamente Hayata, Dan Moroboshi e Gen Ootori (Ultraman Leo), ao lado deShota Minami (Reimon, da sérieUltra Galaxy). Se estivessem mesmo incapazes para rodar um filme, devido à idade, como estão bem para uma peça de teatro, onde tudo é ao vivo, em tempo real? A peça ainda tem Shigeki Kagemaru(o Shinjo da série Ultraman Tiga – na foto, ele está com uma gravata vermelha), com história de Keiichi Hasegawa (Ultraman Dyna, Nexus, Ultraseven X, Kamen Rider W), e a direção é de Hirochika Muraishi, veterano diretor de Ultraman Tiga, Dyna e do clássico Cybercop.

Além da peça, o evento irá apresentar o grupo Voyager, criação da Tsuburaya Pro. para executar os temas de seus personagens. Formado por um rapaz e três garotas, o Voyager atua desde 2009 e tem um ótimo trabalho de harmonias vocais e repertório pop-rock. É absurdamente superior às Kamen Rider Girls, banda formada pela Toei e a gravadora Avex Trax para a trilha do recente Let´s Go Kamen Riders. A performance vocal delas (audivelmente trabalhada em estúdio pra arrumar a desafinação) e o arranjo medonho de rap destruíram a famosa canção tema do primeiro Kamen Rider, regravada para o novo filme.
 
Voyager: Músicas de qualidade

Falando em filmes, para o final do ano um novo longa será lançado, encerrando a trilogia de batalhas entre Ultraman Zero e o maligno Ultraman Belial. Resta saber se os Ultras irão marcar presença forte no filme ou se novamente serão coadjuvantes. Como o filme anterior lançou um supergrupo, o Zero Ultimate Force, formado por Zero, Janbot, Glenfire e Mirror Knight e deixou a história em aberto para uma conclusão, pode-se dizer que o estúdio terá que conciliar muito bem personagens e interesses comerciais.

E ainda o público japonês verá o tradicional Ultraman Festival, que neste ano acontecerá de 22 de julho a 28 de agosto, em Tokyo, com exposição, performances, vendas de produtos e diversas atrações.

ULTRAMAN RETSUDEN – A NOVA SÉRIE
Como preparação para o novo filme, que deverá ser repleto de Ultras, a Tsuburaya irá lançar uma nova série, na verdade uma coletânea de cenas das séries e filmes, explicando características de heróis e monstros da franquia. O “apresentador” será Ultraman Zero, que irá aprender sobre todos os heróis que o antecederam, reunindo todas os Ultras de diferentes dimensões e linhas cronológicas, uma tendência que tem se fortalecido nos últimos anos.
Zero tem a voz do famoso dublador Mamoru Miyano (Light Yagami emDeath Note), sendo que seu hospedeiro humano, Ran, é vivido por Yu Koyanagi. A presença de nenhum dos dois foi confirmada, mas Miyano deve reprisar seu papel, pois tem gravado a voz de Zero para especiais em DVD e até para a já citada apresentação teatral. Por outro lado, a Tsuburaya já confirmou a presença de alguns convidados ilustres, a saber: Hiroshi Nagano(Daigo, o Ultraman Tiga), Takeshi Tsuruno (Asuka, o Ultraman Dyna),Takeshi Yoshioka (Gamu, o Ultraman Gaia) e Taiyou Sugiura (Musashi, oUltraman Cosmos), que deverão apresentar segmentos do programa. Vários outros convidados irão aparecer, nessa série comemorativa do aniversário da franquia. Indicado para iniciantes no Universo Ultra ou para os colecionadores hardcore, Ultraman Retsuden (Ultraman – Biografias) será exibido toda quarta às 18h00 na TV Tokyo, com início em 6 de maio. Voltando ao campo das especulações, não será surpresa nenhuma se os Tiga, Dyna, Gaia e Cosmos retornarem para “salvar” o próximo filme do risco de novo fiasco. Se isso acontecer, será outro problema de excesso de personagens para o roteirista resolver.
A franquia Ultra tem se renovado, atualizado valores de produção e distanciou-se de padrões que, de tanto serem insistidos, viraram estigmas. Mas uma parcela enorme do público, e mesmo fãs de tokusatsu, sequer tem vontade de assistir, pois esperam já que verão algo batido. Ultra Galaxy, o longa de 2009, apresentou cenários em CG, trilha exuberante de Mike Verta, compositor deHollywood e distribuição da Warner Bros. atestando a qualidade internacional da película. Respeitando o passado e atualizando histórias e efeitos, a Tsuburaya tem produzido um bom material para fãs e para novos públicos, mas enfrenta agora o peso de seus 45 anos de aventuras.
A renovação técnica e estrutural do Universo Ultra aconteceu, mas de tão tardia, pouca gente tem se interessado. Eis o grande desafio do estúdio: fazer da marca Ultraman continuar relevante para os próximos anos e atrair novos fãs sem perder os antigos.
Finalizando, um divertido vídeo lançado em abril pela empresa ABC Housing, que cria casas visando conforto e praticidade, mostra os Ultras relaxando como pessoas normais.

A FUNDAÇÃO ULTRAMAN

A Tsuburaya lançou a Ultraman Foundation, especialmente para ajudar as crianças nas áreas atingidas pelo grande terremoto e tsunami de 11 de março.

Em seu site oficial, a entidade divulga mensagens e presta contas de suas atividades para arrecadação. Mais uma das muitas ações criadas pela mídia japonesa para apoiar seus cidadãos nesse momento difícil.
>> SUSHI POP – por Alexandre Nagado


“A GUERRA DOS TRONOS”: GEORGE R. R. MARTIN, O NOVO MESTRE DA FANTASIA

segunda-feira | 25 | abril | 2011

O autor se consagra como sucessor de J. R. R. Tolkien
– e chega às telas

Nick Briggs

George R.R. Martin no set de A guerra dos tronos. Com a adaptação do livro pela HBO, o autor se tornou uma celebridade.

FAMA TARDIA
Em 1994, aos 46 anos, o roteirista de televisão George R.R. Martin decidiu mudar de profissão. Cansado das restrições orçamentárias da série em que trabalhava (A bela e a fera), que podavam sua imaginação, Martin decidiu retomar seu passado pouco glorioso de escritor de fantasia e ficção científica. Seu objetivo era quase uma desforra contra os produtores de televisão: criar um ambicioso épico de fantasia, com batalhas grandiosas, que ninguém ousaria levar às telas.

Dezessete anos depois, a televisão se curvou a Martin. A série A guerra dos tronos, baseada no primeiro volume de sua saga de fantasia As crônicas de gelo e fogo, estreará neste domingo nos Estados Unidos com um orçamento estimado em US$ 60 milhões – e a expectativa de se tornar um dos maiores sucessos da temporada.

Nos 15 minutos da série revelados pelo canal americano HBO antes da estreia, é possível perceber que ela tem pouco em comum com outras sagas de fantasia. Para quem se acostumou com o mundo de O senhor dos anéis, de J.R.R. Tolkien, em que as diferenças entre o bem e o mal são claras e o final feliz é quase inevitável, A guerra dos tronosparece pertencer a outro gênero. O mundo de Westeros, criado por George R.R. Martin, é repleto de sombras e sangue. Personagens recém-apresentados ao espectador podem morrer poucas cenas depois, sem aviso e de forma violenta, e a disputa entre heróis e vilões dá lugar a uma trama cheia de intrigas e traições, na qual diferentes clãs da nobreza disputam o poder sobre o reino.

Parte das mudanças no gênero pode ser atribuída ao meio escolhido para a adaptação: a televisão, e não o cinema. A audiência da HBO está acostumada a tramas mais adultas: o drama A família Soprano e o faroeste Deadwood são algumas de suas séries mais bem-sucedidas nos Estados Unidos. Para ser aceita por esse público, uma série de fantasia precisaria manter o tom adulto. A classificação indicativa, que impede cenas muito fortes nas grandes produções de cinema sob o risco de diminuir seu público (e seus lucros), não é uma preocupação tão grande para os canais de televisão. Isso permite exibir sem pudores imagens de personagens mutilados ou decapitados. Outra vantagem das séries sobre os filmes está na duração. Enquanto os três livros de O senhor dos anéis foram transformados em pouco mais de nove horas de filme, a primeira temporada de A guerra dos tronos terá dez episódios de uma hora para contar a história de apenas um romance. A maior duração dá espaço a uma trama mais lenta e elaborada, em que as intenções dos personagens se revelam gradualmente.

Assista ao trailer de “A guerra dos tronos”.

   Divulgação

AMBIÇÃO
Acima, Sean Bean, de O senhor dos anéis, na pele do nobre Eddard Stark. No alto, cavaleiros em uma montanha de Westeros. A série recria o mundo descrito pelo autor em mais de 3.800 páginas

Mas o tom sombrio que parece caracterizar a série tem origem nos próprios livros. Em um universo literário dominado pela influência de J.R.R. Tolkien, Martin se recusou a ser um imitador. No mundo de Westeros, criado por ele, há pouca magia e muita humanidade. Seus personagens não são movidos pelo desejo de salvar o mundo, mas por motivos menos nobres: sexo, dinheiro e poder. Para escapar da influência de O senhor dos anéis, buscou inspiração no tom sóbrio adotado por escritores de romances históricos e acrescentou à fórmula técnicas que aprendeu como roteirista de televisão. Ao contrário de Tolkien, que se detém muitas vezes em descrições exageradamente detalhadas, Martin mantém a trama sempre em movimento e prende a atenção do leitor com “ganchos” ao final de cada capítulo. A fórmula deu certo: com os quatro romances de As crônicas de gelo e fogo, Martin tornou-se o escritor mais influente do gênero na atualidade – e o principal representante de uma geração de bem-sucedidos autores de fantasia (leia o quadro abaixo).

   Reprodução   Reprodução

Apesar do sucesso, a relação de Martin com os fãs nem sempre é amistosa. Sua demora de quase seis anos para lançar o quinto volume da série (A dance with dragons, previsto para julho) motivou a criação de sites de protesto. Alguns acusam o autor de ter perdido o interesse pela saga, que só será concluída no sétimo volume, e não dedicar tempo suficiente à escrita.

Para eles, A guerra dos tronos é uma má notícia: a série, na qual Martin ocupa o cargo de produtor executivo, seria mais um motivo para afastar o autor do “dever” de terminar logo os três livros restantes. Os fãs menos impacientes de Martin – e de boas séries de televisão – vão gostar de ver o mundo de Westeros recriado nas telas, de uma maneira que Martin imaginava impossível em 1994.
>> REVISTA ÉPOCA – por Danilo Venticinque


STARGATE: FRANQUIA ACABOU!

segunda-feira | 18 | abril | 2011

Pelo menos é o que afirma Brad Wright, co-criador da franquia que se originou do filme de 1994. Durante a Convenção oficial de Stargate, realizada em Vancouver no último final de semana, Wright surpreendeu o público presente declarando que a MGM cancelou todos os novos projetos relacionados a “Stargate” tanto para a TV quanto para o cinema ou DVD. A mesma informação foi postada pelo roteirista e produtor Joseph Mallozzi em seu blog.

Em seu Twitter, Martin Gero, que também trabalhou com a franquia, disse que ‘depois de 354 episódios e dois filmes direto em DVD, os cenários de “Stargate” estão sendo desmontados’. Mesmo com o cancelamento, os cenários das três séries ainda estavam erguidos nas dependências do Bridge Studio, em Vancouver, Canadá, na espera da autorização da MGM para dar início à produção de mais um filme ou temporada (no caso de “Stargate Universe”).

Elenco da série original

Stargate SG-1” estreou em 1997 como uma continuação ao filme exibido nos cinemas. Com 10 temporadas, ela se transformou na série de ficção científica mais longa da história da TV americana (na Inglaterra, a honra cabe à “Doctor Who”). Seu sucesso gerou duas spinoffs: “Stargate Atlantis” e “Stargate Universe“.

A primeira foi cancelada após cinco temporadas para dar lugar à segunda que, por sua vez, foi cancelada por baixa audiência, em sua segunda temporada. A série termina com um cliffhanger (final em aberto), sendo que seus últimos episódios ainda estão sendo exibidos nos EUA.

Quando “Stargate Atlantis” foi cancelada, os produtores prometeram um filme que daria um final à trama. Esse filme não vai mais ser produzido. Os fãs de “Stargate Universe” também não devem esperar por um filme que finalize a trama da série. Até mesmo os dois filmes de “Stargate SG-1″, que seriam lançados em DVD com os títulos de “Stargate: Revolution” e “Stargate: Extinction”, não serão mais produzidos, mesmo tendo os roteiros prontos.

Segundo Wright, a situação econômica do país e da MGM, que detém os direitos de produção, teriam determinado o fim da franquia, ao menos, em um futuro próximo. Nada impede que um dia, quem sabe, quando os ‘cofres estiverem cheios novamente’, o estúdio decida ressuscitar a franquia. Vamos torcer para que não seja com remakes, mas com uma continuação.
>> VEJA – por Fernanda Furquim


“DOCTOR WHO”: VEJA UM NOVO TRAILER

segunda-feira | 18 | abril | 2011

Sexta temporada começa a ser exibida na Páscoa

Enfim vai começar a sexta temporada de Doctor Who.

E a BBC não está economizando em comerciais, trailers e fotos. Assista abaixo a um novo trailer. O primeiro episódio, vai ao ar na Páscoa.

A série, produzida e exibida pela BBC, acompanha um personagem conhecido apenas como “The Doctor”, que viaja a bordo de sua máquina do tempo, a Tardis.

Doctor Who foi exibida entre 1963 e 1989, o que lhe garantiu um lugar no livro dos recordes como “a mais longa série de ficção científica do mundo”. Depois de um hiato (e alguns especiais), voltou a ser produzida em 2005 e retomou seu sucesso.
>> OMELETE – por Marcelo Forlani


“DEUSES AMERICANOS”: HBO FARÁ MINISSÉRIE DO LIVRO DE NEIL GAIMAN

segunda-feira | 18 | abril | 2011

deuses-americanos

Segundo o site The Hollywood Reporter, a HBO está desenvolvendo uma minissérie baseada no livro Deuses Americanos (American Gods), de Neil Gaiman.

Publicado nos Estados Unidos em 2001, Deuses americanosganhou os prêmio HugoNebulaLocus, Bram Stoker, World Fantasy e Geffen. O livro foi lançado no Brasil pela Conrad Editora, em 2002, e ganhará uma nova edição neste ano.

Playtone, empresa de Tom Hanks e Gary Goetzman, que desenvolveu séries como Band of Brothers e The Pacific está envolvida com o projeto.

Outros romances de Neil Gaiman adaptados para o cinema sãoStardust e CoralineO Livro do Cemitério (The Graveyard Book) também será transformado num filme, por Neil Jordan (diretor deCompanhia dos LobosMona LisaTraídos pelo Desejo e Valente). Gaiman também escreveu o roteiro de Beowulf.
>> UNIVERSO HQ – por Sérgio Codespoti


“GAME OF THRONES”: HBO DIVULGA VÍDEO DE BASTIDORES COM 25 MINUTOS

domingo | 10 | abril | 2011

Série começa a ser exibida em 17 de abril nos Estados Unidos

A HBO lançou na última semana em seu canal oficial no YouTube um vídeo de 25 minutos que explora praticamente tudo sobre a nova série épica Game of Trones.

Assista abaixo ao elenco e equipe falando sobre os personagens, a trama e tudo mais relacionado ao seriado:

O vídeo é mais uma prova do empenho do canal na divulgação de Game of Thrones. No domingo passado foi exibida nos EUA uma prévia de 14 minutos do primeiro episódio.

A série se passa em Westeros, uma terra reminiscente da Europa Medieval, onde as estações duram por anos ou até mesmo décadas. A história gira em torno de uma batalha entre os Sete Reinos, em que duas famílias dominantes estão lutando pelo controle do Trono de Ferro, cuja posse assegura a sobrevivência durante o inverno de 40 anos que está por vir.

Game of Thrones é encabeçada por Lena HeadeySean BeanMark Addy.

Nikolaj Coster-WaldauKit HarringtonJack GleesonPeter DinklageHarry Lloydcompletam o elenco principal. David Benioff D.B. Weiss produzem e Thomas McCarthy (O Agente da Estação) dirige o piloto. Cada temporada cobrirá o enredo de um livro da série.

Game of Thrones estreia nos EUA em 17 de abril.

E o quinto volume, A Dance with Dragons, já teve sua data de lançamento anunciada.

Assista a um teaser e a um making-of

Leia mais sobre Game of Thrones
>> OMELETE – por Aline Diniz


“GAME OF THRONES”: HBO EXIBE PRÉVIA DE 12 MINUTOS

quarta-feira | 6 | abril | 2011

A HBO está apostando alto em “Game of thrones” e segue divulgando a série de fantasia medieval com o maior alarde possível. Neste domingo foi ao ar uma prévia de 12 minutos do primeiro episódio, aumentando ainda mais a expectativa entre o fãs do livro de George R.R. Martin. A série estreia dia 17 de abril nos EUA. Com orçamento de US$ 60 milhões, a primeira temporada será dividida em 10 espisódios.

A prévia mostra o prólogo do primeiro livro e apresenta os personagens da família Stark. A cena da execução de um desertor da Patrulha da Noite, presente em quase todos os trailers lançados até agora, é mostrada na íntegra. Clique aqui para ver os 12 primeiros minutos.

A série é inspirada nas “Crônicas de Gelo e Fogo”, saga de sete livros escritos por Martin. Quatro livros já foram publicados nos EUA e o quinto chega às lojas em junho. No Brasil, apenas os dois primeiros livros – “A Guerra dos Tronos” e “A Fúria dos Reis” – já foram publicados.

A história gira em torno de sete famílias que disputam o trono do reino de Westeros, enquanto enfrentam a ameaça de uma invasão de bárbaros vindos do norte além de criaturas ainda mais assustadoras. Martin é aclamado como o “Tolkien americano” pela qualidade do seu texto e o apelo da história e dos personagens mesmo entre o público menos ligado em histórias de fantasia.

Além dos trailers tradicionais, a HBO criou diversas formas de manter os fãs ligados na série mesmo antes da estreia. No site oficial há jogos que revelam novas cenas, fotosenquetessobre a casa e personagem preferido de cada um.
>> O GLOBO – da Redação


“MULHER MARAVILHA”: DOS QUADRINHOS PARA A TV

terça-feira | 29 | março | 2011

William Moulton Marston, um conhecido psicólogo americano, era um ávido leitor de HQ, mas também um de seus maiores críticos. Marston, professor de psicologia da Columbia University, autor de livros, colaborador da revista Reader’s Digest e palestrante, foi o inventor de um teste de pressão sanguínea que se tornaria um dos componentes para o polígrafo (detector de mentiras).

Ellie Wood Walker

Marston também era defensor do feminismo. Através de seus textos publicados, ele dava conselhos a mulheres e apresentava seu ponto de vista a respeito do casamento, da obediência ao homem e da posição da mulher na sociedade. Para ele, uma mulher deveria ocupar o cargo de Presidente da República. Como psicólogo, Marston atacou o universo dos super-heróis dos quadrinhos, acusando-o de machista por não dar às mulheres personagens com os quais poderiam identificar-se. Em sua opinião, as meninas não desejavam ser meninas porque não existiam personagens femininas fortes e carismáticas, apenas mulheres que apareciam para atrapalhar o herói ou criar situações nas quais eles poderiam mostrar sua superioridade.

As críticas de Marston chamaram a atenção da DC Comics, que o convidou a assessorar seus roteiristas, oferecendo-lhes o ponto de vista psicológico dos personagens e como deveriam ser passados para o público adolescente.

Nesta sua função, ele recebia os textos e fazia observações a respeito de mudanças que deveriam ser feitas nos personagens ou mesmo nas histórias. Com o tempo, ele foi convidado a criar um super-herói que refletisse suas teorias.

Assim surgiu a Mulher-Maravilha, que Marston criou utilizando o nome de Charles Moulton. Fisicamente bonita, feminina, extremamente inteligente e com a força de muitos homens, a personagem, que surgiu em um universo masculino, utilizava roupas provocantes (para a época).

Vivendo situações que atraíam o interesse masculino, entre elas, a de ser presa e amarrada, ficando à mercê de seus opressores, a Mulher-Maravilha sempre dava a volta por cima. Para as mulheres, as situações representavam a idéia de que era possível libertar-se de suas ‘amarras da sociedade masculina’.

Estudioso da cultura grego-romana, Marston criou um universo para sua personagem que remonta esta cultura. Batizada de Diana, a personagem era uma amazona que vivia na Ilha Paraíso (também conhecida com Themyscira ou Temiscira), localizada no Triângulo das Bermudas.

Cathy Lee Crosby

 

A Mulher-Maravilha fez sua estréia nos quadrinhos no dia 8 de dezembro de 1941, ganhando uma edição própria em 1942. Nessa época, os EUA estavam entrando na 2ª Guerra Mundial, o que levou os meios de comunicações americanos, sem exceção, a serem convocados para atuarem em favor dos aliados e contra o nazismo. Assim, as histórias da heroína foram situadas no mesmo período.

Na Ilha Paraíso, as amazonas são seres imortais, nascidas de moldes de barro, vivendo por conta própria, sem a necessidade da presença do homem. Um dia, um acidente aéreo leva o piloto do avião, Major Steve Trevor, a ser socorrido por elas. Diana, filha da Rainha Hipólita, é a escolhida para levá-lo de volta aos EUA, onde deverá permanecer para ajuda-los a derrotar o nazismo.

Utilizando a bandeira americana encontrada no avião, as amazonas fabricam o uniforme da Mulher-Maravilha. Entre os acessórios, o laço da verdade (em referência ao detector de mentiras criado por Marston); braceletes feito de um material existente apenas na Ilha, capazes de repelir balas ou qualquer outro tipo de munição; e uma tiara, através da qual poderia se comunicar com a Ilha (a tiara também servia de bumerangue). Seu meio de transporte era um avião invisível, controlado pela mente.

Richard Eastham como o General Phil Blankenship

Além dos nazistas, algumas vezes representados pela Baronesa Paula Von Guther, a Mulher-Maravilha também enfrentava super-vilões, como Cheeta, Mulher-Leopardo, Giganta e, é claro, Marte, o Deus da Guerra, que desejava destruir as amazonas, amantes da paz, para continuar a instigar os homens à guerra.

Após a morte de Marston em 1947, a personagem nos quadrinhos continuou vivendo suas aventuras, chegando à década de 1960, quando surgiu a Garota-Maravilha, Donna Troy, uma órfã salva pela heroína. Através de um raio, Diana lhe dá super-poderes, tornando-a sua auxiliar no combate ao mau. Nesse período também surgiu I-Ching, um chinês mestre das artes marciais que se torna amigo de Diana.

Na década de 1970, a personagem foi atacada por outro psicólogo, Frederic Wertham, que a acusava de ser lésbica. Para ele, qualquer mulher que defendesse o feminismo só poderia ser homossexual. Assim, a personagem reduziu seu discurso feminista e passou a idolatrar o Major Steve Trevor.

O próximo passo da personagem foi adentrar o mundo da televisão. A primeira tentativa ocorreu na década de 1960, quando um piloto de cinco minutos chegou a ser produzido pelos mesmos responsáveis por “Batman”. Seguindo a mesma linha cômica, o primeiro roteiro foi escrito por Stan Hart e Larry Siegel, da revista Mad, o qual foi reescrito por Stanley Ralph Ross, da série “Batman”.

Na história, Diana vivia nos EUA em um pequeno apartamento, junto com sua mãe, Hipólita, que estava decepcionada com a filha por ela ainda ser solteira e ficar perdendo tempo em salvar o mundo. Diana, por sua vez, era uma jovem sem graça, como um patinho feio, que se transformava na Mulher-Maravilha. Quando se olhava no espelho, se via linda e maravilhosa. A personagem era interpretada por Ellie Wood Wallas e seu reflexo no espelho era Linda Harrison. Confiram o vídeo abaixo.

O enredo foi considerado medíocre a série não chegou a ser produzida, levando a personagem a ter uma nova chance na década de 1970. Depois de fazer sua estréia nas séries animadas “Superman-Aquaman Hour Adventure”, de 1967, e em “Os Superamigos”, de 1973, a Mulher-Maravilha foi comprada pela Warner Brothers, que deu início ao desenvolvimento de um telefilme.

Lynda Carter como Diana Prince

A idéia de Douglas S. Cramer, responsável pelo projeto, era trazer a personagem para o tempo presente, no qual ela seria uma aliada da CIA. O telefilme estreou em 1974, com Cathy Lee Crosby no papel título.

Sendo loira, vestindo um uniforme diferente daquele popularizado pelos quadrinhos e sem superpoderes, a personagem não retratava o universo popularizado pelos quadrinhos. A produção foi atacada pela crítica e pelos fãs, levando os responsáveis a reformularem o projeto, tornando-o mais fiel ao original dos quadrinhos.

Assim surgiu outro telefilme, com Lynda Carter no papel título. Inexperiente, a atriz, que tinha sido testada para o telefilme anterior, precisou enfrentar a resistência da rede ABC que queria Joanna Cassidy (240-Robert e A Sete Palmos) no papel principal.

Por curiosidade, entre as atrizes que fizeram testes para o projeto estão Suzanne Sommers (Step By Step), Rachel Welch, Lindsay Wagner (A Mulher Biônica), e aquelas que ficariam conhecidas como as panterinhas do Charlie: Kate Jackson, Farrah Fawcett, Cheryl Ladd e Jaclyn Smith.

No papel do Major Steve Trevor, o produtor Douglas S. Cramer contratou Lyle Waggoner, que já tinha feito testes para estrelar a série “Batman”.

Lyle Waggoner como Steve Trevor

Na história, a personagem passou por algumas mudanças, em função de orçamento e desenvolvimento criativo. Para se transformar na Mulher-Maravilha, Diana dá uma espécie de pirueta, fazendo surgir um clarão. Nos quadrinhos, a mudança é feita em alta-velocidade.

A personagem também adquiriu os poderes de mudar de voz e se comunicar com os animais. Para aprisioná-la, ao invés de unir seus braceletes, os bandidos teriam que retirá-los.

O telefilme foi um sucesso levando a ABC a produzir um outro, que mais tarde seria dividido em duas partes, apresentados como os dois primeiros episódios da série produzida entre 1975 e 1979 (já lançada em DVD no Brasil).

Lynda Carter como a Mulher-Maravilha

A série somente foi aprovada pela ABC quando as redes CBS e NBC demonstraram interesse em produzi-la. Após a primeira temporada, que retratou o universo criado nos quadrinhos, a série foi cancelada. Resgatada pela CBS, a segunda temporada foi produzida levando a personagem para o tempo presente.

Com o título de “As Novas Aventuras da Mulher-Maravilha”, a personagem foi transformada em uma espécie de “As Panteras”.Entre as mudanças, Steve Trevor teve uma participação reduzida, a Ilha Paraíso e o avião invisível foram dispensados, e a personagem abandona completamente a imagem tradicional de Diana Prince, identidade secreta da Mulher-Maravilha, que tinha o objetivo de passar despercebida das pessoas que a cercavam.

Na versão da CBS, ela é uma mulher exuberante, que vive na moda, que sequer utiliza óculos (à la Clark Kent) para disfarçar. Assim, ficou ainda mais difícil aceitar o fato que ninguém percebia que Diana era a Mulher-Maravilha.

Adrianne Palicki como a Mulher-Maravilha no piloto de David E. Kelley

Para justificar a presença da heroína no tempo presente, a história apresenta um novo piloto, no qual, Diana está de volta à Ilha (uma das poucas, senão a única, referência na nova fase), onde salva a vida de Steve Trevor Jr, interpretado pelo mesmo ator. Assim, ela decide retornar aos EUA para ajudá-lo na caça a comunistas, terroristas e traidores.

Cancelada em sua terceira temporada, a série não conseguiu explorar o universo e o potencial criado em torno da heroína. Agora, com um novo projeto está se desenvolvendo, as primeiras informações divulgadas levam a crer que a personagem continuará a ser desperdiçada pela televisão. Teremos que esperar para conferir.

Estrelada por Adrianne Palicki (Friday Night Lights), a série ainda está restrita à produção de um episódio piloto. No entanto, o produtor David E. Kelley declarou em entrevistas estar confiante que a primeira temporada será encomendada, chegando ao ponto de afirmar que a série deverá estrear até 2012.

Sua confiança pode estar relacionada ao seu contrato. Alguns produtores de renome conseguem estabelecer em contrato a obrigação do canal de encomendar os primeiros episódios de projetos com potencial de atrair o interesse de um grande público. Ainda não há informações de que seja este o caso.

Esta é a segunda tentativa de dar à heroína uma nova série de TV. Entre 1997 e 1998, existiu um projeto da Warner Bothers para se produzir uma série criada por Deborah Joy Levine, responsável por “As Novas Aventuras do Superman”, com Dean Cain e Teri Hatcher.

Em 2000, surgiram informações sobre um filme para o cinema. Na época, John Cohen tinha sido contratado para escrever o roteiro, que seria produzido por Joel Silver. Posteriormente, Joss Whedon (Buffy a Caça-Vampiros) teve seu nome ligado à produção, que parece ter sido jogada para 2015.

Cloris Leachman como a Rainha Hipólita

>> VEJA – por Fernanda Furquim


A RELAÇÃO DOS TELEFILMES NA PRODUÇÃO SERIADA

terça-feira | 22 | março | 2011

Van Johnson em "The Pied Piper of Hamelin", de 1957

No Brasil, a produção de telefilmes é algo raro. Quando produzidos, são chamados de “Especiais”, mas são tão poucos que nem dá para dizer que a produção desse formato existe de fato.

Nossa teledramaturgia é (praticamente) dedicada às novelas. Já vi muitas quando criança e apesar de não gostar mais de acompanhar esse tipo de programa, não sou contra sua produção. Existe público para isso. No entanto, a partir do momento que (praticamente) só se produz isso…então sou contra.

A produção televisiva deveria ser diversificada. Ao menos, nos canais de rede aberta. Isto não ocorre no Brasil e, atualmente, também não ocorre nos EUA. Repararam que eles pararam de produzir telefilmes? Tal qual as minisséries, os telefilmes estão relegados à produção da TV a cabo, onde também são oferecidas séries, desenhos animados, reality shows, documentários, talk shows e game shows. Só falta a novela…mas não sejamos exigentes (existe um canal a cabo chamado SoapNet dedicado às novelas, mas sua produção própria é mínima, quase inexistente, dedicando-se mais às reprises, como o Viva faz no Brasil).

Os telefilmes, tal qual as minisséries, contribuíram com a evolução das séries de TV americanas. Levou um bom tempo para que a produção de telefilmes tivesse início. Entre as décadas de 1940 e 1950, a TV americana contentou-se em exibir filmes produzidos para o cinema. Até a década de 1960, somente filmes produzidos antes de 1948 poderiam ser exibidos na TV, dentro de sessões de cinema criadas especialmente para isso. Estas sessões eram programadas tarde da noite, após o horário nobre. Isto porque os canais temiam que a qualidade técnica dos filmes, mesmo os antigos, ferisse a receptividade de suas séries e programas, muito embora os canais regionais intercalassem seu horário nobre com séries e filmes de cinema.

No final da década de 1950, os estúdios de cinema pressionaram os canais a negociar a exibição de filmes mais recentes em horário nobre. O fato causou problemas para as redes, visto que o valor que os estúdios queriam cobrar por seus filmes era muito maior que aquele que elas estavam dispostas a pagar. Além disso, o Sindicato dos Roteiristas se posicionou contra a decisão. Primeiro, porque a exibição em horário nobre de filmes produzidos para o cinema reduziria o espaço para uma produção própria, prejudicando a oportunidade de trabalho dos roteiristas; segundo, os roteiristas dos filmes não recebiam nenhum valor pela exibição de seu trabalho em outro veículo.

Em função disso, surgiu uma greve geral de roteiristas que teve início em 16 de janeiro de 1960. Esta paralisação é comparada com a que ocorreu em 2007, quando os roteiristas fizeram greve para receber pagamento quando seus trabalhos fossem disponibilizados em streaming na Internet.

A greve de 1960 durou seis meses, finalizando com um acordo entre as partes. Assim teve início a exibição na TV de filmes mais recentes produzidos para o cinema, o que fez surgir um público específico. O fato levou os canais a perceber o potencial da produção própria de filmes.

A primeira a investir nesse formato foi a NBC. Apesar de algumas experiências anteriores, como “The Pied Piper of Hamelin”, de 1957, filmado em Technicolor, para a DuMont Network, “See How They Run”, de 1964, é considerada a primeira produção de telefilme para a TV americana. Trata-se de uma adaptação de uma peça de teatro, estrelada por John Forsythe e Jane Wyatt, com direção de David Lowell Rich. Em função da baixa audiência, o canal levou dois anos para voltar a produzir nessa área.

Em 1966, a NBC criou o “Saturday Night at the Movies”, sessão de telefilmes produzidos quase que exclusivamente pela Universal. O primeiro teria sido “Os Audaciosos/The Name of the Game”, estrelado por Tony Franciosa, que interpretou um jornalista investigativo. A boa receptividade do telefilme fez com que o canal o transformasse em série, a qual fazia um rodízio das histórias estreladas por três atores: Robert Stack, Gene Barry e Franciosa.

A produção de telefilmes se estabeleceu quando foi exibido “The Doomsday Flight”, de Rod Serling, sobre a histeria gerada por passageiros e tripulantes de um vôo entre Los Angeles e Nova Iorque, que descobrem a presença de uma bomba no avião. A história, que mesclava melodrama, mistério e tensão, dentro de um formato antológico e com orçamento de cinema, determinou a continuidade desse tipo de produção a partir de 1967.

Os telefilmes substituíram os teleteatros, trazendo diversas histórias, sem personagens fixos, explorando situações polêmicas com uma estética cinematográfica. Competindo com os telefilmes e com os filmes de cinema, as séries adotaram, ao longo dos anos de 1960, uma narrativa e uma estética mais realista para sua produção dramática.

(E-D) Robert Stack, Gene Barry e Tony Franciosa em "Os Audaciosos"

Mas os telefilmes não eram vistos apenas como concorrentes das séries. A exemplo do que ocorreu com “Os Audaciosos”, muitos telefilmes foram produzidos com a intenção de testar público para o potencial de uma nova série.

Assim sendo, pilotos com 90 minutos de duração eram exibidos na TV em sessões de telefilmes. Se a audiência fosse boa, a série era encomendada, a exemplo de “Smith & Jones”, “Havaí 5-0”, “Kolchak”, “McCloud”, “O Casal McMillan” e “Columbo” (estes três últimos tiveram seus episódios exibidos alternadamente dentro da sessão “The NBC Mystery Movie”).

Com o passar dos anos, os telefilmes também começaram a ser utilizados como alternativa para finalizar a trama de uma série cancelada, bem como uma forma de reunir atores/personagens de um seriado de sucesso, mostrando ao público o que aconteceu com eles (são os telefilmes conhecidos como ‘reunions’).

A presença de filmes e de telefilmes em horário nobre também fez surgir séries com episódios de duração entre 75 e 90 minutos. A exemplo de “O Homem de Virgínia”, “Columbo”, “Banacek”, “Os Audaciosos”, entre outros. Em função dos telefilmes, mais profissionais do cinema migraram para a televisão. Esse formato também influenciara o surgimento das minisséries.

Como visto aqui, o estopim foi a importação de produções estrangeiras; mas a popularidade crescente dos telefilmes e a necessidade dos roteiristas de ter mais tempo para desenvolver suas histórias também serviram como influência para a produção própria de minisséries, as quais provocariam mudanças na narrativa seriada.
>> VEJA – por Fernanda Furquim


“BEING HUMAN” GANHA QUARTA TEMPORADA

quarta-feira | 16 | março | 2011

O canal BBC3 anunciou a renovação da série criada por Toby Whithouse, “Doctor Who” e “Torchwood”.

A quarta temporada de “Being Human” terá oito episódios, com previsão de estreia para 2012, na Inglaterra. A história dará continuidade à trama do ponto em que ela parou, introduzindo novos personagens.

Produzida pela Touchpaper Wales, “Being Human” vem se tornando uma produção cultuada entre seu público alvo, que compreende a faixa etária entre 16 e 34 anos.

A terceira temporada registrou a maior audiência da série até o momento, com cerca de 1.8 milhões de telespectadores (somada a exibição ao vivo, reprises e disponibilização de episódios em novas mídias).

Em função disso, o canal decidiu exibir no dia 20 de março a webserie “Becoming Human“, que já foi disponibilizada na Internet, registrando cerca de 1.5 milhões de telespectadores até o momento.

O interesse do público pela série fez com que o canal SyFy produzisse uma versão americana, que estreou em janeiro nos EUA.
>> VEJA – por Fernanda Furquim


“NATIONAL KID”: KIDO? KIDO! NATIONARO KIIDO!

sexta-feira | 11 | março | 2011

01-kid-kid

National Kid ficou imortalizado como símbolo dos heróis japoneses no Brasil. Usando trajes pra nenhum Super-Homem botar defeito (com direito a anteninha de mola na cabeça balançando pra lá e pra cá), Kid lutava usando seus precários, porém charmosos, golpes de caratê contra os Incas Venusianos. O enlatado japonês, que poderia ter passado batido, resistiu ao tempo e foi lançado este ano em DVD.

Há quatro décadas, assistir aos episódios do herói oriental era a obrigação de toda criança antes de ir para a escola. Ainda hoje, essa geração não se cansa de falar e comparar lembranças do seriado (e de, com isso, confessar a idade…).
No Brasil, o seriado desembarcou em 1962, na TV Record. Por vários anos, seus 39 episódios, que se agrupavam em quatro temporadas, foram exibidos e reprisados. Quando chegou 1968, National Kid foi levado das telas da televisão junto com boa parte do acervo que a Record perdeu num incêndio.

Os fãs do super herói só voltariam a vê-lo em 1995, graças à Sato Company que relançou 90% do programa em vídeo em comemoração ao 85o aniversário da imigração japonesa.

No entanto, parte das lembranças foram assassinadas pela nova dublagem, que não foi condenada apenas por se tratar de uma nova dublagem, mas sim por ter sido muito mal conduzida. A maior blasfêmia envolveu clássica saudação dos Incas Venusianos, Awika (com som forte no i), que foi trocada por “Ávica”. O curioso é que a redublagem foi dirigida por Emerson Camargo, dono da voz original do super-herói. Ele tinha a obrigação de saber, pelo menos, essa palavra, a mais lembrada pelo público – a menos que Emerson tenha optado em deixar a adaptação mais próxima do original, em que “Awíka” é “Àvika” mesmo, apesar disso ser pouco provável.

Mas nada disso importa para quem via o professor Masao Hata e o quinteto de crianças há 40 anos. Alugar ou comprar National Kid em vídeo era o mesmo que ter em mãos uma máquina do tempo e poder usá-la a qualquer hora.
O relançamento da série foi um grande sucesso. Teve exposição de ilustrações no Sesc Pompéia, exibições em vários teatros e cinemas e até um bloco inteiro num Fantástico da época.

Sete anos depois, o mesmo Nelson Sato, presidente da Sato Company, lançou, em parceria com a Cinemagia, os dois primeiros volumes de National Kid em DVD, que está disponível nas lojas.
Nessa reedição, que fixou a desgastada película em formato digital, foram incluídos os treze primeiros episódios da saga, que abrangem toda a temporada dos Incas Venusianos. O que ficou estranho é a falta de opções com relação as legendas e á dublagem. No primeiro disco, só está disponível a cópia dublada e no segundo, não dá para ver outra versão se não a legendada. Mas, enfim, os episódios estão alí, a salvo de todo o mofo.

O primeiro super-herói

Não pense que National Kid foi um fracasso no Japão. Pelo contrário. Lá, o mascarado também representa um marco para a história dos tokusatsu.

Pronunciando Nationaro Kido, os famosos estúdios da Toei Company produziram o seriado, que estreou em 1960 pela emissora NET (atual TV Asahi). Apesar de ser o primeiro herói a poder voar, a revolução de Kid estava nos bastidores. O orçamento usado para a filmagem de um episódio de trinta minutos era de, aproximadamente, um milhão e quinhentos mil ienes (hoje, cerca de doze mil dólares). Isso numa época em que a média era destinar dez mil ienes por minuto às produções para a TV (lembre-se que, nos anos de 1950 e 60, a Toei investia muito mais em filmes para cinema. A televisão ainda era posta numa categoria inferior).

Esse investimento todo veio por intermédio da National Matsushita Denki (atual Panasonic), a patrocinadora do seriado. A empresa apostou num programa infantil como um imenso outdoor para aumentar as vendas de suas pilhas e bugigangas eletrônicas. A jogada foi de mestre e o objetivo foi alcançado em pouco tempo. National Kid não só carregava, ele próprio, o nome da futura Panasonic, como vivia mostrando rádios e aparelhos sofisticados com a estampa da empresa. A pistola Eroruya, que o herói usava para disparar raios, começou a ser comercializada nas lojas e foi outro grande sucesso. Era a primeira vez que as crianças podiam brincar com um apetrecho oficial de um programa que via na TV (um alívio para as donas de casa, que não agüentavam mais ver suas toalhas e lençóis recortados em forma de capa). Com isso, o merchandising, que hoje dita as regras no ramo de entretenimento, estava criado.

Além do trabalho institucional, a própria série ganhou um clima moderno e futurístico, o que atraía a audiência. Lógico, cifras a mais destacaram a qualidade da produção. As cenas de vôo, por exemplo, eram feitas em cromakey (fundo azul ou verde), o que liberava os pobres funcionários do estúdio da constrangedora função de ficar correndo com um boneco tosco pendurado num fio.

01-kid-pose2MENSAGEM ANTI-NUCLEAR

Os Incas Venusianos, liderados pela rainha Aura (devota ao deus Awika), chegam à Terra e alertam alguns cientistas para que parem as pesquisas de energia nuclear. Eles temem que os terríveis efeitos da radiação extrapolem o território terrestre e infectem outros planetas do universo. National Kid é enviado do planeta Andrômeda para defender os humanos. Aqui, ele se disfarça do cientista Masao Hata (originalmente chamado de Ryusaku Hata) e, ao chamado do rádio mágico surge onde quer que esteja o perigo. Além dos Incas Venusianos, Kid quebra o pau com os Seres Abissais, os Seres Subterrâneos e os Zarrocos.

01-kid-manga

Como a maioria dos heróis do pós-guerra, National Kid fazia um apelo para o fim dos testes nucleares. As feridas japonesas ainda não estavam totalmente cicatrizadas e, com o tokusatsu, era possível passar os ideais de paz e progresso através de metáforas bem estereotipadas (vide Godzilla, fruto de testes com radiação).

Mas essas mensagens subliminares não faziam diferença para o publico brasileiro, que estava mais interessado em saber se Kid iria ou não dar um fim em Aura e nos outros Incas Venusianos.

Curiosidade: O ator que interpretou o alter-ego humano de National Kid, Ichiro Kojima, foi trocado depois das duas primeiras histórias para estrelar filmes da própria Toei. No lugar entrou Shutaro Tatsume.

PHD em National Kid

Humberto Cardoso é o autor do site National Kid Brasil, lugar onde você encontra as mais completas informações sobre o herói. Confira porque até hoje ele não desgruda do Super-Homem nipônico (não, não é bem isso…) nessa mini-entrevista:

Awika – Quais são suas melhores lembraças do National Kid?

Humberto: National Kid tem uma marca registrada na minha vida. Eu morava no Cachambi, com os meus pais e meus irmãos. Toda a família vibrava com as cenas do seriado e nós, na época com idades entre 6 a 8 anos, brincávamos, pulávamos e cantávamos a marchinha clássica. Nossos amigos da escola e da rua não ficavam de fora. National Kid, certamente, encontra-se atrelado à melhor fase da minha vida, um verdadeiro marco.

Awika – Nos anos 60 eram exibidos vários outros programas com super heróis e aventuras, como Ri-tin-tin, Batman, Perdidos no Espaço e o próprio Super-Homem. O que o Kid tinha de especial?

Humberto: Independente das cenas de ação ou dos inimigos, havia algo que, indiscutivelmente, nos cativava muito: os protegidos do Professor Masao Hata. Nós nos identificávamos muito com aquelas crianças, que viviam se metendo em confusões e sendo resgatadas pelo National Kid. O menino mais novo era incrível!

Awika – Quando surgiu a idéia de montar um site sobre o National Kid? Onde conseguiu as informações?

Humberto: Em pesquisa na Internet, há cerca de 2 anos, encontrei apenas um site que, entre outros assuntos, trazia um pequeno texto e uma única imagem do National Kid. Como eu tenho todas as fitas da série, inclusive as duas últimas, não lançadas no Brasil, resolvi capturar algumas imagens e introduzir num site da Intermega (Globo, o primeiro, praticamente em fase de teste). Aqui no Rio há inúmeros fãs do herói e consegui obter várias matérias, publicas em jornais da época. Outras informações vieram por intermédio de amigos no Japão. Conheci um rapaz, de São Paulo, webmaster do site Retrotv (www.retrotv.com.br), que demonstrou interesse na elaboração do site pelo Hpg. Na época eu não tinha conhecimentos de programação html mas, diante da gentileza dele, resolvi seguir em frente.

Awika – Para finalizar, tire a dúvida que atormenta muitos fãs: National Kid era exibido na Globo ou na Record?

Humberto: A série foi exibida na Record e, em algumas ocasiões, na Globo. Por último da extinta Rede Manchete. Há algum tempo, a série estava sendo exibida na TecSat.

Heróis de grife

National Kid ficou famoso por ter o mesmo nome da empresa patrocinadora, no caso, a National. Entretanto, existem outros programas exibidos no Japão que escancaram o nome do injetor de recursos no título. Um deles é até anterior ao Kid e ficou conhecido como “Sony-gou Soratobu Bouken” (algo como “Número Sony: A Aventura que voa pelo Céu”).

01-kid-box-sony
Sony-gou Soratobu Bouken

O seriado é um cult americano produzido em 57. Como, obviamente, era a Sony que patrocinava o projeto, os japoneses decidiram (ou foram obrigados) a colocar o nome da hoje toda poderosa empresa como nome principal da série, que no original chama-se Whirlybirds. Sony-gou é o helicóptero que os heróis da história, vividos por Kenneth Tobey e Craig Hill, usam para salvar pessoas feridas, levar remédios e até perseguir bandidos a mando da sua empresa de serviços aéreos.
Há algumas décadas, diferente de hoje, cada produção costumava ser patrocinada por uma única empresa. Logo, era comum ver séries e animes com títulos “homenageando” quem está por trás, como Kaze no Fujimaru (Fujimaru do Vento, 1964), da farmacêutica Fujiwara Yakuhin ou Harisu Senpu (Harisu Redemoinho, 1966), custeado pela Harisugamu, de produtos manufaturados.

01-kid-box-fujimaru
Kaze no Fujimaru

Um live action do final dos anos 50 mostrava um herói cômico chamado Tonma Tengu (Goblin Tolo) falando : “meu sobrenome é Oronain e meu nome é Nakou!”. Acontece que Oronain Nankou é o nome da pomada que a empresa farmacêutica Otsuka Seiyaku, patrocinadora da série, fabrica (até hoje é o seu principal produto). Em Alah no Shisha, de 60, apoiado pela Kabaya Shokuhin (alimentícia), o protagonista lutava para defender um nobre, descendente do reino de Kabayan. O nome do nobre era Kokonuts, referência ao delicioso Kokonuts Caramel, famosa guloseima feita pela empresa.

Se hoje isso parece bizarro ou até mesmo engraçado, na época era natural. Afinal, era preciso capitalizar!

01-kid-box-tengu
Tonma Tengu

>> BLOG ROBO GIGANTE – por Nagado


“VAMP”: NOVELA SERÁ REPRISADA NO CANAL VIVA EM ABRIL

sexta-feira | 25 | fevereiro | 2011

Trama jovem de Antonio Calmon foi exibida pela TV Globo há 20 anos.
História trazia Claudia Ohana como vampira-roqueira
que sonhava ser mortal

A atriz Claudia Ohana em "Vamp" (Foto: Divulgação)

A atriz Claudia Ohana, a heroína de caninos afiados de "Vamp".

Sucesso da década de 90, a novela “Vamp” será reprisada pelo Canal Viva a partir de 11 de abril. A trama jovem escrita por Antonio Calmon foi originalmente exibida pela TV Globo, entre 1991 e 1992, na faixa das 19h.

“Vamp” tinha como protagonista a atriz Claudia Ohana, que interpretava Natasha, uma roqueira brasileira de sucesso internacional que guardava um segredo: era uma vampira. A moça havia vendido sua alma em troca do sucesso para o conde Vald, vivido por Ney Latorraca.

Outra protagonista da novela era a família do capitão Jonas Rocha (Reginaldo Faria), baseado na fictícia cidade praiana de Armação dos Anjos. Viúvo e pai de seis filhos, o capitão se casava com Carmem Maura (Joana Fomm), viúva e mãe de seis filhos – daí o núcleo jovem da trama, que tinha no elenco os atores Fábio Assunção (Lippi) e Luciana Vendramini (Jade).

No núcleo dos vilões – que também fazia às vezes de núcleo cômico – o destaque era a família Matoso. O clã de vampiros era liderado por Matoso (Otávio Augusto), Mary Matoso (Patrícia Travassos), Matosão (Flavio Silvino) e o mortal Matosinho (André Gonçalves).

Com a direção geral de Jorge Fernando, “Vamp” substituirá “Quatro por quatro” na faixa das 15h30 no Canal Viva.

A emissora tem se destacado na audiência da TV a cabo exibindo novelas da TV Globo, como “Vale tudo” (1988) e “Por amor” (1997).
>> do G1, em São Paulo

Flavio Silvino, Guilherme Leme, Ney Latorraca, Patricia Travassos e Otávio Augusto em cena de 'Vamp'.  (Foto: Divulgação)

Flavio Silvino, Guilherme Leme, Ney Latorraca, Patricia Travassos e Otávio Augusto em cena de 'Vamp'.

 


ATRIZES DE “V” FAZEM PARTICIPAÇÕES EM OUTRAS SÉRIES

quinta-feira | 24 | fevereiro | 2011

Há algumas semanas foi divulgado que Elizabeth Mitchell fará participação em um episódio de “Law & Order: SVU”, da NBC. Na história, ela será uma professora de piano suspeita de ter assediado sexualmente um de seus alunos. Acontece que Mitchell é uma das atrizes principais do remake de “V”, do canal ABC. Agora saiu a notícia de que a brasileira Morena Baccarin, intérprete da líder alienígena Anna na mesma série, terá participação especial em “The Mentalist”, da CBS.

Embora não seja raro, não é todo dia que atores que estrelam séries em um canal apareçam como convidados em produções de outras emissoras. Geralmente, a ‘troca de figurinhas’ ocorre entre produções da TV aberta e do cabo.

Desde que não disputem a audiência do mesmo dia e horário, tudo depende dos interesses dos envolvidos. De qualquer forma, neste caso não haverá conflitos de interesses. Os episódios de “Law & Order: SVU” e de “The Mentalist” que contam com as presenças de Mitchell e Baccarin somente irão ao ar nos EUA depois que a segunda temporada de “V” tiver encerrado no dia 15 de março.

Entrando em sua reta final, a segunda temporada de “V”  finalizará com um estrondoso cliffhanger (situação em aberto), no qual personagens fixos deverão morrer. Segundo os produtores, os únicos atores que estão salvos são, justamente, Morena Baccarin e Elizabeth Mitchell.

A decisão de se produzir um final em aberto foi tomada mesmo sabendo que a série tem chances de não ser renovada em função da baixa audiência.

Por curiosidade: na história de “The Mentalist”, Morena interpretará a diretora de uma agência de encontros. O nome de sua personagem é Erica…repararam na ironia? Morena terá o nome da personagem de Elizabeth Mitchell em “V”. Para quem não assiste essa produção, as duas são inimigas. Será que o personagem de Elizabeth em “Law & Order: SVU” se chamará Anna?
>> VEJA – por Fernanda Furquim


SÉRIES DE TV: O QUE ESPERAR DA PRÓXIMA TEMPORADA?

terça-feira | 22 | fevereiro | 2011

Os canais dos EUA, em especial a rede aberta, estão passando pelo período de produção de pilotos de novos projetos que serão avaliados. Alguns serão aprovados e transformados em séries de TV, outros poderão passar pelo processo de reestruturação, que leva à produção de um novo piloto (antes que uma decisão definitiva seja tomada) e outros serão descartados; estes poderão ser oferecidos a outros canais ou, simplesmente, esquecidos.

A avaliação desses pilotos por parte dos executivos dos canais deverá ter início a partir do mês de abril. A encomenda de novas séries deverá começar a ocorrer em seguida, juntamente com os anúncios de cancelamentos de produções atuais. Assim, as séries de baixa audiência abrem espaço na programação para as estreias de novas séries. Os canais têm até o final do verão americano (que termina em agosto) para definir a grade da temporada 2011-2012, que tem início em setembro.

A cada ano, a divulgação de novos projetos e pilotos encomendados permite uma ‘leitura’ do perfil que terá as próximas temporadas americanas. Apesar de todas as mudanças tecnológicas e do surgimento de novas mídias, o comportamento básico (ou tradicional) dos canais prevalece. E o que existe de mais tradicional na TV americana é: o que fizer sucesso nas temporadas anteriores abre caminho para as próximas. É por isso que, ao longo das décadas, vimos surgir uma gama enorme de produções com repetições de temas, readaptações de situações e personagens. Mesmo aquelas produções que trazem algo de novo concentram repetições dentro de seu conteúdo. A diferença fica por conta da forma criativa com a qual os roteiristas e produtores trabalham essas questões.

Como já comentei antes, a TV americana passa pelo tradicional momento de transição entre uma década e outra. A cada década são produzidas séries que definem seu período. No entanto, nos últimos dois anos, os canais americanos ainda não conseguiram oferecer produções que sejam capazes de estabelecer o perfil do que será produzido nos próximos dez anos.Alguns sucessos isolados aqui e ali, mas que ainda não se estabeleceram como produções bases deste período. De qualquer forma, a nova leva de episódios pilotos encomendados para avaliação traz algumas ‘leituras’ interessantes.

Para a temporada de 2011-2012, foram desenvolvidos centenas de projetos, muitos dos quais não chegaram à encomenda de roteiros. Daqueles que receberam a encomenda de um episódio piloto para avaliação temos, por alto (posso ter deixado escapar algum) 100 dramas e 37 comédias (sendo que alguns projetos não tiveram seus gêneros divulgados, portanto eles foram considerados dramas).

A maioria são pilotos para canais abertos. Poucos foram os canais a cabo que divulgaram quais projetos estão com pilotos encomendados. Entre os pilotos que estão sendo produzidos, 32 são policiais ou de espionagens, 14 de ficção científica/fantasia, seis são dramas médicos, cinco de época, cinco jurídicos e três musicais.

A produção de séries de uma nova temporada explora o que foi sucesso nas anteriores. Desta forma, é fácil compreender os motivos pelos quais o gênero policial ainda é importante. Visto se tratar de histórias que agregam diversos elementos importantes no desenvolvimento de personagens e situações, eles ainda são os favoritos do público e, portanto, dos canais.

Um drama policial permite acompanhar personagens que vivem situações emocionais extremas, colocando-os entre a vida e a morte, o que gera conflitos pessoais. O gênero oferece relacionamentos humanos; situações que obrigam pessoas a confiarem umas nas outras; trabalho de equipe; soluções de ‘quebra-cabeças’; explorar conspirações; debates morais e sociais; e, é claro, cenas de perseguições, tiroteio e explosões.

Vale a pena ressaltar que a maioria das produções que marcaram a primeira década do século XXI ainda não conseguiram influenciar o perfil das novas produções, com exceção de um projeto ou outro. A série “24 Horas” é ‘vista’ em apenas três pilotos dos 32 dramas policiais/espionagens que foram encomendados: “Homeland”, para o canal Showtime, “Meet Jane”, para o Lifetime, e “Exit Estrategy”, para a Fox, que já lançou “Human Target” para substituir “24 Horas”.

A série “Lost” é ‘traduzida’ por seu ambiente e por sua narrativa paralela. Depois da estréia de “Off the Map”, em que temos um grupo de médicos tentando sobreviver às precariedades de uma clínica em um local isolado da América Latina, o canal ABC desenvolve “The River”. A história gira em torno de uma equipe de um programa de TV, que se perde na Amazônia. Suas famílias e amigos reúnem um grupo de resgate que parte para o local onde enfrentará diversos problemas.

“Terra Nova” também pode se enquadrar como uma influência de “Lost”, já que temos pessoas viajando pelo tempo, chegando a um local isolado e tentando sobreviver ao ambiente enquanto enfrentam os ‘outros’ que lá vivem. Ao invés de ursos polares ou fumaças cinzentas, os ‘sobreviventes’ de uma época distante enfrentam dinossauros e outros animais da pré-história.

No gênero ficção científica, destacam-se três produções que, também, podem se revelar como influências de “Fringe”. A primeira é “Alcatraz”, projeto que está sendo desenvolvido para o mesmo canal e com os mesmos responsáveis da série que, volta e meia, corre o risco de ser cancelada. Na história, temos um grande mistério em torno de uma situação que pode ser o resultado de universos (ou linha de tempo) paralelos.

O mesmo canal prepara outra produção nessa linha: “Locke & Key”, história com base em HQ que explora ambientes paralelos ao contar a história de uma família que descobre dentro de sua casa um portal capaz de levá-los a uma realidade diferente daquela em que vivem. O terceiro projeto é do canal NBC: em “REM” temos um policial que descobre estar vivendo em duas realidades diferentes. Se produzido, também pode ser apontado como influência direta de “A Origem”.

Por influência de “Glee” a TV americana investiu na produção de três pilotos de séries musicais. No entanto, foram desenvolvidos cerca de 10 projetos nessa linha: “Smash”, para a NBC, sobre os bastidores de produção de um musical da Broadway;  “Grace”, para a ABC,  situado no mundo da dança; e “Patito Feo”, da MTV, versão americana de uma série argentina voltada para o público adolescente.

Outro gênero que parece estar despertando o interesse dos canais é o faroeste. Com o sucesso de “Justified” e do filme “Bravura Indômita”, vários projetos foram desenvolvidos nessa linha, mas apenas três sobreviveram até agora. Seguindo a abordagem de “Justified” temos “Longmire”, para o canal A&E. Tal qual a série do canal FX, este projeto também é uma adaptação de obra literária, sobre um delegado do interior, de moral elevada, solitário, que dita suas próprias regras. A CBS tinha algo parecido, com “Desperado” (também adaptação de livro), mas tudo indica que o projeto não foi adiante. Já a NBC investe em “The Crossing”, ambientada no período pós-Guerra Civil. Lembrando que o AMC já encomendou a série “Hell on Wheels”, sobre a construção de uma ferrovia.

O projeto de comédia “Brave New World”, da NBC, faz uma variação sobre o tema ao apresentar um grupo que vive nos tempos atuais, trabalhando em um parque temático que recria o período no qual viveram os pioneiros americanos.

Outra série que influencia no momento é “Mad Men”, que trouxe de volta o interesse dos canais em produzir histórias ambientadas no passado recente. Foram vários projetos propostos, mas apenas dois ganharam a encomenda de um episódio piloto. Justamente aqueles que eram situados na década de 1960: “Pan Am”, pela ABC, sobre comissárias de bordo; e “Playboy”, pela NBC, sobre garçonetes em um clube noturno. Ainda existe um terceiro projeto em desenvolvimento, mas sem um canal definido: “The Drivers”, produção de Ridley Scott sobre o circuito automobilístico desse mesmo período.

Talvez influenciado por “Sherlock Holmes”, dois projetos chamam a atenção: “Poe”, no qual temos o escritor Edgar Allan Poe solucionando mistérios, e “Among Spirits”, em que Houdini e Arthur Conan Doyle fazem o mesmo. O primeiro é da ABC e o segundo do SyFy. Na linha fantasia, temos projetos de contos de fadas (“Once Upon a Time” e “Grimm”), bruxas e demônios (“Secret Circle”) e zumbis (“Awakening”), mas nada que por enquanto seja significativo.

A maioria dos pilotos que se enquadram no gênero dramático é voltada para as relações familiares ou de trabalho, mas existem alguns dramas políticos (“Georgetown” e “Projeto de Morgan Spurlock”) e sociais (“Hallelujah” e “Muscle”).

Como podem ver, são poucos projetos que propõem alguma mudança na abordagem do tradicional policial-médico-tribunal-família. As informações sobre a narrativa que será adotada por cada projeto são escassas, portanto é difícil saber se eles trarão alguma novidade. De qualquer forma, a expectativa é a de que a nova temporada apresente produções que comecem a definir o perfil da próxima década da TV americana.

>> VEJA – por Fernanda Furquim


“MARCHLANDS, UM CONTO SOBRENATURAL”: DOS EUA PARA A INGLATERRA

sexta-feira | 4 | fevereiro | 2011

Vocês já tentaram imaginar quem foram as pessoas que já viveram em suas casas em décadas passadas? Quem eles eram, com o que sonhavam, como eram seus estilos de vida, que tipo de relações tiveram e o que aconteceu com elas? Quando o roteirista David Schulner (Tell Me You Love Me) se mudou para sua nova casa, ele começou a imaginar quem eram as pessoas que já tinham vivido ali. Assim surgiu o esboço de um roteiro que mais tarde contou com a colaboração de Michael Cuesta (Dexter).

Disputado pela ABC, CBS e Fox, o projeto foi parar ‘nas mãos’ desta última, que chegou a encomendar a produção de um episódio piloto. A ideia era transformar “The Oaks” em uma série de TV, com previsão de estreia para a temporada de 2008-2009.

Mas, na época, passando por uma greve de roteiristas, a produção do episódio piloto não contou com a supervisão de Schulner e Cuesta. O resultado não agradou a diretoria da Fox, que pediu mudanças, chegando a sugerir que o drama fosse transformado em dramédia. Nem assim “The Oaks” ‘viu a luz do dia’, sendo engavetado.

Em 2008, o canal inglês ITV firmou parceria com a Fox, através do qual desenvolveriam novos projetos. Assim, “The Oaks” foi resgatada sendo transformada em minissérie de cinco episódios. Com base no roteiro original de Schulner e Cuesta, o roteirista inglês Stephen Greenhorn (Doctor Who) adaptou “The Oaks”, que agora estreia no dia 3 de fevereiro na Inglaterra com o título de “Marchlands”.

O elenco de “Marchlands” (Foto: ITV/Divulgação)

A minissérie apresenta a vida de três famílias que vivem na mesma casa, mas em períodos diferentes. A primeira família é formada pelo casal Paul (James Thomas King) e Ruth (Jodie Whittaker), que vive na casa na década de 1960. Eles passam pela terrível experiência de perder a única filha, Alice (Millie Archer), uma menina de oito anos que morreu afogada na piscina.

Na casa também vivem os pais de Paul, Robert (Denis Lawson) e Evelyn (Tessa Peake-Jones), que mantém um comportamento austero e opressivo em relação ao filho. Assombrada pelo fantasma da filha, Ruth tem dificuldades em aceitar a morte da menina, bem como o distanciamento do marido, que prefere não conversar sobre o assunto.

A segunda família é formada por quatro pessoas: os pais Eddie (Dean Andrews) e Helen (Alex Kingston) e os filhos Scott (Ethan Griffin/Daniel Casey), de 15 anos, e Amy (Sydney Wade), de oito anos, que vivem na casa na década de 1980. A vida da família parece tranquila, até que Amy começa a conversar com sua amiga imaginária, a quem ela culpa por todos os ‘incidentes’ que começam a acontecer na casa.

A terceira família é formada por Mark (Elliot Cowan) e Nisha (Shelley Conn) que vivem as expectativas do nascimento de sua primeira filha. Grávida de cinco meses, Nisha encontra a fotografia de Alice escondida na casa e começa a investigar a história da menina.

A narrativa paralela entre o passado e o presente faz com que as três famílias se tornem uma só para os olhos do público. Por sua vez, na história, elas estão unidas pelo fantasma da menina que em 1968 morreu sob circunstâncias misteriosas.

A minissérie é dirigida por James Kent (The Secret Diaries of Anne Lister). No elenco também estão Nick Sidi, James Rastall, Claire Murphy, Jennifer Hennessy, Martha Bryant, Sophie Stone, Elizabeth Rider, Ryan Prescott, Jonathan Linsley, Roger Ringrose, Sarah Ball, Katie Wimpenny, Morag Siller e Faith Edwards.
>> VEJA – por Fernanda Furquim


“STAR TREK”: BRANNON BRAGA E A TEMÁTICA GAY NA SÉRIE

quarta-feira | 26 | janeiro | 2011

O tema que uma vez ou outra rola pela internet refere-se a pouca visibilidade de personagens gays em séries e filmes. Uma das franquias que tem recebido críticas desses grupos é justamente Jornada nas Estrelas, uma série humanista que, segundo essas pessoas, deveria mostrar um futuro com liberdade sexual. O site AfterElton.com, que defende a causa homossexual, conversou com o co-produtor e roteirista Brannon Braga sobre o assunto.

Segundo o autor do artigo, apesar de Gene Roddenberry ter dito em 1991 ao The Advocate que a quinta temporada de A Nova Geração mostraria tripulantes gays como parte da vida na nave, isso nunca ocorreu na série e nem nas seguintes.

Em 2008, o fanfilm Star Trek Phase II produziu uma versão online de um episódio com temática gay, inicialmente prevista para A Nova Geração e escrito por David Gerrold.

Durante a  Television Critics Association Press Tour, em Los Angeles, em que Brannon Braga esteve presente, o AfterElton fez uma breve entrevista para extrair a opinião do produtor sobre o assunto, e se sua nova série, Terra Nova, poderia ser mais flexivel quanto ao tema.

Terra Nova possui personagens gays ou qualquer conteúdo gay?
“Agora? Não, a partir de agora não havia nada no piloto. Assumindo que não há nada para impedir isso. Estamos tentando construir uma sociedade, você sabe, construir uma utopia na verdade. Eu acho que nós gostaríamos de retratar um futuro iluminado. Mesmo se fosse um futuro arruinado que viemos, em termos do ambiente e da tecnologia de modo que já é alguma coisa. Estou feliz que você tenha trazido (o tema) até porque é algo que deve estar presente.”

Eu sou muito fã de Jornada, mas infelizmente nenhuma das séries incluiu um personagem gay. Você estava envolvido com os roteiros de dois filmes e produtor ou produtor executivo de A Nova Geração, Voyager e Enterprise. Você pode dizer porque isso nunca aconteceu?
“Foi uma vergonha para muitos de nós … Eu estou falando sobre A Nova Geração, Deep Space Nine e houve um movimento de ida e volta constante sobre o que fazer para retratar o espectro da sexualidade. Havia pessoas que sentiram muito fortemente que deveríamos mostrar casualmente, apenas dois caras juntos no fundo do salão de recreação. Na época, a decisão foi tomada para não fazer isso e acho que essas mesmas pessoas tomariam uma decisão diferente agora, porque eu acho que foi em 1989, bem, sim por volta de 1989, 90, 91. Não tenho dúvidas de que esses mesmos caras criativos não se sentiriam tão hesitantes em serem sensíveis em relação a uma decisão como essa.”

Por que você acha que a ficção científica, uma vez que ela é muito progressista, tenha feito muito pobremente quando se trata de ser incluído (o tema gay) na televisão americana?
“Você sabe o que é engraçado é que foi tratado de forma mais metafórica. A Nova Geração fez alguns episódios que você poderia dizer … Eu trabalhei em um de Deep Space Nine com Dax (“Rejoined”). Eu não sei se posso falar por todo o gênero de ficção científica, certamente da franquia de Jornada, tal como existia na época.”

Você acha que há 20 anos atrás, houve uma certa relutância em fazê-lo porque a ficção científica, de forma errada ou com razão, é percebida como sendo para os jovens do sexo masculino? Vocês ficaram preocupados com isso?
“Eu acho que foi isso, não tanto da discussão sobre o jovem, ela era uma série para família do Syndication, mostrado a seis horas (da tarde), em Salt Lake City, assim você teve que lidar com cada filial separadamente, e não uma rede. E coisas assim.”
Não foi uma decisão pensando a frente. Conhecendo os atores envolvidos, conhecendo os tomadores de decisão, sabendo que eles se sentiam relutantes sobre o assunto, nós não estamos nem dizendo “sim”, e nem dizendo “não”, não estávamos apenas não tocando nisso agora.”

O senhor acha que a próxima iteração da série ou filme não vai ter isso, os fãs gays têm o direito de estarem chateados neste momento? Depois de tudo isso, se isso ainda não vai estar em 2011 0r 2012 …
“Bem, quero dizer, o filme é como um pássaro diferente. Se houvesse uma série de TV, eu concordaria com você. Mas para um filme, eu pessoalmente não faria. Com uma série de TV, você está criando um mundo inteiro, você está criando um todo. Como você estava dizendo, se isto durar cinco anos, e se você não ver isso lá, aí sim você teria algumas questões. Já um filme de duas horas, você está sentado lá e está comendo sua pipoca, se não encaixar … se não é parte da história, não é parte da história. Há muitas coisas que não fazem parte da história, sabe? Essa é minha opinião pessoal.”
>> TREK BRASILIS – por Ralph Pinheiro – TrekToday


MULHER MARAVILHA: APROVADA A NOVA SÉRIE

segunda-feira | 24 | janeiro | 2011

Por anos o projeto de um filme da Mulher-Maravilha (Wonder Woman) que seria tocado por Joss Whedon ficou engavetado, e mais recentemente o produtor David E. Kelley (Chicago HopeThe PracticeAlly McBeal) anunciou que pretendia levar a super-heroína de volta à TV, onde ela teve uma série nos anos 1970.

Aparentemente o projeto ia ter o mesmo destino do filme, já que foi recusado pela NBC, porém hoje a emissora voltou atrás e anunciou ter comprado a série, que será o primeiro programa de Kelley baseado nos quadrinhos.

A ideia do produtor, já aprovada pela Warner e a D. C. Comics, é atualizar e tornar mais realista a personagem, que com seus braceletes, laço mágico e o avião invisível, combaterá o crime na noite de Los Angeles, enquanto de dia será uma executiva. Ainda não foram divulgados nomes de equipe ou elenco.

>> SCI-FI DO BRASIL


“PETER PAN”: CANAL SYFY PREPARA MINISSÉRIE “NEVERLAND”

sábado | 4 | setembro | 2010

O canal SyFy americano inicia na próxima semana a produção da minissérie “Neverland”, com base no clássico “Peter Pan”, de J. M. Barrie. A história, dividida em quatro episódios, apresenta um prelúdio ao livro.

Escrita e dirigida por Nick Willing, a minissérie será filmada em locações em Gênova, na Itália, e em Dublin, na Irlanda. No elenco estão Rhys Ifans, como Jimmy Hook; Anna Friel, de “Pushing Daisies”, como a Capitã Elizabeth Bonny; Raoul Trujillo, como Holy Man; Charlie Rowe como Peter Pan; e Bob Hoskins, que já interpretou o auxiliar Smee no filme de Steven Spielberg, retorna ao personagem nessa minissérie. Por curiosidade, Rowe já interpretou o jovem Robin Hood, em um episódio da série inglesa, produzido em 2009.

À la “Oliver”, a história apresenta o órfão Peter (Rowe) e seus amigos vivendo nas ruas de Londres, sobrevivendo como batedores de carteiras. Jimmy Hook (Ifans), protetor dos meninos, convence o grupo a sair em busca de um tesouro mágico capaz de transportá-los a um outro mundo. Ao chegarem à Terra do Nunca, eles descobrem que ela é habitada por pessoas que vieram de várias épocas e lugares, incluindo piratas do século 18, comandados pela louca Elizabeth Bonny (Friel), que buscam há anos o segredo da eterna juventude. Este é protegido pelos nativos, chefiados por Holy Man (Trujillo). Assim, Hook, Peter e os demais, decidem ajudar os nativos a livrarem-se dos piratas.

Este é o quarto clássico transformado em minissérie pelo canal SyFy nos últimos anos. Os primeiros foram “O Mágico de Oz”, “Alice no País das Maravilhas” e “O Fantasma” (dos quadrinhos). A produção é da Parallel Films em parceria com a MNG Films, o canal SyFy e a Sky Movies HD, com distribuição da RHI Entertainment. A previsão de exibição nos EUA é para 2011.

A história de Peter Pan surgiu de uma peça de teatro escrita por James M. Barrie e encenada pela primeira vez em 1904, sob o título de “Peter Pan or The Boy Who Wouldn’t Grow Up”.

Em 1911, o autor publicou a novelização da peça, sob o título de “Peter and Wendy”. Mais tarde, ele escreveria um epílogo, que às vezes é incluído em adaptações do livro ou montagens da peça. Nele, Peter reencontra Wendy, anos depois.

A história original surgiu da relação de amizade entre Barrie e a família Llewelyn Davis, retratada no filme “Em Busca da Terra do Nunca”, com Johnny Depp (trailer abaixo).
>> VEJA – por Fernanda Furquim


ASTROS DE “STAR TREK” E “BATTLESTAR GALACTICA” SE ENCONTRARÃO NA SÉRIE “THE BIG BANG THEORY”

sábado | 4 | setembro | 2010

katee-sackhoff-starbuck-in-as-battlestar-galactica

O ator George Takei, que interpretou o Sr. Sulu na inesquecível série “Jornada nas Estrelas”, e a atriz Katee Sackhoff, a Starbuck de “Battlestar Galactica”, participarão de um episódio de “The Big Bang Theory”.

No episódio, Howard (Simon Helberg) está pensando em voltar a namorar Bernadette (Melissa Rauch). Diante dessa dúvida, sua consciência será representada por duas personalidades. Uma delas será interpretada por Katee Sackhoff, que já participou da série, e o outro lado de sua consciência será representado por Takei, que não concorda em nada com as opiniões de Sackhoff.

Enquanto cada um tenta defender seu lado para Howard, os dois vão discutir como ficaram marcados pelos seus personagens nas clássicas séries de ficção científica.

Imaginem o Sr. Sulu discutindo com Starbuck? Momento histórico nessa excelente série. O episódio será exibido no dia 14 de outubro nos EUA.
>> PIPOCA MODERNA – por Caio Arroyo


PRODUTOR DE “BATTLESTAR GALACTICA” VAI CRIAR SÉRIE DE MAGIA

quinta-feira | 2 | setembro | 2010

Projeto é descrito como um Harry Potter para adultos

Ronald D. Moore, produtor de séries de TV da franquia Jornada nas Estrelas e da mais recente encarnação de Battlestar Galactica, vai criar um “Harry Potter para adultos” para a NBC.

É assim, segundo o Deadline, que os envolvidos descrevem o projeto de Moore em parceria com a Sony TV, drama ambientado em um mundo regido não pela ciência, mas pela magia.

Por enquanto não há mais informações. O blog diz que a série, ainda sem nome, é um dos projetos mais ambiciosos da nova temporada de episódios-pilotos, com a NBC bancando US$ 2 milhões para a produção do piloto, entre outros custos contratuais
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


STEAMPUNK: MAIS DO QUE UMA MODA, UMA CULTURA

quinta-feira | 5 | agosto | 2010

steampunk

“Retrofuturismo” é a palavra que melhor define o steampunk. Conceituado como um subgênero da ficção científica nascido em meados da década de 80, quando Kevin Wayne Jeter tentava rotular seus trabalhos e os de seus colegas escritores Tim Powers e James Blaylock, que escreveram uma série de romances entre 1979 e 1986 cuja característica principal eram histórias de Ficção Científica passada na época Vitoriana, com tecnologia “retro” e claras influências de clássicos da literatura de Ficção Científica.

No caso o paradigma da Revolução Industrial impulsionava os motores a vapor e a adaptação da nossa tecnologia atual para a época, e restaurava valores hoje perdidos pelas mudanças da sociedade.

Constantes inspirações no gênero SteamPunk, os romances de Ficção Científica do século XIX, como “20.000 Léguas Submarinas” e “Da Terra à Lua”, ambos de Julio Verne; “A Máquina do Tempo” e “Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells; “Frankenstein”, de Mary Shelley; e “A Connecticut Yankee in King Arthur’s Court”, de Mark Twain, não escapam, atualmente, de serem associados ao novo gênero.

Esta nova linha de Ficção Científica se estende a várias outras mídias além da literatura como HQs, Mangás, Animes, Moda, Games, RPG e ao Cinema e, quem costuma apreciar a cultura SteamPunk, se começa a identificar a estética do novo gênero – seja ela intencional ou não – em filmes como “Metropolis”, “1984″, “Brazil – o Filme”, “Delicatessen”, “Jovem Sherlock Holmes”, “De Volta para o Futuro”, “A Cidade das Crianças Perdidas”, “As Aventuras do Barão de Munchausen”, “Wild Wild West” esse inclusive um grande exemplo do modo de vida americano na era da rainha Vitória, “Pacto dos Lobos”, “SteamBoy” – um dos animes mais conhecidos do gênero, “O Cavaleiro sem Cabeça”, “Liga Extraordinária” – que juntou vários heróis da era vitoriana em uma super ação e com elementos tecnológicos, “Van Hensing”, “Hellboy”, “O Grande Truque”, “A Bússola Dourada”, “9 a salvação” e muitos outros.

Com uma estética por vezes bela, por vezes inusitada e, por que não, por vezes grotesca, o SteamPunk conquistou o público Gótico, Cyber, Industrial e Punk sem dificuldade, bem como todos os que apreciam a riqueza de detalhes, que é fruto da colisão entre a tecnologia moderna e os recursos e a estética Vitoriana, repleta de bronze, couro, cobre, pano, vapor e eletricidade.

E nesse conceito de unir arte, história e tecnologia muitas pessoas se unem para promover o movimento. Em 2010 o Steampunk sai de um gênero para uma cultura. Aqui no Brasil diversas cidades têm seus conselhos, ou lojas como também são conhecidas (fazendo referência aos tradicionais maçons), onde eventos são realizados, oficinas para montagens de peças steampunk e customização de objetos, jogos de RPG, moda e muito mais.

Se interessou? Para saber mais, visite: www.steampunk.com.br e confira se na sua cidade o Conselho já está presente, se não está é uma ótima oportunidade para  começar um, certo?
>> 1000 COMBOS – por Gisaiagami


“QUINTA DIMENSÃO” VAI PARA O CINEMA

quinta-feira | 5 | agosto | 2010

A MGM ainda tem planos de levar a série “Quinta Dimensão” para as telas do cinema, apesar dos problemas financeiros pelos quais o estúdio passa.

Patrick Melton e Marcus Dunstan foram contratados para desenvolverem o roteiro do filme, que será submetido a uma avaliação.

Para quem nunca ouviu falar de “Quinta Dimensão”, esta é uma série de ficção científica produzida entre 1963 e 1965. Criada por Leslie Stevens, a série, inicialmente batizada de “Please, Stand By”, surgiu na esteira de “Além da Imaginação”, trazendo uma abordagem antológica (sem atores ou situações fixas).

Mas, diferentemente dessa, “Quinta Dimensão” restringia-se a histórias mais focadas em alienígenas, o universo e temas científicos diversos ao longo de 49 episódios, assinados por roteiristas como Joseph Stefano (Psicose), Harlan Ellison (autor de livros), Robert Towne (Chinatown), entre outros. Entre 1995 e 2002 foi produzida uma nova versão.
>> VEJA – por Fernanda Furquim

Cenas de vários episódios da série

Abaixo, breve documentário sobre a produção original.


“SPARTACUS: BLOOD AND SAND” CHEGA AO BRASIL

quarta-feira | 4 | agosto | 2010

A nova série dos produtores de “Hércules” e “Xena, a Princesa Guerreira”, chega ao Brasil para um público limitado. O canal Globosat HD comprou a série “Spartacus: Blood and Sand“, que tem previsão de estreia para o dia 7 de agosto, às 23h.

Criada por Stephen S. DeKnight, com base em história real, a série teve 13 episódios em sua primeira temporada. Renovada para uma segunda, a produção precisou ser temporariamente suspensa para dar tempo ao seu protagonista, Andy Whitfield, submeter-se a um tratamento contra o câncer, detectado durante exames de rotina.

Para manter o interesse do público na história, o canal Starz americano encomendou a produção de uma minissérie de seis episódios, que apresentará um prelúdio à história vista na primeira temporada. As filmagens da minissérie terão início esse mês, com previsão de estreia nos EUA para outubro.

A história de Spartacus já foi levada com sucesso ao cinema, com direção de Stanley Kubrick, tendo Kirk Douglas no papel principal. Na série, acompanhamos a vida de Spartacus, um guerreiro que foi traído por um oficial romano, transformado em escravo e comprado pela Casa de Batiatus, que mantém uma das mais importantes escolas de gladiadores da região. Ao longo dos episódios, vemos Spartacus lutar contra seu destino, na esperança de um dia rever sua esposa.

Adaptando a linguagem visual dos video games, a série explora as cenas de ação, violência e sexo para narrar a vida de Spartacus e as manipulações de Batiatus e sua esposa para ascender socialmente. Confira o elenco aqui.

A série terá exibição pelo canal Globosat HD aos sábados, às 23h, com reprise nas quintas, à meia-noite.
>> VEJA – por Fernanda Furquim

Leia a entrevista “Um Brasileiro na Arena de Spartacus“.


“BATTLESTAR GALACTICA”: SÉRIE RETORNA NA INTERNET

quinta-feira | 29 | julho | 2010

A série Battlestar Galactica, que teve sua última temporada exibida em 2009, voltará com uma série na web com o subtítulo Blood & Chrome.

O jornal Chicago Tribune revelou que essa série será focada no personagem  William Adama durante a primeira Guerra Cylon.

Michael Taylor, produtor executivo de Galactica e da série derivada Caprica, escreverá o roteiro de Blood & Chrome, que ele descreveu como: “a iniciação de um garoto na guerra, percebendo como essa é lutada na realidade e como é representada na mídia“.

Serão 10 episódios de 10 minutos cada, com conteúdo explícito em termos de cenas de batalha, sexo e ideologias. “Estou pensando tanto nas guerras do Afeganistão e Iraque quanto no passado de Battlestar Galactica“, disse Taylor.

O sucesso dessa empreitada pode significar o começo de vários projetos similares ou mesmo a possibilidade de uma nova série da franquia na TV.

Lançada originalmente em 1978, a série Battlestar Galactica (cuja versão original foi rebatizada no Brasil como Galactica: Astronave de Combate) conta a história dos últimos sobreviventes das doze colônias, liderados pela nave militar Galactica. As colônias foram dizimadas pelos Cylons, uma raça de androides criados pelos humanos das colônias, mas que se tornaram sapientes, revoltando-se contra seus criadores. Todos buscam a lendária décima terceira colônia, a Terra.

Um remake da série teve início em 2003 e terminou em 2009. Tanto a série original quanto a atual têm HQs publicadas pela Dynamite Entertainment. A nova versão da série tem um prelúdio no ar, chamado Caprica.
>> HQ MANIACS – por Leandro Damasceno


REDE CBS LAMENTA A AUSÊNCIA DE PERSONAGENS GAYS EM SUAS SÉRIES

quinta-feira | 29 | julho | 2010

Um estudo, realizado pela Gay & Lesbian Alliance Against Defamation – GLAAD, apontou que a rede CBS é o canal americano com o menor número de personagens gays em suas séries. Para piorar, a GLAAD aponta a CBS como o canal com o maior número de séries policiais em que personagens gays ou bissexuais e travestis costumam ser vítimas de criminosos patológicos.

A pesquisa apontou a rede MTV como canal que permitiu o maior número de personagens gays em sua programação entre 1º de junho de 2009 e 31 de maio de 2010. Pela TV aberta, o CW ficou em primeiro lugar. Ao todo foram pesquisados 15 canais.

Este é o quarto ano consecutivo que a organização realiza essa pesquisa, que analisou cerca de 4.785.5 horas de programação do horário nobre da TV aberta e cerca de 1,227.75 do horário nobre da TV a cabo. Fazem parte da pesquisa a produção de séries, reality shows e programas diversos. No mês de setembro, a GLAAD divulgará um relatório anual avaliando a inclusão de gays, bissexuais e travestis, restrito à programação de séries.

A pesquisa tem o objetivo de vigiar as emissoras em relação a forma como os gays são representados na TV. Nos anos 60, o mesmo foi feito pela National Association for the Advancement of Colored People – NAACP, organização que atendia os direitos dos afro-americanos em relação à representação de sua cultura na programação televisiva. Foi graças a essa vigilância que atores negros conseguiram conquistar maior espaço nas séries, chegando aos dias de hoje como parte natural na escalação de elenco.

A grande diferença entre os dois segmentos é o fato de que os produtores não estão restritos a contratar atores gays para interpretá-los na TV; esses personagens podem ser vividos por heterossexuais, como já ocorreu em “Will & Grace”, sitcom que colaborou com a presença de gays nas séries de TV.

Segundo a pesquisa divulgada pelo GLAAD a MTV apresentou 207.5 horas de programas originais, dos quais 42% incluíam referências a personagens ou às vidas de gays, bissexuais e travestis. Os canais recebem da instituição uma espécie de ’selo de qualidade’, que varia entre excelente, ótimo, bom, adequado e ‘perdedor’. A MTV foi o primeiro canal, nesses quatro anos, a ganhar o ’selo de excelência’.

Entre os canais a cabo a ABC Family ficou em segundo lugar, com 37%; a TNT em terceiro, com 34%; o Showtime em quarto, com 32%; o Lifetime em quinto, com 31% e a HBO em sexto com 26%. Todos receberam o selo com a classificação de ‘bom’. Entre os canais adequados estão FX, com 27%;  Entre os canais a cabo que foram considerados perdedores estão o USA Network,  com 4%, o A&E, com 3% e o canal TBS, com 2%. Estão ausentes da pesquisa os canais AMC e Starz.

Entre os canais abertos, o CW ficou em primeiro lugar com 35%; a Fox em segundo, com 30%; seguido pela ABC, com 26% e pela NBC, com 13%.  Todos receberam o selo de ‘bom’, com exceção da NBC, que ficou com a marca de ‘adequado’. Já a CBS, que registrou cerca de 7% da presença gay em sua programação, recebeu o ’selo’ de ‘perdedora’.

Este é o segundo ano consecutivo que a CBS é classificada como perdedora pela organização. Em resposta, Nina Tessler, presidente da CBS, declarou aos jornalistas que a emissora não está feliz consigo mesma. A declaração foi feita aos jornalistas que hoje compareceram à coletiva de imprensa organizada pelo Television Critic Association – TCA, para apresentar a nova programação dos canais americanos.

Em razão desse resultado, Tessler declarou que os produtores de algumas séries receberam a incumbência de incluírem personagens gays em suas produções. Por esse motivo, o público conhecerá em breve o irmão gay de Alicia, na segunda temporada da série “The Good Wife“. Além disso, os roteiristas deverão revelar, aos poucos, algumas questões que cercam a sexualidade da personagem Kalinda interpretada por Archie Panjabi.

Em “Rules of Engagement“, Jeff e Audrey conhecerão sua mãe biológica, uma lésbica que fará parte da equipe de softball de Jeff. A série ainda inédita, “$#*! My Dad Says“, estrelada por William Shatner e com base em uma conta de Twitter, terá um gay no elenco de personagens semiregulares. Ele será interpretado por Tim Bagley, que já interpretou um gay em “Will & Grace”.

Ao longo das novas temporadas, outras séries da CBS deverão fazer surgir personagens gays em seu elenco fixo, semiregular ou convidado.

A GLAAD é uma instituição não governamental que surgiu em 1985, durante a epidemia da AIDS. Ela foi formada para dar força aos protestos da comunidade gay contra a forma como o jornal The New York Post publicava matérias sobre a AIDS. Acusada de sensacionalista e homofóbica, a empresa jornalística sofreu uma forte pressão para mudar sua postura.

Ao longo dos anos, a instituição cresceu, conseguindo transformar a mentalidade da mídia acerca da comunidade gay americana. Atualmente, a GLAAD é uma das mais poderosas instituições não governamentais americanas, sendo capaz de forçar mudanças de comportamentos e decisões criativas de emissoras como a rede CBS.
>> VEJA – por Fernanda Furquim


“SPARTACUS”: MINISSÉRIE JÁ TEM ELENCO E ROTEIRO

terça-feira | 20 | julho | 2010

A produção de uma minissérie de seis episódios com base na série  “Spartacus: Blood and Sand” já tem seu elenco principal. Com o título de “Gods of the Arena”, o prelúdio irá mostrar os dias de glória da Casa de Batiatus, antes de Spartacus chegar.

A história irá contar a ascensão do gladiador Gannicus (Dustin Clare, de “Satisfaction”), que se torna o campeão da Casa de Batiatus. No elenco também estão Jaime Murray (de “Hustle” e vista em “Dexter”), interpretando Gaia, uma amiga de Lucrécia e alpinista social em Cápua; e Marisa Ramirez (Mental), como sua escrava. Entre os atores vistos na primeira temporada de “Spartacus: Blood and Sand”, que retornarão para a minissérie estão  Lucy Lawless (Lucrécia), John Hannah (Batiatus), Peter Mensah (Oenomaus) e Manu Bennett (Crixus).Andy Whitfield (Spartacus) deverá aparecer em, pelo menos, uma cena.

A produção da minissérie foi encomendada quando Andy Whitfield foi diagnosticado com câncer, em um exame de rotina. Por esse motivo, a produção da segunda temporada da série precisou ser adiada. Para não perder o interesse do público, o canal Starz encomendou um prelúdio da história apresentada na primeira temporada.

As filmagens da minissérie terão início em agosto com previsão de estreia na TV americana para janeiro de 2011.

No final dessa semana, terá início em San Diego a Comic Con, convenção que reúne elenco e produtores de séries e filmes para um bate papo com o público. O painel de “Spartacus”, que ocorre no dia 23 de julho, tem a presença confirmada dos atores Andy Whitifield, Lucy Lawless, John Hannah e Viva Bianca, bem como a do produtor e roteirista Steven S. DeKnight.
>> VEJA – por Fernanda Furquim


“CAPRICA” E CARETAS

sexta-feira | 16 | julho | 2010

Caprica é derivada da bem-sucedida série Battlestar Galáctica, por sua vez remake expandido da nostálgica série de TV com mesmo nome, lançada nos anos 1980 e ainda em exibição em canais como o TCM. Trata-se de um prequel: Caprica inicia 58 anos antes dos eventos de Battlestar Galáctica, e procura explicar o porquê do famigerado confronto entre humanos e cylons nos confins do espaço sideral.

No universo ficcional da série, a humanidade habita planetas espalhados pelo espaço. Um deles, de nome Caprica, parece uma parábola dos EUA contemporâneo. Nesse planeta, jovens de uma sociedade super high tech, altamente consumista e plena de bens materiais, entregam-se a orgias e ultraviolência em ambientes de realidade virtual. Intrigas políticas pontuam o cenário de “prosperidade decadente” do planeta Caprica, onde a religião é politeísta, inspirada na mitologia grega. O tema do racismo vem embutido na figura dos Tauron, povo de outro planeta que vive à margem da sociedade capricana. Tal referência aos chicanos nos EUA começa no casting: o tauron mais importante nesse longa-metragem piloto, Joseph Adama, é representado pelo ator Esai Morales. Sua contraparte é o supercientista W.A.S.P. Daniel Graystone (Eric Stoltz), mistura de Craig Venture e Steve Jobs, responsável pela sofisticada tecnologia cibernética apresentada no filme. A propósito, vale observar que o design da tecnologia de Caprica, embora absorva uma determinada iconografia contemporânea, cita notadamente o design de produção da série Battlestar Galáctica original dos anos 1980, como é de se esperar em produtos dessa natureza.

O Dr. Daniel Graystone é o pai de Zoe, talvez a estrela principal do núcleo de protagonistas da série – e certamente a pivô de tudo o que vem pela frente. Gênio da computação e típica adolescente em crise, Zoe desenvolveu uma réplica virtual de si mesma, aparentemente perfeita, que vive no universo do V-club – a boate virtual na qual os jovens de Caprica praticam sexo desregrado, extravasam a agressividade e emulam sacrifícios humanos. Nesse panorama, uma dissidência vem ganhando força entre os jovens desapontados com o hedonismo extremado e o culto politeísta da sociedade capricana. Zoe, sua amiga e seu namorado começam a se envolver com essa “nova onda”. Após um desentendimento com sua mãe, Zoe e o namorado resolvem deixar Caprica. No trem a caminho de Geminon, o namorado de Zoe se revela um homem-bomba. Em nome de “um só Deus” e numa ridícula (porque óbvia demais) citação dos atentados da Al Qaeda em Londres, o garoto explode o trem sacrificando Zoe e mais um monte de gente, entre eles a mulher e filha do tauron Joseph Adama. O evento aproxima Adama do Dr. Greystone, que por sua vez se lança a um projeto obcecado de reaver sua filha por meio do “backup” de Zoe que habita o V-club. Finalmente, o Dr. Greystone consegue transferir a mente duplicada de Zoe para um corpo artificial denominado cylon, desenvolvido como protótipo encomendado pelas forças armadas de Caprica. Quando Zoe acorda no corpo do cylon, a fábula de Battlestar Galáctica parece se esclarecer: a guerra entre humanos e cylons tem origem num conflito familiar envolvendo uma garotinha “rebelde”.O piloto de Caprica me fez lembrar ainda outro trabalho apresentado na SFRA 2010, “The Jetsons as Anti–Science Fiction”, de Darren Harris-Fain (Shawnee State University). Harris-Fain propõe que a animação Os Jetsons deve ser considerada “anti-ficção científica” pois, apesar de toda a sua fábula ser ambientada num futuro povoado por espaçonaves, robôs e tecnologia “avançada”, estruturas sociais consideradas ultrapassadas, típicas dos anos 1950, continuam celebradas pelo desenho, como o patriarcalismo, relações de trabalho enviesadas e demais aspectos de uma agenda superada ou pelo menos frontalmente questionável. Nessa perspectiva, Os Jetsons não apresentaria novum algum, pelo menos não no sentido pretendido pelo crítico Darko Suvin[1]. Portanto, não cumpriria uma função fundamental da ficção científica: propor alternativas genuínas de futuro ou revisões acuradas de nosso presente. Particularmente, eu não seria tão severo em relação ao pobre desenho animado, até porque se trata, em larga medida, de um texto paródico. A meu ver, o trabalho de Harris-Fain sugere um certo risco interpretativo, algo um tanto quanto equivalente a condenar Os Simpsons como uma animação politicamente incorreta. Por outro lado, no caso de Caprica, uma série para TV que pouco ou nada tem de efetivamente paródico – a não ser que consideremos paródia uma narrativa dispersa, ou o produto de uma matriz ramificada de mídia -, de fato a idéia de “anti-ficção científica” parece fazer mais sentido. Caprica parece servir de novo exemplo inspirador a uma determinada crítica ideológica do cinema de gênero que já associou o cinema de ficção científica a discursos de ratificação do status quo. Valeria a pena assistir a série à luz de autores como Judith Hess Wright (“Genre Films and the Status Quo”, em Barry Keith Grant, ed., Film Genre Reader II, Austin, Univ. of Texas Press, 1995, pp. 41-9), ou ainda Michael Stern (“Making Culture into Nature”, em Annette Kuhn, ed., Alien Zone: Cultural Theory and Contemporary Science Fiction Cinema, London: Verso, 1990, pp. 66-72). Segundo Judith Hess Wright, gêneros cinematográficos objetivam exclusivamente “produzir satisfação ao invés de reação”, e filmes de ficção científica em especial “sugerem que a ciência é boa na medida em que serve à manutenção da estrutura de classe existente.” (Wright apud J. P. Telotte, Science Fiction Film, Cambridge: Cambridge Univ. Press, 2001, p. 43). Minha primeira impressão é a de que séries ou filmes como Caprica servem de munição a esse tipo de crítica da ficção científica, eclipsando todo uma variedade de filmes do gênero que coloca em xeque estruturas sociais conservadoras, na melhor tradição que remonta a Swift ou Voltaire

Surpreendi-me com o conservadorismo do episódio piloto de Caprica, nem tanto em termos de estilo (o classicismo narrativo tem sobrevivido de maneira interessante nas séries de TV americanas atuais), mas sobretudo no que se refere ao design de seu universo diegético – algo que sobressalta na caracterização dos personagens e seus diálogos. Zoe é uma meninha moralista, que censura a mãe e condena a vida “vazia” de sua geração. O sexo livre, por exemplo, é moralmente condenado por Zoe e seus companheiros. Os tauron são descritos como um povo “estóico”, determinado e pleno de valores morais, mas agem como a máfia russa e se vestem como versão estereotipada da máfia italiana, talvez mais próximos do visual dos cantores de tango. Faz sentido um povo tão “estóico”, original de um planeta árido e inóspito, se comportar com tal garbo? Algumas das maiores bobagens de Caprica são nominalmente verbalizadas. Uma delas, talvez a mais bizarra e absurda, vem da personagem da “orientadora espiritual” do colégio: ela explica à amiguinha de Zoe que o rapaz que se explodiu matando dezenas no trem o fez com a melhor das intenções, pois havia encontrado nessa atitude uma maneira dedicada de combater o mal. Ora bolas, mas que mal? Transar com todo mundo é necessariamente mau? A personagem da orientadora religiosa vai se revelar ela mesma uma dissidente: prega o politeísmo institucionalizado, mas cultua o monoteísmo clandestinamente, encarado como “salvação” para o vazio existencial e “amoralismo” da sociedade capricana. Enfim, os jovens protagonistas de Caprica não pedem muita coisa do mundo: querem apenas ser ouvidos pelos pais, praticar sexo seguro com parceiro fixo e amar a um só Deus. Caso não consigam essas benesses tão morais e corretas, vestem uma cinta de bombas e explodem o metrô. Simples assim. E a alma da mocinha que morre ainda sobrevive no paraíso digital, encarna num robozão mal-encarado e deflagra uma revolta das máquinas contra a humanidade moral e religiosamente corrupta. Sinceramente, esperava mais do piloto de Caprica, mistura de Chispitas com o velho e saudoso (porque reaganista no seu devido tempo e lugar) Battlestar Galáctica.Este texto é uma anotação preliminar. Pretendo acompanhar, na medida do possível, a evolução dessa série, e talvez voltar-me a uma análise mais detida do filme-piloto, a meu ver repositório de aspectos interessantes para uma crítica do conservadorismo na ficção científica audiovisual contemporânea, bem como para a investigação de um provável “efeito anti-FC” em produtos do gênero.

__________________________

[1] Segundo Darko Suvin, “Um novum ou inovação cognitiva é um fenômeno ou relacionamento totalizador que se desvia da norma de realidade do autor e leitor implícitos.” (Metamorphoses of Science Fiction, Westford: Yale Univ. Press/New Heaven and London, 1980, p. 64). “Quantitativamente, a inovação postulada (novum) pode ser de diferentes graus de magnitude, variando do mínimo de uma discreta ‘invenção’ (gadget, técnica, fenômeno, relacionamento) ao máximo de um cenário (lócus espaço-temporal), agente (protagonista ou personagens) e/ou relações basicamente novas e desconhecidas no ambiente do autor.” (Metamorphoses of Science Fiction, p. 64). Suvin observa ainda que “(…) deve julgar-se a ficção científica pela densidade e riqueza dos objetos e agentes descritos no microcosmo do texto, parecendo-se nisso com a maioria da narrativa naturalista ou ‘realista’ e diferenciando-se totalmente da fantasia de terror. Outro modo de interpretar a distinção feita por Philmus em 1.2 consiste em criar outra tríade hegeliana, na qual a narração naturalista – que exerce um efeito de realidade empiricamente validado – seria a tese, os gêneros sobrenaturais – que carecem de tal efeito –, a antítese, e a ficção científica – onde o efeito de realidade acaba validado por uma inovação cognoscitiva – a síntese. Por sua vez, o novum essencial de qualquer relato de ficção científica deve ser julgado pelos novos insights que permita e possa permitir nas relações imaginárias, porém coerentes e deste mundo – ou seja, históricas – que apresenta.” (Metamorphoses of Science Fiction, 81).
>> CRONÓPIOS – por Alfredo Suppia


“SEJA LEGAL COM OS NERDS”: A VEZ DO ARO GROSSO

terça-feira | 13 | julho | 2010

Os nerds dominam a internet, o cima, os seriados, a economia,
as novas tecnologias e até a moda
.

A frase do autor de livros sobre educação Charles J. Sykes, atribuída erroneamente a Bill Gates em vários sites, foi um alerta: “Seja legal com os nerds. Você poderá acabar trabalhando para um deles”. A hipótese ameaçadora transformou-se em verdadeiro desejo para alguns. O estilo Steve Jobs de gerenciar vem se tornando referência em livros sobre liderança. Sugestivos títulos como A cabeça de Steve Jobs, O fascinante império de Steve Jobs e Faça como Steve Jobs sinalizam a mudança de paradigmas e a força do modelo de gestão a ser seguido. “No passado, os maiores exemplos de sucesso estavam ligados a executivos de grandes empresas ou a astros de Hollywood. Eles detinham o poder de intervir no mundo. Na nossa sociedade, quem entender melhor sobre a tecnologia terá essa capacidade”, diz o psicólogo Marcio Berber Diz Amadeu, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática, da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Se no mundo dos negócios osnerds já demarcaram sua posição (o topo), entre os jovens, ambiente tradicionalmente problemático para esse grupo, eles também vêm ganhando respeito e pelos mesmos motivos que os consagraram no âmbito financeiro – a habilidade diante da tecnologia. “Eles detêm as melhores ferramentas para lidar com o mundo de hoje, compreendem computadores, objetos eletrônicos e, especialmente, a internet, com seu papel fundamental em nossa cultura”, explica Marcio Amadeu. 

Para Marshall McLuhan, visionário teórico da comunicação que anteviu as consequências dos avanços tecnológicos, “cada produto que molda uma sociedade acaba por transpirar em todos e por todos os seus sentidos” (citação de Os meios de comunicação como extensões do homem). Não à toa, a internet vem operando mudanças culturais profundas, dentre as quais a capacidade de transformar um grupo, até há pouco tempo conhecido por seu visual deslocado, em ícone fashion – a inversão de papéis tornou-se, literalmente, moda. A editora de projetos especiais da revista Vogue e professora do Istituto Europeo di Design, Silvana Holzmeister, aponta que esse grupo de pessoas é responsável pelo surgimento recente do estilo geek chic. “Vejo os geeks como uma versão atualizada dos nerds e o geek chic como o estilo que tomou conta da moda jovem”, diz. Autora do livro O estranho está na moda – A imagem dos anos 90, que será lançado em agosto, Silvana acredita que a influência deriva da profusão de tribos dessa década e diz que ocorre, atualmente, com a ascensão do visual desse grupo na moda, um movimento semelhante do punk, que surgiu das ruas e invadiu as passarelas. “O geek chic reúne elementos típicos do visual nerd, como óculos pesados e corte de cabelo mais certinho, jaqueta, blazer e meias no estilo old school”, classifica. O estudante de informática Felipe Cordeiro Alves da Silva, de 19 anos, prefere ser chamado de geek. Ele não vê essa difusão de maneira positiva e defende que o uso do estereótipo causou uma banalização da imagem do grupo. “A cultura nerd e todas as suas subcategorias estão em ascensão, isso é visível nas ruas. No entanto, nem tudo é legítimo desse universo. Ser desse grupo é mais do que uma representação pela aparência, muitos se enganam nesse mundo de imagens. Vejo pessoas usando óculos imensos querendo se passar por nerds ou geeks, outras comprando gadgets que mal sabem ligar. Do que adianta alguém ter um smartphone se só irá fazer e receber ligações?”, questiona. 

DIA DA TOALHA 
Leonard, Sheldon, Howard ou Rajesh, de The Big Bang Theory; Rusty, de Greek; Artie, de Glee; os rapazes do reality show As gostosas e os geeks. Há um número considerável de personagens nos programas americanos, exibidos no Brasil em canais por assinatura, caracterizados como nerds ou geeks. “O tema ganhou projeção no mainstream justamente pelos casos de sucesso ligados à informática e à internet. De repente, um bando de garotos dessa tribo estava ficando bilionário e mudando a forma como o mundo se comunicava. Seria incomum se o tema não ficasse em evidência”, argumenta Alexandre Ottoni, editor geral do blog Jovem Nerd, nascido em 2002 para “fazer piada” sobre esse universo, mas que hoje se tornou um negócio e mudou a vida de seus criadores. A representação das personagens nas produções audiovisuais recentes não esbarra necessariamente na atitude comum de escárnio, como o faziam as antigas representações, promovendo a identificação da tribo. “Acho bons os seriados, pois ajudam as pessoas a compreender mais esse grupo e é uma forma de divulgá-lo”, conta Luis Ricardo Manrique, 26 anos. Especialista em Linux e assumidamente nerd, ele diz já ter sofrido preconceito no trabalho e na escola por sua postura, mas acredita que a situação está diferente. “Hoje em dia, é muito mais fácil a aceitação, porque o ponto de vista das pessoas mudou. Antes era pejorativo e agora é quase um elogio”, diz.

A satisfação de ser dessa tribo tem até ocasião marcada para ser expressa. Desde 2006, é comemorado em 25 de maio o Dia do Orgulho Nerdou Geek. A data escolhida é a da estreia do primeiro filme da saga Star Wars e também a da morte de Douglas Adams, autor do Guia do mochileiro das galáxias. Em alusão à passagem do livro sobre a importância da toalha para os mochileiros das galáxias, a data também é conhecida como Dia da Toalha e, na ocasião, é comum encontrar nerds portando o objeto como bandeira.

Em 25 de maio último, os estudantes de jornalismo da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ) decidiram registrar a data de maneira diferente: lançaram um blog sobre o assunto, o Jornal dos Nerds. Batizado de Nerdlândia, é o jornal-laboratório da turma, que elegeu o tema e a versão virtual no lugar da impressa por ampla maioria em votação. “É incrível como os alunos são cada vez mais nerds, eles já nascem sabendo tudo de tecnologia. O que era um subgrupo e, como qualquer minoria, discriminado, está se tornando dominante. Eles cresceram, se tornaram bem-sucedidos, celebridades”, diz a professora e jornalista Cristiane Costa, coordenadora do projeto. A equipe de cerca de 20 estudantes também organizou um evento para marcar o lançamento do blog, com mesas de discussão e ampla divulgação na mídia. Segundo a coordenadora, “o blog é direcionado a um público enorme, com sua própria linguagem, interesses e definição de gêneros artísticos, mas que, na grande imprensa, não encontra muita informação que o interesse. A gente descobriu que é um filão”, conta.

O MUNDO É UM JOGO DE RPG 
role playing game (RPG) surgiu em 1974, de uma variação dos wargames (jogos de batalhas de miniaturas). O inventor foi Gary Gygax, que criou um sistema relativamente simples se comparado com os jogos de interpretação atuais. O que o criador de Dungeons & Dragons, o primeiro jogo, não poderia prever é que o RPG teria tanta capacidade de evoluir e influenciar. O arquiteto, escritor e designer de jogos Marcelo Del Debbio explica que, atualmente, existem três modalidades: de mesa; o tradicional, em que o jogo se desenrola na imaginação das pessoas; olive action, que é uma modalidade de teatro de improviso; e os RPGs eletrônicos, como World of WarcraftTibia e Ragnarok. Além dos jogos propriamente ditos, o repertório do RPG também influenciou os games e o cinema. “Desde sua origem, o RPG esteve totalmente imerso na cultura nerd e influenciou livros como Senhor dos anéis e Entrevista com o vampiro”, conta. Marcelo, que é autor de mais de 40 livros de RPG e inventor de métodos de jogo, também aponta outras vantagens: “Estimula a leitura, a imaginação, a oratória, a construção de histórias, a estratégia e o planejamento, além de servir como dinâmica de grupo”. Por esses motivos, os jogos também podem ser aplicados para fins didáticos. “O RPGQuest, por exemplo, é usado em escolas para treinar contas de somar, subtrair, dividir e multiplicar com crianças em fase pré-escolar. O aluno fica entretido e não percebe que, ao longo de uma tarde de jogo, fará de 300 a 400 contas de cabeça”, explica. E não é apenas em educação ou entretenimento que o recurso está presente. Já existe uma espécie de gincana envolvendo aspectos lúdicos e de atividade social, semelhante ao RPG, aplicada em empresas. “Desenvolvi um sistema que foi usado algumas vezes para treinamento de grupos”, diz Marcelo. 

HERÓI MARGINAL 
AvatarSenhor dos anéisMatrixLost… Alguns sucessos do cinema e da TV são adorados por nerds e geeks e tornaram-se novos emblemas dessa tribo urbana, compartilhando o posto com clássicos, como Guerra nas estrelas e Star Trek. Para o professor de cinema da Universidade Anhembi Morumbi, Vinícius Del Fiol, a realidade paralela dessas produções é responsável pela adesão desse público específico. “É uma possibilidade de fuga, pois o mundo tão estranho e singular apresentado na ficção é capaz de acolher todas as tribos, inclusive a dos nerds”, diz. Del Fiol acredita que a figura de “herói torto”, hostilizado pela maioria, presente nesses filmes, contribui como fator de identificação. “Apesar de todo esse recolhimento, os personagens são capazes de atitudes notáveis e libertadoras. Dessa forma, eles servem como projeção para esses jovens”, conta.

Outra questão importante, segundo o professor, é que a tecnologia está presente em grande parte dessas produções. “Muitas das relações humanas nesses mundos são mediadas pelo computador, tal como na vida desses jovens. Nesse ambiente tecnológico, as pessoas têm possibilidade de experimentar um mundo fantasioso e vivências que a realidade não permite”, explica
>> REVISTA CULTURA – por Douglas Galan

DERIVAÇÃO OBSCURA
Os dicionários de língua inglesa registram os verbetes “nerd” e “geek” com significados depreciativos, como “pessoa chata” e “fora de moda”. Para o professor Bento Carlos Dias da Silva, da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Araraquara (SP), as palavras são sinônimas dentro de certo contexto. “Conforme atesta o Random House Webster’s Unabridged Dictionary, o termo inglês “geek”, datado de 1915-20 e considerado uma variante provável do termo dialetal escocês “geck” (tolo), provém do termo “gek” (louco, maluco), do holandês, que, por sua vez, provém do termo “geck” (gritos), do baixo alemão. Já o termo “nerd”, datado de 1960-65, está sinalizado nessa obra como americanismo e ‘formação expressiva de derivação obscura’”, explica. Alexandre Ottoni, do blog Jovem Nerd, concorda com a semelhança das expressões: “Nós defendemos que é tudo farinha do mesmo saco, apesar de dizerem por aí que os geeks são nerds com habilidades sociais. Talvez a diferença maior entre os dois termos seja um interesse maior dos geeks por tecnologia, gadgets, enquanto os nerds curtem mais a cultura pop de Star Wars, Senhor dos anéis, quadrinhos e literatura fantástica”, diz. Na internet, entre os diversos sites e blogs que abordam o assunto, a origem imprecisa ganha outras explicações, como o nascimento da palavra “nerd” na década de 1970 no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, ou para designar os frequentadores do laboratório Northern Electric Research and Development (daí viria a sigla), atual Nortel, no Canadá. Outra possível explicação vem da tradição oral, oriunda da palavra “knurd”, uma inversão da palavra “drunk” (bêbado em inglês, escrito ao contrário), para designar que o grupo era oposto àqueles que usavam álcool. Seja qual for a explicação, duas palavras já não bastam para classificar o heterogêneo grupo dos nerds. No site Geek Code são apresentados mais de 20 estilos de geek. “Nos dias atuais, há diversos subgrupos nesse universo, como o nerd que gosta de computadores, o que gosta de gadgets, o que gosta de estudar, o que gosta de videogames, o que gosta de RPG e assim por diante”, explica o psicólogo Márcio Amadeu, que vê “na informação especializada a um clique do mouse de distância” o motivo para o crescimento de aficionados em praticamente tudo e razão para o surgimento de mais e mais nerds. Quem resistirá ao lado geek da força? .


“CLUBE DE VAMPIROS”: CHEGA AO BRASIL O TERCEIRO LIVRO QUE INSPIROU A SÉRIE “TRUE BLOOD”

sexta-feira | 9 | julho | 2010

Eventos de “Clube dos Vampiros” coincidem
com trama da terceira temporada

Clube dos VampirosO selo Benvirá, da editora Saraiva, está publicando no Brasil Clube dos Vampiros (Club Dead), a continuação deVampiros em Dallas e terceiro volume da série As Crônicas de Sookie, que deu origem à série de TV True Blood.

O volume três das histórias escritas por Charlaine Harriscoincide com os eventos narrados na terceira temporada da telessérie, atualmente sendo exibida na HBO dos EUA e do Brasil. Não por acaso, a capa do livro usa um pôster do ano três nas telinhas.

Clube dos Vampiros tem 256 páginas e preço sugerido de R$39,90. O livro foi publicado nos EUA em 2003. Ao todo, até agora, a série literária tem 11 volumes.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


“FALLING SKIES”, A NOVA SÉRIE DE FICÇÃO CIENTIFICA DE STEVEN SPIELBERG

sábado | 3 | julho | 2010

O projeto de “Falling Skies” foi divulgado em janeiro quando a TNT anunciou a encomenda dessa nova produção de Steven Spielberg. A série deverá estrear na TV americana por volta de julho de 2011, mas os organizadores da Comic Con já divulgaram que a produção terá presença na convenção que ocorre entre 22 e 25 de julho.

A série traz roteiro de Robert Rodat, do filme “O Resgate do Soldado Ryan”, com base em uma ideia de Spielberg. A direção do episódio piloto é de Carl Franklin, conhecido por seu trabalho como ator na série dos anos 70 “Viagem Fantástica”. Atualmente Carl vem realizando vários trabalhos como diretor, entre eles episódios de “Roma”, “The Riches” e “The Pacific”.

Estrelada por Noah Wyle, de “Plantão Médico/ER”, a série da DreamWorks em parceria com a TNT apresenta um universo muito parecido com o que temos no remake de “V”.

Na série, os alienígenas invadiram a Terra e a maior parte da população humana foi dizimada. O destino do que restou da humanidade está nas mãos de grupos da resistência. Noah interpreta um ex-professor que agora é líder de um grupo formado por soldados e civis, em luta contra a ocupação.

No elenco também estão Moon Bloodgood (Journeyman), interpretando Anne, uma terapeuta que cuida das crianças traumatizadas com a situação; e ainda Drew Hoy (Hal), Maxim Knight (Matt), Seychelle Gabriel (Lourdes) e Will Patton, como um dos líderes da resistência.

A produção terá um painel na Comic Con no dia 23 de julho o qual contará com as presenças dos atores Noah Wyle e Moon Bloodgood, além do roteirista e produtor executivo Mark Verheiden (“Heroes” e “Battlestar Galactica”).  Espera-se que um clip promocional seja exibido durante o painel. Confira a programação parcial do evento aqui.

Além de “Falling Skies”, Spielberg também está preparando as séries e minisséries “Under the Dome“, “Nine Lives“, “Future Earth”,  “The Talisman“, “Terra Nova” e um projeto sobre os bastidores de uma montagem musical para o Showtime. Sendo que “United States of Tara” também é sua. O diretor que ficou famoso com filmes de aventura no cinema, iniciou carreira dirigindo episódios de “Galeria do Terror” e “Marcus Welby”.
>> VEJA – por Fernanda Furquim


“STAR TREK 2″: ROTEIRISTAS FALAM SOBRE O FILME

quinta-feira | 1 | julho | 2010

Roberto Orci e Alex Kurtzman comentaram o andamento da continuação
 
Entrevistados brevemente pelos nossos parceiros doCollider no tapete vermelho do Saturn Awards, Roberto Orci e Alex Kurtzman comentaram o andamento da continuação de Star Trek.

A dupla disse que o diretor J.J. Abrams está atualmente em férias, mas que assim que ele retornar, o que acontecerá na próxima semana, eles conversarão sobre o roteiro da nova aventura de Jornada nas Estrelas nas telonas. “Atualmente estamos na metade do desenvolvimento da história. Construímos um belo castelo de cartas, agora temos que nos reunir e começar a puxar algumas para ver se ele continua em pé. Se ele ficar, saberemos que estamos no caminho certo”, concluiu Orci.

O cronograma, portanto, segue de acordo com o programado pelo produtor Damon Lindelof. Em fevereiro passado ele nos disse que os roteiristas começariam a trabalhar efetivamente no filme em abril, depois do término de Lost.

Star Trek 2 estreia em 29 de junho de 2012 nos Estados Unidos e em 20 de julho de 2012 no Brasil.
>> OMELETE – por Érico Borgo


“ULTRAMAN”: FRANQUIA GANHA MAIS UM FILME

quinta-feira | 1 | julho | 2010

A série que surgiu no Japão em 1966 ganha uma nova incursão no cinema, desta vez protagonizado por Ultraman Zero. A produção, que será lançada em 2011, comemorará os 45 anos da franquia.

Ultraman Zero: The Movie” será estrelado por Yu Koyanagi, interpretando Ran, o jovem que se transforma no filho do Ultraseven. O personagem surgiu em 2009 com o filme “Mega Monster Battle: Ultra Galaxy Legend The Movie”. Esta nova produção será uma continuação da anterior, na qual Ultraman Belial escapa da prisão e rouba o Plasma Sparks, sol artificial que produz todos os guerreiros Ultras. Derrotado, ele agora retorna para se vingar.

O filme tem roteiro e direção de Yuichi Abe; no elenco também estão Tatsuomi Hamada, como Nao, irmão de Ran; e Tao Tsuchiya, como a Princesa Esmerana do Planeta Esmeralda. A estreia está prevista para o dia 23 de dezembro de 2010, no Japão.

Criada por Eiji Tsuburaya, a série original do “Ultraman” foi produzida pela Tokyo Broadcasting System, que a exibia, em parceria com a Tsuburaya Productions. A produção teve um total de 39 episódios. Com a morte de Tsuburaya em 1970, seus herdeiros assinaram um contrato em 1976, com uma produtora tailandesa concedendo-lhe os direitos internacionais dos personagens da família Ultra produzidos em 1966. Desde então, a Tokyo Broadcasting System, vem lutando na justiça para anular esse contrato.
>> VEJA – por Fernanda Furquim

Abaixo, o trailer do filme:


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 59 outros seguidores