“SEJA LEGAL COM OS NERDS”: A VEZ DO ARO GROSSO

terça-feira | 13 | julho | 2010

Os nerds dominam a internet, o cima, os seriados, a economia,
as novas tecnologias e até a moda
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A frase do autor de livros sobre educação Charles J. Sykes, atribuída erroneamente a Bill Gates em vários sites, foi um alerta: “Seja legal com os nerds. Você poderá acabar trabalhando para um deles”. A hipótese ameaçadora transformou-se em verdadeiro desejo para alguns. O estilo Steve Jobs de gerenciar vem se tornando referência em livros sobre liderança. Sugestivos títulos como A cabeça de Steve Jobs, O fascinante império de Steve Jobs e Faça como Steve Jobs sinalizam a mudança de paradigmas e a força do modelo de gestão a ser seguido. “No passado, os maiores exemplos de sucesso estavam ligados a executivos de grandes empresas ou a astros de Hollywood. Eles detinham o poder de intervir no mundo. Na nossa sociedade, quem entender melhor sobre a tecnologia terá essa capacidade”, diz o psicólogo Marcio Berber Diz Amadeu, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática, da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Se no mundo dos negócios osnerds já demarcaram sua posição (o topo), entre os jovens, ambiente tradicionalmente problemático para esse grupo, eles também vêm ganhando respeito e pelos mesmos motivos que os consagraram no âmbito financeiro – a habilidade diante da tecnologia. “Eles detêm as melhores ferramentas para lidar com o mundo de hoje, compreendem computadores, objetos eletrônicos e, especialmente, a internet, com seu papel fundamental em nossa cultura”, explica Marcio Amadeu. 

Para Marshall McLuhan, visionário teórico da comunicação que anteviu as consequências dos avanços tecnológicos, “cada produto que molda uma sociedade acaba por transpirar em todos e por todos os seus sentidos” (citação de Os meios de comunicação como extensões do homem). Não à toa, a internet vem operando mudanças culturais profundas, dentre as quais a capacidade de transformar um grupo, até há pouco tempo conhecido por seu visual deslocado, em ícone fashion – a inversão de papéis tornou-se, literalmente, moda. A editora de projetos especiais da revista Vogue e professora do Istituto Europeo di Design, Silvana Holzmeister, aponta que esse grupo de pessoas é responsável pelo surgimento recente do estilo geek chic. “Vejo os geeks como uma versão atualizada dos nerds e o geek chic como o estilo que tomou conta da moda jovem”, diz. Autora do livro O estranho está na moda – A imagem dos anos 90, que será lançado em agosto, Silvana acredita que a influência deriva da profusão de tribos dessa década e diz que ocorre, atualmente, com a ascensão do visual desse grupo na moda, um movimento semelhante do punk, que surgiu das ruas e invadiu as passarelas. “O geek chic reúne elementos típicos do visual nerd, como óculos pesados e corte de cabelo mais certinho, jaqueta, blazer e meias no estilo old school”, classifica. O estudante de informática Felipe Cordeiro Alves da Silva, de 19 anos, prefere ser chamado de geek. Ele não vê essa difusão de maneira positiva e defende que o uso do estereótipo causou uma banalização da imagem do grupo. “A cultura nerd e todas as suas subcategorias estão em ascensão, isso é visível nas ruas. No entanto, nem tudo é legítimo desse universo. Ser desse grupo é mais do que uma representação pela aparência, muitos se enganam nesse mundo de imagens. Vejo pessoas usando óculos imensos querendo se passar por nerds ou geeks, outras comprando gadgets que mal sabem ligar. Do que adianta alguém ter um smartphone se só irá fazer e receber ligações?”, questiona. 

DIA DA TOALHA 
Leonard, Sheldon, Howard ou Rajesh, de The Big Bang Theory; Rusty, de Greek; Artie, de Glee; os rapazes do reality show As gostosas e os geeks. Há um número considerável de personagens nos programas americanos, exibidos no Brasil em canais por assinatura, caracterizados como nerds ou geeks. “O tema ganhou projeção no mainstream justamente pelos casos de sucesso ligados à informática e à internet. De repente, um bando de garotos dessa tribo estava ficando bilionário e mudando a forma como o mundo se comunicava. Seria incomum se o tema não ficasse em evidência”, argumenta Alexandre Ottoni, editor geral do blog Jovem Nerd, nascido em 2002 para “fazer piada” sobre esse universo, mas que hoje se tornou um negócio e mudou a vida de seus criadores. A representação das personagens nas produções audiovisuais recentes não esbarra necessariamente na atitude comum de escárnio, como o faziam as antigas representações, promovendo a identificação da tribo. “Acho bons os seriados, pois ajudam as pessoas a compreender mais esse grupo e é uma forma de divulgá-lo”, conta Luis Ricardo Manrique, 26 anos. Especialista em Linux e assumidamente nerd, ele diz já ter sofrido preconceito no trabalho e na escola por sua postura, mas acredita que a situação está diferente. “Hoje em dia, é muito mais fácil a aceitação, porque o ponto de vista das pessoas mudou. Antes era pejorativo e agora é quase um elogio”, diz.

A satisfação de ser dessa tribo tem até ocasião marcada para ser expressa. Desde 2006, é comemorado em 25 de maio o Dia do Orgulho Nerdou Geek. A data escolhida é a da estreia do primeiro filme da saga Star Wars e também a da morte de Douglas Adams, autor do Guia do mochileiro das galáxias. Em alusão à passagem do livro sobre a importância da toalha para os mochileiros das galáxias, a data também é conhecida como Dia da Toalha e, na ocasião, é comum encontrar nerds portando o objeto como bandeira.

Em 25 de maio último, os estudantes de jornalismo da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ) decidiram registrar a data de maneira diferente: lançaram um blog sobre o assunto, o Jornal dos Nerds. Batizado de Nerdlândia, é o jornal-laboratório da turma, que elegeu o tema e a versão virtual no lugar da impressa por ampla maioria em votação. “É incrível como os alunos são cada vez mais nerds, eles já nascem sabendo tudo de tecnologia. O que era um subgrupo e, como qualquer minoria, discriminado, está se tornando dominante. Eles cresceram, se tornaram bem-sucedidos, celebridades”, diz a professora e jornalista Cristiane Costa, coordenadora do projeto. A equipe de cerca de 20 estudantes também organizou um evento para marcar o lançamento do blog, com mesas de discussão e ampla divulgação na mídia. Segundo a coordenadora, “o blog é direcionado a um público enorme, com sua própria linguagem, interesses e definição de gêneros artísticos, mas que, na grande imprensa, não encontra muita informação que o interesse. A gente descobriu que é um filão”, conta.

O MUNDO É UM JOGO DE RPG 
role playing game (RPG) surgiu em 1974, de uma variação dos wargames (jogos de batalhas de miniaturas). O inventor foi Gary Gygax, que criou um sistema relativamente simples se comparado com os jogos de interpretação atuais. O que o criador de Dungeons & Dragons, o primeiro jogo, não poderia prever é que o RPG teria tanta capacidade de evoluir e influenciar. O arquiteto, escritor e designer de jogos Marcelo Del Debbio explica que, atualmente, existem três modalidades: de mesa; o tradicional, em que o jogo se desenrola na imaginação das pessoas; olive action, que é uma modalidade de teatro de improviso; e os RPGs eletrônicos, como World of WarcraftTibia e Ragnarok. Além dos jogos propriamente ditos, o repertório do RPG também influenciou os games e o cinema. “Desde sua origem, o RPG esteve totalmente imerso na cultura nerd e influenciou livros como Senhor dos anéis e Entrevista com o vampiro”, conta. Marcelo, que é autor de mais de 40 livros de RPG e inventor de métodos de jogo, também aponta outras vantagens: “Estimula a leitura, a imaginação, a oratória, a construção de histórias, a estratégia e o planejamento, além de servir como dinâmica de grupo”. Por esses motivos, os jogos também podem ser aplicados para fins didáticos. “O RPGQuest, por exemplo, é usado em escolas para treinar contas de somar, subtrair, dividir e multiplicar com crianças em fase pré-escolar. O aluno fica entretido e não percebe que, ao longo de uma tarde de jogo, fará de 300 a 400 contas de cabeça”, explica. E não é apenas em educação ou entretenimento que o recurso está presente. Já existe uma espécie de gincana envolvendo aspectos lúdicos e de atividade social, semelhante ao RPG, aplicada em empresas. “Desenvolvi um sistema que foi usado algumas vezes para treinamento de grupos”, diz Marcelo. 

HERÓI MARGINAL 
AvatarSenhor dos anéisMatrixLost… Alguns sucessos do cinema e da TV são adorados por nerds e geeks e tornaram-se novos emblemas dessa tribo urbana, compartilhando o posto com clássicos, como Guerra nas estrelas e Star Trek. Para o professor de cinema da Universidade Anhembi Morumbi, Vinícius Del Fiol, a realidade paralela dessas produções é responsável pela adesão desse público específico. “É uma possibilidade de fuga, pois o mundo tão estranho e singular apresentado na ficção é capaz de acolher todas as tribos, inclusive a dos nerds”, diz. Del Fiol acredita que a figura de “herói torto”, hostilizado pela maioria, presente nesses filmes, contribui como fator de identificação. “Apesar de todo esse recolhimento, os personagens são capazes de atitudes notáveis e libertadoras. Dessa forma, eles servem como projeção para esses jovens”, conta.

Outra questão importante, segundo o professor, é que a tecnologia está presente em grande parte dessas produções. “Muitas das relações humanas nesses mundos são mediadas pelo computador, tal como na vida desses jovens. Nesse ambiente tecnológico, as pessoas têm possibilidade de experimentar um mundo fantasioso e vivências que a realidade não permite”, explica
>> REVISTA CULTURA – por Douglas Galan

DERIVAÇÃO OBSCURA
Os dicionários de língua inglesa registram os verbetes “nerd” e “geek” com significados depreciativos, como “pessoa chata” e “fora de moda”. Para o professor Bento Carlos Dias da Silva, da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Araraquara (SP), as palavras são sinônimas dentro de certo contexto. “Conforme atesta o Random House Webster’s Unabridged Dictionary, o termo inglês “geek”, datado de 1915-20 e considerado uma variante provável do termo dialetal escocês “geck” (tolo), provém do termo “gek” (louco, maluco), do holandês, que, por sua vez, provém do termo “geck” (gritos), do baixo alemão. Já o termo “nerd”, datado de 1960-65, está sinalizado nessa obra como americanismo e ‘formação expressiva de derivação obscura’”, explica. Alexandre Ottoni, do blog Jovem Nerd, concorda com a semelhança das expressões: “Nós defendemos que é tudo farinha do mesmo saco, apesar de dizerem por aí que os geeks são nerds com habilidades sociais. Talvez a diferença maior entre os dois termos seja um interesse maior dos geeks por tecnologia, gadgets, enquanto os nerds curtem mais a cultura pop de Star Wars, Senhor dos anéis, quadrinhos e literatura fantástica”, diz. Na internet, entre os diversos sites e blogs que abordam o assunto, a origem imprecisa ganha outras explicações, como o nascimento da palavra “nerd” na década de 1970 no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, ou para designar os frequentadores do laboratório Northern Electric Research and Development (daí viria a sigla), atual Nortel, no Canadá. Outra possível explicação vem da tradição oral, oriunda da palavra “knurd”, uma inversão da palavra “drunk” (bêbado em inglês, escrito ao contrário), para designar que o grupo era oposto àqueles que usavam álcool. Seja qual for a explicação, duas palavras já não bastam para classificar o heterogêneo grupo dos nerds. No site Geek Code são apresentados mais de 20 estilos de geek. “Nos dias atuais, há diversos subgrupos nesse universo, como o nerd que gosta de computadores, o que gosta de gadgets, o que gosta de estudar, o que gosta de videogames, o que gosta de RPG e assim por diante”, explica o psicólogo Márcio Amadeu, que vê “na informação especializada a um clique do mouse de distância” o motivo para o crescimento de aficionados em praticamente tudo e razão para o surgimento de mais e mais nerds. Quem resistirá ao lado geek da força? .


“CLUBE DE VAMPIROS”: CHEGA AO BRASIL O TERCEIRO LIVRO QUE INSPIROU A SÉRIE “TRUE BLOOD”

sexta-feira | 9 | julho | 2010

Eventos de “Clube dos Vampiros” coincidem
com trama da terceira temporada

Clube dos VampirosO selo Benvirá, da editora Saraiva, está publicando no Brasil Clube dos Vampiros (Club Dead), a continuação deVampiros em Dallas e terceiro volume da série As Crônicas de Sookie, que deu origem à série de TV True Blood.

O volume três das histórias escritas por Charlaine Harriscoincide com os eventos narrados na terceira temporada da telessérie, atualmente sendo exibida na HBO dos EUA e do Brasil. Não por acaso, a capa do livro usa um pôster do ano três nas telinhas.

Clube dos Vampiros tem 256 páginas e preço sugerido de R$39,90. O livro foi publicado nos EUA em 2003. Ao todo, até agora, a série literária tem 11 volumes.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


“FALLING SKIES”, A NOVA SÉRIE DE FICÇÃO CIENTIFICA DE STEVEN SPIELBERG

sábado | 3 | julho | 2010

O projeto de “Falling Skies” foi divulgado em janeiro quando a TNT anunciou a encomenda dessa nova produção de Steven Spielberg. A série deverá estrear na TV americana por volta de julho de 2011, mas os organizadores da Comic Con já divulgaram que a produção terá presença na convenção que ocorre entre 22 e 25 de julho.

A série traz roteiro de Robert Rodat, do filme “O Resgate do Soldado Ryan”, com base em uma ideia de Spielberg. A direção do episódio piloto é de Carl Franklin, conhecido por seu trabalho como ator na série dos anos 70 “Viagem Fantástica”. Atualmente Carl vem realizando vários trabalhos como diretor, entre eles episódios de “Roma”, “The Riches” e “The Pacific”.

Estrelada por Noah Wyle, de “Plantão Médico/ER”, a série da DreamWorks em parceria com a TNT apresenta um universo muito parecido com o que temos no remake de “V”.

Na série, os alienígenas invadiram a Terra e a maior parte da população humana foi dizimada. O destino do que restou da humanidade está nas mãos de grupos da resistência. Noah interpreta um ex-professor que agora é líder de um grupo formado por soldados e civis, em luta contra a ocupação.

No elenco também estão Moon Bloodgood (Journeyman), interpretando Anne, uma terapeuta que cuida das crianças traumatizadas com a situação; e ainda Drew Hoy (Hal), Maxim Knight (Matt), Seychelle Gabriel (Lourdes) e Will Patton, como um dos líderes da resistência.

A produção terá um painel na Comic Con no dia 23 de julho o qual contará com as presenças dos atores Noah Wyle e Moon Bloodgood, além do roteirista e produtor executivo Mark Verheiden (“Heroes” e “Battlestar Galactica”).  Espera-se que um clip promocional seja exibido durante o painel. Confira a programação parcial do evento aqui.

Além de “Falling Skies”, Spielberg também está preparando as séries e minisséries “Under the Dome“, “Nine Lives“, “Future Earth”,  “The Talisman“, “Terra Nova” e um projeto sobre os bastidores de uma montagem musical para o Showtime. Sendo que “United States of Tara” também é sua. O diretor que ficou famoso com filmes de aventura no cinema, iniciou carreira dirigindo episódios de “Galeria do Terror” e “Marcus Welby”.
>> VEJA – por Fernanda Furquim


“STAR TREK 2″: ROTEIRISTAS FALAM SOBRE O FILME

quinta-feira | 1 | julho | 2010

Roberto Orci e Alex Kurtzman comentaram o andamento da continuação
 
Entrevistados brevemente pelos nossos parceiros doCollider no tapete vermelho do Saturn Awards, Roberto Orci e Alex Kurtzman comentaram o andamento da continuação de Star Trek.

A dupla disse que o diretor J.J. Abrams está atualmente em férias, mas que assim que ele retornar, o que acontecerá na próxima semana, eles conversarão sobre o roteiro da nova aventura de Jornada nas Estrelas nas telonas. “Atualmente estamos na metade do desenvolvimento da história. Construímos um belo castelo de cartas, agora temos que nos reunir e começar a puxar algumas para ver se ele continua em pé. Se ele ficar, saberemos que estamos no caminho certo”, concluiu Orci.

O cronograma, portanto, segue de acordo com o programado pelo produtor Damon Lindelof. Em fevereiro passado ele nos disse que os roteiristas começariam a trabalhar efetivamente no filme em abril, depois do término de Lost.

Star Trek 2 estreia em 29 de junho de 2012 nos Estados Unidos e em 20 de julho de 2012 no Brasil.
>> OMELETE – por Érico Borgo


“ULTRAMAN”: FRANQUIA GANHA MAIS UM FILME

quinta-feira | 1 | julho | 2010

A série que surgiu no Japão em 1966 ganha uma nova incursão no cinema, desta vez protagonizado por Ultraman Zero. A produção, que será lançada em 2011, comemorará os 45 anos da franquia.

Ultraman Zero: The Movie” será estrelado por Yu Koyanagi, interpretando Ran, o jovem que se transforma no filho do Ultraseven. O personagem surgiu em 2009 com o filme “Mega Monster Battle: Ultra Galaxy Legend The Movie”. Esta nova produção será uma continuação da anterior, na qual Ultraman Belial escapa da prisão e rouba o Plasma Sparks, sol artificial que produz todos os guerreiros Ultras. Derrotado, ele agora retorna para se vingar.

O filme tem roteiro e direção de Yuichi Abe; no elenco também estão Tatsuomi Hamada, como Nao, irmão de Ran; e Tao Tsuchiya, como a Princesa Esmerana do Planeta Esmeralda. A estreia está prevista para o dia 23 de dezembro de 2010, no Japão.

Criada por Eiji Tsuburaya, a série original do “Ultraman” foi produzida pela Tokyo Broadcasting System, que a exibia, em parceria com a Tsuburaya Productions. A produção teve um total de 39 episódios. Com a morte de Tsuburaya em 1970, seus herdeiros assinaram um contrato em 1976, com uma produtora tailandesa concedendo-lhe os direitos internacionais dos personagens da família Ultra produzidos em 1966. Desde então, a Tokyo Broadcasting System, vem lutando na justiça para anular esse contrato.
>> VEJA – por Fernanda Furquim

Abaixo, o trailer do filme:


“BEING HUMAN”: REMAKE DA SÉRIE BRITÂNICA GANHA ELENCO AMERICANO

quinta-feira | 1 | julho | 2010

A série sobrenatural britânica “Being Human” vai ganhar versão americana. Trata-se de mais uma produção com vampiros na TV. O que a diferencia é a situação: um vampiro, um lobisomem e uma fantasminha camarada dividem a mesma casa e tentam levar uma vida normal entre humanos. Veja a foto com o elenco original ao lado.

O canal pago Syfy, que está produzindo o remake, divulgou quem estrelará a versão americana. O ator Sam Witwer (Apocalypse em “Smallville”) interpretará o vampiro, Sam Huntington (Jimmy Olsen em “Superman – O Retorno”) viverá o lobisomem e Meaghan Rath (da sitcom canadense “The Assistants”) será a fantasma.

A série original da BBC vai entrar na sua 3ª temporada. Com o título de “Ser Humano”, é exibida no Brasil no canal pago Multishow. A versão americana teve 13 episódios encomendados, com estreia prevista para o 2º semestre.
>> PIPOCA MODERNA – por Caio Arroyo


FERNANDA FURQUIM: A MAIS NOVA COLUNISTA DA REVISTA “VEJA” FALA TUDO SOBRE SÉRIES DE TV

terça-feira | 29 | junho | 2010

Jornalista especializada em séries traz informações, comentários e curiosidades sobre a produção de seriados de todas as épocas.

Clique aqui para acompanhar a jornalista Fernanda Furquim,
ou copie e cole a linha abaixo:
http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/
 

Uma Breve Apresentação

Bem vindos à minha nova casa! A partir de hoje passo a escrever para o site da Veja, da Editora Abril, falando do fantástico universo das séries, seriados e minisséries da TV. O foco será dado à TV americana, inglesa, canadense e brasileira, mas, de tempos em tempos, também darei ‘uma olhada’ na produção de outros países.

Quem sou eu? Sou a fã que chegou aos 42 anos de idade dos quais pelo menos 32 foram passados em frente à TV. Não (respondendo a alguns), não foi um desperdício de tempo, pois transformei minha paixão por séries em profissão, a qual eu exerço desde 1995. De fato, não me recordo quando comecei a acompanhar as séries de TV, ou qual foi a primeira que vi. Lembro que minha família ganhou seu primeiro aparelho de TV no dia em que foi ao ar o último capítulo da novela “Mulheres de Areia”, nos anos 70. Mas, muito antes disso, ‘já exercia a função de televizinha’.

Entre 1995 e 1997, publiquei o fanzine TV Land, o qual foi transformado na revista TV Séries. A publicação encerrou em 2001, ano em que publiquei meu primeiro livro, “Sitcom: Definição e História”, pela FCF. Entre 2002 e 2006 me dediquei a outras atividades, retornando com o blog Revista TV Séries o qual foi mantido até ontem, dia 24 de junho de 2010. Seu conteúdo foi transferido para cá, tornando-se um arquivo de pesquisas com mais de 5 mil postagens publicadas entre 2006 e 2010. Em 2008 comecei a ministrar oficinas sobre a história e a evolução das séries de TV americanas; no mesmo ano publiquei meu segundo livro, “As Maravilhosas Mulheres das Séries de TV”, pela Panda Books.

Muitos devem se perguntar o porquê de gostar tanto de séries de TV a ponto de dedicar a maior parte de minha vida ao estudo do formato, à sua história e sua transformação ao longo das décadas. Faço parte da geração que teve a TV como babá eletrônica, e com ela criei um vínculo afetivo, o qual foi sendo moldado e lapidado ao longo dos anos. Já não é qualquer programa que vejo, também não acompanho todas as séries; fiz isso na época em que era possível mas, hoje em dia, com o volume de produções seriadas sendo exibidas na TV, é preciso selecionar. Tem séries que não passo do piloto; de outras, confiro a primeira temporada, se achar a série boa continuo, se não, encerro por aí.

Algumas são boas, outras ruins, algumas maravilhosas, outras sofríveis, mas todas se resumem a uma única estrutura: personagens e roteiros, nessa ordem. As séries são primeiro personagens e depois roteiros, é por isso que existem tantas propostas parecidas, mas igualmente interessantes de se acompanhar. É a forma como o personagem, dentro das características propostas, irá se desenvolver e se relacionar em uma determinada situação. Algumas produções seriadas conseguem colocar desenvolvimento de personagens e de roteiro no mesmo nível; são aquelas que estão acima da média, pois isto é algo difícil de alcançar.

As transformações estéticas e narrativas pelas quais as séries passaram as elevam ao mesmo nível das produções cinematográficas, nos dias atuais. O futuro é promissor, visto que a tendência da TV americana, e mundial, é adotar cada vez mais a co-produção internacional. O resultado irá se refletir na transformação narrativa do formato que terá uma abordagem cultural bem mais rica. Afinal, as séries refletem o retrato cultural de um país em suas respectivas décadas.

Gostaria de aproveitar e agradecer à Veja pelo convite para fazer parte da equipe de colunistas do site. Abrir um espaço fixo dedicado às séries de TV é, em minha opinião, um grande passo para estabelecer um contato importante com um público que não tem idade e que, a cada dia, torna-se maior e mais participativo.

Estarei atualizando diariamente esse blog, trazendo informações, curiosidades e opiniões sobre as séries e seus atores, de todas as décadas. Para conhecer um pouco mais minha linha de trabalho, faça uma pesquisa nas postagens em arquivo em especial na seção Opinião, que se encontra na coluna à direita. O número de postagem por dia é indefinido, sendo que será menor nos finais de semana e feriados, que ninguém é de ferro, muito menos eu!

Então, vamos começar!

Conheça o Novo Elenco de Primeval

O canal inglês ITV divulgou a primeira foto do novo elenco de “Primeval”, série que tinha sido cancelada em junho de 2009, mas que em setembro foi resgatada, graças a uma parceria do canal com a BBC America, Pro7 (canal alemão), Impossible Pictures e a UKTV.

O retorno da série marca a mudança de elenco: da esquerda para a direita temos a volta de Abby ( Hannah Spearritt) e Connor (Andrew-Lee Potts), a entrada do novo líder das operações de campo, Matt (Ciarán McMenamin), o retorno de Becker (Ben Mansfield) e a entrada de Jess ( Ruth Kearney).

Quem não está na foto é Alexander Siddig, de “Star Trek: Deep Space Nine/Jornada nas Estrelas: A Nova Missão”, que entra para o elenco interpretando o cientista Philip Burton.

A série foi resgatada para mais duas temporadas: a quarta, com sete episódios, está agendada para estrear na Inglaterra no dia 11 de janeiro. A quinta, com seis episódios, ainda não tem previsão de estreia.

Agora o Arc é administrado parte pelo governo e parte por uma empresa privada, que envia o cientista Philip Burton (Siddig) para representá-los. Lester teria sido substituído porque o governador perdeu a confiança de que ele seja capaz de comandar as operações. Matt (McMenamun), um soldado e zoologista que guarda um segredo de seu passado, se torna o novo líder de equipe; e Jess (Kearney) comanda as operações no centro de controle do Arc. Ao longo da história, ela deverá se apaixonar por Becker.

“Primeval” narra as aventuras de uma equipe de cinco cientistas que enfrentam uma anomalia do tempo a qual permite que animais pré-históricos e criaturas do futuro invadam a Inglaterra no tempo presente.
>> VEJA – por Fernanda Furquim


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