ONDE NENHUM HOMEM JAMAIS ESTEVE

domingo | 12 | abril | 2009

Mesmo após décadas desde que a frase do discurso do Presidente John Kennedy foi proferida pela primeira vez em Jornada nas Estrelas, William Shatner continua a nos surpreender com suas jornadas a regiões desconhecidas. Em uma das mais recentes, ele se tornou o Vírus Shatner, criado por piratas para infectar o satélite Far Polo L1 com imagens de diversas séries e mensagens subliminares. Mas para sorte do ator, isso foi apenas uma brincadeira de 1º de abril. O próprio nome do satélite é um anagrama da data oficial dos piadistas (Apr1l Fool). O vídeo da brincadeira está no youtube e pode ser visto aqui.

Das brincadeiras ao universo das possibilidades. De acordo com o jornal britânico Daily Express, cuja nota foi divulgada por diversas páginas na Internet, talvez Shatner faça uma participação especial no próximo filme de Jornada nas Estrelas, que deve ser lançado em 2011. Até lá, ainda poderemos vê-lo, por exemplo, em seu programa de entrevistas do Biography Channel, Shatner’s Raw Nerve, no qual ele já conversou com Tim Allen, Kelsey Grammer, Fran Drescher e Lenoard Nimoy. Para saber muito mais sobre essa jornada, visite a página do canal, clicando em biography. Veja abaixo uma amostra da entrevista com Nimoy.

Mas se vocês ainda não saciaram a sede por Williams Shatner, basta visitar The Shatner Project, “um vlog interativo que focaliza suas aventuras na vida.” Basta se inscrever para que o ator os leve “onde poucas câmeras já estiveram; nos bastidores e em sua vida particular.” No seguinte vídeo do youtube, ele e sua filha convidam a todos a se inscreverem.

O sucesso de The Shatner Project já lhe garantiu o reconhecimento do Streamy Awards, um prêmio concedido por um consórcio de empresas de comunicação (Tilzy.TV, Tubefilter, e NewTeeVee) a projetos originalmente produzidos para a Internet. Em sua primeira edição, o Streamy Awards premiou o vlog de Shatner na categoria Best Reality or Documentary Web Series.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


‘JORNADA NAS ESTRELAS’ (‘STAR TREK’): UMA DUBLAGEM ATRAVÉS DO TEMPO

sábado | 11 | abril | 2009

Jornada nas Estrelas - Uma Dublagem Através do Tempo

A franquia “Jornada nas Estrelas” [JnE] tem uma tradição de ser exibida dublada aqui no Brasil. Com exceção de “Jornada nas Estrelas – Enterprise”, todas as séries do franchise foram ao ar em versão com áudio nacional. Como todos os seriados são bastante interligados, boa parte dos fãs tupiniquins tem uma tendência a associar a voz de determinado personagem com a de seu respectivo dublador.

Claro que houveram percalços nos trabalhos de dublagem, considerando que são cinco séries para TV, uma animação televisiva e dez filmes. Quase todo o elenco de dublagem de “Jornada nas Estrelas – A Nova Geração” foi alterado a partir da segunda temporada e, mesmo posteriormente, foi trocado o dublador do Tenente-Comandante LaForge (Marco Ribeiro para Mário Tupinambá), bem como mudanças nas vozes do Capitão Sisko e de diversos outros personagens de “Jornada nas Estrelas – Deep Space Nine” (também conhecida como “Jornada nas Estrelas – A Nova Missão”) em determinados pontos daquele seriado. No entanto, para quem (ou)viu esses personagens pela primeira vez com suas marcantes vozes em quaisquer das dublagens, é difícil desassociar tais versões nacionais dessas figuras tão queridas do imaginário da cultura pop.

Sabendo que o novo filme da saga, intitulado apenas como “Star Trek”, terá sua estréia em muito em breve aqui no Brasil e que tal filme será estrelado pela tripulação original da Enterprise, nos foquemos, então, na Série Clássica e em suas dublagens. Sim, no plural mesmo, já que o seriado, em mais de 40 anos desde sua exibição original em terras brasileiras, passou pelas vozes de várias equipes de dublagem, cada qual com seus percalços e problemas, bem como glórias e louvores.

A Primeira Dublagem
Em sua primeira carreira pela televisão nacional, em 1967, “Jornada nas Estrelas” foi dublado pela empresa AIC/São Paulo. No elenco de dubladores estavam Rebello Neto (Prof. Robinson em “Perdidos no Espaço”) como Spock, Neville Jorge (Cabeça de Ovo na série “Batman” de 1966) como Dr. McCoy, Carlos Campanille (Superman/Clark Kent em “Superman – A Série Animada) como Scotty, Helena Samara (Bruxa do 71 em “Chaves”) como Uhura, Eleu Salvador (Dr. Brown na primeira dublagem de “De Volta Para o Futuro”) como Sr. Sulu e Olney Cazarré (James em “A Feiticeira”) como Chekov. Para fazer a voz do Capitão Kirk, o diretor de dublagem do programa naquela época, Emerson Camargo (o protagonista de “National Kid”), escalou a si mesmo, mas foi substituído como a voz do líder da Enterprise a partir da segunda temporada, quando saiu da AIC e Kirk, então, ganhou a voz de Denis Carvalho (um dos atuais chefões do núcleo de dramaturgia da Rede Globo).

No entanto, antes do final desse segundo ano da série, o personagem passou a ser dublado por Astrogildo Filho. Os outros membros da “santíssima trindade” do seriado tiveram também suas vozes modificadas durante essa primeira exibição, com Spock passando a ser dublado por Garcia Neto (Jaga em “Thundercats”) e o Dr. McCoy recebeu a voz de João Ângelo (Prof. Xavier em “Wolverine e os X-Men”). As fitas com esses episódios estavam na TV Excelsior quando do incêndio desta, com dez episódios sendo perdidos para o fogo. Mesmo assim, essa primeira dublagem subsistiu até meados dos anos 1980, quando a série foi exibida pela Rede Bandeirantes.

A Segunda Dublagem
Vieram os anos 1990 e os direitos de exibição de “Jornada nas Estrelas – A Série Clássica” foram adquiridos pela Rede Manchete e uma nova dublagem foi encomendada, sendo esta a versão mais conhecida pela geração atual, já que está presente nos DVDs do seriado. Mesmo com o desejo dos fãs de manterem o elenco da empreitada anterior, uma nova equipe foi montada para dar novas vozes à tripulação da Enterprise, desta vez no estúdio da VTI/Rio.

Garcia Júnior, conhecido por personagens como McGuyver e He-Man, ficou com o Capitão Kirk; Márcio Seixas, mais conhecido atualmente por ter dublado o Batman em “Liga da Justiça”, dublou o Sr. Spock e Newton Valério, que tem em seu currículo o Zorro da série de TV homônima da Disney, fechou o trio principal, dando a voz do Dr. McCoy. Nos coadjuvantes, outras vozes marcantes. Waldir Sant’Anna, o primeiro dublador do Homer Simpson, ficou com a dublagem de Scotty; Lina Rossana, a Gaia no desenho Capitão Planeta, dublou a Tenente Uhura; Cleonir dos Santos (o Scooby-Loo em “Scooby-Doo”) foi a voz do Sr. Sulu e Marco Ribeiro (o Yusuke de “Yu Yu Hakusho”) dublou Chekov.

A Manchete adquiriu os 57 episódios que constituem a primeira e a segunda temporadas do seriado, com os 27 restantes só sendo exibidos anos depois pelo canal USA (atual Universal Channel). Infelizmente, não foi possível para todo o elenco de dubladores responsável por esta versão mais recente retornar nesta terceira e última temporada do programa, já que esta foi traduzida já alguns anos depois.

Para o novo grupo de dubladores, foram chamados. Marco Antônio (o dublador “oficial” de George Clooney e Johnny Depp) ficou com a voz de Kirk e Leonel Abrantes (Chefe O’Brian em “Jornada Nas Estrelas – A Nova Geração” e “Jornada nas Estrelas – Deep Space Nine”) dublou o Dr. McCoy. Quanto ao Sr. Spock, em alguns episódios, Lauro Fabiano (Alvo Dumbledore, nos filmes da série “Harry Potter”) emprestou a voz para o personagem, que voltou a ser dublado por Márcio Seixas logo depois, firmando o profissional como a voz mais marcante do icônico meio-vulcano. Quanto aos demais personagens, Carlos Seidl (Seu Madruga em “Chaves”) dublou Scotty, Malta Jr.(Queixo Cinza em “Os Padrinhos Mágicos”) fez a voz de do Sr. Sulu, Mário Tupinambá (Jack Black em “Escola do Rock”) trabalhou como Chekov e Vânia Rocha ficou com a Tenente Uhura.

Star Trek
Do mesmo modo que a Paramount resolveu não traduzir o título de “Star Trek” para o português como “Jornada nas Estrelas”, a distribuidora também decidiu que, na dublagem deste décimo primeiro longa metragem da franquia, não seriam utilizados nenhum dublador que tenha trabalhado em séries anteriores da saga. Isto ocorre justamente para dar uma sensação de recomeço completo para o filme. Se, por um lado, tais decisões priorizam o ar de novidade que a fita terá em relação às encarnações anteriores da saga, por outro, arrisca alienar – sem trocadilho – os fãs veteranos, que mantiveram o interesse pelo seriado vivo por tantas décadas.

A versão nacional está sendo produzida pela Delart, do Rio de Janeiro, com Guilherme Briggs dirigindo a dublagem e assumindo a voz do novo Sr. Spock, agora interpretado por Zachary Quinto. A escalação surpreendeu, já que Quinto, em seu mais conhecido trabalho (a série de TV “Heroes”), é dublado por Gutemberg Barros, que fez testes para dublar o personagem, porém não foi aprovado. Além disso, Briggs foi dublador do Tenente Worf na primeira temporada de “Jornada nas Estrelas – A Nova Geração” e do ferengi boa-praça Quark no ano inicial de “Jornada nas Estrelas – Deep Space Nine”, com seu cast indo de encontro à determinação da distribuidora quanto aos profissionais anteriormente envolvidos com a franquia. Outros trabalhos do dublador incluem Cosmo em “Os Padrinhos Mágicos” e Buzz Lightyear em “Toy Story”.

Para dublar o novo Capitão Kirk, agora interpretado por Chris Pine, foi chamado Marcelo Garcia, o Relâmpago McQueen em “Carros”. Christiano Torreão, que geralmente dubla Pine, não foi chamado para dar a voz do personagem no filme. Alguns outros profissionais que fizeram testes para trabalharem na dublagem do longa foram Philippe Maia, Adriana Torres. Dário de Castro, Ricardo Schnetzer. Faltando menos de um mês para a estréia do filme, maiores detalhes da dublagem não foram divulgados, não se sabendo ainda quem emprestará a voz para o envelhecido Sr. Spock, que será vivido no cinema pelo próprio Leonard Nimoy, ator eternizado pelo personagem. Resta aos trekkers aguardarem ansiosos pelo novo filme, esperando que esta nova equipe de dubladores seja tão marcante quanto às anteriores para, assim, as aventuras de Kirk, Spock e McCoy conquistarem mais uma geração de fãs e que a tripulação da Enterprise continue indo aonde nenhum homem jamais esteve.

Sobre o ótimo trabalho da segunda dublagem de “Jornada nas Estrelas – A Série Clássica”, vejam este emocionante vídeo que mostra os bastidores da versão brasileira da série e ainda inclui relances da primeira dublagem de “Jornada nas Estrelas – A Nova Geração” e um breve depoimento de Garcia Neto, que fala sobre seu colega de profissão Marcos Miranda, que dublou o então almirante Kirk nos três primeiros filmes da franquia.
Obs: Para maiores detalhes sobre as dublagens da Série Clássica, confiram esta ótima matéria do site Trek Brasilis, que foi uma das fontes para este texto.
>> CINEMA COM RAPADURA – por Thiago Siqueira


OS CIENTISTAS MAIS MALUCOS DA FICÇÃO

sexta-feira | 10 | abril | 2009

Tive o prazer de voltar a escrever nos últimos dias. Saiba que quando eu coloco peso sobre o verbo “escrever” significa que estou me referindo especificamente ao reino da ficção. Não que redigir resenhas ou posts de blogs não seja parte dessa mesma ação nobre, mas no meu vocabulário (desde criancinha), escrever sempre foi sinônimo de construir histórias. Graças a um possível projeto de quadrinhos (do qual eu posso vir a fazer parte – explicarei na hora oportuna) tive a chance de revisitar inspirações para editar uma trama inédita focada num dos meus estereótipos favoritos do ideário romântico: o do cientista maluco.

No pós-guerra do século XX, matou-se oficialmente o místico como inimigo mais perigoso do homem. Numa era em que bombas nucleares eram possíveis, o medo trocou de lugar, deslocando-se da magia para a ciência. Na ficção, esses ameaçadores cientistas tomaram seu devido lugar no panteão dos estereótipos de “doutores malucos”. Segue agora os cinco tipos mais comuns de personagens:

5) Os dos livros: Saídos da Era Vitoriana, numa reprimida Inglaterra, os cientistas malucos dos livros agrupam algumas das características que definiriam para sempre o gênero. Gênios solitários, seus planos envolvem o desafio a autoridades máximas. Seja na hora de confrontar a sociedade tornando-se invisível a ela, seja alterando geneticamente a aparência de seus corpos ou desafiando leis divinas para trazer pessoas de volta da morte, os cientistas malucos dos livros tinham em suas obsessões individualistas a essência de sua missão no mundo.
Os mais famosos - Dr. Victor Frankenstein, Dr. Moreau, Griffin, Dr. Jekyll

4) Os dos filmes: Das páginas para as telas, os cientistas malucos ganharam não apenas uma audiência de massa como também objetivos de dominação mundial. Ainda focados cada um em sua área de expertise, esses novos personagens tinham ambições de fama e reconhecimento que iria muito além de seu laboratório. Criando robôs, dominando sonâmbulos, inventando máquinas de teletransporte, construindo seres humanos ou armas capazes de subjugar todo o planeta, esse tipo de vilão ascendeu diante das platéias como o representante mais característico da ciência usada em prol da vilania desenfreada.
Os mais famosos - Dr. Caligari, Rotwang, Dr. Julius No, Ernst Stavro Blofeld, Dr. Eldon Tyrell, Seth Brundle, Dr. Evil.

3) Os das séries: Entre o literário e o cinematográfico, surgiram outras representações vilanescas. Aquelas que duvidam de si mesmos ou que criam para si inimigos mortais que sempre irão detê-los aonde quer que estejam. Filhos de histórias que se subdividiam, eles não tinham apenas um único plano ou objetivo. Seus objetivos variavam conforme seus adversários evoluíam. Desde construir um exército universal para a conquista da galáxia até a realização de experimentos a esmo sem qualquer preocupação com a ética ou a moral de seu tempo, os cientistas malucos das séries tinham como foco não a sua ciência, mas a sua contraparte. Seja ela boa ou ruim.
Os mais famosos – Davros, Dr. Yes, Dr. Walter Bishop, Dr. Sparrow, Dr. Horrible.

Dexter2) Os dos desenhos: Amenizando a construção tensa que formou o estereótipo dos cientistas malucos, surgiram os “cartunizados”! Focado numa audiência juvenil e que não vê na ciência o mesmo terror que fundamentou os personagens originais, os cientistas dos desenhos animados são atrapalhados e divertidos. Mais malucos do que cientistas, já que todas as suas realizações assumem naturalmente uma forma, eles ganham o coração dos espectadores por sua inocência descabida e capacidade de alterar o mundo ao seu redor com extrema facilidade. Lúdicos, eles existem para nos lembrar que em nossos exageros é que geralmente encontramos a maior das humanidades.
Os mais famosos - O Cérebro, Dr. Otto Scratchansniff (Animaniacs), Dexter, Professor Hubert Farnsworth, Professor Frink, Gendo Ikari, o Macaco Louco.

154266-harry-osborn_400.jpg image by penguin_poet1) Os dos quadrinhos: Eis que chegamos a amálgama de todos os tipos acima, naquela que é justamente a fusão de todas essas mídias. Os quadrinhos têm tanto dos livros (em sua forma de contar histórias), quanto dos filmes (em seus closes e representações), e também das séries (em suas múltiplas ramificações e tramas em temporadas), reunidos numa solução cartunesca cujo estilo vai do mais descompromissado desenho até a mais realista representação. Os cientistas malucos dos quadrinhos reúnem igualmente todas as características acima. Entre o bem e o mal, a salvação e a destruição, esses personagens agrupam em si diversas camadas de sentidos que enriquecem o estereótipo a cada nova edição. Desmistificando a singularidade inicial da literatura, os gênios insanos dos quadrinhos estão em todos os lugares e parodiam a existência real com seus raios lasers da morte ou máquinas capazes de dar super-poderes (e consequentemente responsabilidades) ao cidadão mais ordinário.
Os mais famosos - Reed Richards, Tony Stark, Doutor Destino , Norman Osborn, Doutor Octopus, Curt Connors, Victor Fries, Doutor Jonathan Crane , Pamela Isley, Senhor Sinistro, Alto Evolucionário e muitos outros!

E estreou esses dias o novo “Monstros vs. Alienígenas” que parodia um pouco desse cenário de grandes cientistas malucos e criaturas fantásticas que a ciência nem ousa compreender. Quem quer ver comigo?
>> TOPISMOS – por Denis Pacheco


LEONARD NIMOY FARÁ PARTICIPAÇÃO ESPECIAL EM FRINGE

sexta-feira | 10 | abril | 2009

Ator entrará na trama como o fundador da corporação Massive Dynamic

J.J. Abrams aproveitou sua interação recente com o universo de Jornada nas Estrelas e contratou Leonard Nimoy para um papel especial em Fringe, série que Abrams produz. O ator vai interpretar William Bell, o fundador da poderosa corporação Massive Dynamic.

William Bell deve aparecer no episódio final da temporada, que será exibido nos Estados Unidos em 12 de maio. Segundo o roteiro da série, o personagem foi colega de trabalho de Walter Bishop (John Noble).

Além do final da temporada, William Bell aparecerá numa sequência de episódios da segunda temporada, mas não deve se tornar regular na série. Atualmente, aos 78 anos, Nimoy dedica seu tempo à carreira de fotógrafo, organizando exposições e a publicação de livros, como Shekhina.

A primeira temporada de Fringe começou a ser exibida no Brasil pelo Warner Channel no mês passado.
>> OMELETE – por Ederli Fortunato


FANTASMA: CONHEÇA O NOVO UNIFORME

sexta-feira | 10 | abril | 2009

A produção da minissérie “The Phantom”, para o canal Sci Fi, iniciaram em Montreal, Canadá. Com previsão de estréia para 2010, e com possibilidade de se transformar em série de TV, “The Phantom” trará uma visão moderna do personagem dos quadrinhos. A começar pelo famoso uniforme, como pode ser visto no desenho acima, divulgado pelo site do canal.

Com a direção de Paolo Barzman, a minissérie é estrelada por Ryan Carnes e ainda tem no elenco Isabella Rossellini, como a vilã Lithia, que tenta controlar a mente das pessoas, Cameron Goodman, como Renny, o interesse romântico do herói, e Sandrine Holt, como Guran, confidente do Fantasma.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


‘BOX OF DELIGHTS’: MIKE NEWELL ASSINOU O PRÓXIMO PROJETO DE DIREÇÃO

quarta-feira | 8 | abril | 2009

Mike Newell, que se tornou mais conhecido do público ao dirigir “Harry Potter e o Cálice de Fogo“, acaba de assinar contrato para o seu mais novo projeto, intitulado “Box of Delights“.

A história é mais uma adaptação de um conto infantil fantástico que envolve mudos imaginários e uma criança que tenta salvar este mundo. No centro da história está Kay, um garoto de 12 anos que, da noite para o dia, se encontra preso em um mundo fantástico de magia depois que cai em suas mãos um dispositivo que permite a viagem no tempo, chamado de “box of delights”.

Newell revelou suas intenções para a produção em uma entrevista concedida a um site norte-americano, First Showing. “Quero recriar para as crianças de hoje, os sentimentos de excitação, maravilhado e suspense que tinha quando era criança”, contou. Muitos acreditam que “Box of Delight” pode vir a ser um substituto para a franquia “Harry Potter“, embora, quanto a literatura, o livro já seja uma continuação de outro livro, chamado “The Midnight Folks“, todos os dois publicados em 1935, pela primeira vez.

A história já foi adaptada uma vez pela rede inglesa de televisão BBC no formato de uma minissérie, em 1984, com 6 episódios exibidos no final do ano daquela época. Segundo informações de dentro da emissora, há intenção de refilmarem a série para ser exibida em 2010.

A versão cinematográfica de “Box of Delights” ainda não possui data de estreia, mas provavelmente estará chegando nos cinemas em torno de 2011 ou 2012.
>> CINEMA COM RAPADURA – por Leonardo Heffer


‘STARGATE UNIVERSE’: RICHARD DEAN ANDERSON ESTARÁ NA SÉRIE

segunda-feira | 6 | abril | 2009

A nova spinoff de “Stargate” terá participações especiais de personagens conhecidos deste universo. Brad Wright revelou em entrevista ao site Gateworld que a série “Stargate Universe”, já em fase de produção, terá a participação de Richard Dean Anderson, o Jack O´Neill, a qual poderá se estender a vários episódios ao longo da série.

A presença de personagens conhecidos do público e uma nova produção spinoff costuma ser uma tentativa de seus autores em estabelecer rapidamente a série entre seus fãs, garantindo, assim, sua continuidade.

Atualmente um general de três estrelas, Jack O´Neill deverá aparecer após o quarto episódio de “Stargate Universe”, embora haja boatos de que ele poderá aparecer no piloto. Como se dará sua participação na história, não se sabe. A trama é fechada em torno de um grupo de pessoas que, fugindo da Terra, se vêem aprisionados em uma nave, chamada “Destiny”, com tragetória pré-programada.

Além de Anderson, Michael Shanks, o Daniel Jackson, e Gary Jones, o Walter Harriman, já marcaram presença no piloto da série, que recebeu o título de “Air, Part 1″. Já Robert Picardo, o Richard Woolsey de “Stargate” e “Stargate Atlantis”, foi convidado a fazer uma participação, a qual ainda não foi definida.

A série está prevista para estrear no segundo semestre deste ano. Por hora, fiquem com o novo trailer de “Stargate Universe” abaixo:
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


‘EMISSARY’: NOVA WEBSÉRIE

segunda-feira | 6 | abril | 2009

Lembram do ator Philip Morris? Ele é filho de Greg Morris, ator que interpretou Barney na série “Missão: Impossível”. Nos anos 80, Philip estrelou a nova versão da série, interpretando Grant, o filho de Barney. Também é conhecido por suas participações em “Seinfeld”, como o advogado de Kramer, e ainda em “Smallville”, como John Jones, entre muitas outras séries nas quais marcou presença.

Agora ele retorna com uma nova produção, “Emissary”. Criada por ele e por Dekker Dreyer, com a assessoria de Neal Adams, a websérie também é produzida e estrelada por ele.

A trama gira em torno de Campbell Essex, um antropologista que descobre ser um dos últimos representantes de uma raça humana conhecida como emissários. Um guerreiro perseguido por inimigos, Campbell precisa se defender.

Também no elenco estão Thaao Penghlis, que esteve no elenco de “Missão: Impossível” junto com Philip Morris, Yuri Lowenthal, J LaRose, Brian Thompson, o caçador de alienígenas de “Arquivo X”, Aaron Douglas, de “Battlestar Galactica” e “The Bridge”, série canadense que estréia em julho.

Os weibsódios ainda estão em produção com previsão de estréia para 2010, através de um site oficial, mas o trailer já foi exibido no último ComicCon de New York.
>> TV SERIES – por Fernanda Furquim


‘FLASH FORWARD’: PRIMEIRA FOTO DA SÉRIE DE FICÇÃO CIENTÍFICA

sexta-feira | 3 | abril | 2009

Esta é a primeira imagem divulgada da série “Flash Forward” na qual o caos toma conta do mundo quando as pessoas se tornam capazes de ver 2min e 17 segundos do futuro. Mark Brandford (Joseph Fiennes – visto na foto em cima do carro), um agente do FBI, alcóolatra, tenta resolver um mistério que cerca o futuro de sua família.

Inspirada em obra literária do canadense Robert J. Sawyer. No elenco também estão Sonya Walger, Christine Woods, John Cho, Courtney B. Vance e Jack Davenport.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


VAMPIRE HUNTER: ANITA BLAKE TERÁ FILME PARA A TV

quinta-feira | 2 | abril | 2009

De acordo com o jornal The Hollywood Reporter, a IFC e a Lionsgate, produzirão um filme para TV baseado na séries de livros Anita Blake: Vampire Hunter.

Escritos por Laurell Hamilton, os livros apresentam elementos muito familiares para os fãs de vampiros, como eles sendo parte da sociedade e uma jovem garota com poderes sobrenaturais lutando contra eles.

“Com a popularidade da série e o crescimento da demanda, é claro que agora é o melhor momento para a realização do filme”, disse Jennifer Caserta, vice-presidente da IFC.

Anita Blake é uma adolescente urbana como milhões de outras, mas com uma pequena diferença: ela ganha a vida matando vampiros e ressuscitando os mortos. Anita é protagonista de uma série literária muito bem sucedida, que já vendeu milhões de livros ao redor do mundo. Nos quadrinhos, a personagem é publicada pela Marvel Comics.

Laurell Kaye Hamilton é uma escritora americana que cria obras de horror e ficção científica. Seus trabalhos mais conhecidos são as séries de romances da caçadora de vampiros Anita Blake e de Merry Gentry, princesa fada que se torna detetive particular.
>> HQ MANIACS – por Willian Matos


LUCY LAWLESS VOLTA EM ‘SPARTACUS’

quarta-feira | 1 | abril | 2009

Andy Whitfield e Lucy Lawless

Depois de ficar mundialmente famosa com “Xena, a Princesa Guerreira”, Lucy Lawless fez várias participações em séries de TV, entre elas “Arquivo X”, “Two and a Half Men”, “Veronica Mars”, “Burn Notice”, “The L Word”, “CSI: Miami”, e “Flight of Conchords”. Mas talvez a mais marcante seja “Battlestar Galactica”, na qual interpretou a cilônia D´Anna.

Agora a atriz retornará à Nova Zelândia, seu país natal para participar da série do canal Starz, “Spartacus: Blood and Sand”, que já tem 13 episódios encomendados. Lucy interpretará Lucrécia, esposa de Batiato, proprietário da escola de gladiadores que tinha como alunos escravos gauleses, entre outros. É de lá que surge Spartacus (ou Espártaco), que se tornará líder da maior revolta de escravos da Roma antiga.

No papel do herói rebelde está o ator australiano Andy Whitfield. Também no elenco estão Erin Cummings, vista em participações em “Dollhouse”, como Sura, esposa de Spartacus; Peter Mensah, visto recentemente em “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”, como Doctore, leal escravo de Batiato; Manu Bennett, da série canadense “Street Legal”, como Crixus, importante gladiador da escola/ Antonio Te Maioha, visto recentemente em “Legend of the Seeker”, como Barca, segurança e faz tudo de Batiato; Craig Parker, também visto recentemente em “Legend of the Seeker”, como Glaber, militar romano, e Nick E. Tarabay, de “Crash”, como Ashur, ex-gladiador.

A produção de Rob Tapert, Sam Raimi e Joshua Donen terá inicio no dia 1º de abril com previsão de estréia na TV americana em janeiro de 2010.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


‘THE VAMPIRE DIARES’ RECEBE ATOR DE LOST

terça-feira | 31 | março | 2009

Ian Somerhalder, ator que viveu o personagem Boone em Lost, entrou para o elenco de outra série, The Vampire Diaries.

Ele viverá Damon, descrito pela Variety como “um vampiro afetado que pode mudar de amigável para maligno em menos de um segundo”.

Também entraram para o elenco Zach Roerig (de Friday Night Lights) e Kayla Ewell (de Entourage). Anteriormente já haviam sido confirmados Nina Dobrev e Steven R. McQueen, neto do grande Steve McQueen.

A série de livros The Vampire Diaries, escrita por LJane Smith e muito popular nos EUA, conta a história da colegial Elena Gilbert, cuja paixão pelo vampiro Stefan Salvatore causa seu envolvimento em uma batalha entre dois vampiros com séculos de idade.

O piloto de série do canal CW foi escrito por Kevin Williamson (da série de filmes Pânico) e Julie Plec (do seriado Kyle XY).
>> HQ MANIACS – por Leonardo Vicente Di Sessa


JASPION GANHA CAIXA COM 23 AVENTURAS

domingo | 29 | março | 2009

Caçador de monstros japonês foi febre nos anos 80
na extinta rede Manchete

Série originou gibis, álbum de figurinhas, discos e até um circo itinerante
que viajava por todo o Brasil; no Japão, foi um fracasso

Eis o grande mistério de Jaspion: fracasso absoluto no Japão, onde só teve uma temporada com 46 episódios e foi logo arquivado, o caçador de monstros espaciais superou as expectativas ao estrear no Brasil. Aqui, tornou-se a primeira febre japonesa pop moderna, se você entender por “moderno” um sucesso que extrapola os suportes no qual foi concebido: ele sai da TV e vira boneco, revista, figurinhas, chiclete, caderno, jogo de tabuleiro, etc.

“Jaspion”, em 1985, nada mais fazia do que captar os ensinamentos de “Guerra nas Estrelas” (1977) e os traduzir para a cultura oriental dos monstros gigantes. O fato de ser bem colorido e bastante barulhento -ao contrário dos antigos Ultramen- certamente ajudou. Outra boa ajuda foi o fato de a Rede Manchete escalar o programa para o fim da tarde, logo depois da escola da criançada.

Mas a razão que fez Jaspion fracassar lá fora -e virar sinônimo de série japonesa no Brasil- ainda não tem resposta. Talvez essa caixa com as 23 primeiras aventuras ajude a explicar (o segundo e último volume está previsto para agosto). Entre os diversos subgêneros dos seriados de ação japoneses (família Ultra, filmes de monstrengos tipo Godzilla, esquadrões com cinco heróis e outros), este se insere no chamado heróis de metal.

A ideia era fazer ficção científica. Jaspion (cujo nome vem da primeira sílaba de “justice” e da última de “champion”) é um órfão cósmico, criado por um sábio e treinado para se tornar o guerreiro que vai destruir o mal criado por Satan Goss.

“O Fantástico Jaspion” estreou no Brasil em 1988, junto com o esquadrão Changeman. Seus primeiros episódios se passavam em outros planetas, até que a Toei Company exigiu menos gastos. Dessa forma, Jaspion aterrissa no Japão e passa a combater os inimigos dentro de um enorme robô de metal chamado Daileon.

Conta-se que lá pelo décimo capítulo a Toei fez outra exigência, ainda mais marcante: que o herói tirasse o permanente do cabelo. Por sorte, os manda-chuvas decidiram manter a camisa de leopardo albino.

Hu, he, ha
O dublador de Jaspion é o ator Carlos Takeshi, 48, hoje famoso após fazer algumas novelas e passar 12 anos no canal Polishop, vendendo computadores e videogames. Ele ainda estava na faculdade quando a Álamo estava procurando novas vozes para dublagens. “”Jaspion” foi meu primeiro trabalho que durou mais do que um ou dois dias”, diz o ator. “Mas, logo no começo, vi que ia sofrer pra caramba. É muito grito. É “hu, he, ha” pra todo lado. A garganta sofria”, conta Takeshi, que entende japonês e logo pegou o jeitão da coisa: “Não precisava nem assistir antes a movimentação labial. Era só sair gritando”.
>> FOLHA DE SÃO PAULO – por Ivan Finotti


O FANTÁSTICO JASPION – 1
Lançamento: Focus Filmes
Quanto: R$ 24,90 (avulso), R$ 99 (5 DVDs) ou R$ 149,90 (lata com 5 DVDs, cards e boneco)
Classificação: Livre


HOMEM DE FERRO: SÉRIE ANIMADA TEM NOVO TRAILER

sábado | 28 | março | 2009

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Acaba de ser divulgado um novo spot de TV da nova animação do Homem de Ferro, intitulada Iron Man: Armored Adventures.

Iron Man: Armored Adventures tem estreia prevista para abril nos EUA. A primeira temporada terá 26 episódios.

Na nova série animada do Homem de Ferro, o jovem Tony Stark é o herdeiro de uma corporação bilionária, vivendo uma vida de luxos e criando inventos miraculosos. Quando um trágico acidente mata seu pai e quase tira sua vida, ele passa a depender da tecnologia para sobreviver e combater a corrupção. Tony deve conciliar a vida adolescente com os deveres de um super-herói, usando sua invenção memorável, a armadura que o transforma no Homem de Ferro.
>> HQ MANIACS – por Willian Matos


ASTRO BOY: NOVO TRAILER

quinta-feira | 26 | março | 2009

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Acaba de ser divulgado um novo trailer de Astro Boy, animação baseada no mangá de mesmo nome, criado por Osamu Tezuka.

O trailer apresenta o personagem principal, um pequeno robô-menino e como ele foi criado, além de algumas cenas de ação e outros personagens.

O filme conta com as vozes de Nicolas Cage, Donald Sutherland, Nathan Lane, Bill Nighy, Eugene Levy, Kristen Bell, Matt Lucas e Freddie Highmore.

Astro Boy é um garoto robô criado por Osamu Tezuka em 1952 para os mangás, mas que também ficou famoso por suas ótimas séries animadas.

Sua adaptação cinematográfica, uma animação computadorizada produzida pelo Imagi Animation Studios, conta com direção de David Bowers e roteiro de Timothy Harris. A estreia está prevista para 23 de outubro de 2009.
>> HQ MANIACS – por Willian Matos


‘FANTASMA’: NOVA MINISSÉRIE NO CANAL SYFY

quarta-feira | 25 | março | 2009

Foi anunciado que o Sci Fi Channel (que logo será chamado SyFy), autorizou a produção de um novo filme do Fantasma, personagem dos quadrinhos criado por Lee Falk em 1936. O projeto será um especial de 4 horas de duração, apresentado em duas noites distintas (ou seja, está mais para uma minissérie do que para um filme, embora a emissora siga o tratando deste modo), produzido pela Muse Entertainment.

A continuação como uma série de TV está sendo considerada, dependendo da resposta da audiência. Daniel Knauf e Charles Knauf (os roteiristas da revista mensal dos Eternos, da Marvel Comics) estão escrevendo o filme. A emissora informou que o personagem será adaptado para os dias atuais e que a produção começará a ser filmada em abril, na cidade de Montreal. Paolo Barzman será o diretor.

Lee Falk criou o Fantasma após o sucesso do Mandrake. O personagem foi o primeiro super-herói a usar um uniforme, composto por uma máscara preta e um colante roxo. Ao contrário de outros super-heróis, ele não tem superpoderes, apenas habilidade física e perícia com armas. Nas florestas de Bengala onde atua, o herói é tido como imortal e indestrutível, mas na verdade, vários membros da mesma família assumem sua identidade. O Fantasma tem dois anéis: um com a marca do bem, que aplica nas pessoas que quer proteger, e o outro com a marca da caveira, que usa para marcar criminosos. Anda sempre na companhia do lobo Capeto, do cavalo Herói e, ocasionalmente, de um falcão treinado chamado Fraka.

Em 1978, ele casou com Diana Palmer, com quem teve os gêmeos Kit e Heloise. O personagem ganhou uma versão cinematográfica em 1996, estrelada por Billy Zane, além participar de duas séries animadas (Defensores da Terra e Fantasma 2040) e protagonizar um seriado para os cinemas nos anos 40.
>> HQ MANIACS – por Leandro Damasceno


SCI FI PREPARA TRÊS MINISSÉRIES: “ALICE NO PAIS DAS MARAVILHAS”, “FANTASMA” E “RIVERWORLD

segunda-feira | 23 | março | 2009

O canal Sci Fi americano encomendou a produção de três minisséries, das quais duas serão avaliadas como pilotos de novas séries, segundo o The Hollywood Reporter. Cada uma das minisséries terá quatro episódios cada produzidos pela RHI Entertainment.
Alice no País das Maravilhas“, clássico de Lewis Carroll (que terá uma versão cinematográfica estrelada por Johnny Depp), será dirigida por Nick Willing. Esta será a sétima versão para a TV da história de Carroll nos EUA.

Na terra do Tio Sam, Alice foi versada pela primeira vez em 1955 como teleteatro, voltou em 1966 como versão animada e formato musical pela Hanna-Barbera (“O que você faz aqui, sozinha num lugar assim” – lembram?) A personagem e sua aventura retornaria em formato telefilme em 1982 e em 1999. Em 1985, Irwin Allen produziu uma minissérie que trouxe um grande elenco de famosos da época.

Outro clássico, desta vez dos quadrinhos, é o herói “Fantasma“, também já levado às telas de cinema nos anos 40 e nos anos 90. Criado por Lee Falk, o personagem chegou a ser cogitado para uma série de TV em 1961, quando um piloto foi produzido pela King Features para ser exibido em syndication. No entanto, a série não chegou a vingar. O piloto foi estrelado por Roger Creed, e ainda contou com Paulette Goddard, Lon Chaney Jr. e Richard Kiel, entre outros, no elenco. A minissérie do Sci Fi está a cargo de Daniel Knauf, responsável por “Carnivàle”, e seu filho, Charles Knauf.

Já “Riverworld” tem como base uma série de cinco livros escritos por Philip Jose Farmer. A história gira em torno de um jornalista fotográfico que é transportado para o mundo misterioso de Riverworld, local para o qual as pessoas que já viveram na Terra são levados, em uma espécie de ressurreição. Em Riverworld as pessoas acordam mais jovens, na faixa dos 25 anos, livres de qualquer doença ou problemas genéticos. Sem envelhecer, as pessoas que vivem em Riverworld são capazes de se auto regenerar. É neste local que o personagem central interage com várias figuras históricas em sua juventude.

Esta é a segunda vez que o Sci Fi tenta produzir uma série/minissérie com base nos livros de Farmer. A primeira foi em 2001 quando o canal produziu o piloto “Riverworld“, lançado em DVD nos EUA (foto acima), estrelado por Brad Johnson. A história também ganhou um jogo para PC em 1998. O tema da reencarnação também está presente em um piloto da Fox, “Reincarnationist”, criado por David Hudgins, de “Friday Night Lights”.

Tanto “Fantasma” quanto “Riverworld” poderão ser transformados em séries a exemplo de produções como “Família” nos anos 70, “V”, nos anos 80 e mais recentemente, “Battlestar Galactica”. As duas produções estão programadas para 2010. “Alice no País das Maravilhas” deve estrear ainda este ano.
>> TV SERIES – por Fernanda Furquim


‘WAREHOUSE 13′: NOVO SERIADO DE FICÇÃO CIENTÍFICA

segunda-feira | 23 | março | 2009

Warehouse 13, uma nova série de ficção científica, estréia em Julho, no Sci-Fi Channel.

O seriado fala de um casal de agentes do Serviço secreto, que é transferido para o Armazém 13 (Warehouse 13, do título), um enorme e super-secreto armazém instalado em Dakota do Sul, que abriga os mais estranhos artefatos, relíquias misteriosas, objetos fantásticos e sobrenaturais recolhidos pelo Governo americano.

Eles passam o tempo todo investigando relatórios de atividades paranormais e sobrenaturais, em busca de novos objetos a serem recolhidos para o Armazém 13.

A série, pelo visto, assemelha-se um pouco com o antigo seriado Sexta-Feira 13 – A Série.

Para dar uma conferida nesse novo seriado, veja um vídeo promocional, clicando aqui.
>> HQ MANIACS – por Will Costa


‘JORNADA NAS ESTRELAS’: ‘SPOCK’ QUER ESTREIA DE NOVO FILME EM VULCAN

domingo | 22 | março | 2009

Cidade canadense tem mesmo nome do planeta do personagem.
Moradores querem première do filme, mas estúdio negou o pedido.

Foto

O ator Leonard Nimoy, famoso por interpretar o papel de Spock na série de TV e cinema “Jornada nas Estrelas”, está apoiando a tentativa de uma pequena cidade de Alberta, no Canadá, de sediar a estreia da mais recente produção baseada no seriado.

Vulcan, Alberta, uma cidade que abriga cerca de 2 mil moradores, tem um lucrativo comércio turístico baseado em seu nome, que no seriado identifica também o planeta em que Spock nasceu.

Com o mais recente filme baseado nos personagens da série estreando em maio, os moradores de Vulcan lançaram um pedido para que a Paramount Pictures promova a estreia da produção na cidade. Mas o pedido foi negado pelo estúdio.

A cidade, que fica a 130 quilômetros a sudeste de Calgary, começou uma campanha pela Internet que chamou atenção de Nimoy, publicou o Calgary Herald, na sexta-feira (20). O ator, que nunca visitou a cidade, ligou para o jornal para dizer que considerou a decisão da Paramount “muito triste”.

Nimoy, que tem um papel no novo filme, também ligou para representantes de turismo de Vulcan, afirmando estar decepcionado com o fato da cidade não poder ter uma premiére da produção.

“Eu pensei seriamente que se tratava de um trote”, disse Dayna Dickens, coordenadora de turismo de Vulcan. “Ele disse que estava decepcionado de nós não termos conseguido e mencionou que vai fazer o que puder para nos ajudar.”

Dickens disse que contatou agentes de Nimoy para confirmar se foi o ator mesmo quem ligou para ela.
 
Dickens afirmou que a Paramount se ofereceu para fazer uma exibição especial do filme em Calgary para os moradores de Vulcan, e que não podia fazer um evento de estréia na localidade porque a cidade não tem um cinema.

Nimoy não pode ser contatado pela Reuters para comentar o assunto.
>> G1 – REUTERS


‘JORNADA NAS ESTRELAS’: NOVO FILME É MAIS SOFISTICADO EM QUATRO DÉCADAS

domingo | 22 | março | 2009

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Reinvenção de J.J. Abrams traz história de origem para Kirk e Spock.
Produção não é só para fãs mas para os amantes do cinema de ação.

Quando J.J. Abrams falou que estava planejando “reimaginar” o conceito de “Jornada nas estrelas” (“Star trek”), ele não estava brincando. O G1 já viu quatro cenas do novo filme da franquia, numa sessão conjunta promovida pela Paramount Pictures que também contou com uma apresentação de “Watchmen”. E, depois de vê-las, o termo “reimaginação” parece até um eufemismo.

A começar pela escala da produção. O novo filme, que tentará ressuscitar as aventuras de Kirk, Spock e cia. a bordo da nave estelar Enterprise contando como esses personagens foram parar em seus papéis clássicos, custou cerca de US$ 150 milhões — cerca de três vezes mais do que a produção mais cara de “Jornada nas estrelas”. E o detalhe: cada tostão a mais que foi gasto aparece na tela. Trata-se do filme visualmente mais impressionante dos mais de 40 anos de existência da franquia.

Mas, como todos os fãs de “Jornada” sabem, a essência nunca foi o dinheiro, mas sim o coração. Será que o espírito da velha série, com seus personagens inesquecíveis, foi preservado, após todo esse foguetório? A resposta, pelas quatro cenas exibidas, é um retumbante “sim”.

E olhe que não é a primeira impressão. Na cena inicial, vemos um Kirk ainda jovem e rebelde, que, numa descrição honesta, é um tremendo babaca. Mas nada contra Chris Pine, ator escalado para a árdua tarefa de substituir William Shatner sob a pele do personagem. Na verdade, o que as cenas subsequentes mostram é justamente a “jornada do herói”, que se transforma de babaca em líder incontestável ao longo da aventura. E a exibição termina do jeito que deveria: com Kirk soando o mesmo que os fãs aprenderam a amar nas últimas quatro décadas.

E quanto aos dois pilares que sustentam as ações de Kirk, o estóico vulcano Sr. Spock e seu oposto, irascível, Dr. McCoy? O primeiro é interpretado por Zachary Quinto (o Sylar, de “Heroes”), que é inacreditavelmente parecido com Leonard Nimoy, o ator que vive a versão antiga do personagem. Talvez pela semelhança, a avaliação (admitidamente parcial) de Quinto acaba não sendo tão positiva: o que mais salta aos olhos é como Quinto não consegue transmitir a mesma gravidade do personagem original. Em compensação, o filme traz Nimoy para viver uma versão idosa de Spock, o que certamente trará os fãs mais radicais para o lado do diretor Abrams, que ganhou fama e respeito em Hollywood após criar a série televisiva “Lost”.

Quando ao bom e velho Dr. McCoy, ele está absolutamente perfeito. Karl Urban traz uma interpretação ressonante com a que imortalizou o médico da Enterprise, tão cativante quanto à conduzida pelo falecido DeForrest Kelley.

Os demais personagens também estão lá — Sulu, Scotty, Uhura e Chekov, além do capitão Pike, que só os fãs mais apaixonados saberão quem é –, e suas representações, embora não lembrem muito as antigas versões, trazem simpatia pelos personagens.

E esta talvez seja a melhor forma de ver o “Star Trek” de Abrams. Ele não é feito só para os fãs, ou para quem conhece a série a fundo, mas sobretudo para os amantes do cinema de ação. E esse grupo certamente não ficará desapontado com o que o filme terá a oferecer em maio deste ano, quando chegar às salas de cinema no mundo todo.
>> G1 – por Salvador Nogueira


CAPRICA: ASSISTA AO TRAILER DO PRELÚDIO DE “BATTLESTAR GALATICA”

domingo | 22 | março | 2009

Se telefilme emplacar em dezembro,
pode virar nova série do SCI FI Channel

O Sci Fi Channel divulgou o primeiro trailer de Caprica, longa de duas horas que preludia os eventos da série Battlestar Galactica. Confira abaixo Eric Stoltz e Esai Morales personificando a rivalidade das famílias de Daniel Graystone e Joseph Adama

Graystone é um rico engenheiro de computadores que, depois de uma tragédia familiar, usa seus conhecimentos tecnológicos para mudar o futuro de Caprica para sempre. Alessandra Toressani vive a filha dele, Zoe. Joseph Adama, como os fãs sabem, é o pai do futuro comandante da astronave Galactica, William Adama.

O filme se passa meio século anos antes da série. Caprica vai ao ar em dezembro. Se a recepção for positiva, esse “longa-piloto” pode ser transformado em série pela emissora, já que Galactica termina no ano que vem.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


STARGATE UNIVERSE 1ª TEMPORADA: VIDEO PROMO

domingo | 22 | março | 2009
A série que estréia no segundo semestre deste ano traz um grupo formado por cientistas, soldados e civis que são atacados e forçados a fugir atravessando um portal Stargate. Eles aparecem à bordo de uma nave que tem seu curso programado e bloqueado a um destino desconhecido. Incapazes de retornar à Terra, eles enfrentam a falta de comida e água. Para sobreviver, o grupo precisa decifrar os segredos da nave Destiny.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


BATTLESTAR GALACTICA: PRODUTOR FALA DO FINAL DA SÉRIE

domingo | 22 | março | 2009

Ronald Moore, produtor-executivo de Battlestar Galactica, falou ao Hollywood Reporter sobre o final da série, que será exibido na próxima sexta nos Estados Unidos, sobre Caprica e até Jornada nas Estrelas.

Moore disse não ter ideia de como os fãs vão reagir ao episódio final da série, mas garantiu que a equipe produziu o desfecho que desejava. O produtor também definiu que não há planos para reunir o elenco em outro programa. Caprica, o prelúdio de Galactica, que se passa 50 anos antes da série-matriz, tem elenco distinto.

Entre os problemas enfrentados na produção, Moore comentou que a equipe levou algum tempo para acertar a direção do personagem Lee (James Bamber), e que não foi possível produzir alguns enredos, mas reconhece que são problemas comuns do trabalho. Perguntado sobre o suposto projeto de longa-metragem que a Universal estaria desenvolvendo com Glen Larson, criador da série original, Ron Moore disse não saber nada sobre o assunto.

Autor de vários roteiros de Jornada nas Estrelas, incluindo “All Good Things”, o episódio final da Nova Geração, Moore deu os parabéns à equipe que está produzindo o novo longa da série. Na opinião dele, voltar ao início era exatamente o que a franquia precisava para ser revitalizada. Moore atualmente passa por situação similar, com Caprica. Segundo o produtor, a nova série é um drama terrestre, o que muitos fãs podem não apreciar. Moore considera a idéia um risco calculado e uma oportunidade de atrair pessoas que vêem a ficção científica com desconfiança. Ele também considera que os fãs de Galactica assistem à série pela interação dos personagens e não simplesmente para ver alguma coisa explodindo.

O produtor também comentou que os executivos de Hollywood precisam rever sua idéia de que as séries com episódios isolados são menos arriscadas pois exigem menos do público. Na opinião de Moore, histórias como Galactica ou outras séries com longos arcos atraem os fãs mais dedicados e dão espaço aos melhores dramas. O produtor e roteirista também disse que espera que sua ideia de fazer uma série de ficção científica com um drama que dialogasse com os dias de hoje influencie outros programas a fazer o mesmo.

O episódio final de Battlestar Galactica foi ao ar no dia 20, no Sci Fi Channel dos EUA.
>> OMELETE – por Ederli Fortunato


O MUNDO É DOS NERDS

domingo | 22 | março | 2009

Você pode até não admitir, mas eis que finalmente eles despertaram. Aquilo que foi plantado no cinema há anos atrás, pelo filme “A Vingança dos Nerds“, já aconteceu. Os nerds estão dominando o mundo e a porta de entrada deles foi justamente a Internet. O mundo da programação, da linguagem de dados e outras coisas da área de informática já fazem parte do cotidiano de todas as pessoas. E isso só é possível porque há algum tempo atrás essas mesmas figuras que antes eram esquisitas, de óculos e espinhas, passavam o dia inteiro trancadas no quarto lendo e estudando. Pois bem, o que isso tem a ver com cinema? Tudo.

Simplesmente, porque aqueles que eram crianças antigamente, que viviam pregados em histórias em quadrinhos e não perdiam um número nas bancas cresceram e estão aí, ativos e se tornando nomes de peso do filão cinematográfico. O próprio segmento de adaptações de HQ’s é pensado para agradar aos fãs espalhados pelo mundo todo, vide a Comic-Con de San Diego. Se eles gostarem, o público todo vai gostar. Foi o que aconteceu com Sam Raimi e seu “Homem-Aranha“, um sucesso de bilheteria absoluto. Raimi inclusive já deu entrevistas dizendo que era perseguido pelos garotos do colégio, assim como Peter Parker.

Kevin Smith é outro exemplo da safra que está presente no “movimento nerd“. Seus filmes sempre possuem personagens que incluem alguém viciado em cultura pop, HQ’s e coisas do gênero. Quentin Tarantino é um dos maiores Q.I.’s de Hollywood e seus filmes praticamente dominam a cultura mundial. Não há como falar de cinema e não citar “Pulp Fiction” ou “Kill Bill”. E o mundo dos nerds não seria o mesmo sem J.J. Abrams. O homem por trás de “Lost”, uma das séries mais comentadas dos últimos anos, está dirigindo simplesmente a maior jornada da ficção científica: “Star Trek”. E ainda Steven Spielberg, George Lucas, Christopher Nolan e uma série de nerds antigos que dominaram a cena.

nerds_love_buttonEstamos nos acostumando a ver nerds e geeks no cinema. Aliás, dá pra perceber em Hollywood que, até em comédias-paródia, músculos e cultura exagerada ao corpo são sinônimos de mente vazia. Entre os adolescentes que ainda cultuam “High School Musical” ou “Gossip Girl“, salvam-se alguns filmes que vem justamente tratar do contrário desse universo, fazendo até mais sucesso. “Superbad” veio pra mostrar que os garotos que “não pegam ninguém” e são absolutamente sem-graça tem tudo pra fazer sucesso quando têm a chance. “Juno” está aí pra mostrar que nem só de futilidades e vaidade vive uma garota adolescente, e ainda assim você se apaixona por ela. Finalmente, ter passado a infância lendo, preso a videogames e HQ’s está começando a valer a pena.
>> RAPADURA BLOG – por Marcos Nascimento


“X-MEN ORIGINS – WOLVERINE”: ASSISTA AO NOVO COMERCIAL DE TV

sábado | 21 | março | 2009

Vídeo tem cenas novas dos mutantes coadjuvantes

Um novo comercial de TV de X-Men Origins: Wolverine foi divulgado. O começo tem cenas já vistas, mas, assim que começam a ser apresentados os mutantes coadjuvantes, surgem trechos inéditos.

Com direção de Gavin Hood, o filme contará a origem do mutante canadense, sua passagem pelo programa Arma X e seu relacionamento com vilões e aliados. O filme entra em cartaz no Brasil em 30 de abril.
>> OMELETE – por Marcelo Hessel

Assista:


JORNADA NAS ESTRELAS: ESCRITOR HARLAN ELLISON PROCESSA ESTÚDIO

quarta-feira | 18 | março | 2009

O escrior Harlan Ellison abriu processo na última sexta-feira, em uma corte federal de Los Angeles, contra a CBS Paramount e o Writers Guild Award (o sindicado dos escritores dos EUA), reclamando compensação financeira relativa a um episódio da telessérie original de Jornada nas Estrelas.

Segundo Ellison, a Paramount não lhe pagou os direitos referentes à exploração do seu roteiro para o episódio The City on the Edge of Forever (Cidade à Beira da Eternidade), que foi ao ar pela primeira vez em 1967. O processo ainda diz que o Writers Guild não cumpriu o seu papel de agir em benefício do escritor e falhou no que diz respeito a advogar por uma representação justa da classe.

No entanto, a única coisa que Ellison pede do Writers Guild é o pagamento das custas do processo e o valor simbólico de US$ 1.

Já o problema com a Paramount é bem maior. Segundo Ellison, o estúdio não o informou que conceitos criados por ele em The City on the Edge of Forever foram usados como base para a trilogia de romances de Jornada nas Estrelas conhecida como The Crucible (escrita por David R. George III) e como material de merchandising. Segundo o processo, e tomando como base os valores estipulados pelo Writers Guild, Ellison tem direito a 25% de tudo o que foi arrecadado com o licenciamento e publicação de produtos baseados nesse episódio.

Ellison disse que tentou negociar com a Paramount, mas que as conversas não deram certo e sobre essa tentativa ele publicou uma nota onde se lê: “a arrogância, a pomposa e imperial falta de interesse daqueles que ´têm mais o que fazer´, que farão com que suas assistentes lhe retornem as ligações, que não lêem ou criam nada e só sentam ao redor de uma mesa e contam papel… até que alguém apareça e enfie um processo debaixo dos seus narizes. Pro inferno com a ofuscação e a falsidade. Eles estão com o meu dinheiro. Paguem-me! E paguem os outros escritores dos quais vocês roubaram idéias que lhes renderem centenas de milhares de milhões de dólares”.

Criada em 1966, a série Jornada nas Estrelas conta a história da nave Enterprise e de seus tripulantes, que exploram o espaço sideral. São liderados pelo Capitão James T. Kirk, pelo oficial de ciências alienígena Spock e pelo médico de bordo Leonard McCoy. Jornada nas Estrelas se tornou uma das séries de ficção científica mais reverenciadas no mundo, tendo gerado quatro spin-offs, um série animada, inúmeros livros e quadrinhos, além de uma série de dez filmes, com o décimo primeiro já a caminho.
>> HQ MANIACS – por Leandro Damasceno


FRINGE ESTREIA NO BRASIL

terça-feira | 17 | março | 2009

fringe_cartazFinalmente a nova série de J.J. Abrams (Lost), Fringe, vai estrear no Brasil. Depois de ser a estréia mais aguardada dos Estados Unidos em 2008, o Warner Channel lança a série no dia 17 de março, terça-feira, as 22 horas.

Fringe é uma série de ficção científica que pode ser definido como uma mistura de Lost com Arquivo X, puxando mais pra este último. Quando ocorre um acidente aéreo em Boston que mata todos os passageiros, a agente especial do FBI Olivia Dunham é chamada para investigar. Mas coisas estranhas começam a acontecer e o seu parceiro, o agente especial John Scott, quase morre durante a investigação, Olivia procura desesperadamente por ajuda e acaba conhecendo o Dr. Walter Bishop, considerado o Einstein da nossa geração.

A primeira temporada teve garantidos 22 episódios e a audiência se mantem estável perto dos 9 milhões de espectadores.

O trio J.J. Abrams, Alex Kurtzman e Robert Oci podem até servir para criar excelentes programas para a televisão e até mesmo para o cinema – Lost não deixa dúvidas disso. Fringe, tem um episódio piloto deveras dramático e com uma acentuada dose de terror, seguindo uma linha tênue entre Arquivo X, Millenium e Exterminador do Futuro – Skynet não fugiu do “roubo” deste trio fenomenal. É uma lástima que histórias antigas tão boas sejam pegas de formas descaradas por Abrams & Cia. Oh, claro, vale recordar: Frankenstein também encabeça a lista de idéias que o trio-sensação pegou emprestado para criar Fringe.

O gênesis acontece no avião – o criador de Lost parece amar Boings –, Fringe enaltece que quem tem estômago fraco não deve assistir à série. Um homem possui uma caneta de insulina na sua maleta, ao passar mal durante uma tempestade elétrica ele a injeta em seu corpo. O tempo avança alguns segundos e ele anda pelo corredor do avião passando mal. A aeromoça vai atrás dele a fim de contê-lo, mas sem sucesso. O terror começa quando o passageiro desequilibrado se vira para a tal funcionária da companhia aérea e sua face toda translúcida e quase derretida é mostrada. Ele vomita em cima dela e o caos toma conta da aeronave. O destaque vai para a cena em que o co-piloto sai da cabine do avião e, ao voltar-se para o comandante, seu queixo cai como se a sua carne estivesse podre, esfacelada, como a de um corpo em estado de decomposição.

O avião está no piloto automático. Graças ao sistema ultra high-tech do aeroporto de Boston – o vôo partiu de Hamburgo (Alemanha) para território americano – a aeronave consegue pousar sozinha. Porém, nenhum sinal de vida é detectado a bordo. E quem é chamado para investigar? O FBI em conjunto ao Departamento de Segurança Nacional. A Agente Olivia Dunham e o Agente Scott.

Eis o começo aterrador de Fringe. As referências com Arquivo X ficam mais óbvias quando Dunham e Scott entram em cena. É como se cético e crente dessem suas mãos – e isto acontecerá no final do episódio, mas não vem ao caso contar spoilers.

O desenrolar do episódio piloto é meio dilacerado, e torna muitas coisas confusas; ou seria algo proposital de Abrams para gerar perguntas e mais perguntas como em Lost? Na melhor das hipóteses, é melhor pensar que ele quis conquistar o público logo de cara, pois ninguém mais agüenta esperar três ou quatro anos para obter respostas.

E todo o destaque de todo o piloto vai para o Dr. Walter Bishop, um cientista recrutado pelo Exército Americano para fazer parte do programa Calvin, que envolve experiências como controle mental, teleportação, projeção astral, invisibilidade, mutação genética e reanimação (sente só o terror). Em uma das cenas, ele usa LSD na Agente Dunham para que ela entre na mente do Agente Scott, já que ele é infectado, após uma explosão, com o vírus que matou centenas no avião.

O desenrolar do roteiro de Fringe leva as pessoas a uma espécie de Skynet, na qual uma das diretoras diz que a tecnologia é tamanha que ninguém mais consegue controlá-la; destaque para o seu braço robótico, melhor que o de Arnold em Exterminador do Futuro 1 e 2. E aí que você chega a pensar: “Quem será o novo John Connor?”. Talvez seja o filho do Dr. Walter Bishop, interpretado pelo ex- Dawson´s Creek, Joshua Jackson. Por falar nele, de tão preocupado que o seu pai fica, é bem capaz que o homem seja uma espécie de experimento criado por, ninguém menos, que Bishop.

Então fica assim: Fringe pode empolgar bastante no começo, pela excelente cena do avião, mas no desenrolar da história, as referências à Arquivo X, uma dose de Millenium e a nova Skynet do século XXI, para quem conhece estes três bem, ficará desapontado. Antes de dar uma nota 3 para Fringe, é melhor esperar por cinco ou oito episódio para ver o que está por vir. Mas reflita comigo: se Heroes está para Watchmen, Fringe pode estar para Arquivo X… Só faltava a frase: “Eu Quero Acreditar”.
>> HEROI – por Cassius Medauar


“JAPANESE SPIDER-MAN”: ARANHA TRASH

segunda-feira | 16 | março | 2009

Marvel coloca na rede a bizarra série de TV japonesa
dos anos 70 com o herói

Você conhece a história de cor e salteado. Peter Parker, fotógrafo do Clarim Diário, é picado por uma aranha radioativa e se transforma no Homem-Aranha. Simples assim.
Isso tudo deste lado do mundo mundo, é claro. No Japão dos anos 70, o enredo tomou um rumo bastante diferente. Autorizada pela editora Marvel, que detém os direitos comerciais do cabeça de teia, a Toei (produtora responsável por clássicos como “Jiraya, o Incrível Ninja” e “Jaspion”) filmou outra versão da trama.

É a série que agora aparece sob o nome de “Japanese Spider-Man” no site da editora (marvel.com/animation/japanese_spider-man), para quem quiser conferir o que foi que fizeram por lá com o amigão da vizinhança. O primeiro capítulo já está no ar, com áudio em japonês e legendas em inglês. Os próximos devem vir em seguida, um por semana.

“Tokusatsu”
O texto que introduz o vídeo já alerta: “Não é o Homem-Aranha com que a maior parte dos fãs está acostumada, mas é divertido, frenético e de graça”. E bota “não acostumados” nisso. Fica até difícil falar das diferenças, porque pouca coisa se manteve na versão japonesa, a começar pelo protagonista, o motoqueiro Tayuka Yamashiro, que só se parece com o fotógrafo Peter Parker no branco dos olhos -que são puxados!

No “Japanese Spider-Man”, Yamashiro se transforma em herói ao receber um bracelete de presente do alienígena Garia, que veio do planeta Aranha.
A série segue o modelo dos “tokusatsu” -séries japonesas com heróis e efeitos especiais, como “Power Rangers”, “Changeman” e similares. O Homem-Aranha tem até um robô gigante, o Leopardon, que de aranha só tem teias pintadas no peito.
Hoje, os “tokusatsu” se tornaram “trash” e “cult”, e a série tem efeitos especiais tão toscos que arranca boas risadas.
>> FOLHA DE SÃO PAULO – por Diogo Bercito

 

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MAcGYVER VAI VIRAR FILME

segunda-feira | 16 | março | 2009

Excelente noticia para os fãs da antiga série de TV estrelada por Richard Dean Anderson, o mesmo ator que mais tarde estrelaria a série Stargate. A New Line se uniu a filha do criador da série, Dino De Laurentiis, e parece que vai sair mesmo um filme baseado em MacGyver.

Para quem não se lembra, MacGyver era um agente secreto que sempre tinha missões muito perigosas, quase sempre era capturado e conseguia se salvar usando o que quer que tivesse a mão, como juntar um chiclete com álcool e um palito de fósforo e fazer uma bomba caseira.

Claro que não era bem isso que falamos acima, todos os truques que o herói usava na tela eram testados para saber se funcionariam de verdade. MacGyver foi cancelada em 1992 mas se tornou eterna, pois todo mundo se lembrava do heroi e seus truques e várias comediantes continuaram a fazer piada disto.

O mais recente e famoso é Will Forte que criou o personagem MacGruber para o Saturday Night Live, um agente secreto que também faz milagres com o que tem a mão, mas claro que sempre as coisas dão errado.

Veja abaixo que legal uma propaganda da Pepsi que passou no superbowl usando MacGruber com uma participação especialíssima do MacGyver original.
>> HEROI – por Cassius Medauar


“JERICHO” e “PUSHING DAISIES”: O FINAL DAS SÉRIES SERÁ VISTO NOS QUADRIHOS

sexta-feira | 13 | março | 2009

Na era digital em que séries podem encontrar uma nova forma de dar continuar à sua produção, seja através da Internet com webséries ou por DVD, os produtores das canceladas “Jericho” e “Pushing Daisies” optaram por um veículo tradicional, os quadrinhos, que surgiram por volta da década de 30 nos EUA.

Após meses agonizando, de vai não vai, e de abaixo assinado e campanhas de fãs, “Jericho” foi cancelada após ter sido salva ao final da primeira temporada. Apesar de tentar dar à trama uma finalização, muitas questões levantadas pela série ficaram em aberto.

Agora, esclarecer estas dúvidas e, quem sabe, criar novas, a Devil´s Due Publishing divulgou no dia 5 de março que fechou um contrato com a CBS, canal que produzia a série, para lançar uma adaptação em quadrinhos de “Jericho”. A trama na HQ iniciará do ponto em que a série terminou.

Quem pega carona neste recurso é “Pushing Daisies” que sequer teve seus últimos episódios produzidos exibidos na TV. A intenção de Bryan Fuller, responsável pela série, é finalizar a trama através dos quadrinhos. Uma parceria entre a ABC e a DC Comics está em fase de negociações. Não será a primeira vez que a série chega aos quadrinhos. Para divulgá-la, foi distribuído ao público participante do Comic-Con 2007, uma versão em quadrinhos da trama que introduzia o público às informações sobre quem era quem na série.

Antigamente, as séries de sucesso na TV costumavam ganhar versões em quadrinhos e em novels, com histórias paralelas ao que ocorria na televisão. Desde “I Love Lucy”, passando por “Agentes da UNCLE”, “Os Monkees”, “Missão: Impossível”, “Os Destemidos”, “Jornada nas Estrelas”, “Os Invasores”, “O Prisioneiro” e até mesmo “Os Três Patetas” e os desenhos da Hanna-Barbera, as histórias em quadrinhos sempre foram um recurso utilizado pelos estúdios para angariar um maior número de fãs para suas produções, bem como obter maior lucro em cima de um título. Em anos mais recentes, temos como exemplo “Buffy, a Caça-Vampiros” ou “Arquivo X”. Mesmo no mercado brasileiro foram lançados quadrinhos de séries como “O Vigilante Rodoviário”, em reprise no Canal Brasil, ou “Capitão Sete”, por exemplo.

Atualmente, os quadrinhos, em meio à tecnologia desenvolvida pela era dos computadores, mostra mais uma vez seu forte potencial de penetração em meio ao público, visto que não são apenas as séries canceladas que usufruem deste recurso. Produções como “Fringe”, optaram pelas HQ para se apresentar ao público, com história lançada antes da estréia da série. Já “Heroes”, recentemente ameaçada de cancelamento, utiliza a versão gráfica distribuída semanalmente, no formato digital, para propagar sua trama e personagens. Disponibilizad ano site oficial da NBC, em formato PDF, os fãs podem acessar gratuitamente o download das histórias.

É claro que, com a produção de HQs de séries, não estão descartadas opções como DVD, webséries ou filmes para o cinema, ao contrário, elas servem para medir o interesse de um público específico que sempre deu suporte às produções televisivas ou cinematográficas das histórias que acompanham nas revistinhas popularmente conhecidas no Brasil como gibis.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


DEATH NOTE: ANÁLISE DA ESTRÉIA

quarta-feira | 11 | março | 2009

O ANMTV apresenta uma análise sobre a estreia no Animax de Death Note, notadamente a dublagem de animê mais aguardada dos últimos anos, ainda mais por ser a mais importante das versões de animês gravadas no Rio de Janeiro.

No ano passado, o mesmo estúdio para o qual foi enviado Death Note foi responsável pela dublagem de As Meninas Superpoderosas: Geração Z

, sendo as duas séries dubladas no mesmo período e tendo o mesmo diretor, sem falar que foram legendadas pelo mesmo fansub. A atração do Cartoon Network saiu um tanto feita nas coxas, porém a aquisição do Animax, como pode-se ver nesta análise, atendeu as boas espectativas alimentadas ano passado com os vídeos do extinto blog do Guilherme Briggs (dublador de Raye Penber).

Até os fãs mais fundamentalistas da versão japonesa renderam elogios a esta versão brasileira, e já há até a espectativa pela primeira aparição de L. Críticas aparecem, pelo menos nesse começo de série, justamente ao dublador do protagonista Light, José Leonardo, que em alguns momentos ficou devendo.

 

Episódio 1: Renascimento
Primeira novidade: os créditos e legendas todos em português. Uma demonstração de consideração pelo público brasileiro;

Nas primeiras falas do Ryuk é possível notar que o shinigami não ficou exatamente com a “voz” do Macaco Loco só por ambos terem o mesmo dublador, como muitos fãs radicais temiam. Afinal, o Ryuk não é nenhum vilão de fato e este animê não é nenhuma comédia. De fato, o dublador e diretor Jorge Vasconcellos preferiu, nesse primeiro episódio, deixar o Ryuk um tanto mais sombrio;

Uma coisa que a Viz Media poderia ter explicitado na dublagem é que a tediante aula do Light é de inglês. Na versão one shot do mangá, [abre spoiler] o protagonista Tarō só descobre que Death significa morte ao procurar no dicionário — isso depois de despachar dois colegas de classe sem querer [fecha spoiler];

Segundo ponto positivo para o uso de legendas: evitar o uso de “vozes do além” que leem cada nome ou palavra estrangeira; terceiro ponto é a consideração de que o público não é infantil, visto que os mais velhos têm a capacidade de ler mais rapidamente as legendas;

quarto ponto: evitar a contraditória edição do mangá, no qual alguns nomes foram transliterados para o nosso alfabeto, sendo que, para o caderno fazer efeito, o nome é escrito no idioma materno na vítima (não está nas regras, mas é fato);

 


Na cena acima há uma vacilada na reação do Light, quando é anunciada a morte do sequestrador: a imagem mostra o protagonista bem mais espantado sua fala;

“— O primeiro de novo! É a maior pontuação que ja teve. — É, eu acho. “: “humilde” o Light dublado, não?

Explicação simples, eficiente e literal do termo shinigami: “Um deus da morte” — 死 (shini), morte, e 神 (kami), deus. Intrigante que a mesma Viz Media fez com que a mesma palavra fosse traduzida como ceifeiro de almas em Bleach;

 

“Essa é alguma fantasia que vocês humanos inventaram?”: tamanho desprezo pelos humanos da fala do Ryuk — que no original parece ser só indiferença. Só faltava chamar os humanos de fedidos * ;

 

Bem especificado na dublagem o “magnetismo” do caderno: “Tem alguma coisa no Death Note que faz os humanos quererem experimentá-lo pelo menos uma vez”. Esse poder atrativo já foi assimilado ao do Um Anel de O Senhor dos Anéis: por mais que o objeto pareça vulgar e inofensivo e ao mesmo tempo seja a fonte de todo o mal, quem o tem em mãos com a melhor das intensões é seduzido e se corrompe;

 


Os dubladores brasileiros dos principais personagens foram creditados, entre eles quem interpreta a Sayu Yagami — até então, desconhecida —, Pâmela Rodrigues, que dublou nos últimos anos María em Chiquititas 2000, os filhos de Flanders no filme d’ Os Simpsons e, em Lalola, Melisa Canavaro (ou “Melissa Carvalho” — xD);

Um ponto negativo das legendas: na prévia do próximo episódio, alguns caracteres foram legendados de uma forma, no mínimo, improvisada. Ideal seria que, em casos assim, um narrador falasse, tornando a cena mais bem feita.

 


em resumo

A dublagem está proporcionando ao público o roteiro verdadeiramente pretendido para a história, evitando confusões, eventualmente geradas pelos episódios fansubados. Até o momento, nenhum sinal de alterações no enredo — nem digam que Light é americanização do “japonês” Raito; é justamente o contrário (o segundo é uma niponização do primeiro);

Houve praticamente total referência do mangá lançado pela JBC. Apenas algumas palavras foram obrigatoriamente omitidas, acrescentadas ou alteradas a fim de se ajustarem ao tempo correspondente;

Houve uma preocupação para que Death Note fosse o mais fiel possível à versão original e, principalmente, ao mangá, que já é (ou ambos são) de conhecimento geral;

Diz-se que “a voz do Light está nova demais”, que “está solta demais” e até que por mais absurdo que pareça, que “está carioca demais”. Isso são só características, que os próprios dubladores japoneses têm. Além do mais, uma voz que combine e uma boa interpretação são o que importa (apesar de a desse episódio não ser 100%, tem tudo para dublador se entrosar com o personagem). Não é porque o idioma original é o japonês que deve-se interpretar do jeito de falar nesse idioma, e isso vale para qualquer língua.

O objetivo da dublagem não é transformar os personagens em brasileiros, mas fazê-los com que sejam apreciáveis à nossa variante da língua portuguesa. Além disso, nada contra os dubladores paulistanos, mas a dublagem carioca estava há tempos merecendo receber mais animês, de modo que as duas cidades tenham oportunidades iguais e que as vozes não fiquem tão repetitivas. Aproveitamos para convidar os leitores a participar do fórum de discussões sobre os episódios dublados de Death Note na comunidade do orkut Death Note Dublado – Animax

. Toda semana comentaremos espectativas, atuações dos dubladores e adaptações.

*“Humanos fedidos” é um fala repetida até a exaustão pelo personagem de Jorge Vasconcellos (dublador do Ryuk) em As Meninas Superpoderosas: Geração Z, Macaco Loco.

>> ANIME, MANGA E TV – por lho


BUCK ROGERS: MAIS DETALHES DO NOVO QUADRINHO

quarta-feira | 11 | março | 2009

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Em maio, a Dynamite Entertainment publica a edição #0 da nova série de Buck Rogers, o aventureiro ícone da ficção científica. A revista conta com roteiros de Scott Beatty, arte de Carlos Rafael e design de Alex Ross. Ross e John Cassaday assinam as capas desta primeira edição.

A intenção de Beatty é apresentar o personagem aos novos leitores, sem contudo deixar de lado os fãs das antigas, que conhecem a fundo a mitologia do personagem. O primeiro arco de histórias vai se chamar Death of Buck Rogers e, de acordo com o escritor, mostra exatamente isso – a morte de Rogers.

A edição #0 servirá de porta de entrada para o mundo do herói. “A última aventura de Buck paradoxalmente planta as sementes para sua primeira nova aventura pela Dynamite. Escrevi algo que, com sorte, encapsula a essência básica de Buck Rogers”.

“Sou um fã da origem clássica, mas certos aspectos foram atualizados para manter a credibilidade e para dar gás ao arco inicial”, explica Beatty. O Buck Rogers de 1928 é em alguns aspectos diferente de sua versão de 2009. “Os receios daquela era eram diferentes das preocupações de hoje. E em muitos modos, são os mesmos. O Buck de 1928 foi criado em um mundo que ainda se curava da Primeira Guerra Mundial, um pouco antes da Grande Depressão. O que liga os dois é seu espírito infatigável e seu otimismo inerente. O futuro tem que ser melhor que o presente, certo? Buck acredita nisso”.

Entre os parceiros do herói na nova série estão Wilma Deering e Killer Kane, além de mais personagens clássicos e outros inteiramente novos.

Buck Rogers, criado por Phillip Francis Nowlan em 1928, é um piloto militar que entra em coma após ser exposto a um gás e acorda no século 25. Nas tiras em quadrinhos, o personagem enfrentava vilões cósmicos como Killer Kane e Ardala. Nos anos 40, ganhou uma série de 12 filmes e, nos anos 50, um seriado televisivo de curta duração, onde foi interpretado por três atores, Earl Hammond, Kem Dibbs e Robert Pastene. No seriado da década de 80, o personagem foi transformado em um astronauta. Também protagonizou jogos de computador, romances, e diversos outros tipos de mídia.
>> HQ MANIACS – por Jack Andréa Pereira


ESTRÉIA O VIGILANTE RODOVIÁRIO

terça-feira | 10 | março | 2009

Um dos clássicos da TV brasileira retorna hoje à noite pelo Canal Brasil. “O Vigilante Rodoviário” terá episódios, totalmente remasterizados, exibidos todas as segundas sempre às 20h30 com reprises às terças, 15h30 e domingos, 11h.

Apesar da série ser apontada pela mídia como a representante do primeiro herói brasileiro, este mérito não cabe ao Vigilante. Ele é, sim, a primeira série filmada em película no Brasil, visto que antes deles já eram produzidas séries ao vivo estrelas por heróis como “Capitão Sete” ou “Falcão Negro”, por exemplo.

Na histrória temos o policial rodoviário, Carlos (Carlos Miranda) que patrulha as estradas de São Paulo a bordo de um carro Simca Chambord ou de sua moto Harley tendo como companhia seu fiel amigo o cão Lobo. Seguindo uma narrativa didática, a série fez parte da infância de uma geração que hoje encontra-se na faixa dos 40 anos ou mais. Visto ter sido reprisada poucas vezes, a última que se tem notícias foi nos anos 70 pela rede Globo, a série manteve-se presente apenas na memória e no carinho dos fãs que conquistou ao longo dos anos. Agora, com as reprises, ela poderá se perpetuar como ocorre com tantas produções clássicas estrangeiras. Quem sabe, se no futuro próximo a série chega em DVD? Vamos torcer!

Criada por Ary Fernandes em 1959, a série foi produzida por ele e seu sócio Alfredo Palácios, com o apoio da Nestlé. A série teve um total de 38 episódios produzidos, dos quais apenas 36 conseguiram ser resgatados. A idéia era retratar de forma heróica as atividades da polícia federal, que contava com 600 homens no início dos anos 60.

Para atrair mais rápido o interesse e o afeto do público, especialmente das crianças, foi introduzido um cão pastor como “colega” de trabalho do Vigilante Carlos, apesar do fato da polícia rodoviário não utilizar cães em seu trabalho de patrulha. Eles somente eram utilizados no combate à drogas. Para que o personagem do Lobo pudesse ter credibilidade junto à estrutura da série, foi criado um episódio que introduz o cão e justifica sua presença no patrulhamento.

Por sorte, da produção encontrou o cachorro King, que já tinha feito comerciais para a televisão. Esperto, já conhecendo pequenos truques e de porte pequeno (ele não é pastor alemão puro), o que lhe permitia caber no cilindro da moto, King foi escolhido para interpretar Lobo. E, ao contrário das produções estrangeiras que utilizam um cão para cada série de truques, King realizava todos os truques que vemos Lobo fazer.

Após um ano e meio da produção do episódio piloto, o qual foi feito com os salários que Ary Fernandes e Alfredo Palácios ganhavam na agência de publicidade em que trabalhavam, os dois levaram o material para possíveis patrocinadores, tentando vender a idéia da série.

Inicialmente encarado com descaso pelas agências e representantes de empresas multinacionais, o piloto de “O Vigilante Rodoviário” foi logo conquistando o interesse de possíveis patrocinadores à medida em que era exibido. A Nestlé apressou-se em fechar negócio com os sócios Fernandes e Palácios, tornando-se a patrocinadora oficial da série. Mas, a produção da série sofreria logo em seguida seu primeiro problema financeiro. Com valores calculados com base na isenção de impostos nas latas de filmes importadas, a série ficaria no prejuízo quando, no dia seguinte à assinatura do contrato de patrocínio, o então Presidente da República, Jânio Quadros, suspendeu a isenção através da Instrução 204/208. Os negativos dos filmes que não eram fabricados no Brasil dobrou de preço e a produção da série iniciou no vermelho.

Com a diferença de valores sendo cobertas pelo próprio bolso dos produtores, Ary Fernandes e Alfredo Palácios, a solução foi agendar apresentações ao vivo em várias cidades, onde Carlos Miranda apresentava-se, juntamente com o cão King, vestido com a roupa do vigilante Carlos.


Com filmagens feitas nas Rodovias Raposo Tavares, via Anchieta e Anhanguera, entre outros locais, “O Vigilante Rodoviário” estreou em 1961 pela TV Tupi conquistando 57 pontos na audiência. Visto que ainda não existia a exibição de novelas diárias (elas eram semanais), não havia a concorrência entre a série e as novelas. Seu sucesso o levou ao cinema com o lançamento de três filmes, que eram a compilação de quatro episódios da série. Estes receberam os títulos de “O Vigilante Rodoviário”, “O Vigilante e os Cinco Valentes” e “O Vigilante e o Mistério do Taurus Trinta e Oito”, os quais contavam com cenas inéditas, filmadas para emendar as histórias dos episódios.

O sucesso da série no Brasil levou Ari Fernandes a negociar sua venda à países da América Latina e Central, mas o monopólio internacional impediu a exportação da série.

Filmadas com uma câmera Arryflex 35 mm, e copiadas em 16 mm, as histórias foram quase todas escritas por Ary Fernandes que também escreveu a letra do tema de abertura, gravado ppelo grupo Os Titulares do Ritmo. A série trouxe vários atores em início de carreira e que hoje são famosos, como Rosamaria Murtinho, Ary Fontoura, Fúlvio Stefanini, entre outros.

Apesar da fama, a produção de “O Vigilante Rodoviário” encerrou em 1962 devido à mudança de diretoria da empresa Nestlé no Brasil. O responsável pelo Departamento de Marketing, que dava apoio à série, foi transferido para a Suíça e seu substituto impôs uma condição para manter a produção: transferir para a Nestlé todos os direitos autorais de “O Vigilante Rodoviário”. Ao recusar a proposta, Ary Fernandes e Alfredo Palácios perderam o patrocinador, um dos poucos na época a ter recursos para sustentar os altíssimos custos da produção de uma série semanal.

Após algumas reprises pelos canais TV Cultura (1962), TV Excelcior (1968), TV Record (1971) e TV Globo (1976), os episódios da série foram guardados e mantidos longe dos olhos do grande público. Tentando trazer seu personagem de volta à vida, Ary Fernandes produziu um novo filme em 1978, pela Embrafilme. Contando com outro ator, Antônio Fonzar, e imagens coloridas, o filme tinha como objetivo vender a idéia para uma nova série, o que acabou não acontecendo.

Afastado de “O Vigilante Rodoviário”, Ary Fernandes dedicou-se à produção de outra série criada por ele, “Águias de Fogo”, em 1966, sobre o dia-a-dia de pilotos da Força Aérea Brasileira, que teve um total de 26 episódios. Já Carlos Miranda, o protagonista da série, entrou para a Polícia Militar, na qual criou o setor de Relações Públicas. Entrou na reserva em 1998 mas ainda participa de campanhas de conscientização no trânsito. Vive atualmente no interior de São Paulo. Alfredo Palácios já é falecido.

A produção de 1978

O cão King/Lobo morreu, alguns dizem que foi em 1965, outros em 1971. Ele pertencia a um outro dono que na época morava no bairro de Vila Maria. Mas por passar muito tempo na companhia da família de Ary Fernandes, King costumava fugir de seu primeiro dono para passar mais tempo com os filhos do produtor que morava no bairro Santana. Em uma dessas escapadas, ele foi atropelado.

Com as reprises da série pelo canal Brasil, espera-se conquistar o interesse de um novo público, o que poderá possibilitar a produção de novos episódios, com uma narrativa mais atual, tendo mais ritmo e cenas de ação.

O canal Brasil inicia a reprise com o episódio “Diamante Grã-Mongol”, que é o 13º na lista de produção da série. No dia 16 será a vez de “O Recruta”, que é o 2º na lista de produção, seguido de “A História do Lobo, no dia 23, que é o episódio número 37 na lista de produção.

Abaixo, a lista dos episódios da série fornecidos pelo produtor à revista TV Séries em 2000.

1. Os 5 Valentes
2. O Recruta
3. Bola de Meia
4. O Ventríloquo
5. Extorsão
6. Jogo Decisivo
7. Pânico no Ring
8. Zuni, o Potrinho
9. A Orquídea Glacial
10. Remédios Falsificados
11. Os Romeiros
12. A Repórter
13. Diamante Grã Mongol
14. O Fugitivo
15. Aventura em Ouro Preto
16. Chantagem
17. O Homem do Realejo
18. A Eleição
19. A Pedreira
20. O Pagador
21. O Sócio (também conhecido como O Aventureiro)
22. A Aventura do Tuca
23. O Invento
24. Terras de Ninguém
25. Rapto do Juca (com participação de Juca Chaves)
26. Aventura em Vila Velha
27. Pombo Correio
28. Ladrões de Automóveis
29. O Suspeito
30. O Garimpo
31. A Fórmula de Gás
32. Café Marcado
33. O Assalto
34. O Mágico
35. Mapa Histórico
36. O Mordomo
37. A História do Lobo
38. Mistério do Embú (também conhecido coo Tesouro do Embú)

Este texto é um resumo de matérias publicadas na revista TV Séries números 23, de 1999, e 33, de 2000, as quais foram escritas com base em entrevistas com Ary Fernandes e sua filha Vânia Pesce.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


AS BELDADES DE BATTLESTAR GALACTICA

segunda-feira | 9 | março | 2009
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As personagens D'Anna Biers, Caprica Six, Sharon Valerii e Starbuck.

Faltando poucos episódios para o fim da série — uma das melhores séries de Ficção Científica dos últimos tempos na minha opinião — eu não poderia deixar de falar de um dos atrativos desta série: as mulheres

Definitivamente alguns dos melhores personagens da série são mulheres. O engraçado é que a grande maioria dos fãs de ficção científica são homens, e consequentemente os personagens principais sempre são do sexo masculino, chegando a casos em que a presença da mulher nas histórias de FC são apenas para dizer que elas também existem, não tendo um papel significativo na trama.

Isso não acontece em Battlestar Galactica. Honestamente, um dos pontos fortes da série são as mulheres, que, além de possuirem sim papel de grande relevância na série, mexem com a libido e a imaginação masculina

Um dia uma amiga questionou: mas afinal, onde estão as mulheres na ficção científica?

Este artigo é em homenagem a quatro beldades da série, que, independente do seu gosto quanto a mulheres (sejam loiras, morenas ou ruivas), são personagens fortes, de grande relevância e que nós, pobres fãs masculinos, adoramos!

As personagens são várias, mas resolvi destacar as quatro mais: Starbuck, Caprica Six, Sharon Valerii e D’Anna Biers (interpretadas respectivamente por Katee Sackhoff, Tricia Helfer, Grace Park e Lucy Lawless). Confiram:

Katee Sackhoff interpreta Starbuck.
Katee Sackhoff interpreta Starbuck.

Kara “Starbuck” Thrace – Aquela que um dia foi malhada por ser mulher. Sim! Isso mesmo! Para os mais desavisados, a personagem Starbuck na série original de 1978 era um homem! Os fãs tradicionais não perdoaram. Criticaram com fervor o fato de terem mudado o sexo da personagem. Eu sinceramente até gostava do velho Starbuck, mas a nova roupagem que deram nessa nova versão não deixou a desejar. Kara Thrace realmente mostrou a que veio. E, para mim, é a personagem feminina mais forte da série.

Falemos agora das cylons… Os robôs humaniformes de Battlestar Galactica (ou direi: roboas! hehehe! Trocadilho infame, não?)

A ex-modelo Tricia Helfer interpreta Caprica Six.
A ex-modelo Tricia Helfer interpreta Caprica Six.

Number Six – Existem muitas versões diferentes da Six no seriado. Mas evidentemente a que mais se destaca é a Caprica Six. Loira fogosa que atormenta os sonhos (ou visões) do pobre cientista Caius Baltar. Para os marmanjos que são fãs do seriado, que jogue a primeira pedra quem nunca quis estar no lugar do Baltar quando a Six, com aquele vestidinho vermelho, se atira sobre ele.

Grace Park interpreta Sharon Valerii.
Grace Park interpreta Sharon Valerii.

Sharon Valerii - Athena / Boomer – Conhecida também como a Number Eight, essa japinha tem presença na série, hein? Garota de corpinho mignon (eu prefiro mulheres um pouquinho mais encorpadas, afinal, subnutrição não é legal! hahahah! Mas, há quem goste de mulher bem magrinha), Sharon se destaca pela valentia e a sensibilidade, pontos fortes da personagem.

A atriz e cantora Lucy Lawless interpreta D'Anna Biers.
A atriz e cantora Lucy Lawless interpreta D’Anna Biers.

D’Anna Biers - Essa é conhecida do publico que curte FC e Fantasia. Não faz muito tempo ela estrelou a série Xena, fazendo o papel da protagonista, e, ao aparecer em BSG, matou as saudades dos fãs da velha Xena. Conhecida em BSG como a Number Three, ela é a mais forte e geniosa das cylons. Mulher de fibra e determinação, é uma personagem que, embora não tenha tanta frequência na série como as Six e as Sharons, quando aparece marca presença.

Um conselho: assista a série. Vale a pena verificar que a mulher na ficção científica pode ser muito mais do que uma figurante, ou um mero par romântico para o personagem principal.

Vida longa às mulheres na Ficção Científica! Além de serem colírio para nossos olhos, sem sua presença as histórias seriam sem graça.
>> HUGO VERA – por Huguinho


DOCTOR WHO: DA TEVÊ PARA OS QUADRINHOS

sábado | 7 | março | 2009


Em 2006, ao passear pelos canais da tevê a cabo, deparei com um programa de ficção científica que eu desconhecia completamente. O programa em questão mostrava uma cena à janela de uma estação espacial, tendo abaixo o planeta Terra prestes a ser consumido pela expansão do Sol (fato que deverá ocorrer daqui a uma meia dúzia de bilhões de anos). Os personagens na cena eram um estranho homem de jaqueta escura e uma loirinha bonitinha, ambos com uma inconfundível entonação britânica em seu inglês. Tive então que trocar de canal, pois o programa que eu assistia de fato já havia recomeçado.

Nas semanas seguintes, voltei a esbarrar naquele seriado da tevê britânica, primeiro numa rápida cena com espectros voando pelas ruas da Londres vitoriana, depois numa sequência na Londres dos dias de hoje com estranhos alienígenas adiposos e flatulentos (simulados em roupas de borracha e defeitos visuais). Havia algo de muito diferente naquela série, em relação às produções norte-americanas do mesmo gênero. Havia algo de provisório e cômico, uma auto-ironia e uma inteligência que também vemos nos melhores quadrinhos de ficção científica vindos do Reino Unido. O fato é que naquele momento o People & Arts exibia no Brasil a primeira temporada da série produzida por Russell T. Davies, estrelada por Christopher Eccleston (no papel-título) e Billie Piper (no papel da jovem Rose Tyler). Quando finalmente consegui assistir um episódio completo, fui imediatamente fisgado pelas excentricidades e o charme de Doctor Who!

Tornei-me um telespectador assíduo desse incomum seriado, com seus alienígenas esquisitos, vilões em forma de saleiro, uma nave em forma de cabine telefônica e viagens pelo espaço-tempo. Como dizia o protagonista em momentos de fascinação ou euforia, aquela primeira temporada era algo “Fantástico!” (merecendo que alguma produtora a lance em DVD por aqui!). No final da primeira temporada, porém, o perfeito Christopher Eccleston (que também interpretou o Homem Invisível de Heroes) foi substituído pelo não tão eficaz David Tennant. Por mudanças de horário e divulgação deficiente, não consegui acompanhar a segunda temporada por completo. Além disso, com a saída de Billie Piper ao final do segundo ano, perdi minha identificação direta com o programa, não acompanhando a terceira temporada (que na verdade nem sei se foi exibida no Brasil).

Inicialmente, eu não sabia que Doctor Who era um tradicional seriado da tevê britânica, que havia sido veiculado pela BBC entre 1963 e 1989, retornando em 2005 com mais recursos de produção. Na verdade, ao longo de suas décadas de exibição, a série contou com diferentes atores no papel-título, fator que acabou incorporado à biografia do próprio personagem, que passaria por mortes e renascimentos (na verdade Christopher Eccleston já era a nona encarnação do Doutor, quando foi substituído por David Tennant que passou a ser a décima). Uma longeva atração da tevê britânica, no fim dos anos 70, Doctor Who ganhou uma revista semanal com cenas e informações de bastidores. A publicação contava também com HQs curtas, estreladas pelo personagem ou envolvendo elementos de sua história.

Por mais comerciais que fossem, aqueles quadrinhos baseados num sucesso da tevê acabaram empregando, no início de suas carreiras, alguns dos mais destacados quadrinistas britânicos (tais como David Lloyd, Dave Gibbons, Alan Moore e Grant Morrison). Essas HQs originais estão disponíveis atualmente na coleção Doctor Who Classics lançada pela Panini no Reino Unido (no original em P&B) e reeditada pela IDW nos Estados Unidos (em versão comics colorida). A IDW também lançou em agosto de 2008 uma nova série em quadrinhos, escrita por Tonny Lee e desenhada por Pia Guerra (a desenhista de Y – O último homem), estrelada pelo décimo Doutor. A mesma IDW lançou em outubro e novembro do ano passado Grant Morrison’s Doctor Who minissérie em duas edições que reúne todos os episódios do personagem escritos pelo renomado roteirista escocês.

A dobradinha entre séries de tevê e revistas em quadrinhos é sempre algo promissor e muitas vezes bem-sucedido e lucrativo. Afinal, a transposição para as HQs atrai fãs dos personagens televisivos para a leitura das revistas, ao mesmo tempo em que é capaz de expandir as histórias e os conceitos presentes na série original (basta lembrar que a linguagem dos quadrinhos não enfrenta as mesmas “limitações de orçamento” da televisão, dependendo apenas da imaginação dos roteiristas e do talento dos desenhistas). No Brasil, nas décadas de 1950 a 1980, alguns seriados do rádio e da tevê ganharam versões em quadrinhos, como As Aventuras do Anjo, Jerônimo, Capitão 7, Vigilante Rodoviário, Carga Pesada e Sítio do Pica-Pau Amarelo. Infelizmente, no momento a tevê brasileira não tem produzido seriados de ação, que são mais adequados a uma versão em quadrinhos.
>> MAIS QUADRINHOS – por Wellington Srbek


CSI ENCONTRA BATTLESTAR GALACTICA

sábado | 7 | março | 2009

 

Ronald D. Moore e Kate Vernon

Em um episódio da série policial “CSI“, os personagens são chamados para investigar um assassinato ocorrido durante uma convenção de ficção científica. Uma vez lá, eles encontram nada mais, nada menos, que Ronald D. Moore, responsável pelo novo formato da série “Battlestar Galactica”, e Kate Vernon (Ellen Tigh), uma das atrizes do elenco.

Aproveitando o ambiente, dois personagens de “CSI“, Hodges (Wally Langham) e Wendy (Liz Vassey) reproduzirão uma cena de uma série ficcional de ficção científica dos anos 60. Esta participação irá ao ar nos EUA no dia 16 de abril. >> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


HEROES: NBC PROMETE 4ª TEMPORADA

sexta-feira | 6 | março | 2009

Episódios devem ir ao ar nos EUA no segundo semestre.
Seriado segue sendo exibido no Brasil, às sextas-feiras.

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O elenco da terceira temporada de 'Heroes'

A série de TV “Heroes” deve ganhar uma nova temporada, anunciou nesta quinta-feira (5) o site TVGuide.com. A quarta temporada do seriado de super-heróis da NBC deve ir ao ar no segundo semestre deste ano, com cerca de 18 a 20 episódios, revela o site.

Depois de se tornar uma sensação nacional na primeira temporada, a produção não tem ido bem de audiência nos Estados Unidos. De acordo com Angela Bromstad, presidente da divisão de entretenimento da NBC, o sucesso do seriado continua grande nos mercados fora do país. “A cada lugar que você vai, você ouve falar de ‘Heroes – seja na China ou Japão ou Rússia”, afirmou a executiva ao TVGuide.com.

No Brasil, “Heroes” está atualmente em sua terceira temporada. O seriado vai ao ar às sextas-feiras, às 21h, no Universal Channel.
>> G1, em São Paulo


“ANGEL OF DEATH”: DETALHES E IMAGENS DO SERIADO

quinta-feira | 5 | março | 2009

Estreou dia 2 de março, no site Crackle.com, o novo projeto online da Sony Pictures Entertainment: Angel of Death, uma série de ação escrita por Ed Brubaker (Gotham City Contra o Crime, Criminal, Capitão América). Confira algumas imagens ao lado e abaixo.

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Lucy Lawless

A série traz no elenco Doug Jones (Hellboy II: O Exército Dourado), Vail Bloom (The Young and the Restless), Lucy Lawless (Xena: Princesa Guerreira, Battlestar Galactica) e tem como protagonista Zoe Bell, a atriz e dublê mais conhecida por sua participação no filme de Quentin Tarantino, À Prova de Morte.

A série terá episódios diários, em uma temporada que prossegue até o dia 13 deste mês. Os episódios se utilizam de painéis baseados nos quadrinhos para narrar a ação e efeitos sonoros para simular os sons de socos e outros sons incidentais.

Angel of Death conta as aventuras de EVE, uma assassina profissional que está em uma missão a mando de seu chefe/amante, Graham. Ela ainda tem que lidar com Franklin, o novo recruta, interpretado por Justin Huen.

Cada episódio de Angel of Death dura oito minutos, mas haverá uma versão estendida de cada um deles no DVD da série. A direção é de Paul Etheredge.

Os quatro primeiros episódios mostram uma grande reviravolta na vida da personagem, que logo no começo leva uma facada no crânio e termina sendo resgatada por Franklin, o novato que ela menosprezava.
>> HQ MANIACS – por Alexandre D´Assumpção

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Doug JonesZoe Bell

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“PEQUENOS ASSASSINATOS EM FAMÍLIA”: MINISSÉRIE BASEADA EM AGATHA CHRISTIE

quinta-feira | 5 | março | 2009

A mais famosa autora de livros de mistério está sempre presente na programação televisiva britânica. Desde séries e minisséries até telefilmes, volta e meia as histórias criadas por Agatha Christie aparece na grade. Pouca coisa chega ao Brasil, em comparação ao que é produzido. Uma delas é a minissérie “Pequenos Assassinatos em Família“, minissérie de quatro episódios que começa a ser exibida pelo canal Eurochannel a partir do dia 6 de março, sexta-feira próxima, às 22h.

Esta é uma produção francesa de 2006 que traz no elenco os atores Robert Hossein, Elsa Zylbertein, Bruno Todeschini, Marie Buñel, Grégori Derangère, Leticia Dolera, Mathias Mlejuz, e Frédérique Bel, entre outros, sob a direção de Edwin Baily, com adaptação de Anne Giaferri.

A história foi inspirada no livro “Hercule´s Poirot Christmas“, publicado pela primeira vez em 1938. A trama gira em torno de Simon Le Tescou (Robert Hossein) um bem sucedido homem de negócios que convida seus parentes à sua festa de aniversário de 70 anos. Para surpresa de todos, Simon decide fazer da festa uma diversão particular: provocar a todos com um sádico jogo de vida ou morte. No entanto, ele é assassinado e todos os presentes tornam-se suspeitos.

Este enredo ficou tão conhecido popularmente que foi utilizado e reutilizado dezendas de vezes por várias séries de TV com tramas detetivescas, como “A Gata e o Rato” (o episódio em que Agnes Topisto é chamada para uma reunião de escritores em um trem), “Jogo Duplo/Reminghton Steele” (o episódio em que Laura e Reminghton vão a uma misteriosa festa em uma mansão), além do clássico filme reprisado várias vezes na antiga Sessão da Tarde da Globo: “Assassinato por Morte/Murder by Death” (alguém se lembra? Imperdível!).
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


PREVIEW DE “GALACTICA: THE SECOND COMING”

terça-feira | 3 | março | 2009
Cena de “Battlestar Galactica: the Second Coming”,
projeto de Richard Hatch para trazer a série de volta à TV

Eu já tinha comentado aqui a respeito dos esforços do ator Richard Hatch em convencer a Universal a produzir um remake de “Galactica”, produção que estreou no final dos anos 70. Apesar de ter chamado muita atenção na época, a série não vingou, ficando apenas em duas temporadas. Na primeira, temos a saga da astronave de combate em busca do Planeta conhecido como Terra; na segunda, produzido em 1980, temos uma nova geração da tripulação encontrando a Terra e descobrindo que os humanos vivem em uma sociedade tecnológicamente atrasada.

Durante anos Hatch buscou apoio de membros da produção original bem como de fãs. Fazendo uma peregrinação em convenções de ficção científica, o ator praticamente implorava aos fãs para que escrevessem à Universal pedindo o remake da série. Estive em uma destas convenções onde encontrei o ator que concedeu uma entrevista à revista TV Séries (edição número 17), falando de sua visão sobre a série original e seu potencial para uma nova produção. Na época ele tinha recém lançado mais um livro do tipo fanfic sobre “Galactica”. Ao todo, foram sete livros. 

Cartaz de “Battlestar Galactica: The Second Coming”

Poucos anos depois, em 1999, Hatch produziu um piloto de 30 minutos batizado de “Battlestar Galactica: The Second Coming“, com o qual ele tinha a intenção de convencer a Universal e o produtor Glenn A. Larson. Este projeto do ator trazia a tripulação da Galactica do ponto em que a série de 1978, ou seja, a primeira temporada, terminara, com Hatch novamente interpretando o Capitão Apollo.

No último episódio, “A mão de Deus”, a tripulação da Galactica capta um sinal transmitido por uma nave antiga em um sistema solar desconhecido. Ao investigar a área, eles descobrem uma nave base Cilônia. Ao invés de fugir, Adama decide iniciar um ataque contra os Cilônios com a ajuda de Baltar, prisioneiro na Galactica, que se oferece a fornercer informações estratégicas em troca de sua liberdade.

O trailer de 4 minutos foi exibido em convenções para fãs, que receberam o projeto de braços abertos, mas a Universal não gostou da atitude do ator e o ameaçou com um processo, tendo em vista que o estúdio detém os direitos autorais da trama.

A série original

Nesta época, Glenn A. Larson, criador e produtor da série original, já tinha se unido à Hatch na idéia de trazer Galactica de volta à vida. Ele apresentou à Universal sua proposta de “ressurreição” na forma de um filme para o cinema com base nas aventuras da astronave Pegasus, vista na série em um episódio de duas partes com a participação de Lloyd Bridges como o Almirante Cain, que morre ao jogar sua nave contra uma base cilônia.

Após muitas reuniões a Universal decidiu dar uma segunda chance à série. Animados com o projeto, o estúdio investiu em uma nova produção de “Galactica”, mas não adotou a visão de Hatch ou de Larson para o novo formato. Em 2001 foi anunciada a produção de um remake, para o canal USA, sob a batuta de Bryan Singer e Tom DeSanto, responsáveis pelos filmes “The X-Men”.

O projeto entrou em fase de seleção de elenco e pré-produção, com a contratação de Dirk Benedict, o Starbuck da série original, e Herb Jefferson, o Boomer no original. Também voltariam Laurete Spang, a Cassiopéia, agora casada, Jane Seymour, a Serena, morta no início da série e que retornaria como um anjo de luz, e Anne Lockart, a Sheba, que voltaria como a capitã da nave Pegasus, anteriormente comandada por seu pai. Richard Hatch ficara de fora da produção ou do elenco. Apenas Larson estava no projeto como Consultor Criativo.

O projeto que de fato vingou

No entanto, com os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, a produção foi suspensa e as filmagens, previstas para iniciar em novembro, nunca se realizaram. Isto porque com a suspensão da produção Singer, escalado para dirigir o piloto, precisou abandonar o projeto, pois tinha contrato para dirigir o segundo filme dos X-Men.

Com o afastamento de Bryan Singer e a suspenção do projeto por tempo indeterminado, Tom DeSanto decidiu também abandonar o projeto oficialmente. Decidido a trazer a série de volta, o canal USA abordou David Eick, convidando-o a assumir o cargo de produtor. Eick aceitou, desde que um novo formato, diferente da proposta de DeSanto e Singer, fosse escolhido. Em 2003, Richard D. Moore, famoso pelas novas produções de “Jornada nas Estrelas”, escreveu à Universal pedindo uma chance para desenvolver o projeto de uma nova “Galactica”.

Assim Moore entrou na produção da série e criou o universo atual de “Galactica” que conhecemos hoje, o qual estreou como uma minissérie para testar o público. Para Hatch serviu o consolo de interpretar Tom Zarek, ex-terrorista convertido a Vice-Presidente das Colônias destruídas.

Capa do DVD “Caprica”, spin-off da atual
vers
ão de “Battlestar Galactica”

No projeto de DeSanto e Singer, Adama está morto, o novo comandande da Galactica é Boxey, o filho adotivo de Apollo que é visto na primeira temporada da série original quando criança, interpretado por Noah Hathaway, e na segunda temporada como adulto, utilizando o nome de Troy, interpretado por Kent McCord.

O Comandante Boxey tem como segundo em comando Starbuck (que na série original tinha se perdido da frota ficando aprisionado em um planeta deserto tendo apenas um cilônio como companhia). A história ocorre 20 anos após os acontecimentos da primeira temporada (em todos os projetos, a segunda temporada, conhecida como “Galactica 1980″, nunca existiu).

Apollo e Sheba estão desaparecidos, a guerra contra os cilônios continua, mas, agora, os seres mecânicos não desejam mas destruir a raça humana. Eles oferecem aos humanos a chance de se integrarem à sociedade cilônia desde que usem implantes cibernéticos, os quais irão controlá-los.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


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