JACK, O ESTRIPADOR: A VERDADEIRA HISTÓRIA

Brasileiro disseca os crimes cometidos pelo mítico assassino Jack, o estripador e contesta a tese de best-seller sobre o caso policial

RETRATO FALADO Ilustração publicada no jornal londrino Police Gazette em 1888 retrata Jack, o Estripador

A tenebrosa história de um dos criminosos mais famosos do mundo é contada com riqueza de detalhes no livro Jack, o estripador – a verdadeira história, 120 anos depois (Geração Editorial, 239 págs, R$ 39,90), do paulistano Paulo Schmidt. Após dois anos de pesquisa, o autor reuniu um rico material sobre as pistas deixadas pelo assassino que jamais teve sua identidade descoberta. Em 1888, no bairro de Whitechapel, em Londres, um homem matou, degolou e cortou em pedaços o corpo de cinco prostitutas. Na galeria de suspeitos estiveram mais de 20 pessoas, entre elas algumas célebres, como o ator Richard Mansfield, que na época interpretava a peça Dr. Jekyll and Mr. Hyde e estava tão convincente como o maléfico Mr. Hyde que foi denunciado mais de uma vez à polícia. Outro investigado foi o inglês Joseph Merrick (conhecido como Homem-elefante devido a uma rara enfermidade). Até mesmo a família real esteve na mira da Justiça: o príncipe Alberto Vítor, neto da rainha Vitória, foi formalmente nomeado suspeito, segundo o pesquisador.

A mais recente versão para os fatos, até então, fora elaborada pela autora americana Patricia Cornwell em seu best-seller Retrato de um assassino – Jack, o estripador – caso encerrado. Escritora e fundadora do Instituto de Ciência e Medicina Forense da Virgínia, ela defende a tese de que Jack, o estripador foi o pintor impressionista alemão Walter Siekert, com base em uma mal explicada análise do DNA de cartas atribuídas ao criminoso – seria igual ao que foi encontrado numa carta enviada por Siekert. Schmidt desclassifica a tese de Patricia, que considera “absurda”, e no seu trabalho reuniu provas históricas e traçou diversos caminhos que poderiam ter sido percorridos pelo criminoso. “E que o leitor tire a sua própria conclusão”, diz ele, que pela primeira vez traz à tona o perfil de cada uma das vítimas, e reproduz as acusações que recaem sobre cada suspeito.

Schmidt não poupa o leitor das fotos mortuárias das moças – estão no livro com uma precisa descrição forense dos ferimentos sofridos. Ao final, traça um breve perfil de Jack: “Um homem branco, de estatura baixa ou média, na casa dos 30, de aparência distinta e respeitável. O mais provável é que não fosse oriundo das classes populares.”
>> ISTO É – por Natália Rangel

About these ads

Os comentários estão desativados.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 70 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: