APROVADO PILOTO DA NOVA SÉRIE FUTURISTA DO PRODUTOR DE HEROES

sábado | 31 | janeiro | 2009

E ABC dá o sinal verde para mais duas séries

A NBC aprovou a produção do piloto de Day One, um drama futurista de autoria de Jesse Alexander, produtor e roteirista de Heroes. Alexander também tem em seu currículo trabalhos em Lost e Alias.

O enredo de Day One mostra um pequeno grupo de sobreviventes de um evento que devastou o globo e que tenta reconstruir a sociedade e descobrir os motivos da destruição.

Enquanto a NBC segue pelo rumo apocalíptico, sua concorrente, a ABC, aprovou a produção de I, Claudia. A série mostra uma jovem advogada que o público sabe que vai ser candidata à presidência no futuro. A história no presente, entretanto, mostra Claudia McIntire mais preocupada com sua via amorosa do que com sua carreira.

Outro projeto aprovado pela ABC é Inside the Box. O cenário é uma agência de notícias em Washington, e a personagem principal, uma produtora de notícias e seus colegas. A idéia é uma produção de Shonda Rhimes, de Grey’s Anatomy. A outra aposta da ABC é ainda mais rocambolesca. Sem nome até o momento, o piloto mostra um detetive da polícia de Savannah que descobre após a morte do pai que tem um irmão de 11 anos com o QI de um gênio. Após a descoberta, os dois passam a trabalhar juntos para solucionar crimes.
>> OMELETE – por Ederli Fortunato

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AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: FOX ASSUME TERCEIRO FILME

sábado | 31 | janeiro | 2009

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A Variety divulgou que a Fox decidiu financiar o projeto do terceiro As Crônicas de Nárnia, chamado A Viagem do Peregrino da Alvorada. A decisão do estúdio acontece um mês após a Disney decidir não continuar produzindo a cinessérie.

Com a decisão da Fox, espera-se que o filme comece a ser gravado até o meio deste ano, com lançamento previsto para 2010. O roteiro já está sendo produzido.

Em As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada, Lúcia (Georgie Henley) e Edmundo (Skandar Keynes) retornam a Nárnia, com Eustáquio (Will Poulter) junto. Eles encontram o Príncipe Caspian (Ben Barnes), que leva o grupo para uma viagem a bordo do navio Peregrino da Alvorada. No caminho, o grupo encontra dragões, anões, criaturas marinhas e um grupo de guerreiros perdidos, antes de chegaram à beirada do mundo. A direção do terceiro filme está a cargo de Michael Apted, com roteiros de Steven Knight.
>> HQ MANIACS – por Artur Tavares


“O ENIGMA DE OUTRO MUNDO” GANHA PRELÚDIO

sábado | 31 | janeiro | 2009

thing_cartazaO website especializado em terror Blood Disgusting confirmou que a Universal produzirá um prelúdio de O Enigma de Outro Mundo, filme de John Carpenter, lançado em 1982.

A Variety, na cola do Blood Disgusting, confirmou Matthijs van Heijningen na direção. O diretor também está escalado para o projeto Army of the Dead, de Zack Synder. O roteiro do prelúdio de O Enigma de Outro Mundo (The Thing) ficará por conta de Ron Moore, produtor do seriado Battlestar Galactica.

O Enigma de Outro Mundo conta a história de um pequeno vilarejo na Noruega que é invadido por ETs. O filme é baseado em um conto do escritor John W. Campbell Jr.. Antes de Carpenter filmá-lo em 1982, Howard Hawks havia feito uma produção também baseada no conto de Campbell Jr. em 1951. A versão de Carpenter tem Kurt Russell no papel principal, e chegou a se tornar um jogo de videogame para Playstation 2.
>> HQ MANIACS – por Artur Tavares


PAMELA ANDERSON: SÉRIE TEM ESTRÉIA NO BRASIL

sábado | 31 | janeiro | 2009

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Pamela Anderson é a eterna musa de Hugh Hefner, dono da Playboy. Sem medo de mostrar a sua vida, bem como os seus dotes, a atriz do tosco Strippers Zumbis protagoniza o reality show Pam: Girl on the Loose, que estréia no Brasil no dia 21 de janeiro, às 21h, no canal E!. De cara, a emissora colocará no ar os dois primeiros episódios. Lógico, só para dar mais um gostinho de quero mais nos marmanjos que não gostam de novela.

No primeiro episódio, Anderson fará uma limpa na sua casa para montar um bazar com seus objetos pessoais. E (que tosco) junto estará o vestido de noiva que ela usou no casamento com o rocker Tommy Lee e também o traje de banho que usou em Baywatch – este terá que ser leilão mesmo.

Depois deste bloco, a loirona parte para Camp Pendleton visitar soldados do exército americano. Para não ficar por lá e não fazer nenhuma loucura, ela vai acompanhada do cantor Toby Keith e Kathy Griffin, do grupo The Pussycat Dolls. Na volta, para tentar arrancar algumas lágrimas do espectador, ela fará filosofias sobre saúde, família, dinheiro e também sobre o seu tratamento contra Hepatite C.

O reality show de Pamela Anderson, que estréia no dia 21 de janeiro, às 21h, será exibido toda as quartas-feiras no mesmo horário. O reprise dos dois primeiros episódios acontecerá no dia 28 deste mês.
>> HEROI – por Rodolfo Bruno Braz

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GUERREIRO (THE WARLORD): MIKE GRELL COMENTA O RETORNO DA SÉRIE E COM DESENHOS DE BRASILEIRO

sábado | 31 | janeiro | 2009

warlordaAno passado, a DC Comics anunciou o retorno de Mike Grell à sua mais famosa criação – o piloto Travis Morgan, mais conhecido nos quadrinhos como Guerreiro (The Warlord).

O personagem surgiu em 1976, em uma bem-sucedida série própria que durou 133 edições, a maioria escrita e desenhada por Grell. Em 2006, retornou em uma nova série de curta duração escrita por Bruce Jones, com menos sucesso.

Este ano, o Guerreiro completa 35 anos, e em abril, a DC Comics lança a primeira edição de sua nova série mensal, escrita por Grell (que também assina as capas) e desenhada pelo brasileiro Joe Prado.

Grell pretende continuar de onde parou em 1989, quando a série do Guerreiro se encerrou nos EUA. Apesar disso, ele reapresentará os antigos personagens – bem como inserirá novos -, para tornar a história acessível a todos os leitores.

No original, Travis Morgan é um piloto espião norte-americano. Em 1969, numa missão, é atingido por um míssil russo. Tentando levar sua nave danificada para a base, ele acaba caindo dentro de uma abertura no Pólo Norte, onde fica o mundo fantástico de Skartaris. Antes uma civilização atlanteana no centro da Terra, Skartaris agora é um lugar em ruínas, onde habitam tribos primitivas, feiticeiros, dinossauros e magia. Morgan se apaixona por Tara, a rainha de Shamballah, com quem mais tarde se casa.

De acordo com o roteirista, as histórias se passam na Terra-Grell, ou seja, desvinculada da continuidade e das múltiplas Terras do Universo DC. “Alguns super-heróis já apareceram nas HQs, mas não no meu turno”, reforça ele.

O primeiro arco, de seis edições, começa com a descoberta de um dinossauro congelado por uma alpinista no Tibete, enquanto se refugiava de uma tempestade em uma caverna. Ela leva a cabeça da criatura aos EUA e então uma expedição é enviada para recuperar o resto do corpo. Ao chegar, os membros da expedição acabam passando por um portal e chegam a Skartaris, onde o choque cultural desencadeia conflitos e guerras, ameaçando destruir os dois mundos.
>> HQ MANIACS – por Andréa Pereira


BATMAN ARKHAM ASYLUM: TRAILER E IMAGEM DO ESPERADO GAME

sábado | 31 | janeiro | 2009

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Batman: Arkham Asylum, próximo game do Homem-Morcego, teve novas imagens divulgadas. Confira ao lado e veja abaixo também o primeiro – e excelente – trailer completo do jogo.

Na aventura inédita, com roteiro de Paul Dini e design do Wildstorm Studios, de Jim Lee, o super-herói invadirá a prisão para criminosos insanos depois que uma transferência da polícia de Gotham dá errado e o Coringa se aproveita da confusão, libertando um exército de vilões nos corredores do prédio.

O lançamento deve acontecer este ano para PCs, Playstation 3 e Xbox 360.
>> OMELETE -por Érico Borgo

Trailer Batman Arkham Asylum:


ROMÂNTICOS, PORÉM FANTÁSTICOS

sábado | 31 | janeiro | 2009

monte-tatra_carpatosA burrice do sistema de educação brasileiro ao tratar do assunto “Literatura” conseguiu, em algumas décadas, transformar o que um dia foi o prazer da leitura em uma forma de tortura lenta e letal, digna dos mais cruéis inquisidores. Estranho. Lembro-me distintamente de, na década de 1960, uma professora minha indicar a leitura de A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, e desencadear a euforia entre os alunos. Li aquele livro umas cinco vezes, encantada com as características românticas presentes na história.

Lembro-me ainda de encontrar, na estante de um sebo, um exemplar de As mágoas do jovem Werther, de Goethe, e comprar o livro correndo, para me deliciar com as paixões do personagem – antes, é claro, de ele terminar com a própria existência. Na época, nada acalmava mais as emoções adolescentes do que um bom exemplar do Romantismo na literatura. Victor Hugo, Goethe, Edgar Alan Poe e, em terras tupiniquins, o inefável José de Alencar, além de Machado de Assis em sua primeira fase (Ah! Como era triste ler Helena!), eram autores amados: impossível esquecer o prazer que tive, aos 13 ou 14 anos, quando li O Guarani. A cena final, com Peri e Cecília sumindo no turbilhão do rio, ficou indelevelmente marcada em minha mente. Eu li, ou devorei, vários livros do chamado período romântico por escolha, por vontade própria, pela curiosidade em mergulhar nas histórias.

Por que, então, os autores românticos são hoje execrados pelos leitores jovens? Simples. Porque sua leitura se tornou obrigatória… Porque o Romantismo virou matéria escolar, não mais uma fonte de livros que podem ecoar o turbilhão da puberdade e dar vazão a ele.

Hoje temos autores como André Vianco, Stephanie Meyer, Stephen King, J. K. Rowling como campeões de vendas para o segmento jovem. Uma literatura desprezada pelos críticos e, no entanto, geradora de best-sellers. Literatura – aham! – Fantástica. Terror, magia, fantasia… Mas, e se os leitores soubessem desse segredo tão cuidadosamente guardado pelos professores de Literatura – se todos soubessem que os autores do Romantismo foram pioneiros ao trabalhar o Fantástico? Pior, se soubessem que até autores do chamado Realismo – corrente ainda mais temida que o Romantismo! – cometeram contos fantásticos?

O Romantismo costuma ser definido como a corrente literária que busca solucionar o mistério da existência. Quem é o herói da poesia e do romance dessa época? É o “Eu”, o indivíduo que se sobressai entre as contingências massacrantes ou injustas da sociedade. O “Eu”, esse misterioso e incompreendido ser que habita cada homem, ascende ao plano da literatura como o Herói romântico: ora exaltado, dinâmico e generoso em seus ideais de amor e de solidariedade humana, ora melancólico, deprimido e desesperançado, face às forças contrárias que a vida desencadeia contra ele. (Coelho, Nelly Novaes. A Era Romântica (século XIX) in: Literatura e Linguagem).

Reação contra um classicismo racional, severo, tanto em forma quanto em conteúdo, os autores românticos chegaram para arrebentar, fazer barulho, negar modelos, gritar, chorar, angustiar-se, brigar pela liberdade – todas as formas de liberdade, até a de morrer de amor! – e pela emoção.

É de se admirar, então, que seus autores não tenham se limitado a falar do real, mas tenham mergulhado também no irreal, no sobrenatural, no fantástico?

São obras românticas por excelência o Werther e o Fausto, de Goethe; Os Miseráveis e Notre Dame de Paris, de Victor Hugo. Na Inglaterra teremos, inseridos nesse rótulo, autores tão diversos quanto Walter Scott, Jane Austen, Charles Dickens, Emily Brontë (Como eu chorei ao ler David Copperfield e O Morro dos Ventos Uivantes!)… No Brasil, os já citados José de Alencar e Joaquim Manuel de Macedo, além de Bernardo Guimarães (A Escrava Isaura), Visconde de Taunay (Inocência), e os poetas Castro Alves, Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo. É deste último (como todo bom poeta romântico, morto na juventude) o exemplar:

Cavaleiro das armas escuras,
onde vais pelas trevas impuras
com a espada sangrenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
e gemidos nos lábios frementes
vertem fogo do teu coração?

 
Está aí um poema que poderia ser facilmente transposto para uma cena de cinema, como tantas obras de literatura fantástica e pseudo-histórica que hoje ganham as telas! Sim, os autores românticos foram apaixonados pelo chamado ‘romance histórico’. E, por outro lado, buscaram também o imaginoso, o não-histórico:

Em pólo contrário,o da inverossimilhança ou do fantástico, surgem ainda certas manifestações da prosa romântica. O sentido oculto do mundo manifesta-se como “o maravilhoso”. Mais ou menos em fins do século XVIII o fantástico torna-se uma forma literária bem definida na Inglaterra, uma forma que se funda na impressão do terror, explicada ou não de modo racional. Castelos encantados, mal-assombrados, arrepios noturnos, aparições são a matéria com que trabalham essas narrativas fantásticas. Nathaniel Hawthorne, Edgar Allan Poe, Barbey d’Aurevilly são alguns dos que manipularam o elemento sobrenatural em suas obras. (Coelho, Nelly Novaes. “A Era Romântica (século XIX)” in: Literatura e Linguagem.

Mas não foram só eles. Honoré de Balzac, Nikolai Gogol, Théophile Gautier, Ivan Turguêniev, Ambrose Bierce, Robert Louis Stevenson, Henry James, todos deram suas passeadas pelo fantástico, em especial no gênero conto. Na verdade, difícil é encontrar um autor dos séculos XVIII ou XIX que não tenha se aventurado nesse mar. O que estou dizendo? É praticamente impossível encontrar qualquer autor que não tenha escrito ao menos um conto fantástico na vida! E já estou falando dos autores dos séculos XX e XXI…

Voltando ao Romantismo e ao asco que esse rótulo provoca em nossos jovens leitores, talvez isso mudasse se os professores se acostumassem à prática da leitura compartilhada, em voz alta, destacando o prazer da narrativa e se aproveitando da vertente fantástica de todos os autores clássicos. Afinal, como nos diz Ítalo Calvino:

À nossa sensibilidade de hoje, o elemento sobrenatural que ocupa o centro desses enredos aparece sempre carregado de sentido, como a irrupção do inconsciente, do reprimido, do esquecido, do que se distanciou de nossa atenção racional. Aí estão a modernidade do fantástico e a razão da volta de seu prestígio em nossa época. Sentimos que o fantástico diz coisas que se referem diretamente a nós, embora estejamos menos dispostos do que os leitores do século passado a nos deixarmos surpreender por aparições e fantasmagorias, ou melhor, estamos prontos a apreciá-las de outro modo, como elementos da cor da época. (Calvino, Ítalo. “Contos fantásticos do século XIX”).

Para quem gosta de fantasia e terror, então, nada melhor do que buscar os clássicos. Bem vindos a essa nova velha faceta do Romantismo!
Leituras sugeridas:
Calvino, Ítalo (org.). Contos fantásticos do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
Coelho, Nelly Novaes. Literatura e Linguagem. São Paulo: Vozes, 1994.    
Pennac, Daniel. Como um romance. Porto Alegre: L&PM/ Rio de Janeiro: Rocco, 2008.   
>> VALINOR – por Rosana Rios