ECLIPSE: DREW BARRYMORE PODE DIRIGIR TERCEIRO FILME DA SÉRIE DE CREPÚSCULO

sábado | 28 | fevereiro | 2009

A atriz e, agora, diretora Drew Barrymore (Letra e Música) está cotada para dirigir Eclipse, terceiro filme da série de Crepúsuclo, de acordo com a revista Entertainment Weekly.

Esta seria a segunda produção da atriz, que estreou como diretora no filme Whip it!, estrelado por Ellen Page (Juno).

O estúdio Summit Entertainment ainda não escolheu um diretor para o longa, no qual Bella deve escolher para quem entregar seu coração: Edward ou Jacob, cada um representando inimigos ancestrais, os vampiros e lobisomens, respectivamente.

A produção de Eclipse, a terceira parte da série literária escrita por Stephenie Meyer, deve começar logo que Lua Nova terminar de ser rodado, sob a direção de Chris Weitz (A Bússola de Ouro). Os protagonistas – Robert Pattinson como Edward, Kristen Stewart como Bella e Taylor Lautner como Jacob – estarão no segundo filme, mas não se sabe ainda se repetem seus papeis no terceiro longa.

Eclipse deve ser lançado em 30 de junho de 2010. Lua Nova chega aos cinemas mundiais em 20 de novembro deste ano.

Já Drew chega aos cinemas brasileiros no dia 10 de abril deste ano com a comédia Ele Não Está Tão a Fim de Você.
>> CINECLIK


ROBIN WOOD: HOMENS DE COLLANT

sábado | 28 | fevereiro | 2009

Cate Blanchett

Russell Crowe
Estamos prontos para ver Russell Crowe de collant verde? Eu estava preparando um outro post à altura de seguir a Oráculo, mas essa notícia era saborosa demais para resistir: Russell Crowe confirmou sua presença como Robin Hood no filme que Ridley Scott vem preparando há algum tempo. O projeto entrou em ritmo acelerado esta semana, com outro sim – o de  Cate Blanchett como Lady Marian.

A versão final do roteiro é de Brian Helgeland (Los Angeles Cidade Proibida, Sobre Meninos e Lobos), o orçamento é generoso – 130 milhões de dólares -, Brian Grazer é o produtor. O pedigree promete. As filmagens começam em abril na Grã Bretanha. O título provisório do projeto, Nottingham (como a floresta, o xerife, etc) vai mudar em breve.

Duas coisas a pensar. Ridley Scott gosta sobretudo de “criar mundos”; será interessante ver o que ele faz aqui, com esse conjunto de informações e mitos (possível referência: o que John Boorman fez com o ciclo arturiano em Excalibur). E o gênero arco-e-flecha, como disse abaixo nos comentários, há tempos precisa de uma repensada, uma atualizada. Que foi exatamente o que Scott fez com o gênero espada-e-sandália em Gladiador.

Esperem um Gladiador com arco e flecha. E, quem sabe, collants verdes.
>> UOL CINEMA – por Ana Maria Bahiana


MISTUREBA! A NOVA REVISTA VIRTUAL DO ZINE BRASIL

sábado | 28 | fevereiro | 2009

Conhecido por seu trabalho de divulgação especializado em Quadrinhos Brasileiros, o Estúdio Zine Brasil acaba de lançar a Revista Virtual Mistureba! Que apresenta três histórias em quadrinhos de diferentes artistas nacionais.

A Revista é uma criação da editora e roteirista pernambucana Michelle Ramos; e tem como objetivo quebrar as barreiras existentes entre as HQs nacionais e seus diversos estilos na produção de uma historia em quadrinhos, como o mangá, cotidiano urbano e super herói. A primeira edição foi desenvolvida com a colaboração de artistas nacionais como Rivaldo Barboza (ilustrador entrevistado), Gibs (roteiro e revisão), Marcos Teodoro (roteiro e desenho), Cassiano Sales (arte-final), Alexandre Santos (cores), e Assis Leite (cores).

A revista traz HQs, entrevista, resenha e um texto sobre os quatro anos do Zine Brasil, comemorado em Janeiro deste ano. É um total de 32 páginas, sendo 16 páginas coloridas.

Para adquirir a edição, que é gratuita basta clicar aqui.

 


MPE ABRE INQUÉRITO CONTRA MAURÍCIO DE SOUSA PRODUÇÕES POR PUBLICIDADE INFANTIL

sábado | 28 | fevereiro | 2009

A Promotoria de Justiça do Consumidor e a Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses Coletivos e Difusos da Infância e Juventude de São Paulo abriram um inquérito civil contra a empresa Maurício de Sousa Produções Ltda – responsável pelas revistas em quadrinhos da Turma da Mônica – por publicidade voltada a crianças.

No dia 5 de março de 2008, o “Projeto Criança e Consumo”, do Instituto Alana, enviou uma notificação sobre publicidade infantil à Maurício de Sousa Produções e à editora Panini, que publica as revistas em quadrinhos.

Segundo a entidade, a Panini reconheceu “a necessidade de preservação da infância contra os apelos publicitários”. No entanto, a Maurício de Sousa Produções não respondeu a solicitação, informou o Instituto Alana.

Por isso, foi apresentada uma denúncia ao Ministério Público do Estado de São Paulo em agosto do ano passado, o que gerou a abertura do inquérito. No documento, os promotores Paulo Sérgio Cornachionni e Laila Shukair entendem que a comunicação das revistas “tem-se valido de linguagens, personagens, imagens e outros elementos de comunicação altamente atrativos a esse público, para promover práticas publicitárias em suas publicações capazes de persuadir as crianças e explorar sua extrema vulnerabilidade e suscetibilidade aos apelos comerciais e publicitários”.

“Toda e qualquer comunicação mercadológica dirigida à criança, incluindo-se a publicidade, vale-se da própria ingenuidade e, portanto, deficiência de julgamento e experiência da criança, para seu sucesso, ou seja, para formar convencimento na criança no sentido de que consuma ou influencie o consumo de produtos e serviços”, diz ainda o texto do inquérito – que cita artigos da Constituição Federal, do Estatuto da Criança e do Adolescente, do Código de Defesa do Consumidor e do Código de Autorregulamentação do Conar.

Para Isabella Henriques, advogada e coordenadora geral do Criança e Consumo, “o argumento de que o produto depende de publicidade para manter a saúde financeira é frágil”, pois outras publicações do gênero da revistinha Turma da Mônica não têm publicidades voltadas ao público infantil no meio das histórias.

O Portal IMPRENSA entrou em contato com a assessoria de imprensa da Maurício de Sousa Produções Ltda.,  que informou que a empresa não foi notificada nem informada oficialmente sobre esse assunto.
>> Portal IMPRENSA


TURMA DA MÔNICA JOVEM #6: DOSES ALTAS DE FICÇÃO CIENTÍFICA

sábado | 28 | fevereiro | 2009

monica-jovem6Na sexta edição a revista da Turma da Mônica Jovem retoma o enrendo mais fantasioso, que tinha sido deixado de lado na quinta edição em prol das “aventuras do dia-a-dia”. Sinceramente, prefiro muito mais a Turma com histórias fantásticas do que com temáticas “teen”.

E a equipe criativa resolveu jogar alto: Em vez de histórinhas pés-no-chão a Turma foi pro espaço! Esse arco se passa em Marte e numa nave-cidade espacial. Aliás, acabei de lembrar, essa história é inspirada num antigo filme da Turma, de 1983, chamado “A princesa e o Robô“.  Eu não me lembro de ter visto esse filme, mas me lembreo vagamente daquele robôzinho que vem desenhado na parte de dentro da capa e da contracapa…

O enrendo possui uma boa dose de ficção-científica, bem acessível até mesmo aos leitores mais novos. Os elementos de sci-fi foram bem usados no universo da turma, e acredito que mesmo os fãs do gênero gostem dessa história.

Quero destacar a parte em que a Mônica protege a Xabéu. Tinha a impressão de que a qualquer quadrinho ela descobriria que tinha superpoderes que ficaram adormecidos até que ela crescesse ou então que ela queimaria o cosmo, seus cabelos ficariam loiros e ela soltaria um kamehame-ha e… chega, já viajei demais! Deu pra entender, essa parte da história ficou um pouco exagerada, mas não chega a comprometer.

E pra fechar quero só comemorar o fato do Franjinha, agora chamado de Franja, aparecer mais nas próximas edições. Eu gostava muito dele quando eu era criança, juntamente com o Bidu era um dos meus personagens coadjuvantes favoritos. Será que o imortal Bidu aparecerá? Aliás, quando é que o Chico Bento vai aparecer nas histórias da Turma da Mônica Jovem?
>> REVIEWS QUADRINHOS – por Rodrigo Galhano


BEOWULF

sábado | 28 | fevereiro | 2009

Para muita gente, a literatura termina com a queda do Império Romano e só renasce no século XII com os trovadores, a filosofia escolástica e os Romances franceses. No entanto, entre estes dois períodos decorreram sete séculos onde a Europa assistiu a mudanças profundas em todos os campos, sem esquecer, claro, a literatura. Ignorar trabalhos como os de Boécio, Bede, Gregório de Tours ou os Eddas e as sagas islandesas é um erro crasso. Beowulf faz parte deste lote.

A primeira referência ao poema que se conhece é a da sua existência na biblioteca de um respeitado académico do século XVI, Laurence Nowell. Entretanto o manuscrito mudou várias vezes de mãos e acabou por ser salvo de um incêndio no século XVIII, altura em que foi transcrito e publicado. Durante vários anos o interesse por Beowulf foi puramente académico e centrou-se principalmente na sua vertente linguística e não na literária. Ou seja, várias gerações de estudantes das universidades inglesas estudaram-no não pelo valor do poema, mas pela mistura de dialectos do anglo-saxão em que está escrito. A mudança chegou em 1936, curiosamente pela mão de um linguista. J. R. R. Tolkien, professor de anglo-saxão em Oxford, publicou um ensaio, Beowulf: the Monsters and the Critics, onde realçou que os elementos fantásticos do poema (dragões, monstros e outros seres sobrenaturais que são o centro da narrativa) não deviam ser encarados como brincadeiras de crianças, mas sim como características inerentes ao poema, frutos da imaginação de um (ou vários, a discussão é semelhante à de Homero) grande escritor. Assim, Beowulf merece ser lido como uma obra de arte e não apenas como um documento histórico ou linguístico. Desde então o poema tem obtido uma maior aprovação dos leitores, facilitada pelo grande número de traduções disponíveis, entre as quais se inclui esta de Seamus Heaney, poeta e Nobel da literatura em 1995.

Mesmo considerando o ensaio de Tolkien e a devoção de alguns dos seus mais fervorosos leitores (e é só fazer uma pesquisa na Internet para o confirmar), é preciso dar razão aos críticos em alguns pontos. O principal problema de Beowulf é, talvez, o facto de pouco acontecer na história – ou seja, o herói faz pouco mais do que matar monstros. Hércules e Teseu também combatem com seres sobrenaturais, mas muitas outras coisas acontecem nas suas vidas, para além dos combates com a Hidra ou Proscuto. Com Beowulf é diferente. O herói chega à Dinamarca para matar Grendel (um monstro), participa num banquete, mata a mãe de Grendel (num épico combate aquático) e volta à sua terra. Eventualmente acaba por subir ao trono, reina durante cinquenta anos (dos quais praticamente nada nos é dito) e morre a matar um dragão. Mas é talvez por esta monotonia aparente que o poema vale a pena. Como diz W. P. Ker, no seu The Dark Ages (New American Library, 1951), “Yet the three chief episodes are well wrought and well diversified; they are not repetitions, exactly; there is a change of temper between the wrestling with Grendel in the night at Heorot and the descent under the water to encounter Grendel’s Mother”. O autor consegue pegar nos clichés habituais das histórias épicas e de heróis e criar um poema coeso, que sobressai principalmente nos pequenos interlúdios entre cada combate. A humanidade e sinceridade das conversas entre o Beowulf e Hrothgar – o rei dos dinamarqueses –, a disputa com Unferth, que mais tarde ajuda o herói, ou os pequenos poemas e histórias que são cantados pelos bardos durante os banquetes, provam o poder do autor de Beowulf, não só como um compilador ou um narrador feitos épicos, mas também como um grande poeta e contador de histórias.
beowulf_first-page1Para além da questão do enredo, é importante discutir a realidade histórica de Beowulf, bem como uma curiosidade do poema (e que gera bastante discussão): o seu fundo cristão. São várias as referências à Bíblia (todas ao Antigo Testamento, o que não deixa de ser peculiar), o que levou alguns críticos a considerarem Beowulf como uma cristianização de mitos dinamarqueses pagãos (alguns críticos mais audazes chegaram mesmo a identificar o herói principal com Jesus Cristo). O mais provável é que a narrativa e as personagens provenham de um fundo histórico verdadeiro (muitas das personagens aparecem em várias sagas) e tenham sido aliadas a mitos escandinavos, como as referências a Siegfried – um herói em várias obras medievais alemãs e islandesas, bem como no Anel dos Nibelungos, de Wagner – ou os ritos fúnebres. Depois, foram provavelmente trazidas para as ilhas britânicas, onde passaram de boca em boca, sofrendo influências cristãs – mas nunca se tornando uma alegoria, um processo que não era comum na Idade Média. Algures entre os séculos VII e XI um (ou vários) poeta passou-o para o papel.

Penso que é importante perder algum tempo com a qualidade da tradução. Beowulf é hoje um texto canónico, sobejamente conhecido e comentado, pelo que a decisão do leitor vai passar não por uma alternativa, mas pela qualidade da tradução. Como referi, o poema está escrito em anglo-saxão, um estado primitivo da língua inglesa que, ao contrário do galaico-português, do italiano de Dante ou do alemão de Nibelungenlied, tem pouco ou nada a ver com o inglês moderno. Assim, Beowulf é hoje maioritariamente lido nas várias traduções existentes. Sendo um poema e ainda por cima escrito numa língua antiga, uma tradução envolve sérios problemas. A de Heaney é consistente e flui bem, principalmente para um poema. Mas para dar uma ideia, apresento uma tradução literal da abertura do poema e a de Heaney, para facilitar a comparação. O texto original diz:

Hwæt! Wē Gār‐Dena in geār‐dagum
þēod‐cyninga þrym gefrūnon,
hū þā æðelingas ellen fremedon.

É fácil notar que o poema não tem rima, mantendo o ritmo por aliteração. Para quem quiser constatar, deixo a nota de que o þ se lê como o th em think, ð como th em the e æ é pronunciado como o a em cat. O meu anglo-saxão é rudimentar, conhecendo apenas a gramática e algum vocabulário. Mas, tentando uma tradução literal do texto acima para português (a partir do glossário disponível em Beowulf: A Student Edition, Clarendon Press, 1994), ficaria qualquer coisa como:

Escutai! nós dos Dinamarqueses em tempos antigos
dos reis do povo ouvimos contar
como os príncipes bravos feitos fizeram.

É acima de tudo uma tentativa e ainda tem menos de poético do que de qualidade. A tradução de Seamus Heaney diz:

So. The Spear-Danes in days gone by
and the kings who ruled them had courage and greatness.
We have heard of those princes’ heroic campaigns.

Legível e poética, mas não totalmente fiel ao texto original – um pouco como o que fez Vasco Graça Moura com Dante e Rilke, mas com muito menos arcaísmos, o que facilita a leitura. Ainda assim, as dúvidas são fáceis de surgir, mesmo para quem não lê anglo-saxão. Afinal, o que quer dizer Hwæt? A tradução literal seria What. Mas em geral, tradutores ingleses utilizam Listen ou o arcaico Lo (e novamente estou a utilizar a informação disponível em Beowulf: A Student Edition). Eu optei por “Escutai”, Heaney por So. Segundo o próprio, “(…) in Hiberno-English Scullionspeak, the particle ‘so’ came naturally to the rescue, because in that idiom ‘so’ operates as an expression which obliterates all previous discourse and narrative, and at the same time functions as an exclamation calling for immediate attention. So, ‘so’ it was.” Tal como esta, a maioria das suas opções de tradução estão justificadas na longa introdução. Heaney tem ainda a particularidade de usar uma métrica diferente para alguns poemas e contos que intercalam a história original (o que não acontece no texto em anglo-saxão):

Hildeburh
had little cause
to credit the Jutes:
son and brother,
she lost them both
on the battlefield.

Infelizmente não existe qualquer tradução de Beowulf para português, talvez pela estranheza da língua ou pelo desinteresse habitual com que costuma ser olhada a literatura da Alta Idade Média. O mais parecido é uma tradução, publicada na Presença, do guião da adaptação para o cinema (e que tem pouco a ver com o original). É uma pena. Livros como Beowulf ou os Eddas são os pais de William Morris e avós de Tolkien e de toda a literatura fantástica, que tem hoje tanto sucesso junto do grande público, merecendo mesmo secções aparte nas grandes livrarias. Não os ler só pode ser uma desvantagem – tanto para os autores como para os leitores deste género. A edição que comentei apresenta o texto original em paralelo com a tradução (e, tanto quanto sei, é a única em que isso acontece) e pode ser facilmente adquirida online.
>> ORGIA LITERÁRIA – por João Pedro Ferrão

 

BEOWULF
Recriação em prosa do poema medieval inglês

beowulfO LIVRO EM PORTUGUÊS PELA EDITORA ARTES & OFÍCIOS

Primeiro poema épico da Europa ocidental, Beowulf é considerado, até hoje, uma das obras-primas da literatura inglesa. Escrito no dialeto anglo-saxão entre os anos 700 a 750 d.C., narra as aventuras do herói Beowulf, membro da tribo dos geats (localizada ao sul da Suécia), que, ao longo dos anos, expõe a sua vida para defender os valores da coragem e da lealdade, antecipando, assim, os rígidos códigos de honra que dominariam a Europa durante toda a Idade Média. Sua “gesta” heróica compõe-se de três desafios sangrentos, dos quais os dois primeiros ele buscará, apenas, como uma forma de satisfazer a sua sede de aventura, além de provar o valor do seu braço.

Um herói destemido o bastante para enfrentar três dos mais ferozes monstros criados pela imaginação humana em três duelos sucessivos e vertiginosos: eis o que o leitor encontrará nas páginas deste vibrante romance, adaptado do clássico poema medieval inglês Beowulf.

Considerado por J. R. R. Tolkien, e pela maioria dos amantes da literatura heróica, como uma das mais perfeitas e empolgantes criações do gênero, a saga de Beowulf, praticamente desconhecida no Brasil, vem sofrendo nos últimos anos uma revitalização intensa, graças a traduções e adaptações de todo o gênero, inclusive cinematográfica, com versão recente de grande sucesso já em cartaz nos cinemas de todo o Brasil.

BEOWULF
Tradução de Ary Gonçalves Galvão

Beowulf (Hucitec, 150 págs.) é o mais antigo poema épico anônimo das línguas modernas da Europa. Seu enredo baseia-se em material folclórico de diversas origens, mas a visão primordial é a de uma sociedade anglo-saxônica cristalizada dos fins do século VIII. O poeta era cristão mas não havia esquecido ainda as lendas e os mitos do passado; seu mundo é o da vida palaciana, das cortes, dos grandes cavaleiros e guerreiros com suas leis e códigos rígidos de lealdade irrestrita à figura semidivina do rei que protegia seus cavaleiros, os quais, em troca, lutavam e morriam por seu suserano.


O VIGILANTE RODOVIÁRIO: OS BASTIDORES DA PRODUÇÃO

sexta-feira | 27 | fevereiro | 2009

O ator Carlos Miranda, intérprete do personagem Vigilante Rodoviário acaba de lançar seu livro de memórias. Sob o título de “Inspetor Carlos – O Eterno Vigilante”, ele apresenta pela primeira vez detalhes sobre a produção desta série que marcou os anos 60.

Idealizado em 1964, o livro levou mais de 40 anos para chegar ao público. O texto traz curiosidades, informações e histórias que cercaram a produção da série e as filmagens dos episódios. Também traz várias fotos da carreira de Miranda, além de um depoimento de Luis Celso Afonso, filho do adestrador e dono do cão Lobo.

O livro não está sendo distribuído em livrarias. Carlos Miranda não conseguiu que uma editora publicasse sua obra. Assim, com o apoio da Fani Metais Sanitários e do Grande Hotel Prata, Carlos bancou a publicação e está disponibilizando exemplares para a venda no valor de R$30,00, através de pedidos que podem ser feitos pelo seu e-mail: vigilantecarlosmiranda@uol.com.br.

Criada por Ary Fernandes, a série foi produzida entre 1961/62, com um total de 38 episódios. O Vigilante Rodoviário apresentava o Vigilante Carlos e seu cão Lobo patrulhando as rodovias brasileiras e resolvendo vários casos, seja a bordo do seu Simca Chambord ou de sua Harley Davidson. Patrocinada na época pela Nestlé, a série foi cancelada quando a diretoria da empresa mudou.
>> RETRO TV – por Fernanda Furquim


STARGATE UNIVERSE: NOVOS ATORES SÃO ANUNCIADOS

sexta-feira | 27 | fevereiro | 2009
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Lou Diamond Phillips e Ming-Na

Os atores Lou Diamond Phillips, Ming-Na, Elyse Levesque e Alaina Huffman foram anunciados para a série Stargate Universe.

Os quatro se juntarão aos atores Robert Carlyle, Justin Louis, David Blue, Jamil Walker Smith e Brian J. Smith na série, que começará a ser gravada na próxima semana em Vancouver.

Lou Diamond Phillips será o Cel. Telford, um militar de longa data e líder da expedição. Ming-Na fará Camile Wray, uma executive de recursos humanos do comitê internacional que supervisiona o programa Stargate. Elyse Levesque interpretará Chloe Armstrong, filha de um senador americano, e Alaina Huffman será Tamara Johansen, uma médica de campo especialista em ferimentos de batalha.

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A franquia Stargate teve início com um filme para os cinemas de mesmo nome em 1994. No filme, um portal estelar é descoberto em escavações no Egito, Com a descoberta deste Stargate, vem também a revelação de que os deuses egípcios eram na verdade alienígenas

Em 1997 estreou a série Stargate SG-1, retomando a aventura após os acontecimentos do filme, agora mostrando a principal de várias equipes que exploram diversos planetas através do Stargate. Conquistando vários amigos e ainda mais inimigos, a aquipe logo descobre que a Terra ainda é ameaçada por diversas raças alienígenas e que não só os deuses egípcios têm origens extraterrestres.

A série foi um grande sucesso, tendo durado 10 temporadas, além do spin-off Stargate Atlantis, que estreou em 2004 e durou cinco temporadas. A trama de Stargate SG-1 foi concluída em dois filmes lançados diretamente em DVD. Em 2009 chega a vez de uma terceira série, Stargate Universe.

Universe trará uma equipe de viajantes tripulando a recém-descoberta nave Destiny, que possui programação própria e levará seus tripulantes para cantos diversos do universo.
>> HQ MANIACS – por Willian Matos


THE BOOK OF ELI: SAI A PRIMEIRA FOTO DO THRILLER APOCALÍTICO

sexta-feira | 27 | fevereiro | 2009
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Denzel Washington é reencarnação do Will Smith de Eu sou a Lenda?    

O novo filme dos diretores gêmeos Allen e Albert Hughes (Do Inferno), The Book of Eli, ganhou a sua primeira fotografia. Veja na galeria Denzel Washington com seu modelito para o verão pós-apocalíptico. Não, não é uma imagem tirada de Eu sou a Lenda.

Gary Oldman, Mila Kunis e Ray Stevenson também estão no thriller. Washington fará Eli, um herói solitário que combate nos EUA para trazer à sociedade o conhecimento que pode ajudá-la a alcançar a redenção. Oldman faz o déspota de uma cidadela improvisada que planeja se apoderar do tal livro de Eli, que contém a chave que pode salvar a todos. Stevenson é o assassino despachado para caçar o herói.

O roteiro é de autoria de Gary Whitta. A produção é de Joel Silver e de Washington. O filme sai em 15 de janeiro de 2010 nos EUA. No Brasil, em 2 de abril do ano que vem
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


“HISTÓRIA SEM FIM” GANHA REFILMAGEM

sexta-feira | 27 | fevereiro | 2009

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Mais um clássico do passado será repaginado nos cinemas. De acordo com o site norte-americano The Hollywood Reporter, A História Sem Fim vai ganhar uma nova versão cinematográfica produzida pela Warner Brothers.

Segundo o site, o estúdio adquiriu os direitos sobre a história, e está se preparando para dar andamento à produção. Ainda não há diretor anunciado. O novo filme vai abordar aspectos da história que receberam pouco destaque na versão original, lançada em 1984 e dirigida por Wolfgang Petersen.

A História Sem Fim é baseada no livro do autor alemão Michael Ende, publicado em 1979. O personagem principal é o jovem Bastian Balthazar Bux, que rouba um livro intitulado A História Sem Fim de uma livraria. À medida que lê, Bastian se envolve cada vez mais com a história, acabando por entrar em um mundo paralelo, chamado Fantasia.
>> HQ MANIACS – por Andréa Pereira


WILL EISNER DE VOLTA AOS PALCOS PAULISTANOS

sexta-feira | 27 | fevereiro | 2009

eisner_avenida-dropsiea1O teatro Popular do SESI recebe de volta a peça Avenida Dropsie, baseada na obra do genial quadrinhista Will Eisner, como parte da mostra comemorativa dos 15 anos da Sutil Companhia de Teatro, que traz também outros dois espetáculos, Thom Pain/Lady Grey e Não Sobre o Amor, escolhidos entre as 24 já encenadas pelo grupo curitibano.

A peça foi montada originalmente em 2005, mesmo ano da morte de Eisner, e na época recebeu quatro indicações ao prêmio Shell (a mais importante premiação do teatro brasileiro), além de elogios entusiasmados da imprensa especializada.

Avenida Dropsie, a graphic novel, é de 1995 (por aqui chegou só em 2004) e conta a ascensão, declínio e reconstrução de uma vizinhança do sul do Bronx, desde a chegada das primeiras famílias holandesas, que em 1870 se instalaram em pequenas fazendas, até a demolição dos prédios cem anos depois, que dão lugar a um condomínio residencial para a classe média. Nesse meio tempo, a chegada de levas de imigrantes europeus e de migrantes negros, o surgimento de cortiços, a decadência do bairro e o aumento da criminalidade.

Avenida Dropsie, a peça, apesar do nome, é baseada em toda obra madura de Eisner e apresenta também cenas de Contrato com Deus, Pequenos Milagres e outras HQs.

O cenário do espetáculo é um impressionante edifício construído por Daniela Thomas em cujas janelas, portas e calçada se desenrolam as várias histórias, melancólicas e engraçadas ao mesmo tempo.

O uso da tecnologia, aliás, é fundamental para dar vida aos dramas urbanos: é através de uma tela transparente, na frente do palco, que são projetados balões de pensamento, que fazem com que os atores se tornem praticamente personagens dos quadrinhos. Também parecem flutuar na tela os textos em que Will Eisner reflete sobre a vida nas grandes cidades, simultaneamente lidos na voz paternal de Gianfrancesco Guarnieri.

Mais do que simplesmente retirar trechos das graphic novels, a Sutil Companhia soube compreender o espírito da obra de Eisner. Não se vê o uso de cores quentes, nem no figurino nem no cenário, tudo tende aos tons pastéis, o que remete a sépia usada pelo desenhista norte-americano e também imprime um ar ainda mais melancólico e nostálgico às histórias contadas. E é no momento mais impressionante da peça, quando literalmente chove no palco, que isto fica claro: debaixo de um aguaceiro inacreditável vemos uma correria de pessoas, uns apaixonados, outros com o coração partido, uns sorrindo, outros chorando, quase todos alheios ao temporal, porque vivem um momento único em suas vidas.

Como diz a Sra. Rowena, personagem que está na graphic novel, mas não na peça, “no final, prédios são apenas prédios. São as pessoas que fazem uma vizinhança”.

As próximas apresentações de Avenida Dropsie ocorrem nos dias 1, 11,15, 20 de março a 05 de abril, sempre às 20h. Às quartas-feiras, as sessões são gratuitas e nos demais dias os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). O Teatro Popular do Sesi fica na Avenida Paulista, 1313, próximo ao Metrô Trianon- Masp.

A peça não é recomendada para menores de 14 anos. Informações pelo telefone 0XX-11-3146-7405/7406 ou no site do Sesi.
>> UNIVERSO HQ – por Adilson Thieghi


OS FILMES LIVE-ACTION ESQUECIDOS DE DISNEY

sexta-feira | 27 | fevereiro | 2009

renegadesaQue há inúmeros filmes live-action (de ação real) da Disney obscuros não é surpresa para ninguém. Mas é incrível o que se descobre aos poucos. O blog Cartoon Brew publicou um post sobre filmes adquiridos pela então nova distribuidora Buena Vista no fim da década de 1950. São filmes dirigidos por talentos como Sidney Lumet, Frank Borzage e Michael Curtiz, e estrelados por Henry Fonda, Alan Ladd e Lee Marvin.

Cansado da dependência com a distribuição da RKO, Walt Disney decidiu controlar seu próprio destino em Hollywood criando a Buena Vista, que foi lançada em grande estilo com a produção de “20 Mil Léguas Submarinas” em 1954, seguida por grandes produções em animação como “A Dama e o Vagabundo” (1955) e “A Bela Adormecida” (1959) e produções menores como westerns e os documentários sobre a natureza da série True-Life Adventures.

Sem tantos filmes para deixar sua equipe ocupada, Disney adquiriu seis produções externas para serem distribuídas pela Buena Vista entre 1957 e 1959. Não se sabe se a Disney ainda possui direitos sobre os filmes, mas o fato é que não existe registro sobre esses dados em nenhum livro sobre a história do estúdio. Através dos comentários no blog, é possível conferir a dica de um livro sobre a Sociedade dos Produtores Independentes (Hollywood Renegades) que parece muito interessante. Os seis filmes listados no blog são os seguintes:

If All The Guys In the World (released April 1957) D: Christian-Jaque. An optimistic French film about how the world comes together to save twelve poisoned fishermen.

The Story of Vickie (released January 1958) D: Ernst Marischka. Starring Romy Schneider. Filmed in Vienna, it’s the story of Queen Victoria.

The Missouri Traveler (released March 1958) D: Jerry Hopper. Brandon DeWilde and Lee Marvin star in this film about a runaway orphan and the townspeople he affects.

Stage Struck (released April 1958) D: Sidney Lumet. Starring Henry Fonda and Susan Strasberg, about a young girl coming to New York to become an actress (this was one of last films produced by RKO, ironically it ended up being distributed by Disney).

Proud Rebel (released May 1958) D: Michael Curtiz. Starring Alan Ladd and Olivia DeHaviland, the story is about a western doctor trying to find a cure for his mute son.

The Big Fisherman (released October 1959) D: Frank Borzage. This was a big budget wide-screen Biblical epic starring Howard Keel as the Apostle Simon Peter.

Disney reorganiza parques temáticos e prevê demissões

Os dirigentes do setor de parques temáticos da Walt Disney anunciaram nesta quarta-feira (18) um plano de reestruturação que prevê demissões, mas evitaram citar números. Trata-se de “simplificar a estrutura operacional, melhorar o processo de tomada de decisões e eliminar as redundâncias”, explicou o grupo em um comunicado.

“Estas mudanças são indispensáveis para conservar nossa posição de líderes no turismo mundial familiar, e refletem a atual realidade econômica”, explicou Jay Rasula, presidente da Walt Disney Parks and Resorts.

O plano prevê a fusão de certas operações de gestão da Disneylândia, na Califórnia, e do Walt Disney World, na Flórida. “As mudanças de organização exigem decisões difíceis, como a eliminação de certas funções”, destacou Rasulo.

A Disney destaca que a reorganização terá efeito imediato, após uma queda nas visitas aos parques no final do ano passado, devido à crise econômica mundial.
>> ANIMATION-ANIMAGIC – por France Presse


APÓS OVERMAN, LAERTE DESISTE DE PERSONAGENS

sexta-feira | 27 | fevereiro | 2009
Overman o mito CAPA

A Devir lançou um álbum só com tiras do Overman, o super-herói criado pelo Laerte. Abrutalhado e meio trapalhão, ele divide um quarto de pensão com o amigo Ésquilo, que sempre manda mal. Antes que me corrijam, o nome é esse mesmo, como explica o próprio autor: “Ésquilo é um nome grego, que chegou até nós como proparoxítono – leva acento”.

O livro revela inclusive a história da criação do personagem, tudo inventado pelo artista. Quem acompanhava os Piratas do Tietê, já deve ter reparado que o Batman, por exemplo, já foi zoado nas histórias do Laerte. “Sempre gostei de super-heróis. Criei Overman para inserir um deles no universo do meu humor, não para “sacaneá-lo”. Não sei muito bem o que seja “sacanear”, neste sentido”.

Curiosamente, numa passagem do livro, Overman vira barata e, no meio dos insetos, brincam que ele saiu do armário. Mas o autor afirma que ele não é gay. “Como qualquer pessoa, ele – principalmente às sexta feiras – vai a todas as lutas. Mas ele não tem um caso com o Ésquilo”.

Overman tira mais homem
Overman sexo tira

Os fãs devem comprar este livro pois o próprio quadrinista revelou a este blogueiro uma notícia bombástica: “Eu não faço mais histórias com personagens. Fico pensando mais ou menos o tempo inteiro em problemas envolvidos pelas histórias, e isso produz idéias – umas ruins, outras melhorzinhas. Eu parei de trabalhar com personagens, só isso. Qualquer personagem: Overman, Gatos, Síndico, Zelador, Capitão dos piratas, Fagundes… Tudo isso é passado na minha rotina de trabalho. Não há histórias novas”.
>> JORNAL DO BRASIL – por Pedro de Luna

Laerte autocaricatura

BUCK ROGERS: DYNAMITE ENTERTAINMENT LANCARÁ REVISTA

sexta-feira | 27 | fevereiro | 2009

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Como já havíamos anunciado, a Dynamite Entertainment vai lançar uma nova revista com Buck Rogers.

A editora lançará a edição #0 em maio, com preço de apenas 25 centavos de dólar. O texto será de Scott Beatty e a arte de Carlos Rafael. As capas serão de John Cassaday e Alex Ross fará uma versão alternativa para Buck Rogers #1.

Buck Rogers #0 terá uma aventura de 12 páginas e a série normal terá 32 páginas (incluindo propagandas).

Criado por Philip Francis Nowlan em 1928, Buck Rogers foi o primeiro personagem de ficção científica dos quadrinhos e suas tiras começaram a ser publicadas nos jornais em 7 de janeiro de 1929, curiosamente a mesma data da estreia de Tarzan nas HQs.

Para quem se interessa por esta fase antiga do personagem, a Hermes Press está republicando as tiras clássicas em volumes horizontais de mais de 330 páginas.

O primeiro volume das tiras clássicas de Buck Rogers saiu em setembro de 2008 e o segundo está programado para fevereiro deste ano.
>> UNIVERSO HQ – por Sérgio Codespoti


QUADRINHOS COMO EXTENSÕES DO HOMEM

sexta-feira | 27 | fevereiro | 2009
Marshall McLuhan: O meio é a mensagem

Marshall McLuhan: “O meio é a mensagem”

Em 1964, Marshall McLuhan lançava o livro Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem (Understanding Media: the Extensions of Man). Suas teorias foram revolucionárias para a Teoria da Comunicação por postular, entre outras idéias, que o meio de comunicação não apenas conduz a mensagem, mas que o meio é a mensagem. Segundo McLuhan, os meios não condicionam seu público pelo que informam, mas pela maneira como informam. A mudança de percepção ocorre devido ao meio e não ao seu conteúdo.

Seguindo esse raciocínio, o teórico dividiu os meios de comunicação em mídias “quentes” e “frias”, de acordo com as fases quentes e frias do jazz. As mídias quentes, como fotografia e cinema, são menos interativas e mais diretas; permitindo que a audiência seja passiva em relação a elas. As mídias frias, por outro lado, requerem mais participação por parte de sua audiência e, por isso, são mais interativas. Os quadrinhos são uma mídia fria porque “o observador, ou o leitor, é compelido a participar completando e interpretando as poucas pistas deixadas nas entrelinhas”. É a idéia da sarjeta de Scott McCloud que retorna aqui, os espaços em brancos entre quadros nos quais o leitor de quadrinhos deve depositar sua imaginação para que a história faça sentido.

MAD: tão envolvente quanto um anúncio publicitário
MAD: tão envolvente quanto um anúncio publicitário

Marshall McLuhan dedica um capítulo de seu livro às histórias em quadrinhos, em especial à revista MAD. O autor diz que as histórias em quadrinhos foram substituídas pela televisão e que histórias como Ferdinando, de Al Capp perderam sua audiência por causa deste advento. Sobraria para a revista MAD encantar as crianças e os adolescentes americanos criando um envolvimento tal que, segundo o autor, é semelhante aos dos anúncios publicitários. O teórico também estabelece uma comparação entre as HQs e a televisão, pois para ele, as duas são mídias frias: “As histórias em quadrinhos, apresentando baixa definição, possuem uma forma de expressão altamente participante, perfeitamente adaptada à forma do mosaico do jornal. Dão também um sentido de continuidade de um dia para o outro. Também as notícias sobre pessoas são de baixo teor informacional e por isso convidam a que o leitor as preencha, exatamente como acontece com a imagem da televisão e a radiofoto”.

Diz McLuhan ao final de seu capítulo sobre os quadrinhos: “A era pictórica do consumo está morta. Sobre nós vem a era icônica”. Os personagens de quadrinhos deixaram há muitos anos de ser apenas figuras para tornarem-se ícones. Seu papel como garotos-propaganda já foi comprovado e também já foi comprovado que o estímulo que leva uma pessoa a comprar uma revista é o mesmo que a leva a comprar um alimento ou um brinquedo com as cores e o nome de seu personagem de quadrinhos. O consumidor não leva pra casa o objeto de consumo, mas o personagem inserido nele. De forma semelhante trabalham as marcas quando o consumidor compra um produto sem levar em conta seus benefícios, mas o símbolo que está gravado nele.

Apreensão Cognitiva, um pacto entre o autor e o leitor.
Apreensão Cognitiva, um pacto entre o autor e o leitor.

Segundo McCloud, os quadrinhos fazem uso extensivo de ícones para representar objetos, ações, entidades, idéias. São representações icônicas do mundo. Tudo isso graças à apreensão cognitiva, conforme explica Wellington Srbek em seu livro Um Mundo em Quadrinhos: “Seu figurativismo é um elemento essencial para a assimilação de uma história em quadrinhos. (…) O caráter icônico das imagens dos quadrinhos assegura um limite básico de coincidência entre as intenções do autor e a interpretação do leitor”.

Esse limite básico de coincidência é o que torna a mídia dos quadrinhos interativa. É o “pacto” estabelecido entre leitor e autor que permite uma leitura subliminar dos quadrinhos e através do qual as possibilidades comunicativas à disposição de um autor de quadrinhos tornam-se virtualmente ilimitadas, tornando as histórias em quadrinhos uma extensão de quem as produz e de quem as lê.
>> SPLAH PAGES – por Guilherme Smee


PHILIP JOSÉ FARMER: MORRE AOS 91 ANOS UM DOS MAIORES AUTORES DE FICÇÃO CIENTÍFICA

quinta-feira | 26 | fevereiro | 2009

O escritor americano Philip José Farmer, considerado o primeiro a falar de sexo em contos e romances de ficção científica, morreu hoje aos 91 anos enquanto dormia, informou a rede de televisão “CNN”.

Famoso no mundo literário por obras como “O Planeta do Rio”,”‘Os Amantes do Ano 3050″ e “Além do Inferno”, Farmer mudou a cara da ficção científica com seu trabalho, segundo Joe Lansdale, crítico, escritor e amigo do romancista.

“Foi um dia triste. Estamos tentando conter nossas emoções”, disse à editora “Subterranean”, que publicou a maioria de suas obras, ao informar sobre a morte do escritor em seu site internet.

O autor, cujo último romance publicado foi “The City Beyond Play” (e coescrito por Danny Adams), em 2007, tratou o tema do sexo em suas obras de forma séria, afirmou Jonathan Strahan, editor e crítico da revista “Locus”.

“Não era pornografia. Era a sexualidade do povo contada de maneira interessante e inteligente”, assinalou.
>> FOLHA DE SÃO PAULO – por Efe, em Washington


“ASSOCIAÇÃO JUDAICA DE POLICIA”: HISTÓRIA ALTERNATIVA E A REINVENÇÃO DO ROMANCE POLICIAL

quinta-feira | 26 | fevereiro | 2009

Com Associação Judaica de Polícia, Michael Chabon
propõe um thriller noir sobre a vinda do Messias

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HISTÓRIA ALTERNATIVA: Michael Chabon apresenta gangues de judeus ortodoxos e um possível Messias viciado em heroína.

Dois mitos perigosos para sustentar: o Fim do Romance e a Volta do Messias. Ambos os eixos se cruzam em Associação Judaica de Polícia, de Michael Chabon. O segundo eixo, na verdade, derruba o primeiro – o mito judaico é responsável pela engraçadíssima conspiração em busca da Terra Prometida, aqui em criativo registro: um romance policial que se passa em um universo alternativo. Os profetas preguiçosos que proclamam que o fim do romance está próximo não vão gostar nada desse livro, que se lê com enorme prazer – tanto pela inventividade da linguagem quanto pela segura condução da narrativa.

O tal universo alternativo é o Alasca, Estado que, no livro de Chabon, abriga milhões de chosen frozen (“eleitos congelados”). A idéia de um mundo paralelo, em que a narrativa toma uma espécie de atalho literário da História, não é nova – lembre-se do fabuloso O Homem do Castelo Alto, romance de Philip K. Dick em que os EUA perderam a guerra e foram divididos entre Japão e Alemanha. Mas, neste quinto romance, o superpremiado autor de As Incríveis Aventuras de Kavalier &; Clay retoma o conceito com graça e fantasia – e, numa época em que o mundo se pergunta por que Israel se tornou um país tão ferozmente beligerante, o livro fornece iluminações preciosas.

A premissa: em 1948, os judeus perdem a guerra da independência de Israel e são forçados a aceitar um asilo temporário no Alasca concedido pelo presidente Roosevelt. A proposta existiu de fato, mas sua votação no Congresso nunca aconteceu. Entretanto, a idéia de fornecer um território exclusivo para judeus reapareceu algumas vezes no século 20. Os japoneses tentaram atrair os barbudos – e suas economias – no Fugu Plan (“fugu” é o nome de um tempero que, mal cozinhado, pode se transformar em veneno). Churchill lhes ofereceu um pedaço do atual Quênia, oferta recusada. Stálin destinou aos judeus russos um território autônomo entre a Sibéria e a China. Mesmo os nazistas, antes de optar pela inominável Solução Final, planejaram deportar os judeus para a ilha de Madagáscar, então possessão da França, invadida pela Alemanha. Tudo isso entre os anos 30 e 40 – para usar o refrão de AJP, “uma época estranha para ser judeu”.

Chabon, nascido há 47 anos em uma família judaica de Washington D.C., situa seus personagens em Sitka, cidade da Baía do Alasca. Eles são agora quase 4 milhões; porém, depois de terem se confrontado – ou mesmo se aculturado – com os tlingit locais, os chosen frozen são ameaçados pela “reversão”: momento em que, conforme estipulado 60 anos antes, os EUA os forçam a sair de seu provisório território. Uns planejam ir à Palestina, outros a Madagáscar; outros, a pegar em armas. Nesse clima de Juízo Final, Chabon chega ao requinte de criar um dialeto que flexiona palavras hebraicas com sonoridades do iídiche e do inglês. Assim, piece (pedaço em inglês) no jargão noir significa arma; mas a palavra lembra a homófona peace (paz) – logo, na imaginária colônia judaica, políciais, ladrões e gângsteres chamam suas armas de… shalom. A tradução do livro para português, a cargo de Luiz A. de Araújo, é certamente feliz ao escolher não traduzir esse e outros termos, reservando-se o direito de manter no português brasileiro (em AJP os americanos não falam inglês, mas “americano”) gírias e expressões bizarras inventadas por Chabon. O resultado é tão saboroso quanto um repolho recheado – iguaria adorada pelo protagonista, Meyer Landsmann.

A linguagem, conforme dito, é o ponto alto do romance, e a imagem, seu prato principal. Chabon é um alucinado por descrições, o que faz de AJP um livro eminentemente visual. Ao contrário dos pouco imaginativos preciosistas do realismo, que defendem um texto isento, concreto, de adjetivos restritos, prático ao extremo – o legado de autores hardboiled como Dashiell Hammett -, Chabon detona a escrita noir com uma verdadeira festa da linguagem. Muito do encanto do livro está no esplêndido uso da metáfora, da analogia e da comparação. O famoso mandamento chekhoviano “Se você mostra uma arma no início de uma narrativa, no fim tem de dispará-la” é solenemente jogado no lixo por Chabon, que atira tantas pistas falsas pelo livro quanto Super Mario joga cascas de banana fugindo numa moto em alta velocidade.

Exemplos: “o prédio tem o charme de um desumidificador”, “ele jogava xadrez como um sujeito com dor de dente, hemorróidas e gases”, “gingando feito um ursinho cujos donos cruéis o obrigam a executar proezas aviltantes”, “os olhos lembram o lado convexo de duas colheres”, “a cabeça se assenta na garganta venada feito um parasita forasteiro a lhe devorar o corpo”, “um alfabeto de homens espalhados numa página verde”, “barulho como de ossos num balde”, “um céu que é como um mosaico feito de cacos de mil espelhos, cada qual de um tom diferente de cinza”.

Mas, a história. Landsmann, detetive durão e endurecido pela depressão e pelo álcool (clichê), um órfão de pai suicida que perdeu a irmã aviadora num acidente e a mulher por causa de um aborto (nem tão clichê), fica obcecado pelo assassinato de Mendel Shpilman, um enxadrista heroinômano, no mesmo hotel em que vive (nada clichê), que descobre ser nada menos que o Tzaddik Ha Dor (o “justo de sua geração”, a/k/a O Messias; ok, esqueçamos os clichês). Seu parceiro é o ameaçador Berko Hertz, um gigantesco mestiço de judeu e tlingit; sua ex-mulher, a irônica Bina Gelbfish, retorna como sua chefe na delegacia de Sitka e o proíbe de investigar o homicídio. É a senha para o sarcástico Landsmann se obstinar a desvendar uma conspiração em que não faltam gangues de hassídicos (os “urubus”), clínicas de reabilitação clandestinas, fanáticos por xadrez, túneis misteriosos, vacas maquiadas, rosquinhas filipinas e muita tensão sexual entre Landsmann e Bina. Tudo isso temperado com diálogos espirituosos muitos graus abaixo de zero.

Outro mito certamente repelido por este romance é o de que bons livros nunca dão bons filmes. AJP está sendo adaptado pelos irmãos Coen, que, com a recriação do romance de Cormac MacCarthy, Onde os Fracos Não Têm Vez, já haviam soterrado esse lugar-comum. Ou seja, certamente vão produzir outro grande filme (bom lembrar que Chabon já teve seu Garotos Incríveis brilhantemente filmado por Curtis Hanson). Sem querer dirigir sua leitura, o livro se torna muito visível se a gente se lembra do nevado Fargo e põe Frances Macdormand no lugar de Bina, John Turturro no de Landsmann, John Candy no de Berko… Enquanto o filme não estréia, sugiro a leitura de Chabon. Quem não gostar, que continue à espera do Messias dos romances, gelado feito um picolé.
>> O ESTADO DE SÃO PAULO – por Ronaldo Bressane


“HOMEM-ARANHA” VAI ESTREAR NOS PALCOS DA BROADWAY EM 2010

quinta-feira | 26 | fevereiro | 2009

Musical vai contar com músicas de Bono e The Edge, do U2.
Pré-estreia acontecerá em 16 de fevereiro de 2010.

Após dominar os gibis e as telonas do cinema, o ‘amigo da vizinhança’ vai estar, literalmente, na vizinhança de Nova York. ‘Homem-Aranha’ vai estrear nos palcos da Broadway em 18 de fevereiro de 2010., no Teatro Hilton. A pré-estreia está marcada para dois dias antes.

Produtores disseram que o musical, dirigido por Julie Taymor, terá músicas de dois integrantes da banda irlandesa U2: Bono e The Edge. 

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Os músicos Bono, The Edge e a diretora Julie Taymor, juntos no musical ‘Homem-Aranha’ (Foto: AP/Arquivo)

Taymor já fez outros musicais, principalmente da Disney, como o ‘Rei Leão’.

Para o papel de Peter Parker, os produtores buscam “um homem entre 16 e 20 anos, com uma ótima voz de roqueiro, nerd, com pouca sensualidade e bom senso de humor”.

Já para interpretar a mocinha Mary Jane, buscam uma atriz “entre 16 e 20 anos, de beleza comum, com voz forte para o pop/rock”.
>> G1 – por Associated Press


THOR: FILME TEM NOVA DATA PARA ENTRAR EM CARTAZ

quinta-feira | 26 | fevereiro | 2009

Estreia foi adiada em pouco mais de um mês

Em seu relatório trimestral aos acionistas, a Marvel Entertainment atualizou a data de lançamento de Thor, filme que Kenneth Branagh dirigirá para a empresa.

A estreia era prevista para 4 de junho de 2010, mas foi adiada em pouco mais de um mês, passando para 16 de julho de 2010. A distribuição mundial é da Paramount Pictures.
>> OMELETE – por Érico Borgo


CREPÚSCULO X HARRY POTTER: PARALELOS

quarta-feira | 25 | fevereiro | 2009

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Caninos contra varinhas

Séries de romances infanto-juvenis que viraram fenômenos editoriais para depois mudarem para tela grande e virarem arrasa-quarteirões de bilheterias. E para aumentar ainda mais os paralelos, os dois abusam da fantasia e do extraordinário para cativar seus fãs: de um lado, vampiros, e do outro, bruxos. Mas não só de semelhanças vivem as séries literárias Crepúsculo e Harry Potter. Veja porquê:

– AUTORAS

Crepúsculo

Stephenie Meyer é americana, nasceu em Phoenix, Arizona, em 1973, e se formou em Inglês em 1995. A idéia para seu primeiro romance surgiu em um sonho, no qual uma menina mortal se apaixonava por um vampiro. Esse pequeno pedaço de criatividade onírica acabou se tornando uma história completa e deu a Stephenie um contrato de três anos com a editora Little, Brown and Company, que lançou seu livro em 2005. Crepúsculo acabou dando origem a mais três seqüências literárias: Lua Nova, Eclipse e Amanhecer. A série vendeu mais de 25 milhões de cópias pelo mundo, com um total de 37 traduções para outras línguas.

Harry Potter

J.K. Rowling com certeza ganha de Stephenie no quesito poder e fama. Nascida em Yate, Inglaterra, Rowling conquistou o mundo e adolescentes apenas com um personagem: o bruxo Harry Potter. Suas idéias surgiram em rabiscos feitos em guardanapos enquanto enfrentava problemas financeiros. Sua primeira cópia de Harry Potter e a Pedra Filosofal foi toda digitada em uma máquina de escrever velha. Hoje dinheiro não é mais um problema. O Sunday Rich List estimou a fortuna da autora em 560 milhões de libras. Sua série foi traduzida em 65 línguas e vendeu mais de 400 milhões de cópias.

– HISTÓRIA

Crepúsculo

A série vampírica narra a história da adolescente Isabella Swan – mais conhecida como Bella – que se muda para a pequena e fria cidade de Forks, Washington. Sua primeira paixonite aguda é com o jovem vampiro Edward Cullen. Sim, um vampiro. Obviamente esse amor não passa desapercebido para outro grupo de chupadores de sangue que fazem de tudo dar um golinho no pescoço de Bella. Os livros seguintes desenvolvem o relacionamento do casal, que [spoiler] chegam a se casar e ter um rebento dentucinho [spoiler]. A trama estourou com o público feminino e adolescente que acabou se identificando com a narrativa melosa e romântica contada do ponto de vista de sua protagonista.

Harry Potter

Aqui tiramos os vampiros e jogamos bruxos, magia, criaturas mágicas e um menino com uma cicatriz de trovão na testa que descobre fazer parte desse mundo misterioso. A série Harry Potter constrói uma mitologia bem mais elaborada e pessoal que a série Crepúsculo – que utiliza os elementos já conhecidos do vampiro como base. Harry, o bruxinho protagonista em questão, acaba descobrindo em cada um dos livros mais desse mundo mágico e mais do seu passado, que envolve o assassinato brutal de seus pais por um terrível vilão chamado Voldemort. A série se encerrou em seu sétimo livro e tem um público bem mais amplo que Crepúsculo: crianças, adultos, adolescentes, mulheres, homens e até alguns gatos, sapos e corujas.

– PROTAGONISTAS

Crepúsculo

Toda melosidade da série não podia se privar de seu casal protagonista Bella e Edward. Todos os outros personagens, incluindo os inimigos vampirescos acabam perdendo a importância com todo ao amor que transborda das páginas.

Harry Potter

Apesar de ter Harry como protagonista, a série também tenta se aprofundar na vida de seus principais amigos: Rony Weasley, o ruivo, atrapalhado e não tão afortunado financeiramente companheiro para todas e Hermione Granger, a CDF mágica e insipiente feminista com alguns problemas com autoridade.

– CINEMA

Crepúsculo

A série de livros fez sua estréia nos cinemas em novembro nos Estado Unidos e chega em terras brasileiras no dia 19 (vulgo, amanhã) e já está sendo um fenômeno de bilheteria. Em seu final de semana de estréia arrecadou 69,6 milhões de dólares. Nos papéis de Bella e Edward os relativamente desconhecidos Kristen Stewart e Robert Pattinson que foram elevados a celebridades teens da noite para o dia, com Pattison virando um sex symbol para garotas adolescentes – e alguns garotos – espalhados por todo o mundo. Catherine Hardwicke ficou com a direção. A seqüência para o filme já foi programada e terá a direção de Chris Weitz e os mesmos atores.

Harry Potter

Eles chegaram primeiro ao cinema e já estão indo para o seu sexto filme. Os dois primeiros, A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta foram dirigidos por Chris Columbus; Prisioneiro de Azkaban por Alfornso Cuarón; O Cálice de Fogo por Mike Newell e os últimos três por David Yates. Harry Potter ganhou vida na atuação de Daniel Radcliffe, enquanto Emma Watson e Rupert Grint ficaram como seus inseparáveis amigos, Hermione e Ron. O trio de atores mirins – na época do primeiro filme – cresceram com os longas e se transformaram em celebridades conhecidas e requisitadas. A franquia teve seus altos e baixos, agradando os fãs em diferente níveis em diferente filmes, o que mesmo assim não acabou prejudicando as bilheterias de cada um: os cinco filmes até agora exibidos arrecadaram mais de 4 trilhões de dólares.
>> REVISTA MONET – por Rafael Teixeira


“LUA NOVA” E “ECLIPSE”: CONFIRMADAS AS DATAS DE ESTRÉIA

quarta-feira | 25 | fevereiro | 2009

Apesar de as filmagens de “Lua Nova” ainda nem terem começado, a produtora Summit Entertainment confirmou as datas de estréia nos cinemas para o segundo e – pasmem – terceiro filme da série “Crepúsculo”.

“Lua Nova” estréia em 20 de novembro de 2009, confirmada na imagem acima divulgada pelo estúdio.

Já “Eclipse” tem estréia prevista em 30 de junho de 2010. Ainda não foi confirmado quem será o diretor do filme mas, por conta da proximidade entre as duas datas de lançamento, Chris Weitz ainda estará trabalhando na pós-produção do segundo filme na mesma época em que “Eclipse” deverá ser filmado. Apesar de alguns rumores anteriores, os dois filmes não serão rodados simultaneamente ou em sequência, o que dificulta ainda mais a permanência de Chris na direção do terceiro filme.

A Summit já divulgou também a sinopse para “Eclipse”:

“Enquanto Seattle está devastada por uma série de assassinatos misteriosos e uma vampira maliciosa continua em busca de vingança, Bella mais uma vez se encontra cercada pelo perigo. Em meio a isso tudo, ela é forçada a escolher entre seu amor por Edward e sua amizade com Jacob – sabendo que sua decisão tem potencial para iniciar o eterno conflito entre vampiros e lobisomens. Com sua formatura se aproximando rapidamente, Bella tem mais uma decisão a tomar: vida ou morte.”

>> OUTRA COISA – por Tita Mirra


“LA MAISON EN PETITS CUBES”: ANIMÊ VENCE OSCAR

quarta-feira | 25 | fevereiro | 2009

Na entrega do Oscar, o anime La Maison en Petits Cubes (A Casa dos Pequenos Cubos) de Kunio Katō venceu na categoria de curta-metragem de animação. O título já foi exibido no Brasil em 2008 no Festival Anima Mundi. Este é o segundo anime a vencer um Oscar, o primeiro foi A Viagem de Chihiro, em 2003.

Na categoria de longa-metragem, o vencedor foi Wall-E. Este ano houve uma relativa surpresa. Foi a primeira vez que o vencedor do Annie Awards – no caso Kung Fu Panda – não recebeu o Oscar principal da categoria.
>> PAPO DE BUDEGA – por Sandra Monte

Assista em duas parte ao vencedor do Oscar 2009 – Melhor Curta de Animação: La Maison en Petits Cubes


“PARADIGMAS”: NOVOS NOMES DA FICÇÃO FANTÁSTICA NACIONAL

quarta-feira | 25 | fevereiro | 2009

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Agora é oficial e a divulgação foi liberada pela editora: em março um dos contos criados originalmente para este blog vai ser publicado em uma coletânea que reúne novos nomes da ficção fantástica nacional. Não é qualquer conto, é justamente o que deu origem a série, “A teoria na prática”, agora em uma versão revisada e ligeiramente modificada. Assim como não é qualquer coletânea, é o número de estreia de Paradigmas uma publicação da Tarja que pretende inovar em forma e conteúdo o trio ficção científica, fantasia e horror em nosso país.

Nesta primeira edição, estarei acompanhado de uma dúzia de outros escritores, alguns deles já publicados por aqui, como os leitores podem conferir na lista abaixo (nos nomes em negrito):

Ana Cristina Rodrigues
Bruno Cobbi
Camila Fernandes
Cristina Lasaitis
Eric Novello
Jacques Barcia
Leonardo Pezzella
M. D. Amado
Maria Helena Bandeira
Osiris Reis
Richard Diegues
Roberta Nunes

A capa reproduzida acima é de autoria de uma destas escritoras, que também assina a revisão dos textos e é minha beta reader em outro projeto, Camila Fernandes, aka Mila F.

Falta apenas definir a data e o local do lançamento. Assim que tiver os detalhes, eu conto.
>> TERRORISTAS DA CONSPIRAÇÃO – por Romeu Martins


A TECNO FANTASY OU FANTASIA CIENTÍFICA

quarta-feira | 25 | fevereiro | 2009

A Tecno-Fantasy ou Fantasia Científica é um gênero misto de narrativa que contém alguns elementos de ficção científica e fantasia. Ambos os gêneros e especialmente a fantasia, são eles mesmos pobremente definidos; conseqüentemente, a fantasia científica se furta ainda mais a uma definição.

Uma definição apresentada para o gênero é que “a ficção científica faz o implausível possível, enquanto a fantasia científica faz o impossível plausível”. O sentido disso é que a ficção científica descreve coisas improváveis que podem ocorrer no mundo real sob certas circunstâncias, enquanto a fantasia científica dá um verniz de realismo a coisas que simplesmente não poderiam acontecer no mundo real, sob nenhuma circunstância.

O problema desta definição é que ela nem depende tanto do que o mundo real é na verdade (sendo o conhecimento humano do que é possível, no máximo, uma aproximação), mas de concepções locais e temporárias sobre como que o mundo real se parece. De acordo com esta definição, The World Set Free de H.G. Wells era “fantasia científica” em 1913, porque descrevia uma tecnologia não-conhecida naquela época, mas nos anos 1930, quando a fissão nuclear podia ser vislumbrada, o livro tornou-se ficção científica.

No outro lado da moeda, sob esta definição, muitas das primeiras obras de “ficção científica” como as de Jules Verne, que quando foram escritas planejavam ser extrapolações plausíveis de tecnologias existentes, podem agora serem consideradas “fantasia científica” com base em sua impossibilidade: sabe-se agora que o canhão que lançou o Columbia em Da Terra à Lua de Verne, é seguramente tão improvável em teoria quanto na prática. Todavia, ele é apresentado com o máximo de seriedade científica: afinal de contas, não há nada de fantástico com o canhão.

Outro problema é que, usando esta definição, mais da metade de todas as histórias publicadas como “ficção científica” seriam finalmente classificadas como fantasia científica, por empregar pouco mais do que palavreado para explicar aspectos cientificamente implausíveis tais como viagem-mais-rápida-do-que-a-luz, viagem no tempo e poderes paranormais como telepatia.

Para muitos usuários do termo, todavia, o estado corrente do conhecimento sobre o mundo é irrelevante.

Para eles, “fantasia científica” é ou uma história de ficção científica (entendida como se queira) que afastou-se tanto da realidade que passa a “parecer” fantasia, ou uma história de fantasia que está tentando ser ficção científica. Enquanto estas são em teoria classificáveis como abordagens diferentes e por conseguinte gêneros diferentes (ficção científica fantástica contra fantasia científica), o produto final, vez por outra, indistinguível.

O ditado de Arthur C. Clarke (“qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia”) indica porque isto é assim: um autor pode escrever uma fantasia usando magia de vários tipos, e ainda assim transformar a história em ficção científica postulando alguma tecnologia altamente avançada, ou ciência ainda desconhecida mas totalmente provável, como uma explicação de como a magia pode acontecer. Outro escritor pode descrever um mundo futuro onde a tecnologia seja tão avançada que se torne invisível, e seus efeitos poderiam ser classificados como mágicos, se forem somente descritos como tais.

Logo, não há nada intrínseco sobre os efeitos descritos numa dada história que lhe diga se ela é ficção científica ou fantasia. A classificação de um efeito como “fantástico” ou “ciência-ficcional” é uma questão de convenção. Hiperespaço, máquinas do tempo e cientistas são convenções da ficção científica; tapetes voadores, amuletos mágicos e magos são alegorias da fantasia. Este é um acidente do desenvolvimento histórico do gênero. Em alguns casos, eles se sobrepõe: teleporte por um raio transmissor de matéria é ficção científica, teleporte por encantamento é fantasia. Um dispositivo portátil de camuflagem que conceda invisibilidade é ficção científica; um Anel do Poder que conceda invisibilidade é fantasia.

Comunicação entre mentes pode ser “psiônica” ou pode ser uma antiga arte élfica. O que importa não é o efeito em si mesmo (geralmente cientificamente impossível, embora nem sempre avaliado desta forma pelos autores) mas o universo maior que ele pretende evocar. Se este for de viagens espaciais e pistolas de prótons, é classificado como “ficção científica” e os termos apropriados (dispositivo de camuflagem, transmissor de matéria) são utilizados; se for de castelos, veleiros e espadas, é classificado como “fantasia”, e falaremos de anéis mágicos e viagem por encantamento.
>> INTERSTELLA – por Hadrian Marius


O DEMÔNIO LOGRADO

quarta-feira | 25 | fevereiro | 2009

Andei lendo algumas coletâneas de contos populares do ciclo chamado de “Demônio Logrado”. São todas aquelas histórias em que um indivíduo faz um pacto qualquer com o Diabo, oferecendo sua alma em troca de um benefício qualquer, e depois o Diabo aparece para cobrar o prometido. O sujeito (geralmente com a ajuda da esposa) acaba inventando um estratagema para se ver livre do Tinhoso. É um tema comum a todos os folclores, de todas as épocas.

Alguns episódios foram recontados por Altimar Pimentel numa entrevista recente à revista Preá (de Natal). Ele diz que a mulher do sujeito consegue estabelecer com o Diabo um acordo: se ela pedir uma coisa e o Diabo não conseguir executar, o marido tem sua alma de volta. As soluções são várias. Numa delas, a mulher mostra uma lagoa (num dia de sol abrasador) e diz ao Diabo que esvazie a lagoa de todos os sapos que tem ali. E o Diabo se dana a tirar sapo de dentro da lagoa, e os sapos (morrendo de calor) se danam a pular de volta… e aquilo não acaba nunca. Outro estratagema da mulher é soltar um peido e dizer ao Diabo: “Segure isso aí!”

As histórias do Demônio Logrado são uma coisa curiosa. Porque em princípio bastaria ao Diabo recorrer à força bruta ou, por extensão, aos seus poderes sobrenaturais – e tudo estaria resolvido. Ela estalaria os dedos, e a lagoa ficaria esvaziada de todos os sapos, ou então o peido da mulher apareceria preso em sua mão como se fosse uma fumacinha azulada, ou sei lá o que. O Diabo só perde porque aceita as regras de um jogo onde ele forçosamente tem que se nivelar aos mortais, aos humanos. No momento em que ele se nivela, ele se torna igual aos outros, que acabam por se mostrar mais engenhosos do que ele. Quando o campo de batalha não é a força ou o poder sobrenatural, mas a mera engenhosidade, o Diabo não é páreo para a mulher.

Isto me parece uma metáfora da transição entre a Guerra e a Política, ou entre a Violência e a Negociação. A guerra interessa aos povos que são militarmente fortes, e, inversamente, a política interessa aos que são fortes em argumentação, em negociações jurídicas, em Direito Internacional. Os contos do Demônio Logrado servem como advertência aos humanos: “Não lutem com as armas do Demônio, senão vocês estão perdidos; chamem o Demônio para lutar com armas iguais às de vocês”. Mas ao mesmo tempo essas histórias podem servir de alerta ao Demônio, deixando-lhe bem claro que o maior erro que ele pode cometer é abrir mão de seus poderes sobrenaturais. Trazendo isto para o campo da Guerra e da Política, qualquer negociação bem sucedida em que um país militarmente fraco consegue impor seus interesses (geralmente através de uma mediação internacional) a um país militarmente mais forte, serve também de alerta para este último. A Guerra é o momento em que o Diabo resolve usar plenamente seus poderes, em vez de cometer o erro tático de se nivelar aos humanos.
>> MUNDO FANTASMO – por Bráulio Tavares


VIGILANTE RODOVIÁRIO VOLTA À TV BRASILEIRA EM MARÇO

terça-feira | 24 | fevereiro | 2009

Em março, o Canal Brasil estréia em sua programação o seriado brasileiro Vigilante Rodoviário. O canal conseguiu recuperar 37 dos 38  episódios produzidos e vai exibi-los às segundas-feiras, 20h30, com reprises terça, 15h30 e domingo, 11h. A estréia será segunda, 09/03, às 20h30.

O seriado, que foi o primeiro filmado em película de cinema no Brasil, estreou em janeiro de 1961 pela TV Tupi e foi inspirado nos trabalhos da Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo. 

O programa apresenta as aventuras do vigilante Carlos (Carlos Miranda) e do fiel cão Lobo pelas estradas e ruas das grandes cidades, levando segurança, proteção e mensagens educativas para crianças e adultos. A bordo de um veículo Simca Chambord ou montado em uma moto Harley Davidson, a dupla se tornou rapidamente em um dos maiores sucessos da tevê na época.

O patrulheiro ficou tão conhecido que o ator Carlos Miranda acabou ingressando na Polícia Militar do Estado de São Paulo em 1965. Em 1998 foi para a reserva como tenente-coronel e até hoje participa de campanhas para a conscientização do trabalho feito pela Polícia Militar em prol da população.

O Canal Brasil pode ser visto em operadoras de TV por assinatura como Sky, Net, TVA (em algumas localizades).
>> RETRO TV – por Jack Starman – 3/04/2008

Abaixo, veja a chamada promocional da série no Canal Brasil.


“THE HUNT FOR GOLLUM”: NOVO FILME INSPIRADO NA OBRA DE TOLKIEN

segunda-feira | 23 | fevereiro | 2009

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E se eu vos disser que o melhor filme do ano pode não nascer de um orçamento bilionário? E se eu vos disser que este filme se arrisca a ser fenomenal sem sequer visar o lucro, pois será completamente grátis? Provavelmente por esta altura os leitores já estão a achar que estou doido… Passo a explicar: Um grupo de fãs da obra de Tolkien, em especial da trilogia de o O Senhor dos Anéis, decidiu criar um novo filme inspirado na obra do mestre!

Neste filme, que terá um baixo orçamento (dez mil dólares) e que contará apenas com cerca de trinta minutos de duração, é relatada uma das histórias mais obscuras que se alicerçam nos apêndices da obra de Tolkien, um dos episódios mais misteriosos e decisivos da saga: a perseguição de Gollum feita por Aragorn!

Até aqui não existe nada de especial, pois os filmes dirigidos por fãs não são poucos, contudo nunca nenhum prometeu tanto como este. Basta ver o trailer e ficar maravilhado. Os pormenores estão geniais, os actores soberbos (o actor que interpreta Aragorn é fenomenalmente parecido com o actor que interpretou esta personagem nos filmes oficiais de LOTR) e a história é nada mais nada menos que mágica, criada pela pena do mestre supremo dos épicos fantásticos.

Acredito que será realmente um excelente filme, feito por fãs para os fãs! O correio do fantástico certamente que seguirá a produção deste filme, que estreia no dia três de Maio deste ano sendo disponibilizado na internet, de forma absolutamente grátis. Tudo faremos para vos trazer todas as noticias recentes sobre este projecto, bem como entrevistas com os realizadores e produtores deste filme.

Centenas de atores e técnicos trabalham voluntariamente no projecto.
Duru, o produtor, afirmou:

“Os actores são pessoas que aspiram suceder na indústria cinematográfica no futuro. Por agora oferecem o seu tempo, de forma gratuita, ao nosso projecto. Queremos fazer um tributo a Tolkien bem como mostrar que criar filmes não serve apenas para ganhar dinheiro. Este é o primeiro filme de fãs com um orçamento relevante. Pretendemos oferecer ao público um filme de alta qualidade em HD para ser visto na internet”.

>> CORREIO DO FANTASTICO – por Roberto Mendes


CORPORAÇÃO CREPÚSCULO: O PODER DOS CINCO

segunda-feira | 23 | fevereiro | 2009

Anthony Horowitz retorna às livrarias com o terceiro volume da série O Poder dos Cinco (The Gatekeepers), Corporação Crepúsculo (Nightrise, Galera Record); os Antigos ainda são uma ameaça à humanidade e os cinco jovens, conhecidos como Guardiões dos Portais, são a única esperança da Terra. Em Estrela do Mal, Matt e Pedro não conseguiram fechar o segundo portal que haviam encontrado no deserto de Nazca, no Peru. Gravemente ferido, Matt fracassa em sua missão, enquanto isso, em Reno, Nevada, nos EUA, um pequeno e decadente teatro apresenta o show conhecido como O Circo da Mente, onde o desempenho dos jovens gêmeos, Jamie e Scott, de 14 anos, é colocado mais uma vez a prova. Na apresentação lêem a mente das pessoas da platéia e ninguém consegue compreender o segredo do truque. Mas na verdade não há segredo, eles realmente possuem poderes sobrenaturais.

Logo, temos mais dois membros dos Cinco. Contudo, o problema é como é que irão aprender sobre suas responsabilidades e descobrir sobre os outros. E a Corporação Crepúsculo, uma sociedade maligna, os envolve na trama dos Antigos. Scott é raptado pela corporação e levado para uma instalação de detenção juvenil isolada no deserto, enquanto Jamie é acusado de assassinato e fica sozinho. Até conhecer uma mulher, Alicia McGuire, cujo filho também foi seqüestrado. Juntos e com objetivos em comum, os dois descobrem um plano da Corporação em seqüestrar adolescentes com habilidades especiais. Eles poderiam estar procurando os cinco jovens “guardiões”? Além disso, são colocados numa campanha presidencial corrupta, organizada para controlar o país mais poderoso do planeta.

A aventura é centrada, nesse terceiro volume, nos gêmeos; Jamie terá que invadir Silent Creek, um instituto correcional para jovens infratores e pessoas “especiais”, e enfrentar pela primeira vez o terror do poder dos Antigos e descobrir que está predestinado, como seu irmão, a enfrentar aquele mal. Horowitz leva seus leitores a uma aventura em nosso mundo atual, e trilha ao mesmo tempo na narrativa, uma jornada no mundo como era antes da Era das Trevas, há aproximadamente 10 mil anos e em um estranho plano dos sonhos que liga os dois anteriores. Menos empolgante que os dois primeiros volumes, com um ritmo mais lento, mas com personagens, mesmo perfeccionados em clichês, com seus poderes, o de ler pensamento e da sugestão, válidos e envolventes. Além disso, Corporação Crepúsculo vale a pena pela narrativa da batalha no passado com os antigos.

Com uma semelhança com Harry Potter, mas com uma incidência mais sombria, menos fantástica, a série usa seus protagonistas para ensinar que podem confiar em seu próprio juízo, habilidades para sobreviver a um inimigo mortal que se insinua numa sociedade moderna. Aguardemos o quarto volume, com a sempre bem feita tradução de Alves Calado.
>> BIGORNA – por Cadorno Teles


SEXTA-FEIRA 13

segunda-feira | 23 | fevereiro | 2009

sexta-feira13Intitulado simplesmente Sexta-Feira 13 (Friday the 13th), o novo filme da franquia de mesmo nome acaba de chegar aos cinemas, adequadamente estreando numa sexta-feira 13, e trazendo de volta o assassino Jason Voorhees, um dos maiores ícones do terror no mundo.

Com produção de Sean S. Cunningham (co-criador de Jason, que dirigiu e produziu o filme original, além de ter produzido os últimos três filmes com o personagem), esse novo enfoque na saga tem direção de Marcus Nispel, o mesmo do remake de O Massacre da Serra Elétrica, e produção de Michael Bay (Transformers).

O filme logo deixa claro que é uma mistura de remake com continuação. Uma mistura que parece ter confundido até os envolvidos, afinal revezavam depoimentos em que diziam que se tratava de uma continuação, com outros afirmando que era uma refilmagem.

Trazendo uma tradição dos primeiros filmes de volta, temos uma recapitulação da história de Jason, recontando a morte de Pamela Voorhees (vivida por Nana Visitor, a Major Kira de Jornada nas Estrelas: A Nova Missão), sua mãe, tal qual como foi mostrada no primeiro filme (o que é confirmado na data apresentada, 13 de junho de 1980, data em que ocorrem os acontecimentos do capítulo original de Sexta-Feira 13), só que com novos atores. Dando um pouco mais de detalhes, é mostrado que Jason a viu ser morta, algo que sempre ficou implícito nos filmes antigos.

Contudo, o Jason mostrado é ainda criança (interpretado por Caleb Guss), sendo que, nos acontecimentos da primeira versão, ele já era um adulto quando sua mãe foi morta. Quando o filme chega ao presente, não restam dúvidas de que se trata de uma refilmagem, por mais que os estúdios envolvidos evitassem tocar no assunto, já que a própria existência de Jason volta a ser uma lenda, diferente dos filmes mais recentes, onde todos sabiam sobre ele, mesmo que não acreditassem nos detalhes mais sobrenaturais de sua história.

A trama começa pra valer quando um grupo de jovens acampa próximo ao Campo Crystal Lake, o território de Jason (em sua versão adulta vivido por Derek Mears). Não tarda para que ele os massacre. Pouco tempo depois, Clay (Jared Padalecki, do seriado Supernatural e do filme A Casa de Cera) está nos arredores em busca de sua irmã Whitney (Amanda Righetti), desaparecida. Na verdade, ela fazia parte do grupo de jovens acampando. Logo, outro grupo de jovens, desta vez passando o final de semana na casa de campo dos pais de um deles, se torna vítima de Jason, o que acaba envolvendo Clay.

Nesta sua nova versão, Sexta-Feira 13 recupera um pouco (muito pouco mesmo) do clima dos primórdios da cinessérie, ao mesmo tempo que explica alguns detalhes interessantes, como por exemplo, como Jason se locomove rapidamente por seu território. O vilão ganha toques de crueldade, nem sempre simplesmente matando suas vítimas, mas também as fazendo sofrer um pouco antes. Não apenas isso, em alguns momentos, Jason apresenta até certa inteligência, sendo até estratégico.

As mortes, menos exageradas do que a maioria das apresentadas nos últimos exemplares da saga, seguem ainda assim sanguinolentas. Mas tudo no filme está mais brutal, botando de lado o humor que estragou boa parte das longas franquias de terror originarias dos anos 80.

Fãs da série podem ficar decepcionados, pois para eles o filme acabará parecendo apenas “mais um”, mesmo com algumas poucas inovações. Para estes, é mais interessante notar o resgate de velhos elementos, como a real maior fraqueza de Jason, ou até mesmo notar como os acontecimentos parecem um agarrado da evolução da série do primeiro ao terceiro filme em alguns momentos.

Já para quem conhecerá Jason agora, o filme será interessante, um terror eficaz nos moldes das produções mais recentes. O que ambos os públicos provavelmente concordarão é que, mesmo tendo suas qualidade, essa refilmagem de Sexta-Feira 13 acaba se mostrando desnecessária, afinal funciona quase igual a uma das muitas continuações já feitas, sem nunca explorar novos caminhos para a trama.

Elenco: Derek Mears, Caleb Guss, Amanda Riguetti, Danielle Panabaker, Ryan Hansen, Jared Padalecki, Nana Visitor. Roteiro: Damian Shannon, Mark Swift. Direção: Marcus Nispel.
>> HQ MANIACS – por Leonardo Vicente Di Sessa


ATOR E CRIADOR DE “CHAVES” COMPLETA 80 ANOS COM NOVOS PROJETOS

segunda-feira | 23 | fevereiro | 2009

O comediante mexicano Roberto Gómez Bolaños, mais conhecido como “Chaves”, comemorou 80 anos neste sábado junto de sua família e com vários projetos em andamento, como a etapa final de três livros, um deles sobre futebol.

Bolaños, famoso por interpretar personagens como “Chaves” e “Chapolim Colorado”, concluiu recentemente uma viagem pela América Latina com sua popular peça de teatro “11 y 12” e atualmente está dedicado a escrever. “Eu o vejo tão lúcido, tão animado, ainda tão cheio de projetos. Tem livros que está terminando, três diferentes, e um roteiro que está fazendo para o filme de ‘O Chapolim'”, disse, por telefone à Reuters, Beatriz León, chefe de relações públicas do comediante.

Um dos livros é sobre história universal, outro um ensaio sobre o riso e, o terceiro, sobre futebol, disse León. Até agora, Bolaños –um apaixonado por futebol que estudou engenharia mas nunca exerceu a profissão– havia publicado outros três livros.

León disse que o comediante, que celebrou seu aniversário em almoço com seus seis filhos, tem planejado viajar com sua peça teatral para a Argentina, Colômbia e Equador.

Em seu site oficial na Internet (http://www.chespirito.com), há tempos os visitantes são convidados a escrever uma carta parabenizando o comediante por seu aniversário. O plano é fazer um grande livro com as cartas e entregá-lo a Bolaños como presente. León disse que o comediante — que, depois de 27 anos de união não-oficial, se casou em 2004 com Florinda Meza, famosa por interpretar a Dona Florinda em Chaves — completa 80 anos com boa saúde em geral “com as enfermidades próprias da idade”.

Há tempos que Bolaños tem problemas de saúde, como um princípio de enfisema pelos anos que fumou –deixou o vício há mais de 10 anos– e uma ligeira diabetes, acrescentou.
>> REUTERS – por Miguel Angel Gutiérrez


“O ESTRANHO CASO DE BENJAMIM BUTTON” É UM TEXTO DE FANTASIA?

segunda-feira | 23 | fevereiro | 2009

Lugar, não há algum; vamos para trás e para a frente, e nenhum lugar existe.
— Santo Agostinho

Segundo F. Scott Fitzgerald, a história de um homem que nasce aos 80 anos e vai rejuvenescendo, , nasceu de uma observação de Mark Twain em que o escritor lamentava que a melhor parte da vida fosse ao início e a pior no fim.

Um nascimento pode ser uma coisa simples – uma afirmação produzida pelo hábito, mas não pelos factos. Em O Estranho Caso a primeira falha de lógica discursiva que encontramos é precisamente a que se refere ao parto da personagem principal do conto. Isto pode levar-nos a pensar algumas coisas.

Recordemos primeiro, que este título agora disponibilizado entre nós pela Editorial Presença (na esteira da oportunidade proporcionada pelo lançamento do filme nele vagamente baseado), foi publicado em 1921, numa 2ª colectânea de contos, e numa também segunda secção intitulada “Fantasias”. O livro recebeu dessa vez o título de Tales of The Jazz Age, e o seu autor, F. Scott Fitzgerald, já auferia das graças de uma certa fama literária.

A pergunta deve então ser feita: Será O Estranho Caso um texto de Fantasia? Talvez. A premissa que sustenta o conto, por todos já conhecida devido à publicidade e alcance do filme que ora se encontra nas salas de cinema por todo o mundo (e discutivelmente na corrida dos Óscares deste ano), é a da vida de um homem que procede de forma cronologicamente inversa às leis naturais que nos regem a todos: Benjamin Button nasce velho, e irá eclipsar-se (nunca poderemos de facto dizer que morre), após ser um bebé. Temos pois garantidamente uma premissa de contornos fantásticos… mas será que ela é o motor de uma história? E se sim, de que história?

Se no texto houvesse uma explicação para o fenómeno da inversão cronológica, e se ela fosse sustentada por, pelo menos, uma aparência de conhecimento científico, poderíamos apodar o conto como sendo de ficção científica. Como tal explicação nunca surge, nem sequer é tentada, temos de relembrar que é da Fantasia a característica do fenómeno dado. Como quem diz: isto, apesar de impossível, é assim – acreditem, ou suspendam a vossa descrença com este elemento fantástico. Poderíamos ser tentados a ficar por aqui, mas a questão adensa-se um pouco para além da titulação do autor e da aparência formal da técnica usada para contar a história.

Tentemos outro tipo de abordagem. Por vezes, a génese de uma história é importante para a análise crítica. Neste âmbito e, segundo Fitzgerald escreveu na introdução ao conto aquando da sua publicação em livro na colectânea de 1922 acima referida, a ideia para o conto deveu-se a uma afirmação de Samuel Clemens acerca de o melhor da vida vir ao princípio, enquanto o pior é deixado para o fim (Mark Twain, um escritor bastante conhecido, entre outras razões, por uma forte veia satírica e humorística em alguns dos seus escritos). Aqui a nossa análise ilumina-se um pouco, visto que O Estranho Caso… indubitavelmente começa por ser um conto de humor tout court: logo na primeira parte seguimos a ridicularizada vida do pai de Benjamin, até ao hilariante momento do seu primeiro encontro com o filho recém-nascido. Recordando o que acima referi sobre a primeira falha de lógica discursiva, como devemos pensar a ausência de informação sobre o parto deste rapaz de características acentuadamente geriátricas? A potencialidade humorística do momento é tremenda, mas o invocar de um ser com demasiados quilos a ser expelido ou extraído de um normal corpo feminino destruiria qualquer pretensão de suspensão de descrença… e até do próprio humor. A escolha é tecnicamente acertada, e empurra-nos a pensar ainda mais no sentido do efeito cómico em detrimento do de fantasia. Por outro lado, a partir desse encontro entre pai e filho, a história começa a perder paulatinamente a capacidade de nos fazer rir, até que cai numa estupefacta, embora terna, melancolia, com que, aliás o conto finaliza. Este ponto fundamental, onde a sombra se instala, não terá retorno. Se a razão é optativa ou simplesmente sintoma de falta de imaginação é tema fabulástico e inócuo, pois interessa-nos é aquilo que Fitzgerald consegue fazer com o que resta, e que é o grosso do conto. Mas nunca nos será dado esquecer que esta é a história de um ser humano, com nada de peculiar a não ser a forma como atravessa a vida, um homem que nasce velho, e que vive a caminho da sua mocidade, até chegar ao momento da meninice, da infância e… que chega ao nada, como todos nós. Talvez se sinta uma pequena dose de doçura no término desta viagem, um sorriso último…mas não será ele também possível para todos nós?

Temos portanto, que o motivo da história é tornado inócuo e sem sentido. Nada se encontra no texto, ou mesmo fora dele, algo que nos indique capacidade alegórica na premissa fantástica explorada pelo texto; a intenção parece ser mesmo a de somente comentar ligeiramente o princípio e o fim da vida. Ou seja, a inversão temporal do processo de viver de Benjamin Button, tal como com todos os homens (se pensarmos num comum e popular ponto de vista), nada significa per se a não ser como catalisador do bom e do mau nos extremos cronológicos da vida. Todavia, há sentidos e direcções emocionais no texto que acenam outras significâncias, mais secundárias e paralelas, mas não de somenos, e penso ser nesse sentido que a maestria técnica do relativamente jovem Fitzgerald acaba por ser revelada.

Relembremos o período em O Estranho Caso de Benjamin Button é, pela primeira vez, exposto ao público leitor: foi publicado na revista Colliers, numa época caracterizada por uma intensa actividade editorial periódica. Revistas, o pulp, as aventuras alucinantes, rocambolescas, fantásticas, os incríveis números de circulação, o êxito de vendas de todas essas publicações, mesmo das que tinham vida curta, e, perante tudo isto, não conseguimos deixar de pensar que O Estranho Caso é um violento contraponto técnico a toda essa ambiance, um balde de água fria servido com linhas e palavras de índole realista, com aroma a “literato”, embora tentando empregar precisamente os mesmos tropos e técnicas da produção “popular”. Ou seja, propositadamente, Fitzgerald usa um mecanismo fantástico para escrever uma peça prenhe (sim, emprego o vocábulo conscientemente) de técnica e limitações realistas. E com uma cajadada só, o autor mata o coelho do publicável, bem como o da legitimidade intelectual do establishment literário norte-americano da época. Pode-se argumentar que a razão terá sido muito mais mercantil e menos propositada que isto, mas esse é tema de dissertações académicas, pelo que nos limitaremos a apontar o facto e a possibilidade. Interessa mais o resultado final, a qualidade do texto publicado e que o público português pode agora apreciar. No entanto, e para os avisados leitores que torcerem o nariz a todo este tipo de considerações, relembro (como aliás também o chegou a fazer o próprio autor) a reacção de um dos leitores à época em que a peça foi publicada, opinião essa que Fitzgerald foi a ponto de incluir na edição de 1922, invocação esta cheia de humor: “Eu li a história Benjamin Button na Colliers e desejava dizer-lhe que, como escritor de contos, você daria um bom lunático (…)”. O humor da peça parece-me, portanto, mais do que comprovado.

Tomando agora um rumo paralelo a estas esclarecidas conjecturas, deixem-me recordar que este tema da inversão cronológica da vida de um indivíduo nunca foi muito explorado em termos literários. Como curiosidade, posso referir conhecer somente dois casos em que isso terá sucedido: um romance de ficção científica e um mini-conto (ou flash fiction avant la léttre) português datado dos anos 80 do século passado, ou talvez fins de 70, surgido na primeira compilação de textos humorísticos intitulada Pão Com Manteiga (nome de um saudoso e inventivo programa de rádio cujo arquivo áudio alguém deveria urgentemente recuperar). Neste texto luso, a premissa é implacavelmente tratada como humor. Segundo recordo (embora possua o original não o encontrei a tempo de o poder consultar para este artigo), a peça começava com um singelo “No planeta Chrysalis, os filhos dão à luz aos pais”, e era uma alucinante e bem disposta viagem a um cenário futurista mas de contornos satíricos que ainda hoje só a evocação do assunto me faz sorrir. Quanto ao romance que acima referi, e que se trata de Counter-Clock World do hoje famoso Philip K. Dick (datado de 1967), a premissa fantástica é completamente condicionada e explorada em termos de ficção científica pura e dura; nele, o Tempo está mesmo a andar para trás, devido a um fenómeno “natural” designado por Hobart Phase, e o romance começa com um polícia a passar junto a um cemitério, onde ouve uma falecida acabada de “renascer”, pedindo ajuda de dentro da sua sepultura (“O meu nome é Srª Tilly M. Benton, e quero sair daqui. Está alguém a ouvir-me?” – e o nome de Benton pode-nos fazer pensar em algo, sei lá, como Button…).

Mas retornemos ao presente. O Estranho Caso já o estipulámos, não é FC, tem uma ponta de Fantasia, e outra de Humor. Um canto ou vértice, quando é perfeito e redondinho, mesmo que assente numa fraca ou só parcialmente explorada premissa, pode não ser uma maravilha, mas é fonte certa de algum maravilhamento. Algo que no conto de Fitzgerald é, de todo, auto-suficiente.
A leitura de O Estranho Caso de Benjamin Button deixa-nos um travo a qualquer coisa profunda no seio da sua aparentemente enorme vacuidade, algo que ressoa na nossa consciência como uma deslumbrante dissonância. Podemos sem dúvida afirmar que está bem executado, e que cumpre bastante do que algo atabalhoadamente promete, mas também não deixa de se fazer sentir como uma glória falhada, algo que poderia ter sido muito mais do que acabou por ser: um texto com alguma graça, alguma ternura, e pouco mais.
>> ORGIA LITERÁRIA – por N. Fonseca


NEVASCA, DE NEAL STEPHENSON

segunda-feira | 23 | fevereiro | 2009

O que seria um romance cyberpunk? Em primeira leitura, o gênero surgiu num momento em que a ficção cientifica e as tecnologias estão cada vez mais tênues em nossa realidade. Mas entre os vários pensamentos de escritores, o cyberpunk é tido como a voz do underground na sociedade moderna e o vislumbre de um novo mundo imerso na tecnologia.

Nevasca (Aleph, 440 páginas, R$ 59,90) de Neal Stephenson, é o livro que projetou o autor norte-americano mundialmente. Publicado em 1992, o título em inglês, Snow Crash, se refere à imagen de ruído projetada pela TV quando perde seu sinal, aqui relacionado na novela com o caos e a perda de informação. A editora Aleph está de parabéns por trazer mais um dos romances que marcaram fantásticamente a literatura mundial. Stephenson construiu uma narrativa original, inteligente, perceptiva e acelerada, que inspirou a criação de ambientes virtuais, famosos em nossos dias, como o Second Life e Playstation Home.

Edição caprichada, com capa em alto relevo, tradução de Fábio Fernandes, chega em boa hora: Nevasca foi eleito pela revista TIME como um dos 100 mais importantes romances em língua inglesa do Século XX. Assim como William Gibson cunhou o termo ciberespaço, em Neuromancer (livro recém-lançado também pela Aleph), o termo Metaverso foi criado por Stephenson em Nevasca, e hoje é comumente utilizado para descrever esses ambientes. Em um futuro próximo, os Estados Unidos não existem mais. O país deu lugar a vários territórios independentes, controlados por franquias privadas sob a mão de mercenários, indústrias de automóveis e corporações de toda a espécie.

A narrativa é ambientada em Los Angeles, o personagem principal, Hiroaki (Hiro) Protagonist, trabalha para uma dessas corporações um entregador de pizza da Máfia, Tio Enzo e sua Casa Nostra, que é, ao mesmo tempo, um famoso hacker tanto no Metaverso como em nossa realidade, é um exímio lutador de espadas, um samurai de katana e tudo. Na realidade virtual, Hiro é muito maior. Ele pertence à elite que criou aquele lugar, habitado por avatares de toda espécie. Certo dia conhece uma adolescente T.A., uma kourier, patinadora-mensageira, que lhe rouba uma pizza e será importante aliada para impedir um desastre envolvendo um vírus. Esse vírus, Hiro descobre no Multiverso, um poderoso vírus informativo que projeta uma imagem de ruído constante sobre um monitor e que afeta a capacidade da linguagem do indivíduo que contemple essa imagem. Em meio à investigação que inicia, Hiro se envolve em uma insólita aventura, para salvar o planeta de diversos perigos, como o maldoso Corvo, um negociata que quer conquistar a todos e um aborígine com armamento nuclear. 

O autor oferece tanta informação, que poderia deixar o leitor perdido em meio à quantidade, mas consegue assegurar a coesão em um ritmo acelerado alucinante. Um amálgama que envolve realidade virtual, um vírus, religião, mitologia, filosofia tão distinta que poderia ser uma visão trazida do nosso próprio mundo, em um futuro próximo. Para aqueles que gostam de aventura pós-moderna, investigação, planos maquiavélicos, perseguições estupendas e luta de espadas. Vale a pena. 
 
Curiosidade
O título do livro é explicado por Stephenson em seu texto In the Beginning… was the Command Line. Nele é explicado que o termo era usado quando antigos computadores Macintosh travavam em um nível tão fundamental que a CPU começava a desenhar pontos aleatórios no monitor, criando um efeito similar à uma televisão fora de sintonia ou a uma tempestade de neve, um snow crash.
 
neal_stephensonaO Autor
Neal Stephenson nasceu em 1959. O seu primeiro grande sucesso surgiu com esse romance Snow Crash. Três anos depois, Stephenson alcançou o reconhecimento internacional enquanto autor de ficção científica com o livro The Diamond Age (1995), sendo galardoado com os prémios literários Hugo e Locus e incluindo-se entre os finalistas do prémio Nebula. Cryptonomicon, de 1999 (Prémio Locus 2000) tornou-se um livro de culto para os hackers e os aficionados do universo informático.
>> BIGORNA – por Cadorno Teles


PHILIP K. DICK: VIÚVA “RECRIA” OBRA INACABADA

domingo | 22 | fevereiro | 2009

pk-dick_corujaaQuem conta é o jornal inglês The Guardian: a viúva do legendário escritor de ficção científica Philip K. Dick acaba de publicar uma recriação, feita por ela própria, do livro no qual ele trabalhava quando morreu, em 1982.

Tessa Dick, a quinta e última esposa do escritor, descreveu sua reformulação do texto inacabado do marido, lançado com o título de The Owl in Daylight, como uma homenagem póstuma. E chegou a dizer que, em alguns momentos durante a escritura, sentia como se o ex-companheiro estivesse tentando se comunicar com ela, mesmo d’além-túmulo. Embora não acredite 100% nessa intuição, Tessa afirma que escreveu a história tentando recriar “o espírito” – em vida – do marido.

O romance sai pela CreateSpace, a editora de livros sob demanda da Amazon, porque, segundo a viúva-escritora, as grandes casas não tiveram interesse pela obra.
>> JORNAL DO BRASIL – por Juliana Krapp


POE: LAST DAYS OF THE RAVEN

domingo | 22 | fevereiro | 2009

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Parece que mais um filme está pronto para ser lançado esse ano sobre Poe. Desta vez é uma produção de orçamento um pouco mais limitado, atores menos conhecidos, que provavelmente será lançado direto em DVD.O título: Poe – Last Days of The Raven.

Segundo o site oficial do filme, ele será lançado no final de março e, portanto estará pronto para ser apresentado em festivais de cinema. A história é biográfica, iniciando pelo final: o filme começa com o escritor sendo encontrado em uma ruela e levado ao hospital. Lá, em meio a sonhos e pesadelos, nós descobrimos mais sobre sua vida e obra.

Segundo o site, será feita uma “World Premiere” (Lançamento Mundial) do filme online, e de graça! É só ficar ligado no site misterioso que será lançado (dentro do site oficial), onde se poderá assistir ao filme!
>> POE BRASIL – por Karina S. Westphal

Confira o trailer:


LUA NOVA E ECLIPSE: AVENTURA & AÇÃO, TERROR & MISTÉRIO

domingo | 22 | fevereiro | 2009

Para quem se fascinou com Crepúsculo, o livro, e recentemente se emocionou em sua versão para o cinema. O segundo e o terceiro volume da série já estão nas melhores livrarias do Brasil. A fantástica história de amor entre uma adolescente e um vampiro, que já conquistou milhares de fãs pelo mundo, chega ao topo dos mais vendidos no Brasil, segundo as revistas Época e Veja.

Lua Nova (New Moon, tradução de Ryta Vinagre, 480 páginas, R$ 39,90) lançado no final de ano e Eclipse (Eclipse, 464 páginas, R$ 39,90), agora em janeiro, ambos pela editora Intrínseca são mais dois volumes que completam esta fascinante série da escritora norte-americana Stephenie Meyer, que mescla perfeitamente romance e terror juvenil numa história que aborda o resgate de valores perdidos pela juventude de nossos dias.

Lua Nova segue com o romance entre Isabella Swan e Edward Cullen, uma relação impossível que acaba se tornando realidade no primeiro volume, como muitos já leram e assistiram. Nesse volume, não há as surpresas que Crepúsculo passou, mas possui bons momentos e incorpora mais ainda os detalhes dos mitos junto à trama, característica que dá um novo tom aos seres considerados da noite. A narrativa se inicia com a proximidade do aniversário de 18 anos de Bella. A jovem vive numa felicidade só, mesmo tendo acidentalmente despertado a sede de sangue de um dos Cullen. Contudo, também sente a angústia adolescente de se tornar mais velha que seu namorado, Edward, com seus 110 anos, mas eternamente no corpo de 17. Assim, pede que a torne vampira para não mais envelhecer e viver junto o seu amor eterno. Entretanto, o jovem Cullen, preocupado com a vida da moça e de seu pedido de aniversário, decide mentir que não a ama mais e termina o namoro e deixa a cidade de Forks para sempre, apagando todas as lembranças daquele belo romance. A jovem entra numa depressão profunda, próxima do suicídio, até o encontro de um velho amigo, Jacob Black, já visto no primeiro volume, que ganha dimensão na história ao trazer a tona o sentimento de Bella pela vida, além de uma surpreendente novidade para a série, a entrada dos lobisomens na história. Em meio a esse novo sentimento e entre muitas revelações descobre o seu destino e de seu amado numa surpreendente viagem à Itália.

Em Eclipse, Edward e Bella se preparam para a formatura, enquanto os Cullen decidem o futuro de Bella, e um serial killer está solto em Seattle. Jacob, sendo um lobisomem, não pode vê-la, devido aos laços que sua raça tem com os vampiros, mas a jovem quer procurá-lo, pois possui uma dívida de amizade com o lobisomem. Os dias passam, e a graduação de aproximando, Bella deve escolher seu destino. Ela quer se tornar imortal e viver com Edward, mas tem que deixar sua família e amigos para sempre. Ainda da preocupação da transformação, será que ela vai ser capaz de ser “vegetariana” como os Cullen e abster-se de sangue humano? Ou terá a luxuria de matar inocentes para saborear o seu sangue, como a assassina que deseja vingança pela morte de seu irmão no primeiro volume? Falando nela, Victoria, ela está liderando um grupo de vampiros que está causando os misteriosos assassinatos. Isto leva Bella ponderar mais sobre sua decisão, e quando Jacob abre seu coração a jovem, torna sua escolha mais difícil: o amor de sua vida ou de seu melhor amigo? Ou seria na verdade um triângulo amoroso?

Vemos no segundo volume, diferente do primeiro, onde o mote era o amor impossível, a perda de um grande amor e a luta para continuar vivendo e conhecer um novo amor. Já no terceiro, o ciúme e o triângulo amoroso cercam os personagens. Ambos possuem um tom mais sombrio que Crepúsculo, com a inclusão de novos personagens, de cenas de ação, e do tão esperado confronto entre os antagonistas da série. A série continua numa narrativa em primeira pessoa, com uma linguagem irresistível, que Meyer se desenvolve em par com a realidade, com os problemas sentimentais e os anseios dos jovens.

Um dos grandes motivos de conquistar tantos fãs pelo globo é essa abordagem, além de colocar ainda arquétipos sobrenaturais que fazem o potencial da série crescer a cada volume. Uma leitura que abrange o respeito e os valores dos sentimentos, aventura e ação, terror e mistério. Aguardemos o quarto volume, Amanhecer (Breaking Dawn).
>> BIGORNA – por Cadorno Teles


A IMAGINAÇÃO

domingo | 22 | fevereiro | 2009

ilustração: Jeffrey Michael Harp

A imaginação parece criar coisas do nada, como um mágico que enfia a mão na cartola sem saber o que vai sair dali. Tanto pode sair um coelho cor-de-cenoura mastigando um catálogo telefônico quanto um pão francês com uma chave inglesa dentro. Onde estavam estas imagens, antes do instante em que eu pensei nelas? Não estavam em lugar nenhum: foram conjuradas por um esforço meu, pela conexão inesperada (e que eu nunca fiz em minha vida, até alguns segundos atrás) entre conjuntos de sinapses no interior de meu cérebro, conjuntos de reações químicas que envolvem os padrões verbais e visuais relativos ao elementos evocados ao acaso (“mágico”, cartola”, “coelho”, etc.).

A escritora americana Audrey Niffenegger (autora do elogiado The Time Traveller’s Wife) diz num artigo recente: “De onde vêm as idéias? As minhas tendem a brotar do nada. Num instante, estou tentando lembrar onde deixei minhas chaves. No minuto seguinte estou pensando numa menininha chamada Lizzie, cujo rosto é todo coberto por pelos negros e macios. Ela não estava em minha mente um instante atrás; de onde terá vindo? De algum salão muito amplo, cheio de idéias, penso eu. Imagino Lizzie esperando pacientemente, segurando uma senha onde há um número, esperando seu número ser chamado. Talvez esteja esperando ali há anos. Agora chegou sua vez. Ele se levanta, pronta para pular para dentro de minha mente, com a esperança de que tudo dê certo”.

Pessoas diferentes têm a imaginação desencadeada por processos diferentes, com ênfase naquilo que fazem de maneira mais espontânea. Algumas pessoas pensam por associação de idéias; outras, por associação sonora de palavras; outras, por associação visual de imagens. Um exercício que faço com freqüência é pegar meio ao acaso um álbum de fotografias ou de pinturas, olhar para uma delas, e fazer de conta que estou vendo um filme. Que lugar é aquele? Quem são aquelas pessoas, o que estão fazendo ali, o que estão pensando naquele exato momento, que história está acontecendo com elas? Se você se concentrar, os personagens vão brotando, as histórias vão brotando. O poeta Wallace Stevens disse: “A imaginação é como a luz: ela não adiciona nada além de si mesma”. Ou seja, tudo já estava de alguma forma em nossa mente, naquele galpão às escuras. A imaginação é o facho de lanterna que o percorre e revela o que está amontoado lá dentro.

Outra metáfora útil é pensar na imaginação como o primeiro momento de contato entre dois elementos da memória que nunca haviam sido conectados antes. Se eu penso num cangaceiro empunhando uma pistola, esta imagem pertence à memória; já a vi. Mas se penso num cangaceiro empunhando uma enceradeira, acho que criei uma ligação eletroquímica em meu cérebro ligando estes dois conjuntos de registros, “cangaceiro” e “enceradeira”. Imaginar é produzir novas conexões, novos atalhos, novas passagens. É um jogo de “ligar os pontos”, sendo que os pontos são fornecidos pelos sentidos.
>> MUNDO FANTASMO – por Bráulio Tavares


A RESPOSTA MENTAL DA FICÇÃO CENTÍFICA

sábado | 21 | fevereiro | 2009

Algumas teorias dos gêneros literários procuram defini-los em termos da resposta emocional que provocam no leitor.  O gênero do horror (ou terror) é o exemplo mais à mão.  Não importa a época em que se situa, o estilo literário em que se expressa, não importa tema, ambiente, personagens, desenvolvimento…  O que conta é que é uma história escrita com a intenção de provocar essa resposta na pessoa que lê.  E que essa pessoa procure esse livro com a intenção clara de passar por essa experiência emocional.

O mesmo pode-se dizer do humor e do cômico; o mesmo pode-se dizer também da pornografia e do erotismo.  As histórias podem se passar em qualquer época e qualquer lugar, em qualquer ambiente; tudo isto é irrelevante.  Se cumprirem aquele objetivo – provocar o riso, ou a excitação erótica – pertencem ao gênero, e estamos conversados.

No caso da ficção científica, a resposta procurada por autores e leitores já foi formulada de diferentes maneiras.  Definições mais antigas usam a expressão “sense of wonder”: a sensação de deslumbramento, de maravilhamento, diante de algo surpreendente, grandioso, a ponto de modificar nossa própria noção sobre o universo.  Em fases posteriores, com autores e leitores mais exigentes, mais experimentados, mais questionadores, surgiram expressões como “conceptual breakthrough” (Peter Nicholls) e “cognitive estrangement” (Darko Suvin).  

Ambos os conceitos são tentativas de fazer uma sintonia fina no “sense-of-wonder” tradicional, formulado na década de 1930.  Nicholls criou a expressão “conceptual breakthrough” (mais ou menos “ruptura conceitual”, o ato de destruir uma visão do Universo e ter acesso a uma visão mais complexa, como o pinto rompe a casca do ovo e descobre o mundo) enfatizando esse poder da FC de nos fazer enxergar de repente a verdadeira realidade.  É a imagem daquela famosa gravura em que um sujeito se arrasta até o horizonte, fura um buraco no céu, enfia a cabeça por ali e vislumbra mecanismos espantosos.  É a visão do astronauta Bowman em “2001”, quando penetra no monolito e percebe ali o portal para hiper-dimensões.  

Darko Suvin, um crítico influenciado pelo marxismo e pelas idéias de Bertolt Brecht, propôs o termo “cognitive strangement” que significa “estranhamento cognitivo” ou “distanciamento cognitivo”.  Para ele, a FC nos possibilita ter de repente uma visão “de fora” das coisas, distanciada, livre das idéias preconcebidas, como se estivéssemos vendo aquilo pela primeira vez; e isto nos dá um conhecimento mais profundo do que estamos vendo. 

Como Newton vendo a queda de uma maçã, percebendo a atração do planeta Terra, e intuindo a partir disto todo um sistema de forças.  Ou como Einstein vendo um trem passar a toda velocidade e percebendo que os passageiros do trem se consideravam imóveis relativamente uns aos outros.
São essas “respostas mentais” que definem a FC, e não a presença de espaçonaves, alienígenas, robôs, pistolas de raios, etc.
>> JORNAL DA PARAÍBA – por Bráulio Tavares


CELULAR EM FORMA DE RELÓGIO DA LG DEVERÁ SAIR AINDA EM 2009

sábado | 21 | fevereiro | 2009

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Lembra do Dick Tracy? Pois bem. A Orange (que anunciou parceria com a Microsoft para equipar aparelhos com o Windows Mobile 6.5) pretende trazer um pouco de inovação ao mercado de celulares. A empresa pretende lançar “mais tarde, esse ano” o G910 Watch Phone, da LG (que disse colocar no mercado 50 novos aparelhos com o OS até 2012).

O aparelho irá trazer suporte a Bluetooth, conexão 3G HSDPA, vídeochamadas, playback de multimídia e interface via touchscreen. E ainda mostra as horas, esperamos. A operadora européia não anunciou o preço ainda.
>> PC MAGAZINE – por Bruno do Amaral

LG GD-910 watch phone


SALON: DESIDERATA LANÇA SUA PRIMEIRA OBRA ESTRANGEIRA

sábado | 21 | fevereiro | 2009

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Na Paris do início do século XX não é só a efervescente vanguarda modernista que movimenta o principal reduto artístico da capital francesa; o Montmartre.

Uma série de assassinatos de pintores modernistas, praticados por uma misteriosa criatura de azul -que parece ter escapado diretamente de um quadro de Gauguin – também intriga a cidade.

O thriller noir em quadrinhos Salon (188 páginas, R$ 39,90) é um lançamento da Editora Desiderata. Criação do norte-americano Nick Bertozzi, a HQ reúne personagens célebres; do naipe de Pablo Picasso, Georges Bruque, Erik Satie, os irmãos Gertrude e Leo Stein.

O enredo os une no centro dos crimes que agitam a Cidade-luz. Picasso é retratado como um “tampinha”, um tanto destemperado e obsceno. Na seqüência em que é introduzido à história, o excêntrico criador do Cubismo aparece nu e sem quaisquer papas na língua.

Ainda que a trama seja absolutamente ficcional, Bertozzi se inspirou na história da arte moderna, em especial no surgimento do Cubismo, para criar a base de seu thriller, mesclando traços da Paris de 1907 a uma narrativa fantástica que envolve ainda uma bebida secreta extraída de uma raiz só encontrada na Hungria, o misterioso absinto azul. O líquido permite que, aqueles que o tomam, possam viajar por dentro da realidade paralela das telas que revolucionaram as artes plásticas.

Ao perceber que podem ser os próximos da lista do serial killer, Gertrude e Leo Stein se associam aos amigos Georges Braque, Pablo Picasso, Erik Satie e Guillaume Apollinaire – todos representantes das vanguardas artísticas nas artes plásticas, na música e na literatura – para desvendar os assassinatos. Juntos, descobrem uma intrigante e inusitada relação entre os crimes e o consumo do viciante absinto azul.

O autor Nick Betozzi, nascido em Nova Inglaterra, já recebeu uma indicação ao prêmio Eisner. Seu currículo inclui ainda vários prêmios Harvey e Ignatz.
>> UNIVERSO HQ – por Marcelo Naranjo


BLACK TERROR: PRIMEIRO VOLUME JÁ PODE SER LIDO ONLINE

sábado | 21 | fevereiro | 2009

black-terror_1aO primeiro volume de Black Terror, série da Dynamite, já pode ser lido online, na íntegra, no site Comicbookresources.

A revista Black Terror deriva do projeto Superpowers, de Alex Ross. A edição tem texto de Ross e Jim Krueger e tem arte de Mike Lilly, artista exclusivo da Dynamite Entertainment.

O Projeto Superpowers revive vários personagens da Era de Ouro (Green Lama, Death Defying Devil, Samson, The Crusaders, Americam Spirit) da editora Nedor, que trocava de nome como quem troca de roupa (e também se chamava Beter, Standard e Pines, entre outros).

O personagem Black Terror surgiu em janeiro de 1941, nas páginas de Exciting Comics #9, da editora Nedor, e foi criado por Richard E. Hughes e Don Gabrielson. O herói voltou a ganhar destaque – junto com outros personagens da Era de Ouro – nas aventuras de Tom Strong, escritas por Alan Moore.

Com os personagens da Nedor em domínio público e a falta de manutenção da marca registrada, diversas companhias utilizaram Black Terror nos últimos anos. Existe inclusive uma versão da Eclipse comics, de 1989, baseada no Black Terror, que hoje é propriedade de Todd McFarlane.
>> UNIVERSO HQ – por Sérgio Codespoti


EVANGELION 2.0: SAIBA DAS NOVIDADES

sábado | 21 | fevereiro | 2009

Evangelion 2.0 You can [Not] Advance” é o nome do remake do segundo filme da série “Neon Genesis Evangelion“, criação de Hideaki Anno e Khara, que sairá no próximo dia 27 de junho no Japão.

O site oficial do projeto está no ar com um teaser do novo filme. A promessa é de mais aparições da personagem favorita dos fãs, Asuka, e novos designs das unidades EVA-02 até a EVA-06. Também haverá uma nova personagem, um enredo totalmente diferente, que promete muitas surpresas. O designer de personagens, Yoshiyuki Sadamoto, criou três modelos exclusivos de Be@rbrick, pequenos toyart de urso – Asuka, Rei e um ainda não revelado, que serão vendidos separadamente a partir de 14 de março e também nas vendas de ingressos especiais para o filme.

evangelion02O remake do primeiro filme, “Evangelion 1.0 You are [Not] Alone“, também terá um relançamento, agora chamado de “1.11”, em Blu-ray e DVD em 27 de março. Essa nova versão terá novas cenas e remasterização digital. Mais detalhes a respeito das novidades sobre “Evangelion” serão reveladas dia 16 de março, pela produtora King Record’s.
>> OHAYO – por Tom Mrques


VALKYRIA CHRONICLES VIRA ANIMÊ

sábado | 21 | fevereiro | 2009

valkyria1O jogo Valkyria Chronicles está virando um animê que vai estrear em abril na TV Japonesa. E as imagens liberadas parecem bem legais.O jogo se passa na europa na década de 1930 e mostra o filho de um herói da Primeira Guerra Mundial as voltas com uma iminente invasão a sua cidade natal. Ele terá que chefiar uma unidade morizada e ajudar contra esta invasão.
 
“Valkyria Chronicles é um dos RPGs mais ricos e bem projetados da atual geração de consoles”, segundo Rafael Arbulu na última edição da revista EGM. Se o animê seguir este padrão teremos algo bacana para assistir em breve.
>> HEROI – por Cassius Medauar
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LIVRO DE J.R.R TOLKIEN VAI SER REPUBLICADO

sexta-feira | 20 | fevereiro | 2009

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Escrito por J.R.R. Tolkien bem antes de começar a bem-sucedida série O Senhor dos Anéis, o livro The Legend of Sigurd and Gudrun vai ganhar uma nova publicação inglesa em maio.

Trata-se de uma versão em poesia de épicos nórdicos que Tolkien escreveu nos anos 1920 e 1930, quando era professor na Universidade de Oxford. Além de uma introdução de Tolkien, há um texto escrito por seu filho.
>> DESTAK


GEORGE ORWELL: RESENHISTA CONFESSO

sexta-feira | 20 | fevereiro | 2009

Sobre a tarefa de escrever apreciações sobre livros, que para muitos parece um elaborado exercício intelectual, revestido das mais altas intenções, George Orwell nos legou um retrato mordaz, no breve Confissões de um resenhista:

“É quase impossível mencionar livros a granel sem enaltecer de forma grosseira a grande maioria deles. Antes de ter algum tipo de relação profissional com livros, não se descobre quão ruim é a maioria deles.”

Em bem mais do que nove entre 10 casos, a única crítica objetivamente verdadeira seria: ‘Este livro não tem mérito’, enquanto a verdade sobre a reação do próprio resenhista provavelmente seria: ‘Este livro não me interessa de forma alguma, e não escreveria sobre ele a não ser que fosse pago por isso’ ”. São os ossos do ofício, esmigalhados por quem sabia do que estava falando.
>> REVISTA CONTINENTE


MADONNA ESTARÁ NA SEQUÊNCIA DE CREPÚSCULO

sexta-feira | 20 | fevereiro | 2009

Madonna vai participar de “Lua Nova”, a continuação do filme “Crepúsculo”, dizem blogs internacionais. Os sites citam como fonte Ryan Seacrest, apresentar do E! News, que teria confirmado a informação na televisão americana.

Ainda não está claro se Madonna irá escrever uma canção para a trilha sonora do filme ou atuar, interpretando alguma das vampiras da história. Ryan, que ficou famoso com o programa “American Idol”, aposta que a rainha do pop fará as duas coisas.

Lua Nova” deve chegar ao Brasil em novembro deste ano. O filme é dirigido por Chris Weitz, que substituiu Catherine Hardwicke no comando da história. A produção deverá ser mais elaborada, uma vez que conta com os altos lucros do primeiro filme da saga vampiresca, lançado em 2008.
>> ABRIL – por Rafael Kato


“NO HEROICS”: SÉRIE BRITÂNICA TERÁ VERSÃO AMERICANA

sexta-feira | 20 | fevereiro | 2009

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O escritor Drew Pearce está indo para os Estados Unidos trabalhar num piloto da sua sitcom No Heroics para a ABC. A série original da ITV mostra um elenco de super heróis neuróticos tentando se ajustar a vida diária. A versão americana será escrita por Pearce e Jeff Greenstein.

“Agora eu tenho grandes esperanças. Estou me mudando para Los Angeles no dia 22 de fevereiro para ficar três meses montando o show”.

Pearce confirmou que o programa da ABC se situará no mesmo universo que a produção da ITV. “Todo mundo parece estar empolgado com os novos scripts e personagens. Então, vamos manter os dedos cruzados”.
>> SCIFICOM – por Luke


ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS: TIM BURTON RODA NOVA ADAPTAÇÃO PARA O CINEMA

sexta-feira | 20 | fevereiro | 2009

Responsável por filmes como Edward Mãos de Tesoura e A Noiva Cadáver, Tim Burton dedica-se, desde setembro, às filmagens de sua nova superprodução: Alice no País das Maravilhas.

Primeira obra literária do escritor Charles Lutwidge Dodson, mais conhecido pelo pseudônimo Lewis Carrol, o livro foi concluído em 1865 e, desde então, fascina adultos e crianças. A tão conhecida história da menina que, ao passear no parque, cai em um mundo de surpresas e inversões, e que muda de tamanho o tempo todo, tornou-se um clássico da literatura universal.  Parte desse sucesso também é fruto das diversas versões cinematográficas realizadas desde 1903. De todas elas, a mais famosa é a animação da Walt Disney, de 1951, que, no entanto, marca a história da Disney como um de seus maiores fracassos.    
    
Tim Burton, em entrevista ao jornal americano Los Angeles Times, afirmou: “A história é obviamente um clássico, com imagens icônicas, idéias e pensamentos. Mas de todas as versões para o cinema eu nunca vi uma que tenha realmente me impactado. São apenas uma série de acontecimentos malucos. Todo personagem é estranho e ela (Alice) meio que vaga como observadora por esses encontros”.

Para essa nova versão, Johnny Depp interpreta o chapeleiro maluco e o papel de Alice fica com a australiana Mia Wasikowska. A adaptação segue o roteiro de Linda Woolverton, a mesma de A Bela e a Fera e O Rei Leão. O longa tem estréia prevista para 2010.
>> REVISTA CONTINENTE


NERVERACKERS: PRÓXIMO FILME DE ROBERT RODRIGUEZ SERÁ THRILHER FUTURISTA

sexta-feira | 20 | fevereiro | 2009

 Nerverackers já tem até data de estreia: 16 de abril de 2010

Depois do infantil Shorts, o próximo filme de Robert Rodriguez não deve ser Barbarella, muito menos Machete. A Variety diz que primeiro virá Nerverackers, thriller futurista com produção da Dimension Films (que também está produzindo Machete).

Ambientado em 2085, o filme acompanha Joe Tezca, um oficial de uma equipe de elite destacada para interromper uma onda de crimes em uma sociedade teoricamente perfeita. O roteiro também é de Rodriguez.

Nerverackers já tem data de estreia definida: 16 de abril de 2010. Pelo visto os outros projetos do diretor vão mesmo ficar para depois. Foi na Dimension que o diretor produziu várias de suas obras, desde Um Drink no Inferno (1996) até Planeta Terror (2007).
>> OMELETE – por Marcelo Hessel


“SLEEP DEALER”: SAIU O CARTAZ

sexta-feira | 20 | fevereiro | 2009

Premiado em Sundance, o filme tem como pano de fundo um futuro próximo: a história ocorre em um mundo militarizado e com fronteiras fechadas que permite que trabalhadores cumpram suas jornadas somente através de uma rede digital global que une mentes e experiências. Então três estranhos arriscam suas vidas para se conectarem e derrubar as barreiras tecnológicas.
O filme será lançado em 17 de abril nos EUA somente em algumas cidades selecionadas.
>> SCIFICOM – por Luke

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“DEATH NOTE” ESTREIA EM MARÇO

sexta-feira | 20 | fevereiro | 2009

Light ou Kira no lado esquerdo da imagem.

O Animax estreia com exclusividade dia 03 de março, terça-feira, às 22h, “Death Note“, animê de sucesso mundial que conquistou fãs de todas as idades.

Fenômeno de público que teve início nos mangás, “Death Note” conta a história do estudante Light Yagami, que tem seu destino alterado quando encontra por acaso um caderno sobrenatural.  Deixado na Terra por Ryuk (um deus da morte), o bloco de anotações permite que seu usuário mate qualquer pessoa somente ao escrever seu nome nas páginas amaldiçoadas.

Com a intenção de criar um mundo melhor, Light utiliza as informações de uso contidas na contracapa para se tornar um justiceiro e eliminar criminosos. No entanto, quando bandidos começam a morrer um a um, as autoridades designam o lendário detetive L para cuidar do caso e descobrir quem é o responsável pelas mortes. Assim se inicia uma batalha de descobertas e decepções.

Death NoteSobre o anime

Death Note” foi lançado em mangá em 2003 no Japão pela dupla Tsugumi Oba e Takeshi Obata, criador e ilustrador da obra, respectivamente. A cada edição dos mangás, “Death Note” bate recordes por onde passa. Nos Estados Unidos, por exemplo, foram vendidos mais de 800 milhões de cópias do título e o primeiro volume ficou 89 semanas na lista dos mais vendidos, na categoria de ficção científica.

O sucesso nos mangás deu origem ao anime, que também conquistou milhares de fãs nos Estados Unidos e Japão e os DVDs da série registraram recordes de venda. Depois do mangá e do animê, “Death Note” ganhou sua versão para o cinema com direito até à sequência nas telonas. No Japão, a história ainda virou trama de novela.

A serie estreia dia 3 de março, terça-feira, às 22hs.
>> OHAYO! – por Tom Marques

Abaixo a primeira abertura do anime: