TRILOGIA “PADRÕES DE CONTATO”, DE JORGE LUIZ CALIFE

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Num único volume, a primeira trilogia da ficção científica hard brasileira

O fluminense Jorge Luiz Calife é um dos mais importantes e prolíficos autores de ficção científica do nosso país, considerado o “pai da FC hard brasileira” pelo pioneirismo da sua trilogia “Padrões de Contato” (Devir, 644 páginas), aqui reunida pela primeira vez num único volume, com introdução de Marcello Simão Branco.

Calife ajudou a popularizar a idéia de uma FC brasileira publicando em revistas como EleEla, Playboy, Isaac Asimov Magazine e Manchete – onde foi publicado o seu conto “2002”, que impressionou Arthur C. Clarke e o motivou a escrever uma seqüência ao seu clássico 2001: Uma Odisséia no Espaço. Seus contos apareceram também na França e em Portugal.

Alguns dos contos de Calife estão reunidos em As Sereias do Espaço (2001). Jornalista e divulgador científico, também publicou Espaçonaves Tripuladas (com Cláudio Oliveira Egalon e Reginaldo Miranda Júnior, 2000) e Como os Astronautas Vão ao Banheiro? E Outras Questões Perdidas no Espaço (2003).

“[Agradeço] ao Sr. Jorge Luiz Calife, do Rio de Janeiro, por uma carta que me fez pensar seriamente numa possível continuação [de 2001: Uma Odisséia no Espaço]”

Como este agradecimento em 2010: Uma Odisséia no Espaço II, Arthur C. Clarke colocou o brasileiro Calife no mapa da ficção científica mundial, abrindo a ele as portas para escrever a Trilogia Padrões de Contato:
Século XXV. A humanidade controla o Sistema Solar e vive uma era de hedonismo e tranqüilidade econômica e social. Empreiteiros espaciais disputam megaprojetos de ultratecnologia, dividindo o Sistema Solar entre seus interesses. Residências aéreas dão forma a uma vida paradisíaca nos céus da Terra. Golfinhos mantêm contato telepático com uma inteligência galáctica de bilhões de anos, a Tríade, guardiã da segurança da humanidade. Mas tudo começa a mudar com a chegada do Batedor, sonda de uma civilização distante que oferece testemunho de como o destino da humanidade deve ser entre as estrelas.

Século XXVI. A humanidade tenta encontrar saídas para a colonização estelar. Tensões aumentam entre os que desejam manter a pureza do corpo humano, os que se querem a fusão com a máquina, e os que buscam a simbiose com organismos geneticamente manipulados. Baleias trabalham na construção civil em Europa, a lua de Júpiter, e jovens simbiontes conseguem flutuar no vácuo sem trajes espaciais. Contudo, um problema de preservação ambiental pode limitar a construção de um novo porto espacial de grande importância para a Terra.

Século XXVIII. A ultratecnologia trouxe a felicidade? Não para um grupo de transcendentalistas que enviam apelos ao espaço com radiotelescópios. Para eles, a Tríade tem a solução — a fusão de mentes individuais à sua matriz cristalina, unindo a espécie humana à sua consciência coletiva ancestral.

Assim Jorge Luiz Calife constrói a sua história do futuro. O fio condutor é Angela Duncan, mulher tornada imortal pela Tríade. A saga avança com a descoberta de uma nave de gerações tripulada por brasileiros e vítima de uma cruel ditadura militar, uma guerra com parasitas espaciais, jornadas por de um buraco negro até o passado da Terra, e a resolução do mistério da Tríade.

“Um brasileiro imaginativo, bem informado e irreverente, capaz de lidar com a ficção científica tão bem quanto os melhores autores estrangeiros do gênero.”
—Miriam Paglia Costa, Veja.

“Os romances de Calife são os primeiros a combinar a escala épica do mito, sense of wonder, e a crença na tecnologia no Brasil… Ele representa uma nova espécie de escritor de ficção futurista no Brasil, que explora questões sociais, ecológicas e políticas, ao mesmo tempo que especula sobre a colonização do espaço e novas tecnologias… Calife ultrapassa os limites dos escritores anteriores do gênero, ao criar um mundo no qual a tecnologia, quando associada a uma consciência social e metafísica, abre um novo conjunto de possibilidades para o futuro.”

—M. Elizabeth Ginway, autora de Ficção Científica Brasileira

“Dono já de um estilo, [Calife] manipula os ingredientes próprios do gênero com precisão… sem os artificialismos que tanto prejuízo trazem a grande parte dos volumes que em todo mundo se imprimem…”
—Gumercindo Rocha Dorea

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