‘HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE’: ENTRE A PAIXÃO E A DOR

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Está na telas de todo mundo um dos mais esperados lançamentos cinematográficos do ano: Harry Potter e o Enigma do Príncipe. A história se passa no sexto ano de Harry Potter (Daniel Radcliffe) na escola de magia de Hogwarts. No embate do Bem contra o Mal no mundo dos bruxos, o vilão Voldemort começa a levar a melhor. Nesse cenário nada animador, Harry recebe a ajuda no misterioso príncipe para encarar as aulas, que não são fáceis, e deve descobrir verdadeira origem do menino que se tornou Lord Voldemort. É uma forma revelar o que pode ser sua única vulnerabilidade do malvado.

Mas a trama misteriosa à vezes é quase um pano de fundo para o que parece ser a verdadeiro foco desse novo capítulo da franquia. Se em “A Ordem da Fênix” o conflito de Potter com a sua adolescência deixava transparecer um lado briguento do personagem, agora ele revela bem mais maleável. Aos 16 anos, o aprendiz de bruxo adquiriu uma certa malandragem. Está bem mais atendo às criaturas mágicas que encantam os rapazes dessa idade: as garotas.

A pretendente, no caso, é Gina (Bonnie Wright), que passou os últimos cinco anos apaixonada por Harry à distância e que repente resolveu arrumar um namorado – ou seja, mais sofrimento para o herói da série. Gina é irmã de Rony (Rupert Grint), o melhor amigo de Harry, que por sinal também está às voltas com questões amorosas. Já Hermione (Emma Watson) esnoba um rapaz bem apanhado ao se descobrir apaixonada por um colega que sempre esteve bem à sua frente.

Ok, dito assim parece até capítulo de “Malhação”. Mas não se engane: embora o filme seja mais lento que os anteriores, nele estão todos os elementos que devem agradar os fãs das aventuras sombrias de HP. E o final desse episódio tem uma forte carga dramática capaz de deixar a platéia com um nó na garganta quando as luzes são acesas.

Tudo indica que “O Enigma do Príncipe” foi produzido como uma espécie de transição para os próximos filmes. Harry Porter vai voltar em 2010, na primeira parte de sua última saga: “Harry Potter e as relíquias da morte”. O derradeiro episódio foi dividido em dois, e a segunda parte deve se exibida apenas em 2011. De acordo com os produtores, história é muito comprida para ser contada em apenas um filme.

Interessante é perceber a força da mitologia criada pela escritora Joanne Kathleen Rowling. Todo esse sucesso começou com uma série de livros, coisas que para as crianças e adolescentes do século XIX – acostumadas com internet e games – poderiam ser apenas objetos de papel agrupado destinados a apodrecer nas estantes. Mas mesmo saindo das páginas impressas, Harry Potter conquistou um espaço significativo na cultura Pop. Sinal de que a literatura fantástica permanecerá enfeitiçando leitores por muitas gerações.
>> ASSOMBLOG – por Roberto Beltrão

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