‘A VIAGEM DO PEREGRINO DA ALVORADA’: NOVAS IMAGENS DO TERCEIRO “CRÔNICAS DE NÁRNIA”

segunda-feira | 30 | novembro | 2009

O site NarniaFans divulgou esta semana o primeiro blog da produção do filme. Nós traduzimos todo o texto e o reproduzimos aqui para vocês, juntamente com três novas imagens, as primeiras oficiais do filme.

Caros amigos:

Temos o prazer de oferecer o primeiro de uma série planejada de relatos vindos diretamente do set de As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada. Estes não serão o tipo de artigos enlatados geralmente encontrados em mídias tradicionais. Não, vocês receberão relatos diretos e sem filtros dos produtores e sobre eles, enquanto eles trabalham incansavelmente para trazer toda a mágica da amada história de C.S. Lewis e de seus personagens para a tela grande:

“Dedicado Àqueles que Ele Ama”, por Ernie Malik

“Todos os narnianos, com corações cheios de gratidão, que possamos agradecer à tripulação do Peregrino da Alvorada por suas mentes decididas e mãos de artesãos”

Essa é a dedicatória gravada na base do mastro do Peregrino da Alvorada, o set poderoso e majestoso do design de produção Barry Robinson para o próximo filme de Nárnia. O navio esteve na Península em Cleveland Point, a cerca de 30km a leste de Brisbane, Australia, e abrigou elenco e equipe de filmagem durante 17 dias no mês de setembro.

O que isso significa?

É bem possível que navios mercantes de outrora carregassem os nomes de sua tripulação, honrando aqueles cujas mãos ajudaram a construir a embarcação. Ou para citar uma morte inesperada no mar.

Na história do filme, foi ideia do Barry fazer com que o mastro principal do navio fosse uma dedicatória de Caspian à sua fiel tripulação narniana que construiu a embarcação para seu rei. O público [que assistirá o filme] nunca verá os nomes no mastro de perto, mas eles representam, na história, aqueles marinheiros telmarinos na jornada com Caspian e os Pevensies.

Entretanto, abaixo da inscrição poética de Barry no Peregrino da Alvorada (que, a propósito, foi modelado ligeiramente à semelhança do Endeavour de James Cook, que navegou pelos mares do Sul em 1768, e cuja réplica hoje está no porto de Sydney), estão os verdadeiros nomes de cada pessoa da equipe de filmagem que deu uma mãozinha para trazer à vida esta fragata real.

Independente de seus países, sejam EUA, México, Inglaterra, Nova Zelândia ou Austrália. A lista homenageia aqueles carpinteiros, ilustradores, moldadores, pintores e o pessoal do departamento de arte que contribuiram com este verdadeiro monumento aos cenários de filmes. Robinson estima que haja pelo menos 200 pessoas listadas.

Quando perguntam a ele sobre o navio (sua inspiração, suas dimensões, seja o que for), o veterano artesão do cinema rapidamente menciona os nomes daqueles que ajudaram a trazer à vida sua grande visão. Embora apenas o nome dele vá aparecer na tela do cinema como o único designer de produção do filme, ele reconhece carinhosamente que há dúzias de mentes criativas (e centenas de mãos talentosas) que construíram o régio cenário.

Como o supervisor de direção de arte Ian Gracie, que ocupou o mesmo cargo em “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”. Ou o diretor de arte neo-zelandês Mark Robins, que estava todos os dias em Cleveland Point supervisionando a construção do navio (após vê-lo pela primeira vez em um estúdio). Ou o diretor de arte mexicano Marco Nero, cujo trabalho inicial, quando as filmagens estavam marcadas para Rosarito Beach (o mesmo local onde Titanic foi gravado), se mostrou inestimável. Como o supervisor de construção Sean Ahern. Ou o pintor Matt Connors, sem cujas contribuições o navio seria apenas um modelo sem cor. Como os nomes no mastro, a lista de Barry não tem fim.

No dia em que o barco ficou finalmente pronto na península que avança sobre o Oceano Pacífico Sul, Barry parou ao lado de sua criação, quase chorando ao ver o resultado final do que começou como uma maquete de 90 centímetros, mais de dois anos antes.

Agora, sua obra, e também de seus colegas, podia brilhar diante das câmeras de cinema.

Estas poucas palavras são então dedicadas a este cavalheiro gracioso, artista e talento criativo, cujas contribuições, não apenas para o Peregrino da Alvorada, mas para o filme em si, são um testamento da mágica dos filmes em uma terra cujas paisagens mágicas acompanham os leitores de todo o mundo por mais de meio século. E continuarão acompanhando neste milênio.

>> NARNIANO – por Lucy Pevensie

 


SAM RAIMI CONVIDA O URUGUAIO FEDE ALVAREZ PARA FAZER FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA

segunda-feira | 30 | novembro | 2009

Fede Alvarez só garante que o filme terá robôs. Veja ao final seu ótimo curta: Ataque do Pânico

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Peter Jackson apostou no estrante Neil Blomkamp para a direção de Halo. O filme não deu certo, mas acabou gerando o sucesso de bilheteria Distrito 9. Agora, outro cineasta de renome parece interessado em criar sua própria ficção científica de baixo orçamento (para os padrões de Hollywood, claro).

Sam Raimi convidou o uruguaio Fede Alvarez para um longa-metragem. Será o primeiro do diretor de comerciais e especialista em efeitos. Por enquanto, Alvarez só diz que o filme “terá robôs” e que deve ficar entre 30 e 40 milhões de dólares (quantia próxima à do orçamento de Distrito 9). Originalmente, o projeto custaria mais caro, mas o próprio cineasta disse preferir menos dinheiro, o que significa mais controle sobre o produto.

Robôs gigantes são justamente as criaturas do curta-metragem que revelou o diretor ao mundo, o ótimo Ataque de Pânico. Se você ainda não viu, confira abaixo!
>> OMELETE – por Érico Borgo


‘ALVO HUMANO’: TRAILER DO SERIADO

segunda-feira | 30 | novembro | 2009

O canal Fox americano divulgou um novo trailer de Human Target, o novo seriado baseado na HQ Alvo Humano. Veja abaixo.

O seriado traz o ator Mark Valley no papel título, acompanhado por Chi McBride (como Winston) e Jackie Earle Haley (como Guerrero). McG (As Panteras, O Exterminador do Futuro: A Salvação) e Simon West (Lara Croft: Tomb Raider) são os produtores executivos. O programa estreia nos EUA em 17 de janeiro de 2010. A primeira temporada já tem 13 episódios confirmados.

Criado em 1972 por Len Wein e Carmine Infantino, o Alvo Humano é um detetive e guarda-costas particular que trabalha personificando seus clientes, se fazendo passar por eles. Assim, ele se torna o alvo, e em sua essência, um alvo humano.

O detetive teve suas primeiras aparições na revista Action Comics, e já atuou ao lado do Batman nas revistas The Brave and the Bold e Detective Comics. Christopher Chance (o nome real do Alvo Humano) recentemente teve histórias escritas por Peter Milligan no selo Vertigo, lançadas no Brasil em um encadernado publicado pela Opera Graphica.

Uma série adaptando a HQ foi produzida em 1992 e tinha o cantor Rick Springfield como Christopher Chance. O cantor acabou abandonando a série, pois não pôde acompanhar o ritmo de trabalho imposto por ela, que assim durou apenas sete episódios.
>> HQ MANIACS – por Leonardo Vicente Di Sessa


‘ANJO DA DOR’, DE ROBERTO DE SOUSA CAUSO É O PRIMEIRO LANÇAMENTO DO SELO PENTAGRAMA DA DEVIR

segunda-feira | 30 | novembro | 2009


Acontece no próximo dia 2 de dezembro, quarta-feira, a partir das 18h30, o lançamento do segundo romance de Roberto de Sousa Causo, Anjo de Dor (pela Devir), na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista (N.º 509, loja 28). A livraria fica em uma galeria próximo ao cruzamento da Av. Paulsita com a Av. Brigadeiro Luiz Antonio, e nas proximidades da Estação Brigadeiro do Metrô.

Anjo de Dor é um livro de horror, que inaugura o selo Pentagrama da Devir, dedicado a esse gênero. Esse romance foi finalista do Projeto Nascente da USP, e a edição da Devir tem arte de capa de Vagner Vargas, texto de orelha de Braulio Tavares, e introdução de Rubens Teixeira Scavone.


SEREIAS DE DOIS MUNDOS

sábado | 28 | novembro | 2009

Novelas de Mempo Giardinelli e Giuseppe Tomasi di Lampedusa são narrativas sobre a relação com o mito.

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O canto das sereias é a sedução impositiva do mito, o chamamento ancestral que leva a criatura para o abismo de suas próprias origens, para a negação da sua individualidade e razão. A sereia encarna esse sequestro do humano para os confins do não-ser, ou do ser-um, o caos primordial que indiferencia todos os que foram criados. Fazer parte dessa humanidade primordial, misturar-se a essa água infinita, entregar-se a esse mar que desorienta o navegador é renunciar ao esclarecimento, pois no mito a sabedoria é cifrada e o enigma pertence aos que estão acima do humano (1).

Para se livrar desse laço mortal e enxergar sua identidade, o herói pede que o amarrem ao mastro, para que não caia na tentação de ouvir o ímã que o puxa para o fundo. Ele precisa insistir na busca de si mesmo, na rota que deve levá-lo de volta ao seu ego. Precisa se autoimolar, para se desprender das raízes e empreender uma busca completa de autoconhecimento. Consegue, assim, seu intento e aporta na realidade. Mas quem o espera é mais uma armadilha: seu entendimento é tão triunfante e completo que se transforma numa nova mitologia. Ele descobre, então, que o esclarecimento estava implícito nos velhos mitos e o que fez foi seguir um ciclo de volta ao seu início. O saber racional vira mito e o mito ancestral encerra a sabedoria.

A sereia habita as profundezas do mar primordial e busca na superfície as vítimas do seu encanto. Se for tomada como símbolo do que foi formatado na proto-História, o que regula e influencia a História humana posterior, ela assume não só essa dupla maldição, a de demônio que rouba a alma por meio da voz, ou de divindade que se interpõe no destino. Ela é mulher, e aí está o terceiro vetor do tridente. A parábola, o poema épico, a filosofia e a literatura se encarregam desse triângulo mortal, as três faces da sereia como construção do imaginário.

Dois ficcionistas de gênio abordam o mito da sereia de maneira oposta. Ambos compartilham ambientes parecidos: o sufoco da Sicília, no caso de Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896–1957), ou do Chaco, região noroeste da Argentina, no caso de Mempo Giardinelli (1947). A lua, o deserto, o calor envolvem o protagonista siciliano de O Senador e a Sereia e o argentino de Luna Caliente, no embate dessa busca de si mesmo, encarnada no encontro libertador (em Lampedusa) e fatal (em Giardinelli) com as sereias (2). São narrativas sobre a relação com o mito. Em Lampedusa, há o heroísmo da entrega e da redenção. Em Giardinelli, há voragem, em que o anti-herói quer devorar o que pretende evitar, sem reconhecer que está sendo engolido. A volta à origem é feita de maneira consciente no siciliano e por meio da ruptura e da tragédia no argentino. Ambos precisam aprender a lidar com a Outra, o gênero feminino.

Lampedusa traça o perfil do senador e catedrático Rosário de La Curcia, hiperespecialista em cultura grega, arrogante e misantropo, que tortura o narrador, um jovem jornalista decepcionado com seus amores e que acaba conquistando a amizade do helenista célebre. O motivo principal do desprezo que nutre pelos outros, especialmente os de pouca idade, são as ilusões do amor. O velho é um abstêmio sexual porque na juventude se satisfez com o amor tórrido com uma sereia, de verdade, daquelas que até falavam grego. O senador alcançou a imortalidade ao fazer sexo com a sereia, que o espera em qualquer quadra da vida, de volta, quando cansar do mundo. Sua segurança vem dessa promessa, que, afinal, se cumpre.

Giardinelli coloca na roda um trintão alienado politicamente, que volta de Paris formado, pronto para ascender socialmente numa Argentina dominada pela ditadura e pelo mito da pátria. É, então, seduzido pela visão da sereia adolescente e conduzido, por instinto e covardia, ao estupro e ao assassinato. Mas a ninfa imortal sempre volta para atormentá-lo, por mais que ele se esforce em assassiná-la. Ao contrário do senador, que se entrega às certezas do mito, o carreirista tenta, em vão, destruí-lo.

Giardinelli, um dos mais notórios escritores do seu país, destacado autor da literatura das democracias restauradas, como ele gosta de frisar, e que hoje vive no cenário de Luna Caliente, a cidade de Resistência, no Chaco, aparentemente trabalha o medo do anti-herói diante da mulher. Mas sua narrativa pega mais fundo. O personagem descobre que a Argentina vive uma época de destruição de identidade nacional e de imposição de uma mitologia obscura, fundada na ideia fascista de uma pátria madrasta. É tarde demais para escapar, pois já está comprometido com a cátedra da universidade local. É então seduzido pelo canto de sereia, o chamamento para as delícias da falta de razão e identidade, para o caos primordial, para a fuga. O sexo tórrido é a saída para suas amarras, sua decepção, sua solidão.

Ele cai na tentação e tenta se livrar da culpa, mas os novos verdugos, a ditadura argentina, o perseguem. O poder acena com um acordo: ele assume a culpa, se mantém, assim, preso ao regime e continua fora da cadeia. Ou, então, será desmascarado e encarcerado por décadas. Prefere escapar pela fronteira, mas é alcançado por quem, aparentemente, tinha sido eliminada. É o canto da sereia, que o leva de volta para suas origens no Chaco castrador, de onde fugiu para se salvar e voltou porque estava convicto da vitória da sua razão sobre as verdades impostas pelo clima, a paisagem, os laços familiares, o regime político instável e perverso.

Da mesma forma, Lampedusa reproduz o ambiente fascista da Itália, com seus intelectuais supérfluos, seus jornalistas vendidos, seus costumes amarrados. Tanto o jovem narrador quanto o velho sábio remam contra a corrente dessas imposições. Estão apartados da Sicília, vivem no norte do país, lugar considerado frio demais pelos habitantes do sul. Mas a condição de conterrâneos os aproxima, para que compartilhem de um segredo: a relação prazerosa com o mito, a salvação da vida medíocre por meio da entrega pessoal a tudo o que representa as origens, a terra, o mar ignoto. Desde que, claro, esses elementos sejam intermediados pela alta cultura.

É uma releitura do que pode fazer uma sereia, que, assim, perde o caráter demoníaco, tão presente em Giardinelli. O sufoco, em Lampedusa, está no frio, na racionalidade, na capital. A lua, a água do mar que geme de prazer sob o sol a pino, o sopé do vulcão em repouso, as tempestades, tudo o que é primordial e siciliano faz parte dessa mitologia particular dos migrantes que sonham com as delícias da terra natal.

É mais uma sintonia com Giardinelli, que escreveu sua novela no México, para onde emigrou depois da perseguição da ditadura. No exílio, ele cria a história do argentino que volta para suas raízes para impor a identidade e a razão e acaba sucumbindo diante da força da irracionalidade mitológica. Lampedusa tece a trama do siciliano que volta para os braços da sereia para escapar da aridez da sua vida, cercada pela irracionalidade e incompetência. Giardinelli não fala em sereia, mas em uma chaquense de 13 anos insaciável, incapaz de morrer diante do seu algoz. Mas é o mesmo mito. Senão como explicar sua imortalidade, sua reaparição constante depois de sofrer o atentado do amante?

As duas novelas são puro cinema. Luna Caliente foi filmada pela Casa de Cinema de Porto Alegre e veiculado pela Rede Globo em 1999. O Senador e a Sereia já nasce como sessão das quatro, aquela das tardes de verão em que nada se podia fazer além de fugir do calorão sentando numa poltrona para ver um filme inesquecível.
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Notas: 1. Sobre o mito e a sereia, me baseei na leitura de Jürgen Habermas, que no volume O Discurso Filosófico da Modernidade, capítulo 5 (Martins Fontes, 2000, 540 págs.), comenta A Dialética do Esclarecimento, famoso texto de Horkheimer e Adorno de 1944.

2. Luna Caliente – Três noites de Paixão e O Senador e a Sereia foram editados pela L&PM, em 1985 e 1980, com traduções de Sergio Faraco e José Antônio Pinheiro Machado, respectivamente.

>> CRONÓPIOS – por Nei Duclós


TAIKODOM: ETERNO RETORNO VOL. 2 DOS QUADRINHOS TRAZ EVENTO-CHAVE DO UNIVERSO DO GAME

sábado | 28 | novembro | 2009

Desfecho da minissérie em quadrinhos conduz personagens até um dos acontecimentos mais importantes da cronologia do Universo Taikodom e que nunca havia sido descrito em uma obra. Lançamento será no dia 30 de novembro, em São Paulo (SP). Álbum traz extras.

Os leitores do segundo volume da minissérie Taikodom: Eterno Retorno vol. 2 , de Roctavio de Castro e Eduardo Ferrara (Devir, 88 págs., R$ 28,50 – Inclui CD de instalação do game Taikodom) vão descobrir que a saga de Gao Jung ainda reserva muitas surpresas. Se antes ele tinha uma missão clara a cumprir, agora vai perceber que a sua vida de terráqueo despertado no futuro não é o que parece ser. Gao terá de confiar em fantasmas de seu passado, alguns de procedência bastante duvidosa.

A obra será lançada na próxima segunda-feira (30), na livraria Fnac Paulista, em São Paulo (SP), pela editora Devir e Hoplon Infotainment, empresa desenvolvedora do jogo online Taikodom. No dia 1o de dezembro, o lançamento acontece em Florianópolis, na Livrarias Catarinense do Beiramar Shopping. Publicado menos de dois meses depois do primeiro volume, este segundo número traz extras como glossário, páginas com esboços e parte do roteiro, e ainda o trecho de um conto de Gerson Lodi-Ribeiro explicando a terraformização de Marte, um dos conceitos apresentados na minissérie em quadrinhos.

Logo no primeiro dos três capítulos, o rebelde e irascível Gao Jung é visto tendo esperanças quanto à sua vida pós-despertar. “Pela primeira vez na história, Gao enxerga a possibilidade de construir algo de que gosta em sua vida no futuro, em seu novo mundo, mesmo que à custa do sacrifício de muita gente”, explica o roteirista Roctavio de Castro, que também é editor de universo ficcional na Hoplon Infotainment. Mas a alegria dura pouco. Castro propõe um pacto de credulidade com o leitor, plantando dúvidas e desconfianças sobre as intenções e a realidade dos personagens e ainda questiona crenças, misticismos e a existência do sobrenatural num mundo cético e hipertecnológico. “Quis mostrar que esses temas também podem existir no Taikodom, mas também que tudo pode ter uma explicação científica por trás… Ou não”, brinca Castro.

A arte de Eduardo Ferrara, que tem em seu currículo trabalhos para Marvel Comics, uma das maiores produtoras de quadrinhos do mundo, preserva o dinamismo do traço a lápis e é valorizada pelo trabalho da equipe de coloristas, com efeitos que destacam a arte original e enfatizam a atmosfera e a narrativa.

Lançamento em São Paulo (SP):
30 de novembro de 2009, segunda-feira, às 18h
Livraria FNAC/Paulista. Avenida Paulista, 901
Estacionamento pela Alameda Santos, 960. Tel. (11) 2123 2000

Lançamento em Florianópolis (SC):
1o de dezembro de 2009, terça-feira, às 18h
Livrarias Catarinense do Beiramar Shopping
Rua Bocaiúva, 2.468, Centro. Tel. (48) 3271 6001


‘LUA NOVA’: CONTINUAÇÃO DA SAGA ‘CREPUSCULO’ TEM ESTRÉIA COM MAIS DE 14 MILHÕES DE PESSOAS

sábado | 28 | novembro | 2009

Com investimentos de R$ 5 milhões em ações de divulgação, o fime teve mais de 14 milhões de espectadores em sua estreia

Filme teve investimento de marketing superior a R$ 5 mi e tornou-se uma das maiores bilheterias da história

O segundo filme da Saga Crepúsculo, Lua Nova, que estreou no último fim de semana no Brasil, teve investimentos da ordem de R$ 5 milhões em campanhas de divulgação para anunciar a estreia. A ação foi coordenada pela Paris Filmes e incluiu veiculação de peças em TV aberta, internet, rádio – todas incluindo promoções. Além disso, a distribuidora do filme promoveu uma campanha especial no metrô de São Paulo com um totem eletrônico sobre o filme.

Como resultado do reforço, a estreia alcançou a marca de mais de 14 milhões de pessoas nas mais de 600 salas de cinemas que exibiram o filme. Isto significa 60,8% do market share dos ingressos vendidos, sendo responsável por um aumento de 211% na frequência em relação a mesma semana do ano passado. Esta já é considerada a maior estreia em cinemas brasileiros na década.

Nos últimos anos, o cinema vem se consolidando como uma mídia atrativa para os anunciantes. Em um momento em que, de acordo com dados do Ibope, o número de televisores desligados bate recorde no Brasil. Segundo André Porto Alegre, diretor comercial da Circuito Digital, quando um filme tem um desempenho excelente em seus primeiros dias – como foi o caso de Lua Nova – bom público e renda nas próximas semanas são certos. “Será uma das três maiores bilheterias de 2009, perdendo só para A Era do Gelo 3 e Se Eu Fosse Você 2”, conta Porto Alegre. A Circuito Digital realiza o gerenciamento publicitário das 257 salas das redes Severiano Ribeiro, CineSystem e Playarte.
>> MEIO & MENSAGEM