STEPHENIE MEYER FALA SOBRE ‘A HOSPEDEIRA’ (‘THE HOST’) EM ENTREVISTA

O que inspirou a idéia para The Host?
S.Meyer: O núcleo do pensamento que veio a se tornar The Host foi inspirado pelo mais completo tédio. Eu estava dirigindo de Phoenix para Salt Lake City, através de um dos mais secos e repetitivos desertos do mundo. É um caminho que eu fiz muitas vezes, e uma das coisas que eu faço para não enlouquecer é contar histórias para mim mesma. Eu não faço idéia do que deu início para essa estranha idéia de uma alien parasita de corpos apaixonada pelo namorado de sua hospedeira. Quando me dei conta eu já estava no meio da história. Depois que eu comecei a história imediatamente exigiu minha atenção. Eu sabia que havia algo interessante na idéia de um triângulo tão complexo. Eu comecei a criar a estrutura da história no notebook e então comecei a construir o romance em cima disso assim que tive um computador ao meu alcance. The Host era pra ser apenas um projeto secundário – algo para me manter ocupada entre pequenas correções em Eclipse – mas acabou se tornando algo de que eu não pude me afastar até que estivesse pronto.

Você escreveu The Host, seu primeiro romance para adultos, de uma forma diferente da que usou em sua série juvenil?
S.Meyer: Nem um pouco. Assim como na série Crepúsculo (e essa é provavelmente a única coisa em que The Host é como Crepúsculo!), The Host, é apenas uma história que eu me diverti contando para mim mesma. Minha própria diversão é sempre o segredo para terminar a história. Nunca penso em outro público além de mim mesma enquanto estou escrevendo; isso pode esperar pela fase de edição.

Você tem se referido a The Host como sendo ficção científica para quem não gosta de ficção científica. Pode explicar por quê?
Ler The Host não é como ler ficção científica; o mundo é familiar, o corpo no qual a narradora se move é familiar, as emoções nos rostos a sua volta são familiares. O cenário é esse mundo, apenas com algumas diferenças chave. Se não fosse pelo fato de que histórias com alienígenas são, por definição, ficção cinetífica, eu não o classificaria nesse gênero.

Existem muitos dialogos entre Wanderer, a narradora e “alma” invasora, e Melanie, o corpo no qual Wanderer agora vive. Cada personagem tem sua própria voz distinta e luta interna. Foi um desafio fazer com que as duas personagens, que ocupam um só corpo, serem distintas o bastante?
Wanderer e Melanie foram duas personalidades distintas para mim desde o início. Melanie é a vítima – é com ela que nós, como humanos, deveríamos nos identificar; ao mesmo tempo, ela não é sempre a pessoa mais admirável. Ela pode ser brava, violenta e impiedosa. Wanderer é a vilã, a ladra. Ela não é como nós, nem mesmo é um membro da nossa espécie. No entanto, ela é alguém com quem ao menos eu gostaria de me parecer mais. Ela é uma pessoa melhor do que Melanie em muitas formas, e, ainda assim, uma pessoa mais fraca. As diferenças entre as duas personagens principais são o ponto principal da história. Se elas não fossem tão distintas, não haveria motivos para escrever.

Algum dos personagens foi uma surpresa para você enquanto escrevia?
Eu sou constantemente surpreendida pelos meus personagens enquanto escrevo – é realmente uma das minhas partes favoritas. Quando um personagem se recusa a fazer o que eu havia planejado para ele ou ela, é ai que eu sei que o personagem tem vida própria. Vários personagens me pegaram fora de guarda em The Host. Um em particular havia sido estipulado para um pequeno papel como braço direito do vilão. De alguma forma, ele sabia que era mais do que isso, e eu não pude impedi-lo de se tornar um grande interesse amoroso.

Os livros de Crepúsculo tem apelo também para adultos, você acha que The Host também será interessante para os seus leitores mais novos?
Meu público juvenil de leitores demonstrou bastante interesse no lançamento de The Host. Eu não tenho duvidas de que eles continuarão sendo a base do meu público alvo. Eu amo borrar as linhas entre diferentes gêneros e categorias – porque na minha cabeça, um bom livro nunca se encaixará em uma única categoria. Eu espero que The Host continue a fazer o que Crepúsculo tem feito: provando que uma boa história não pode ser encaixada em gráficos.

Como você se sente em relação ao enorme sucesso da série Crepúsculo? De que forma isso mudou a sua vida?
O sucesso dos meus livros me surpreende todo dia. Eu nunca o subestimo, mas também não o levo em conta nas minhas expectativas para o futuro. É uma coisa muito agradável, e eu vou me divertir com isso enquanto durar. Eu sempre me considerei em primeiro lugar uma mãe, então ser escritora não mudou muito a minha vida – a não ser pelo fato de que eu viajo bem mais e tenho menos tempo livre.

Que autores de livros adultos você lê?
Eu tenho lido livros para adultos minha vida toda. Sempre fui uma leitora ávida – quanto mais grosso o livro melhor. Orgulho e Preconceito, E o Vento Levou, A Espada de Shannara, Jane Eyre, Rebecca, etc. Sou uma grande fã de Orson Scott Card e Jane Austen—Não consigo passar por um ano sem re-ler os livros dela.
Fonte: The host novel

>> THE HOST ADDICTION – por Fabi Manduca

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