SEDENTOS DE SANGUE #3: MOCINHOS E VILÕES

 

Robert Pattinson arranca gritos das adolescentes como um vampiro apaixonado

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A lista de atores que interpretaram vampiros é grande. Béla Lugosi e Christopher Lee se transformaram em ícones cinematográficos graças às diversas vezes que surgiram no cinema na pele do mais famosos dos vampiros, o Conde Drácula. Gary Oldman também já viveu o personagem, emprestando um ar romântico à cruel criatura que empalava sem pena suas vítimas na versão dirigida por Francis Ford Coppola.

Mas nem só de Dráculas vive a sétima arte e muitos outros vampiros causaram medo, repulsa ou seduziram e despertaram desejo. Muitos vilões e alguns mocinhos criaram um extenso repertório de vampiros que ganharam vida graças à magia despertada pela tela grande de cinema.

Talvez a versão mais horrenda de um vampiro seja a do ator Max Schreck, no clássico “Nosferatu” (1922). A representação de Schreck é tão arrepiante que o filme “A Sombra de um Vampiro” (2000) lança a dúvida de que o ator (interpretado por Willem Dafoe, indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel) era ou não mesmo um vampiro assassino.

Recentemente, bem antes de Robert Rattinson arrancar suspiros com seu alvo e esbelto Edward, na saga ´Crepúsculo”, tonou-se bastante comum representar vampiros como galãs. Talez o filme que melhor espelhe essa lógica seja a adaptação do romance de Anne Rice, “Entrevista com Vampiro”. No longa de 1994, dois dos maiores galãs da década de 1990 emprestam seus rostos para os trágicos Lestat e Louis (Tom Cruise e Brad Pitt, respectivamente). Antonio Banderas, começando sua carreira em Hollywood, e Kristen Dunst (“Maria Antonieta”) também estão na adaptação como um vampiro secular (Armand) e uma garota mordida por Lestat (Claudia).

Sangue na tela
Mas nem só de filmes de horror vivem os vampiros. Nos anos 1980, depois da interpretação pop dada por Tony Scott aos vampiros em “Fome Viver”, adaptado do romance de Whitley Strieber, as criaturas ganharam apelo juvenil na série cômica “A Hora do Espanto” (1985 e 1989) e no juvenil “Os Garotos Perdidos” (1989).

Depois do sucesso de “Matrix”, os vampiros ganharam roupas de couro e produções com muitos efeitos especiais. Caso das séries “Underwold – Anos da Noite” (2003, 2006 e 2009), da trilogia “Blade” (1998, 2002 e 2004) e do péssimo “Van Helsing – O Caçador de Monstros” (2004), que faz de modo desvirtuado de um dos personagens da obra de Bram Stoker.

Tratados com aprofundamento psicológico em filmes que discutem sua condição, retratados como monstros em produções que buscam o horror ou utilizados como meras desculpas para a inserção de efeitos especiais. Presentes em filmes de grande visibilidade que atraem multidões às salas de cinema ou em longas obscuros que ganham status de cult. Muitos filmes de vampiros são adaptações de livros (caso de “Crepúsculo”) ou de histórias em quadrinhos (“30 Dias de Noite”). Alguns adotam o tom da tragédia como elemento narrativo; outros apelam para a inocência. Sozinhos ou acompanhados com outros monstros (lobisomens são uma constante em filmes de vampiro, por exemplo), uma coisa, porém, é certa e não pode faltar em um bom exemplar audiovisual vampiresco: sangue, muito sangue. Os beijos e as mordidas vêm como acessórios.
>> DIÁRIO DO NORDESTE – FF

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