ROBERT PATTINSON: O NERD QUE DEU CERTO

Robert Pattinson, o Edward Cullen da saga Crepúsculo que volta às telas nesta sexta (20/11), com a estreia Lua Nova (The Twilight Saga: New Moon, EUA, 2009) e status de pop star, é o nerd que deu certo. É como ele mesmo se define, numa entrevista à revista Vanity Fair, da qual é capa da edição de dezembro.

“The Pattz”, como o vampiro é conhecido no fã clube de Crepúsculo, se mostra um cara tímido e com tendências a intelectual, sempre com um livro na mão, querendo conversar sobre música e/ou cinema. Trata-se, enfim, de um jovem europeu – sim, Pattinson é mais inglês do que muita gente pensa. “Não sou um tipo muito sociável”, adverte o “novo Leo” – como a revista se refere ao jovem galã da vez. “Então, me ressinto de não dar aquele retorno que os fãs gostariam”.

Na vida real, Pattinson se define como sendo um cara “muito mais comum e sem os apelos” de seu personagem faltal em Crepúsculo – um sujeito culto, misterioso, perigoso e charmoso de 108 anos, que terá a eterna aparência de alguém de 17 anos. Na vida real ele tem 23, trabalhou como modelo (“era medonho”, diz), estudou teatro, foi cantor de banda de rock e, antes de Crepúsculo, fez uma ponta em Harry Potter (como Cedric Diggory, em Cálice de Fogo), além de peça The Woman Before, na qual foi substituído antes da estreia, levando Pattinson a realmente repensar sobre sua carreira de ator.

(BR Press) - É como o ator Robert Pattinson, o Edward Cullen da saga Crepúsculo que volta às telas nesta sexta (20/11), com a estreia Lua Nova e status de pop star, se define, numa entrevista à revista Vanity Fair, da qual é capa da edição de dezembro.

Música
Londrino, filho de um comerciante de carros e de uma secretária de agência de modelos, Pattinson sempre gostou de música. Aos 15, começou a tocar guitarra, ouvindo muito soul, como James Brown e Wilson Pickett, além de Van Morrisson. Também aprendeu a tocar piano quando garoto. Totalmente despretensioso no quesito atuação, além de cultivar o look “byroniano”, como definiu o produtor de Crepúsculo Erik Feig, talvez tenho sido isso que o tornou atraente para diretores com alma independente como Catherine Hardwicke.

O escolhido
Ela estava tendo muito trabalho para escolher que faria Edward Cullen. Um dia, cansada de testar caras errados, sugeriu ao produtor: “Cheque todos os atores britânicos de 15 a 25 anos no IMDb, quem fez os Harry Potter, ect”. Bingo. A sorte grande de Pattinson estava lançada. Ele, pessoalmente, já tinha ouvido falar que estavam abrindo testes para algo chamado Crepúsculo, em LA, Londres, Chicago e NY, em 2007. “Cheguei a gravar um vídeo caseiro, mas me achei tão ridículo que sequer enviei”, conta.

Quando Feig mostrou a foto de Pattinson a Catherine, com um inseguro ´O que acha desse cara?´, os olhos da diretora de Crepúsculo brilharam: “Ótimo!”. Depois, assistindo a cenas de Cálice de Fogo diversas vezes, já não tinha tanta certeza. Mas agendou um teste dele com Kristen Stewart (Bella, em Crepúsculo), que já havia sido escolhida para o papel, com muita convicção pela diretora.

“Aparência horrível”
Pattinson, mais uma vez, parecia predestinado a bancar o esquisitão: agora um vampiro “vegetariano”. Ele não tinha ideia no que estava se metendo. “Eu estava somente trabalhando com minha banda, cultivando uma aparência horrível, nada saudável, praticamente ficando bêbado toda noite quando a oportunidade desse teste apareceu”, diz o ator.

O resultado? Ele detestou, claro. Mas Catherine pôde ver uma boa química entre ambos e Kristen decretou: “Ele foi o melhor, até agora”. Os executivos da Summit Entertaiment, no entanto, não estavam tão convencidos assim de que um inglês obscuro funcionaria na pele de um sexy jovem americano. “Catherine, você tem certeza de que consegue fazer esse cara ficar bonito?”, um deles inquiriu. “Meu diretor de fotografia trabalha muito bem com a luz e eu prometo: vou fazer esse cara ficar muito charmoso”, garantiu.

Intensidade rara
Embora tenha sido substituída e criticada, a diretora de Crespúsculo prometeu e cumpriu, dando vida ao par romântico mais interessante desde Kate Winslet e Leornado Di Caprio, em Titanic. “Eles trabalham muito seus personagens juntos – intensamente”, conta Catherine, negando que tenha havido algo sexual entre os dois na vida real. Mas, como a própria história do filme mostra, quem precisa de ir para as vias de fato quando o assunto é desejo e amor?

“Rob e Kris têm profundos e complexos sentimentos mútuos – o que inclui uma intensa fascinação”, diz a diretora. Os atores realmente passaram a viver como Bella e Edward. Kristen tinha um outro namorado à época da filmagem (o também ator Michael Angarano), mas ficava tanto com Pattinson que parece que o romance desandou.

O sucesso e magnetismo de Crepúsculo foi instantâneo e graças ao dark casal: em três dias, o filme faturou US$ 70 milhões. “É claro que jovens atores sabem da importância de estar numa franquia de sucesso”, diz o diretor de Lua Nova, Chris Weitz . Pattinson, dizem os contadores de Hollywood, assinou com a franquia por US$ 10 milhões. “Esse dois [Stewart e Pattinson] estão dispostos a tudo para tornar seus personagens críveis”, elogia Weitz.

Filmando Lua Nova na Itália, Pattinson não podia sair do quarto do hotel. Hordas de adolescentes o seguiam em todo canto. E o frisson eestá apenas começando. Ele está trabalhando no terceiro episódio, Eclipse, e já se prepara para o quarto.

Pós-Crepúsculo
Como será a vida após Crepúsculo? “Não tenho grandes planos nem desejos materiais – e, afinal, raramente saio!, brinca. Ele já optou por um western de baixo orçamento, Bel-Ami, adaptação de um romance de Guy de Maupassant, em que ele vive “um cara que pensa – e age – como um animal”.

Mais um esquisitão para a coleção de Robert Pattinson.
>> YAHOO – por BR Press

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