STEAMPUNK


Com a crescente aparição de livros, quadrinhos, animações, filmes e sites dedicados a divulgação do gênero SteamPunk, faz-se necessária a existência de uma referência em língua portuguesa, não só para agregar todo o conteúdo produzido fora do Brasil a respeito da Era Vitoriana, mas também para divulgar o movimento no país, reavivando assim a memória brasileira.

SteamPunk
É um sub-gênero da Ficção Científica passado em uma realidade alternativa cuja proposta estética remete ao Século XIX, como se a Era Vitoriana tivesse sido de tal forma bem sucedida que seus costumes, tecnologia e cultura tivessem perdurado por muito mais do que de fato perduraram. O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado num universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época.

Nesta realidade retrofuturista, conquistas magníficas foram alcançadas pela tecnologia graças a constantes Físicas que favorecem a eficiência da mecânica e o poder da eletricidade em dar origem a máquinas capazes do impensável. (Diga-se de passagem o Nautilus, de 20.000 Léguas Submarinas e também aparece no em “A Liga Extraordin) Sim,isso Funciona de Verdade!!!!!

Quem quer tocar????

Dá conta da banda larga sim!!!

O fascínio pelo progresso tecnológico e por tudo que o Homem alcançou, contudo, convive com uma ignorada, mas constante degradação ambiental, profundas diferenças sociais e com a iminência da desgraça que vai se tornando cada vez mais difícil de ser evitada.

Uma Distopia travestida de Utopia, a sociedade retratada no gênero Steampunk é uma caricatura do mundo em que vivemos, onde a tecnologia convive grotesca e intrusivamente com os interesses sociais, interrompendo a passagem com os trilhos de um progresso desmedido e tortuoso, mal planejado e orientado por motivações que têm muito menos relação com as necessidades humanas que com interesses corporativos.

A origem do termo SteamPunk é recente, tendo surgido em meados da década de 80, quando Kevin Wayne Jeter tentava rotular seus trabalhos e os de seus colegas escritores Tim Powers e James Blaylock, que escreveram uma série de romances entre 1979 e 1986 cuja característica mais marcante eram as histórias de Ficção Científica passada na época Vitoriana (1837-1901), com tecnologia “retrô” e claras influências em clássicos da literatura de Ficção Científica.

A ficção steampunk se foca mais sobre a tecnologia real, teórica ou cinemática da era vitoriana, inclusive motores a vapor, aparelhos mecânico, e motores de diferença. Apesar de muitas obras steampunk serem ambientadas em cenários vitorianos, o gênero tem se expandido até para cenários medievais e geralmente passeia pelos domínios do terror e da fantasia. Várias sociedades secretas e teorias conspiratórias são geralmente apresentadas, e alguns steampunks incluem elementos significativos de fantasia.

Além disso, há frequentemente influências lovecraftianas, ocultistas e góticas. Constantes inspirações no gênero SteamPunk, os romances de Ficção Científica do século XIX, como “20.000 Léguas Submarinas” e “Da Terra à Lua”,Volta ao Mundo em 80 Dias” de Julio Verne; “A Máquina do Tempo” e “Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells; “Frankenstein”, de Mary Shelley; e “A Connecticut Yankee in King Arthur’s Court”( Um Yankee de Connecticut na Corte do Rei Arthur, deve ser muito interessante!), de Mark Twain, não escapam, hoje, de ser associados ao novo gênero.

Esta resignificação dos subgêneros da Ficção Científica se estende a várias mídias, incluindo o Cinema e, quem aprecia a cultura SteamPunk, começa a identificar a estética do novo gênero – seja ela intencional ou não – em filmes como “Metropolis”, “1984″, “Brazil – o Filme”, “Delicatessen”, “Jovem Sherlock Holmes”, “De Volta para o Futuro”, “A Cidade das Crianças Perdidas”, “As Aventuras do Barão de Munchausen( um cara muito mentiroso por sinal…)”, “Wild West”, “Pacto dos Lobos”, “SteamBoy”, “O Cavaleiro sem Cabeça”, “Liga Extraordinária”, “Van Hensing”, “Hellboy”, “O Grande Truque”, “A Bússola Dourada”, “As Incríveis Aventuras de James West” e tantos outros.

Tal é a popularidade da cultura SteamPunk que é possível identificar e classificar diferentes sub-categorias, determinadas a produção de subjetividade que façam diferentes cortes do gênero, sejam eles Históricos, e que façam uso de personagens, locações e fatos – fictícios ou não – que tiveram lugar no passado; de Fantasia, que se passem em realidades completamente alternativas ou em um futuro norteado pelo desenvolvimento da cultura SteamPunk; ou Variantes do Conceito, que misturam gêneros, tempos, personagens, alienígenas e planetas de forma a torná-los peças que tenham como fim contar uma história sem compromisso com linhas de tempo ou com abordagens clássicas.

Com sua estética por vezes bela, por vezes inusitada e por vezes grotesca, o SteamPunk conquistou o público Goth, Cyber, Industrial e Punk sem dificuldade, bem como todos os que apreciam a riqueza de detalhes que é fruto da colisão entre a tecnologia moderna e os recursos e a estética Vitoriana, repleta de Bronze, Couro, Cobre, Pano, Vapor e Eletricidade. Falando em pano, pode se dizer que a moda SteamPunk chega a ser bem interessante,para quem já aprecia o gótico, tente colocar em suas roupas armações de arame, engrenagens, combinado com renda, óculos de aviador, cartolas, relógios,fivelas, argolas e todo tipo de Modernidades Vitorianas. Pode-se arranjar muitos desses acessórios em relojoarias, brechós,lugares que vendam coisas usadas, acrescente criatividade e voilà! Temos um novo membro Steampunk.
>> ArtRockNerdCandies – por Jack Starman – 3/04/2008


Lady Aradya, que também customiza suas roupas e faz acessórios Steampunk…

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