GERSON LODI-RIBEIRO: O HISTORIADOR ALTERNATIVO

 Quem o conhece pelo Orkut encontra ao invés de sua foto no perfil o desenho de um dinossauro. É assim, como uma daqueles seres pré-históricos, que este veterano da ficção científica brasileira, com quase vinte de anos de bons serviços prestados, se apresenta aos amigos, colegas e leitores. Nesta entrevista ele fala de seu primeiro romance recém-lançado, uma História Alternativa em que os portugueses se tornam os senhores absolutos do Novo Mundo, cuja origem é um conto escrito com pseudônimo feminino há dez anos; avalia o atual momento promissor de nossa FC; esclarece como classifica a História Alternativa dentro do contexto da ficção fantástica e ainda relembra momentos pitorescos vividos por sua contraparte mulher, com direito a cartas apaixonadas recebidas de críticos e de leitores. Com vocês, Gerson Lodi-Ribeiro – participação especial, Carla Cristina Pereira.

Você se descreve com um dinossauro da ficção científica nacional. Poderia fazer um exercício de autopaleontologia com uma breve retrospectiva da sua carreira de autor, destes 18 anos de atividade profissional? Quantos são seus textos escritos? Quantos foram publicados no Brasil e no exterior?
Comecei a publicar profissionalmente com as duas noveletas que saíram na versão brasileira da Asimov’s, a de ficção científica hard, inspirada nos centauros da mitologia grega, “Alienígenas Mitológicos” (1991), e a de história alternativa, que se passa num Brasil que perdeu a Guerra do Paraguai, tornando-se mais próspero e mais justo, “A Ética da Traição” (1993). Depois, vieram os livros publicados em Portugal pela Editorial Caminho: duas coletâneas de ficção curta mesclando FC e H.A., Outras Histórias… (1997) e O Vampiro de Nova Holanda (1998).

Então, criei a Editora Ano-Luz com alguns amigos idealistas para fomentar a produção de FC&F brasileira, um esforço que durou cinco anos (1998-2003), publicando um romance de FC de autor estrangeiro (Tropas Estelares, do Robert A. Heinlein) e quatro antologias temáticas de ficção curta com trabalhos de autores brasileiros e portugueses. Durante a vigência da Ano-Luz, limitei-me a publicar meus contos nessas antologias e em revistas e antologias organizadas por terceiros, tanto sob meu próprio nome quanto com os pseudônimos Daniel Alvarez e Carla C. Pereira.

Desde 2004 estou colaborando com a Hoplon Infotainment na criação do universo ficcional Taikodom, onde já escrevi, grosso modo, meio milhão de palavras, entre romances, novelas e ficção curta.

Em 2006, publiquei uma coletânea de noveletas de história alternativa, a Outros Brasis. 2009 foi meu “annus mirabilis”, pois consegui publicar meu primeiro livro no U.F. Taikodom, a coletânea Taikodom: Crônicas pela Editora Devir, e meu primeiro romance, a história alternativa Xochiquetzal, uma Princesa Asteca entre os Incas, pela Draco.

Bom, tirando as publicações estrangeiras e um conto disperso ou outro, acho que foi mais ou menos isto. Aos interessados em maiores detalhes, sugiro a consulta ao meu verbete na Wikipédia (trabalhos sob pseudônimo) e ao meu currículo na Plataforma Lattes (sobre o conteúdo das minhas coletâneas e das antologias que organizei).

Em todo esse tempo de atividade, você passou pelos mais variados estágios na realidade editorial brasileira. Do alto dessa carreira, como você avalia o momento atual da ficção fantástica nacional, em termos de oportunidades editorias e de qualidade dos escritores em atividade?
O momento atual é impressionante. Não há precedentes em relação a tudo o que aconteceu antes no panorama da FC&F brasileira. Porque nunca se publicou tanta literatura fantástica no Brasil. Segundo um levantamento feito recentemente pela Ana Cristina Rodrigues, só em 2009 foram setenta e poucos livros, isto sem contar as publicações virtuais que, hoje em dia, também devem ser levadas em conta. Então, mais autores e mais trabalhos estão sendo publicados. Isto é muito bom, porque propicia o surgimento de um processo que se assemelha um pouco à seleção natural: há mais trabalhos bons e também mais trabalhos ruins à disposição dos leitores. Com tantos livros no mercado, torna-se cada vez mais difícil para o leitor médio acompanhar 100% do que é publicado no país em termos de FC&F. Então, o próprio leitor será obrigado a fazer sua triagem, selecionando o que é melhor, não em termos de autores, pois isto seria tolo, mas em termos de trabalhos. Espero que esse processo culmine no aperfeiçoamento dos talentos de autores antigos e novos. Aliás, espero ser um dos autores que aprenderá com as críticas e se aperfeiçoará ao longo do processo seletivo.

Por outro lado, há o esquema de pagar para publicar, que tende a atrapalhar esse processo de seleção. Porque, quando o autor paga para que a editora publique seu trabalho, o primeiro controle de qualidade sobre o que chega ao mercado, aquele exercido pelo editor, é desperdiçado. O trabalho não gozará do aval de ter sido escolhido porque, em tese, é bom. Ele foi escolhido simplesmente porque o autor decidiu pagar. Contudo, a experiência demonstra que, em média, trabalhos em que o autor teve que pagar para publicar possuem qualidade inferior àqueles que passaram pelo crivo de um editor criterioso. O mais bacana de todo esse processo de seleção é que o leitor vai pouco a pouco começando a perceber a diferença e tendendo a procurar nas prateleiras físicas e virtuais aquilo que julga melhor.

Xochiquetzal é sua primeira experiência com um romance, após tantos contos, noveletas e novelas. Como foi essa transição de linguagem? Pretende se dedicar exclusivamente a esse formato ou ainda veremos textos curtos de sua autoria?
Bem, de fato, Xochiquetzal é meu primeiro romance publicado, mas não o primeiro romance que escrevi. Concluí meu primeiro romance em 1995, só que nunca o publiquei. À época em que concluí o Xochiquetzal (março de 2007), já havia escrito outros quatro romances, além daquele primeiro.

A transição de linguagem da ficção curta para a dos romances foi gradual, uma vez que comecei escrevendo contos, passei a noveletas, então escrevi novelas e daí romances.

De 1995 para cá, tenho escrito ora ficção curta, ora romances. Espero poder continuar me dedicando tanto a novos trabalhos de maior fôlego quanto à ficção curta, pois, no fundo, não tenho preferência. Curta ou longa, o importante é contar minha história.

A princesa asteca que você criou em sua mais recente obra parece ter mais facetas a serem exploradas além das vistas no romance. No texto ficcional de introdução deste livro, por exemplo, é possível notar que você preparou para ela uma biografia bem maior que apercebida nos anos em que dura aquela trama. Sua intenção é trabalhar mais com a personagem e com o mundo em que ela vive?
Sim, Dona Xochiquetzal da Gama ainda tem histórias para contar e, sem dúvida, eu pretendo contá-las um dia. Quando, não sei. Porque, quando você começa a trabalhar com universos ficcionais extensos, como os meus tendem a se tornar, sempre há muito mais histórias para contar do que tempo para escrevê-las. A que se ter um enfoque profissional. Portanto, é claro que se um editor me encomendar outras noveletas ou romances na linha histórica alternativa dessa princesa luso-asteca, eu paro tudo o que estiver escrevendo para me dedicar à tarefa e os trabalhos serão escritos em questão de meses.

A publicação desse livro encerrou um mistério que durou quase 12 anos, desde que a coletânea Outras copas, outros mundos trouxe o primeiro conto de Carla Cristina Pereira. Quais foram as suas motivações para criar essa identidade artística?
Essencialmente as mesmas motivações que levaram a autora norte-americana Alice Sheldon a publicar a maioria de seus trabalhos sob o pseudônimo de James Tiptree, Jr.

Em primeiro lugar, ser capaz de publicar diversos trabalhos na mesma edição de uma publicação ou em edições seguidas (por algum motivo insondável, editores não apreciam publicar duas vezes o mesmo autor no mesmo número de suas revistas, vá entender a cabeça dessas entidades…)

Em segundo lugar, para poder testar a hipótese de, se publicando como outra persona, de sexo diferente, haveria alguma diferença no que toca à apreciação dos editores e do público leitor, tanto pela diferença de sexo (evito o emprego do “gênero” aqui por discordar dos excessos do “politicamente correto” tipicamente norte-americanos) quanto pelo fato de se tratar de uma autora até então desconhecida. No meu caso, a constatação foi de que, realmente, há diferenças. :-) Tanto é que ganhei muito mais prêmios escrevendo como Carla do que como Gerson, no que se pese que não submeti trabalhos para concursos ou premiações sob meu próprio nome, pois a maioria dos trabalhos que assinava desta forma pertencia a um ou outro universo ficcional pelo qual eu já havia publicado profissionalmente.Houve muita gente boa que afirmava que minha persona feminina escrevia história alternativa muito melhor do que eu. Também houve quem dissesse que só uma mulher poderia criar personagens femininas tão legais quanto as da Carla. Talvez ela soubesse fazer isto tão bem pelo fato de ela própria ser uma personagem feminina, certo?

A persona de Carla Cristina esteve presente em sua carreira em vários momentos, dividindo as páginas de antologias com você, escrevendo a apresentação de um ebook de sua autoria, sendo resenhada por você. Pode relembrar conosco algumas histórias pitorescas dessa convivência tão duradoura? Muitos dos seus amigos e colegas vieram lhe perguntar ou comentar sobre os textos dela com você?
Inclusive, cheguei a escrever alguns trabalhos em parceria com ela…:-) Mas, sim, houve uma época em que tanto eu quanto ela éramos presenças mais ou menos obrigatórias nas antologias da Ano-Luz e da Simetria (Portugal). Quando publiquei minha coletânea de ensaios de história alternativa, pintou a dúvida: quem poderia prefaciar o livro? Então, pensei: por que não a Carlinha? E assim foi.

As histórias mais pitorescas são sem dúvida as relacionadas às cartas derretidas que alguns hierarcas sisudos da FCB enviavam para a caixa postal que aluguei para a Carla lá em Cabo Frio-RJ. Há umas centenas de e-mails desse gênero também. Guardo essas missivas melosas até hoje por dois motivos: perene fonte de diversão e porque sou maníaco por acumular informação, mas não pretendo divulgar nomes para não expor vários dos meus amigos desnecessariamente ao ridículo… e muito menos correr o risco de eventualmente abalar seus relacionamentos.:-) Falando sério: como essas cartas não foram escritas para mim, não tenho o direito de divulgar seus conteúdos. De todo modo, é incrível como tantos escritores, editores e críticos reputados puderam se derreter tanto por uma mulher que eles nem conheciam pessoalmente…

E, sim, ao longo dos anos várias pessoas vieram me perguntar sobre a Carla, em ambos os lados do Atlântico. Alguns chegaram a suspeitar de que eu era ela (ou vice-versa), outros imaginaram que ela fosse a Ana Cristina Rodrigues, ou ainda outras pessoas, reais e imaginárias. Também houve o fã paulistano que lucubrou a teoria maluca de que eu e Carla havíamos tido um affair tórrido e que, em conseqüência, ela teria ficado traumatizada e se recusava a conviver com o fandom. Vá viajar na maionese assim lá em Sampa… Mas, até que faz um certo sentido: como residíamos no mesmo cérebro, eu e Carla gozávamos duma intimidade ímpar, muito maior do que a de meros amantes, não é?

Sempre que alguém chegava para mim e afirmava: “Olha, estão espalhando o boato de que você é a Carla…”, eu respondia: “Eu sei. Já ouvi esse boato antes.” O mais gozado é que, durante estes anos todos, ninguém nunca chegou e perguntou na lata: “Mas, diga lá, você é a Carla ou não é?”

Uma grande mágoa que guardo dessa autora tão premiada (ou, pelo menos, tão mais premiada do que eu) é que ela quase sempre falava mal dos meus trabalhos de história alternativa, por mais que eu elogiasse os trabalhos dela… No fim, não houve santo que resistisse: em sua noveleta “Xochiquetzal em Cuzco” chutei o pau da barraca e fui à forra!

Por essas e por outras é que, com o fim das antologias da Ano-Luz e da Simetria, resolvi pôr Carlinha na geladeira. Afinal de contas, a moça já havia cumprido o seu papel e provado cabalmente o que eu queria provar.

[Aqui Carla falando (Ufa! Consegui assumir o teclado por um instante): não tenho culpa se, tendo escrito muito menos do que meu criador, recebi mais prêmios do que ele. Várias pessoas, críticos abalizados, inclusive, já afirmaram que escrevo melhor do que ele… Até a irmã dele (ahn… nossa irmã?) gosta mais dos trabalhos que ele escreve sob meu nome. O que eu posso fazer? Vai ver que conheço melhor a alma feminina do que meu criador… Sei lá, algum motivo deve ter.]


Tanto você quanto seu pseudônimo se destacaram em um gênero muito consagrado no exterior, com autores renomados a trabalhar com ele, como Harry Turtledove, Philip K. Dick, Philip Roth, Michael Chabon. Você poderia dar seu parecer sobre a História Alternativa (HA) no Brasil e no mundo e esclarecer sua posição para nós: afinal, ela faz parte ou não da ficção científica?

A história alternativa possui uma vertente não ficcional, chamada pelos especialistas de “ucrônia” ou “alo-história”, que consiste basicamente em especulação histórica do tipo “E se…”. Ao que me consta, o primeiro exemplo de especulação desse tipo é a levantada por Tito Lívio em sua monumental história de Roma, Ad Urbe Condita Libri: E se Alexandre o Grande tivesse voltado suas falanges invencíveis para o Ocidente e tentasse subjugar Roma? Neste sentido não ficcional, a H.A. antecede e transcende a FC.

O primeiro trabalho ficcional de H.A. que se conhece foi escrito na primeira metade do século XIX e não era, em absoluto, FC. Contudo, o que se observa é que, historicamente falando, muitos trabalhos de H.A. foram escritos por autores de FC, publicados em revistas de FC e consumidos por leitores de FC como sendo FC.

Então, o que é o quê?

Afinal de contas, história é ciência. Portanto, especulação histórica é, ipso facto, especulação científica, o.k.? Em termos de ficção, o que isto seria? Ficção especulativa histórica = ficção científica! QED.

Minha opinião sincera, durante 50% a 60% do tempo, é que a classificação da H.A. como subgênero da FC é uma estratégia mercadológica que faz mais ou menos sentido dependendo da obra específica de que estamos tratando. Desta forma, em The Guns of the South do Turtledove, onde o autor propõe que viajantes temporais regressam ao passado para ajudar os confederados na Guerra de Secessão é história alternativa e ficção científica, pois não poderia ser contada sem a inclusão desses elementos de FC. Por outro lado, Pátria Amada do Robert Harris ou The Yiddish Policemen’s Union do Michael Chabon prescindem desses elementos de FC e, portanto, podem ser consideradas H.A. bonafide e, a se seguir esse novo cânone, não seriam FC em absoluto. Também vejo essas distinções nas minhas H.A.: “A Ética da Traição” e “Assessor para Assuntos Fúnebres” seriam H.A. e FC, ao passo que “O Vampiro de Nova Holanda”, “Capitão Diabo das Geraes” e Xochiquetzal, uma Princesa Asteca entre os Incas, seriam H.A. bonafide. Para resumir: tenho minhas opiniões formadas, mas elas não são lá muito consistentes. Dependendo do trabalho analisado julgo que a H.A. é um subgênero da FC ou não.:-)

Além de escritor você é também um editor e organizador de coletâneas memoráveis. Deve voltar a essa atividade ainda este ano, com uma antologia de textos inéditos chamada Vaporpunk. Poderia falar um pouco sobre esse trabalho, que também envolve HA, e sobre alguns outros projetos que, porventura, estejam em seus planos?
A Vaporpunk foi concebida como uma antologia steampunk luso-brasileira. Uma antologia de noveletas. Pois steampunk é um subgênero da H.A. e, se o conto é o formato da FC por excelência, a noveleta é o formato pelo qual a H.A. melhor se exprime. Para coordenar o trabalho editorial, mais duro à medida em que o editor decide atuar mais como editor de fato (intervindo de forma efetiva para melhorar os trabalhos submetidos), associei-me com um grande amigo, Luís Filipe Silva, que coincidentemente também é um dos maiores autores de ficção científica da língua portuguesa. Trabalhos e autores já estão praticamente fechados (conforme já divulgado pelo próprio entrevistador) e, se tudo correr conforme o planejado, a Vaporpunk sairá pela Draco este ano.

Outros projetos? Vamos lá. Uma trilogia de new space opera a ser publicada pela Devir, dentro do universo ficcional Taikodom em data a ser decidida pela Hoplon; um romance de FC hard erótica no mesmo universo ficcional da noveleta “A Filha do Predador” que também deverá sair pela Draco, quiçá em 2010; vários outros livros, dentre romances, antologias e coletâneas no U.F. Taikodom; um projeto ainda embrionário de organizador uma outra antologia de contos eróticos fantásticos nos moldes da Como Era Gostosa a Minha Alienígena!; além de uns outros três ou quatro livros de FC e dois de H.A. que já estão mais ou menos prontos, mas que não há pressa imediata de publicar. :-)

De sua autoria já vimos o Brasil perder a Guerra da Tríplice Aliança para o Paraguai; os holandeses se unirem aos quilombolas de Palmares para não serem expulsos de Pernambuco; os portugueses se tornarem soberanos absolutos do Novo Mundo avassalando incas e astecas. Há mais algum cenário do tipo com o qual planeja trabalhar? Que outros pontos de divergência podemos esperar de Gerson Lodi-Ribeiro?
Criar linhas históricas alternativas é um trabalho tão instigante e tão complexo que, com três LHA bem estabelecidas – Pax Paraguaya, Três Brasis (Palmares) e Xochiquetzal – começa a bater a tentação de escrever novas histórias nas LHA já criadas, em vez de criar novas histórias em novas LHA. Isto posto, sim, tenho a pretensão de transformar a noveleta “Pais da Aviação”, na qual Napoleão patrocina a navegação a vapor e conquista a Grã Bretanha após a vitória na batalha naval de Cape Trafalgar, num romance. E, quem sabe, se houver tempo de vida e editores interessados, uma história alternativa da Guerra dos Farrapos, em que a República Piratini conquistou sua independência em relação ao Império do Brasil. Há projetos menores, mas nem por isto, menos importantes como, por exemplo, uma versão turbinada da noveleta “O Preço da Sanidade”, onde Lula vence Collor na eleição de 1989. Enfim, idéias abundam. Havendo editores interessados, contos, noveletas, novelas e romances surgirão de um mês para outro.

Mas você não se envolve apenas na História Alternativa. Seu trabalho com ficção científica hard é bem conhecido e explorado no desenvolvimento do universo ficcional do game Taikodom. Nesta outra vertente, quais serão os seus próximos trabalhos a virem a público?
Tenho uma trilogia totalizando cerca de 300.000 palavras e um romance solo no universo Taikodom. Quando sairão? Isto depende da estratégia editorial e empresarial a ser adotada pela Hoplon neste ano e nos anos seguintes. Além disso, tenho pretensão de escrever e publicar outros romances taikodônicos.

Tenho três romances de FC hard concluídos, dois deles no universo ficcional das noveletas “A Filha do Predador” e “A Predadora e o Renato”. O primeiro deverá sair pela Draco, os outros dependerão das vendas desse primeiro e também dos livros do U.F. Taikodom.

Em suma, todo escritor que se preza tem muito mais idéias para escrever histórias do que tempo para concretizá-las em texto escrito. Havendo um mínimo de estímulo financeiro e editorial, essa concretização se torna mais fácil e prazerosa. Simples assim.
>> OVERMUNDO – por Romeu Martins

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