“PARADOX”: MAIS UMA SÉRIE BRINCA COM O FUTURO

A ideia de imagens do futuro ajudando a resolver crimes no presente não é inédita. Já vimos isso no filme ‘Minority report’. E também na (chata) séreie ‘Flashforward’. Se a premissa da série inglesa ‘Paradox’ não é original, os roteiros compensam isso, nos envolvendo em uma trama recheada de pistas e mistérios.

A série é centrada no Dr. Christian King (Emun Elliott), um estranho astrofísico, e no grupo de policiais formado pela Detective Inspector (DI) Rebecca Flint (Tamzin Outhwaite), pelo Detective Sergeant (DS) Ben Holt (Mark Bonnar) e pelo Detective Constable (DC) Callum Gada (Chiké Okonkwo). Abre parênteses: acho muito engraçado essas denominações da polícia inglesa: DI, DS, DC. Fecha parênteses.

O Dr. King misteriosamente começa a receber imagens aleatórias transmitidas do espaço. Só que as fotos na verdade não são aleatórias, pelo contrária, estão interligadas. E mais do que isso. Retratam um evento que ainda está para acontecer a 18 horas depois da transmissão das imagens. Este é o tempo que os detetives têm para juntar as peças do quebra-cabeça e evitar uma tragédia, que eles nem fazem ideia de qual seja. As imagens podem apontar para um acidente de trânsito ou um assassinato.

E a questão que se coloca é: ao investigar as fotos estariam os policiais criando os fatores que vão levar ao incidente? E se não fizessem nada, os fatos mostrados nas fotos se concretizariam do mesmo jeito? E a questão fica mais complicada quando as investigações passam a envolver pessoas próximas aos policiais, ou quando eles mesmos que estão nas imagens. A primeira temporada tem apenas cinco episódios e deixam um gosto de quero mais.
>> O GLOBO – por Sérgio Maggi

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