“FUNDAÇÃO”: DIRETOR DE “2012” QUER FILMAR SÉRIE DE ASIMOV EM 3D E COM TÉCNICAS DE “AVATAR”

Livro mostra esforços para guardar o conhecimento da humanidade

Livro mostra esforços para guardar o conhecimento da humanidade

A “Trilogia Fundação”, de Isaac Asimov, é um dos principais pilares da ficção científica e Roland Emmerich, diretor de “O Dia Depois de Amanhã” e “2012” planeja utilizar tecnologia 3D e técnicas utilizadas em Avatar para a adaptar a obra ao cinema, informou a MTV norte-americana.

Quando Isaac Asimov começou a escrever a série aos 21 anos, ele não imaginava que estava criando uma das obras que mais influenciou a ficção científica no século 20. Não é exagero, pois legiões de escritores atribuem a Asimov o início do seu interesse no gênero.

A saga se passa ao longo de milhares de anos. Em um futuro distante, a humanidade está espalhada por toda a galáxia em um gigantesco império e sequer lembra qual o seu planeta de origem.

Segundo volume acompanha a invasão de um poderoso exército

Segundo volume acompanha a invasão de um poderoso exército

No primeiro volume, “Fundação”, o matemático Hari Seldon desenvolve uma ciência chamada psicohistória. Essa ciência parte do pressuposto de que as ações de um indivíduo são imprevisíveis, assim como a localização de um átomo não pode ser determinada pela física. As ações de grandes concentrações de pessoas, no entanto, podem ser previstas com precisão de profecia. Hari Seldon descobre que o Império irá ruir e que se seguirá um período de 30 mil anos de barbárie e destruição.

Nada pode impedir esse acontecimento, mas Hari Seldon desenvolve um pano para diminuir o período de trevas de 30 para mil anos. Ele pretende construir em dois extremos da galáxia duas fundações científicas que reunirão todo o conhecimento acumulado da humanidade, para que ele sobreviva a essa Idade Média espacial e reconstrua o Império Galáctico.

A busca continua pelo último bastião da sabedoria humana

A busca continua pelo último bastião da sabedoria humana

Com a queda do Império, a frágil Fundação se vê acuada por diversos reinos que desejam conquistá-la, em particular por ainda possuir tecnologia nuclear, que desaparece com o poder centralizado. Incapaz de se defender militarmente, a Fundação começa a vender tecnologia para os diversos reinos à sua volta, sempre tentando manter um equilíbrio de poder entre eles. Se um se tornar poderoso o bastante para dominar os outros, a Fundação estaria acabada. O autor baseou a sua história na queda do Império Romano.

O segundo volume, chamado de “Fundação e Império”, foi espelhado nas invasões bárbaras. Ele traz uma criatura mutante chamada Mulo que tem a capacidade de controlar mentalmente as pessoas, se tornando um ditador que devasta o Império Galáctico em poucas décadas. O livro final da série é “Segunda Fundação”, mostrando a busca do obcecado ditador por uma segundo enclave de conhecimento humano, cuja localização é secreta.

Assim como a série, o diretor Roland Emmerich planeja contra a saga em três longas metragens, e o primeiro, cujo roteiro está sendo finalizado, tem previsão de lançamento em 2011.
>> FOLHA DE SÃO PAULO – por Livraria da Folha

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