OS MELHORES CONTOS BRASILEIROS DE FICÇÃO CIENTÍFICA: FRONTEIRAS


Com o lançamento de “Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica: Fronteiras”, (Devir, 187 pp. R$ 21,95), organzado por Roberto de Sousa Causo.a Devir dá continuidade ao seu programa de resgate e discussão de obras significativas da história da ficção científica brasileira.

Em 2008, o volume anterior, Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica, foi um dos livros do gênero mais tratados pela imprensa cultural, e um sucesso de vendas. Essa foi a primeira antologia retrospectiva de obras importantes do passado do gênero, no Brasil. Os 11 contos de Machado de Assis, Gastão Cruls, Domingos Carvalho da Silva, André Carneiro, Rubens Teixeira Scavone, Jorge Luiz Calife e outros chamaram a atenção da crítica e do público. “Uma referência e um marco do padrão de qualidade que pode e deve ser exigido do aspirante a autor de ficção científica”, escreveu um crítico.

Trazendo agora 14 contos, este segundo volume acentua os encontros — dentro do conceito do “fronteiriço” — da ficção científica com outras formas de literatura de gênero (como o horror ou a fantasia), e com a alta literatura. Entre os autores agora selecionados, Lima Barreto, Lygia Fagundes Telles e Braulio Tavares, compreendendo cem anos de ficção científica brasileira. Variada, a antologia oferece contos muito diversificados em tom, tema e estilo, de narrativas apocalípticas a ficção religiosa, histórias de revolta da natureza, de opressão totalitária, guerras e mistérios espaciais, e visitas alienígenas à Terra.

Da Introdução:

“Assim como o Brasil dos muitos biomas é detentor da maior biodiversidade do planeta, nossa literatura deveria refletir a mesma diversidade — a diversidade cultural e social do Brasil urbano e do rural, do Brasil que fabrica satélites artificiais e daquele que constrói casas de barro e sapé, do Brasil do Primeiro Mundo e do Paleolítico internado na selva.

“Este Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica: Fronteiras se dedica a fornecer um vislumbre dessa diversidade necessária. Histórias que exploram diferentes locações, seja no Brasil do Rio de Janeiro, do Espírito Santo ou de São Paulo, a praia, a serra, a megalópole anônima ou a cidade do interior, e pontos distantes no tempo e no espaço. Contos que transitam na linha fronteiriça entre a loucura e o vislumbre de uma outra realidade. Contos que abordam diferentes estratégias literárias, da objetividade narrativa ao experimentalismo formal, do tom confessional ao lírico. Histórias que contém uma herança pulp ou traços formalistas de autoconsciência literária.”

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