“LUNAR” É SOPRO DE AR FRESCO NA FICÇÃO CIENTÍFICA

O filme de estreia do diretor Duncan Jones, Lunar, tem chamado atenção dos cinéfilos em todos os lugares em que foi exibido e colecionado indicações e prêmios importantes como o BAFTA de Melhor Revelação.

Baseado e uma história do próprio Duncan, o filme mostra em um futuro próximo, um homem chamado Sam Bell (Sam Rockwell), às vésperas de completar uma temporada de três anos em uma base na Lua, trabalhando para uma empresa, onde opera grandes máquinas que extraem um tipo de gás da amosfera lunar, que por sua vez é levado até a Terra, onde é utilizado como fonte de energia.

A comunicação com a Terra é mínima e por isso, a única companhia de Sam é a voz humana do computador que controla a base chamado Gerty (Kevin Spacey) e Sam já conta as horas para reunir-se com sua família na Terra quando um acidente com uma das máquinas de captação do combustível o deixa desacordado.

O computador o salva, mas dali em diante, o astronauta passa a achar que está sofrendo alucinações quando encontra com uma cópia exata dele mesmo trabalhando com ele na base.

Com uma boa dose de mistério e estranheza, a verdade vai sendo revelada aos poucos ao público que acompanha com aflição suas descobertas.

No Brasil, Lunar saiu direto em DVD, sem passar pelos cinemas, o que é uma pena, já que para os espectadores esta prática costuma ser um indício de que se trata de uma obra menor, sem importância e desta forma, o filme acaba ignorado pelo grande público.

Mas vale conferir esta perturbadora obra que faz referência visual a clássicos do gênero como “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, “Solaris” e “Alien” e estilosamente se recusa a entregar nas mãos do espectador qualquer solução óbvia.

Uma curiosidade interessante é que o diretor Duncan Jones é filho de David Bowie um artista que já encarnou nas telas e em seus shows diversos alienígenas.
>> PLANETA CINEMA – por Drika

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