“O LIVRO PERDIDO DAS BRUXAS DE SALEM”, DE KATHERINE HOWE

[O_LIVRO_PERDIDO_DAS_BRUXAS_DE_SALEM_1268855614P.jpg] “Uma leitura diabolicamente saborosa” – San Francisco Chronicle

Uma história de bruxas que vai encantar você” – USA Today

Connie Goodwin queria que 1991 fosse um ano exclusivamente dedicado aos estudos para sua dissertação de mestrado em Harvard. No entanto, por insistência de sua mãe, acaba indo para o interior do condado de Essex cuidar da reforma da casa da avó. Assim que se estabelece no antigo casarão, começa um mergulho inevitável no passado daquele lugar e fica especialmente interessada pela figura de Deliverance Dane, uma mulher reconhecida em sua época por curar doentes, receitando remédios e poções.

É no condado de Essex que fica a famosa cidade Salem, palco dos históricos julgamentos de 1692, quando mais de 150 pessoas foram presas e acusadas de bruxaria e mais de vinte condenadas à forca. O episódio, considerado um dos mais infames da história dos Estados Unidos, ficou marcado como um triste exemplo de histeria coletiva, disseminada por uma comunidade em busca de vingança.

A pesquisa acadêmica sobre esse período e a busca pessoal de Connie por detalhes da vida de Deliverance Dane se cruzam ao longo de O Livro Perdido das Bruxas de Salem (Suma de Letras, 357 págs.). Em certo momento, Connie tem certeza da existência de um “livro perdido” que guardaria os segredos da misteriosa personagem. Seriam remédios? Feitiços? A solução desse enigma é o grande impulso da história do livro, que investiga até onde pode ir o preconceito de uma sociedade contra alguns dos seus membros. “No período anterior à Revolução Científica, a conexão entre fé, saúde e ciência era bem escorregadia”, acrescenta Katherine.

Embora seja descendente de Elizabeth Howe, enforcada como bruxa em 1692, e de Elizabeth Proctor, que escapou da execução por estar grávida na época e é personagem da peça “As Bruxas de Salem”, de Arthur Miller, a autora conta que a ideia do livro só surgiu em 2005, quando ela se mudou para Marblehead, cidade vizinha a Salem: “Para muitas pessoas, descobrir uma conexão familiar é um modo de personalizar um período da historia que, de outro modo, seria muito remoto e difícil de acessar. No meu caso, sempre fui naturalmente interessada em aprender como era o dia a dia nos Estados Unidos daquela época. Como as pessoas se sentiam vivendo naquele mundo? Como era pensar sendo um puritano? Acho que o episódio de Salem pertence a todos os cidadãos americanos, e cada um de nós tem muito a aprender com ele.”
>> MUNDO DE FANTAS – por Celly Borges {Gisele}

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