“NAMOR”: EM BUSCA DE ATLÂNTIDA


“Que tipo de doido procura o que ele sabe que não existe?”, pergunta um marujo ao cético líder da expedição que mergulha fundo no mar, em um submarino, à procura da cidade de Atlântida. Se o misterioso lugar e seu príncipe, Namor, existem, só o tempo de leitura do encadernado “Namor – As profundezas” (Panini, cor, 132 pgs., R$ 22.90) dirá.

Com roteiro do inglês Peter Milligan (“Alvo Humano”) e arte do croata Esad Ribic (“Loki”), esta HQ é mais uma grata surpresa do selo Marvel Knights, que traz histórias mais complexas de super-heróis, voltadas para um público mais maduro. O livro é o terceiro da série de capa dura que a Panini vem lançando em bancas. Antes saíram Homem-Aranha e Capitão América. Neste volume, o clássico personagem Namor, criado por Bill Everett em 1939, aparece muito pouco, é verdade, mas sua presença é constante, para desespero da tripulação do submarino. “Não sou fã do Namor, mas não nego sua existência… pelo menos, não quando estou no mundo dele”, diz um marujo.

Tudo tem início com o desaparecimento de um militar que buscava a cidade submarina. Preocupado com a possibilidade do capitão Marlowe ter encontrado Atlântida e revelado o segredo aos russos, o governo americano contrata um famoso cientista para descobrir o que aconteceu. Sistematicamente agarrado à razão, o arrogante e ambicioso Dr. Randolph Stein vai descobrir que as profundezas do mar fazem coisas estranhas com a cabeça de um homem. Tome fôlego antes de começar a ler esta tensa, claustrofóbica e surpreendente HQ.
>> O GLOBO – por Telio Navega

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