“A MULHER DO VIAJANTE DO TEMPO”, DE AUDREY NIFFENEGGER

Quando assisti ao filme “O Efeito Borboleta” (o primeiro, apenas o primeiro) achei um filme muito criativo, adorei a história e por algumas vezes quis ter o poder de Evan de voltar ao tempo e tentar consertar algumas coisas. Mas essa é uma das grandes lições do filme, mexeu aqui, há uma conseqüência ali.

O livro “A Mulher do Viajante no Tempo”, primeiro romance da autora americana Audrey Niffenegger, me lembrou o filme em alguns momentos. Apenas pelo fato de a personagem central da história, Henry DeTamble, ter sofrido um forte trauma quando criança e isso acionou uma rara condição genética que ele possui que torna possível ele se deslocar no tempo.

E essa foi apenas a primeira de uma série de vezes que Henry se deslocará no tempo a cada vez que sentir fortes emoções. Sem qualquer prévio aviso e sem roupas também, lá está ele, indo para o passado ou para o futuro. E em uma dessas idas e vindas ele conhecerá Clare Abshire, a mulher por quem ele se apaixonará e viverá uma linda história de amor.

É muito lindo e engraçado momentos como Henry com 40 anos voltar no tempo e encontrar uma Clare com 6 anos toda lindinha brincando de boneca no quintal da casa e perguntando a ele porque ele conversa com ela e se esconde atrás de uma moita. Ele tenta explicar e ela corre em busca de roupas para ele. Em diversos momentos e diferentes épocas eles se encontram, ele sabe quem é ela, mas ela sequer imagina quem ele seja e ele sempre tenta se aproximar dela, manter contato, estar próximo, ser amigo. Mas às vezes o inverso também acontece e Clare não entende porque ele não sabe quem é ela, pois ela ainda não conhece o seu problema genético. Mas quando descobre fica ao seu lado, mostrando como uma verdadeira companheira deve agir.

Mas as viagens de Henry, assim como as de Evan, têm conseqüências funestas. No entanto, as de Henry são apenas para ele e para a sua saúde. O que preocupa Clare e a deixa arrasada.

É um livro que trata o amor com muita sensibilidade, um livro divertido e engraçado em alguns momentos, que arranca sorrisos e suspiros, mas muito triste em outros que também faz cair algumas lágrimas. Uma linda história sobre o amor que ultrapassa a barreira do tempo e que além de tudo entretém muito o leitor.

O livro foi um sucesso nos Estados Unidos. Ganhou uma versão para o cinema (para variar não gostei do título em português – “Te Amarei Para Sempre”) e por isso foi traduzido para o português. Na semana de lançamento do livro no Brasil foi a mesma semana de lançamento do filme no país. Então quando comprei o livro, ganhei o ingresso para ver o filme. Acabei lendo o livro e não vendo o filme. Lógico que não iria ver o filme antes de ler o livro, não é? E de qualquer forma, sou muito mais fã da literatura do que da sétima arte.
>> UNIVERSO LITERÁRIO – por Melissa Rocha

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