STEAMPUNK: MAIS DO QUE UMA MODA, UMA CULTURA

steampunk

“Retrofuturismo” é a palavra que melhor define o steampunk. Conceituado como um subgênero da ficção científica nascido em meados da década de 80, quando Kevin Wayne Jeter tentava rotular seus trabalhos e os de seus colegas escritores Tim Powers e James Blaylock, que escreveram uma série de romances entre 1979 e 1986 cuja característica principal eram histórias de Ficção Científica passada na época Vitoriana, com tecnologia “retro” e claras influências de clássicos da literatura de Ficção Científica.

No caso o paradigma da Revolução Industrial impulsionava os motores a vapor e a adaptação da nossa tecnologia atual para a época, e restaurava valores hoje perdidos pelas mudanças da sociedade.

Constantes inspirações no gênero SteamPunk, os romances de Ficção Científica do século XIX, como “20.000 Léguas Submarinas” e “Da Terra à Lua”, ambos de Julio Verne; “A Máquina do Tempo” e “Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells; “Frankenstein”, de Mary Shelley; e “A Connecticut Yankee in King Arthur’s Court”, de Mark Twain, não escapam, atualmente, de serem associados ao novo gênero.

Esta nova linha de Ficção Científica se estende a várias outras mídias além da literatura como HQs, Mangás, Animes, Moda, Games, RPG e ao Cinema e, quem costuma apreciar a cultura SteamPunk, se começa a identificar a estética do novo gênero – seja ela intencional ou não – em filmes como “Metropolis”, “1984″, “Brazil – o Filme”, “Delicatessen”, “Jovem Sherlock Holmes”, “De Volta para o Futuro”, “A Cidade das Crianças Perdidas”, “As Aventuras do Barão de Munchausen”, “Wild Wild West” esse inclusive um grande exemplo do modo de vida americano na era da rainha Vitória, “Pacto dos Lobos”, “SteamBoy” – um dos animes mais conhecidos do gênero, “O Cavaleiro sem Cabeça”, “Liga Extraordinária” – que juntou vários heróis da era vitoriana em uma super ação e com elementos tecnológicos, “Van Hensing”, “Hellboy”, “O Grande Truque”, “A Bússola Dourada”, “9 a salvação” e muitos outros.

Com uma estética por vezes bela, por vezes inusitada e, por que não, por vezes grotesca, o SteamPunk conquistou o público Gótico, Cyber, Industrial e Punk sem dificuldade, bem como todos os que apreciam a riqueza de detalhes, que é fruto da colisão entre a tecnologia moderna e os recursos e a estética Vitoriana, repleta de bronze, couro, cobre, pano, vapor e eletricidade.

E nesse conceito de unir arte, história e tecnologia muitas pessoas se unem para promover o movimento. Em 2010 o Steampunk sai de um gênero para uma cultura. Aqui no Brasil diversas cidades têm seus conselhos, ou lojas como também são conhecidas (fazendo referência aos tradicionais maçons), onde eventos são realizados, oficinas para montagens de peças steampunk e customização de objetos, jogos de RPG, moda e muito mais.

Se interessou? Para saber mais, visite: www.steampunk.com.br e confira se na sua cidade o Conselho já está presente, se não está é uma ótima oportunidade para  começar um, certo?
>> 1000 COMBOS – por Gisaiagami

Anúncios

Comentários encerrados.

%d blogueiros gostam disto: