“LIGA EXTRAORDINÁRIA”: ÁLBUM MARCA RETORNO TÍMIDO DE ALAN MOORE

A Liga Extraordinária - Século 1910 - Crédito: editora Devir
É impreciso resenhar uma obra em quadrinhos apenas pelo primeiro volume. Mas é o que se tem à mão, até porque os dois próximos estão programados para 2011. Feita a ressalva, o que se pode registrar são apenas impressões sobre a terceira sequência de “A Liga Extraordinária”, álbum vendido desde o mês passado (Devir, 96 págs.).

Nesta primeira parte, o que se lê é uma narrativa tímida se comparada às edições anteriores. O grupo tem de enfrentar uma ameaça à Inglaterra no ano de 1910. A publicação chama mais atenção pelo nome que a série criou e pelo fato de ser escrita por Alan Moore – há também repetição do desenhista, Kevin O´Neill.

Os roteiros do escritor inglês costumam ser acima da média. Ter o nome dele em alguma obra é um apelo a mais ao leitor. Mas não é o caso deste álbum. A trama repete a fórmula base dos volumes anteriores, já publicados pela Devir. Os personagens centrais da liga são figuras conhecidas da literatura inglesa.

A cabeça da equipe continua sendo Mina Murray, extraída do “Drácula”, de Bram Stocker. Ao lado dela, um rejuvenescido Allan Quatermain, de “As Minas do Rei Salomão”. Outros nomes integram a trupe: a filha do Capitão Nemo, Thomas Carnacki, Arthur James Raffles e um enigmático, embora carismático, Orlando, pinçado da obra de Virginia Woolf.

Este número inicial procura apresentar os novos personagens, retomar características dos antigos e construir a tal ameaça à Inglaterra. Mas ainda não é possível dizer a que veio este terceiro capítulo da série. Uma avaliação mais justa e precisa terá de aguardar os volumes dois e três, no ano que vem.

Ao contrário do que ocorreu com as duas primeiras partes, produzidas como minisséries e lançadas em volumes únicos, esta sequência chegará ao leitor parte por parte. A Devir fez duas versões da obra, uma em capa dura e mais cara (R$ 46), outra em capa mole e mais em conta (R$ 35). A escolha fica por conta do leitor. O conteúdo é o mesmo.
>> BLOG DOS QUADRINHOS – por Paulo Ramos

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