“MARCHLANDS, UM CONTO SOBRENATURAL”: DOS EUA PARA A INGLATERRA

Vocês já tentaram imaginar quem foram as pessoas que já viveram em suas casas em décadas passadas? Quem eles eram, com o que sonhavam, como eram seus estilos de vida, que tipo de relações tiveram e o que aconteceu com elas? Quando o roteirista David Schulner (Tell Me You Love Me) se mudou para sua nova casa, ele começou a imaginar quem eram as pessoas que já tinham vivido ali. Assim surgiu o esboço de um roteiro que mais tarde contou com a colaboração de Michael Cuesta (Dexter).

Disputado pela ABC, CBS e Fox, o projeto foi parar ‘nas mãos’ desta última, que chegou a encomendar a produção de um episódio piloto. A ideia era transformar “The Oaks” em uma série de TV, com previsão de estreia para a temporada de 2008-2009.

Mas, na época, passando por uma greve de roteiristas, a produção do episódio piloto não contou com a supervisão de Schulner e Cuesta. O resultado não agradou a diretoria da Fox, que pediu mudanças, chegando a sugerir que o drama fosse transformado em dramédia. Nem assim “The Oaks” ‘viu a luz do dia’, sendo engavetado.

Em 2008, o canal inglês ITV firmou parceria com a Fox, através do qual desenvolveriam novos projetos. Assim, “The Oaks” foi resgatada sendo transformada em minissérie de cinco episódios. Com base no roteiro original de Schulner e Cuesta, o roteirista inglês Stephen Greenhorn (Doctor Who) adaptou “The Oaks”, que agora estreia no dia 3 de fevereiro na Inglaterra com o título de “Marchlands”.

O elenco de “Marchlands” (Foto: ITV/Divulgação)

A minissérie apresenta a vida de três famílias que vivem na mesma casa, mas em períodos diferentes. A primeira família é formada pelo casal Paul (James Thomas King) e Ruth (Jodie Whittaker), que vive na casa na década de 1960. Eles passam pela terrível experiência de perder a única filha, Alice (Millie Archer), uma menina de oito anos que morreu afogada na piscina.

Na casa também vivem os pais de Paul, Robert (Denis Lawson) e Evelyn (Tessa Peake-Jones), que mantém um comportamento austero e opressivo em relação ao filho. Assombrada pelo fantasma da filha, Ruth tem dificuldades em aceitar a morte da menina, bem como o distanciamento do marido, que prefere não conversar sobre o assunto.

A segunda família é formada por quatro pessoas: os pais Eddie (Dean Andrews) e Helen (Alex Kingston) e os filhos Scott (Ethan Griffin/Daniel Casey), de 15 anos, e Amy (Sydney Wade), de oito anos, que vivem na casa na década de 1980. A vida da família parece tranquila, até que Amy começa a conversar com sua amiga imaginária, a quem ela culpa por todos os ‘incidentes’ que começam a acontecer na casa.

A terceira família é formada por Mark (Elliot Cowan) e Nisha (Shelley Conn) que vivem as expectativas do nascimento de sua primeira filha. Grávida de cinco meses, Nisha encontra a fotografia de Alice escondida na casa e começa a investigar a história da menina.

A narrativa paralela entre o passado e o presente faz com que as três famílias se tornem uma só para os olhos do público. Por sua vez, na história, elas estão unidas pelo fantasma da menina que em 1968 morreu sob circunstâncias misteriosas.

A minissérie é dirigida por James Kent (The Secret Diaries of Anne Lister). No elenco também estão Nick Sidi, James Rastall, Claire Murphy, Jennifer Hennessy, Martha Bryant, Sophie Stone, Elizabeth Rider, Ryan Prescott, Jonathan Linsley, Roger Ringrose, Sarah Ball, Katie Wimpenny, Morag Siller e Faith Edwards.
>> VEJA – por Fernanda Furquim

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