“AS CRÔNICAS DE NÁRNIA”: “O SOBRINHO DO MAGO” SERÁ O PRÓXIMO FILME DA SÉRIE

quarta-feira | 30 | março | 2011

O leão Aslam é o grande protagonista de As Crónicas de Nárnia

Em entrevista ao The Christian Post, o produtor Michael Flaherty disse que o novo filme da série “As Crónicas de Nárnia” será “O Sobrinho do Mago“, o penúltimo livro da série a ser lançado. A obra, escrita por C.S. Lewis, conta a origem de Nárnia e do guarda-roupa que aparece no livro que deu origem ao primeiro filme da série.

 

Na história, os amigos Digory Kirke e Polly Plummer por acidente vão parar em outro mundo, com o auxílio de dois anéis mágicos. Lá, eles acidentalmente libertam a Feiticeira Branca e vão para Nárnia, onde veem a criação daquele mundo.

Ainda não há maiores informações sobre possível elenco, diretor ou data de lançamento para o filme.
>> NA TELINHA – da Redação


“I, FRANKENSTEIN” TEM DIRETOR E ROTEIRISTA

quarta-feira | 30 | março | 2011

O cineasta Stuart Beattie foi contratado para escrever e dirigir a adaptação de I, Frankenstein, HQ criada e escrita pelo ator Kevin Grevioux e publicada pela Darkstorm Comics.

Esta não é a primeira vez que I, Frankesntein tem a possibilidade de ganhar uma versão para o cinema. Em 2009, vários trabalhos para uma adaptação foram desenvolvidos, incluindo um primeiro tratamento do roteiro escrito pelo próprio Grevioux e algumas artes conceituais, que você pode conferir clicando aqui.

Ainda não se sabe se Beattie usará algo do roteiro já existente ou se começará um novo trabalho do zero. De qualquer maneira, a produtora Lakeshore Entertainment espera começar a produção ao final deste ano.

A trama de I, Frankenstein leva monstros clássicos como Frankenstein, o Homem InvisívelDrácula e o Corcunda de Notre-Dameaos dias de hoje, em um cenário noir ambientado na cidade de Darkhaven. Frankenstein aprendeu a controlar seus demônios internos e atua como detetive particular, sendo o único protetor da cidade. É ele quem  tenta sozinho impedir que outras criaturas ressurjam e tragam o caos para a humanidade. Drácula é um chefão do crime e o Homem Invisível é seu agente secreto.
>> HQMANIACS – por Leandro Damasceno



ANDRÉ VIANCO: ELE JÁ FALAVA SOBRE VAMPIROS MUITO ANTES DE “CREPÚSCULO”

quarta-feira | 30 | março | 2011

É surpreendente a desenvoltura e a facilidade com que o escritor, ex-entregador de pizzas, ex-editor de seus próprios livros e ex-vendedor de mão em mão André Vianco revela neste romance “O Caso Laura” (272 páginas, R$ 32,50), o primeiro de sua autoria lançado pela Editora Rocco, com chegada às livrarias em todo o País prevista já para o próximo dia 2. A tiragem inicial prevista é de 30 mil exemplares (normalmente os romances brasileiros são lançados em 2 mil ou 3 mil exemplares, ou até menos).

Misto de romance psicológico, policial e sobrenatural, este trabalho de Vianco – que, com doze livros publicados, já vendeu perto de 500 mil exemplares – mostra que o autor, de origem modesta, é um artista de grandes recursos literários, que domina como poucos grandes autores a técnica de escrever bem, com ritmo que, na forma e conteúdo, envolve imediatamente o leitor e a leitora. Na forma porque, visivelmente com muito esforço e muito trabalho de carpintaria literária, escreve textos ao mesmo tempo atrevidamente novos, com frases que nunca foram escritas antes, e, ao mesmo tempo, imediatamente assimiladas pelo leitor e leitora como coisas bem conhecidas e com as quais se sente logo de início uma confortadora familiaridade. No conteúdo, porque sabe criar uma trama intricada.

Dirigido sempre ao grande público, e, por isso, passível de ser chamado de “popularesco” pelos críticos universitários, Vianco, na verdade, é um autor que sabe construir o caráter de cada personagem, e apresentar esse caráter pelas falas e pelas ações dos mesmos, sem ter de apelar para o recurso artisticamente inferior de descrever ou analisar a personalidade de cada um. Ele prefere aqui o caminho mais difícil. Sabe como burilar uma frase, tornando-a agradável aos ouvidos; sabe como concatenar uma trama, sabe como manter ininterruptamente o suspense sempre renovado em curtos intervalos da narrativa, e como alternar as situações e os personagens.

Neste “O Caso Laura”, um detetive particular é contratado por um idoso desconhecido para investigar os encontros de uma mulher chamada Laura, restauradora de imagens sacras, num banco de jardim, com um homem misterioso. Há outros tipos envolvidos em outras situações, como o policial que é investigado por uma agente da Corregedoria por ser suspeito de homicídios que teria praticado como justiceiro. Tudo, porém, entrelaça-se e os diferentes mistérios vão se adensando progressivamente, até o surpreendente desenlace esclarecedor.

Em suma, Vianco é um narrador hábil e com desenvoltura. Como poucos escritores, mesmo entre os mais famosos, todas as técnicas da arte literária e do artesanato de bem escrever ele conhece. Apenas pôs a sua pena a serviço, não da chamada grande arte tal como a concebiam os críticos universitários tradicionais, nem de uma “conscientização” de seus leitores e suas leitoras tal como a imaginavam os escritores ditos engajados. Ele visa simplesmente entreter agradavelmente seu público. Com isso, presta serviços a um leitor que, nas selvas urbanas de hoje, carece de emoções. Um trabalho tão digno quanto qualquer outro, que lhe garante a situação de ser um dos poucos escritores, no Brasil, a sobreviver apenas de seu ofício. Em tempo: o livro já é um roteiro de filme.
>> DIÁRIO DE SÃO PAULO – por Renato Pompeu


“MULHER MARAVILHA”: DOS QUADRINHOS PARA A TV

terça-feira | 29 | março | 2011

William Moulton Marston, um conhecido psicólogo americano, era um ávido leitor de HQ, mas também um de seus maiores críticos. Marston, professor de psicologia da Columbia University, autor de livros, colaborador da revista Reader’s Digest e palestrante, foi o inventor de um teste de pressão sanguínea que se tornaria um dos componentes para o polígrafo (detector de mentiras).

Ellie Wood Walker

Marston também era defensor do feminismo. Através de seus textos publicados, ele dava conselhos a mulheres e apresentava seu ponto de vista a respeito do casamento, da obediência ao homem e da posição da mulher na sociedade. Para ele, uma mulher deveria ocupar o cargo de Presidente da República. Como psicólogo, Marston atacou o universo dos super-heróis dos quadrinhos, acusando-o de machista por não dar às mulheres personagens com os quais poderiam identificar-se. Em sua opinião, as meninas não desejavam ser meninas porque não existiam personagens femininas fortes e carismáticas, apenas mulheres que apareciam para atrapalhar o herói ou criar situações nas quais eles poderiam mostrar sua superioridade.

As críticas de Marston chamaram a atenção da DC Comics, que o convidou a assessorar seus roteiristas, oferecendo-lhes o ponto de vista psicológico dos personagens e como deveriam ser passados para o público adolescente.

Nesta sua função, ele recebia os textos e fazia observações a respeito de mudanças que deveriam ser feitas nos personagens ou mesmo nas histórias. Com o tempo, ele foi convidado a criar um super-herói que refletisse suas teorias.

Assim surgiu a Mulher-Maravilha, que Marston criou utilizando o nome de Charles Moulton. Fisicamente bonita, feminina, extremamente inteligente e com a força de muitos homens, a personagem, que surgiu em um universo masculino, utilizava roupas provocantes (para a época).

Vivendo situações que atraíam o interesse masculino, entre elas, a de ser presa e amarrada, ficando à mercê de seus opressores, a Mulher-Maravilha sempre dava a volta por cima. Para as mulheres, as situações representavam a idéia de que era possível libertar-se de suas ‘amarras da sociedade masculina’.

Estudioso da cultura grego-romana, Marston criou um universo para sua personagem que remonta esta cultura. Batizada de Diana, a personagem era uma amazona que vivia na Ilha Paraíso (também conhecida com Themyscira ou Temiscira), localizada no Triângulo das Bermudas.

Cathy Lee Crosby

 

A Mulher-Maravilha fez sua estréia nos quadrinhos no dia 8 de dezembro de 1941, ganhando uma edição própria em 1942. Nessa época, os EUA estavam entrando na 2ª Guerra Mundial, o que levou os meios de comunicações americanos, sem exceção, a serem convocados para atuarem em favor dos aliados e contra o nazismo. Assim, as histórias da heroína foram situadas no mesmo período.

Na Ilha Paraíso, as amazonas são seres imortais, nascidas de moldes de barro, vivendo por conta própria, sem a necessidade da presença do homem. Um dia, um acidente aéreo leva o piloto do avião, Major Steve Trevor, a ser socorrido por elas. Diana, filha da Rainha Hipólita, é a escolhida para levá-lo de volta aos EUA, onde deverá permanecer para ajuda-los a derrotar o nazismo.

Utilizando a bandeira americana encontrada no avião, as amazonas fabricam o uniforme da Mulher-Maravilha. Entre os acessórios, o laço da verdade (em referência ao detector de mentiras criado por Marston); braceletes feito de um material existente apenas na Ilha, capazes de repelir balas ou qualquer outro tipo de munição; e uma tiara, através da qual poderia se comunicar com a Ilha (a tiara também servia de bumerangue). Seu meio de transporte era um avião invisível, controlado pela mente.

Richard Eastham como o General Phil Blankenship

Além dos nazistas, algumas vezes representados pela Baronesa Paula Von Guther, a Mulher-Maravilha também enfrentava super-vilões, como Cheeta, Mulher-Leopardo, Giganta e, é claro, Marte, o Deus da Guerra, que desejava destruir as amazonas, amantes da paz, para continuar a instigar os homens à guerra.

Após a morte de Marston em 1947, a personagem nos quadrinhos continuou vivendo suas aventuras, chegando à década de 1960, quando surgiu a Garota-Maravilha, Donna Troy, uma órfã salva pela heroína. Através de um raio, Diana lhe dá super-poderes, tornando-a sua auxiliar no combate ao mau. Nesse período também surgiu I-Ching, um chinês mestre das artes marciais que se torna amigo de Diana.

Na década de 1970, a personagem foi atacada por outro psicólogo, Frederic Wertham, que a acusava de ser lésbica. Para ele, qualquer mulher que defendesse o feminismo só poderia ser homossexual. Assim, a personagem reduziu seu discurso feminista e passou a idolatrar o Major Steve Trevor.

O próximo passo da personagem foi adentrar o mundo da televisão. A primeira tentativa ocorreu na década de 1960, quando um piloto de cinco minutos chegou a ser produzido pelos mesmos responsáveis por “Batman”. Seguindo a mesma linha cômica, o primeiro roteiro foi escrito por Stan Hart e Larry Siegel, da revista Mad, o qual foi reescrito por Stanley Ralph Ross, da série “Batman”.

Na história, Diana vivia nos EUA em um pequeno apartamento, junto com sua mãe, Hipólita, que estava decepcionada com a filha por ela ainda ser solteira e ficar perdendo tempo em salvar o mundo. Diana, por sua vez, era uma jovem sem graça, como um patinho feio, que se transformava na Mulher-Maravilha. Quando se olhava no espelho, se via linda e maravilhosa. A personagem era interpretada por Ellie Wood Wallas e seu reflexo no espelho era Linda Harrison. Confiram o vídeo abaixo.

O enredo foi considerado medíocre a série não chegou a ser produzida, levando a personagem a ter uma nova chance na década de 1970. Depois de fazer sua estréia nas séries animadas “Superman-Aquaman Hour Adventure”, de 1967, e em “Os Superamigos”, de 1973, a Mulher-Maravilha foi comprada pela Warner Brothers, que deu início ao desenvolvimento de um telefilme.

Lynda Carter como Diana Prince

A idéia de Douglas S. Cramer, responsável pelo projeto, era trazer a personagem para o tempo presente, no qual ela seria uma aliada da CIA. O telefilme estreou em 1974, com Cathy Lee Crosby no papel título.

Sendo loira, vestindo um uniforme diferente daquele popularizado pelos quadrinhos e sem superpoderes, a personagem não retratava o universo popularizado pelos quadrinhos. A produção foi atacada pela crítica e pelos fãs, levando os responsáveis a reformularem o projeto, tornando-o mais fiel ao original dos quadrinhos.

Assim surgiu outro telefilme, com Lynda Carter no papel título. Inexperiente, a atriz, que tinha sido testada para o telefilme anterior, precisou enfrentar a resistência da rede ABC que queria Joanna Cassidy (240-Robert e A Sete Palmos) no papel principal.

Por curiosidade, entre as atrizes que fizeram testes para o projeto estão Suzanne Sommers (Step By Step), Rachel Welch, Lindsay Wagner (A Mulher Biônica), e aquelas que ficariam conhecidas como as panterinhas do Charlie: Kate Jackson, Farrah Fawcett, Cheryl Ladd e Jaclyn Smith.

No papel do Major Steve Trevor, o produtor Douglas S. Cramer contratou Lyle Waggoner, que já tinha feito testes para estrelar a série “Batman”.

Lyle Waggoner como Steve Trevor

Na história, a personagem passou por algumas mudanças, em função de orçamento e desenvolvimento criativo. Para se transformar na Mulher-Maravilha, Diana dá uma espécie de pirueta, fazendo surgir um clarão. Nos quadrinhos, a mudança é feita em alta-velocidade.

A personagem também adquiriu os poderes de mudar de voz e se comunicar com os animais. Para aprisioná-la, ao invés de unir seus braceletes, os bandidos teriam que retirá-los.

O telefilme foi um sucesso levando a ABC a produzir um outro, que mais tarde seria dividido em duas partes, apresentados como os dois primeiros episódios da série produzida entre 1975 e 1979 (já lançada em DVD no Brasil).

Lynda Carter como a Mulher-Maravilha

A série somente foi aprovada pela ABC quando as redes CBS e NBC demonstraram interesse em produzi-la. Após a primeira temporada, que retratou o universo criado nos quadrinhos, a série foi cancelada. Resgatada pela CBS, a segunda temporada foi produzida levando a personagem para o tempo presente.

Com o título de “As Novas Aventuras da Mulher-Maravilha”, a personagem foi transformada em uma espécie de “As Panteras”.Entre as mudanças, Steve Trevor teve uma participação reduzida, a Ilha Paraíso e o avião invisível foram dispensados, e a personagem abandona completamente a imagem tradicional de Diana Prince, identidade secreta da Mulher-Maravilha, que tinha o objetivo de passar despercebida das pessoas que a cercavam.

Na versão da CBS, ela é uma mulher exuberante, que vive na moda, que sequer utiliza óculos (à la Clark Kent) para disfarçar. Assim, ficou ainda mais difícil aceitar o fato que ninguém percebia que Diana era a Mulher-Maravilha.

Adrianne Palicki como a Mulher-Maravilha no piloto de David E. Kelley

Para justificar a presença da heroína no tempo presente, a história apresenta um novo piloto, no qual, Diana está de volta à Ilha (uma das poucas, senão a única, referência na nova fase), onde salva a vida de Steve Trevor Jr, interpretado pelo mesmo ator. Assim, ela decide retornar aos EUA para ajudá-lo na caça a comunistas, terroristas e traidores.

Cancelada em sua terceira temporada, a série não conseguiu explorar o universo e o potencial criado em torno da heroína. Agora, com um novo projeto está se desenvolvendo, as primeiras informações divulgadas levam a crer que a personagem continuará a ser desperdiçada pela televisão. Teremos que esperar para conferir.

Estrelada por Adrianne Palicki (Friday Night Lights), a série ainda está restrita à produção de um episódio piloto. No entanto, o produtor David E. Kelley declarou em entrevistas estar confiante que a primeira temporada será encomendada, chegando ao ponto de afirmar que a série deverá estrear até 2012.

Sua confiança pode estar relacionada ao seu contrato. Alguns produtores de renome conseguem estabelecer em contrato a obrigação do canal de encomendar os primeiros episódios de projetos com potencial de atrair o interesse de um grande público. Ainda não há informações de que seja este o caso.

Esta é a segunda tentativa de dar à heroína uma nova série de TV. Entre 1997 e 1998, existiu um projeto da Warner Bothers para se produzir uma série criada por Deborah Joy Levine, responsável por “As Novas Aventuras do Superman”, com Dean Cain e Teri Hatcher.

Em 2000, surgiram informações sobre um filme para o cinema. Na época, John Cohen tinha sido contratado para escrever o roteiro, que seria produzido por Joel Silver. Posteriormente, Joss Whedon (Buffy a Caça-Vampiros) teve seu nome ligado à produção, que parece ter sido jogada para 2015.

Cloris Leachman como a Rainha Hipólita

>> VEJA – por Fernanda Furquim


A RELAÇÃO DOS TELEFILMES NA PRODUÇÃO SERIADA

terça-feira | 22 | março | 2011

Van Johnson em "The Pied Piper of Hamelin", de 1957

No Brasil, a produção de telefilmes é algo raro. Quando produzidos, são chamados de “Especiais”, mas são tão poucos que nem dá para dizer que a produção desse formato existe de fato.

Nossa teledramaturgia é (praticamente) dedicada às novelas. Já vi muitas quando criança e apesar de não gostar mais de acompanhar esse tipo de programa, não sou contra sua produção. Existe público para isso. No entanto, a partir do momento que (praticamente) só se produz isso…então sou contra.

A produção televisiva deveria ser diversificada. Ao menos, nos canais de rede aberta. Isto não ocorre no Brasil e, atualmente, também não ocorre nos EUA. Repararam que eles pararam de produzir telefilmes? Tal qual as minisséries, os telefilmes estão relegados à produção da TV a cabo, onde também são oferecidas séries, desenhos animados, reality shows, documentários, talk shows e game shows. Só falta a novela…mas não sejamos exigentes (existe um canal a cabo chamado SoapNet dedicado às novelas, mas sua produção própria é mínima, quase inexistente, dedicando-se mais às reprises, como o Viva faz no Brasil).

Os telefilmes, tal qual as minisséries, contribuíram com a evolução das séries de TV americanas. Levou um bom tempo para que a produção de telefilmes tivesse início. Entre as décadas de 1940 e 1950, a TV americana contentou-se em exibir filmes produzidos para o cinema. Até a década de 1960, somente filmes produzidos antes de 1948 poderiam ser exibidos na TV, dentro de sessões de cinema criadas especialmente para isso. Estas sessões eram programadas tarde da noite, após o horário nobre. Isto porque os canais temiam que a qualidade técnica dos filmes, mesmo os antigos, ferisse a receptividade de suas séries e programas, muito embora os canais regionais intercalassem seu horário nobre com séries e filmes de cinema.

No final da década de 1950, os estúdios de cinema pressionaram os canais a negociar a exibição de filmes mais recentes em horário nobre. O fato causou problemas para as redes, visto que o valor que os estúdios queriam cobrar por seus filmes era muito maior que aquele que elas estavam dispostas a pagar. Além disso, o Sindicato dos Roteiristas se posicionou contra a decisão. Primeiro, porque a exibição em horário nobre de filmes produzidos para o cinema reduziria o espaço para uma produção própria, prejudicando a oportunidade de trabalho dos roteiristas; segundo, os roteiristas dos filmes não recebiam nenhum valor pela exibição de seu trabalho em outro veículo.

Em função disso, surgiu uma greve geral de roteiristas que teve início em 16 de janeiro de 1960. Esta paralisação é comparada com a que ocorreu em 2007, quando os roteiristas fizeram greve para receber pagamento quando seus trabalhos fossem disponibilizados em streaming na Internet.

A greve de 1960 durou seis meses, finalizando com um acordo entre as partes. Assim teve início a exibição na TV de filmes mais recentes produzidos para o cinema, o que fez surgir um público específico. O fato levou os canais a perceber o potencial da produção própria de filmes.

A primeira a investir nesse formato foi a NBC. Apesar de algumas experiências anteriores, como “The Pied Piper of Hamelin”, de 1957, filmado em Technicolor, para a DuMont Network, “See How They Run”, de 1964, é considerada a primeira produção de telefilme para a TV americana. Trata-se de uma adaptação de uma peça de teatro, estrelada por John Forsythe e Jane Wyatt, com direção de David Lowell Rich. Em função da baixa audiência, o canal levou dois anos para voltar a produzir nessa área.

Em 1966, a NBC criou o “Saturday Night at the Movies”, sessão de telefilmes produzidos quase que exclusivamente pela Universal. O primeiro teria sido “Os Audaciosos/The Name of the Game”, estrelado por Tony Franciosa, que interpretou um jornalista investigativo. A boa receptividade do telefilme fez com que o canal o transformasse em série, a qual fazia um rodízio das histórias estreladas por três atores: Robert Stack, Gene Barry e Franciosa.

A produção de telefilmes se estabeleceu quando foi exibido “The Doomsday Flight”, de Rod Serling, sobre a histeria gerada por passageiros e tripulantes de um vôo entre Los Angeles e Nova Iorque, que descobrem a presença de uma bomba no avião. A história, que mesclava melodrama, mistério e tensão, dentro de um formato antológico e com orçamento de cinema, determinou a continuidade desse tipo de produção a partir de 1967.

Os telefilmes substituíram os teleteatros, trazendo diversas histórias, sem personagens fixos, explorando situações polêmicas com uma estética cinematográfica. Competindo com os telefilmes e com os filmes de cinema, as séries adotaram, ao longo dos anos de 1960, uma narrativa e uma estética mais realista para sua produção dramática.

(E-D) Robert Stack, Gene Barry e Tony Franciosa em "Os Audaciosos"

Mas os telefilmes não eram vistos apenas como concorrentes das séries. A exemplo do que ocorreu com “Os Audaciosos”, muitos telefilmes foram produzidos com a intenção de testar público para o potencial de uma nova série.

Assim sendo, pilotos com 90 minutos de duração eram exibidos na TV em sessões de telefilmes. Se a audiência fosse boa, a série era encomendada, a exemplo de “Smith & Jones”, “Havaí 5-0”, “Kolchak”, “McCloud”, “O Casal McMillan” e “Columbo” (estes três últimos tiveram seus episódios exibidos alternadamente dentro da sessão “The NBC Mystery Movie”).

Com o passar dos anos, os telefilmes também começaram a ser utilizados como alternativa para finalizar a trama de uma série cancelada, bem como uma forma de reunir atores/personagens de um seriado de sucesso, mostrando ao público o que aconteceu com eles (são os telefilmes conhecidos como ‘reunions’).

A presença de filmes e de telefilmes em horário nobre também fez surgir séries com episódios de duração entre 75 e 90 minutos. A exemplo de “O Homem de Virgínia”, “Columbo”, “Banacek”, “Os Audaciosos”, entre outros. Em função dos telefilmes, mais profissionais do cinema migraram para a televisão. Esse formato também influenciara o surgimento das minisséries.

Como visto aqui, o estopim foi a importação de produções estrangeiras; mas a popularidade crescente dos telefilmes e a necessidade dos roteiristas de ter mais tempo para desenvolver suas histórias também serviram como influência para a produção própria de minisséries, as quais provocariam mudanças na narrativa seriada.
>> VEJA – por Fernanda Furquim


“SUPER 8”: ASSISTA AO PRIMEIRO TRAILER DA FICÇÃO CIENTÍFICA DE J.J. ABRAMS

terça-feira | 22 | março | 2011

Um dos filmes mais aguardados do ano, ficção científica “Super 8“, ganhou o seu primeiro trailer completo. O longa, dirigido por J.J. Abrams (“Star Trek“), tem Steven Spielberg como produtor:

O filme também teve sua sinopse oficial liberada:

No verão de 1979, um grupo de amigos em uma pequena cidade de Ohio testemunha um acidente de trem catastrófico ao fazer um filme e logo suspeitam que não foi um acidente. Pouco depois, desaparecimentos incomuns e acontecimentos inexplicáveis ​​começam a acontecer na cidade, e o delegado local tenta descobrir a verdade – que é algo mais aterrorizante do que qualquer um deles poderia ter imaginado.

O elenco é composto por Kyle Chandler (“King Kong”), Amanda Michalka (“Um Olhar do Paraíso”), Elle Fanning (“Um Lugar Qualquer”), Ron Eldard (“A Cor de um Crime”), Noah Emmerich (“Jogo de Poder”), Joel Courtney, Riley Griffiths, Ryan Lee (“A Pedra Mágica”), Zach Mills (“A Troca”) e Gabriel Basso (da série “The Big C”).

“Super 8″ será lançado 10 de junho nos EUA e 9 de setembro no Brasil.
>> CINEMA COM RAPADURA – por Camila Fernandes


“O HOBBIT”: PETER JACKSON COMEÇA FILMAGEM DO PRELUDIO DE “O SENHOR DOS ANÉIS” NA NOVA ZELÂNDIA

terça-feira | 22 | março | 2011

O diretor Peter Jackson começou nesta segunda-feira na Nova Zelândia a filmagem de “O Hobbit”, prelúdio da trilogia “O Senhor dos Anéis”, após superar meses de contínuos atrasos, informou o cineasta em comunicado.

O diretor neozelandês, de 50 anos, afirmou que o elenco – liderado por Martin Freeman como o hobbit Bilbo Bolseiro e Ian McKellen no personagem do mago Gandalf – ficou assim fechado para os preparativos do filme.

Elijah Wood, Christopher Lee, Cate Blanchett e Orlando Bloom repetirão os mesmos papéis que encarnaram em “O Senhor dos Anéis”, ganhador de um total de 13 Oscar.

Problemas de financiamento, um esforço de greve de atores e uma úlcera de Jackson puseram em xeque a produção, que constará de duas partes, com um orçamento de US$ 500 milhões.

Devido aos atrasos, o diretor mexicano Guillermo del Toro se retirou em maio de 2010 da co-produção da New Line Cinema e Metro Goldwyn Meyer, embora tenha continuado com sua colaboração na elaboração dos roteiros.

Em outubro de 2010, as produtoras estiveram a ponto de levar a filmagem para outro país, após os problemas salariais com os sindicatos de atores locais, mas o Governo neozelandês intermediou e aceitou modificar a lei trabalhista para salvar o projeto.

A história de “O Hobbit” transcorre na Terra Média descrita em “O Senhor dos Anéis”, o mundo de ficção criado por J.R.R. Tolkien, e está previsto que a primeira parte chegue aos cinemas em 2012.
>> YAHOO – por EFE