THOMAS DISCH: ENTREVISTA

Esta semana, em Strange Horizons, apresentamos mais um autor, como o fazemos periodicamente, esta edição traz o romancista, poeta e crítico Thomas M. Disch. Em sua carreira de quase 40 anos, Disch distinguiu-se como um dos escritores mais originais e versáteis surgidos do movimento New Wave da ficção especulativa, que transformou o gênero na década de 60. Ele é mais conhecido no mundo da FC por dois romances, Campo de Concentração e 334, assim como outros, muitas vezes de contos satíricos. Ele também escreveu poesia, horror e críticas teatrais.

Meu primeiro encontro com o trabalho de Disch foi na coleção de Samuel R. Delany, Jewel-Ringed Jaw; e a admiração de Delany por Disch levou-me às suas histórias e romances. Wings of Songs é provavelmente o meu romance favorito de Disch, embora também seja muito afeiçoado a The Genocides. Fiquei encantado pela oportunidade de falar com ele ao telefone em sua residência em Nova York, sobre sua vida e carreira.

David Horwich: Vamos começar pelo seu início. Quando começou a escrever?
Thomas M. Disch: Há sempre um começo? Lembro-me no jardim de infância em Minneapolis, com Dennis White, meu melhor amigo naquela idade, contando-lhe histórias sobre Ronald Rabitt. Era uma série de aventuras. Essas são as primeiras histórias que eu lembro de ter contado, mas quem sabe que histórias eu contei aos meus pais? Contar histórias era absolutamente natural para mim. É minha maneira de me relacionar com as pessoas, eu acho.

Então, você sempre foi de contar histórias. Quando você começou a escrevê-las?
Eu suponho que eles me pediram para fazer esse tipo de coisa na escola, eu não me lembro das histórias que escrevi. Tinha blocos cheios, mas não de histórias, de enredos imitando Asimov, inspirados em The Caves of Steel . Eu descobri a ficção científica, e pensei, oh sim! Civilizações galácticas em conflito umas com as outras! Então enchi ca

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