DIVULGADA A CAPA BRASILEIRA DE BATTLESTAR GALACTICA

sexta-feira | 31 | outubro | 2008

Esta é a capinha da quarta temporada de “Battlestar Galactica” a qual será dividida em dois volumes. Esta é a imagem do primeiro volume que terá três discos e dez episódios os quais serão:

Titulo Original Titulo em Português
He That Believeth in Me Por que Acreditar
Six of One Seis de Um
The Ties That Bind Laços de União
Escape Velocity Em Alta Velocidade
The Road Less Traveled (1) Caminhos não Trilhados
Faith (2)
Guess What’s Coming to Dinner? Adivinhe quem vem para Jantar?
Sine Qua Non Sine Qua Non
The Hub Criação
Revelations Revelações

Os episódios terão formato 1.78 windescreen anamórfico, com áudio inglês e português, 2.0 Dolby Digital e legendas em português para a região 4, com um total de 490 minutos, aproximadamente. Este primeiro volume chega no dia 3 de dezembro com o valor sugerido de R$79,90. O box brasileiro será disponibilizado antes que o americano. Por lá, o box está previsto para ser lançado no dia 6 de janeiro.

Capa americana

Infelizmente não teremos nenhum material Extra e não há previsão do lançamento do filme “Razor” no Brasil. Nos EUA, que também irá lançar a quarta temporada em dois volumes, está prevista uma enchurrada de material nos Extras, entre eles duas versões do filme “Razor” (a exibida na TV com 88 min. e a estendida com 101 min.) além de cenas excluídas, trailer, os minisódios de “Razor”, comentários de Ronald D. Moore e Michael Taylor, video blogs de David Eick, documentários e matéria sobre a trilha sonora da série.

A distribuidora Universal ainda não tem informações sobre a presença de Extras no segundo volume da quarta temporada que somente será lançado no Brasil e EUA após a exibição na TV americana dos episódios restantes que encerram a série, que ocorrerá em 2009.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim


O VENTO, A AREIA E O NADA: “AREIA NOS DENTES”, DE ANTÔNIO XERXENESKY

sexta-feira | 31 | outubro | 2008

Antônio Xerxenesky conduz o leitor ao inevitável clichê da montanha-russa de sentimentos: numa página, altíssimas gargalhadas; na seguinte, a torcida pelo casal; mais à frente, uma vontade descomunal de duelar. Ou então de saber para onde o vento leva a areia.

Em certos instantes, os mortos precisam voltar à vida. É uma vontade natural de possuir, mas como entender sua origem? O gaúcho Antônio Xerxenesky nos dá um exemplo raro no Brasil com seu romance de estréia, o Areia nos dentes (Não Editora, 2008). Como solucionar as próprias dúvidas utilizando limites às vezes extra-humanos? É um livro que testa seus personagens em diversos instintos, que faz com que o leitor se lembre de que, para estar limpo, talvez seja preciso se manter sujo.

Sozinho de esposa e sem contato com o filho, um homem decide escrever sobre seus antepassados que viveram no povoado de Mavrak. Debaixo de um calor suportável apenas num faroeste, os integrantes das famílias rivais Ramírez e Marlowe viviam em constante tensão, sempre à beira de um novo duelo. E tudo era levado nesse limite da paz mavrakiana até que Martín Ramírez fora misteriosamente assassinado na noite em que vasculhava o porão da casa dos Marlowes. Assim, o povoado fora dominado por uma gradual suspeita, especialmente de Miguel, pai de Martín, sobre a família inimiga. Afinal, como não suspeitar, se eles eram os únicos (únicos?) que poderiam ter visto o jovem após sair correndo daquele porão?

Os Marlowes negaram o tempo todo a autoria do assassinato e se voltaram ainda mais contra os Ramírez no momento em que descobriram que um xerife chegaria ao povoado. Segundo eles, Miguel teria enviado uma carta ao governo, pedindo a presença de alguém que conseguisse impor um mínimo de ordem a Mavrak. A necessidade de suspeitarem uns dos outros é um dos motivos de viverem ali. Sem um estopim para tal divisão, esse e tantos outros povoados seriam feitos do nada. E, como escrito no próprio livro, “há algo mais assustador que o nada?” Não existem mocinhos ou vilões: o que está sob o duelo até de olhares é a honra. O reservado xerife Thornton chega à cidade para entender que tamanho poder tem a honra de um nome.

Com a definitiva ausência de seu irmão, Juan Ramírez se viu na obrigação de, a partir dali, defender a família. Também por pressão implícita de seu pai, o rapaz começou a entender o real funcionamento de se viver num povoado sem ordem, sem leis e dominado em parte por pessoas que poderiam lhe matar sem razões muito graves. Assim, esse novo “defensor” ganha mais espaço na trama, lhe é garantido mas não ainda confiado o papel de herói, aquele que fará justiça. Juan parece apenas querer construir sua vida, abandonar o que lhe fora imposto por gerações.

Mas novos acontecimentos necessitavam de resposta e alguns poderiam não ter relação entre si. Como lidar com algo que pode acabar a qualquer momento? E a narração anda por caminhos semelhantes também do lado de fora. O semi-herói se transforma no suposto protagonista do livro e, neste momento de observações mentais de seu personagem, Xerxenesky dá à narrativa um ritmo sem possibilidade de abandono por parte do leitor.

Juan sentia o tempo como a areia. Por mais que desejasse voltar atrás e reconstruir o passado para alcançar o presente ideal, sem erros ou desvios, seria necessário que cada grão de areia retornasse à sua posição original de três, quatro anos atrás. [pág. 74]

Miguel já não suportava mais esperar que algo fosse feito sobre a morte de seu filho. Então, finalmente, confiou a Juan a coragem que não sabia se tinha e o encarregou de uma missão que seria capaz de resolver todos (todos?) os mistérios a rondar Mavrak. E qual melhor momento para incluir zumbis na história do que depois de uma missão em segredo? Foi quando se pôde entender a origem daquela sensação: sim, a de que os mortos precisam voltar à vida. E de que nem na morte há segredos.

Consciência de cenário
Ao mesmo tempo em que narra, Juan, o homem que escreve sobre suas origens, se vê no inevitável rumo de encontrar seu presente e tentar entender os destinos que escolheu sem muito pensar. O que mais pode ter herdado de Juan Ramírez, seu pretenso herói, além do nome? Enquanto alguns personagens dentro da história conseguem solucionar os fatos — ou pensam que o fazem —, Juan, a cada linha escrita, se dá conta de que seus próprios fatos podem já não ter solução e compreende que o que escreve tem mais semelhança com a realidade do que deveria. Mas qual realidade? E quanto do nada dela faz parte?

Rezaria antes de dormir na esperança de uma resposta. Porém, sua razão já lhe dizia que não haveria resposta, apenas silêncio. Deus havia sido sepultado para Thornton. Quiçá, em seguida, Deus se tornaria como um morto-vivo para o ex-xerife, um tormento que reapareceria do nada, em espasmos, e lhe recordaria de uma época de idealismo que nunca regressará. [pág. 135]

Ele tem a consciência de cenário e presenças o tempo todo, e modifica sutilmente os rumos sempre que é provável sair deles. Reconhecendo o talento literário de Juan, simultaneamente o faço com o de Antônio Xerxenesky, que, logo em seu primeiro romance, demonstra não só preferência pelo gênero como seu provável domínio, tendo a chance de se firmar como um ótimo romancista com o tempo sempre a favor. Por mais que os fãs (como eu) dos filmes de Sergio Leone, por exemplo, estejam familiarizados com algumas situações e estruturas de diálogos, o autor conduz, com autenticidade, o leitor ao meu inevitável clichê da montanha-russa de sentimentos: numa página, altíssimas gargalhadas; na seguinte, a torcida pelo casal; mais à frente, uma vontade descomunal de duelar com o primeiro que avistar. Ou então de saber para onde o vento leva a areia.

Os pontos negativos de Areia nos dentes são alguns detalhes que poderiam ser melhorados na narrativa, muitos deles apenas preferências minhas. Mas não tiram, de forma alguma, a qualidade, na minha opinião, indiscutível que o romance possui. Posso até dizer que é um livro exemplar para quem está começando. É o exemplo que eu seguiria se quisesse ser escritora: saber o lugar exato das palavras, quando ascender e deslocar um personagem e dar o equilíbrio que estes e outros aspectos exigem a cada capítulo.
>> LE MOND DIPLOMATIQUE – por Renata Miloni

Baixe um capítulo para degustação


O TERROR DO PIXU!

sexta-feira | 31 | outubro | 2008

"Pixu" é uma minissérie independente em duas partes com participação de Becky Cloonan, Vasilis Lolos, Fábio Moon e Gabriel Bá.

É possível contar qualquer tipo de história em Quadrinhos, assim como podemos contar histórias dos mais diferente gêneros. Nós gostamos de histórias mais intimistas, sobre relacionamentos, urbanas, com um toque de realismo fantástico, como chamam, mas sabemos que existem outros gêneros que podem explorar algumas peculiaridades da linguagem, outros ritmos, talvez até atrair outro público.

Nossa tira na Folha é uma tentativa de explorar outras abordagens e atingir outros públicos, quem sabe chamá-los para nossas histórias, ou apenas mostrar algo diferente das outras tiras do jornal. Ela se chama Quase Nada e é publicada todo domingo na Ilustrada.

Este ano, fizemos uma história de terror, o PIXU, novamente com a Becky Cloonan e o Vasilis Lolos. Não é porque gostamos de histórias de amor que não podemos explorar as sombrias possibilidades que o terror oferece. Aliás, é legal demais. Fizemos em duas partes. A primeira, lançamos na Comic Con de San Diego. A segunda ficou pronta agora.

Por enquanto, o PIXU só foi publicado (auto-publicado) em inglês, mas logo seu terror chegará por aqui também.
>> 10 PÃEZINHOS – por GABRIEL BÁ


CHEGA AO FIM UMA BEM-SUCEDIDA FASE DOS X-MEN

sexta-feira | 31 | outubro | 2008

Uma característica comum nos quadrinhos de super-heróis é a identificação dos leitores com determinado personagem (há assim os fãs de Super-Homem, Homem-Aranha, Batman ou Wolverine). Além disso, muitas vezes os leitores elegem fases favoritas, nas quais determinada equipe de autores ficou a cargo de uma revista. Um bom exemplo disso foram os anos em que a revista Uncanny X-Men foi produzida por Chris Claremont e John Byrne. Por sua qualidade e importância, muitos consideram este período, entre 1977 e 1981, como o melhor dos heróis mutantes da Marvel. Mais recentemente, outra fase dos “filhos do átomo” mereceu atenção especial dos fãs.

Escrita por Joss Whedon (o criador do seriado Buffy, a caça-vampiros) e desenhada por John Cassaday (ilustrador da série Planetary), a revista Astonishing X-Men foi lançada nos Estados Unidos em 2004. A popularidade dos autores envolvidos e o sucesso da série motivaram a Marvel a investir em edições alternativas, coletâneas e reedições em capa-dura. No Brasil, essas HQs foram publicadas a partir de 2005, nas páginas da X-Men Extra. Para quem não acompanhou a publicação mensal, a Panini lançou recentemente Os Surpreendentes X-Men Volume 1, coletânea em capa cartonada, que traz os doze primeiros capítulos da revista original.

Trazendo os X-Men “sob nova direção” (com Ciclope e Rainha Branca no comando), a fase de Whedon e Cassaday tem como característica a volta a elementos de aventuras tradicionais do grupo de mutantes (como o retorno de personagens e algumas situações que lembram antigas histórias). Já na HQ de estréia isso pode ser notado, por exemplo, no nostálgico retorno de Kitty Pryde à Mansão-X e na violenta rusga de Ciclope e Wolverine, por causa da falecida Jean Grey. E há o próprio visual da série, que se aproxima mais dos desenhos clássicos dos anos 70 e 80, do que das estilizações dos anos 90 e das influências cinematográficas dos últimos anos.

Após vinte e quatro edições, a fase de Whedon e Cassaday chegou ao fim neste ano com a edição especial Giant-Size Astonishing X-Men n°1, lançada por aqui na X-Men Extra n°82. Com a participação especial de outros heróis Marvel, como Quarteto Fantástico, Dr. Estranho, Homem de Ferro e Homem-Aranha, a trama mostra os X-Men mais uma vez às voltas com a iminente destruição do mundo. Mas, ao mesmo tempo em que enfrentam a ameaça alienígena, Ciclope, Rainha Branca, Fera, Wolverine e Colossus empenham-se para salvar a amiga Kitty Pryde. Com elementos futuristas e mais diálogos do que ação, esse epílogo estendido de Whedon, no entanto, deixa algo a desejar.

O que chamou minha atenção para Giant-Size Astonishing X-Men n°1 foi a dinâmica ilustração de sua capa dupla (que vemos nesta postagem e foi reproduzida pela Panini na X-Men Extra n°82). Contudo, esta aparente cena de combate, com os X-Men à frente e vários outros mutantes e heróis Marvel seguindo-os, na verdade não aparece em nenhum momento da HQ. Além disso, os desenhos de Cassaday tropeçam em alguns quadros, ficando aquém do que ele mostrou ao longo da série (e no geral não comparável à qualidade de seu trabalho em Planetary). Para quem quiser conferir, X-Men Extra n°82 tem 100 páginas, sendo vendida por R$6,90.
>> MAIS QUADRINHOS – por Wellington Srbek


“AGNES QUILL”: MAIS UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS RUMO AO CINEMA

sexta-feira | 31 | outubro | 2008

De acordo com a Variety, a Paramount adquiriu os direitos de filmagem de Agnes Quill: An Anthology of Mystery, HQ escrita por Dave Roman. O diretor anunciado é Thor Freudenthal (Um Hotel Bom pra Cachorro). Evan Spiliotopoulos está encarregado do roteiro. A HQ foi publicada em 2006 nos EUA pela SLG Publishing.

Na história, a jovem protagonista completa 16 anos e herda a fortuna do seu avô, além da habilidade dele de se comunicar com os mortos. Com isso, todos os fantasmas da assombrada cidade de Legerdemain vão à procura de Agnes – alguns querem favores, outros desejam vingança, alguns só querem companhia, ou mesmo um pouco de aventura. Com a ajuda (ou embaraço) dos novos amigos, Agnes segue investigando casos misteriosos.
>> HQ MANIACS – por Andréa Pereira


PREACHER: SAM MENDES SERÁ O DIRETOR DA ADAPTAÇÃO PARA O CINEMA

quinta-feira | 30 | outubro | 2008


Segundo o The Hollywood Reporter, a Columbia Pictures adquiriu os direitos da adaptação ao cinema da HQ Preacher, popular série da Vertigo. O estúdio também confirmou Sam Mendes (Revolutionary Road, Estrada para Perdição, Beleza Americana) na direção do filme. Os produtores serão Neal Moritz e Jason Netter.

Anteriormente, Preacher seria adaptada para a televisão através de uma série pela HBO. Mark Steven Johnson, diretor de Demolidor e Motoqueiro Fantasma, escreveu o roteiro do piloto da série e o diretor do episódio seria Howard Deutch. Vale lembrar que Johnson havia revelado que alguém estava no processo de conseguir os direitos para tornar a HQ em um filme.

A Columbia não informou quem será o roteirista da adaptação e nem o elenco da produção. Portanto, novidades devem surgir nos próximo dias.

Preacher (criado por Garth Ennis e Steven Dilon) conta a história de Jesse Custer, um ex-pastor que foi possuído por uma entidade sobrenatural que lhe confere o poder de fazer com que qualquer pessoa o obedeça. Essa entidade (chamada Gênesis) é fugitiva do Paraíso e os anjos a procuram para prendê-la novamente. Quando descobrem que ela e Jesse Custer se tornaram um só, a objetivo passa a ser matá-lo. Para isso ressuscitam um matador do século XIX, o Santo dos Assassinos e enviam em seu encalço.

O destino faz com que Jesse venha a encontrar sua ex-namorada, Tulipa e junto dela o personagem mais excêntrico da revista, o vampiro irlandês Cassidy. Ambos passam a acompanhá-lo em sua fuga tanto da polícia quanto do Santo.

No fim do primeiro arco de histórias, Custer confronta um dos anjos e extrai dele as informações que lhe faltavam para compreender toda a situação, como o origem de Gênesis (o filho mestiço de um anjo e um demônio). Ao perguntar porque o próprio Deus não conserta a situação o anjo conta que deus teria desistido da humanidade e abandonado o céu.

A partir desse momento, Custer decide o que fazer de sua vida. Ele toma a insólita decisão de procurar por Deus em pessoa e lhe cobrar explicações. Na busca pelo seu objetivo encontra os mais diversos obstáculos: assassinos seriais, a polícia, o próprio santo e organizações secretas como o Graal.
>> HQ NEWS – por Júnior


SPARTACUS VIRA SÉRIE DE TV

quinta-feira | 30 | outubro | 2008
O canal Starz, o mesmo que lançou a série “Crash”, prepara uma nova versão da história de “Spartacus”. Foi autorizada a produção de 13 episódios desta série que tem como produtores executivos Sam Raimi, Rob Tapert, ambos de “Hércules” e “Xena”, e ainda Joshua Donen, de “Legend of the Seeker”.

Segundo o The Hollywood Reporter Steven S. DeKnight, de “Smallville”, será o roteirista principal. Esta será a primeira série dramática a ser produzida pelo canal, e a segunda dramática a ser exibida, sendo “Crash”, produzida pela Lionsgate em parceria com o canal, a primeira.

As filmagens serão feitas na Nova Zelândia, onde Raimi e Tapert filmaram “Hércules” e “Xena” e onde “Legend of the Seeker” está sendo produzida. A estréia está prevista para o final do primeiro semestre de 2009. Cada episódio está orçado em 2 milhões de dólares. A distribuição doméstica e internacional será da Worldwide Distribution.

Famoso pela produção cinematográfica dos anos 60 estrelada por Kirk Douglas e dirigida por Stanley Kubrick, Spartacus foi um soldado romano que ao desertar foi transformado em escravo. Ele se tornaria mais tarde o líder de uma revolta de escravos que ocorreu em 73 A.C. com a participação de mais de 120 mil pessoas.

O personagem e sua história já ganhou sete versões entre cinema e TV. A primeira “Spartacus”, foi em 1913 na Itália, que lançou uma nova produção em 1953, com o título de “Spartaco Sins of Rome”. Mas, foi em 1960 que o público assistiu à produção estrelada por Kirk Douglas, a qual se tornaria a mais famosa até hoje. Em 1964, uma nova versão, “Spartacus and the Ten Gladiators”, também feita na Itália com co-produção da Espanha e da França. Em 1977, foi lançado no cinema a produção filmada do Balé Bolshoi apresentada nos palcos da antiga União Soviética. Em 2003 foi a vez da França apresentar sua versão e, em 2004, a história do escravo chegou à TV em um telefilme estrelado por Goran Visnjic, de “Plantão Médico/ER”.

A revolta liderada pelo escravo é o ponto principal da trama dos filmes já produzidos sobre ele, tendo em vista que sua vida pessoal, antes ou depois da revolta, é desconhecida. De qualquer forma, a idéia é desenvolver o personagem em torno da situação de escravidão, que o levaria a uma situação de revolta.

O filme de Kubrick e a versão para a TV de 2004, tiveram como base o livro de mesmo nome escrito por Howard Fast. Na versão dos anos 60, o personagem era o perfeito herói, sem defeitos e com um grande senso do que era certo ou errado. Na versão mais recente, o personagem suavizou sua postura heróica e corrigiu algumas distorções históricas. Embora nada tenha sido dito a este respeito, é bem provável que a obra seja consultada pelos roteiristas e produtores. O canal Starz pretende trazer a história do escravo com um visual gráfico que lembre as HQ e os video games.


Segundo representantes do canal para o jornal The Hollywood Reporter, a produção será voltada exclusivamente para o público da TV a cabo. Apontando os filmes “300” e “Sin City” como inspiração para a produção, é bem provável que a minissérie “Roma” também seja usada pelos produtores como referência nas situações de sexo e violência. Tal qual os filmes mencionados, os cenários serão virtuais.

A série também deverá contar com atores desconhecidos compondo o elenco. Tendo em vista se tratar de um canal pequeno e os gastos com a produção de cada episódio, não seria viável contratar atores conhecidos ou famosos para compor o elenco e “sugar” metade do orçamento da produção com seus salários geralmente milionários.
>> TV SÉRIES – por Fernanda Furquim