OS FINADOS E AS BRUXAS

sábado | 31 | outubro | 2009

finados

Pois é, caro leitor: aproxima-se o Dia de Finado. E chegou também o tal Halloween, ou Dia das Bruxas: uma data que não faz parte do nosso calendário de festividades tradicionais – no Brasil, a comemoração só tem sentido para quem faz curso de inglês e precisa conhecer melhor a cultura Anglo-Americana. E como o Assomblog também é cultura, publico aqui um artigo produzido pelo pesquisador Sérgio Nilsen Barza que vai dirimir muitas das dúvidas sobre Finados, Halloween e também sobre o Dia de Todos os Santos.

O Dia de Todos os Santos foi instituído pelo Papa Bonifácio IV (608-615) no dia 13 de maio: uma data para honrar santos e mártires. E o Papa Gregório IV (827-843) mudou-a para 1 de novembro. Crê-se que essa resolução tenha sido tomada numa tentativa de substituir uma festa pagã, vinda da cultura Celta, por uma celebração cristã.

A festa também era chamada All-hallows ou  All-hallowmas (do inglês antigo,  Alholowmesse, que  significava All Saints’ Day, Dia de Todos os Santos),  e a noite da véspera (31/10) – ou a noite de Samhain do antigos Celtas –  começou a ser chamada All-hallows Eve (véspera)  e, eventualmente, Halloween.

O Dia de Finados foi instituído mais tarde, por volta do ano 1000. Enquanto a festa de Todos os Santos é um dia para celebrar as glórias do Céu e daqueles que já estão lá, o dia de Finados lembra-nos a nossa obrigação de viver sem pecado: a alma, para entrar no Paraíso, deverá passar por uma purificação, aqui ou no Purgatório.  A tradição de Finados começou independente do dia de Todos os Santos. Teve início graças a monges do século VII que resolveram oferecer uma missa no dia após Pentecostes para os membros da comunidade já falecidos. 

Em fins do século X, os monges do mosteiro beneditino em Cluny, na França, decidiram transferir a missa pelos seus mortos para o dois de novembro, após a festa de Todos os Santos.  O costume se espalhou e, no século XIII, Roma tornou-o uma festa oficial da Igreja Católica. Católicos tradicionalistas aproveitam a data para rezar por suas almas e por almas que estão no Purgatório. Nos tempos de hoje, os cemitérios brasileiros ficam lotados no dia dois de novembro. É uma tradição antiga entre as famílias de nosso país nessa data prestar homenagem e rezar pelos parentes mortos.

O Dia das Bruxas – ou Hallowen – vem das tradições do antigo povo Celta, que, até 180  d.C., ocupava vários territórios da Europa onde hoje existem países como a Inglaterra, a Escócia, a França e a Espanha. No calendário dos Celtas, o dia 31 de outubro era o último do ano.  Nessa data acontecia um festival chamado  “Samhain, All Hallowtide”, que assinalava o fim da colheita e o início da estação de inverno. Essa festa tinha um grande significado para os Celtas. O término do verão era para eles, um povo essencialmente de pastores, a época do ano em que suas vidas mudavam radicalmente: o gado era recolhido dos seus pastos de verão nas colinas, e as pessoas se reuniam nas casas para longas noites frias, contando histórias e fazendo artesanato.

Mas o que isso tinha a ver com uma festa para os mortos? Os Celtas acreditavam que, quando as pessoas morriam, iam para uma terra de eterna alegria e juventude, chamada “Tir nan Og”.  Eles não tinham os conceitos de Céu e Inferno,  que seriam  posteriormente levados pela Igreja Católica. O Samhain era o Ano Novo para os Celtas: uma ocasião mágica, quando o véu que os separava do “Mundo do Além” se tornava mais tênue, e os vivos podiam conversar com seus entes queridos em  Tir nan Og. Os celtas acreditavam que, quando o sol desaparecia no horizonte em 31 de outubro, reinava o caos: a noite não pertencia nem ao ano que acabava nem ao que iniciava. Aquele momento também servia como passagem final para os bons espíritos antes da escuridão do inverno iniciar.

Por volta do ano 43 d.C., os romanos conquistaram o território celta e, nos quatro séculos de domínio, dois festivais romanos combinaram-se ao Samhain. O primeiro deles foi Feralia, um dia no fim do mês de outubro que era consagrado à memória dos mortos. O segundo era uma festa em homenagem a Pomona, deusa romana dos frutos e das árvores. Como seu símbolo era a maçã, alguns estudiosos dizem que a tradicional brincadeira de apanhar a maçã com os dentes numa tina d’água, que se pratica no Halloween moderno, teve origem numa homenagem à deusa.

Quando as Ilhas Britânicas se cristianizaram, várias das tradições celtas foram associadas com o mal. Os celtas, contudo, não tinham demônios e diabos nas suas crenças – embora as fadas fossem freqüentemente consideradas perigosas e hostis, pois se ressentiam de ter suas terras invadidas pelos humanos. Na noite de Halloweeen, elas pregavam peças nas pessoas, fazendo com que se perdessem em colinas mágicas, onde poderiam ser aprisionadas por toda a eternidade.

Após a chegada do cristianismo, algumas pessoas começaram a ver as fadas como anjos que não se alinhara nem com Deus nem com Lúcifer e, por isso, foram condenados a vagar até o dia do Juízo. Na escuridão do dia 31 de outubro, muitos imitavam as fadas, vagando na noite, a bater de porta em porta pedindo comida e bebidas. Se não fossem atendidas, invocavam duendes e fadas que se vingariam do dono da residência com uma travessura.  As pessoas saiam vestidas de fadas, espíritos, fantasmas, e acreditavam que, se encontrassem os verdadeiros espíritos, não seriam  reconhecidos por eles como humanos.
>> ASSOMBLOG – por Roberto Beltrão


‘MATADORES DE VAMPIRAS LÉSBICAS’ IRONIZA CLICHÊS DO GÊNERO

sábado | 31 | outubro | 2009

Se há um tema em voga no cinema, basta esperar alguns meses para que apareçam produções para debochar dele. Neste caso é a sucessão de obras vampirescas em que “True Blood” e “Crepúsculo” são apenas alguns exemplos.

Escrito pelos roteiristas Paul Hupfield e Stewart Williams (da MTV inglesa), “Matadores de Vampiras Lésbicas” é um exemplo típico: com um título poderoso, ridiculariza todas as referências possíveis do gênero.

Como aconteceu em “Todo Mundo Quase Morto” (2004), que caçoava de zumbis, “Matadores de Vampiras” destila um poderoso humor juvenil sobre essas criaturas que, há muito tempo, aterrorizam espectadores. O filme estreia em circuito nacional, em cópias legendadas e dubladas. As dubladas têm a participação do cantor João Gordo.

Tudo começa em um passado nebuloso, quando uma rainha vampira (lésbica), Carmilla (Silvia Colloca, de “Van Helsing – O Caçador de Monstros”), se envolve com a esposa do barão Wolfgang MacLaren na remota Cragwich, Inglaterra. Antes de ser assassinada, Carmilla roga uma maldição: quando completarem 18 anos todas as moças do vilarejo se tornarão vampiras lésbicas.

Os séculos passam e encontramos os amigos Fletch e Jimmy (James Corden e Mathew Horne, dupla-coqueluche da BBC). Enquanto o primeiro é um romântico, apaixonado pela namorada que já o esnobou oito vezes, Jimmy é um beberrão tagarela que só pensa em sexo – uma espécie de Seth mais velho, o personagem gordinho interpretado por Jonah Hill, em “Superbad – É Hoje”.

Para esquecer seus problemas, os amigos marcam uma viagem pelo interior do país, com passagem por Cragwich, onde encontram um grupo de cinco lindas garotas por quem irão se apaixonar. O que eles não sabem é que acabam de entrar em um ninho de vampiras lésbicas.

Como desde o começo já se sabe que Fletch é um descendente distante do barão (ambos interpretados por Corden), entende-se que ele é o único que pode impedir a volta de Carmilla. Um pretexto para incluir uma lista de profecias, rituais e magias tão caros aos filmes de terror B.

O diretor do filme, Phil Claydon, chegou a dizer que se inspirou nos clássicos da Hammer Films, produtora inglesa que ficou famosa pelas versões de Frankenstein e Drácula nos anos 1950. Essas produções colocaram Peter Cushing e Christopher Lee no caminho anteriormente percorrido por Boris Karloff e Bela Lugosi. Mas a afirmação do diretor é um evidente exagero.

Como deboche, “Matadores de Vampiras Lésbicas” serve ao seu público, inquestionavelmente adolescente, faminto por diversão digestiva. O filme, possivelmente em tom de piada, já dá indícios de uma continuação: os matadores de lobisomens gays. Para rir.
>> CINEWEB – por Rodrigo Zavala

Assista ao trailer:


LÁ VEM O SACI

sexta-feira | 30 | outubro | 2009

Saci_la vemO saci completa agora 90 anos de nascimento literário pela pena do escritor paulista Monteiro Lobato (1882-1948), principal responsável por propagar essa figura do imaginário popular nacional. O personagem, cujo nome é uma corruptela de Çaa cy perereg, do tupi-guarani, saltou do universo oral para o mundo das letras após pesquisa realizada por Lobato no começo do século XX.

O livro O sacy-perere – resultado de um inquérito (1918) foi publicado pouco depois de o escritor paulista reunir, para o Estadinho, edição vespertina do jornal O Estado de S. Paulo, muitos dos “causos” sobre o duende relatados por leitores de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e, principalmente, do interior paulista. O futuro criador do Sítio do Picapau Amarelo convocara leitores a compartilhar informações sobre a criatura “genuinamente nacional”.

A obra, que antecedeu até mesmo Urupês, trazia o inquérito sobre o moleque: havia relatos de constantes aparições nas zonas rurais, a informação de que adorava praticar diabruras, como azedar o leite, embaraçar a crina dos cavalos e esconder objetos da casa. Um dos leitores garantiu: “(…) era um negrinho muito magro, muito esperto, de cima de uma perna só, do tamanho de um menino de doze anos, muito feio, banguela, olhos vivos, rindo sempre um riso velhaco de corretor de praça”.

O saci surgiu nas fronteiras do Paraguai, entre os índios guaranis. Mas foram os negros escravizados no país que se apropriaram da figura. E foi então que ganhou feições africanas, gorro vermelho e pito de barro, segundo Mario Cândido, presidente da Sosaci (Sociedade dos Observadores de Saci), associação engajada na missão de não deixar bruxas de Halloween apagarem a imagem do homenzinho perneta no imaginário das crianças brasileiras – hoje, no país, 31 de outubro é dia do saci.

E o duende perneta no universo lobatiano ressurge com destaque no livro O saci, de 1921. E ali é Pedrinho, mais uma vez de férias na casa da avó, que “andava com a cabeça cheia de sacis”. Com tanta curiosidade quanto medo, o menino vai perguntar sobre a criaturinha para tio Barnabé, aquele que “entende de todas as feitiçarias, e de saci, de mula-sem-cabeça, de lobisomem – de tudo”.

Até que um dia Pedrinho consegue captu¬rar um saci num rodamoinho que chega ao sítio com uma peneira de cruzeta. E, no meio da mata, perto de taquaruçus, espécie de bambu onde os sacis nascem, os dois travam diálogos filosóficos sobre a lei da floresta, a vida na cidade, a sabedoria dos homens, a importância da erudição – questionamentos lobatianos.

Só é lamentável que o livro (editora Brasiliense) seja pouco atraente para meninas e meninos de hoje, já acostumados com edições cada vez mais sofisticadas nas capas, no projeto gráfico e nas ilustrações. Mas em 2007, ano em que o escritor de Taubaté completaria 125 anos de nascimento, a disputa judicial pela obra do autor está na reta final – e tudo indica que novas edições das aventuras do Sítio do Picapau Amarelo estejam bem próximas.

Saci_dezAOs sacis, no entanto, continuam aprontando poucas e boas na literatura infantil. A veterana Tatiana Belinky foi premiada pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) por Dez sacizinhos (Paulinas), com as ilustrações de Roberto Weigand. Belinky faz versos sobre o desaparecimento de sacis, que, um a um, vão sendo subtraídos da história: “Eram dez os sacizinhos; um ficou imóvel e nunca mais se moveu, e sobraram nove”.

Em Nas pegadas do Saci (Conex), Marcia Camargos, co-autora do premiado Monteiro Lobato – furacão na Botocúndia (Senac), coloca um grupo de amigos no rastro biográfico do moleque de uma perna só. Os diálogos entre adultos e crianças, recheados de informações históricas e mensagens ecológicas, soam, às vezes, um pouco artificiais. Mas, se a obra carece de recursos literários, o livro com ilustrações de Marcos Cartum destaca-se justamente por oferecer informação de qualidade sobre a criatura folclórica – é boa fonte de pesquisa para crianças em idade escolar.

Saci_DCLaPererêêê Pororóóó (DCL), de Lenice Gomes, escritora de livros que resgatam o aspecto folclórico com roupagem contemporânea, é uma prosa poética cheia de adivinhas – “Pererêêê / Pororóóó / Saci-Pererê! / Adivinha o quê?”. Em versos livres, é contada a história do encontro de Raul e Diva, duas crianças, e três sacis que rodopiam feito “piões enlouquecidos” em um casarão abandonado na cidade. As colagens de André Neves dão um adequado toque folclórico aos personagens.

Saci_caso_cosac naifyÉ também na cidade, em sua periferia, que o enredo de O caso do saci (Cosac Naify), do ilustrador e escritor Nelson Cruz, se desenrola. Os irmãos Manfredinho e Andréa desconfiam que é o duende que anda escondendo o dinheiro do pai, vítima de malandros do bairro. Depois de roubar o gorro vermelho do Saci, o que deixa o duende sem força, os dois acompanham o negrinho até o vale onde estão os objetos escondidos pelo moleque que migrou das zonas rurais para os centros urbanos – pelo menos na literatura infantil
>> ENTRELIVROS – por Gabriela Romeu


‘DEIXA ELA ENTRAR’: RETORNO AO CAMINHO CLÁSSICO DAS HISTÓRIAS DE VAMPIROS

quinta-feira | 29 | outubro | 2009

Com o advento da massa-pop vampírica em séries e nas telonas, o gênero vem ganhando novos tons, alguns coloridos até demais (vampiros à lá Don Juan, ou brilhantes como purpurina ao irradiados pelo Sol) e que, inevitavelmente, estão desgastando o mito.

John Ajvide Lindqvist, autor e roteirista de Deixe Ela Entrar (Låt den Rätte Komma In / Let The Right One In), optou por seguir o caminho mais clássico e selvagem: o horror. Mas com requintes de alcoolismo, preconceito, pedofilia, bullying e psicopatia, a maioria deles implícitos no plot, que impõe na história uma originalidade visceral e única.

O filme sueco de 2008, dirigido por Tomas Alfredson, ganhou mais de 40 prêmios em festivais pelo mundo e conta a história do introvertido Oskar (Kåre Hedebrant), garoto de 12 anos, que é alvo constante de outros alunos na escola e revida a fúria com uma faca, solitário, no quarto. Suas noites mudam quando conhece a estranha Eli (Lina Leandersson, uma versão européia da também excelente Ivana Baquero, de O Labirinto do Fauno), que acabou de se mudar para o apartamento ao lado e que chama a atenção pelas janelas tapadas com papelão, a “garota” (as aspas podem ser melhor compreendidas ao final do texto) tem a mesma idade dele, mas há muito, muito tempo.

Numa trama de formação, o foco é a relação entre os dois. Quando Oskar descobre que Eli é uma vampira, não se afasta, pelo contrário.
Os garotos se tornam amigos, mas os sentimentos evoluem ao longo do filme. Ambos se protegem. Ele torna-se seu novo guardião (o antecessor, um adulto assassino, tem seu passado melhor explorado no livro, e subentende-se que pode ter sido um amante ou o pedófilo castrador de Eli), cuidando para que a menina não seja tocada pelo Sol e ajudando no controle de sua sede por sangue, ainda que tenha lá seus requintes masoquistas. Ela, por sua vez, toma conta do garoto sem se preocupar em ser discreta, impondo sua força sobrenatural para preservá-lo, inclusive.

Lindqvist acertou na dupla de protagonistas, tornando-os carismáticos, mesmo na bizarria. Eli é doce ao mesmo tempo que selvagem, enquanto que Oskar disputa sua introversão contra uma fúria contida. O relacionamento dos dois cresce à medida que percebem a solidão que os assola. São cúmplices e se importam apenas com a companhia um do outro. A complexidade deles aumenta no desenvolvimento da história e é bem traduzida em uma interessante metáfora: o vidro que separa o encontro de suas mãos em um determinado momento, representa a barreira presente no relacionamento dos garotos, que mesmo ligados, possuem um obstáculo intransponível entre eles.


O gênero vampiro é abordado de forma didática pelo autor, que aborda os temas-padrão do mito impostos por Stoker, como a necessária permissão para entrar na casa, o Sol que mata, a mordida que transforma, a percepção felina (bem aplicada num conveniente vizinho com a moradia repleta de gatos) e a eternidade. Mas é a direção de Alfredson que recheia a película com tons sombrios e gélidos, dando a real percepção da solidão que assola os personagens. A trilha sonora se permite apenas aos ruídos, no lugar de arranjos e sinfonias, incrustando o espectador dentro da trama, ou ao contrário.

Fã declarado de Morryssey, o autor não esconde que o título de seu livro e filme são baseados em uma composição do cantor, intitulada Let The Right One Slip In, que diz o seguinte em determinado trecho: “Eu diria que você tem todo o direito de dar uma mordidinha na pessoa certa e dizer: ‘O que fez com que você demorasse tanto?’”.
   
A paternidade é outro ponto-chave no roteiro, menos sutis, mas provocadores. O homem que mora com Eli tem uma figura paterna. Mata por ela e a protege, inicialmente, do contato com o Sol, adaptando o novo apartamento para sua peculiar moradora. Percebe-se que envelheceu ao lado da menina, contemplando sua imortalidade, mas que esconde um passado terrível e chocante, subentendido em duas ocasiões: quando o garoto flagra a vampira nua, num ponto específico de seu corpo, que entrega sua androginia e sua real identidade, em decorrência de um ato inescrupuloso do passado; e quando ela dá o destino de seu antigo guardião, sem piedade, no hospital. Já o pai ausente de Oskar (que mora com a mãe, uma coitada), quando juntos, se mostram extremamente cúmplices e afetuosos um com o outro. Mas a chegada de outro homem na casa revela a possível homossexualidade de seu pai e um grande desconforto no garoto, que não sabe lidar com a situação.

Estes elementos são acréscimos favoráveis, que apenas enriquecem o plot, em suas cenas implícitas, que ampliam e valorizam esse suspense e terror que o diretor muito bem aplica por toda a película.

Hollywood sentiu o cheiro de sucesso e chamou Matt Reevs (diretor de Cloverfield – Monstro) para conduzir a versão americana do filme, certamente com maior apelo comercial e menos sutilezas no roteiro.
Sorte de quem pode apreciar a obra original antes dela se transformar em uma nova onda de vampiros sarados que apreciam mais a luz do Sol do que uma boa dose de sangue.
>> REVISTA MOVIE – por Douglas MCT


‘AMERICAN VAMPIRE’: BRASILEIRO DESENHA HQ COM ROTEIRO INÉDITO DE STEPHEN KING

quinta-feira | 29 | outubro | 2009

Rafael Albuquerque coassina American Vampire para a DC/Vertigo

 

 

Stephen King vai escrever um roteiro de HQ original pela primeira vez. E será para um brasileiro, Rafael Albuquerque, ilustrar. É American Vampire, nova série mensal que a DC/Vertigo acaba de anunciar.

Junto aos dois está o roteirista, e também romancista, Scott Snyder. Nas primeiras cinco edições da série, duas histórias correrão em paralelo – uma escrita por Snyder, outra por King, ambas ilustradas por Albuquerque. Elas revelam o que o blog oficial da Vertigo chama de “uma nova raça de vampiros”.

A história de King apresenta o “primeiro vampiro americano: Skinner Swett, ladrão de bancos e caubói assassino dos anos 1880. Skinner é mais forte e mais rápido que outros vampiros, tem presas de cascavel e ganha seus poderes… do sol?” – na descrição da Vertigo.

A história de Snyder se passa na Era do Jazz, nos anos 20: “Pearl é uma mulher moderna e ambiciosa com sonhos de estrelato. Ela frequenta as danceterias e os bares ilegais de Hollywood em busca de sua grande chance, mas encontra algo mais sinistro à sua espera”.

Nas edições seguintes da série, Snyder e Albuquerque darão continuidade à história de Skinner Sweet e à linhagem de vampiros que ele gerou na América. A Vertigo dá a entender que Stephen King só participará das primeiras cinco edições como roteirista. Em entrevista ao Newsarama, Snyder diz que havia convidado King para escrever apenas uma frase para estampar as capas da série, mas o escritor disse que tinha vontade de fazer algo a mais. Snyder não pensou duas vezes.

O gaúcho Rafael Albuquerque, em conversa exclusiva com o Omelete, diz estar feliz com o projeto – bem diferente dos herois (Besouro Azul, Superman/Batman) a que estava acostumado. “Eu vinha conversando com Will Dennis [editor da Vertigo] desde fevereiro, quando o encontrei na New York Comic-Con. Queria fazer algo com uma cara mais adulta e sempre gostei dos títulos que ele editava. Para minha surpresa, ele conhecia meu trabalho e especialmente o material que tinha feito para a Mondo Urbano.”

O desenhista está envolvido no projeto – como uma das primeiras pessoas do mundo lendo uma história inédita de Stephen King – desde agosto. E diz que tanto o famoso romancista quanto Scott Snyder são ótimos colaboradores.

Quanto a ser o responsável por ilustrar o primeiro roteiro para os quadrinhos de King, o brasileiro diz: “É diferente de trabalhar com um escritor que vem dos quadrinhos mesmo, pois o roteiro é muito mais descritivo que o normal. Claro que é uma baita responsabilidade desenhar uma história do Stephen King, ainda mais a primeira, mas tento não pensar muito nisso, e me concentrar no que é melhor para o trabalho”.

Albuquerque mantém contato diretamente com Snyder, mas com King foi somente através da Vertigo. “Segundo os editores ele tem gostado muito. Só algumas vezes sugeriu mudanças no design dos personagens.”

Pela ligação com Stephen King, American Vampire tem ganhado mídia nacional nos EUA, chegando a jornais como The New York Times e USA Today nesta segunda-feira. A série estreia em março por lá.
>> OMELETE – por Érico Assis


‘STAR TREK ONLINE’: FASE DE TESTES JÁ DÁ ALGUNS RESULTADOS

quinta-feira | 29 | outubro | 2009

Fase de testes está rolando e jogo chega no 1º trimestre de 2010

Fase de testes está rolando e jogo chega no 1º trimestre de 2010

Craig Zinkievich, produtor executivo de Star Trek Online (Cryptic Studios), informou que o jogo massivo de ficção científica está em sua fase de testes (beta) e que os primeiros resultados já estão sendo obtidos.

Ele contou ao site Joystiq que os testes técnicos “já têm os primeiros resultados e que a equipe está muito satisfeita”. STO entrou na fase de testes há uma semana. Passada essa fase, e feitas as melhorias e os ajustes, o jogo será lançado.

Não há data oficial para o lançamento, mas Zinkievich não se conteve e explicou “que isso é uma decisão da equipe de marketing, posso apenas dizer que o título chegará no 1º trimestre de 2010”, completou.

O jogo
Star Trek Online é inspirado na série de televisão criada por Gene Roddenberry. STO rola no ano de 2409 que, segundo nota oficial, “equivale ao futuro da série”. Aliás, a aventura acontece 30 anos depois dos eventos vistos no longa-metragem Star Trek Nemesis (2002).

STO é um título do gênero MMO (do inglês “massive multiplayer online”), ou seja, pode ser disputado online por milhares de jogadores ao mesmo tempo.

Teste beta
As fases-beta representam um período em que o programa (no caso o videogame) passa não somente por uma infinidade de simulações e testes técnicos, mas ainda pelo crivo de jogadores. Ou seja, é quando as primeiras pessoas começam a jogar e a experimentar controles, menus, mapas, arquivos, personagens, itens.

Teste beta para milhares
No caso de um jogo massivo online, em que é preciso “simular” milhares de pessoas curtindo a partida ao mesmo tempo, os estúdios têm distribuído contas, aliás, milhares de contas entre as comunidades oficiais do jogo, da série, do estúdio e assim por diante. Ao mesmo tempo em que os jogadores profissionais do estúdio, milhares de outras pessoas também jogam e ajudam os desenvolvedores a mudar, corrigir e aperfeiçoar um jogo de videogame.

Star Trek Online (produção: Cryptic Studios / distribuição: Atari), PC, PS3, X360.
Lançamento:
América: 1º trimestre de 2009
Ásia: sem previsão
Europa: 1º trimestre de 2009
Oceania: 1º trimestre de 2009

>> TERRA – por Darius Roos


‘GHOSTWIRE’: GAME SOBRENATURAL DE REALIDADE AUMENTADA TEM PRIMEIRO TRAILER

quinta-feira | 29 | outubro | 2009

Confira o funcionamento de Ghostwire para Nintendo DSi

Ghostwire, game para Nintendo DSi que emprega o conceito da “realidade aumentada” (linha da ciência da computação que integra o mundo real a elementos virtuais), teve revelado seu primeiro trailer. Veja abaixo.

O título permitirá que jogadores cacem fantasmas no mundo real. No adventure, o DSi vira um “portal para o plano astral”, através do qual os usuários podem ver e colecionar fantasmas que existem no nosso mundo, invisíveis para nós. Ao encontrar os fantasmas, o jogador deve interagir com eles para descobrir os motivos que os estão levando a assombrar aquele local e tentar ajudá-los a encontrar paz.

A jogabilidade exigirá o uso da câmera (com os fantasmas projetados sobre o ambiente real), microfone e a tela sensível ao toque.
>> OMELETE – por Érico Borgo